TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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4 de nov. de 2015

Santos do Dia - Quarta-Feira, 04/11/2015 - 1ª Parte



SÃO CARLOS BORROMEU, BISPO
(04 de novembro)

Carlos, o segundo de três filhos do conde Gilberto Borromeu, nasceu aos 2 de outubro de 1538. Menino ainda, revelou ótimo talento e uma inteligência rara. Ao lado destas qualidades, manifestou forte inclinação para a vida religiosa, pela piedade e o temor a Deus. Era seu prazer construir  altares minúsculos, diante dos quais, em presença dos irmãos e companheiros de idade, imitava as funções sacerdotais que tinha observado na Igreja. Era mero brinquedo infantil. O amor à oração e o aborrecimento aos divertimentos profanos eram sinais mais positivos da vocação sacerdotal. Os pais, por seu turno, julgando garantido o futuro da família pelo primogênito Frederico, animaram a Carlos naquele modo de pensar, e levaram-no a seguir a carreira sacerdotal. Com doze anos, recebeu a tonsura e o hábito talar.

Com a renúncia do tio Julio César, assumiu as finanças da abadia de São Graciano; a administração de emolumentos que lhe provinham do benefício, Carlos considerava coisa sagrada: “Bem eclesiástico é propriedade de Cristo e por ele dos pobres; a estes aproveita o usufruto”. Não consentia que bens da abadia fossem aplicados a necessidades de família e, quando era obrigado a emprestá-los ao pai, exigia-lhe nota promissória. Com dezesseis anos, matriculou-se na Universidade de Pávia, para ouvir as  preleções do célebre canonista Francisco Alciati, e lá ficou por cinco anos, separado do mundo,  entregue aos estudos e  à prática de piedade. Este tempo coincide  com  a  fundação de um patronato para estudantes, cuja organização lhe foi possibilitada pela cessão que o tio materno, o Cardeal de Médici, lhe fizera de um benefício eclesiástico. 

Gian Ângelo, tio materno de Carlos, tinha sido eleito Papa sob o nome de Pio IV. Carlos foi o único de seus parentes que, por desapego às pompas, não foi a Roma apresentar felicitações ao recém-eleito Pontífice. Ao que Pio IV mandou chamar o sobrinho à  metrópole da cristandade e deu-lhe as posições mais elevadas na hierarquia eclesiástica. Sucessivamente foi nomeado no ano de 1560, protonatário apostólico, referendário e cardeal diácono da Igreja de São Vito. Oito dias depois  desta nomeação, recebeu o arcebispado de Milão, com residência obrigatória em Roma, e mais outras dignidades variadas. Muitos acabaram se descontentando por atribuírem esta acumulação de funções como favoritismo, mas ninguém estava mais descontente que o próprio privilegiado, não por ter se  tornado objeto das queixas nesse sentido,  mas principalmente por ter sido o primeiro a desejar uma reforma radical na parte administrativa da Igreja. Às queixas e reclamações, seguiu-se um grande contentamento, porque Carlos revelou logo um tino administrativo extraordinário, unido  a  um espírito de justiça  incomparável. Inacessível a adulação, de uma vigilância prudente e rigorosa,  ao mesmo tempo condescendente, deu Carlos, apesar de ainda muito jovem, o exemplo de um homem perfeito, cumpridor dos seus deveres. Além disto, era pessoa de modos delicados, de fino trato social, que com vantagem sabia impor-se na roda da alta sociedade  romana.

O ano de 1562 trouxe a  Carlos a graça do sacerdócio. Com a morte de seu irmão Frederico sem outro herdeiro homem, seus parentes insistiram, então, que Carlos abandonasse a carreira eclesiástica; o próprio Papa se fez intérprete do desejo da família. Para por de vez termo a todas as  reclamações dos parentes,  fez-se ordenar e, depois do fato consumado, surpreendeu-os com a notícia do seu sacerdócio. A Pio IV, que não se  conteve e a Carlos externou o seu  grande descontentamento, respondeu: “Santo Padre, não vos queixeis do meu proceder. Uni-me à esposa que muito amava e desejava com todo o ardor”. A partir desse momento, nota-se na vida de Carlos pendência declarada para a vida ascética. O jesuíta Pe. Ribeira, seu confessor e diretor de consciência, introduziu-o cada vez mais “na vida espiritual, em Deus escondida”. 

