TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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13 de ago. de 2016

Santos do Dia - Sábado, 13/08/2016 - 1ª Parte



SANTO HIPÓLITO E SÃO CASSIANO
 (13 de agosto)

1. Santo Hipólito, Carcereiro de São Lourenço


Quando São Lourenço foi preso, ficou sob os cuidados de um soldado romano, chamado Hipólito, que diante dos milagres operados pelo prisioneiro acorrentado, converteu-se à fé de Nosso Senhor, e foi batizado pelo santo diácono junto com toda sua família, cerca de 19 famílias. Em seguida, tão fervoroso e desejoso de morrer por Cristo, ao ver São Lourenço sendo torturado, quis bradar que era cristão, ao que o próprio santo lhe ordenou se calar e se guardar para quando chegasse sua vez. Após o mártir enfim morrer assado na grelha, Hipólito tomou seu corpo e, com o presbítero Justino, deu-lhe sepultura digna.

Como a notícia da sepultura de São Lourenço se espalhou e chegou aos ouvidos do imperador três dias depois, Hipólito foi preso na casa de um visitante enquanto o dono lhe servia uma refeição. Levado à presença do imperador, este lhe perguntou: "Também tu és necromante e mago como Lourenço, e enterrou seu corpo?" Ao que Hipólito lhe respondeu: "É verdade que o enterrei, mas não como mago, e sim como cristão."

Irritou-se sobremaneira o tirano, e mandou que lhe dessem muitos golpes de pedra na boca e tirar-lhe as vestes brancas do Batismo que recebera recentemente, mas Hipólito respondeu: "Não me despiste, mas me vestiste." Depois de pensar um pouco, Valeriano mandou jogar Hipólito ao chão e lhe golpear fortemente com varas e grossos tacapes; e o santo dava graças a Deus por lhe fazer digno daquele tormento. O tirano lhe disse: "Não sentes os tacapes, Hipólito; então que lhe arranhem o corpo com cardos e espinhos." Assim se fez, mas Hipólito em voz alta: "Cristão sou, e por Cristo padeço."

Estando os carrascos já cansados de rasgarem suas carnes e de lhe atormentarem, o tirano mandou que lhe levantassem do solo e lhe vestissem de seu antigo uniforme militar, e começou a falar com brandura, rogando-lhe que deixasse aquela pertinácia, e que fosse seu amigo, gozando das honras militares e outras benesses que lhe fazia. Hipólito se riu, e disse em alto e bom som: "Minha honra e glória militar é ser soldado constante de Cristo, e morrer sob sua bandeira.

O tirano mandou confisacar seus bens, prendê-lo e trazer toda a família de Hipólito diante dele, pois suspeitou que fosse cristã. Entre as pessoas que nela havia, havia uma santa mulher chamada Concórdia, que tinha sido sua ama e criado o mesmo Hipólito, à qual Valeriano pediu que olhasse para sua idade avançada e não desejasse morrer como seu senhor Hipólito. Mas Concórdia lhe respondeu: "Eu e todos os presentes queremos antes morrer valorosamente com Hipólito, ao invés de sermos covardes vivendo sem ele. O imperador se embraveceu e disse: "Os escravos e servos não se emendam senão com açoites"; mandou então chicotear Concórdia e feri-la com chicotes-de-armas tão fortemente que ela morreu durante a tortura diante de Hipólito. O santo ficou muito alegre e regojizado por ter conseguido, antes que ele próprio, a coroa da glória para aquela que o tinha criado desde bebê.

Valeriano finalmente mandou que Hipólito e toda sua família fossem levados fora dos muros de Roma, e que ali, na presença do santo soldado, os demais fossem degolados; quanto a ele, foi amarrado aos arreios de cavalos ferozes e bravos, e arrastado pelos campos. Despedaçado por este cruel e horrível martírio, Hipólito entregou sua alma a Deus no ano de 261; seu corpo foi recolhido e sepultado à noite pelo presbítero Justino e outros cristãos no Campo Verano, próximo ao corpo de São Lourenço.

A Igreja comemora o martírio de Santo Hipólito de Roma a 13 de agosto. Os Martirológios Romano, de Beda, de Usuardo e de Adon mencionam a este mártir, e também sua vida é narrada mais extensamente nas Atas de São Lourenço.

(com informações de “La Leyenda de Oro - Tomo Tercero”, por
Pe. José Sayol y Echevarria, tradução livre a/c blog)

12 de ago. de 2016

Santa do Dia - Sexta-Feira, 12/08/2016



SANTA CLARA DE ASSIS
 (12 de agosto)

Afresco de Santa Clara na Basílica de São Francisco de Assis,
por Simone (Simão) Martini, pintado entre 1322 e 1326.

