Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
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- Apresentação (1)
- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
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- Indulgências Plenárias (4)
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- Liturgias da Semana Santa (19)
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- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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8 de ago. de 2016
Santos do Dia - Segunda-Feira, 08/08/2016 - 2ª Parte
14:00 | Postado por
Sacerdos |
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SANTOS CIRÍACO, LARGO E
ESMARAGDO
(08 de agosto)
Martírio
dos santos diáconos Ciríaco, Largo e Esmaragdo.
Nascido
no século 3º de uma família patrícia romana, São Ciríaco abraçou a religião
cristã e deu sua riqueza aos pobres. Foi ordenado Diácono en Roma pelo Papa
Marcelino (296-304); à época, o imperador era Diocleciano, assistido por
Maximiano, que passou a ser seu favorito.
Em
honra a Diocleciano, Maximiano decidiu construir um magnífico palácio, com banhos
suntuosos, e a construção foi tocada por escravos cristãos. Entre eles havia
homens de idade avançada, como também sacerdotes da alta hierarquia e clérigos. Uma nobre romana, com vontade de
aliviar os sofrimentos destes trabalhadores pobres, enviou quatro cristãos para
distribuírem esmolas: eram eles os santos diáconos Ciríaco, Largo e Esmaragdo,
além de Sisínio. Mesmo sob risco de vida, fizeram suas obras de caridade
enquanto trabalhavam pesado junto aos mais frágeis. São Ciríaco era bem
conhecido pelo imperador Diocleciano.
De
repente, a filha de Diocleciano, Artêmia, foi possessa por um demônio furioso,
e lhe disseram que so Ciríaco poderia ajudá-lo. Diocleciano o mandou chamar, e
ele conseguiu curá-la. Tanto Artêmia como sua mãe, Santa Serena, se converteram
ao Cristianismo. Pouco tempo depois, a filha do rei da Pérsia também ficou
possessa, e Diocleciano pediu a sua esposa para convencer o diácono a ir à
Persia para exorcizar a jovem. Ciríaco partiu com seus companheiros Largo e
Esmaragdo, e de novo o santo expulsou o demonio, conseguindo por isso a
conversão do rei persa, de sua família e de cerca de quatrocentas pessoas, aos
quais batizou.
Os três
confessores retornaram a Roma sem aceitar qualquer compensação por seus
serviços, dizendo que haviam recebido de graça os dons de Deus e desejavam
reparti-los. O bárbaro Maximiano, ao saber do regresso dos três no ano de 303, os
capturou, encarcerou e torturou, e finalmente decapitou a São Ciríaco junto a
vinte cristãos valentes, entre os quais seus companheiros Largo e Esmaragdo.
Seus corpos foram enterrados primeiramente perto do lugar de sua execução na
Via Salária, Roma.
(com
informações do blog "Vidas Santas",
tradução e alterações a/c blog)
Santos do Dia - Segunda-Feira, 08/08/2016 - 1ª Parte
00:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO JOÃO MARIA VIANNEY
(08 de agosto)
Corpo
incorrupto de São João Maria Vianney.
“Por
onde passam os Santos, Deus com eles passa”. Foi no ano de 1772, que um santo
mendigo, Bento José Labre, passando por Dardilly, se hospedou na humilde casa
dos Vianney. A benção de Deus entrou com ele naquela mansão; pois poucos anos
depois, nasceu lá aquele que no mundo inteiro é conhecido por João Vianney – o
santo Cura d’Ars. Que eficácia maravilhosa da esmola! Deus dá a pobres
camponeses um filho, que vem a ser um dos seus grandes servidores,
recompensando assim uma obra de caridade, que dispensaram a um pobre mendigo.