No silêncio da meditação, lançou Carlos planos grandiosos para a reorganização temporal da Igreja Católica. Estes todos se concentraram na ideia de concluir o Concílio de Trento.  De fato, era o que a Igreja mais necessitava, como base e fundamento da  renovação e consolidação da vida religiosa. Por toda a parte surgiram abusos,  sintomas indubitáveis de uma decadência deplorável e de uma perturbação bastante séria do regime eclesiástico. O duque Alberto de Baviera tinha arbitrariamente introduzido a comunhão dos fiéis sob ambas as espécies. O rei alemão Fernando tinha publicado um catecismo de orientação contrária ao Concílio. Nas cabeças dos políticos franceses doideava a idéia de um concílio nacional. Na Polônia se realizou, de fato, um concílio nacional de todas as confissões. Na Inglaterra reinava Isabel, que, para legitimar sua sucessão, celebraria a independência da Igreja inglesa da de Roma. Só a Espanha desejava a conclusão do Concílio Tridentino.

Carlos, sem cessar, chamava a atenção do velho tio para esta necessidade, reclamada por todos os amigos da Igreja.  De fato, o Concílio se realizou, e não exageramos se apontamos Carlos como força motriz daquela grandiosa atuação da vida católica. Ele quis ser o primeiro a  executar as  ordens da nova lei, ainda que por esta obediência tivesse de deixar a posição para ocupar outra inferior. Já fazia dez anos que a diocese de Milão não tinha visto senão comissários de Antístite. A autoridade do Vigário Geral não chegava para pôr em execução as  determinações do Concílio Tridentino, que com traço enérgico cortava abusos enraizados na vida do clero secular, os quais  alegavam em seu favor o costume de muitos anos.

Carlos visitou a  diocese e sua entrada em Milão foi uma apoteose. Os retratos dos seus avoengos, que tinham sido colocados nas salas do palácio, mandou ele retira-los, e no lugar destes pôr a imagem do glorioso antecessor e modelo, Santo Ambrósio. Um mês depois da chegada, convocou o primeiro concílio provincial, cujo assunto principal era a reforma da vida clerical, de acordo com as  determinações do Concílio Tridentino. O Concílio sofreu uma interrupção pela morte do Papa. Carlos, chamado a Roma, assitiu ao tio na hora da morte.  No conclave que se reuniu, por ocasião da eleição do novo Papa, Carlos tomou parte. O primeiro pedido que dirigiu a (São) Pio V foi de poder voltar para a diocese, pedido a que o Sumo Pontífice, se bem que com pesar, lhe acedeu. 

De volta a Milão, desenvolveu Carlos uma atividade grandiosa. Para este fim, organizou uma série de concílios provinciais e diocesanos, escreveu uma excelente instrução para os confessores e publicou as instituições e regras da sociedade de escolas da doutrina cristã.  Em segundo lugar, trabalhou para a criação de seminários menores e maiores, e construiu em Milão o Colégio Helveciano. Resistência tenacíssima e inesperada encontrou o arcebispo,  quando estendeu a reforma às Ordens Religiosas. Os Cônegos de Santa Maria della Scala,  apoiando-se em privilégios antigos, garantidos pelo rei da Espanha,  que ao mesmo tempo era duque de Milão, negaram ao arcebispo o direito de visita canônica, e levaram o atrevimento ao ponto de pronunciar a sentença de excomunhão contra o prelado. A mesma humilhação veio-lhe dos Franciscanos e dos Humiliatas. A Ordem destes foi dissolvida por Carlos e com este ato declarou-se por terminada a resistência das Ordens.  Em outras congregações religiosas, o  arcebispo  achou os mais dedicados auxiliares, como por exemplo, nos Jesuítas, nos Irmãos e Irmãs de Escola, dos Teatinos e dos Capuchinhos. Uma organização admirável que o arcebispo criou entre o clero secular foi a Congregação dos Oblatos, composta de sacerdotes seculares, que por único voto, tinham de estar sempre à disposição do Prelado, onde e  quando de auxílio precisasse. 

