Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
- Adoração ao Santíssimo (1)
- Apresentação (1)
- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
- Festas Transferidas da Semana Santa (1)
- Homilias do Pe. Marcelo Tenório (47)
- Indulgências Plenárias (4)
- Ladainhas Menores (2)
- Liturgias da Semana da Paixão (8)
- Liturgias da Semana Santa (19)
- Liturgias das Férias da Quaresma (43)
- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
- Liturgias das Férias Mais Importantes (29)
- Liturgias das Festas de Guarda (16)
- Liturgias das Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (8)
- Liturgias das Festas Mais Importantes (17)
- Liturgias das Quatro-Têmporas (27)
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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4 de ago. de 2016
Santo do Dia - Quinta-Feira, 04/08/2016
00:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO
(04 de agosto)
São Domingos, por Fra
Angelico (entre 1437 e 1446).
Domingos
(ou Dominique) nasceu no ano de 1170, em Caleruega, pequena localidade na Velha
Castelha. O pai, Félix de Gusmão, pertencia a uma família de alta linhagem na
Espanha; a mãe era Joana de Aza. Antes de Domingos nascer, sua mãe, em sonho
misterioso, viu um cão que trazia na boca uma tocha acesa, de que irradiava luz
sobre o mundo inteiro. Efetivamente, São Domingos veio a ser uma luz
extraordinária de caridade e de zelo apostólico, que dissipou grande parte das
trevas das heresias e restabeleceu a verdade em milhares de corações
vacilantes.
Domingos
foi o nome dado à criança, devido à uma devoção que a mãe do santo tinha com
São Domingos de Silos, do qual um dia teve uma aparição, comunicando-lhe os
planos divinos em referência ao recém-nascido. A esse aviso extraordinário, os
pais corresponderam com esmerada atenção na educação do filho. Domingos,
pequeno ainda, deu provas de inclinação declaradíssima às coisas de Deus. Seis
anos contava o menino, quando os pais o confiaram à direção de um tio, reitor
de uma igreja em Gumyel. Sete anos passou Domingos na escola daquele sacerdote,
aprendendo, além das primeiras letras, como sejam, acolitar, enfeitar os
altares e cantar no coro.
Terminado
este curso prático, transferiu-se para Valência, cidade episcopal no reino de
Leon, onde existia uma universidade que mais tarde, em 1217, passou para
Salamanca. Durante o tempo dos estudos em Valência, isto é, durante seis anos,
dedicou-se à arte retórica, além da Filosofia e da Teologia. Acompanharam-lhe
os trabalhos científicos às práticas da piedade, inclusive, severas penitências.
Retraído por completo do mundo, visitava somente os pobres e doentes, protegia
as viúvas e órfãos. Por ocasião de uma grande fome, vendeu os livros para poder
socorrer os necessitados. Certa vez, ofereceu sua própria pessoa para resgatar
um jovem que caira nas mãos dos mouros.
A
caridade de Domingos, não satisfeita com as obras corporais de misericórdia,
estendia-se principalmente às necessidades espirituais do próximo. Para este
fim, desenvolveu um zelo extraordinário, como pregador. O primeiro fruto deste
labor apostólico foi a conversão do amigo e companheiro dos estudos, Conrado,
que mais tarde entrou para a Ordem de Cister, elevado posteriormente à
dignidade de Cardeal da Santa Igreja.
Domingos
contava apenas vinte e quatro anos e era considerado um dos mais competentes
mestres da vida interior. Dom Diego de Asebes, bispo de Osma, conhecendo os
brilhantes dotes de Domingos, convidou-o a incorporar-se ao cabido da diocese,
esperando desta aquisição uma reforma salutar do clero. O prelado não se viu
iludido nas suas previsões. Domingos em pouco tempo, foi objeto da admiração de
todos, como modelo exemplaríssimo em todas as virtudes cristãs. Como cônego de
Osma, Domingos percorreu diversas províncias da Espanha, pregando por toda a
parte a palavra de Deus, pela conversão dos pecadores, cristãos e maometanos.
Uma das conversões mais sensacionais que Deus operou por intermédio de Domingos
foi a de Reiniers, célebre heresiarca, que mais tarde tomou o hábito dos frades
dominicanos.
