TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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18 de jul. de 2015

8º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 19/07/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho

8º DOMINGO APÓS PENTECOSTES

2ª Classe – Paramentos Verdes

Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
O mordomo infiel. Ilustração por Jan Luyken, século 17.

Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 8, 12-17.

Irmãos: Já nada devemos à carne, para vivermos segundo a carne. Na verdade, se viverdes segundo a carne, morrereis; se, porém, pelo espírito, derdes a morte às obras da carne, vivereis: Porque todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus, esses são os filhos de Deus! Com efeito, vós não recebestes um espírito de escravidão, para recairdes no temor; ao contrário, recebestes o espírito de adoção, mercê do qual clamamos: Abba, Pai! Porque é o próprio Espírito que atesta, ao nosso espírito, que nós somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos de Deus, somos herdeiros: herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 16, 20-24.

Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: “Havia um homem rico que tinha um feitor, que foi acusado, diante dele, como esbanjador dos seus bens. Chamou-o, e perguntou-lhe: ‘Que é isto que ouço dizer de ti? Dá conta da tua administração; porque já não poderás ser meu feitor.’ O feitor, então, disse consigo: ‘Que farei, visto que o meu senhor me tira a administração? Cavar, não posso; De mendigar tenho vergonha. Já sei o que farei, para que, quando for apartado da administração, haja quem me receba em sua casa.’ Tendo chamado, pois, cada um dos devedores do senhor, disse ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’ Ele respondeu: Cem medidas de azeite. Resposta do feitor: ‘Toma o seu título de caução, senta-te depressa, e escreve: cinquenta.’ Depois disse a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem alqueires de trigo.’ Resposta do feitor: ‘Toma o teu bilhete, e escreve: oitenta.’ E o senhor louvou o feitor iníquo por ter agido prudentemente: Porque os filhos deste mundo são mais hábeis na sua conduta com o seu semelhante, do que os filhos da luz. Portanto, Eu vos digo: Granjeai amigos com o dinheiro da iniquidade, para que, quando o vierdes a precisar, vos recebam nos tabernáculos eternos.”
 
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).


Comentário do dia:
Santo Ambrósio (aprox. 340 - 397), bispo de Milão e doutor da Igreja
Sobre o Evangelho de São Lucas, 7, 244ss; SC 52 (texto disponível no site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum).


“Um só é o vosso Mestre [...], Cristo” (Mt 23, 8)

“Nenhum servo pode servir a dois senhores.” Não que haja dois: só há um Senhor. Porque mesmo que haja pessoas que servem o dinheiro, este não possui em si qualquer direito de ser senhor; são as pessoas que tomam sobre si o jugo desta escravatura. Com efeito, o dinheiro não tem qualquer poder justo, antes constitui uma escravatura injusta. É por isso que Jesus diz: “Arranjai amigos com o dinheiro desonesto”, para que, pela nossa generosidade para com os pobres, obtenhamos os favores dos anjos e dos santos. 

O administrador não é criticado; deste modo, aprendemos que não somos senhores, mas administradores das riquezas de outrem. Se bem que tenha errado, ele é elogiado porque, ao dar aos pobres em nome do seu senhor, arranjou apoios para si. E Jesus falou muito bem do “dinheiro desonesto”, porque o amor pelo dinheiro tenta-nos pelas suas diversas seduções, a ponto de aceitarmos ser seus escravos. É por isso que Ele diz: “Se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso?” As riquezas nos são alheias porque estão fora da nossa natureza: não nascem conosco, não nos seguem na morte. Cristo, pelo contrário, é nosso porque é a vida. […] Não sejamos então escravos dos bens exteriores porque só a Cristo devemos reconhecer como Senhor.


17 de jul. de 2015

ORDENAÇÕES SACERDOTAIS E DIACONAIS DO IBP EM SÃO PAULO/SP

  
Fonte:

Texto em Português:
Blogs das Capelanias do IBP em 

Brasília/DF e São Paulo/SP

Negritos a/c deste blog.

Com alegria, comunicamos que no sábado, dia 22 de agosto, festa do Imaculado Coração de Maria, padroeira secundária do Instituto Bom Pastor, será celebrada Missa Pontifical Solene de Ordenação segundo o Rito Romano Tradicional por Dom Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Santa Maria em Astana, em São Paulo/SP.

