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Paróquia São Sebastião
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17h - Santa Missa
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(exceto em feriados cívicos)
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1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
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julho
(47)
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Nosso Padroeiro
Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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31 de jul. de 2016
Santo do Dia - Domingo, 31/07/2016
18:00 | Postado por
Sacerdos |
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SANTO INÁCIO DE LOYOLA
(31 de julho)
Inácio,
filho de nobre família da província de Guipuzcoa, na Espanha, nasceu em 1491
(ou 1496) no vale do Orola, pouco distante de Azpeitia, no Castelo Loyola o
qual, em sua forma característica e em estado de completa conservação,
constitui a parte interior do atual convento. De porte elegante, adestrado em
todos os exercícios equestres, era Inácio, em sua mocidade, o tipo acabado do
cavaleiro fidalgo espanhol, valente, espirituoso, dado ao jogo, à poesia, às
aventuras de armas e de amor.
Jovem
militar, estava em serviço de Juan Velásquez, tesoureiro-mor da corte real da
Espanha; tomou parte na campanha contra Francisco I, da França, o qual cuidando
dos interesses dos herdeiros de João
d’Albret de Navarra, de mão armada invadira território espanhol. No combate de
defesa da cidade de Pamplona contra os franceses, em 20 de maio de 1521, uma
bala de canhão atingiu-lhe a tíbia da perna direita. No longo tratamento a que
teve de se sujeitar, levado pela leitura da Paixão de Cristo e da vida dos
santos, começou a fazer sérias comparações entre as vidas dedicada ao mundo e a
devotada ao serviço de Deus e, movido pela graça, chegou a tomar a firme
resolução de trocar a carreira militar por uma vida religiosa.
No
santuário de Nossa Senhora de Montserrat deu o passo decisivo, disse adeus ao
mundo, pendurou sua espada no altar e desapareceu para a sociedade. Desde
então, foi levar uma vida austera de eremita e mendigo, com todas as práticas
da mais severa penitência, e isto não tanto na intenção de reparar as suas
faltas mas, e principalmente, no nobre intuito de, a exemplo dos santos, para a
Deus dar prova da sua irrestrita vassalagem e dedicação e nela constantemente
se exercitar. Em 1522, na solidão de Manresa, em meio a privações, ânsias,
angústias, consolações e arrebatamentos da vida eremita, mostra que já era
espiritual, traçou as linhas gerais do seu célebre livro "Exercícios
Espirituais", reflexo direto das suas experiências na vida interior,
protótipo da sua fundação monástica, livro que em seguida se tornou verdadeiro
código da ascese cristã em todo o mundo.
Em
1523, o amor ao divino Salvador, cujos mistérios principalmente o ocuparam em
Manresa, bem como o desejo de sumir do mundo e se exercitar na confiança em
Deus, fê-lo resolver-se a uma peregrinação a Jerusalém. De volta para a
Espanha, contando já trinta anos de idade, com admirável firmeza, imperturbável
constância, sofrendo grandes privações e perseguições, entregou-se ao estudo
das línguas clássicas, da Filosofia e da Teologia em Saragoça, Alcalá,
Salamanca e Paris.
Foi em
Paris onde se lhe associaram os primeiros seis companheiros, que sob sua
direção fizeram os exercícios espirituais, e com ele lançaram o fundamento da
Companhia de Jesus, em 15 de agosto de 1534. Por um santo voto se obrigaram a
uma peregrinação aos Santos Lugares da Palestina. Motivos imperiosos tornaram
impraticável a romaria e assim, em 1538 todos se reuniram em Roma, onde foi
elaborado o primeiro plano das Constituições. Em 1540, aos 27 de setembro, a
Regra teve sua primeira aprovação pelo Papa Paulo II, e Inácio, foi eleito
geral da Companhia de Jesus (1541). Estabelecida que se achava a Ordem, a vida
de Inácio entrou em uma nova fase. Superior geral de uma nova família de
religiosos, sua tarefa era velar pela fiel observância da regra, e trabalhar
pelo aperfeiçoamento das constituições.
Enquanto
seus religiosos, animados do seu espírito, trabalharam pela expansão do reino
de Deus na Itália, na França, na Espanha, na Alemanha, na Polônia, na Índia e
na África, ele deixou-se ficar em Roma, dando forma mais perfeita à regra, e
dedicando-se à formação espiritual dos jovens candidatos e futuros superiores.
