TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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8 de ago. de 2016

Santos do Dia - Segunda-Feira, 08/08/2016 - 1ª Parte



SÃO JOÃO MARIA VIANNEY
(08 de agosto)

Corpo incorrupto de São João Maria Vianney.

“Por onde passam os Santos, Deus com eles passa”. Foi no ano de 1772, que um santo mendigo, Bento José Labre, passando por Dardilly, se hospedou na humilde casa dos Vianney. A benção de Deus entrou com ele naquela mansão; pois poucos anos depois, nasceu lá aquele que no mundo inteiro é conhecido por João Vianney – o santo Cura d’Ars. Que eficácia maravilhosa da esmola! Deus dá a pobres camponeses um filho, que vem a ser um dos seus grandes servidores, recompensando assim uma obra de caridade, que dispensaram a um pobre mendigo.

João Batista Maria Vianney nasceu e foi batizado em 8 de maio de 1786. Desde a infância, manifestava uma forte inclinação à oração e um grande amor ao recolhimento. Muitas vezes era encontrado num canto da casa, jardim ou no estábulo, rezando, de joelhos, as orações que lhe tinham ensinado: o Pai-Nosso, a Ave-Maria, etc. Os pais, principalmente a piedosa mãe, Maria Belusa, cultivavam no filho esse espírito de religião e de piedade.

A França achava-se agitadíssima com os horrores da Revolução, e como os sacerdotes estivessem exilados ou encarcerados, não foi possível a João Vianney encontrar um mestre que lhe desse instruções sobre as ciências elementares. Era natural, pois, que passasse a mocidade entregue aos trabalhos do campo. Entretanto, João continuava as práticas de piedade com todo fervor e o pecado era para ele coisa conhecida só de nome. Fez a Primeira Comunhão numa granja, sendo que a perseguição religiosa não permitia o culto público nas igrejas (e, quando o permitia, era por mãos de padres desligados da comunhão com o Papa).

Amainado o temporal da revolução, Vianney achou um grande amigo e protetor na pessoa do Padre M. Balley, vigário de Ecully, que descobrira na alma de João qualidades superiores, que deviam ser aproveitadas e cultivadas, para a maior glória de Deus. Se era grande o fervor a admirável virtude do jovem Vianney e se melhor mestre não podia haver do que o Padre Balley, tudo parecia desfazer-se diante de uma barreira, que se levantava insuportável: a falta de inteligência do estudante. Não fosse a persistência imperturbável do santo sacerdote, Vianney teria desanimado diante das dificuldades que se lhe afiguravam invencíveis. Com as orações e a caridade redobrada que dispensava aos pobres, Vianney alcançou a graça de poder continuar os estudos com algum proveito.

Quando estava prestes a ser recebido no seminário, veio-lhe ordem de apresentar-se à autoridade militar de Bayonne. Foram vãos os esforços do Padre Balley para obter isenção do serviço militar para o protegido, e pareciam aniquiladas de vez todas as esperanças. Vianney caiu doente e passou quatorze meses nos hospitais de Lyon e de Roanne.Passado esse tempo, ninguém mais se lembrou dele para o serviço militar, e só assim pode matricular-se no pequeno Seminário de Verrières e, mais tarde, no grande Seminário de Santo Irineu. Mestres e alunos eram unânimes em conceder a Vianney a palma quanto à virtude e santidade entre os condiscípulos. O preparo intelectual do jovem, porém, era tão deficiente que os mestres não se viram com coragem de apresentá-lo para a ordenação.

O vigário geral do Cardeal Fesch, Mons. Courbon, que em última instância devia decidir a questão, deu consentimento para que Vianney fosse admitido ao sacerdócio, mas impedido de ouvir confissões. O jovem teólogo recebeu as santas Ordens a 9 de agosto de 1815. Vianney contava já 29 anos. Os primeiros três anos do sacerdócio passou-os na companhia e sob a direção do primeiro mestre e amigo, Padre Balley. Este faleceu e a Cúria episcopal nomeou Vianney como Cura da Paróquia de Ars-sur-Formans, povoado localizado alguns quilômetros a norte de Lyon.

