Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
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- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
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- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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13 de ago. de 2016
Santos do Dia - Sábado, 13/08/2016 - 1ª Parte
00:00 | Postado por
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SANTO HIPÓLITO E SÃO CASSIANO
(13 de agosto)
1. Santo Hipólito, Carcereiro de
São Lourenço
Quando São
Lourenço foi preso, ficou sob os cuidados de um soldado romano, chamado Hipólito,
que diante dos milagres operados pelo prisioneiro acorrentado, converteu-se à
fé de Nosso Senhor, e foi batizado pelo santo diácono junto com toda sua
família, cerca de 19 famílias. Em seguida, tão fervoroso e desejoso de morrer
por Cristo, ao ver São Lourenço sendo torturado, quis bradar que era cristão, ao
que o próprio santo lhe ordenou se calar e se guardar para quando chegasse sua
vez. Após o mártir enfim morrer assado na grelha, Hipólito tomou seu corpo e,
com o presbítero Justino, deu-lhe sepultura digna.
Como a
notícia da sepultura de São Lourenço se espalhou e chegou aos ouvidos do
imperador três dias depois, Hipólito foi preso na casa de um visitante enquanto
o dono lhe servia uma refeição. Levado à presença do imperador, este lhe
perguntou: "Também tu és necromante e mago como Lourenço, e enterrou seu
corpo?" Ao que Hipólito lhe respondeu: "É verdade que o enterrei, mas
não como mago, e sim como cristão."
Irritou-se
sobremaneira o tirano, e mandou que lhe dessem muitos golpes de pedra na boca e
tirar-lhe as vestes brancas do Batismo que recebera recentemente, mas Hipólito
respondeu: "Não me despiste, mas me vestiste." Depois de pensar um
pouco, Valeriano mandou jogar Hipólito ao chão e lhe golpear fortemente com
varas e grossos tacapes; e o santo dava graças a Deus por lhe fazer digno
daquele tormento. O tirano lhe disse: "Não sentes os tacapes, Hipólito;
então que lhe arranhem o corpo com cardos e espinhos." Assim se fez, mas
Hipólito em voz alta: "Cristão sou, e por Cristo padeço."
Estando os
carrascos já cansados de rasgarem suas carnes e de lhe atormentarem, o tirano
mandou que lhe levantassem do solo e lhe vestissem de seu antigo uniforme
militar, e começou a falar com brandura, rogando-lhe que deixasse aquela
pertinácia, e que fosse seu amigo, gozando das honras militares e outras
benesses que lhe fazia. Hipólito se riu, e disse em alto e bom som: "Minha
honra e glória militar é ser soldado constante de Cristo, e morrer sob sua
bandeira.
O tirano
mandou confisacar seus bens, prendê-lo e trazer toda a família de Hipólito diante
dele, pois suspeitou que fosse cristã. Entre as pessoas que nela havia, havia
uma santa mulher chamada Concórdia, que tinha sido sua ama e criado o mesmo
Hipólito, à qual Valeriano pediu que olhasse para sua idade avançada e não
desejasse morrer como seu senhor Hipólito. Mas Concórdia lhe respondeu:
"Eu e todos os presentes queremos antes morrer valorosamente com Hipólito,
ao invés de sermos covardes vivendo sem ele. O imperador se embraveceu e disse:
"Os escravos e servos não se emendam senão com açoites"; mandou então
chicotear Concórdia e feri-la com chicotes-de-armas tão fortemente que ela
morreu durante a tortura diante de Hipólito. O santo ficou muito alegre e
regojizado por ter conseguido, antes que ele próprio, a coroa da glória para aquela
que o tinha criado desde bebê.
