Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
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17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
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fevereiro
(31)
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Nosso Padroeiro
Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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27 de fev. de 2016
3º DOMINGO DA QUARESMA - 28/02/2016 - Leituras e Comentário ao Evangelho
19:00 | Postado por
Sacerdos |
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3º DOMINGO DA QUARESMA
1ª Classe - Paramentos Roxos
Para ler/baixar o Próprio desta Missa, clique aqui.
Uma
mulher elogia a Jesus após o exorcismo do mudo.
Ilustração por René de Cramer.
Ilustração por René de Cramer.
Epístola de São Paulo Apóstolo aos Efésios
5, 1-9.
Irmãos: Sede imitadores de Deus como filhos muito
amados; e andai no amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por
nós a Deus, como oferenda a sacrifício de suave odor. Nem sequer se nomeie
entre vós a fornicação, ou qualquer impureza, ou avareza, como convém a santos;
nem palavras torpes, nem parvoíces, nem chocarrices, que são coisas
despropositadas; mas antes ações de graças. Porque – sabei-o bem – nenhum
fornicador, ou impudico, ou avaro, isto é, nenhum idólatra, entrará na herança
do reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos seduza com razões vãs: Porque é por
estas coisas que vem a ira de Deus sobre os incrédulos. Não queirais, pois, ser
seus cúmplices. Porque outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor.
Andai como filhos da luz, porque o fruto da luz consiste em ser bom, justo e
verdadeiro, em tudo.
Evangelho de
Jesus Cristo segundo São Lucas 11, 14-28.
Naquele tempo: Estava Jesus expulsando um demônio,
que era mudo. E, depois de ter expulsado o demônio, o mudo falou, e as turbas
admiraram-se. Alguns, todavia, disseram: “Ele expulsa os demônios em virtude de
Belzebu, príncipe dos demônios.” E outros, para o porem a prova, pediam-lhe um
prodígio do céu. Ele, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: “Todo
o reino, dividido contra si mesmo, acaba na ruína, caindo casa sobre casa. Ora,
se Satanás esta dividido contra si mesmo, como pode manter-se de pé o seu
reino? Já que dizeis que é por virtude de Belzebu que eu expulso os demônios:
Se é por virtude de Belzebu que eu expulse os demônios, por virtude de quem é
que os vossos filhos os expulsam? Por isso eles serão os vossos juízes. Ora, se
é por virtude de Deus que eu expulso os demônios, certamente chegou para vós o
reino de Deus. Quando um, valente e bem armado, guarda a entrada de sua casa,
estão em segurança os bens que possui. Mas se, sobrevier outro mais forte que
ele, e o vencer, tira-lhe todas as armas, em que confiava, e reparte os seus
despojos. Quem não está por mim, está contra mim; e quem não colhe comigo,
desperdiça. Quando o espírito imundo saiu dum homem, vagueia por lugares
áridos, em busca de repouso. Não o encontrando, diz: Voltarei para a minha
casa, donde saí. E, quando vem, encontra-a varrida e em ordem. Então, vai
arranjar outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando, ali se instalam;
e o ultimo estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro.” Ora,
aconteceu que, enquanto ele dizia isto, uma mulher levantando a voz, do meio da
multidão, disse-lhe: “Bem aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te
amamentaram.” Ele, porém, disse: “Antes bem aventurados aqueles que ouvem a
palavra de Deus, e a põem em prática.”
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe.
Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica:
Biblica, 1963 (com adaptações).
Pe. Leonhard Goffiné (1648-1719), cônego regular
premostratense
Manual do Christão, pág. 386 - Rio de Janeiro:
Casa Central dos Padres Lazaristas, 1951.
“E para
pô-lo a prova, outros lhe pediam um sinal do céu.” (Lc 11, 16)
Cegos de inveja, os Fariseus só enxergam obras
do demônio onde o povo singelo vê manifesto o poder divino; sirva isto de
consolação aos servos de Deus quando forem tratados como Jesus Cristo quando,
não lhes podendo condenar as obras exteriores, atribuem o bem que fazem a outro
princípio que não o Espírito de Deus, que os anima.