O novo campo de ação era o mais ingrato possível. Ars era um lugar sem religião. A igreja vivia deserta, os Sacramentos não eram frequentados, trabalhava-se aos domingos e a frequência a bailes e cabarés estava na ordem do dia. Vianney, vendo o estado das coisas, teve ímpetos de abandonar tudo. “Que vou fazer aqui?” – exclamou. – “Neste meio nada farei e tenho medo até de perder-me”. Mas logo o seu zelo se lhe reanimou. Fixou residência na Matriz, e sua primeira ocupação era rezar pela conversão dos paroquianos. Desde a manhã à noite, com pequenas interrupções, ficava de joelhos diante do altar do Santíssimo Sacramento. As frugalíssimas refeições ele mesmo as preparava. Depois começou a procurar as famílias. Nas visitas lhes falava de Deus, dos Santos, das coisas da religião. Se bem que a maior parte não lhe desse importância, um ou outro reparava na batina rota e velha, na modéstia e piedade, no aspecto austero e mortificado do vigário. Pouco a pouco o povo ficou conhecendo o pároco, cujas orações e mais ainda o exemplo acabaram por franquear-lhe o caminho aos corações de todos. Alguns começaram a frequentar a Santa Missa.

O número daqueles que acompanhavam o piedoso Cura na recitação do Rosário todas as tardes crescia de dia para dia, e depois de algum tempo o Santíssimo não ficava nenhuma hora durante o dia sem adorador. A Comunhão frequente foi pelo Santo Cura introduzida na Paróquia, com muita felicidade. Para as senhoras se fundou a Confraria do Rosário, e para os homens a Irmandade do Santíssimo Sacramento.

Tendo assim elevado a certa altura a vida religiosa na paróquia, Vianney passou a combater os abusos. O zelo de pastor dirigiu-se principalmente contra os cabarés, as danças e a profanação do domingo. Sem recorrer a meios rigorosos e ameaças, fazendo, pelo contrário, prevalecer a caridade, Vianney conseguiu que um cabaré após outro, se fechasse. Quanto à dança, os espíritos se dividiram em duas correntes: uma a favor da campanha do vigário e outra contra. Veio a festa de São Sixto, padroeiro do lugar. O baile fazia parte integrante do programa dos festejos profanos. Fizeram-se os convites do costume. Mas a decepção dos moços foi grande, quando, à hora do baile, nenhuma moça lá apareceu. E o baile não se realizou.

Restava ainda restabelecer o domingo, em toda a sua dignidade. Tão frequentes, tão insistentes e persuasivas eram as exortações do vigário a respeito do trabalho no domingo que determinaram mudança completa no pensamento do povo, o qual, em seguida, passou a observar, com todo o rigor, o descanso dominical.

Ars estava renovada. Os vícios já não existiam. Abusos foram extirpados. Todos queriam ser bons cristãos. Respeito humano era coisa desconhecida em Ars. Incorreria na censura pública quem não quisesse praticar a religião. Não se ouvia mais nenhuma blasfêmia; não existia inimizade alguma em Ars. Ao toque do Ângelus os homens se descobriam e interrompiam o trabalho, para rezar as Ave-Marias. O confessionário se via solicitado até altas horas da noite. Aos domingos a igreja estava sempre repleta, por ocasião das Missas, das Vésperas, do Catecismo e do Terço. Foi preciso o vigário alargar a Matriz e construir novas capelas, como as de São João Batista, de Santa Filomena, de Ecce Homo e dos Santos Anjos.

Conhecendo a grande miséria das almas e os perigos em que se achavam as pobres órfãs, Vianney fundou na Paróquia um asilo, a que deu o nome de “Providência”. Para as asiladas era um pai que sacrifícios não media para que nada lhes faltasse. Essa fundação, em si tão útil e boa, foi para Vianney uma fonte de desgostos. Mais de uma vez lhe sobreveio o desânimo e profundamente desgostoso, exclamava: “Ah! se tivesse sabido o que quer se dizer ser sacerdote, eu teria procurado a minha salvação na Cartuxa ou na Trapa”. Por duas vezes tentou fugir de Ars para ver-se livre do pesado fardo do ministério pastoral.