As visitas pastorais dão-nos uma idéia bem clara do espírito apostólico de Carlos Borromeu. Não lhe era indiferente o modo como o clero cumpria o dever, e como o povo mostrava interesse em aceitar a doutrina cristã e  as determinações da autoridade eclesiástica. Freguesia não havia, por mais pobre, por mais inacessível que fosse, que não lhe tivesse recebido a distinção da visita.  No meio das fadigas da viagem (muitas vezes ele mesmo carregava a bagagem), conservava sempre o bom humor. Com os pobres, partilhava o pão dos pobres. Dias havia em que não tomava senão pão e água. De importância histórica tornaram-se as suas visitas à Suíça, onde criou instituições católicas de grande importância. Não só os católicos, mas também os próprios protestantes, recebiam jubilosamente o “santo bispo”. Por intercessão de Carlos, a Suíça católica recebeu um Núncio Apostólico. Foi Carlos quem introduziu na Suíça a  Companhia de Jesus e a Ordem dos Capuchinhos, e defendeu os católicos suíços contra as inovações do Protestantismo.

Carlos sabia muito bem que a caridade  abre os corações também à religião. Por isto foi que grande parte da receita pertencia aos pobres, reservando ele para si só o indispensável. Heranças ou rendimentos que lhe vinham dos bens de família, distribuía-os entre os desvalidos. Tudo isto não aguenta comparação com as  obras de caridade que o arcebispo praticou, quando em 1569-1570 a fome e uma epidemia, semelhante à peste,  invadiram a cidade de Milão. Não tendo mais do seu para dar, pedia em pessoa esmolas para os pobres e  abria assim fontes de auxílio, que teriam ficado fechadas. Quando, porém, em 1576 a  cidade  foi  visitada pela peste, e o povo abandonado pelos poderes públicos, não tinha outro recurso senão o bispo; este, para não falar na criação de hospitais e lazaretos que mantinha, visto que ninguém se compadecia do povo,  ainda procurava os pobres doentes de que ninguém lembrava, consolava-os e dava-lhes os santos sacramentos. Tendo-se esgotado todas as fontes de recurso, Carlos lançou mão de tudo o que possuía, para amenizar a triste sorte dos doentes. Mais de cem sacerdotes tinham pago com a vida, na sua dedicação e serviço aos doentes. Deus conservava a vida do arcebispo, e este se aproveitou da ocasião para dizer duras verdades aos ímpios e ricos esquecidos de Deus.

Quem diria que, um bispo tão zeloso e tão santo, pudesse  ser alvo de acusações, como se tivesse tendências antipatrióticas? Os primeiros que lhe atiraram pedras, foram aqueles elementos que mais se  sentiram incomodados pela obra da reforma do prelado. Dos leigos, eram principalmente representantes da alta aristocracia, cuja vida estava em contradição com as leis da Igreja sobre o matrimônio. Dos clérigos, eram em primeiro lugar frades rebeldes que, intimados à sujeitar-se à reforma, se estribavam em direitos inatingíveis e privilégios centenários.  Milão pertencia à Espanha, sendo governado pelo duque de Milão, que era rei da Espanha. O primeiro governador, o duque Albuquerque, por ser admirador pessoal do venerável Bispo, conservou as boas relações com a Cúria. Seu sucessor, Aloísio Requesens, porém, atendendo às reclamações dos que se julgavam ofendidos em seus direitos, desrespeitou a jurisdição  episcopal e respondeu à sentença da excomunhão com a ocupação militar do Castelo de Arona (propriedade dos Borromeus) e do palácio arquiepiscopal. 

No ano de 1579, uma deputação apresentou em Roma as seguintes queixas contra o arcebispo:  de Carlos Borromeu ter proibido as  danças e divertimentos públicos nos domingos;  a  prolongação costumeira das folganças carnavalescas até depois do primeiro domingo da quaresma; de ter interdito a passagem pública pelas igrejas, quando esta era facultada para encurtar o caminho;  de na época da peste ter usurpado direitos que não lhe competiam e procurado engordar o povo;  e por último,  do rigor excessivo contra o clero. O então Papa Gregório XIII não só rejeitou as  acusações como infundadas, mas ainda recebeu Carlos Borromeu em Roma, com as  mais altas distinções. Em resposta a este gesto do Papa, o governador de Milão, organizou no primeiro domingo da Quaresma de 1579, um indigno préstito carnavalesco pelas ruas de Milão, precisamente à hora da missa  do arcebispo. Este mesmo governador, que tanta guerra ao prelado movera e  tantas hostilidades contra São Carlos estimulara, no leito de morte reconheceu o erro e teve o consolo da  assistência do santo bispo na hora da agonia. 