Ao mesmo tempo se manteve sempre em contato com as fundações, dirigiu-se pela
sua vigilância, pela correspondência e oração, conservando em tudo e sempre bem
vivo o interesse pela prosperidade da Igreja universal. Em Roma fundou
estabelecimentos pela conversão dos judeus, orfanatos, casas de refúgio para
donzelas desamparadas, e o Colégio germânico. Muito de perto acompanhou um
empreendimento dos príncipes cristãos contra os turcos, e muito trabalhou pelo
sucesso do Concílio de Trento.
Entre
os trabalhos silenciosos e múltiplos, na orientação da Companhia veio visitá-lo
a morte. Informado do seu próximo passamento, nada disse. Só pediu a bênção
apostólica e morreu quase sem testemunhas, tendo sobre os lábios o nome de
Jesus. Sua morte ocorreu em 31 de julho de 1556. Canonizado foi pelo Papa
Gregório XV aos 12 de março de 1622.
* * *
Das virtudes
que caracterizam a santidade de Inácio, se destacam estas três: a prudência, a
humildade e a firmeza na execução dos planos uma vez concebidos.
De tudo
que de Inácio se sabe, nota-se em primeiro lugar a prudência, manifesta em seu
tino prático no governo das coisas, seu talento extraordinário de organização,
a superioridade de espírito e seu poder sugestivo. A primeira comunidade por
ele formada compunha-se de talentos de escol e de caracteres firmes e
decididos. Todos se sujeitavam à soberania espiritual do seu mestre, não porque
este fosse um fantasista de atração irresistível – Inácio nada tinha de
visionário fanático – mas por reconhecerem a sua superioridade intelectual, sua
prudência e vasta experiência em coisas espirituais. As suas aspirações não se
estendiam a coisas inacessíveis. Preferia sempre o seguro ao incerto, o interesse
comum ao bem particular.
Segundo:
sem humildade são quiméricas a verdadeira grandeza espiritual e santidade. A
humildade, é, pois, outro traço característico no perfil de Santo Inácio. Que
era obra de Deus a fundação da Companhia, de cuja organização ele servira de
instrumento, era sua convicção íntima. Se é que isto enchia de alegria, se os
progressos da sua Ordem lhe proporcionavam grande contentamento, nem por isso tolerava
que deste se fizesse alarde, e não permitia que se fizesse comparações de
outras Ordens com a Companhia, diminuindo o valor daquelas. Sua é a afirmação
de que havia muitos anos não ter experimentado tentação contra a humildade. De
favores extraordinários celestiais que teve, nenhum conhecimento deu aos seus
Religiosos; todas as anotações relativas a essas graças, ele as fez
desaparecer, fora alguns papeizinhos que lhe escaparam. Com relutância aceitou
o cargo de Superior Geral, e por diversas vezes pediu, dele fosse desobrigado.
A
terceira virtude que em Santo Inácio observamos e admiramos é a sua firmeza na
execução dos planos uma vez concebidos e traçados. Como verdadeiro arauto da
glória de Deus, não conhecia dificuldade e empecilhos; quando se tratava dos
interesses do seu Supremo Senhor, da Igreja ou do bem das almas. Obstáculos,
decepções, perigos e perseguições como era natural, que não lhe faltassem, eram
por Inácio considerados meios para alcançar seus fins. Em causas de suma
importância não se desdenhava de esperar quatorze horas na ante-sala de um
Grande. Pouco antes da sua morte escapou-lhe a confissão de não poder se
lembrar de nos últimos trinta anos ter perdido ocasião, de fazer alguma cousa
no serviço de Deus. Inseparavelmente unida a esta sua firmeza e energia se
achava uma confiança inabalável na Divina Providência.
Certamente
a atividade e o modo de exercer o seu apostolado nada de agradável continha
para os inimigos de Deus e de sua Igreja. É bem explicável, pois, a
malquerença, a antipatia que em determinados círculos se formou contra Inácio e
a Companhia por ele, fundada. No Santo fundador dos Jesuítas não há nada de
fanático, de sorumbático; pelo contrário: Inácio era de uma amabilidade
cativante e de uma serenidade encantadora. Era bondoso, atencioso, meigo e
paternal no tratamento dos seus companheiros, carinhoso e compassivo para com
os doentes e padecentes; de uma delicadeza extraordinária para os que se lhe
abriam em suas tentações, lutas e dificuldades; de uma paciência e generosidade
admiráveis para com os seus perseguidores, e de uma gratidão edificante e
comovedora aos benfeitores.
Fonte e
coroa destas virtudes foram seu imenso respeito e amor a Deus e à pessoa do
divino Salvador. “Divina Majestade” é a intitulação predileta que dá a Deus.