João
Batista Maria Vianney nasceu e foi batizado em 8 de maio de 1786. Desde a
infância, manifestava uma forte inclinação à oração e um grande amor ao
recolhimento. Muitas vezes era encontrado num canto da casa, jardim ou no
estábulo, rezando, de joelhos, as orações que lhe tinham ensinado: o Pai-Nosso,
a Ave-Maria, etc. Os pais, principalmente a piedosa mãe, Maria Belusa,
cultivavam no filho esse espírito de religião e de piedade.
A
França achava-se agitadíssima com os horrores da Revolução, e como os sacerdotes
estivessem exilados ou encarcerados, não foi possível a João Vianney encontrar
um mestre que lhe desse instruções sobre as ciências elementares. Era natural,
pois, que passasse a mocidade entregue aos trabalhos do campo. Entretanto, João
continuava as práticas de piedade com todo fervor e o pecado era para ele coisa
conhecida só de nome. Fez a Primeira Comunhão numa granja, sendo que a
perseguição religiosa não permitia o culto público nas igrejas (e, quando o
permitia, era por mãos de padres desligados da comunhão com o Papa).
Amainado
o temporal da revolução, Vianney achou um grande amigo e protetor na pessoa do
Padre M. Balley, vigário de Ecully, que descobrira na alma de João qualidades
superiores, que deviam ser aproveitadas e cultivadas, para a maior glória de
Deus. Se era grande o fervor a admirável virtude do jovem Vianney e se melhor
mestre não podia haver do que o Padre Balley, tudo parecia desfazer-se diante
de uma barreira, que se levantava insuportável: a falta de inteligência do
estudante. Não fosse a persistência imperturbável do santo sacerdote, Vianney
teria desanimado diante das dificuldades que se lhe afiguravam invencíveis. Com
as orações e a caridade redobrada que dispensava aos pobres, Vianney alcançou a
graça de poder continuar os estudos com algum proveito.
Quando
estava prestes a ser recebido no seminário, veio-lhe ordem de apresentar-se à
autoridade militar de Bayonne. Foram vãos os esforços do Padre Balley para
obter isenção do serviço militar para o protegido, e pareciam aniquiladas de
vez todas as esperanças. Vianney caiu doente e passou quatorze meses nos
hospitais de Lyon e de Roanne.Passado esse tempo, ninguém mais se lembrou dele
para o serviço militar, e só assim pode matricular-se no pequeno Seminário de
Verrières e, mais tarde, no grande Seminário de Santo Irineu. Mestres e alunos
eram unânimes em conceder a Vianney a palma quanto à virtude e santidade entre
os condiscípulos. O preparo intelectual do jovem, porém, era tão deficiente que
os mestres não se viram com coragem de apresentá-lo para a ordenação.
O
vigário geral do Cardeal Fesch, Mons. Courbon, que em última instância devia
decidir a questão, deu consentimento para que Vianney fosse admitido ao
sacerdócio, mas impedido de ouvir confissões. O jovem teólogo recebeu as santas
Ordens a 9 de agosto de 1815. Vianney contava já 29 anos. Os primeiros três anos
do sacerdócio passou-os na companhia e sob a direção do primeiro mestre e
amigo, Padre Balley. Este faleceu e a Cúria episcopal nomeou Vianney como Cura
da Paróquia de Ars-sur-Formans, povoado localizado alguns quilômetros a norte
de Lyon.
O novo
campo de ação era o mais ingrato possível. Ars era um lugar sem religião. A igreja
vivia deserta, os Sacramentos não eram frequentados, trabalhava-se aos domingos
e a frequência a bailes e cabarés estava na ordem do dia. Vianney, vendo o
estado das coisas, teve ímpetos de abandonar tudo. “Que vou fazer aqui?” –
exclamou. – “Neste meio nada farei e tenho medo até de perder-me”. Mas logo o
seu zelo se lhe reanimou. Fixou residência na Matriz, e sua primeira ocupação
era rezar pela conversão dos paroquianos. Desde a manhã à noite, com pequenas
interrupções, ficava de joelhos diante do altar do Santíssimo Sacramento. As frugalíssimas
refeições ele mesmo as preparava. Depois começou a procurar as famílias. Nas
visitas lhes falava de Deus, dos Santos, das coisas da religião. Se bem que a
maior parte não lhe desse importância, um ou outro reparava na batina rota e
velha, na modéstia e piedade, no aspecto austero e mortificado do vigário.