Valeriano
finalmente mandou que Hipólito e toda sua família fossem levados fora dos muros
de Roma, e que ali, na presença do santo soldado, os demais fossem degolados;
quanto a ele, foi amarrado aos arreios de cavalos ferozes e bravos, e arrastado
pelos campos. Despedaçado por este cruel e horrível martírio, Hipólito entregou
sua alma a Deus no ano de 261; seu corpo foi recolhido e sepultado à noite pelo
presbítero Justino e outros cristãos no Campo Verano, próximo ao corpo de São
Lourenço.
A Igreja
comemora o martírio de Santo Hipólito de Roma a 13 de agosto. Os Martirológios Romano,
de Beda, de Usuardo e de Adon mencionam a este mártir, e também sua vida é
narrada mais extensamente nas Atas de São Lourenço.
(com
informações de “La Leyenda de Oro - Tomo Tercero”, por
Pe. José
Sayol y Echevarria, tradução
livre a/c blog)
12 de ago. de 2016
Santa do Dia - Sexta-Feira, 12/08/2016
00:00 | Postado por
Sacerdos |
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SANTA CLARA DE ASSIS
(12 de agosto)
Afresco
de Santa Clara na Basílica de São Francisco de Assis,
por
Simone (Simão) Martini, pintado entre 1322 e 1326.
Santa
Clara nasceu em Assis, na Itália, filha de pais ricos e piedosos. O nome de
Clara foi-lhe dado em virtude de uma voz misteriosa que a mãe Hortulana ouviu
quando, antes de dar à luz a filha, fazia fervorosas orações diante de um
crucifixo. “Nada temas! ”, disse aquela voz, “o fruto de teu ventre será um
grande lume, que iluminará o mundo todo”.
Desde
pequena, Clara era em tudo bem diferente das companheiras. Quando meninas dessa
idade costumam achar agrado nos brinquedos e bem cedo revelam também qualidades
pouco apreciáveis, Clara fazia exceção à regra. O seu prazer era rezar, fazer
caridade e penitência. Aborrecia a vaidade e as exibições, e tinha aversão
declarada aos divertimentos profanos.
Vivia
naquele tempo o grande Patriarca de Assis, São Francisco. A este se dirigiu
Santa Clara, comunicando-lhe o grande desejo que tinha de abandonar o mundo,
fazer o voto de castidade e levar uma vida da mais perfeita pobreza. São
Francisco reconheceu em Clara uma eleita de Deus e animou-a a persistir nas
piedosas aspirações. Depois de ter examinado e sujeitado a duras provas o
espírito da jovem, aconselhou-lhe a abandonar a casa paterna e tomar o hábito
de religiosa. Foi num Domingo de Ramos, que Clara executou este plano,
dirigindo-se à Igreja de Porciúncula, onde São Francisco lhe cortou os cabelos
e lhe deu o hábito de penitência. Clara contava apenas 18 anos, quando disse
adeus ao mundo e entrou para o convento das Beneditinas de Assis.
O
procedimento inesperado de Clara, provocou os mais veementes protestos dos pais
e parentes, que tudo tentaram, para tirar a jovem do convento. Clara opôs-lhes
firme resistência. Indo à igreja, segurou-se ao altar com uma mão e, com a
outra, mostrou aos pais a cabeleira cortada e disse-lhes: “Deveis saber que não
quero outro esposo, senão a Jesus Cristo. A este escolhi e não mais o
deixarei”.
Clara
tinha uma irmã mais moça, de quatorze anos, de nome Inês. Esta, não suportando
a separação e animada por Clara, poucos dias depois, abandonou também a casa e
entrou para o convento onde Clara estava. Com este gesto não se conformaram os
parentes. Ao convento, foram no intuito de obrigar a jovem a voltar trazê-la à força
para casa, fosse qual fosse a resistência que encontrariam.A resistência
realmente foi, tão resoluta da parte de Inês que tiveram de desistir das suas
tentativas. Também a ela São Francisco deu o hábito religioso.
Apenas
provisória podia ser a estada das duas irmãs no convento das Beneditinas.
