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Paróquia São Sebastião
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17h - Santa Missa
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(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
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Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Nosso Padroeiro
Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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29 de ago. de 2015
Festa Litúrgica e Santo do Dia - Sábado, 29/08/2015
00:00 | Postado por
Sacerdos |
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DEGOLAÇÃO DE SÃO JOÃO BATISTA
(29 de agosto)
Quando São João Batista, o preclaro Precursor do
Messias abandonou o deserto, para onde se tinha retirado, por inspiração do
Espírito Santo, foi para o rio Jordão, onde começou a batizar e pregar a
penitência, preparando desta maneira o terreno para a nova doutrina do Salvador,
Nosso Senhor Jesus Cristo.
Abusos e vícios detestáveis tinham se aninhado
na sociedade Judaica e São João Batista se propôs a verberá-los energicamente.
À testa do governo estava o rei Herodes, cognominado Antipas, filho daquele
outro Herodes, por cuja ordem foram assassinados os inocentes de Belém. É o
mesmo Herodes Antipas, que figura na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Pois
ao tribunal desse monarca que Pôncio Pilatos mandou Nosso Senhor, que de
Herodes só ouviu escárnios e cujos soldados lhe vestiram a túnica branca.
Herodes Antipas
vivia escandalosamente, tendo raptado Herodíades, esposa de seu irmão Felipe.
Essa união ilícita era um mau exemplo e grave escândalo para a nação inteira.
Não havia quem se sentisse com coragem de censurar o monarca e chamá-lo à
ordem. São João Batista, porém, não podia ver tal coisa, de braços cruzados.
O Evangelho diz que Herodes se sentiu atraído
pela personalidade extraordinária do Batista, e com agrado lhe ouvia as
instruções. Diz mais que São João lhe declarou, com toda franqueza: "Não
te é lícito viver com a mulher do teu irmão". O que o rei respondeu, o
Evangelho não conta; mas podemos crer que Herodes recebeu muito mal a
declaração do profeta; tão mal que ponderou as possibilidades de livrar-se de
tão incômodo e importuno monitor. Se não deu passo nesse sentido, foi porque temia
o povo que a São João grande veneração dedicava. Mais ofendida se sentiu a
mulher, que tanto fez, tanto instigou, que o rei se decidiu a encarcerar o
Santo Precursor. Na prisão, João recebia as visitas dos discípulos, que ávidos
ouviam as instruções do mestre. Alguns deles foram, em comissão, enviados ao
Divino Mestre, para lhe dirigir esta pergunta: "És Tu o que há de vir ou devemos
por um outro esperar?". São João mandou fazer a Jesus esta pergunta, não
porque duvidasse da sua divindade e missão messiânica, mas para que os
discípulos tivessem ocasião de conhecer e presenciar as maravilhas por Ele
feitas.
É de opinião dos Santos Padres que a prisão de
São João se efetuara em dezembro, tendo o Santo ficado encarcerado até agosto
do ano seguinte. Era em agosto que Herodes festejava pomposamente o seu
aniversário natalício. Ao suntuoso banquete estavam presentes muitos convivas,
entre estes os Príncipes da Galiléia. Fazia parte do programa uma dança
oriental executada pela filha de Herodíades, chamada Salomé. Tão bem a jovem desempenhou o
papel de dançarina, que Herodes, para lhe mostrar seu contentamento, prometeu
dar-lhe tudo o que pedisse, ainda que fosse a metade do reino. Esta promessa,
tão levianamente emitida, o rei ainda a confirmou com um juramento. Salomé, tão
admirada quão perplexa, diante dessa inesperada liberalidade do monarca, foi
ter com a mãe, para saber o seu parecer. Herodíades achou chegado o momento de
livrar-se do odiado profeta, e nenhum instante hesitou. "Vai – disse à
filha resolutamente – e pede a cabeça de João Batista". Sem pestanejar e
afoitamente, a leviana dançarina transmitiu a ordem da mãe ao Rei e disse-lhe
em voz alta, para que todos pudessem ouvir: "Quero que me dês num prato, a
cabeça de João Batista". Ao ouvir um pedido tão bárbaro e desapiedado,
Herodes apavorou-se mas, não querendo desapontar a moça e lembrando-se do
juramento que fizera, anuiu e mandou o algoz ao cárcere onde João se achava. A
ordem de decapitá-lo foi cumprida imediatamente e pouco momento depois, Salomé
teve satisfeito o seu desejo: a cabeça de João Batista, apresentada num prato. Os discípulos, logo que
souberam do crime, retiraram o corpo do querido mestre do cárcere e deram-lhe
honroso enterro.