O incrédulo busca sempre novas provas de
religião, para resistir-lhes como às outras que conhece; assim o pecador exige,
para converter-se, novas graças que sempre inutiliza. Bastavam as ações de
Cristo Senhor Nosso para convencer os Judeus de como era Ele o Messias, mas
para cego voluntário não há sol que faça dia.
Santo do Dia - Sábado, 27/02/2016 - 2ª Parte
12:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO GABRIEL DE NOSSA SENHORA DAS DORES
(27 ou 28 de fevereiro)
Parte Final
O mesmo
Pe. Norberto, passionista, relata: “A sua vocação se manifestou do seguinte
modo: Não sei em que ano foi, sentiu-se ele acometido de um mal, que o fez
pensar na morte. Teve então a inspiração de prometer a Deus entrar numa Ordem
religiosa, caso recuperasse a saúde. A promessa foi aceita, pois melhorou
prontamente e em pouco tempo se achou restabelecido. A promessa ficou como se
não fosse feita. O jovem tornou a dar o seu afeto ao mundo e se entregou à
dissipação como antes. Não tardou que Deus lhe mandasse outra enfermidade, uma
inflamação interna e externa da garganta, tão grave, que parecia a morte
iminente já na primeira noite, tornando-se-lhe dificílima à respiração.
Novamente o enfermo recorreu a Deus e invocando Santo André Bobola, aplicou ao
lugar dolorido uma estampa do mesmo Santo, e renovou a promessa de abraçar o
estado religioso. As melhoras se acentuaram quase instantaneamente e teve o
enfermo uma noite tranqüila e não mais voltaram as angústias da dispnéia. Deste
extraordinário favor o jovem se lembrou sempre com muita gratidão. Manteve
também por algum tempo o propósito de fazer-se religioso, mas diferindo-lhe a
execução, o amor ao mundo voltou e no
mundo continuou a viver.
Das
paixões de Francisco, uma das mais fortes foi a da caça. A esta paixão ele
pagava tributos bem pesados e seu diretor espiritual não hesitou em atribuir a
este esporte a cruel moléstia, que o ceifou na flor da idade. Certa vez, em
pular uma cerca, chegou a cair e com tanta infelicidade, que quebrou-lhe um
osso do nariz. O fuzil disparou e o projétil passou-lhe rentinho pela testa,
pouco faltando que lhe rebentasse o crânio. Francisco, reconhecendo logo a
providência deste aviso, renovou a sua promessa. Ficou com as cicatrizes, mas
deixou-se ficar no mundo.
A graça
divina também não se deu por vencida. Rejeitada três vezes, tentou um quarto
golpe, mais doloroso ainda. De todos de sua família Francisco dedicava
terníssima amizade a sua irmã Maria Luzia, nove anos mais velha que ele, e esta
amizade era correspondida com todo afeto. Em 1855 irrompeu em Spoleto a cólera
e Maria Luiza foi a primeira vítima da terrível epidemia. Foi no dia Corpus
Christi, e a notícia alcançou Francisco, quando, na procissão, levava a cruz. A
morte da irmã feriu profundamente o coração do jovem e mergulhou sua alma em
trevas nunca antes experimentadas. Perdeu o gosto de tudo e se entregou a uma
tristeza inconsolável. Parecia, que com este golpe a graça divina tivesse
removido o último obstáculo de a
promessa se cumprir. Assim ainda não foi. Todo acabrunhado, Francisco
manifestou ao pai sua resolução de entrar para o convento chegando a dizer que
para ele tudo se tinha acabado nesta vida. Possenti, receando perder seu filho
a quem muito amava, não recebeu bem a comunicação e pediu-lhe nunca mais
tocasse neste assunto. Aconselhou-o a se distrair, a afastar os pensamentos
tristes a procurar a sociedade, frequentar o teatro; chegou a insinuar-lhe a
idéia de procurar a amizade de uma donzela distinta, de família igualmente
conceituada, na esperança de nos entendimentos inocentes ela conseguir de
fazê-lo esquecer-se dos seus intentos religiosos.
Na
igreja metropolitana de Spoleto gozava de uma veneração singular uma imagem de
Nossa Senhora; a esta imagem chamava simplesmente “a Icone”. Na oitava do dia
15 de agosto esta imagem era levada em solene procissão por dentro da igreja e
não havia quem não se ajoelhasse à sua passagem. Em 1856 Francisco Possenti
achava-se no meio dos fiéis e todo tomado de amor por Maria Santíssima, os seus
olhos se fixavam na venerada imagem como que esperando por uma bênção especial.