Francisco havia de dar, pois, providências para colocá-la em outra
parte.Adquiriu a igreja de São Damião e uma casa contígua para as novas
religiosas, às quais, logo se associaram a outras companheiras. Sob a direção
de Clara, formaram estas a primeira comunidade que, desenvolvendo-se cada vez
mais, tomou a forma de nova Ordem religiosa. Esta Ordem, de origem tão humilde,
tornou-se celebérrima na Igreja Católica, a que deu muitas santas e muito
trabalhou e trabalha pelo engrandecimento do reino de Cristo sobre a terra.
Obedecendo
à Ordem de São Francisco, Clara aceitou o cargo de superiora, e exerceu-o
durante quarenta e dois anos.Deu à Ordem regras severas sobre a observância da
pobreza. A uma oferta de bens imóveis feita pelo Papa, Clara respeitosamente a
recusou.
Grande
lhe foi a satisfação, quando da própria mãe e de outras parentas recebeu o
pedido de admissão na Ordem. Além destas, entraram três fidalgas da casa
Ubaldini na nova Ordem das Clarissas. Julgaram maior honra associar-se à
pobreza de Clara do que viver no meio dos prazeres dum mundo enganador.
Não só
na observação da pobreza, como também na prática de outras virtudes, Clara era
modelo exemplaríssimo para as suas filhas espirituais. Na prática da penitência
e mortificação, Clara era de tanto rigor que seu exemplo podia servir mais de
admiração do que de imitação. O próprio São Francisco aconselhou-lhe que usasse
de moderação, porque do modo de que vivia e martirizava o corpo, era de recear
que não pudesse ter longa vida. Severíssima para consigo, era inexcedível na
caridade para com o próximo. Seu maior prazer era servir aos enfermos. Uma das
virtudes que se lhe observava, era o grande amor ao Santíssimo Sacramento.
Horas inteiras do dia e da noite, passava nos degraus do altar. O Santíssimo Sacramento era seu refúgio, em
todos os perigos e dificuldades.
Aconteceu
que a cidade de Assis fosse assediada pelos sarracenos que, a serviço do
Imperador Frederico II, inquietavam a Itália. Os guerreiros tinham já galgado o
muro, justamente onde estava o convento das Clarissas. A superiora, enferma,
guardava o leito. Tendo notícia da invasão dos bárbaros no convento, Clara
levantou-se e, ajudada pelas filhas, dirigiu-se ao altar do Santíssimo
Sacramento, tomou nas mãos a Sagrada Hóstia e assim, munida de Nosso Senhor,
dirigiu-lhe o seguinte apelo em voz alta: “Quereis, Senhor, entregar aos infiéis
estas vossas servas indefesas que nutris com Vosso amor? Vinde em socorro de
vossas servas, pois não as posso proteger.” Ditas estas palavras, ouviu-se
distintamente uma voz dizer: “Serei vossa proteção hoje e sempre”. Os fatos
provaram que não se tratava de coisa imaginária. Dos sarracenos apoderou-se um
pânico inexplicável; grande parte deles fugiu às pressas; alguns, que já haviam
galgado o cimo do muro, caíram para trás. Foi visivelmente a devoção de Santa
Clara ao Santíssimo Sacramento que salvara o convento e a cidade, do assalto do
inimigo. Outros muitos milagres fez Deus por intermédio de sua serva, que a
estreiteza de espaço não nos permite narrar.
Clara
contava sessenta anos, dos quais passara vinte e oito sofrendo grandes
enfermidades. Por maiores que lhe fossem as dores, nenhuma queixa lhe saía da
boca. Na meditação da sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor achava o maior
alívio. “Como passa bem depressa a noite”, dizia, “ocupando-me com a Paixão de
Nosso Senhor”. Em outra ocasião, disse: “Homem haverá que se queixe, vendo a
Jesus derramar todo o seu sangue na Cruz?