Domingos
não era ainda sacerdote. Do bispo de Osma recebeu a unção sacerdotal,
continuando depois a missão apostólica de pregador. Quando em 1224, por ordem
do rei Afonso de Castela, o bispo de Osma foi à França na qualidade de
embaixador real, a fim de tratar dos negócios matrimoniais do príncipe herdeiro
Fernando, com a princesa de Lussignan,
Domingos acompanhou-o. Na província de Languedoc, puderam de perto observar as
horríveis devastações feitas pelos
albingenses. Numa segunda viagem que empreenderam, cujo fim era buscar a
princesa e entregá-la ao esposo, tiveram o grande desgosto de não a encontrar
entre os vivos. Chegaram ainda a tempo de assistir-lhe no enterro. Preferiram,
então, ficar na França, para dedicar-se à campanha contra os hereges. O bispo
Diego, com o consentimento do Papa, ficou três anos na província de Languedoc.
Passado este tempo, voltou à diocese.
A São
Domingos, que foi nomeado superior da Missão, associaram-se doze abades
cistercienses. Pouco tempo, porém, durou o trabalho coletivo. Dom Diego voltou
à Espanha, os cistercienses retiraram-se para os seus claustros e o próprio
Legado Pontifício abandonou o solo francês. Domingos não desanimou apesar da
missão ter-se-lhe tornado dificílima e perigosa. Com mais oito companheiros que
lhe foram mandados, continuou os trabalhos apostólicos. A inconstância, porém,
que encontrou nos coadjutores, fez nele amadurecer a idéia de fundar uma nova
Ordem, cujos membros, por um voto, se dedicassem à obra da pregação. Os
primeiros que se lhe associaram foram Guilherme de Clairel e Domingos, o
Espanhol. Em 1215 a nova comunidade contava já dezesseis religiosos, com seis
espanhóis, oito franceses, um inglês e um português.
Para
assegurar-se da aprovação pontifícia, Domingos em companhia do bispo de
Toulouse foi à Roma e apresentou-se ao Papa Inocêncio III. Coincidiu ele chegar
à capital da Cristandade na abertura do Concílio de Latrão. Opinaram os padres
que em vez de aprovar as regras de novas ordens, devia o Concílio dirigir a
atenção para as Ordens já existentes e aperfeiçoar-lhes as constituições.
Inocêncio III, baseando-se nestas decisões, negou-se, por diversas vezes, em
dar aprovação à regra da Ordem fundada por Domingos. Aconteceu, porém, que o
Papa teve uma visão, quase idêntica à que lhe fez aprovar a Ordem de São
Francisco de Assis, em 1209. Não querendo contrariar a obra do santo homem, deu
consentimento à fundação da Ordem, prometendo a Domingos expedir a bula, logo
que este tivesse adotado uma regra de ordem já aprovada pela Igreja. Domingos
decidiu-se em favor da regra de Santo Agostinho, à qual acrescentou mais
algumas constituições, como por exemplo, o silêncio, o jejum e a pobreza.
Quando
Domingos, pela segunda vez chegou à Roma, já não encontrou o Papa Inocêncio
III, mas o sucessor deste, Honório III. Contrariamente ao que receava, obteve a
aprovação da ordem, que veio a ser chamada Ordem dos Pregadores. Nomeado o
primeiro superior, fez a profissão nas mãos do Papa. Graças à generosidade do
bispo de Toulouse e do conde Simão de Montfort, Domingos pode construir o
primeiro convento em Toulouse. O número dos religiosos crescera
consideravelmente, de modo que Domingos pode introduzir na nova comunidade a
regra recém-aprovada. Pouco tempo depois, Domingos voltou à Roma e fundou
diversos conventos na Itália. Em Roma, conheceu São Francisco de Assis, a quem
se ligou em íntima amizade. Em 1218 foi a Bolonha fundar um convento, perto da
Igreja de Nossa Senhora de Mascarella. Um ano depois, teve Domingos a
satisfação de fundar outro na mesma cidade, sendo que este, tempos depois, veio
a ser um dos mais importantes da Ordem na Itália.