Pois, quando a “Icone” vinha aproximando-se do jovem, parecia ela lhe atirar um
olhar todo especial e lhe dizer: “Francisco, o mundo não é para ti; a vida no
convento te espera”. Esta palavra, qual uma seta de fogo cravou-lhe no coração;
assim saiu da igreja desfeito em lágrimas. Estava resolvido a realizar desta
vez o plano de alguns anos. Tratou, porém, de não dar por enquanto nenhuma
demonstração do seu intento.
Embora
certo de sua vocação, mas desconfiando da sua fraqueza, e para não ser vítima
de uma ilusão procurou seu mestre no liceu e diretor espiritual Pe. Bompiani,
Jesuíta e a ele se abriu inteiramente, fazendo do conselho do mesmo depender
sua resolução definitiva. O exame foi feito com toda sinceridade e tendo tomado
em consideração todos os fatores influentes no passado da vida do jovem, o Pe. Bompiani
não duvidou de se tratar de uma vocação verdadeira e animou o jovem a seguí-la.
Consultas que fez com mais dois sacerdotes de sua inteira confiança, tiveram o
mesmo resultado. Francisco se resolveu então a pedir sua admissão na
Congregação dos Passionistas. ”
Comunicar
ao pai a resolução tomada, não foi fácil. Mas desta vez o Sr. Sante, homem
consciencioso, vendo a aflição e a firmeza de seu filho, não mais se opôs;
tomado, porém, de espanto quando soube que a Congregação por Francisco
escolhida, a dos Passionistas, era de todas a mais austera. Se bem que não se
opusesse à vontade do filho, tratou de procrastinar a execução do seu plano e
impor condições. Francisco, porém, ficou firme. Tomou ainda e pela última vez,
parte na solenidade da distribuição dos prêmios, no colégio dos Jesuítas, fez
como sempre um papel brilhante no palco, despediu-se dos seus professores, dos
seus amigos e em companhia de seu irmão Luiz, da Ordem Dominicana, por ordem de
seu pai, fez uma visita a seu tio Cesare, cônego da Basílica de Loreto e a um
parente de seu pai, Frei João Batista da Civitanova, guardião de um convento
dos capuchinhos, levando para ambos carta de Sante Possenti em que este pedia
examinassem a vocação do jovem. Tanto o cônego como o capuchinho carregaram bastante
as cores da vida austera na Congregação dos Passionistas, que absolutamente não
lhe conviria, a ele, moço de dezoito anos, acostumado a seguir às suas
vontades, sem restrição de comodidades.
A
visita à Santa Casa em Loreto Francisco aproveitou largamente para
recomendar-se a Nossa Senhora. Não mais arredou do caminho encetado. De Loreto
foi para o convento Morrovale, dos Passionistas onde já em 21 de setembro de
1856 recebeu o hábito com o nome de Gabriel dell’Adolorata. Admitido no
noviciado, escreveu ao pai e aos irmãos, comunicando-lhes o fato. Ao pai pede
perdão, aos irmãos recomenda amor filial e boa conduta. A carta, embora de
simplicidade encantadora, é um documento admirável de sentimento filial e
católico. Aos companheiros seus de estudo dirigiu cartas também. Despede-se,
pede perdão de maus exemplos que julgava ter dado; aconselha-os a fugir das más
companhias, do teatro, das más leituras e das conversas inúteis.
Convencidíssimo
da sua vocação religiosa, longe do mundo, da sociedade e da família, não mais
teve outro ideal que subir às culminâncias da perfeição.
Inconfundível
era sua personalidade no meio dos seus companheiros do noviciado. Sem perder as
notas características do seu caráter, a jovialidade, a alegria de espírito, a
amenidade de trato, era ele inexcedível não só na exatidão do cumprimento dos
exercícios regulares, como também na prática das virtudes cristãs e monásticas.
E se perscrutarmos as causas profundas desta mudança radical na vida de
Gabriel, duas conseguiremos encontrar, aliás suficientes e esclarecedoras: o
ardente amor a Jesus Crucificado, à Santa Eucaristia, sua devoção singular a
Mãe de Deus, em particular à Nossa Senhora das Dores e sua inalterada
mortificação, por meio da qual deu morte aos seus desordenados apetites, um por
um.