Santa Clara nasceu em Assis, na Itália, filha de pais ricos e piedosos. O nome de Clara foi-lhe dado em virtude de uma voz misteriosa que a mãe Hortulana ouviu quando, antes de dar à luz a filha, fazia fervorosas orações diante de um crucifixo. “Nada temas! ”, disse aquela voz, “o fruto de teu ventre será um grande lume, que iluminará o mundo todo”.

Desde pequena, Clara era em tudo bem diferente das companheiras. Quando meninas dessa idade costumam achar agrado nos brinquedos e bem cedo revelam também qualidades pouco apreciáveis, Clara fazia exceção à regra. O seu prazer era rezar, fazer caridade e penitência. Aborrecia a vaidade e as exibições, e tinha aversão declarada aos divertimentos profanos.

Vivia naquele tempo o grande Patriarca de Assis, São Francisco. A este se dirigiu Santa Clara, comunicando-lhe o grande desejo que tinha de abandonar o mundo, fazer o voto de castidade e levar uma vida da mais perfeita pobreza. São Francisco reconheceu em Clara uma eleita de Deus e animou-a a persistir nas piedosas aspirações. Depois de ter examinado e sujeitado a duras provas o espírito da jovem, aconselhou-lhe a abandonar a casa paterna e tomar o hábito de religiosa. Foi num Domingo de Ramos, que Clara executou este plano, dirigindo-se à Igreja de Porciúncula, onde São Francisco lhe cortou os cabelos e lhe deu o hábito de penitência. Clara contava apenas 18 anos, quando disse adeus ao mundo e entrou para o convento das Beneditinas de Assis.

O procedimento inesperado de Clara, provocou os mais veementes protestos dos pais e parentes, que tudo tentaram, para tirar a jovem do convento. Clara opôs-lhes firme resistência. Indo à igreja, segurou-se ao altar com uma mão e, com a outra, mostrou aos pais a cabeleira cortada e disse-lhes: “Deveis saber que não quero outro esposo, senão a Jesus Cristo. A este escolhi e não mais o deixarei”.

Clara tinha uma irmã mais moça, de quatorze anos, de nome Inês. Esta, não suportando a separação e animada por Clara, poucos dias depois, abandonou também a casa e entrou para o convento onde Clara estava. Com este gesto não se conformaram os parentes. Ao convento, foram no intuito de obrigar a jovem a voltar trazê-la à força para casa, fosse qual fosse a resistência que encontrariam.A resistência realmente foi, tão resoluta da parte de Inês que tiveram de desistir das suas tentativas. Também a ela São Francisco deu o hábito religioso.

Apenas provisória podia ser a estada das duas irmãs no convento das Beneditinas. Francisco havia de dar, pois, providências para colocá-la em outra parte.Adquiriu a igreja de São Damião e uma casa contígua para as novas religiosas, às quais, logo se associaram a outras companheiras. Sob a direção de Clara, formaram estas a primeira comunidade que, desenvolvendo-se cada vez mais, tomou a forma de nova Ordem religiosa. Esta Ordem, de origem tão humilde, tornou-se celebérrima na Igreja Católica, a que deu muitas santas e muito trabalhou e trabalha pelo engrandecimento do reino de Cristo sobre a terra.

Obedecendo à Ordem de São Francisco, Clara aceitou o cargo de superiora, e exerceu-o durante quarenta e dois anos.Deu à Ordem regras severas sobre a observância da pobreza. A uma oferta de bens imóveis feita pelo Papa, Clara respeitosamente a recusou.

Grande lhe foi a satisfação, quando da própria mãe e de outras parentas recebeu o pedido de admissão na Ordem. Além destas, entraram três fidalgas da casa Ubaldini na nova Ordem das Clarissas. Julgaram maior honra associar-se à pobreza de Clara do que viver no meio dos prazeres dum mundo enganador.

Não só na observação da pobreza, como também na prática de outras virtudes, Clara era modelo exemplaríssimo para as suas filhas espirituais. Na prática da penitência e mortificação, Clara era de tanto rigor que seu exemplo podia servir mais de admiração do que de imitação. O próprio São Francisco aconselhou-lhe que usasse de moderação, porque do modo de que vivia e martirizava o corpo, era de recear que não pudesse ter longa vida. Severíssima para consigo, era inexcedível na caridade para com o próximo. Seu maior prazer era servir aos enfermos. Uma das virtudes que se lhe observava, era o grande amor ao Santíssimo Sacramento. Horas inteiras do dia e da noite, passava nos degraus do altar.  O Santíssimo Sacramento era seu refúgio, em todos os perigos e dificuldades.