Os assassinos não escaparam da vingança de Deus.
O Rei da Arábia, cuja filha, esposa de Herodes, por este tirano tinha sido
repudiada, abriu campanha contra o adúltero, venceu-o e exilou-o. O imperador
de Roma, por sua vez, desterrou-o para Lion, na Gália. Assim, abandonado por
todos, fugiu com Herodíades para a Espanha, onde ambos morreram na maior
miséria. Consta que Salomé, ao atravessar em pleno e regiroso inverno um rio
coberto de gelo, este cedeu e os pedaços de gelo, chocando-se um contra o
outro, cortaram-lhe a cabeça.
O martírio de São João se deu um ano antes da
morte de Nosso Senhor. O corpo do Santo foi enterrado na Samaria. Seu túmulo
foi profanado em 362 pelos pagãos. Piedosos monges salvaram pequenos restos que
foram entregues a Santo Atanásio, em Alexandria.
A cabeça de São João Batista foi encontrada em
Emese, na Síria em 453 e é hoje a relíquia mais insigne da catedral de Breslau.
(Texto
extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, alterações a/c blog)
28 de ago. de 2015
Santos do Dia - Sexta-Feira, 28/08/2015 - 2ª Parte
14:00 | Postado por
Sacerdos |
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SANTO HERMES
(28 de agosto)
Imagem de Santo Hermes na Paróquia dos
Santos Hermes e Alexandre I em Theux, Bélgica.
Santo Alexandre I, Papa e mártir, foi
grande ministro do Senhor, e com sua santa vida, admirável ensinamento e
inumeráveis milagres converteu à fé de Cristo grande número de legionários romanos.
Um destes prosélitos foi Hermes, homem riquíssimo e vindo da grande nobreza.
Uma vez que um de seus filhos foi ressuscitado por Santo Alexandre I, assim
iluminado pela luz do Céu, decidiu Hermes receber o santo Batismo, no que foi
seguido por sua mulher e filhos, sua irmã Teodora e toda a família, em torno de
1250 pessoas. Na mesma ocasião, deu liberdade a seus escravos, repartiu seus
bens com seus empregados e outros pobres e, por já antever que seu martírio
estava próximo, deixou ao filho mais velho o governo da casa.
Por ser São Hermes tão ilustre e
conhecido, sua conversão deixou em polvorosa toda a cidade. O prefeito
Aureliano logou mandou prender aos santos Alexandre e Hermes, ficando este sob
a custódia do tribuno Quirino, cuja filha Balbina era muito molestada por
inchaços. Quirino compadeceu-se de São Hermes, e lhe disse se lamentar que um homem tão honrado se deixasse enganar
por uma crença insana a ponto de perder todos os seus bens e títulos, nada mais
lhe restando a não ser a morte.
O santo rebateu, dizendo que tinha
estado no mesmo erro, e que Alexandre tinha lhe livrado disso e devolvido a
vida a um filho seu e a visão a uma criada e ama sua; tentou então convencê-lo
de que, caso libertasse ao Papa, então noutro cárcere, para ver a Hermes
naquela noite, Quirino se converteria naquela mesma noite.
Quirino reagiu dando ordem de
reforçarem os grilhões e a guarda de Alexandre para impedir que escapasse. Mesmo
assim, o santo Pontífice, para surpresa de todos, conseguiu vir à casa de
Quirino, em companhia de um anjo semelhante a um menino de cinco anos e com um
machado à mão. Alexandre encontrou Heremes e então curou a Balbina de seus
inchaços. Tal foi o espanto pelos milagres que Quirino e toda a sua casa se
converteram.
Aureliano logo soube, e ordenou que
todos os parentes batizados de Quirino fossem conduzidos a um navio e dele
lançados ao alto mar com pedras amarradas às cinturas para que morressem submersos.