O segredo dos grandes resultados espirituais, na paróquia de Ars, estava unicamente na santidade do Cura. Vianney era homem da oração e da penitência. A um colega que o visitou e dolorosamente se queixou do triste estado em que se achava, perguntou: “Rezastes entre lágrimas? Não é bastante. Jejuastes já? Deitastes-vos sobre o chão duro e tomastes a disciplina? Se ainda não o fizestes, não penseis ter feito tudo”. O que a outros aconselhava, ele o praticava. Levava vida de extrema pobreza. Dos pobres da Paróquia era Vianney o mais pobre. Possuía uma só batina e esta cheia de remendos. O estado do chapéu era tal, que provocava o riso dos colegas. Vianney não possuía nada e nada guardava. E quanto bem não fez às órfãs, e aos pobres!

A vida do Cura d’Ars em nada difere da vida de austeridade dos grandes eremitas do deserto do Egito. Quando muito, tomava três refeições cheias por semana, e que refeições! O “cardápio” não constava senão dumas ervas cruas, pão seco e água. O sono era um repouso de duas horas apenas. Quando se tratava da conversão dum pecador, mais apertava o jejum, e a cama era trocada pelo chão.

A saúde de Vianney era fraquíssima. O Santo sofria cruciantes dores nos intestinos, dores de cabeça violentas. Vinte vezes esteve doente e vinte vezes se curou subitamente, fato que grande admiração causou aos médicos. Houve quem lhe dissesse que suas penitências excediam os limites do lícito, e Vianney respondeu-lhe: “O Senhor não sabe que meus pecados exigem um tratamento como este”. Além destas práticas comuns de penitência, Vianney usava ainda outras como a flagelação, o cilício, etc.

Se com aquela santa vida agradava a Deus, tanto mais provocava as iras do inimigo, que o perseguia com toda a sorte de malefícios, chegando a ponto de fisicamente o maltratar. As influências diabólicas devem ser atribuídas também às calúnias, de que Vianney foi vítima. Tudo isso, porém, não conseguia roubar-lhe o contentamento íntimo e a alegria da alma.

Nos últimos anos o organismo lhe denunciava um estado de fraqueza extraordinário. Quando rezava o Terço na igreja, sua voz era quase imperceptível. No mês de maio de 1843 lhe sobreveio uma forte pneumonia, que lhe pôs em grande perigo a vida. Vianney pediu que lhe administrassem os santos Sacramentos do Viático e da Extrema-Unção. Diante da expectativa da morte, o Santo invocou uma grande Padroeira, Santa Filomena, pedindo que o curasse, ainda que fosse necessário um milagre. Santa Filomena curou-o e consolou-o com sua aparição.

Vianney possuía um grande amor ao Santíssimo Sacramento. Este amor, este fogo, se manifestava nas visitas que fazia a Jesus na Eucaristia, nas alocuções e principalmente na Santa Missa. Quem o via celebrar tinha a impressão do celebrante ver o próprio Nosso Senhor. Deste amor lhe brotava o culto aos grandes amigos de Deus: a São João Batista, a São José, a Santa Filomena – esta, sua padroeira por excelência – e à Santíssima Virgem. Daí também o zelo infatigável pela conversão dos pecadores.

Vianney não era só pastor das almas de Ars. Deus quis que o pobre Cura fosse o Apóstolo universal do século. A santidade do pobre Vianney atraía as almas, que nas suas necessidades o procuravam, para a ele se confessar e dele receber conselhos e conforto. Esta afluência durou trinta anos e só por uma intervenção sobrenatural pode ser explicada. As peregrinações a Ars começaram em1826. De 1835 em diante, o número anual de peregrinos que procuravam o Cura d’Ars, excedia a 80.000. Eram leigos e sacerdotes, bispos e cardeais, sábios e ignorantes, que vinham ajoelhar-se-lhes aos pés. Em 1843 recebeu um coadjutor e os missionários diocesanos vinham de vez em quando lhe prestar serviços também.