O
exemplo de São Francisco de Assis e o admirável desenvolvimento da Ordem por
ele fundada influiu grandemente no espírito de São Domingos. Como o Patriarca
de Assis, introduziu São Domingos na sua ordem o voto de pobreza em todo o
rigor. São Domingos convocou três capítulos gerais e teve o prazer de ver a
Ordem se estabelecer na Espanha, em Toulouse, na Provença e na França toda.
Conventos surgiram na Itália, Alemanha e Inglaterra. O próprio fundador mandou
emissários à Irlanda, Noruega, Ásia e Palestina.
São
Domingos morreu no dia 06 de agosto de 1221, na idade de 51 anos. Numerosos
milagres por seu intermédio Deus se dignou de fazer. O Papa Gregório IX
inseriu-lhe o nome no catálogo dos Santo, em 23 de julho de 1234. Muito
concorreu para o culto de São Domingos na Igreja Católica a devoção do
Santíssimo Rosário, de quem era grande Apóstolo. A Ordem dos Pregadores deu à
Igreja, muitos Santos, entre estes o grande São Tomás de Aquino, Santo Alberto
Magno, Santa Catarina de Sena (não era freira, mas dominicana da Ordem
Terceira), São Vicente Ferrer e o Papa São Pio V.
No
Calendário Romano Antigo, a data de sua comemoração foi fixada para 2 dias
antes - 4 de agosto - vez que a data de sua morte é uma Festa de Nosso Senhor
(a Transfiguração de Jesus), e no dia anterior há também outra Festa mais
antiga, a da dedicação de Nossa Senhora das Neves.
(Texto
extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, alterações a/c blog)
2 de ago. de 2016
Santos do Dia - Terça-Feira, 02/08/2016 - 2ª Parte
14:00 | Postado por
Sacerdos |
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SANTO ESTÊVÃO I, PAPA
(02 de agosto)
Estevão
era italiano, de origem romana e seu pai se chamava Júlio. Não se tem registro
de mais nada sobre sua família. Ele viveu no século II, quando a Igreja estava
estremecida pela crise interna e sofria com as perseguições impostas aos fiéis,
pelos imperadores de Roma. Ele foi eleito sucessor do Papa Lúcio I e o primeiro
com este nome. O seu pontificado foi marcado, no início, por um período de paz,
concedido aos cristãos, pelo então imperador Valeriano e, depois, pelos
inúmeros problemas internos, que dividia os sacerdotes católicos na ocasião.
A
Igreja estava dividida quanto ao tratamento a ser dado aos "lapsi",
como eram chamados os fiéis que renegaram Jesus Cristo, abandonando a Igreja
com medo do martírio no período das perseguições e que depois arrependidos
queriam retornar ao Cristianismo. Este era o árido terreno que dividia o clero
entre rigorosos e indulgentes.
Nesta
época, dois Bispos da Espanha, ambos "arrependidos", desejavam voltar
ao Cristianismo. Os cristãos concordavam que fossem aceitos, mas apenas como
simples fiéis. Estes, porém, queriam ser aceitos como antes, na condição de
Bispo e à frente das mesmas dioceses. Ambos, enganando o Papa Estevão I,
reassumiram os postos, dizendo a todos que tinham a sua autorização. Houve
então muita confusão e revolta em toda a Igreja, que se espalhou da Espanha
alcançando o norte da África, onde o Bispo de Cartago era o grande Cipriano,
hoje venerado como Santo.
Estevão
I, teve de enfrentar toda a rejeição daquela decisão, que não havia sido sua,
por parte de Cipriano que, de Cartago, liderou um movimento de revolta contra
ele. O seu pontificado se complicou ainda mais quando em 257, a Igreja inteira
voltou a ser perseguida pelo imperador Valeriano, que endureceu o governo, na
tentativa de manter o Império unificado na guerra contra a Pérsia.
No dia
02 de agosto de 257, o Papa Estevão I morreu martirizado na sede da Igreja em
Roma. Encontramos, esta narração no Martirológio Romano, que diz: "o Papa
Estevão I celebrava o Santo Sacrifício da Missa, quando repentinamente
apareceram alguns soldados. Corajoso continuou firme diante do altar celebrando
os santos mistérios. Foi morto e alí mesmo o decapitaram."