Quirino foi afligido com diversas torturas e, em seguida, esfolado, vindo São
Hermes a sofrer o mesmo suplício por que passou o tribuno convertido. Seus
corpos foram resgatados por Santa Teodora, irmã de São Hermes, e sepultados na
Via Salária, próximo a Roma. Tudo isto se passou em 28 de agosto de 132, no
tempo do imperador Adriano.
O Papa Pelágio II adornou e ilustrou o
cemitério de São Hermes. Fazem menção de seu martírio todos os Martirológios,
especialmente o de Adon, que traz a maior quantidade de detalhes, baseado nas
Atas de Santo Alexandre, que constam no terceiro tomo do padre Surio.
(com
informações de “La Leyenda de Oro - Tomo Tercero”,
por Pe. José
Sayol y Echevarria, tradução
livre a/c blog)
Santos do Dia - Sexta-Feira, 28/08/2015 - 1ª Parte
00:00 | Postado por
Sacerdos |
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SANTO AGOSTINHO DE HIPONA
(28 de agosto)
Tão
grande é a glória que Santo Agostinho adquiriu, pela sua conversão, santidade
de vida e, não menos pelos seus escritos que, ao longo da história, mais de 150
congregações religiosas quiseram ter a honra de combater sob sua bandeira e que
reconhecem Santo Agostinho como fundador e pai.
Tagaste,
cidade de Numídia, ao norte da África, era lugar tão insignificante que talvez
tivesse ficado completamente desconhecido, se não fosse a terra de Santo
Agostinho. Seu pai era funcionário público e gozava de geral estima, pois era
homem correto e leal. Chamava-se Patrício. Deus deu-lhe a graça da conversão ao
Cristianismo pouco antes da morte.
Agostinho
nasceu aos 13 de novembro de 354. Sua mãe, Mônica, santa mulher, procurou dar
ao filho uma educação correspondente à sua fé religiosa. Grande, porém, foi o
desgosto que teve, ao ver que vãos lhe foram os esforços em conservá-lo no
caminho do temor de Deus. Bem cedo Agostinho, esquecendo-se dos conselhos da
mãe, caiu na escravidão do pecado, como mais tarde teve a nobre franqueza de
confessar perante Deus. Causa desses desvarios, ele mesmo disse ter sido a
leitura de maus livros.
Até a
idade de 15 anos, fez os estudos em Madaura. A falta de recursos obrigou-o a
interromper a frequência à escola e voltou para Tagaste, onde permanceu até que
o pai tivesse conseguido os meios necessários para o filho poder continuar e
terminar o curso em Cartago. Todos elogiavam a Patrício pelo interesse que
mostrava em proporcionar ao filho ocasião de fazer um curso brilhante nas escolas
superiores. “Meu pai” – assim se exprime Santo Agostinho – “fez tudo para me
adiantar neste mundo. Pouco se lhe dava, porém, de saber se eu era virtuoso,
contanto que fosse eloquente”.
Durante
esse tempo, na idade de 16 anos, Agostinho se entregou de corpo e alma aos
prazeres, invejando os companheiros quando se ufanavam de indignidades por eles
praticadas, que não tinham sido possíveis a ele. O tempo que passou em Cartago foi
a época mais triste de sua vida. Lá teve um filho, fruto do pecado. Agostinho
deu-lhe o nome de Adeodato.
Indescritível
era a tristeza e dor que a mãe experimentava, sabendo que o filho se encontrava
em estado tão lastimável. Essa dor ainda redobrou quando soube que Agostinho se
tinha filiado à seita dos maniqueus. Mônica chorou como se tivesse perdido o
filho pela morte. No entanto, não cessou de rezar pelo apóstata, e pediu a
pessoas piedosas das suas relações, que unissem as orações às dela, para obter
a graça da conversão de Agostinho. Este parecia ficar dia a dia mais orgulhoso,
e completamente inacessível se tornou aos rogos da mãe. Nove anos passou
Agostinho nas trevas do erro herético. Mônica teve uma revelação de Deus, que
lhe garantiu a conversão do infeliz filho.