Pouco a pouco o povo ficou conhecendo o pároco, cujas orações e mais ainda o
exemplo acabaram por franquear-lhe o caminho aos corações de todos. Alguns
começaram a frequentar a Santa Missa.
O
número daqueles que acompanhavam o piedoso Cura na recitação do Rosário todas
as tardes crescia de dia para dia, e depois de algum tempo o Santíssimo não ficava
nenhuma hora durante o dia sem adorador. A Comunhão frequente foi pelo Santo
Cura introduzida na Paróquia, com muita felicidade. Para as senhoras se fundou
a Confraria do Rosário, e para os homens a Irmandade do Santíssimo Sacramento.
Tendo
assim elevado a certa altura a vida religiosa na paróquia, Vianney passou a
combater os abusos. O zelo de pastor dirigiu-se principalmente contra os
cabarés, as danças e a profanação do domingo. Sem recorrer a meios rigorosos e
ameaças, fazendo, pelo contrário, prevalecer a caridade, Vianney conseguiu que
um cabaré após outro, se fechasse. Quanto à dança, os espíritos se dividiram em
duas correntes: uma a favor da campanha do vigário e outra contra. Veio a festa
de São Sixto, padroeiro do lugar. O baile fazia parte integrante do programa
dos festejos profanos. Fizeram-se os convites do costume. Mas a decepção dos
moços foi grande, quando, à hora do baile, nenhuma moça lá apareceu. E o baile
não se realizou.
Restava
ainda restabelecer o domingo, em toda a sua dignidade. Tão frequentes, tão
insistentes e persuasivas eram as exortações do vigário a respeito do trabalho
no domingo que determinaram mudança completa no pensamento do povo, o qual, em
seguida, passou a observar, com todo o rigor, o descanso dominical.
Ars
estava renovada. Os vícios já não existiam. Abusos foram extirpados. Todos
queriam ser bons cristãos. Respeito humano era coisa desconhecida em Ars.
Incorreria na censura pública quem não quisesse praticar a religião. Não se
ouvia mais nenhuma blasfêmia; não existia inimizade alguma em Ars. Ao toque do
Ângelus os homens se descobriam e interrompiam o trabalho, para rezar as
Ave-Marias. O confessionário se via solicitado até altas horas da noite. Aos
domingos a igreja estava sempre repleta, por ocasião das Missas, das Vésperas,
do Catecismo e do Terço. Foi preciso o vigário alargar a Matriz e construir
novas capelas, como as de São João Batista, de Santa Filomena, de Ecce Homo e dos
Santos Anjos.
Conhecendo
a grande miséria das almas e os perigos em que se achavam as pobres órfãs,
Vianney fundou na Paróquia um asilo, a que deu o nome de “Providência”. Para as
asiladas era um pai que sacrifícios não media para que nada lhes faltasse. Essa
fundação, em si tão útil e boa, foi para Vianney uma fonte de desgostos. Mais
de uma vez lhe sobreveio o desânimo e profundamente desgostoso, exclamava: “Ah!
se tivesse sabido o que quer se dizer ser sacerdote, eu teria procurado a minha
salvação na Cartuxa ou na Trapa”. Por duas vezes tentou fugir de Ars para
ver-se livre do pesado fardo do ministério pastoral.
O
segredo dos grandes resultados espirituais, na paróquia de Ars, estava
unicamente na santidade do Cura. Vianney era homem da oração e da penitência. A
um colega que o visitou e dolorosamente se queixou do triste estado em que se
achava, perguntou: “Rezastes entre lágrimas? Não é bastante. Jejuastes já?