Nesta cerimônia, serão conferidos o diaconato e o sacerdócio a membros do Instituto. Os Diáconos Pedro Gubitoso e Tomás Parra serão ordenados sacerdotes após os seis anos de estudos feitos integralmente no Seminário São Vicente de Paulo em Courtalain. Os subdiáconos José Luiz Zucchi e Thiago Bonifácio serão ordenados diáconos.

A cerimônia será na Igreja São Paulo Apóstolo (R. Tobias Barreto, 1320, Belém, São Paulo/SP), às 9h30.

Em nome do Superior Geral, Padre Philippe Laguérie, e de todos os padres do IBP, agradecemos vivamente ao Cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, por sua solicitude no acordo a essa cerimônia, e a Dom Athanasius Schneider.

Todos estão convidados a se unirem a ela pessoalmente ou pela oração.


São Paulo, 16 de julho de 2015.

Pe. Matthieu Raffray Bolívar
Superior do Distrito América Latina do IBP


NOTA DO BLOG: Alguns dos Ordenandos brasileiros do IBP - o Diácono Pedro Gubitoso e o Subdiácono José Luiz Zucchi - já são conhecidos de alguns fiéis de nossa Paróquia, na qual, com acolhida e supervisão de nosso Pároco, Pe. Marcelo Tenório, deram em suas férias apoio pastoral aos membros da Missa Tridentina. Razão pela qual a Edição do blog se rejubila por seu progresso nos graus da Ordem e pede, encarecidamente, a oração dos leitores pelos nossos amigos clérigos, ao mesmo tempo que incentiva o comparecimento às Ordenações aos que puderem se fazer presentes.
  
16 de jul. de 2015

HINO FLOS CARMELI (do Ofício Particular da Ordem Carmelita)



1. Flos Carméli,
vitis florígera,
Splendor cæli,
virgo puérpera,
singuláris.

2. Mater mitis,
sed viri néscia
Carmelítis
da privilégia,
Stella maris.

3. Radix Jesse
gérminans flósculum,
hic adésse
me tibi sérvulum
patiáris.

4. Inter spinas
quæ crescis lilium
serva puras
mentes fragílium,
tuteláris.

5. Armatúra
fortis pugnántium
furunt bella,
tende præsídium
scapuláris.

6. Per incérta
prudens consílium,
per advérsa
juge solátium
largiáris.

7. Mater dulcis
Carmeli dómina,
Plebem tuam
reple lætítia
qua beáris.

8. Paradísi
clavis et jánua,
Fac nos duci
quo, Mater, glória
coronáris.
Ámen. (T.P. Alleluia)
Flor do Carmo,
vinha florida,
brilho celeste,
Virgem grávida,
(sois) singular.

Mãe cândida, mas
não tocada pelos homens,
aos Carmelitas
dais o privilégio,
Estrela do mar.

Raiz de Jessé
a brotar flores,
dignai-vos
ao vosso servo
apresentá-las.

Ó lírio que cresceis
entre os espinhos,
ó serva pura,
de mentes frágeis
sois tutora.

Armadura
forte na luta
e na guerra dura,
o escapulário é
nossa proteção.

Nas incertezas,
sois prudente conselho;
nas adversidades,
vós nos preencheis
com o sol da manhã.

Ó doce Mãe,
Senhora do Carmo,
a vosso povo
preencheis de alegria
imediatamente.

Do paraíso,
sois chave e porta;
conduzi-nos, 
ó Mãe, à coroa 
da glória.
Amém. (T.P. Aleluia.)
11 de jul. de 2015

7º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 12/07/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho

7º DOMINGO APÓS PENTECOSTES

2ª Classe – Paramentos Verdes

Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
O Sermão da Montanha (cf. Mt Cap. 5, 6 e 7).
Mosaico na Basílica de Santo Apolinário Nova, em Ravena/Itália.


Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 6, 19-23.

Irmãos: Vou falar como homem, atendendo à fraqueza da vossa natureza carnal: Assim como entregastes os vossos membros à escravidão da impureza e da desordem, para a desordem, assim agora entregai os vossos membros à escravidão da justiça, para a santidade. Com efeito, quando éreis escravos do pecado, estáveis livres quanto à justiça. Ora, que fruto tirastes então daquelas coisas? Agora envergonhais-vos delas, porque tudo isso vem a parar na morte! Porém, agora que estais livres do pecado, e vos tornastes escravos de Deus, tendes por fruto a santificação, que vem a parar na vida eterna! Porque a jorna [remuneração diária, n.d.t.] do pecado é a morte, ao passo que o dom de Deus é a vida eterna em Jesus Cristo, Nosso Senhor.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 7, 15-21.

Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos: “Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós com aparência de ovelhas, mas por dentro são lobos rapaces [de rapina, traiçoeiros, n.d.t.]. Pelos seus frutos os conhecereis. Porventura se colhem uvas dos espinhos, ou figos dos abrolhos? Assim toda a árvore boa dá bons frutos: e (toda) a árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos: nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bom fruto, será cortada e lançada ao fogo. Portanto, é pelos seus frutos que os conhecereis. Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus; o que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus, esse é que entrará no reino dos Céus.”


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).


Comentário do dia:
São Francisco de Sales (1567-1622), bispo de Genebra (Suíça) e doutor da Igreja
Introdução à Vida Devota, I, Cap. 3 (disponível no site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum).


“Cada árvore conhece-se pelo seu fruto”

Na criação, Deus mandou que as plantas dessem os seus frutos, cada uma «segundo as suas espécies» (Gn 1,11): da mesma maneira, ordenou aos cristãos, que são as plantas vivas da sua Igreja, que produzissem frutos de devoção, cada um segundo a sua qualidade e vocação. A devoção, a vida cristã, deve ser exercida de formas diferentes pelo fidalgo, pelo artesão, pelo criado, pelo príncipe, pela viúva, pela jovem e pela mulher casada; e não só, mas também é preciso acomodar a prática da devoção às forças, às atividades e aos deveres de cada um em particular. [...] Seria por isso que o bispo preferia ser solitário como os monges? E se os casados não quisessem trabalhar como os capuchinhos, se o artesão estivesse todo o dia na igreja como o religioso, e o religioso constantemente exposto a todo o tipo de encontros para o serviço do próximo como o bispo? Tal não seria ridículo, desregrado e insuportável? Este erro, no entanto, é muito frequente. [...]

Não, a devoção em nada prejudica quando é verdadeira; pelo contrário, tudo aperfeiçoa. [...] «A abelha, diz Aristóteles, tira o mel das flores sem as estragar», deixando-as inteiras e frescas como as encontrou. A verdadeira devoção faz ainda melhor, pois, não só não prejudica nenhum tipo de vocação nem atividade, mas, pelo contrário, honra-as e embeleza-as. [...] Com ela, cuidar da família torna-se mais pacífico, o amor do marido e da mulher mais sincero, o serviço do príncipe mais fiel, e todos os tipos de ocupação mais suaves e amáveis.

É não só um erro, mas também uma heresia, querer banir a devoção das companhias de soldados, das lojas dos artesãos, da corte dos príncipes, do lar dos casais. [...] Onde quer que estejamos, podemos e devemos aspirar à perfeição.


4 de jul. de 2015

6º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 05/07/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho

6º DOMINGO APÓS PENTECOSTES

2ª Classe – Paramentos Verdes

Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
O milagre da multiplicação dos pães.

 
Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 6, 3-11.

Irmãos: Nós todos, que fomos batizados em Jesus Cristo, foi na sua morte que fomos batizados. Com efeito, nós fomos consepultados como Ele, pelo batismo, na morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim nós vivamos uma vida nova. Na verdade, se nós nos tornamos uma só coisa por uma morte semelhante à sua, sê-lo-emos também por uma ressurreição semelhante à sua. Tenhamo-lo bem presente: O homem velho, que há em nós, foi crucificado juntamente com Ele, a fim de ser destruído o corpo que pertence ao pecado para não mais sermos escravos do pecado: Quem morreu está, com efeito, quite do pecado. Ora, se nós morremos com Cristo, acreditamos que também viveremos com Ele, tendo bem presente que Cristo, uma vez que ressuscitou dos mortos, já não morre: a morte já não tem nenhum domínio sobre ele. Porque a sua morte foi uma morte para o pecado, uma vez por todas; a sua vida, porém, é uma vida para Deus. Quanto a vós, considerai-vos também igualmente mortos para o pecado, mas vivendo para Deus, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8, 1-9.