Agostinho,
entretanto, abriu em Tagaste e mais tarde em Cartago, um curso de retórica. Era
um horizonte estreito demais Para sua ambição sem limites, que por ideal tinha
adquirir fama mundial, um dia resolveu ir para a Itália. Mônica tudo fez para
dissuadi-lo desse plano, ou pelo menos alcançar que a levasse em sua companhia.
Agostinho, para se livrar das importunações da mãe, fingiu levar um amigo até
as embarcações, enquanto ela se hospedaria num albergue perto do porto. Mônica
passou a noite toda em oração e pranto e, quando chegou o dia, Agostinho já se
achava em alto mar, em direção a Roma. Chegado à cidade eterna, caiu gravemente
doente. Logo que se restabeleceu, lecionou retórica, e as suas preleções
tiveram grande afluência.
Na
mesma ocasião, achava-se em Roma um grupo da cidade de Milão para pedir ao Prefeito
Simaco uma lente de retórica. Agostinho, por meio de proteção dos amigos maniqueus, conseguiu a preferência
entre vários concorrentes e seguiu para Milão. Uma das primeiras visitas que lá
fez, foi ao santo Bispo Ambrósio, que o recebeu com toda a cordialidade. Foi
Deus quem guiou os passos do jovem que, sem o saber, já se achava nas malhas da
graça divina. A amabilidade com que Ambrósio o tratava, a caridade que
encontrava e, principalmente, a eloquência arrebatadora do santo bispo, fizeram
com que o coração de Agostinho se abrisse ao conhecimento da verdade. Se antes
era de opinião que contra as provas do maniqueísmo não havia argumentação, as
prédicas de Santo Ambrósio desfizeram essa pretensão. Pouco a pouco conheceu
que o sistema da heresia apresentava grandes lacunas, e finalmente se curvou
diante da força da verdade.
Agostinho
pediu para ser inserido na lista dos catecúmenos. Sabendo quanta mágoa no
passado causara à mãe, previa o grande prazer que lhe deveria causar a notícia
de sua conversão. Mônica, de fato, veio a Milão, mas nenhuma demonstração deu
de satisfação por ter o filho deixado a heresia. Para Agostinho mesmo,
seguiram-se dias de graves lutas internas, pois eram precisas resoluções
hercúleas para quebrar os grilhões de maus hábitos, adquiridos em longos anos e
deixar-se levar unicamente pelo suave impulso da graça divina.
Em
certa ocasião, recebeu a visita do amigo Ponticiano, que lhe contou a vida de
Santo Antão. Foi a hora da graça triunfar. Agostinho confessa que, ao conhecer
a vida do grande eremita, ficou profundamente comovido, e tão forte foi esta
comoção que se viu tomado de verdadeiro horror do pecado. Não foi só isto: Deus
interveio diretamente na história desta célebre conversão. Quando um dia
Agostinho se achava à sombra duma figueira, ouviu perfeita e distintamente as
palavras: “Toma e lê”. Instintivamente abriu o primeiro livro que se lhe achava
à mão. Eram as epístolas de São Paulo. Abrindo-o, topou com os versos:
“Caminhemos como de dia, honestamente, e não em glutonarias e bebedeiras, não
em desonestidades e dissoluções; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não
façais uso da carne em seus apetites”. (Rm 13, 13). Tendo lido isto, não quis
mais prosseguir. Fez-se-lhe luz na alma. A tristeza estava-lhe transformada em
alegria e, tomado dessa alegria, procurou o amigo Alípio, fazendo-o
participante de sua satisfação. Alípio abriu o livro e leu adiante as palavras,
que Agostinho não tinha visto: “Ao que é ainda fraco na fé, ajudai-o”. (Rm 14,
1) Apoderou-se também de Alípio grande comoção, que o levou a acompanhar
Agostinho na conversão.
Não
tardaram a levar à Santa Mônica esta boa nova. O coração da pobre mãe
transbordou de alegria, quando a recebeu e ouviu de que modo se realizara a
transformação no coração do filho. Deus tinha, afinal, ouvido sua oração, e não
só isto: a conversão de Agostinho dera-se de maneira tão extraordinária, como
nunca podia esperar.