Inúmeros eram os milagres que se operaram na humilde casa do Cura d’Ars. Tão numerosas eram as curas devidas à intervenção de Vianney, que alguém um dia lhe disse: “Senhor Cura, basta que digais apenas 'quero que estejas curado' e a cura está feita”. Vianney ouvia os doentes em confissão e dirigia-os à capela de Santa Filomena. Era lá que os milagres se efetuavam. Só Deus sabe quantas conversões se realizaram em Ars, quantas almas lá encontraram a paz desejada.

Vianney morreu a 4 de agosto de 1859, mas a sua memória ainda está viva e glorioso se lhe tornou o túmulo. Declarado “venerável” por Pio IX, em 1925 lhe foi conferida a honra dos altares, pela solene canonização proferida pelo Papa Pio XI.

No Calendário Romano antigo, é comemorado a 8 de agosto, pois para a data de sua morte a Igreja há tempos já fixara festa para São Domingos de Gusmão.

(Texto extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)

7 de ago. de 2016

Santos do Dia - Domingo, 07/08/2016 - 2ª Parte



SÃO DONATO
(07 de agosto)

Na arte litúrgica, São Donato é geralmente representado como um 
Bispo tendo à mão direita um um cálice (geralmente quebrado) 
e, às vezes, a espada com que foi executado.

São Donato, Bispo de Arezzo, cidade da Itália, província de Toscana, foi filho de pais nobres, ricos e santos que, por serem martirizados, segundo se diz, no tempo dos Imperadores Diocleciano e Maximiano, deixaram-no órfão em tenra idade. Donato, para fugir ao furor daquela perseguição, deixou Arezzo e foi adotado por um monge de vida santa, chamado Hilarino, por quem Deus fez muitos milagres. Donato se destacava por uma vida santa e foi muito bem formado em todo o gênero de letras e erudição.

Regressou a Arezzo, montado num burrico. Foi ordenado diácono e presbítero por Saturo, bispo de Arezzo e, finalmente, por causa de sua morte, eleito Bispo da mesma cidade, com aprovação geral e contentamento de todos os fiéis. Deus fez, por São Donato, muitos e grandes milagres. Entre eles, narra o Papa São Gregório Magno que, tendo os pagãos quebrado o cálice de vidro com o qual se dizia Missa naquele tempo, São Donato mandou juntar todos os pedaços do cálice partido e, fazendo oração ao Senhor, o cálice voltou a ficar intacto e inteiro. E por este milagre, como declara Adão Vienense, setenta e nove pagãos se converteram à Fé de Cristo, nosso Senhor. Restituía a  saúde a muitos doentes, libertava os endemoniados, sob grande seca conseguiu chuvas do céu e, estando fora da cidade, no regresso enquanto chovia, não se molhava.

Um cobrador de impostos do Imperador, chamado Eustácio, possuía grande quantidade de moedas das cobraças dos impostos imperiais. Deixou esse dinheiro para que sua mulher, Eufrosina, o guardasse. Estando o marido ausente e sabendo que vinham soldados a Arezzo, temendo ser saqueada pelas tropas, escondeu o dinheiro debaixo da terra. Mas, antes de o marido chegar, morreu. Quando Eustácio chegou a casa, encontrou a esposa morta sem localizar as moedas a ela confiadas, nem pista ou lembrete de seu paradeiro. Como tinha de deixar ao fisco o que tinha cobrado e não tendo com o que fazê-lo, viuse em grandes apuros e, muito aflito, procurou a São Donato, a fim de lhe pedir ajuda. Donato, indo com ele à sepultura de sua esposa, após rezar disse: "Eufrosina, eu  te conjuro e mando, da parte de Deus, que nos digas onde puseste o dinheiro que o teu marido te deixou". Do sepulcro ouviuse uma voz que respondeu a São Donato e lhe disse onde estava. Cavando no lugar indicado, encontraram enfim o dinheiro.