Deitastes-vos sobre o chão duro e tomastes a disciplina? Se ainda não o
fizestes, não penseis ter feito tudo”. O que a outros aconselhava, ele o
praticava. Levava vida de extrema pobreza. Dos pobres da Paróquia era Vianney o
mais pobre. Possuía uma só batina e esta cheia de remendos. O estado do chapéu
era tal, que provocava o riso dos colegas. Vianney não possuía nada e nada
guardava. E quanto bem não fez às órfãs, e aos pobres!
A vida do
Cura d’Ars em nada difere da vida de austeridade dos grandes eremitas do deserto
do Egito. Quando muito, tomava três refeições cheias por semana, e que
refeições! O “cardápio” não constava senão dumas ervas cruas, pão seco e água.
O sono era um repouso de duas horas apenas. Quando se tratava da conversão dum
pecador, mais apertava o jejum, e a cama era trocada pelo chão.
A saúde
de Vianney era fraquíssima. O Santo sofria cruciantes dores nos intestinos,
dores de cabeça violentas. Vinte vezes esteve doente e vinte vezes se curou
subitamente, fato que grande admiração causou aos médicos. Houve quem lhe
dissesse que suas penitências excediam os limites do lícito, e Vianney
respondeu-lhe: “O Senhor não sabe que meus pecados exigem um tratamento como
este”. Além destas práticas comuns de penitência, Vianney usava ainda outras
como a flagelação, o cilício, etc.
Se com
aquela santa vida agradava a Deus, tanto mais provocava as iras do inimigo, que
o perseguia com toda a sorte de malefícios, chegando a ponto de fisicamente o
maltratar. As influências diabólicas devem ser atribuídas também às calúnias,
de que Vianney foi vítima. Tudo isso, porém, não conseguia roubar-lhe o
contentamento íntimo e a alegria da alma.
Nos
últimos anos o organismo lhe denunciava um estado de fraqueza extraordinário.
Quando rezava o Terço na igreja, sua voz era quase imperceptível. No mês de
maio de 1843 lhe sobreveio uma forte pneumonia, que lhe pôs em grande perigo a
vida. Vianney pediu que lhe administrassem os santos Sacramentos do Viático e
da Extrema-Unção. Diante da expectativa da morte, o Santo invocou uma grande
Padroeira, Santa Filomena, pedindo que o curasse, ainda que fosse necessário um
milagre. Santa Filomena curou-o e consolou-o com sua aparição.
Vianney
possuía um grande amor ao Santíssimo Sacramento. Este amor, este fogo, se
manifestava nas visitas que fazia a Jesus na Eucaristia, nas alocuções e
principalmente na Santa Missa. Quem o via celebrar tinha a impressão do
celebrante ver o próprio Nosso Senhor. Deste amor lhe brotava o culto aos
grandes amigos de Deus: a São João Batista, a São José, a Santa Filomena – esta,
sua padroeira por excelência – e à Santíssima Virgem. Daí também o zelo
infatigável pela conversão dos pecadores.
Vianney
não era só pastor das almas de Ars. Deus quis que o pobre Cura fosse o Apóstolo
universal do século. A santidade do pobre Vianney atraía as almas, que nas suas
necessidades o procuravam, para a ele se confessar e dele receber conselhos e
conforto. Esta afluência durou trinta anos e só por uma intervenção
sobrenatural pode ser explicada. As peregrinações a Ars começaram em1826. De 1835
em diante, o número anual de peregrinos que procuravam o Cura d’Ars, excedia a
80.000. Eram leigos e sacerdotes, bispos e cardeais, sábios e ignorantes, que
vinham ajoelhar-se-lhes aos pés. Em 1843 recebeu um coadjutor e os missionários
diocesanos vinham de vez em quando lhe prestar serviços também.