Inácio era conhecido como padre, que quando falava de Deus, sempre elevava o
olhar ao céu. A audição de um canto, a invocação do nome de Jesus, o aspecto de
uma flor, a contemplação do céu estrelado comoviam-no até às lágrimas e transportavam-no
em êxtase. Tão frequentes e tão abundantes lhe eram torrentes de lágrimas, que
chegaram a comprometer a vista, circunstância que motivou a dispensa que obteve
da recitação do breviário. Centenas de vezes se encontra nas suas prescrições
de superior e jaculatória: “Ad majorem Dei gloriam” (“Tudo pela maior glória de
Deus”).
Era
esta a grande mas também a única idéia de Santo Inácio, que ele queria ver viva
em todos os seus Religiosos. O que deles exige não são orações em demasia, nem
mortificações exteriores exageradas, mas tanto mais trabalho, trabalho onímodo,
incessante, trabalho até o esgotamento, até à morte. Trabalhar em todas as
zonas, em todos os setores da vida sacerdotal, pela maior honra de Deus e pela
salvação das almas é o espírito distintivo e a força motriz da sua Ordem. A
obediência é subordinada a este espírito, e como segura reguladora se efetua na
vida ativa da Companhia. “Ide, incendiai o mundo no amor de Deus e das almas”,
era a palavra, que dirigia aos missionários na sua despedida.
Incalculáveis
são os serviços que Santo Inácio e sua fundação à Igreja Católica tem prestado
numa época, em que a sociedade do século 16, em detrimento da Religião, do
Estado e da humanidade entendeu de romper com a ideologia católica e,
deixando-se levar pelos ditames de irrefreado egoísmo e de um prurido incontido
de liberdade em todos os ramos da vida humana, da religião, da política, da
ciência, rumava para funestos fins. Penosamente, apoiada por poucos elementos
dedicados e bons, a Igreja ressalvava os valores verdadeiros e intangíveis da
humanidade. Um destes elementos era Santo Inácio. Ele e sua Ordem valiosamente
concorreram pela salvação desses grandes valores da humanidade, da religião, da
moralidade, das ciências e artes.
(Texto extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe.
J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, alterações a/c blog)
11º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 31/07/2016 - Leituras e Comentário ao Evangelho
00:00 | Postado por
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11º DOMINGO APÓS PENTECOSTES
2ª Classe
– Paramentos Verdes
Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa,
clique aqui.
Jesus cura o surdo-mudo.
1ª Epístola
de São Paulo Apóstolo aos Coríntios 15, 1-10.
Irmãos: Lembro-vos o Evangelho que vos preguei, que
recebestes e em que perseverais; pelo qual sereis salvos, se o conservardes
como eu vo-lo preguei... A não ser que o tenhais acreditado em vão!... Porque,
antes de mais, eu ensinei-vos o mesmo que me foi transmitido, isto é, que
Cristo morreu pelos nossos pecados, de acordo com as Escrituras; que foi
sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as mesmas Escrituras; que
foi visto por Cefas [São Pedro, n.d.r.] e,
em seguida, pelos onze; que, depois, foi visto, ao mesmo tempo, por mais de
quinhentos irmãos, muitos dos quais ainda vivem, embora alguns já tenham
morrido; que foi ainda visto por Tiago, e também por todos os apóstolos;
finalmente, e depois de todos, apareceu-me também a mim, como filho abortivo.
Eu, na verdade, sou o último dos apóstolos, porque persegui a Igreja de Deus!
Todavia, e pela graça de Deus, sou o que sou, e a sua graça não foi estéril em
mim.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Marcos 7, 31-37.
Naquele tempo: Saindo Jesus dos confins de Tiro,
dirigiu-se por Sidônia, ao mar da Galileia, atravessando o território da
Decápole. Trouxeram-Lhe, então, um surdo-mudo, e suplicavam-Lhe que lhe
impusesse a mão. Tomando-o à parte, de entre a multidão, meteu-lhe, Jesus, os
dedos nos ouvidos, e tocou-lhe a língua com a sua saliva; depois, levantando os
olhos ao céu, suspirou, e disse-lhe: “Effeta”, que quer dizer “Abre-te”.
Imediatamente se lhe abriram os ouvidos e se lhe soltou a prisão da língua,
falando normalmente. Ordenou-lhes, Jesus, que o não dissessem a ninguém; porém,
quanto mais Ele o recomendava, mais eles o publicavam! E todos pasmavam cada
vez mais exclamando: “Este, sim, que fez bem todas as coisas, e até fez ouvir
os surdos, e falar os mudos!”