Quando em  outubro de 1584, como era de costume, se retirara para fazer os exercícios espirituais, o Arcebispo Carlos teve fortes acessos de febre, a que não ligava importância e dizia:  “Um bom pastor de almas, deve saber suportar três febres, antes de  se meter na cama”. Os acessos  renovaram-se e consumiram as forças do arcebispo. Provido dos santos sacramentos, expirou aos 03 de novembro de  1584.  Suas  últimas palavras foram: “Eis Senhor, eu venho, vou já”.  São Carlos Borromeu tinha apenas 46 anos e a sua morte foi muito pranteada. Paulo V, canonizou-o em 1610 e fixou-lhe a  festa  para o dia 04 de novembro. O Corpo do santo em boa conservação, repousa na cripta do “duomo”, de Milão. 

(texto extraído de "Na Luz Perpétua", do Pe. J. B. Lehmann SVD, 
e disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)
 
2 de nov. de 2015

Santos do Dia - Segunda-Feira, 02/11/2015



FIÉIS DEFUNTOS
(02 de novembro)


Depois de, em 01 de Novembro, Festa de Todos os Santos, a Igreja se ter alegrado por causa dos seus filhos que entraram na glória do Céu, hoje ela pede por todos aqueles que, nos sofrimentos purificadores do Purgatório, esperam o dia em que poderão associar-se à assembleia dos santos, unidade que existe entre a Igreja triunfante, a Igreja militante e a Igreja padecente. Jamais se cumpre de modo mais palpável o duplo dever de caridade e de justiça que é, para os cristãos, consequência da sua incorporação no Corpo Místico de Cristo. Em virtude do dogma tão consolador da comunhão dos santos, os méritos e sufrágios de uns são aplicados a outros, a pedido da Igreja, que, pela Santa Missa, indulgências, esmolas e sacrifícios de seus filhos, oferece a Deus os méritos superabundantes de Cristo e dos seus membros.

A celebração da Santa Missa, sacrifício do Calvário por nós continuado sobre os altares, foi sempre considerado pela Igreja como o principal meio de cumprir para com os defuntos a grande lei da caridade cristã. Já no século V havia Missas dos defuntos. Mas a comemoração de Todos os Fiéis Defuntos se deve a Santo Odilon, quarto abade de Cluny; foi ele quem a instituiu em 998, e a fixou no dia seguinte à Festa de Todos os Santos. Esta prática logo se estendeu a toda a Cristandade.

O sacerdote suplica todos os dias a Deus, no cânon da Missa, num memento especial em que recorda todos quanto dormem o sono eterno, que lhes conceda "o lugar do refrigério, da luz e da paz". Não há, então, Missa alguma em que a Igreja não reze pelos defuntos; mas hoje o seu pensamento vai para eles de modo muito particular, com a maternal preocupação de não deixar nenhuma alma do Purgatório sem os socorros espirituais, e de as juntar todas numa só oração.

Por privilégio que um decreto do papa Bento XV estendeu a todo o mundo, os padres podem hoje celebrar três Missas: a Igreja multiplica, para livrar as almas do Purgatório, o oferecimento do sacrifício de Cristo, em que ela colhe, para todos os seus, os frutos infinitos da Redenção.

(fonte: Missal Quotidiano de D. Gaspar OSB, Ed. Biblica de Bruges/Bélgica, 1963, com adaptações)

FIÉIS DEFUNTOS - 02/11/2015 - Liturgia das 03 Missas, Leituras da Missa Principal e Comentário ao Evangelho

COMEMORAÇÃO DOS FIÉIS DEFUNTOS
02 de Novembro

1ª Classe – Paramentos Negros

Para ler/baixar o Próprio da Missa Principal de Finados, clique aqui.
Para ler/baixar o Próprio da 2ª Missa de Finados, clique aqui.
Para ler/baixar o Próprio da 3ª Missa de Finados, clique aqui.
  