Naquele tempo: Estando com Jesus uma grande multidão sem ter que comer, chamou os discípulos, e disse-lhes: “Tenho pena desta multidão, porque há três dias que não Me deixam, e não têm que comer! E se os mandar embora em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns vieram de longe!” Os discípulos, porém, responderam-lhe: “Como há de ser possível fartá-los de pão aqui, num descampado?” Ele perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” “Sete”, responderam eles. Ordenou, então, ao povo que se sentasse no chão. Depois, tomou os sete pães, deu graças, partiu-os, e deu-os aos discípulos para que distribuíssem, como distribuíram, pela multidão. Tinham também alguns peixinhos, que Ele igualmente abençoou e ordenou que se distribuíssem. Comeram até se fartarem, tendo ainda juntado sete cestos dos bocados que sobraram. E os que comeram eram cerca de quatro mil! Em seguida, mandou-os embora.
 

Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).


Comentário ao Evangelho do dia:
Santo Ambrósio (aprox. 340-397), bispo de Milão e doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de São Lucas, VI, 73-88 ; trad. SC 45, p. 254s rev. (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum).

Se os mandar embora em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho

Senhor Jesus, sei bem que não queres deixar em jejum estas pessoas que estão aqui comigo, mas antes alimentá-las com os alimentos que distribuis; deste modo, fortalecidas com o Teu alimento, não recearão desfalecer de fome. Sei bem que também não nos queres mandar embora em jejum. [...] Tu o disseste: não queres que eles desfaleçam no caminho, isto é, que desfaleçam no decurso desta vida antes de chegarem ao fim do percurso, antes de chegarem ao Pai e perceberem que Tu provéns do Pai. [...]

O Senhor tem piedade, para que ninguém desfaleça no caminho. [...] Assim como faz chover tanto sobre os justos como sobre os injustos (Mt 5, 45), também alimenta tanto os justos como os injustos. Não foi graças à força do alimento que o santo profeta Elias, quase a desfalecer, conseguiu caminhar quarenta dias? (1R 19, 8) Foi um anjo que lhe deu esse alimento; mas a vós, é o próprio Cristo que vos alimenta. Se conservardes o alimento assim recebido, caminhareis, não quarenta dias e quarenta noites [...], mas durante quarenta anos, desde a vossa saída dos confins do Egito até à vossa chegada à terra da abundância, à terra onde correm o leite e o mel (Ex 3, 8). [...]

Cristo partilha os víveres e quer, sem dúvida alguma, dá-los a todos. Não os recusa a ninguém, pois dá-os a todos. Porém, quando parte os pães e os dá aos discípulos, se não estenderdes as mãos para receber o vosso alimento, desfalecereis no caminho. [...] Este pão que Jesus parte é o mistério da palavra de Deus: quando é distribuída, aumenta. A partir somente de algumas palavras, Jesus forneceu a todos os povos um alimento superabundante. Ele deu-nos os Seus discursos como pães e, enquanto os saboreamos, eles multiplicam-se na nossa boca. [...] Quando as multidões os comem, os pedaços tornam a aumentar, multiplicando-se. Tanto assim é que, no fim, os restos são ainda mais abundantes do que os pães que foram partilhados.


3 de jul. de 2015

NA SANTA MISSA, JESUS CRISTO RENOVA SUA PAIXÃO



Entre todos os mistérios do Senhor, a meditação que nos é mais útil e merece de nossa parte mais reconhecimento e veneração, é a Paixão dolorosa, pela qual fomos resgatados. Os santos Padres dizem, a este respeito, coisas sublimes e garantem, da parte de Deus, grande recompensa às almas que nela meditam com fervor. Há muitos modos para bem honrar a Paixão: contudo, nenhum parece mais perfeito do que a piedosa assistência à santa Missa, visto que a Paixão e a Morte do Salvador se renovam no altar.

Com efeito, na Missa, tudo recorda, tudo simboliza a Paixão. A Cruz encima o altar.Por toda a parte, vê-se o sinal da Cruz; é marcado cinco vezes sobre a pedra sagrada. Impresso sobre a HóstiaDesenhado no missal, na página que precede o cânon. Bordado sobre o amicto, o manípulo, a estola, a casula. Gravado na patena, no pé do cálice. O sacerdote o faz dezesseis vezes sobre si mesmo, e vinte e nove vezes,sobre a oferenda. Quantos indícios do renovamento do Sacrifício da Cruz!