As
perseguições continuaram violentas por todas as regiões do Império, chegando no
ano seguinte na África, onde o Bispo Cipriano também foi decapitado, na sua
diocese de Cartago. As relíquias de Santo Estevão I foram encontradas na
Sepultura dos Papas, no Cemitério São Calisto, em Roma. Em 1682, seu corpo foi
transferido para a Catedral da cidade de Pisa, na Itália. A sua veneração
litúrgica foi designada para o dia de sua morte.
(com informações do
Portal Paulinas, alterações a/c blog)
Santos do Dia - Terça-Feira, 02/08/2016 - 1ª Parte
00:00 | Postado por
Sacerdos |
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SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO
(02 de agosto)
Marianela,
na região de Nápoles, era a vila da histórica família de Liguori. Foi lá que
pela manhã de 27 de setembro de 1696, nasceu Afonso. José, o pai do santo,
pertencia à nobreza, tendo o nome e escudo de fidalgo: era preposto do rei
Carlos VI, comandante dos navios reais. Mas, sobretudo, era homem profundamente
religioso. Desposou Ana Cavalieri, não menos religiosa e nem menos nobre do que
ele: era Ana irmã do bispo de Tróia italiana e pertencia à nobre família dos
Cavalieri. Sobre Afonso, São Francisco de Jerônimo, da Companhia de Jesus,
disse com a criança aos braços: “Esta criança não morrerá antes dos 90 anos;
será bispo e realizará maravilhas na Igreja de Deus”.
Do pai
herdara Afonso uma vontade férrea, uma inteligência viva e perspicaz, enquanto
a influência materna lhe punha no coração uma ternura irresistível. Cedo
começou sua carreira de santo e de sábio. Mocinho ainda, já frequentava as
associações religiosas, fugia dos companheiros briguentos e amigos de palavras de
baixo calão. Não eram pequenas as esperanças que sobre ele nutria D. José de
Liguori. Destinou-o aos estudos das artes liberais, das ciências exatas, das
disciplinas jurídicas. Rápidos foram os progressos de Afonso na jurisprudência.
Com 16 anos e poucos meses, doutorou-se em ambos os direitos, e começou a
colher louros e triunfos no foro.
Imagine-se
quantos planos fazia sobre o filho o envaidecido pai... Mas no coração de
Afonso já havia a graça divina aberto profundos sulcos, e inspirado outras
rotas de grandeza. Era ele fervoroso sócio da Congregação dos Jovens Fidalgos e
Doutores. Qual imã o Sacrário o atraía. A Maria Santíssima entregara o santo a
guarda do lírio de sua pureza. Todos os anos, fazia os exercícios espirituais.
Entretanto
D. José já andava à procura de uma noiva para o filho. Achou-a na pessoa de
Tereza, uma sua sobrinha, filha do príncipe de Presíccio. Aconteceu, porém, que
esta sobrinha, em lhe nascendo um irmãozinho, já não ia ficar a única herdeira
dos bens paternos. E isso fez esfriar os entusiasmos de D. José. Tereza
compreendeu o jogo e, ao ser novamente procurada pelo tio por ocasião da morte
do recém-nascido irmãozinho, desiludiu-o e foi tomar o véu no convento das
Sacramentinas. A proposta de um outro noivado não foi aceita por Afonso, que já
se ocupava com outros planos.
Afonso,
por sua vez, sempre se mostrava esquivo a tais projetos do pai. Além da
piedade, da ciência, cultivava também a música. Ia às óperas, mas fechava-se no
galarim para nada ver e apenas ouvir a música dos célebres maestros. A
providência tinha outras intenções com Afonso e ia intervir no desenrolar das
coisas.
Em
1723, o Duque de Orsini entregava a Afonso uma causa de suma importância contra
o grão-duque de Toscana. Tratava-se nada menos de um feudo no valor de 600.000
ducados. Meticulosamente, nosso advogado estudou o processo, reviu os autos,
conferiu documentos. Fez uma brilhantíssima defesa no foro. A vitória parecia
mais que garantida quando o contra-atacante lhe chamou a atenção para uma
pequena falha que passara desapercebida. “Enganei-me” – exclamou o santo.