Sentindo
a proximidade da morte, recebeu os Santos Sacramentos e teve a satisfação de
receber a visita do Papa Inocêncio IV, que lhe concedeu uma indulgência
plenária. Quase agonizante, disse ainda estas palavras: “Nada temas, minha
alma; tens boa companhia na tua passagem para a eternidade. Vai em paz, porque
Aquele que te criou, te santificou, te guardou como a mãe ao filho, e te amou
com grande ternura. Vós, porém, meu Senhor e meu Criador, sede louvado e
bendito”. Em visão lhe apareceram muitas virgens, entre as quais uma de
extraordinária beleza, que lhe vieram ao encontro para leva-la ao céu.
Santa
Clara morreu em 11 ou 12 de agosto de 1253, mais em consequência do amor divino
do que da doença que a martirizava. Foi em atenção aos grandes e numerosos
milagres que se lhe observaram no túmulo, que o Papa Alexandre IV, dois anos
depois, a canonizou.
No
Calendário Romano Antigo, é comemorada a 12 de agosto.
(Texto
extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, alterações a/c blog)
11 de ago. de 2016
Santos do Dia - Quinta-Feira, 11/08/2016 - 2ª Parte
12:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO TIBÚRCIO (FILHO DE
CROMÁCIO) E SANTA SUSANA
(11 de agosto)
2. Santa Susana de Roma
Junto a São Tibúrcio, a Igreja celebra Santa Susana
de Roma, virgem e mártir. Ambos foram contemporâneos um do outro como do
glorioso mártir da época, São Sebastião. Susana era filha de um sábio padre
chamado Gabino (à época, os homens casados ainda eram, com algumas restrições,
admitidos ao sacerdócio) e sobrinha do Papa São Caio. Era tão encantadora como
bela, e sua erudição era igual à de seu pai-sacerdote. Todos eles eram parentes
do pagão imperador Diocleciano, que à época buscava esposa para seu enteado
Maximiano.
Diocleciano ouviu tantos elogios sobre sua parenta Susana
que mandou Cláudio, um tio da jovem que trabalhava na corte, dizer a Gabino que
queria casar Susana com Maximiano. Mas quando Susana soube da honra com que o
imperador a distinguia, declarou que era esposa de Cristo e que não podia
aceitar outro marido.
Seu tio Cláudio, porém, foi visitá-la e tentou saudá-la
com um beijo discreto; ao ver que Susana resistia ao gesto, ele lhe explicou
que se tratava de uma simples mostra de afeto. A jovem replicou: "O que me
repugna não é o beijo, mas o fato de tua boca ser profanada pelos sacrifícios
aos ídolos." Cláudio lhe perguntou: "Como posso limpar minha
boca?" "Arrepende-te e recebe o batismo", respondeu a sobrinha.
A atitude de Susana no assunto do matrimônio com
Maximiano impresionou tanto a Cláudio que ele se instruiu e recebeu o Batismo,
junto com sua esposa Prepedigna, e seus dois filhos. Em seguida, libertou seus
escravos e repartiu seus bens com os pobres. Como Cláudio não retornasse à
corte, Diocleciano enviou seu irmão Máximo, outro cortesão, para averiguar a resposta
de Susana e a perguntar pela saúde de Cláudio, que pensava estar enfermo.
Máximo encontrou Cláudio muito desgastado pelas penitências, e este lhe
comunicou a decisão de Susana.
Ambos foram juntos visitar a joven e, depois,
discutiram o assunto com o padre Gabino e o Papa São Caio. Os quatro irmãos
compreenderam que não tinham o direito de tirar Susana de sua vocação, apesar do
perigo que isto representava a toda a família. Máximo também recebeu o Batismo
e repartiu seus bens com os pobres. Quando Diocleciano soube da decisão de
Susana e da conversão dos dois irmãos, encheu-se de cólera e deu permissão a um
de seus favoritos, chamado Juliano, que já desejava se vingar deles, de prender
a todos os membros da família e deles fazer o que quisesse.