1. De que maneira Jesus Cristo renova sua Paixão?


Embora Nosso Senhor tenha dito na última Ceia: "Fazei isto em memória de mim", contudo o Sacrifício da Missa não é uma simples memória, porém a renovação da Paixão. A Igreja ensina: "Se alguém disser que o Sacrifício da Missa é apenas a lembrança do Sacrifício consumado na Cruz, seja anatematizado". E noutra parte: "No divino Sacrifício está presente e imolado, de modo incruento, o mesmo Cristo que se ofereceu uma vez, de modo cruento, sobre o altar da Cruz".
Este testemunho, por si, deveria bastar, pois que somos obrigados a crer tudo o que a Santa Igreja nos ensina. Entretanto, a Igreja explica-se da forma seguinte: "A vítima que se oferece pelo ministério do sacerdote, é a mesma que foi oferecida na Cruz; somente difere a forma de oferecê-la".

Sobre a Cruz, Jesus Cristo foi imolado, de modo cruento, pelas mãos sacrílegas dos carrascos; no altar, imola-se pelo ministério dos sacerdotes, de modo místico.

A Igreja emprega muitas vezes, no missal, a palavra "imolar". Santo Agostinho serve-se dela igualmente: "Jesus Cristo foi imolado, uma vez, de maneira cruenta, sobre a Cruz; é agora imolado cada dia, sacramentalmente, pela salvação do povo"(Epist. Ad Bonifac).

Esta expressão é notável e acha-se, mais de cem vezes, na Escritura Sagrada para designar a oblação dos animais. Se a Igreja se serve dela a respeito da santa Missa, é para indicar que o Santo Sacrifício não consiste somente na pronunciação das palavras da consagração nem na elevação das espécies sacramentais, mas na imolação verdadeira, embora mística, do divino Cordeiro.

"A Paixão de Cristo é o próprio sacrifício que oferecemos" diz São Cipriano (Epist. Ad Caeciliam). Em outros termos: "Quando celebramos a santa Missa, renovamos todas as cenas da Paixão de Cristo". São Gregório é ainda mais explícito:"Aquele que ressuscitou dentre os mortos, diz ele, não morre mais; entretanto, sofre ainda por nós, de maneira misteriosa, no santo Sancrifício da Missa" (Homilia 137). Teodoreto não é menos claro: "Não oferecemos outro sacrifício senão o que foi oferecido sobre a Cruz" (In cap. 8 Hebr.).

Poderíamos citar muitos outros testemunhos, mas para abreviar, contentamo-nos com o da Igreja infalível que reza assim na "Secreta" 9ª dominga depois de Pentecostes:"Concedei-nos, Senhor, nós vos pedimos, celebrar dignamente este mistério porque, todas as vezes que é celebrado, cumpre-se a obra de nossa redenção".

Bem que Jesus Cristo não se imole fisicamente na santa Missa, todavia mostra-se toda a corte celeste sob a forma lastimosa que tinha durante a flagelação, o coroamento de espinhos, a crucifixão e isto tão ao vivo, como se verdadeiramente sofresse todas estas torturas. "A santa Missa, escreve Marchant, não é unicamente uma representação da Paixão, porém sua repetição mística, não cruenta. Se o Cordeiro de Deus tomou, uma vez, sobre Si os pecados do mundo para apagá-los com o seu Sangue, assume, todos os dias, nossas faltas para expiá-las sobre o altar.

Acabamos de mostrar como Jesus Cristo renova sua Paixão na santa Missa; expliquemos agora os motivos que o guiam.

O piedoso Pe. Segneri exprime-se deste modo: "Durante sua vida terrestre, o Cristo, em virtude de sua presciência divina, previa que milhões de homens se condenariam, apesar de sua Paixão. Mas, como verdadeiro irmão, desejava salvar as almas, e encheu-se de uma incomensurável compaixão à vista de sua perdição eterna, a tal ponto que propôs a seu Pai ficar suspenso na Cruz, não três horas, mas até o fim do mundo, para poder, por esse longo tormento, por suas lágrimas contínuas, pela efusão de seu Sangue, por suas ardentes orações, por seus suspiros, aplacar a divina justiça, excitar a misericórdia e assim achar o meio de impedir a perda de tão grande multidão de almas" (Hom. christ. disc. 12). 

São Boaventura, o bem-aventurado Ávila e outros atribuem também esta vontade de Jesus misericordiosíssimo.

O Pai eterno não se rendeu ao desejo de seu Filho e respondeu-lhe que três horas de semelhantes torturas eram mais que suficientes e o que não quisesse aproveitar os méritos da Paixão não poderia acusar senão a si mesmo de sua eterna condenação.