Coberto de vexame, retirou-se do foro, exclamando: “Ó mundo falaz, agora eu te
conheço! Adeus tribunais!”
Chegando
em casa, fechou-se no quarto por muitos dias, entregue à tristeza. Nosso
advogado então começou com uma vida entregue às obras de caridade e oração. Foi
quando trabalhava no hospital dos Incuráveis que ouviu por duas vezes o chamado
misterioso: “Afonso, deixa o mundo!” A 23 de outubro de 1723, vestia o talar de
clérigo. A 21 de dezembro de 1726, foi ordenado sacerdote.
Tudo
isto, porém, custou-lhe renhidas lutas com o pai, o qual não podia se conformar
com a escolha feita pelo filho. Mais tarde, ainda com pavor, Afonso recordava
dessas horas de combate. Agora foi rápida a carreira de Santo Afonso. Do altar,
foi para o púlpito, tornando-se popular como pregador e estimado como
verdadeiro apóstolo. Procurava de preferência os pobres Lazaroni e a meninada
abandonada pelas ruas de Nápoles. Muito se ressentia D. José em vendo o filho
metido no meio do povinho, desprezível a seus olhos de fidalgo.
Mas
nosso santo não se esmorecia. Passou a morar no Hospício dos padres Chineses e
pensou seriamente em ir para as missões pagãs. Mas o homem se agita e Deus o
conduz. Adoentado, foi Afonso enviado a Scala, perto de Amalfi, para repousar.
Aconteceu que lá, havia um convento de Irmãs e entre estas destacava-se por sua
virtude a Irmã Maria Celeste Crostarosa. A 3 de outubro de 1731, revelou-lhe a
Irmã a visão que tivera: Afonso estava designado por Deus para fundar uma
Congregação. Começou então o duelo entre Deus e a humildade do santo. A luta
foi um verdadeiro martírio para Afonso. A santa irmã chegou mesmo a intimá-lo:
“Dom Afonso, Deus não o quer em Nápoles; chama-o para fundar um novo
Instituto”.
Resolvido
a isso, depois de se haver orientado com padre Falcóia, seu confessor e, mais
tarde bispo, teve o santo de enfrentar tremenda oposição do pai. Este
recriminava ao filho dureza de coração por querer abandona-lo, para meter-se na
aventura de criar um novo instituto. Mas a graça venceu e, a 09 de novembro de
1732, fundou Afonso, em Scala, a Congregação dos Padres Redentoristas, que no
início tinha o nome de Instituto do Santíssimo Salvador. Em 1735 se realizou a
transferência da casa para Ciorani. Os primeiros companheiros de Afonso eram
todos sacerdotes, e logo começaram a dedicar-se à pregação. Não tardou aparecer
desunião de idéias. Queriam uns o Instituto, além da pregação, se dedicasse
também ao ensino. Afonso insistiu na exclusividade da pregação aos pobres, às
regiões de gente abandonada, na forma de missões e retiros. Venceu seu ponto de
vista.
Em
1749, o Papa Bento XIV aprovou as regras do Instituto, que tinha pôr fim a
imitação de Jesus Cristo e a pregação de missões e retiros de preferência à
classe mais abandonada. À frente de seus súditos, percorreu Afonso cidades e
vilas do sul da Itália, convertendo pecadores, reformando costumes,
santificando as famílias. Era um facho ardente que deixava em chamas de amor
divino os lugares por onde passava. Mais do que sua palavra, pregava o seu
exemplo de virtude, de penitência, de caridade e de santa inocência. As cidades
disputavam Afonso como pregador.
Um dia,
chegou ao seu conhecimento, que o queriam nomear arcebispo de Palermo. Pediu
orações para que se evitasse “o grande escândalo” desta sua nomeação. (Os
redentoristas se obrigam a renunciar à toda dignidade eclesiástica). Mas, em
1762, o Papa Clemente XIII impunha-lhe a Mitra de Santa Águeda dos Godos.
“Vontade do Papa é vontade de Deus”, disse o santo, e curvou a fronte. Durante
13 anos pastoreou sua diocese, reformou-lhe o clero, os costumes, as igrejas. Outra
tornou-se a vida religiosa nos mosteiros e conventos. Os diocesanos pasmaram,
mas viram que tinham um santo por bispo, para acudir aos necessitados.