Temendo que Diocleciano talvez se arrependesse, Juliano
mandou imediatamente levar Máximo e Claudio mais a esposa e filhos deste a
Cumas, que os queimou vivos, e ordenou que suas cinzas fossem lançadas ao mar. Santa
Susana e seu pai Gabino foram decapitados na sua própria casa. Apenas o Papa
São Caio sobreviveu a todo este massacre familiar, vindo a se esconder nas
catacumbas, embora também morresse pela fé anos depois.
(com
informações do blog
em espanhol "Vidas Santas" e da
Wikipedia
em português, tradução livre e
alterações a/c blog)
Santos do Dia - Quinta-Feira, 11/08/2016 - 1ª Parte
00:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO TIBÚRCIO (FILHO DE
CROMÂNCIO) E SANTA SUSANA
(11 de agosto)
1. São Tibúrcio, Filho de
Cromâncio
São Tibúrcio, em detalhe de estampa antiga.
Data e autor desconhecidos.
Cromácio, auxiliar do prefeito de Roma
e de sangue ilustríssimo,
riqueza e poderosa família, foi um dos
vários nobres e cavaleiros romanos que o glorioso mártir
São Sebastião converteu à fé de Jesus Cristo, nosso Redentor.
Ao saber que Tranquilino,
pai dos santos mártires romanos Marcos e
Marceliano, tornou-se um cristão, e
através do santo batismo foi curado de uma dolorosa e duradoura
enfermidade de gota, Cromácio, desejando ser curado de outra
semelhante doença, pediu então que São Sebastião o
catequizasse. Renunciou a toda a
grandeza e opulência que tinha
no mundo, e assim se tornou um cristão,
também fazendo se converterem seus servos, escravos, homens e respectivas
esposas, em torno de 1400 pessoas. Cromácio
repartiu com todos eles partes de suas riquezas e libertou aos escravos, dizendo-lhes que, tendo eles um Deus imortal por pai,
já não haveriam de ser servos de um
homem mortal.
Cromácio tinha um filho, chamado Tibúrcio, moço de grandes esperanças e
de delicado gênio, bem instruído em todas as letras, de bela aparência e
temperamento brando. Era advogado como o pai. O filho seguiu o
exemplo de Cromácio e abraçou a fé de Cristo; ambos se mudaram então para o campo, para escaparem das perseguições
e oferecerem refúgio a outros cristãos fugitivos.
Tibúrcio era tão fervoroso na fé que se destacou muito entre os outros
cristãos, e por ele Deus operou
muitos milagres. Um deles ocorreu quando, ao passar por uma rua, viu um menino que havia caído de um lugar alto e de cuja
queda ficou tão fraturado e paralisado
que seus pais
decidiram lhe sepultar ao invés de tentarem curá-lo.
Tiburcio aproximou-se deles e disse-lhes: "Deixai-me
dizer-lhe uma palavra, pode ser que ele recupere a saúde." O santo disse
sobre o moço as orações do
Pai-Nosso e o Credo, e com isso o
ferido foi curado.
Convencidos por Tibúrcio por este prodígio, a criança e os pais se tornaram
cristãos, e foram conduzidos ao Papa
São Caio, que os batizou.
Além disso, São Tibúrcio era muito
caridoso, dedicado e desejoso de que todos os cristãos resplandecessem virtudes, para que Deus fosse glorificado por eles e para que os
gentios, vendo-lhes tão modestos e exemplares
em santidade de vida, entendessem a excelência da religião que professavam.