Tendo
corrido o ano de provação, Gabriel foi admitido à profissão e mandado para
várias casas da Congregação, com o fim de completar os seus estudos de
teologia. Durante os anos de preparação para o sacerdócio, superiores e
companheiros viram no santo jovem o modelo mais perfeito de todas as virtudes,
e cumpridor exatíssimo dos seus deveres.
Quando
chegou à idade de vinte e três anos, anunciaram-se os primeiros sintomas da
moléstia, que no prazo de um ano havia de levá-lo ao túmulo: a tuberculose
pulmonar. O longo tempo da sua enfermagem Gabriel o aproveitou para ainda mais
se aprofundar na sua devoção predileta à Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo
e à Maria Santíssima, mãe das dores. Em fevereiro de 1862 ainda pôde andar e
receber a santa comunhão na igreja, junto com seus companheiros.
Inesperadamente o mal se agravou; foi preciso avisá-lo para receber os últimos
sacramentos. A notícia assustou-o por um momento só; mas imediatamente
recuperou a habitual calma, que logo se transformou numa alegria antes nunca
experimentada. O modo de receber o santo viático comoveu e edificou a todos que
assistiram. Não mais largava a imagem do crucificado, que cobria de beijos, e
ao seu alcance tinha a estátua de Nossa Senhora das Dores, que frequentemente
apertava ao seu peito, proferindo afetuosas jaculatórias, como estas: “Minha
mãe, faze depressa!” – “Jesus, Maria, José, expire eu em paz em vossa
companhia!” – “Maria, mãe da graça, mãe da misericórdia, do inimigo nos
protegei, e na hora da morte nos recebei”. – Poucos momentos antes do
desenlace, o agonizante, que parecia dormir, de repente, todo a sorrir, virou o
rosto para esquerda, fixando olhar para um determinado ponto. Como que tomado
de uma grande comoção diante de uma visão impressionante, deu um profundo suspiro
de afeto e nesta atitude, sempre sorridente, com as mãos apertando as imagens
do crucifixo e da Mater dolorosa, passou desta vida para a outra.
Assim
morreu o santo jovem na idade de vinte e quatro anos, na manhã de 27 de
fevereiro de 1862. Foi sepultado na igreja da Congregação, em Isola Del Gran
Sasso. Trinta anos depois fêz-se o reconhecimento do seu corpo. Nesta ocasião
com o simples contacto de suas relíquias verificou-se a cura prodigiosa de uma
jovem que a tuberculose pulmonar tinha reduzido ao último estado.
Reproduziram-se aos milhares os prodígios que foram constatados à invocação do
Santo. Em 1908 o Papa Pio X inscreveu o nome de Gabriel da Virgem Dolorosa no
catálogo dos Beatos e em 1920 Bento XV decretou-lhe as solenes honras da canonização.
Pio XI estendeu a sua festa a toda a Igreja, em 1932.
(Texto
extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e
disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)
Santo do Dia - Sábado, 27/02/2016 - 1ª Parte
00:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO GABRIEL DE NOSSA SENHORA DAS DORES
(27 ou 28 de fevereiro)
1ª Parte
Gabriel
de Nossa Senhora das Dores, a quem Leão XIII chamava "o São Luis Gonzaga
de nossos dias", nasceu em Assis a 1 de março de 1838, filho de Sante
Possenti di Terni e Inês Frisciotti. No mesmo dia que viu a luz do mundo,
recebeu a graça do batismo, na mesma pia em que foi batizado o grande patriarca
São Francisco, na Igreja de São Rufino. Com efeito, no batismo recebeu nome de Francisco, em homenagem a seu avô e
ao Seráfico de Assis.
Como um
dos magistrados dos Estados Pontifícios, o pai do santo gozava de grande estima
do Papa Pio IX e Leão XIII honrava-o com sua sincera amizade. A mãe era de
nobre família de Civitanova d’Ancona. Estes dois cônjuges eram modelos de
esposos cristãos, vivendo no santo temor de Deus, unidos no vínculo de respeito
e amor fidelíssimo, que só a morte era capaz de solver. Deus abençoou esta
santa união com treze filhos, dos quais Gabriel era o décimo-primeiro.