Depois,
em companhia de sua mãe, de Navígio, seu irmão, seu filho Adeodato e Alípio,
retirou-se para a casa de campo de um amigo, a fim de preparar-se para o santo
Batismo. Recebido este, renunciou a tudo que é do mundo: riqueza, dignidades e
posição. O único desejo que tinha era servir a Deus, sem restrição alguma e,
para poder pô-lo em prática, formou uma espécie de congregação, composta de
amigos e patrícios, que já se achavam em sua companhia. Mônica cuidava de todos
como se fossem seus filhos.
Havia
ainda uma dificuldade: achar um lugar onde pudesse, como desejava, viver em
comunidade. Resolveram voltar para a África. Quando chegaram ao porto de Óstia,
morreu Mônica, e Agostinho deu-lhe sepultura lá mesmo. Chegado a Tagaste,
vendeu todos os bens em benefício dos pobres. Escolheu um lugar perto da cidade
onde, durante três anos, levou com os companheiros uma vida igual à dos
primeiros eremitas do Egito.
Negócios
urgentes chamaram-no a Hipona. O bispo daquela cidade era Valério. Em diversas
ocasiões se dirigiu aos diocesanos, expondo-lhes a necessidade de ordenar
sacerdotes. O povo, conhecendo as virtudes e talentos de Agostinho, o propôs ao
Antístite como candidato digno. Embora Agostinho relutasse, alegando
indignidade, Valério conferiu-lhe as ordens maiores. Uma vez sacerdote,
Agostinho pediu ao Prelado licença para fundar um convento em Hipona e, para esse
fim, Valério lhe deu um grande terreno, nas proximidades da Igreja. Muitos
outros conventos ainda se fundaram na África setentrional e Agostinho, com
razão, é considerado fundador e organizador da vida monástica.
Em 395,
a pedido e insistência do bispo Valério, foi Agostinho sagrado bispo. A nova
posição não mais lhe permitia a permanência no convento. Para não perturbar a
vida monástica com as frequentes visitas que havia de atender, transferiu
residência para outra casa, onde foi viver em companhia de sacerdotes, diáconos
e subdiáconos.
Naquela
pequena comunidade, a ninguém era permitido ter propriedade. O que possuíam,
servia à comunidade. Ninguém era admitido que não se ligasse pela promessa de
sujeitar-se a esse regulamento. À mulher, era vedada a entrada. Nessa proibição
estava a própria irmã de Agostinho, que era viúva e superiora num convento
religioso. Se o múnus pastoral lhe impunha a visita a uma pessoa de outro sexo,
fazia-se acompanhar por um dos sacerdotes.
Duas
ordens religiosas tiveram sua origem da comunidade fundada por Santo Agostinho
em Tagaste: A dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, e a dos Agostinianos
propriamente ditos, chamados também de “Eremitas de Santo Agostinho”. Outra
Congregação baseada nos ensinamentos de Santo Agostinho foi a da Congregação
das Religiosas de Nossa Senhora, Cônegas Regulares de Santo Agostinho, fundada
em 1597 por São Pedro Fourier e o venerável Aleixo le Clerc.
No ano
de 1244, durante o pontificado de Inocêncio IV, eremitas de Toscana também
adotaram a regra. Duas outras congregações menores, que já viviam sob a regra
agostiniana, acabaram unindo-se e os três segmentos uniram-se, formando uma só
congregação. Posteriormente, a Ordem sofreu reforma e, dois novos segmentos
(filiais) foram criados, ou seja, Ordem dos Agostinianos Descalços e a Ordem
dos Agostinianos Recoletos.
Santo
Agostinho governara a Igreja de Hipona por 35 anos quando a África sofreu a
invasão dos Vândalos e dos Alanos que, vindos das Gálias e da Espanha e
comandados por Genserico, devastaram toda a região norte-africana. Para
Agostinho, havia a possibilidade de se pôr a seguro. Preferiu, entretanto,
partilhar a sorte do seu rebanho. Esperando a cada momento a tomada da cidade
pelas hordas invasoras, rodeado de amigos e de bispos fugitivos, a alma cheia
de dor e amor, pediu a Deus que salvasse a África ou aceitasse o sacrifício de
sua vida. Acometido de uma febre violenta, sob a recitação dos salmos
penitenciais, morreu na idade de 76 anos, em 28 de agosto de 430. Levou consigo
ao túmulo a Igreja africana, a própria África com sua alta cultura e
civilização. Depois dos Vândalos vieram os maometanos, e com eles o extermínio
do Cristianismo naquelas regiões.