Outra vez, escreve Santo Antonino, tendo um bom homem recebido de empréstimo duzentos soldos em ouro e tendo entregue uma nota promissória assinada de próprio punho, pagou sem lhe cobrar a garantia. Tendo morrido o honesto devedor, o credor impediu sua sepultura até que lhe pagassem a quantia apontada na promissória em seu poder. A viúva do ex-devedor chegou chorosa a São Donato e lhe contou o que se tinha passado. São Donato foi junto do corpo que jazia no caixão e disselhe: "Levantate e anda, porque este homem não te quer deixar enterrar." O defunto sentouse sobre o caixão, convenceu o credor da sua maldade em negar a devolução do dinheiro, e intimouo a entregar o documento e a rasgálo. Depois pediu a São Donato que voltasse a entregálo à morte, e assim aconteceu.

Com estes e outros milagres, São Donato converteu muitos pagãos, combateu e venceu muitos demônios. Ao saber disto, Quadraciano, prefeito do imperador Juliano, o apóstata, mandou prender São Donato e Hilarino, para que sacrificassem aos deuses. Como os Santos se rissem dessas ameaças, mandou espancar tão fortemente Hilarino que este morreu em instantes. E a Donato, depois de muitos golpes na boca, com pedras, encarcerandoo numa prisão escura, mandouo degolar. Os corpos destes santos foram enterrados próximo à cidade. Seu martírio deuse a 7 de Agosto do ano do Senhor de 362, o segundo do império de Juliano.

Fazem menção de São Donato os Martirológios Romano, de Beda, Usuardo, Adão e Santo Antonino, arcebispo de Florença. No entanto, o Cardeal Barônio, nas Anotações sobre o Martirológio, adverte que as Atas de São Donato estão confusas; aqui é relatado o que pareceu mais verdadeiro e em conformidade com o que escreveram os autores da história antiga, tanto eclesiástica, como secular.

(com informações de “La Leyenda de Oro - Tomo Segundo”,
por Pe. José Sayol y Echevarria, tradução livre a/c blog)

Santos do Dia - Domingo, 07/08/2016 - 1ª Parte



SÃO CAETANO
(07 de agosto)

São Caetano em pintura a óleo por
Giovanni Battista Tiepolo, feita entre 1710 e 1736.

São Caetano, fundador da Ordem dos Caetanos ou Teatinos, nasceu em 1480, em Vicenza, de pais ilustres e virtuosos. Logo após o batismo, foi a criança, pela mãe oferecida e consagrada à Santíssima Virgem. Não ficou sem efeito a oração de sua mãe. Desde pequeno Caetano mostrava grande amor à oração a obras de caridade. Exemplar em tudo, era entre os companheiros de infância chamado "o Santo".

Mais tarde fez os estudos, doutorou-se em direito civil e eclesiástico e do Papa Júlio II recebeu a ordenação sacerdotal. Morto este Papa, Caetano voltou à sua terra e dedicou-se quase exclusivamente ao serviço hospitalar. Sua única ambição era salvar almas. O povo dizia: "Caetano no altar é Anjo, no púlpito Apóstolo". Não perdia ocasião de conduzir almas a Deus Nosso Senhor, o que lhe importou o apelido: "Caçador de almas".

Na segunda viagem a Roma, fundou, com três companheiros, uma nova Ordem, cujo plano era: a santificação própria, combater a tibieza e ignorância entre o clero, regenerar os costumes da sociedade, observar escrupulosamente as cerimônias litúrgicas, restabelecer o respeito e reverência na casa de Deus, exterminar as heresias e assistir os doentes moribundos; numa palavra: "praticar a verdadeira ação apostólica". Foi dada, a esta nova Ordem, o nome "Ordem dos Clérigos Regulares", popularmente conhecida como "Padres Teatinos", nome pelo qual se distingue de outras Ordens de mesmo ou semelhante nome surgidas no contexto da Contrarreforma.