'
Traduções
das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB
(beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com
adaptações).
Comentário
do dia:
Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja
Sermão “Sobre o Nosso Senhor”, 10-11 (disponível no site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum; acesso em 02/08/2013, às 12:23h).
Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja
Sermão “Sobre o Nosso Senhor”, 10-11 (disponível no site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum; acesso em 02/08/2013, às 12:23h).
“Meteu-lhe os dedos nos ouvidos [...] tocou-lhe a
língua”
A força
divina que o homem não pode tocar desceu, envolveu-Se num corpo palpável, para
que os pobres Lhe tocassem, e, tocando a humanidade de Cristo, percebessem a Sua
divindade. Através de dedos de carne, o surdo-mudo sentiu que lhe tocavam nas
orelhas e na língua. Através de dedos palpáveis, percebeu a divindade
intocável, quando o nó da sua língua foi quebrado e as portas fechadas das suas
orelhas foram abertas. Porque o arquitecto e o artesão do corpo veio até ele e,
com uma palavra suave, criou sem dor aberturas nas orelhas surdas; então,
também a boca fechada, até então incapaz de dar vida à palavra, proclamou ao
mundo o louvor d'Aquele que desta forma deu fruto à sua esterilidade.
Do mesmo
modo, o Senhor fez lama com a Sua saliva e ungiu os olhos do cego de nascença
(Jo 9, 6), para nos fazer compreender que lhe faltava algo, como ao surdo-mudo.
Uma imperfeição inata da nossa dimensão humana foi suprimida graças ao fermento
que vem do Seu corpo perfeito. [...] Para colmatar o que faltava a estes corpos
humanos, deu algo de Si mesmo, da mesma maneira que Se dá a comer [na
Eucaristia]. É por este meio que faz desaparecer os defeitos e reanima os
mortos, para que possamos reconhecer que, graças ao Seu corpo “onde habita toda
a plenitude da divindade” (Cl 2, 9), os defeitos da nossa humanidade são
ultrapassados e a verdadeira vida é dada aos mortais por este corpo onde habita
a verdadeira vida.
30 de jul. de 2016
Santos do Dia - Sábado, 30/07/2016
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SANTO ABDÃO E SÃO SENEN
(30 de julho)
Da esquerda para
direita, Santo Abdão e São Senen.
Os santos
mártires Abdão
e Senen eram persas
de nascimento, e senhores principais, muito ricos em sua terra natal. Sendo eles cristãos e vendo os seus
irmãos na fé padecerem graves tormentos e mortes atrozes durante
as perseguições do imperador Décio, passaram a consolar as
almas dos que padeciam por Cristo e sepultar os corpos dos que pela morte
alcançaram a vida eterna.
Ao que
Décio suspeitou
disso, mandou prendê-los e
trazê-los à sua presença. Ao ouvir de ambos a confissão de sua fé, ordenou
fossem acorrentados junto a outros persas então capturados numa guerra, para
voltar a Roma e exibi-los a
título de um triunfo maior.
Assim se
fez. Logo após, Décio
ordenou a Cláudio, pontífice do Capitólio, que trouxesse um ídolo
para obrigar os santos a adorá-lo e, assim, retomarem sua liberdade, nobreza e
riqueza anteriores. Mas os santos, com grande constância e
firmeza, responderam que só a
Jesus Cristo adoravam e reconheciam
como Deus, e a Ele ofereciam o sacrifício de si mesmos.
Ao serem
ameaçados com feras, eles se riram. Levados ao anfiteatro, tentaram fazer com que se ajoelhassem diante
de uma estátua do sol, mas os mártires nela cuspiram. Foram
então espancados e torturados brutalmente
com chicotes-de-armas. Ainda no
anfiteatro, estando nus e feridos,
ainda que revestidos do Cristo e belos
pela graça divina, soltaram contra eles dois leões e
quatro ursos ferozes, mas as feras se prostraram aos pés
dos santos mártires.
Diante disso, o juiz Valeriano atribuiu
tal milagre a uma "arte
mágica", e ordenou que fossem mortos ali mesmo,
sendo então Abdão e Sênen despedaçados com muitas e crueis feridas, assim subindo
suas almas ao Céu. Seus corpos, agora horríveis e
encharcados em sangue, ficaram sem sepultura
e expostos por três dias, para servirem de exemplo e amedrontarem os cristãos. Veio então o subdiácono Quirino (autor da ata do martírio destes santos) e recolheu seus corpos à terceira noite, colocou-os numa arca de chumbo e a guardou em
sua casa com grande devoção.