Grandes
são os tesouros espirituais que Agostinho deixou à Igreja, nos seus livros, que
apresentam eterno valor. Por especial providência, aconteceu que no grande
incêndio que os Vândalos causaram na tomada de Hipona, fossem poupadas a Igreja
e a biblioteca do grande Bispo.
(Texto
extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, alterações a/c blog)
27 de ago. de 2015
Santo do Dia - Quinta-Feira, 27/08/2015
00:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO JOSÉ DE CALASANZ
(27 de agosto)
Imagem
de São José de Calasanz na
Basílica de Montserrat, Espanha.
José de
Calasanz nasceu num castelo de Peralta de La Sal, em Aragão, na Espanha, em 31
de julho de 1558. Procedente de uma família nobre e muito religiosa, ele foi
educado no rigor do respeito aos Mandamentos de Deus. Desde cedo, mostrou sua
vocação religiosa, mesmo contrariando seu pai, que o queria na carreira
militar. José tanto insistiu que foi enviado para estudar Teologia na
Universidade de Valência, para concluir seu propósito de servir a Deus. Ao
terminar os estudos, aplicou-se nos exercícios de piedade e práticas de
penitência a fim para manter-se longe das tentações e no seguimento de Cristo.
Recebeu
a ordenação sacerdotal em 1583, embora sem a presença do pai, que ainda não
cedera à sua vocação. Inicialmente, foi para um mosteiro, desejando uma vida de
solidão. Mas seu bispo, percebendo nele um alto grau de inteligência, disse-lhe
que sua missão era a pregação. Assim, dedicou-se à atividade pastoral, sendo
muito querido por todos os fiéis e bispos, que lhe davam vários encargos
importantes a serem executados junto à Santa Sé.
Em
1592, José de Calasanz encontrou o caminho para a sua vocação: a educação e
formação de jovens pobres e abandonados. Inicialmente, como membro da Confraria
da Doutrina Cristã, atuando junto aos jovens pobres da paróquia de Santa
Dorotéia, onde era vigário cooperador. Em 1597, fundou a primeira escola
gratuita para crianças pobres, seguindo entusiasmado pelo grande número de
voluntários que se agregavam à obra. Assim, em 1621 fundou a Ordem dos Clérigos
Pobres Regulares da Mãe de Deus das Escolas Pias (os nomes pelos quais são mais
conhecidos – “escolápios” ou “piaristas” – derivam justamente de “Escolas
Pias”). São clérigos regulares que têm um quarto voto: o comprometimento com a
instrução dos jovens.
O
grande reconhecimento das Escolas Pias de Roma fez com que se espalhassem por
toda a Itália, alcançando a Espanha, Alemanha, Polônia e Morávia. Mas, apesar
do incontestável sucesso da nova Ordem, nos últimos anos de sua vida José teve
de passar por uma terrível provação. Caluniado perante o Santo Ofício, foi
julgado, deposto do cargo e a nova Congregação ficou sem aprovação.
Entretanto
José, humildemente, aceitou tudo sem revoltar-se. Morreu no dia 25 de agosto de
1648, aos noventa anos de idade, animando os seus sacerdotes para não
desistirem da Ordem. Somente oito anos depois de sua morte o papa Alexandre VII
reconheceu que ele era inocente e aprovou as regras da Ordem. Como o fundador
previra, ela ressurgiu mais vigorosa do que antes.
A ele
foram atribuídas muitas intercessões em milagres e graças, sendo canonizado em
1767. No Calendário Romano Antigo, São José de Calasanz é comemorado dois dias
depois de sua morte, a 27 de agosto. Desde 1948, ele é celebrado em todo o
mundo cristão como Padroeiro das Escolas Populares, conforme foi proclamado
pelo papa Pio XII.
(com
informações do Portal Paulinas, alterações a/c blog)
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