Aconteceu que a cidade de Assis fosse assediada pelos sarracenos que, a serviço do Imperador Frederico II, inquietavam a Itália. Os guerreiros tinham já galgado o muro, justamente onde estava o convento das Clarissas. A superiora, enferma, guardava o leito. Tendo notícia da invasão dos bárbaros no convento, Clara levantou-se e, ajudada pelas filhas, dirigiu-se ao altar do Santíssimo Sacramento, tomou nas mãos a Sagrada Hóstia e assim, munida de Nosso Senhor, dirigiu-lhe o seguinte apelo em voz alta: “Quereis, Senhor, entregar aos infiéis estas vossas servas indefesas que nutris com Vosso amor? Vinde em socorro de vossas servas, pois não as posso proteger.” Ditas estas palavras, ouviu-se distintamente uma voz dizer: “Serei vossa proteção hoje e sempre”. Os fatos provaram que não se tratava de coisa imaginária. Dos sarracenos apoderou-se um pânico inexplicável; grande parte deles fugiu às pressas; alguns, que já haviam galgado o cimo do muro, caíram para trás. Foi visivelmente a devoção de Santa Clara ao Santíssimo Sacramento que salvara o convento e a cidade, do assalto do inimigo. Outros muitos milagres fez Deus por intermédio de sua serva, que a estreiteza de espaço não nos permite narrar.

Clara contava sessenta anos, dos quais passara vinte e oito sofrendo grandes enfermidades. Por maiores que lhe fossem as dores, nenhuma queixa lhe saía da boca. Na meditação da sagrada Paixão e Morte de Nosso Senhor achava o maior alívio. “Como passa bem depressa a noite”, dizia, “ocupando-me com a Paixão de Nosso Senhor”. Em outra ocasião, disse: “Homem haverá que se queixe, vendo a Jesus derramar todo o seu sangue na Cruz?

Sentindo a proximidade da morte, recebeu os Santos Sacramentos e teve a satisfação de receber a visita do Papa Inocêncio IV, que lhe concedeu uma indulgência plenária. Quase agonizante, disse ainda estas palavras: “Nada temas, minha alma; tens boa companhia na tua passagem para a eternidade. Vai em paz, porque Aquele que te criou, te santificou, te guardou como a mãe ao filho, e te amou com grande ternura. Vós, porém, meu Senhor e meu Criador, sede louvado e bendito”. Em visão lhe apareceram muitas virgens, entre as quais uma de extraordinária beleza, que lhe vieram ao encontro para leva-la ao céu.

Santa Clara morreu em 11 ou 12 de agosto de 1253, mais em consequência do amor divino do que da doença que a martirizava. Foi em atenção aos grandes e numerosos milagres que se lhe observaram no túmulo, que o Papa Alexandre IV, dois anos depois, a canonizou.

No Calendário Romano Antigo, é comemorada a 12 de agosto.

(Texto extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)

11 de ago. de 2016

Santos do Dia - Quinta-Feira, 11/08/2016 - 2ª Parte



SÃO TIBÚRCIO (FILHO DE CROMÁCIO) E SANTA SUSANA
 (11 de agosto)

2. Santa Susana de Roma


Junto a São Tibúrcio, a Igreja celebra Santa Susana de Roma, virgem e mártir. Ambos foram contemporâneos um do outro como do glorioso mártir da época, São Sebastião. Susana era filha de um sábio padre chamado Gabino (à época, os homens casados ainda eram, com algumas restrições, admitidos ao sacerdócio) e sobrinha do Papa São Caio. Era tão encantadora como bela, e sua erudição era igual à de seu pai-sacerdote. Todos eles eram parentes do pagão imperador Diocleciano, que à época buscava esposa para seu enteado Maximiano.

Diocleciano ouviu tantos elogios sobre sua parenta Susana que mandou Cláudio, um tio da jovem que trabalhava na corte, dizer a Gabino que queria casar Susana com Maximiano. Mas quando Susana soube da honra com que o imperador a distinguia, declarou que era esposa de Cristo e que não podia aceitar outro marido.