Os companheiros co-fundadores da Ordem, foram: 1. Bonifácio de Colli, sacerdote do Oratório, reunia qualidades semelhantes a do seu amigo Caetano. Amabilidade, serenidade e doçura, faziam de si homem repleto do amor de Deus. 2. Paulo Consiglieri, pertencia à família Ghislieri, da qual sairia mais tarde o Papa São Pio V (Antônio Ghislieri). 3. João Pedro Carafa, bispo da cidade italiana de Chiete - em latim, "Theate", daí a Ordem fundada por São Caetano ser também conhecida por "Teatinos". D. Carafa era dotado de habilidades diplomáticas e prestígio incomparável, apesar de possuir outras qualidades controversas. Os Papas lhe confiaram diversas missões, dentre as quais, planos de reforma empreendidas pela Cúria Romana. A urgência de levar a administração da Igreja a uma transformação radical e necessária foi que o levou a conhecer o belo projeto de São Caetano, a quem humildemente pediu admissão como companheiro na Ordem. Trinta anos depois, veio a assumir o trono pontifício com o nome de Paulo IV, em cujo pontificado permaneceu de 1555 a 1559.

Aos religiosos, São Caetano deu uma regra que os obrigava à perfeita pobreza, proibindo-lhes não só aceitar a mínima recompensa pelos trabalhos, mas vedando-lhes até pedir esmola. Por mais rigoroso que isto o parecesse, houve muitos que pediram ser aceitos como membros da nova Ordem. A primeira casa foi fundada em Roma. Um ano depois a invasão do Exército Imperial fê-los sair da Cidade Eterna. Uma segunda casa foi fundada em Nápoles. Devido à intervenção enérgica de Caetano, a heresia luterana não conseguiu tomar pé naquela cidade.

Apóstolo do bem, era Caetano de extremo rigor contra si mesmo. A vida era-lhe o jejum contínuo, uma penitência sem fim. Verdade é que, nisto não lhe consistindo a santidade, Deus o distinguiu com privilégios e dons extraordinários. Muitas vezes teve aparições de Nossa Senhora, das quais a mais memorável foi a da noite de Natal, em que Maria Santíssima se dignou apresentar-lhe o Divino Infante. Contam-se às centenas as curas maravilhosas feitas pela oração do santo servo de Deus. Em muitas ocasiões predisse o futuro, com uma certeza tal, que não deixou dúvida de tê-la recebido diretamente de Deus.

A série de obras de caridade para com o próximo quis Caetano rematá-lo com uma, que lhe mereceu a gratidão do povo de Nápoles. As autoridades civis e eclesiásticas de Nápoles tinham resolvido estabelecer o tribunal da Inquisição, para ter uma arma forte contra a heresia que vinha da Alemanha. O povo se opôs a esta ideia e a tal ponto chegou sua excitação, que era para se recear um levantamento geral. Os homens mais influentes em vão se esforçavam para tranquilizar a população.

São Caetano, prevendo o enorme prejuízo que daí resultaria para as almas, ofereceu sua vida a Deus, pedindo-lhe que a aceitasse, para que fosse conservada a paz e concórdia entre o povo e as autoridades. Deus aceitou o sacrifício. Caetano adoeceu gravemente e morreu. Imediatamente amainou a tempestade e os espíritos se acalmaram, fato que todos atribuíram à intervenção do Santo. As últimas palavras que disse foram: "Não há outro caminho para o céu, a não ser o da inocência e o da penitência. Quem abandonou o primeiro, tem de trilhar o segundo". Caetano morreu em 1547.

(Texto extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)

12º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 07/08/2016 - Leituras e Comentário



12º DOMINGO APÓS PENTECOSTES

2ª Classe – Paramentos Verdes

Para ler/baixar o Próprio da Missa deste domingo, clique aqui.
O bom samaritano. Detalhe de vitral na Igreja
de Santo Eutrópio, em Clermont-Ferrand, França.

2ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios  3, 4-9.

Irmãos: É esta a confiança que temos em Deus por Cristo. De nós mesmos e por nós mesmos, nada (de sobrenaturalmente bom) somos capazes de pensar: a nossa capacidade vem só de Deus, que também nos fez ministros idôneos duma Nova Aliança – não a da letra, mas a do espírito: porque a letra mata, e o espírito é que vivifica. Ora, se o ministério da morte, gravado em letras sobre as (pedras da Lei), foi acompanhada de tal glória que os filhos de Israel não podiam olhar para o rosto de Moisés, por causa do esplendor, transitório do seu semblante, como não será de maior glória o ministério do Espírito?! Com efeito, se o ministério da condenação foi glorioso, de quanta maior glória não será o ministério da santidade?