Em
1775, a seu pedido, livrou-o do bispado o Papa Pio VI. O santo patriarca voltou
pobre para o seu convento, e ali a mão de Deus lhe experimentou e lhe burilhou
lindas facetas da virtude. Afonso, acabrunhado por sofrimentos físicos, teve o
desgosto de ver a cisão no seu Instituto e, por mal-entendidos, foi até
excluído da Congregação que fundara. Com heróica paciência, a tudo se sujeitou
nosso santo. Velho e doente, animava a Clemente XIV para resistir aos que
queriam suprimir a Companhia de Jesus. E, numa prodigiosa bilocação, foi
assistir ao referido Papa na hora de sua agonia.
Os
últimos anos do santo são, em síntese, tudo de adversidades imagináveis na vida
de um homem: de brilhante advogado, de festejado sacerdote a pregador de
penitência por excelência, de religioso estimado e fundador querido, de bispo
douto, de príncipe da Igreja, santo e venerado, foi reduzido a nada. Vemo-lo
bispo sem diocese, Superior sem súditos, Fundador desligado da sua Ordem. Não é
dizer demais, em se afirmar que o santo morreu de amargura no coração, ao ver
sua obra esmagada, fato que mergulhou sua alma num mar de dor. Qual outro Santo
Aleixo, viveu como estranho em sua própria casa. Tudo isto devido ao espírito
anti-religioso do século, e não menos à falta de consciência e à deslealdade de
alguns de seus discípulos, que injustamente o entregaram aos poderes do governo hostil, e o puseram em
situação esquerda com a própria Santa Sé.
A estas
duríssimas provações, se associaram sofrimentos físicos, próprios da velhice,
que bastante o maltrataram. Sobrevieram-lhe, ainda, a surdez e a cegueira, que
o reduziram a um estado de lastimável miséria. Desencadearam-se
tempestades furiosas em sua alma, e esta
se via atormentada de toda a sorte de angústias, de dúvidas, de escrúpulos,
como se fosse ele o causador culpado de todas as desditas de sua querida
Congregação. Das profundezas da sua alma dolorida, clamava a Deus por
misericórdia e auxílio. Doença e fraqueza exigiam-lhe, muitas vezes, o
sacrifício de não poder celebrar a Santa
Missa.
Em
todas estas tormentas que lhe advinham de todos os lados, eram sua singular
energia, a paciência e a fortaleza que o faziam segurar firme o leme, e este
não lhe escapou das mãos. Fundado na mais sólida humildade, não acusava senão a
si próprio; a todos que indignamente tinham abusado da sua confiança, oferecia
e dava pleno perdão. A todas as pretensões de censura às decisões da Santa Sé,
tinha só esta resposta: "O Santo Padre assim o quer; o Papa assim
decidiu". Em tudo reconhecia a adorável vontade de Deus, à qual confessou
incondicional e completa sujeição.
Após
longo martírio moral, morreu calmamente e descansou no Senhor a 1 de agosto de
1787, na idade de 91 anos. Em 1816 foi declarado Beato. Canonizado foi em 1839,
por Gregório XVI, honra que Pio VIII lhe quisera prestar já em 1830, não o
podendo por causa da revolução.
Afonso
foi um escritor incansável. Deixou para os sacerdotes a sua célebre Teologia
Moral; para os religiosos a Verdadeira Esposa de Cristo; para o povo cristão,
livros cheios de verdadeira e ungida piedade, tais como as Meditações Sobre a
Paixão do Salvador, Glórias de Maria, Visitas ao SS. Sacramento, Tratado Sobre
a Oração. Foi historiador, apologeta, pregador, poeta e exímio musicista. De
tudo, deixou valiosas lembranças ao povo cristão. Chegaram a 90 suas obras
publicadas. A Igreja deu-lhe o título de Doutor Zelosíssimo. As obras de Santo
Afonso tem a perenidade das fontes e das árvores seculares. Foram traduzidas em
mais de 64 línguas os livros "Visitas ao Santíssimo Sacramento" e
"Glórias de Maria Santíssima". À Congregação do Santíssimo Redentor
pertenceram o grande taumaturgo São Geraldo Magela e São Clemente Maria
Hofbauer, o Apóstolo de Viena.