Havia entre os cristãos um falso e
embusteiro, chamado Torquato, que não vivia segundo os costumes de
cristão e servo de Deus, mas segundo os do mundo e dos pagãos: usava no cabelo estranhos
topete e penteado; era dado a jogos de azar e banquetes; divertia-se com mulheres
de má fama e gostava de vê-las bem
enfeitadas; não jejuava nem rezava;
era preguiçoso e, pelas manhãs, quando os
demais cristãos cantavam hinos e
louvores ao Senhor nas igrejas e
oratórios, faltava comumente a tais reuniões. São
Tiburcio lhe reprendia muitas vezes
por esses vícios, com o desejo de que se emendasse deles e que, tal como se chamasse, vivesse como
cristão. Por ser Tibúrcio de muito ilustre linhagem, Torquato fingia ouvir e,
só nas aparências, mostrava-se contente com suas correções; no entanto, como sua alma estivesse já doente, em
seu interior se mordia e alimentava grande rancor e aborrecimento contra o
santo.
Para se vingar, Torquato então o
denunciou ao prefeito
Fabiano a condição de cristão de Tibúrcio e, para não ser
descoberto, fez um trato com o prefeito para que fossem presos juntos. Foram
presos os dois, Tibúrcio e Torquato, o santo e o pecador, o cristão
verdadeiro e fervoroso, e o
frouxo e fingido. Levados ao prefeito, este
perguntou para Torquato o seu nome e que religião professava.
Ele disse se chamar Torquato, que era cristão e que Tiburcio era seu mestre; e que
ele tinha feito o que viu seu
mestre fazer e que repetiria depois as mesmas práticas.
Em seguida, Fabiano disse
a Tibúrcio: "Ouviste o que Torquato disse?" Tiburcio
respondeu: "Torquato há dias se apresenta como cristão, mas suas ações não são
de um cristão, pois é um homem dado a deleites:
penteia-se como mulher, come feito um glutão,
diverte-se em jogos e conversa com
mulheres de má fama, entre outras coisas ruins. Cristo não se agrada com semelhantes monstros."
Finalmente, depois de várias discussões entre eles, o juiz
mandou colocar um pedaço de carvões
em brasa, e disse a São Tibúrcio
para lançar sobre eles incenso para sacrificar aos falsos deuses, ou andar descalço sobre eles .
São Tibúrcio fez
então o sinal da cruz, e com os pés descalços
caminhou sobre as brasas como se andasse
sobre pétalas de rosa. Ao que o juiz se admirasse com o milagre, o santo disse: "Deixa já a tua obstinação e infidelidade, e confessa que Cristo é o Deus verdadeiro, a quem estão sujeitas todas as criaturas; ou senão põe tua mão num
caldeirão de água fervente, e invoca Júpiter que tu tens por deus, e verás se a água lhe queima; quanto a
mim, em nome de meu Senhor Jesus Cristo,
não sinto o fogo, e estas brasas me parecem flores, pois toda criatura obedece a seu
Criador."
Irritado, o prefeito disse
então: "Quem ignora que esse vosso Cristo os ensinou a arte mágica eno, e que todos os cristãos são encantadores?" São Tibúrcio, não aceitando tão grande injúria de
Cristo, lhe respondeu: "Emudece-te e cala-te, homem
miserável, e não te ouça eu, com tão raivosa e maldita língua, dizer tais
injúrias contra tão santo e melodioso nome!" Fabiano se enfureceu
sobremaneira com as palavras de Tibúrcio, e ordenou que lhe
cortassem a cabeça. A sentença se
executou a três milhas de Roma
sobre a via Lavicana,
onde foi sepultado, e por ele Nosso Senhor fez muitos milagres.
O martírio de São
Tibúrcio foi a 11
de agosto de ano do Senhor de 236,
no governo imperial de Diocleciano e Maximiano. Mencionam a São Tibúrcio os martirológios Romano, o de São Beda, o de Usuardo e o de Adun, as Atas de
São Sebastião e o segundo tomo
do Cardeal Barônio.
(com
informações de “La Leyenda de Oro - Tomo Tercero”,
por Pe. José Sayol y
Echevarria, e do blog em espanhol
"Vidas Santas",
traduções livres a/c blog)
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