Inúmeros
eram os milagres que se operaram na humilde casa do Cura d’Ars. Tão numerosas
eram as curas devidas à intervenção de Vianney, que alguém um dia lhe disse:
“Senhor Cura, basta que digais apenas 'quero que estejas curado' e a cura está
feita”. Vianney ouvia os doentes em confissão e dirigia-os à capela de Santa
Filomena. Era lá que os milagres se efetuavam. Só Deus sabe quantas conversões
se realizaram em Ars, quantas almas lá encontraram a paz desejada.
Vianney
morreu a 4 de agosto de 1859, mas a sua memória ainda está viva e glorioso se
lhe tornou o túmulo. Declarado “venerável” por Pio IX, em 1925 lhe foi
conferida a honra dos altares, pela solene canonização proferida pelo Papa Pio
XI.
No
Calendário Romano antigo, é comemorado a 8 de agosto, pois para a data de sua
morte a Igreja há tempos já fixara festa para São Domingos de Gusmão.
(Texto
extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, alterações a/c blog)
7 de ago. de 2016
Santos do Dia - Domingo, 07/08/2016 - 2ª Parte
21:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO DONATO
(07 de agosto)
Na arte litúrgica, São Donato é geralmente representado como um
Bispo tendo à mão direita um um cálice (geralmente quebrado)
e, às vezes, a espada com que foi executado.
São Donato, Bispo de Arezzo,
cidade da Itália, província de Toscana, foi filho de pais nobres, ricos e santos
que, por serem martirizados, segundo se diz, no tempo dos Imperadores Diocleciano
e Maximiano, deixaram-no órfão em tenra idade. Donato, para fugir ao furor daquela
perseguição, deixou Arezzo e foi adotado por um monge de vida santa, chamado Hilarino,
por quem Deus fez muitos milagres. Donato se destacava por uma vida santa e foi
muito bem formado em todo o gênero de letras e erudição.
Regressou a Arezzo, montado
num burrico. Foi ordenado diácono e presbítero por Saturo, bispo de Arezzo e, finalmente,
por causa de sua morte, eleito Bispo da mesma cidade, com aprovação geral e contentamento
de todos os fiéis. Deus fez, por São Donato, muitos e grandes milagres. Entre eles,
narra o Papa São Gregório Magno que, tendo os pagãos quebrado o cálice de vidro
com o qual se dizia Missa naquele tempo, São Donato mandou juntar todos os pedaços
do cálice partido e, fazendo oração ao Senhor, o cálice voltou a ficar intacto
e inteiro. E por este milagre, como declara Adão Vienense, setenta e nove pagãos
se converteram à Fé de Cristo, nosso Senhor. Restituía a saúde a muitos doentes, libertava os endemoniados,
sob grande seca conseguiu chuvas do céu e, estando fora da cidade, no regresso
enquanto chovia, não se molhava.
Um cobrador de impostos do
Imperador, chamado Eustácio, possuía grande quantidade de moedas das cobraças
dos impostos imperiais. Deixou esse dinheiro para que sua mulher, Eufrosina, o
guardasse. Estando o marido ausente e sabendo que vinham soldados a Arezzo, temendo
ser saqueada pelas tropas, escondeu o dinheiro debaixo da terra. Mas, antes de o
marido chegar, morreu. Quando Eustácio chegou a casa, encontrou a esposa morta
sem localizar as moedas a ela confiadas, nem pista ou lembrete de seu paradeiro.
Como tinha de deixar ao fisco o que tinha cobrado e não tendo com o que fazê-lo,
viu‐se em grandes apuros e,
muito aflito, procurou a São Donato, a fim de lhe pedir ajuda. Donato, indo com
ele à sepultura de sua esposa, após rezar disse: "Eufrosina, eu te conjuro e mando, da parte de Deus, que nos
digas onde puseste o dinheiro que o teu marido te deixou". Do sepulcro ouviu‐se uma voz que respondeu
a São Donato e lhe disse onde estava. Cavando no lugar indicado, encontraram enfim
o dinheiro.