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 10, 23-37.

Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos: “Ditosos os olhos que veem o que vós vedes. Pois vos afirmo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram”. Nisto, porém, levantou-se um certo doutor da Lei, que Lhe disse para O experimentar: “Mestre, que devo eu fazer para possuir a vida eterna?” Jesus perguntou-lhe: “Que é que está escrito na Lei? Como lês tu?” Ele, respondendo, disse: “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças, e com todo o teu espírito; e o teu próximo como a ti mesmo.” Jesus disse-lhes: “ Respondeste bem; faz isso, e viverás.” Ele, porém, querendo justificar-se disse a Jesus: “ E quem é o meu próximo?” Jesus então, retomando a palavra, disse: “Um homem descia de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos ladrões, que o despojaram; além disto, depois de o terem espancado, retiraram-se, deixando-o meio morto. Aconteceu, entretanto, passar pelo mesmo caminho um sacerdote: viu-o, mas passou de largo. Igualmente um levita, de passagem por aquele sítio, viu-o também, mas passou adiante. Um samaritano, porém, que ia seu caminho, chegou perto dele; e, quando o viu, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, pois, e ligou-lhes as feridas, deitando-lhes em cima azeite e vinho. Em seguida lá o acomodou sobre a própria montada, levou-o à estalagem, e tratou dele. No dia seguinte, puxou por dois denários, e deu-os ao estalajadeiro, dizendo: Trata dele; e tudo o que gastares a mais, eu to pagarei, quando voltar a passar. Qual destes três te parece que te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?” “Foi, respondeu ele, o que usou com ele de misericórdia.” Jesus, então, disse-lhe: “Vai, e faz também o mesmo.”


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).



Comentário do dia
São Gregório de Nissa (c. 335-395), monge, bispo.
Sermões sobre o Cântico dos Cânticos, nº 14 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum).

Levou-o para uma estalagem e cuidou dele

“Quem é o meu próximo?” Para responder, o Verbo, a Palavra de Deus, expõe, sob a forma de uma narrativa, a história da misericórdia: conta a descida do homem, a emboscada dos salteadores, o arrancar das vestes imperecíveis, as feridas do pecado, o poder da morte sobre metade da natureza (pois a alma permanece imortal), a passagem em vão da Lei, uma vez que nem o sacerdote nem o levita cuidaram das chagas do homem que tinha sido vítima dos salteadores, pois “é impossível que o sangue dos touros e dos bodes apague os pecados” (Heb 10,4); só o podia fazer Aquele que revestiu toda a natureza humana pelas primícias da argila de que tinham sido feitas todas as raças: judeus, samaritanos, gregos e toda a humanidade. Foi Ele que, com o seu corpo, isto é, a sua montada, Se colocou no lugar da miséria do homem: cuidou das suas feridas, fê-lo repousar na sua própria montada e deu-lhe como abrigo a sua própria misericórdia, onde todos os que sofrem e se vergam sob os seus fardos encontram repouso (cf Mt 11,28). […]

“Quem permanece em Mim, Eu permaneço nele” (cf Jo 6,56). […] Aquele que encontra abrigo na misericórdia de Cristo recebe dele duas moedas de prata, uma das quais consiste em amar a Deus com toda a alma, e a outra em amar o próximo como a si mesmo, segundo a resposta do doutor da lei (cf Mc 12,30ss). Mas, uma vez que “não são os que ouvem a Lei que são justos diante de Deus, mas os que praticam a Lei é que serão justificados” (Rom 2,13), é preciso, não apenas receber essas duas moedas […], mas dar também a nossa contribuição pessoal, pelas obras, para que se cumpram estes dois mandamentos. Foi por isso que o Senhor disse ao estalajadeiro que tudo aquilo que ele providenciasse para cuidar do ferido lhe seria devolvido por ocasião da sua segunda vinda, conforme o seu zelo.