No governo de Constantino, por revelação
divina foram então descobertos os corpos dos
mártires e levados ao cemitério de Policiano.
A Igreja celebra a festa dos santos Abdão e Senen no dia de seu martírio, ocorrido a 30 de julho do
ano do Senhor de 254. Fazem menção deles o Martirológio e o Breviário
Romanos; Usuardo e
Sorio, na "Vida de São Lourenço", etc.
(com
informações de “La Leyenda de Oro - Tomo Segundo”,
por Pe. José
Sayol y Echevarria, tradução
livre a/c blog)
29 de jul. de 2016
Santos do Dia - Sexta-Feira, 29/07/2016 - 3ª Parte
19:00 | Postado por
Sacerdos |
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SANTOS FÉLIX II, BEATRIZ, SIMPLÍCIO E FAUSTINO DE ROMA
(29 de julho)
2. Santos Beatriz, Simplício e
Faustino de Roma
Martírio dos Santos Simplício e Faustino de Roma.
Iluminura medieval.
No mesmo dia de Santa Marta prima de Jesus, a Igreja comemora
os mártires irmãos romanos Simplício, Faustino
e Beatriz, que morreram pela fé de Cristo na perseguição
dos imperadores Diocleciano e
Maximiano.
Simplicio e Faustino
de Roma foram presos. Como eram muito constantes
na fé, um vigário do imperador mandou torturá-los e depois degolá-los, sendo seus corpos despejados no rio Tibre. Sua santa
irmã Beatriz os
recolheu para dar sepultura digna, e
depois se escondeu na casa de
uma santa viúva chamada Lucina, a
qual passava dia e noite em oração,
penitência e obras de piedade.
Sete meses durou esta santa
companhia; mas o Senhor permitiu
que um homem poderoso, chamado
Lucrécio, ficasse cego de ambição e desejasse tirar de Santa Beatriz
os seus bens de herança, juntando-os ao patrimônio que ele já
possuía. Para poder fazê-lo
mais facilmente e sem nada gastar de seu bolso, sabendo
de sua condição de cristã, fez a ela um convite para sacrificar aos ídolos.
Como Beatriz confessou
espontaneamente ser cristã e que
de forma alguma adoraria a falsos deuses,
Lucrécio
a jogou na prisão, e à noite sufocou-a pelo pescoço até
morrer. Sua santa amiga Lucina
enterrou o corpo dela junto aos
de seus irmãos Simplicio e Faustino. Mais tarde o Papa Leão II edificou um magnífico
templo em Roma, e para lá trasladou os corpos santos destes mártires.
Para mostrar o tamanho mal que acontece aos que se deixam levar pela
cobiça, e que o Senhor descobre
e pune as ciladas e artifícios dos homens maus, convém saber como foi o castigo sofrido por Lucrécio.
O ímpio senhor, tão logo se apossou da herança de
Beatriz, ofereceu a alguns de seus amigos uma festa para comemorar o
delito. Enquanto ele se esbaldasse de alegria e chacota, zombando
dos santos mártires e se sentindo dono da fazenda que não lhe pertencia, do nada compareceu
ao banquete uma mulher com um bebê lactante aos braços. O bebê, em alto
e bom som, disse diante de todos: "Olá, Lucrécio! Mataste, e te apossaste de bem
alheio, e caíste em mãos de teu inimigo."
Imediatamente Lucrécio caiu atordoado, ficou pálido e passou a
sangrar; em seguida, ficou possesso do demônio, que lhe atormentou cruelmente
durante três horas, para então morrer
com grande dano à sua alma e
grande proveito de muitos, que com tal fato entenderam que Deus não só reserva o prêmio aos bons e
o castigo aos maus, como também tira
a máscara dos que mentem e tramam, e mostra que as benesses obtidas por
meios ilícitos se transformam em punhal e veneno dos que pecam
para conquistá-los.
A Igreja celebra a festa dos Santos
Simplício, Faustino e Beatriz no dia
de seu martírio, ocorrido em 29 de julho
de 302. Fazem menção deste fato todos os Martirológios: o
Romano, o de São Beda, o de Usuardo
e o de Adon; nas Atas de Santo Antímio
Mártir, também se escreve a suma do
martírio destes santos irmãos.
(com
informações de “La Leyenda de Oro - Tomo Segundo”,
por Pe. José
Sayol y Echevarria, tradução
livre a/c blog)
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