Outra vez, escreve Santo
Antonino, tendo um bom homem recebido de empréstimo duzentos soldos em ouro e tendo
entregue uma nota promissória assinada de próprio punho, pagou sem lhe cobrar a
garantia. Tendo morrido o honesto devedor, o credor impediu sua sepultura até que
lhe pagassem a quantia apontada na promissória em seu poder. A viúva do
ex-devedor chegou chorosa a São Donato e lhe contou o que se tinha passado. São
Donato foi junto do corpo que jazia no caixão e disse‐lhe: "Levanta‐te e anda, porque este homem
não te quer deixar enterrar." O defunto sentou‐se sobre o caixão, convenceu
o credor da sua maldade em negar a devolução do dinheiro, e intimou‐o a entregar o documento
e a rasgá‐lo. Depois pediu a São Donato
que voltasse a entregá‐lo à morte, e assim aconteceu.
Com estes e outros milagres,
São Donato converteu muitos pagãos, combateu e venceu muitos demônios. Ao saber
disto, Quadraciano, prefeito do imperador Juliano, o apóstata, mandou prender São
Donato e Hilarino, para que sacrificassem aos deuses. Como os Santos se rissem dessas
ameaças, mandou espancar tão fortemente Hilarino que este morreu em instantes. E
a Donato, depois de muitos golpes na boca, com pedras, encarcerando‐o numa prisão escura, mandou‐o degolar. Os corpos destes
santos foram enterrados próximo à cidade. Seu martírio deu‐se a 7 de Agosto do ano do
Senhor de 362, o segundo do império de Juliano.
Fazem menção de São
Donato os Martirológios Romano, de Beda, Usuardo, Adão e Santo Antonino, arcebispo
de Florença. No entanto, o Cardeal Barônio, nas Anotações sobre o Martirológio,
adverte que as Atas de São Donato estão confusas; aqui é relatado o que pareceu
mais verdadeiro e em conformidade com o que escreveram os autores da história antiga,
tanto eclesiástica, como secular.
(com
informações de “La Leyenda de Oro - Tomo Segundo”,
por Pe. José Sayol y
Echevarria, tradução livre a/c blog)
Santos do Dia - Domingo, 07/08/2016 - 1ª Parte
18:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO CAETANO
(07 de agosto)
São
Caetano em pintura a óleo por
Giovanni
Battista Tiepolo, feita entre 1710 e 1736.
São
Caetano, fundador da Ordem dos Caetanos ou Teatinos, nasceu em 1480, em
Vicenza, de pais ilustres e virtuosos. Logo após o batismo, foi a criança, pela
mãe oferecida e consagrada à Santíssima Virgem. Não ficou sem efeito a oração
de sua mãe. Desde pequeno Caetano mostrava grande amor à oração a obras de
caridade. Exemplar em tudo, era entre os companheiros de infância chamado
"o Santo".
Mais
tarde fez os estudos, doutorou-se em direito civil e eclesiástico e do Papa
Júlio II recebeu a ordenação sacerdotal. Morto este Papa, Caetano voltou à sua
terra e dedicou-se quase exclusivamente ao serviço hospitalar. Sua única
ambição era salvar almas. O povo dizia: "Caetano no altar é Anjo, no
púlpito Apóstolo". Não perdia ocasião de conduzir almas a Deus Nosso Senhor,
o que lhe importou o apelido: "Caçador de almas".
Na
segunda viagem a Roma, fundou, com três companheiros, uma nova Ordem, cujo
plano era: a santificação própria, combater a tibieza e ignorância entre o
clero, regenerar os costumes da sociedade, observar escrupulosamente as
cerimônias litúrgicas, restabelecer o respeito e reverência na casa de Deus,
exterminar as heresias e assistir os doentes moribundos; numa palavra: "praticar
a verdadeira ação apostólica". Foi dada, a esta nova Ordem, o nome
"Ordem dos Clérigos Regulares", popularmente conhecida como
"Padres Teatinos", nome pelo qual se distingue de outras Ordens de mesmo
ou semelhante nome surgidas no contexto da Contrarreforma.