Seu tio Cláudio, porém, foi visitá-la e tentou saudá-la com um beijo discreto; ao ver que Susana resistia ao gesto, ele lhe explicou que se tratava de uma simples mostra de afeto. A jovem replicou: "O que me repugna não é o beijo, mas o fato de tua boca ser profanada pelos sacrifícios aos ídolos." Cláudio lhe perguntou: "Como posso limpar minha boca?" "Arrepende-te e recebe o batismo", respondeu a sobrinha.

A atitude de Susana no assunto do matrimônio com Maximiano impresionou tanto a Cláudio que ele se instruiu e recebeu o Batismo, junto com sua esposa Prepedigna, e seus dois filhos. Em seguida, libertou seus escravos e repartiu seus bens com os pobres. Como Cláudio não retornasse à corte, Diocleciano enviou seu irmão Máximo, outro cortesão, para averiguar a resposta de Susana e a perguntar pela saúde de Cláudio, que pensava estar enfermo. Máximo encontrou Cláudio muito desgastado pelas penitências, e este lhe comunicou a decisão de Susana.

Ambos foram juntos visitar a joven e, depois, discutiram o assunto com o padre Gabino e o Papa São Caio. Os quatro irmãos compreenderam que não tinham o direito de tirar Susana de sua vocação, apesar do perigo que isto representava a toda a família. Máximo também recebeu o Batismo e repartiu seus bens com os pobres. Quando Diocleciano soube da decisão de Susana e da conversão dos dois irmãos, encheu-se de cólera e deu permissão a um de seus favoritos, chamado Juliano, que já desejava se vingar deles, de prender a todos os membros da família e deles fazer o que quisesse.

Temendo que Diocleciano talvez se arrependesse, Juliano mandou imediatamente levar Máximo e Claudio mais a esposa e filhos deste a Cumas, que os queimou vivos, e ordenou que suas cinzas fossem lançadas ao mar. Santa Susana e seu pai Gabino foram decapitados na sua própria casa. Apenas o Papa São Caio sobreviveu a todo este massacre familiar, vindo a se esconder nas catacumbas, embora também morresse pela fé anos depois.

(com informações do blog em espanhol "Vidas Santas" e da
Wikipedia em português,  tradução livre e alterações a/c blog)

Santos do Dia - Quinta-Feira, 11/08/2016 - 1ª Parte



SÃO TIBÚRCIO (FILHO DE CROMÂNCIO) E SANTA SUSANA
(11 de agosto)

1. São Tibúrcio, Filho de Cromâncio

São Tibúrcio, em detalhe de estampa antiga.
Data e autor desconhecidos.

Cromácio, auxiliar do prefeito de Roma e de sangue ilustríssimo, riqueza e poderosa família, foi um dos vários nobres e cavaleiros romanos que o glorioso mártir São Sebastião converteu à fé de Jesus Cristo, nosso Redentor. Ao saber que Tranquilino, pai dos santos mártires romanos Marcos e Marceliano, tornou-se um cristão, e através do santo batismo foi curado de uma dolorosa e duradoura enfermidade de gota, Cromácio, desejando ser curado de outra semelhante doença, pediu então que São Sebastião o catequizasse. Renunciou a toda a grandeza e opulência que tinha no mundo, e assim se tornou um cristão, também fazendo se converterem seus servos, escravos, homens e respectivas esposas, em torno de 1400 pessoas. Cromácio repartiu com todos eles partes de suas riquezas e libertou aos escravos, dizendo-lhes que, tendo eles um Deus imortal por pai, já não haveriam de ser servos de um homem mortal.

Cromácio tinha um filho, chamado Tibúrcio, moço de grandes esperanças e de delicado gênio, bem instruído em todas as letras, de bela aparência e temperamento brando. Era advogado como o pai. O filho seguiu o exemplo de Cromácio e abraçou a fé de Cristo; ambos se mudaram então para o campo, para escaparem das perseguições e oferecerem refúgio a outros cristãos fugitivos.

Tibúrcio era tão fervoroso na fé que se destacou muito entre os outros cristãos, e por ele Deus operou muitos milagres. Um deles ocorreu quando, ao passar por uma rua, viu um menino que havia caído de um lugar alto e de cuja queda ficou tão fraturado e paralisado que seus pais decidiram lhe sepultar ao invés de tentarem curá-lo. Tiburcio aproximou-se deles e disse-lhes: "Deixai-me dizer-lhe uma palavra, pode ser que ele recupere a saúde." O santo disse sobre o moço as orações do Pai-Nosso e o Credo, e com isso o ferido foi curado. Convencidos por Tibúrcio por este prodígio, a criança e os pais se tornaram cristãos, e foram conduzidos ao Papa São Caio, que os batizou.