Esta recusa não extinguiu o amor do Salvador, pelo contrário, mais o inflamou e levou a um desejo mais vivo de vir em socorro dos pobres pecadores. Foi então que encontrou na infinita sabedoria outro meio de permanecer sobre a terra depois da morte e continuar sua Paixão, orando a Deus pela nossa salvação como fez pregado na Cruz. Este meio foi o santo Sacrifício da Missa.

São Lourenço Justiniano fala assim da constante oração de Jesus:
"Enquanto o Cristo é oferecido sobre o altar, clama para seu Pai e mostra-lhe as chagas a fim de que se digne preservar os homens das penas eternas"(Sermo de Corpo. Christ).

Quem poderia medir a eficácia desta oração sublime, indo direta do altar ao coração do Pai celeste? Quantas vezes os povos e as nações não teriam perecido, se Nosso Senhor não tivesse orado sobre eles? Quantos milhares de bem aventurados se retorceriam nas chamas do inferno, se Jesus Cristo não os tivesse guardado pela sua intercessão poderosíssima! Pois bem, pecadores, ide pressurosos à santa Missa, a fim de participardes dos efeitos desta oração, de serdes preservados de todo o mal e obterdes, por Jesus Cristo, o que não podereis obter por vós mesmos.

Vedes que o principal motivo pelo qual Jesus Cristo renova sua Paixão na santa Missa, é o de orar por nós e inclinar seu Pai à misericórdia, tão eficazmente como o fez sobre a Cruz. Mas Jesus Cristo quer também, pela santa Missa, aplicar-nos os méritos do Sacrifício da Cruz.

Lembrai-vos que o Salvador, durante toda sua vida e, principalmente, na Cruz, adquiriu um tesouro infinito de méritos que, naquela ocasião, apenas derramou sobre um número limitado de fiéis, que agora derrama em profusão por diferentes vias, principalmente na santa Missa.

"O que na Cruz foi um sacrifício de redenção, disse um mestre da vida espiritual, na Missa torna-se um sacrifício de apropriação, em que cada qual participa dos méritos e da virtude do Sacrifício da Cruz". Em outros termos: se assistirmos piedosamente à Missa, a virtude, os méritos da Paixão serão apropriados a cada um de nós, segundo nossas disposições.

E para que Jesus Cristo põe em nosso poder um tesouro tão precioso? Ele o disse a Santa Matilde: "Vê, dou-te todas as amarguras de minha Paixão para que as consideres como teu próprio bem e, depois, tornes a Me as oferecer". Portanto, se dizes: "Ó Jesus, ofereço-Vos Vossa dolorosa Paixão", ele vos responderá: "Meu filho, dou-te duas vezes o seu preço". E se continuas: "Ó Jesus, ofereço-Vos Vosso Sangue precioso", o Salvador responder-te-á ainda: "Meu filho, lavo-te nele duas vezes". Em uma palavra, quantas vezes ofereceres ao Senhor qualquer de seus sofrimentos, tantas vezes eles hão de reverte com duplo valor. Que meio fácil de se enriquecer com as melhores graças!

Outra razão do renovamento da Paixão parece-nos esta:

Todos os fiéis não puderam assistir ao Sacrifício da Cruz; o Salvador, entretanto, não quis privá-los de tão grande vantagem; por isso liga à audição da Missa os mesmos frutos que teriam adquirido ao pé da Cruz.

Vede quanto é grande o nosso Sacrifício. Não é somente um memorial do grande, do perfeito, do único Sacrifício da Cruz, mas é este mesmo Sacrifício produzindo todos os seus efeitos.

Jesus Cristo ordenou que a Igreja oferecesse sempre o mesmo Sacrifício que ele ofereceu sobre a Cruz, o mesmo em sua essência, diferente embora pela forma, pois não há efusão de sangue; o mesmo quanto à abundância de graças, porque, sendo idêntico ao Sacrifício da Cruz, tem a mesma virtude e aparece ao Pai celeste tão agradável como o Sacrifício cruento da Cruz. A santa Igreja, ainda uma vez afirma-o expressamente, dizendo:

"O Sacrifício da Missa e o da Cruz são o mesmo sacrifício".

Não há, por conseguinte, mais dúvida: pela nossa assistência à santa Missa, tornamo-nos tão agradáveis a Nosso Senhor e lucramos tantas vantagens, como se tivéssemos assistido à sua crucifixão.