Epístola: 1ª de São Paulo Apóstolo aos Coríntios 15, 51-57 (Missa Principal).

Irmãos: Vou-vos dizer uma coisa misteriosa. Todos, de fato, ressuscitaremos, mas nem todos seremos transformados. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta – porque a trombeta ressoará, e os mortos ressuscitarão, incorruptíveis, – e nós seremos transformados! Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade; e que este corpo mortal se revista da imortalidade. Quando, pois, este corpo mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra da Escritura: A morte foi tragada pela vitória! Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a Lei. Graças a Deus, porém, que nos deu a vitória, por Nosso Senhor Jesus Cristo.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 5, 25-29 (Missa Principal).

Naquele tempo: Disse Jesus à multidão dos Judeus: “Em verdade, em verdade vos digo: Está a vir a hora – e veio mesmo já!, – em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão! Porque assim como o Pai tem a vida em si mesmo, assim também deu ao Filho o ter a vida em Si: E deu-Lhe o poder de julgar, porque é Filho do homem. Não vos admireis disto, porque há de vir a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a voz do Filho de Deus: os que tiverem feito obras boas, sairão para a ressurreição na Vida; os que, porém, tiverem feito obras más, sairão ressuscitados para a condenação.”


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por D. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) - Bruges, Bélgica: Biblica, 1963


Comentário ao Evangelho do dia:
São Cipriano de Cartago (aprox. 200-258), bispo e mártir
Tratado sobre a morte, parágrafo 20; PL 4, 596s (disponível no site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)

Aquele que em Mim crê, ainda que morra, viverá” (Jo 11, 25)

Não devemos chorar os nossos irmãos a quem o Senhor chamou deste mundo, pois sabemos que não se perderam, mas partiram antes de nós : deixaram-nos como viajantes ou navegantes que nos vão preceder. Devemos portanto invejá-los em vez de os chorar, e não nos vestir aqui em baixo com sombrias roupas, se nas alturas envergam vestidos brancos. Não devemos dar ocasião aos pagãos de, com razão, nos criticarem por lamentarmos aqueles que afirmamos estar vivos junto de Deus, como se afinal estivessem aniquilados e perdidos. Traímos a nossa fé e esperança se o que dizemos parece fingimento e mentira. De nada serve afirmar coragem por palavras e destruir com fatos a verdade dessas palavras.

Quando morrermos, passamos pela morte à imortalidade ; e a vida eterna só pode ser dada se sairmos deste mundo. Esse momento não é um ponto final mas uma passagem. No termo da nossa viagem no tempo está a passagem para a eternidade. Quem não se apressará na direção de um bem tão maior ? Quem não desejará ser mudado e transformado à imagem de Cristo ?

A nossa pátria é o Céu […]. Aí nos aguarda um grande número de entes queridos, uma multidão imensa de pais, irmãos e filhos que nos deseja ; certos da própria salvação, de ora em diante é na nossa que pensam […] Apressemo-nos em chegar junto deles, no desejo ardente de depressa estar junto a si, de depressa estar junto a Cristo.


1 de nov. de 2015

Santos do Dia - Domingo, 01/11/2015



TODOS OS SANTOS
(01 de novembro)

 

A Enciclopédia Católica define o Dia de Todos os Santos como uma festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. No fim do segundo século, professos cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por causa da sua fé e, acreditando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor.

O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao fato frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/paróquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um.

Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heroicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na Missa).

O primeiro registro (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais. Em 13 de maio de 609 ou 610 DC, o Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão — o templo romano em honra a todos os deuses — a Maria e a todos os mártires. A data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741 DC) dedicou uma capela em Roma a todos os santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1.° de novembro. Não se sabe ao certo por que ele fez isso, mas pode ter sido na tentativa de se cristianizar um já existente feriado pagão — o “Samhain” — na mesma data, na Inglaterra. Também por sinal, a Nova Enciclopédia Católica (em inglês) afirma: “Os irlandeses costumavam reservar o primeiro dia do mês para as festividades importantes e, visto que 1.° de novembro era também o início do inverno para os celtas, seria uma data propícia para uma festa em homenagem a todos os santos.” Finalmente, em 835 DC, o Papa Gregório IV declarou-a uma festa universal.

Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente veem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós.

Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal Beato John Henry Newman: não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.

(com informações da Wikipedia e do Portal Paulinas)


FESTA DE TODOS OS SANTOS, com Comemoração do Domingo - 01/11/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho

FESTA DE TODOS OS SANTOS
Com Comemoração do 23º Domingo 
Após Pentecostes (em 01/11/2015)

1ª Classe – Paramentos Brancos

NOTA DO BLOG: As Missas Tridentinas de hoje e do dia 02/11 serão celebradas na Quase-Paróquia Pessoal Nossa Senhora Auxiliadora (Av. Mato Grosso c/ Rui Barbosa, Centro).

Para ler/baixar o Próprio da Missa, clique aqui.
Para ler/baixar as Orações de Comemoração do Domingo, clique aqui.
Todos os Santos, diante da Santíssima Trindade.
Ilustração por René de Cramer (extr. Missal D. Gaspar OSB).

Epístola: Apocalipse segundo São João Apóstolo 7, 2-12.

Naqueles dias: Eu, João, vi outro anjo que subia da parte do nascer do sol. Trazia o sinal do Deus vivo, e começou a clamar em voz potente aos quatro anjos a quem tinha sido dado o poder de fazer mal à terra e ao mar, dizendo: “Não façais mal à terra e ao mar, nem às árvores, antes de termos marcado, na fronte, os servos do nosso Deus.” Ouvi, então, que o número dos marcados era de cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. Da tribo de Judá, doze mil marcados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gad doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Neftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zabulão, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil marcados. Depois disto, vi uma multidão imensa, simplesmente incontável, composta de todas as nações, tribos, povos e línguas: Estavam de pé, diante do trono e do Cordeiro, revestidos de vestes brancas, e empunhando palmas; e aclamavam com uma voz potente, dizendo: “Vitória ao nosso Deus, que está no trono, e ao Cordeiro!” Todos os anjos que, de pé, rodeavam o trono, bem como os anciãos e os quatro animais, prostravam-se por terra diante do trono, e adoravam a Deus, exclamando: “Amém! Louvor e glória, sabedoria e ação de graças, honra, poder e fortaleza sejam tributados ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!”


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 1-12.

Naquele tempo: Vendo Jesus aquela multidão, subiu ao monte, e, tendo-Se sentado, aproximaram-se Dele os Seus discípulos. Começando, então, a falar, ensinava-os, nestes termos: “Bem aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos Céus.”


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por D. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) - Bruges, Bélgica: Biblica, 1963


Comentário do dia:
Santa Catarina de Sena (1347-1380), terceira dominicana, doutora da Igreja e copadroeira da Europa
O Diálogo, Cap. 41 (disponível no site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)

“Creio na Comunhão dos Santos” (Credo)

Deus disse a Santa Catarina:

“A alma justa que termina a sua vida terrena na caridade fica a partir daí encadeada no amor e já não pode crescer em virtude; o seu tempo acabou. Mas pode sempre amar com o amor que tinha quando veio a Mim, que é a medida do seu amor (Lc 6,38). Deseja-Me sempre, ama-Me sempre, e o seu desejo nunca é frustrado: tem fome, é saciada e, uma vez saciada, tem mais fome; está livre do desprazer da saciedade tanto quanto do sofrimento da fome. É no amor que os bem-aventurados gozam da minha eterna visão e participam deste bem que tenho em Mim mesmo, e que comunico a cada um segundo a sua medida; essa medida é o grau de amor que eles tinham quando vieram a Mim.

Porque permaneceram na minha caridade e na do próximo e porque estão unidos pela caridade [...], cada um alegra-se por participar do bem dos outros, para além do bem universal que já possui. Os santos partilham a alegria e o júbilo dos anjos, no meio dos quais foram colocados [...]. Participam também, de uma forma muito particular, na felicidade daqueles que amavam na terra, mais intimamente e com uma afeição especial. Com esse amor, eles cresciam juntos em graça e virtude, sendo uns para os outros ocasião de manifestarem a minha glória e de louvarem o meu nome. [...]  E não perderam esse amor na vida eterna, antes o guardam para sempre. É ele que faz superabundar a sua felicidade, pela alegria que cada um recebe com a felicidade do outro.”