Além disso, São Tibúrcio era muito caridoso, dedicado e desejoso de que todos os cristãos resplandecessem virtudes, para que Deus fosse glorificado por eles e para que os gentios, vendo-lhes tão modestos e exemplares em santidade de vida, entendessem a excelência da religião que professavam.

Havia entre os cristãos um falso e embusteiro, chamado Torquato, que não vivia segundo os costumes de cristão e servo de Deus, mas segundo os do mundo e dos pagãos: usava no cabelo estranhos topete e penteado; era dado a jogos de azar e banquetes; divertia-se com mulheres de má fama e gostava de vê-las bem enfeitadas; não jejuava nem rezava; era preguiçoso e, pelas manhãs, quando os demais cristãos cantavam hinos e louvores ao Senhor nas igrejas e oratórios, faltava comumente a tais reuniões. São Tiburcio lhe reprendia muitas vezes por esses vícios, com o desejo de que se emendasse deles e que, tal como se chamasse, vivesse como cristão. Por ser Tibúrcio de muito ilustre linhagem, Torquato fingia ouvir e, só nas aparências, mostrava-se contente com suas correções; no entanto, como sua alma estivesse já doente, em seu interior se mordia e alimentava grande rancor e aborrecimento contra o santo.

Para se vingar, Torquato então o denunciou ao prefeito Fabiano a condição de cristão de Tibúrcio e, para não ser descoberto, fez um trato com o prefeito para que fossem presos juntos. Foram presos os dois, Tibúrcio e Torquato, o santo e o pecador, o cristão verdadeiro e fervoroso, e o frouxo e fingido. Levados ao prefeito, este perguntou para Torquato o seu nome e que religião professava. Ele disse se chamar Torquato, que era cristão e que Tiburcio era seu mestre; e que ele tinha feito o que viu seu mestre fazer e que repetiria depois as mesmas práticas.

Em seguida, Fabiano disse a Tibúrcio: "Ouviste o que Torquato disse?" Tiburcio respondeu: "Torquatodias se apresenta como cristão, mas suas ações não são de um cristão, pois é um homem dado a deleites: penteia-se como mulher, come feito um glutão, diverte-se em jogos e conversa com mulheres de má fama, entre outras coisas ruins. Cristo não se agrada com semelhantes monstros."

Finalmente, depois de várias discussões entre eles, o juiz mandou colocar um pedaço de carvões em brasa, e disse a São Tibúrcio para lançar sobre eles incenso para sacrificar aos falsos deuses, ou andar descalço sobre eles . São Tibúrcio fez então o sinal da cruz, e com os pés descalços caminhou sobre as brasas como se andasse sobre pétalas de rosa. Ao que o juiz se admirasse com o milagre, o santo disse: "Deixa já a tua obstinação e infidelidade, e confessa que Cristo é o Deus verdadeiro, a quem estão sujeitas todas as criaturas; ou senão põe tua mão num caldeirão de água fervente, e invoca Júpiter que tu tens por deus, e verás se a água lhe queima; quanto a mim, em nome de meu Senhor Jesus Cristo, não sinto o fogo, e estas brasas me parecem flores, pois toda criatura obedece a seu Criador."

Irritado, o prefeito disse então: "Quem ignora que esse vosso Cristo os ensinou a arte mágica eno, e que todos os cristãos são encantadores?" São Tibúrcio, não aceitando tão grande injúria de Cristo, lhe respondeu: "Emudece-te e cala-te, homem miserável, e não te ouça eu, com tão raivosa e maldita língua, dizer tais injúrias contra tão santo e melodioso nome!" Fabiano se enfureceu sobremaneira com as palavras de Tibúrcio, e ordenou que lhe cortassem a cabeça. A sentença se executou a três milhas de Roma sobre a via Lavicana, onde foi sepultado, e por ele Nosso Senhor fez muitos milagres.

O martírio de São Tibúrcio foi a 11 de agosto de ano do Senhor de 236, no governo imperial de Diocleciano e Maximiano. Mencionam a São Tibúrcio os martirológios Romano, o de São Beda, o de Usuardo e o de Adun, as Atas de São Sebastião e o segundo tomo do Cardeal Barônio.


(com informações de “La Leyenda de Oro - Tomo Tercero”,
por Pe. José Sayol y Echevarria, e do blog em espanhol
"Vidas Santas", traduções livres a/c blog)