Que imenso favor podermos, quotidianamente, ser testemunhas da Paixão do Salvador e recolher-lhe os frutos; podermos cercar a Cruz do Salvador moribundo, considerá-lo, falar-lhe, lastimá-lo, confiar-lhe nossas penas, receber-lhe socorros e consolações, como o fizeram a Mãe das Dores, o discípulo predileto e Maria Madalena!

Cristãos, aproveitem o santo Sacrifício do Altar, todos os dias, e rendei graças a Jesus, divino zelador de nossas almas!


(Grifos do original.) 
1 de jul. de 2015

FESTA DA VISITAÇÃO DE NOSSA SENHORA - Quinta-Feira, 02/07/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho


VISITAÇÃO DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA

2ª Classe – Paramentos Brancos

Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
Visitação de Nossa Senhora. Afresco por Giotto.

Cântico dos Cânticos 2, 8-14.

Ei-lo aí vem, saltando sobre os montes, atravessando os outeiros. O meu amado é semelhante a uma gazela, ou a um pequeno veado. Ele aí está por detrás do nosso muro, olhando pela janela, e espreitando pelas gelosias! É ele, o meu amado, que me diz: “Levanta-te depressa, minha amiga, minha pomba, minha bela, e vem! Porque o inverno já lá vai há muito, com as suas chuvas; já desabrocharam flores na nossa terra, e chegou o tempo das canções; nos nossos campos já se ouvem arrulhar as rolas, nas figueiras já despontam os figos, e as vinhas em flor exalam o seu perfume. Anda depressa, minha amiga e minha bela, e vem! Tu, minha pomba, que te abrigas nas fendas das penedias e nas escarpas dos rochedos, mostra-me o teu rosto e faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é melodiosa, e o teu rosto encantador.”


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 1, 39-47.

Naquele tempo: Maria partiu, dirigindo-se apressadamente à região das montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias, e saudou Isabel. Ora aconteceu que apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino lhe saltou no seio, ficando Isabel cheia do Espírito Santo. Ela, então, com uma voz forte, exclamou: “Bendita és Tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! E donde mereço eu esta dita de a Mãe do meu Senhor vir ter comigo? Com efeito, logo desde que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino exultou de alegria no meu seio! Bem-aventurada, de fato, és Tu, porque acreditaste no cumprimento daquilo que te foi predito da parte do Senhor!” Maria, então, prorrompeu: “A minha alma glorifica ao Senhor, e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador!”

 
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).


Comentário do dia:
São Bernardo (1091 - 1153), monge cisterciense e doutor da Igreja
Sermão para a Oitava da Assunção, Sobre as Doze Prerrogativas de Maria  (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum).

“Bem-aventurada Aquela que acreditou”

Maria é bem-aventurada, como lhe diz sua prima Isabel, não apenas porque Deus a olhou, mas porque acreditou. A sua fé é o mais belo produto da bondade divina. Mas foi necessário que a arte inefável do Espírito Santo poisasse sobre Ela, para que tanta grandeza de alma se unisse a tanta humildade no segredo do seu coração virginal. A humildade e a grandeza de alma de Maria são, como a sua virgindade e a sua fecundidade, semelhantes a duas estrelas que se iluminam mutuamente, porque em Maria a profundidade da humildade em nada prejudica a generosidade da alma, e reciprocamente. Julgando-se a si mesma de forma tão humilde, Maria nem por isso foi menos generosa na sua fé na promessa que lhe tinha sido feita pelo anjo. Ela que apenas se considerava uma pobre serva, não duvidou de que tivesse sido chamada a este mistério incompreensível, a esta união prodigiosa, a este segredo insondável. E acreditou imediatamente que se tornaria de facto a Mãe de Deus encarnado.

É a graça de Deus que produz esta maravilha no coração dos eleitos; a humildade não os torna receosos e timoratos, como a generosidade de alma os não torna orgulhosos. Pelo contrário, nos santos, estas duas virtudes reforçam-se uma à outra. A grandeza de alma, não só não abre a porta ao orgulho, como é sobretudo ela que permite avançar no mistério da humildade. Com efeito, os mais generosos ao serviço de Deus são também os mais penetrados pelo temor do Senhor e os mais reconhecidos pelos dons recebidos. Reciprocamente, quando está em jogo a humildade, cobardia alguma se insinua na alma. Quanto menos tem o hábito de presumir das suas próprias forças, mesmo nas coisas mais pequenas, mais a pessoa se confia ao poder de Deus, mesmo nas maiores.