Nos
braços, sobre os joelhos de uma mãe profundamente religiosa o pequeno Francisco
aprendeu os rudimentos da vida cristã e pronunciar os santos nomes de Jesus e
Maria. Mas sua felicidade de infância experimentou um grande abalo, quando
inesperadamente a morte arrebatou-lhe a mãe, que contava apenas 38 anos. Do
pai, o próprio filho Francisco ao seu diretor espiritual testemunhou ser um
homem piedoso, não só dedicado a seu trabalho mas também à meditação e Missa
diárias antes de ir para o batente; findo o dia, sempre reunia seu filhos para
dar sábios conselhos, que versavam sobre os deveres para com Deus, o respeito
aos pais e o perigo das más companhias, “assassinos da juventude” e “satélites
de Lúcifer” no dizer de seu pai.
Os
biógrafos de Francisco fazem ressaltar em primeiro lugar a extraordinária
bondade de coração do menino, principalmente para com os pobres. Muitas vezes
ficou ele sem a merenda, por tê-la dado aos pobres. Entre seus irmãos era ele o
anjo da paz, sempre pronto para desculpar e para defendê-los, quando acusados
injustamente. Não suportava a injúria, fosse ela atirada a si ou a um dos seus.
Com a maior facilidade se desfazia de objetos de certo valor, com que tinha
sido homenageado. Assim presenteou a um de seus irmãos de uma bela corrente de
prata, que tinha recebido de um parente. Estes belos traços no caráter de
Francisco não afastam certas sombras que nele subsistiam também. Os que o
conheciam meigo, bondoso, compassivo, sabiam-no também ser nervoso, impaciente,
irascível.
Para
felicidade sua, o sr. Sante, seu pai, não era daqueles que desculpam os
caprichos de seus filhos, pretextando serem crianças, sem pensar que mais tarde
terão de pagar bem caro esta condescendência e fraqueza. O verdadeiro amor
cristão fê-lo combater sem tréguas todos os defeitos. Francisco era obediente e
tinha grande respeito ao pai, o que aliás não impedia que diante de uma severa
repreensão desse largas ao seu gênio impulsivo, com palavras e gestos
demonstrando o seu descontentamento, sua raiva. Mas tudo isto era fogo fátuo.
Logo voltava às boas; sua boa índole não permitia, que estas revoltas
interiores durassem muito tempo. Nesta escola de sábia pedagogia Francisco cedo
aprendeu combater e vencer seus defeitos.
Por
algum tempo Francisco ficou entregue aos cuidados de um mestre; depois frequentou
o colégio dos Irmãos das Escolas Cristãs, onde fez rápidos progressos,
figurando sempre entre os melhores alunos. Na idade de sete anos fez a sua
primeira confissão. Um ano depois, em junho de 1846 recebeu o sacramento da Confirmação.
Tudo isto prova que o menino já se achava bem instruído nas verdades da nossa
fé, graças ao sólido ensino que lhe dispensavam os beneméritos Irmãos
Sallistas.
Nesse
mesmo tempo caiu também a data da sua primeira comunhão, para qual se preparou
com todo o esmero. Testemunha de vista desse grandioso ato diz: “O fervor com
que o vi chegar-se da sagrada mesa, o espírito de fé, que se estampava no seu
semblante, o vigor dos seus afetos foram tais, que se chegava a crer ser ele
levado por um Serafim”. Esses sentimentos de fé e de piedade, aquelas chamas de
amor ao SS. Sacramento não mais se separaram do coração de Francisco nos anos
de sua mocidade, nem no meio de uma vida dissipada de certo modo mundana. Não
menos certo é que a freqüente recepção da santa comunhão preservou-o de graves
desvios no meio das tentações do mundo.
Terminados
os estudos elementares, o pai pensou em procurar para Francisco uma educação
mais elevada, de acordo com a sua posição social e confiou seu filho aos Padres
Jesuítas que na cidade de Spoleto dirigiram um colégio. Neste educandário
passou Francisco os anos todos de sua mocidade no mundo e chegou a cursar os
quatro semestres de estudos filosóficos. Estudante inteligente e cumpridor
exato de seu dever que era, deixou boa memória naquele colégio e formavam-se as
mais belas esperanças a seu respeito. Ano não passava, que não tirasse um
prêmio; no fim dos seus estudos foi distinguido com uma medalha de ouro.