Os
companheiros co-fundadores da Ordem, foram: 1. Bonifácio de Colli, sacerdote do
Oratório, reunia qualidades semelhantes a do seu amigo Caetano. Amabilidade,
serenidade e doçura, faziam de si homem repleto do amor de Deus. 2. Paulo
Consiglieri, pertencia à família Ghislieri, da qual sairia mais tarde o Papa
São Pio V (Antônio Ghislieri). 3. João Pedro Carafa, bispo da cidade italiana
de Chiete - em latim, "Theate", daí a Ordem fundada por São Caetano
ser também conhecida por "Teatinos". D. Carafa era dotado de
habilidades diplomáticas e prestígio incomparável, apesar de possuir outras
qualidades controversas. Os Papas lhe confiaram diversas missões, dentre as
quais, planos de reforma empreendidas pela Cúria Romana. A urgência de levar a administração
da Igreja a uma transformação radical e necessária foi que o levou a conhecer o
belo projeto de São Caetano, a quem humildemente pediu admissão como
companheiro na Ordem. Trinta anos depois, veio a assumir o trono pontifício com
o nome de Paulo IV, em cujo pontificado permaneceu de 1555 a 1559.
Aos
religiosos, São Caetano deu uma regra que os obrigava à perfeita pobreza,
proibindo-lhes não só aceitar a mínima recompensa pelos trabalhos, mas
vedando-lhes até pedir esmola. Por mais rigoroso que isto o parecesse, houve
muitos que pediram ser aceitos como membros da nova Ordem. A primeira casa foi
fundada em Roma. Um ano depois a invasão do Exército Imperial fê-los sair da
Cidade Eterna. Uma segunda casa foi fundada em Nápoles. Devido à intervenção enérgica
de Caetano, a heresia luterana não conseguiu tomar pé naquela cidade.
Apóstolo
do bem, era Caetano de extremo rigor contra si mesmo. A vida era-lhe o jejum
contínuo, uma penitência sem fim. Verdade é que, nisto não lhe consistindo a
santidade, Deus o distinguiu com privilégios e dons extraordinários. Muitas
vezes teve aparições de Nossa Senhora, das quais a mais memorável foi a da
noite de Natal, em que Maria Santíssima se dignou apresentar-lhe o Divino
Infante. Contam-se às centenas as curas maravilhosas feitas pela oração do
santo servo de Deus. Em muitas ocasiões predisse o futuro, com uma certeza tal,
que não deixou dúvida de tê-la recebido diretamente de Deus.
A série
de obras de caridade para com o próximo quis Caetano rematá-lo com uma, que lhe
mereceu a gratidão do povo de Nápoles. As autoridades civis e eclesiásticas de
Nápoles tinham resolvido estabelecer o tribunal da Inquisição, para ter uma
arma forte contra a heresia que vinha da Alemanha. O povo se opôs a esta ideia
e a tal ponto chegou sua excitação, que era para se recear um levantamento
geral. Os homens mais influentes em vão se esforçavam para tranquilizar a
população.
São
Caetano, prevendo o enorme prejuízo que daí resultaria para as almas, ofereceu
sua vida a Deus, pedindo-lhe que a aceitasse, para que fosse conservada a paz e
concórdia entre o povo e as autoridades. Deus aceitou o sacrifício. Caetano
adoeceu gravemente e morreu. Imediatamente amainou a tempestade e os espíritos
se acalmaram, fato que todos atribuíram à intervenção do Santo. As últimas
palavras que disse foram: "Não há outro caminho para o céu, a não ser o da
inocência e o da penitência. Quem abandonou o primeiro, tem de trilhar o
segundo". Caetano morreu em 1547.
(Texto
extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, alterações a/c blog)
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