Mestres e colegas igualmente o estimavam. Tudo nele encantava: os seus modos
delicados e gentis, a modéstia no falar, o sorriso benévolo que lhe afloravam
aos lábios, o garbo com que se sabia ver em circunstâncias mais solenes, os
sentimentos nobres que dominam em todo o seu proceder. Aos seus mestres
devotava sempre a máxima estima e profunda gratidão. Das práticas de piedade
era rígido observador e com regularidade frequentava os santos sacramentos. Não
há dúvida, que, dada a ocasião, o seu gênio impetuoso e quente o levava a
transportes de veemência e de cólera. Mas estes excessos eram sempre seguidos
de lágrimas de arrependimento e de penitência. Desde a sua infância mostrou
devoção particular a Nossa Senhora das Dores, uma imagem da qual se conservava
em sua família; e cabia-lhe a ele adorná-la de flores e manter acesa uma
lâmpada diante da estátua.
Para
completar a imagem do jovem estudante e assim melhor poder compreender a
mudança que nele mais tarde se efetuou, tenha aqui lugar a descrição da solene
distribuição de prêmios, da última em que Francisco tomou parte no colégio dos
Jesuítas em Spoleto, em setembro de 1856. Os melhores alunos tinham sido
escolhidos para abrilhantar a cerimônia com discursos e declamações poéticas.
Entre eles Francisco ocupava o primeiro lugar. As raras qualidades morais, que
o adornavam, a figura simpática e atraente na flor da mocidade, a extrema
vivacidade que nele se observava, não deixaram de emprestar-lhe um leve
sombreado de vaidade, que de algum modo chegou a dominá-lo. Esta vaidade se lhe
patenteava na exigência que fazia no modo de se trajar, sempre na última moda,
de perfumar o cabelo e este sempre tratado com cuidado, de se aborrecer com uma
nódoa por mais insignificante que fosse, no fato, no amor que tinha a
divertimentos alegres e aos esportes mundanos.
O
inimigo das almas tirou proveito dessas fraquezas. Se não conseguiu roubar-lhe
a inocência, não foi porque não lhe poupasse contínuos assaltos, bem sucedidos.
A paixão pelo teatro, a verdadeira mania por bailes, o amor à leitura de
romances eram tantos escolhos, tantos perigos, que é de admirar que o jovem
Francisco não caísse presa das ciladas diabólicas. Tão pronunciada era sua paixão
às danças, que lhe importou a alcunha de “bailarino”. Assim um dos seus
mestres, Pe. Pinceli, Jesuíta, quando soube da inesperada fuga de Possenti do
mundo para o convento, disse: “O bailarino fez isto? Quem esperava uma tal
coisa! Deixar tudo e fazer-se religioso no noviciado dos Padres Passionistas!”
Francisco
bem conhecia o perigo em que nadava, e não faltava quem o chamasse à atenção, o
lembrasse da necessidade da oração, da vigilância, da mortificação, da devoção
a Jesus e Maria, de não perder de vista a eternidade, etc. Em uma carta que lhe
escreveu o Pe. Fedeschini, SJ, há todos estes avisos; o conselho de fugir das
más companhias, de dar desprezo à vaidade no vestir e falar, de largar o
respeito humano, de fazer meditação diária e receber os sacramentos.
Com
todas as leviandades e suas perigosas tendências para o mundo, Francisco não
deixava de ser um bom e piedoso jovem, a quem homens sábios e virtuosos não
pudessem escrever com confiança, benevolência e estima e cujas palavras não
fossem aceitas com respeito e gratidão.
“Muitas
vezes” – diz quem bem o conhecia –
“Possenti sentiu o chamado de Deus, de deixar a vida no mundo e trocá-la com o
estado religioso”. Seu diretor, Pe. Norberto, Passionista, declara: “A vocação,
se bem que descuidada e sufocada, estava nele havia muito tempo e ele a sentiu
desde os mais tenros anos. Muitas vezes o servo de Deus disse-me isto,
lastimando a sua ingratidão e indiferença”.
(continua...)
(Texto
extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e
disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)
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