No
Calendário Romano Antigo, é comemorado 1 dia depois de sua morte - 2 de agosto
- vez que, à época de sua canonização, havia uma Festa mais importante em 01 de
agosto, a de "São Pedro em Correntes", solenidade hoje conservada
apenas em algumas igrejas particulares.
(Texto
extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, alterações a/c blog)
1 de ago. de 2016
Santos do Dia - Segunda-Feira, 01/08/2016
00:00 | Postado por
Sacerdos |
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SANTOS MACABEUS
(01 de agosto)
Na Bíblia Sagrada há dois livros chamados de
"Macabeus" (palavra que significa: "forte contra o adversário").
Ali são narradas as histórias heroicas dos que preferiram perder todos os seus
bens e até morrer, com o intuito de defender a santa religião de Israel, do
verdadeiro Deus. O rei Antíoco Epífanes fez introduzir o helenismo, a religião
e os costumes pagãos em Israel, chegando inclusive a profanar o templo.
No Ocidente, a referência mais antiga dos Macabeus
é um lugar de culto e um sítio antiquíssimo, que a arqueologia pôs à luz entre
1954 e 1976, em Lyon, França, datado de fins do século I, tendo sido construído
até a metade do século II de nossa era. Trata-se do primitivo lugar de culto
“dos Santos Macabeus”, ao qual, séculos mais tarde e depois das perseguições contra
os cristãos, agregou-se-lhe o título de São Justo, Bispo, convetendo-se assim
na igreja de São Justo e dos Macabeus, de Lyon.
Por seu exemplo e pelas referências existentes, os
Santos Macabeus, por assim dizer, são os únicos mártires do Antigo Testamento
que a Igreja Católica presta culto.
No 2º Livro dos Macabeus, capítulo 7º, narra-se a
história dos sete irmãos mártires, os quais foram cruelmente atormentados para fazer-lhes
renegar a fé, mas preferiram toda sorte de torturas para permanecerem fiéis aos
mandamentos de Deus até a morte. Sua história é seguinte, segundo contam as
Sagradas Escrituras:
Ocorreu que sete irmãos israelitas foram presos,
junto com sua mãe, e foram forçados pelo rei a renegarem a santa verdadeira
religião. Foram flagelados com azorragues e nervos de boi para que fizessem o
que a santa religião do Deus de Israel proíbe.
Um deles dizia ao ímpio reio Antíoco, que pretendia
afastá-los da religião de seus pais: "Que pretendes de nós? Estamos dispostos
a morrer, antes que desobedecer as leis que Deus deu a nossos antepassados ".
O rei, cheio de raiva, mandou colocar fogo sob
chapas e caldeirões, e ali fez fechar a língua do que havia falado primeiro, em
nome dos demais. Mandou lhe arrancarem toda a pele da cabeça, cortarem-lhe as
mãos e os pés, na presença de seus irmãos e de sua mãe. Quando caiu completamente
inerte, vendo-se que no entanto respirava, mandou o rei que o lançassem a uma
chapa fervente e ali o torraram. Além disso, enquanto a fumaça da
panela se espalhava, os demais irmãos,
junto com sua mãe, se animavam mutuamente a morrer
com generosidade e diziam: "O
Senhor Deus cuida de todos nós e está presenciando o que acontece. Sempre se
cumprirá o que prometeu Moisés: Deus se compadece de seus amigos"
Todos
os demais foram torturados e mortos de forma semelhante. Ao chegar a vez do
mais novo, o rei tentou fazer com que a mãe persuadisse o caçula a apostatar,
no que ela fingiu dar crédito ao tirano; mas, ao se voltar ao filho menor, exortou-o à
resistência, ao que ele replicou ao rei na certeza da recompensa aos justos e
do castigo aos maus. O rei, com mais raiva ainda e não suportando o escárnio,
mandou enfim matar o último sobrevivente, ao que pereceu a mãe depois de todo o
seu rebento.
Seguiu-se
então, depois do martírio destes sete santos irmãos e sua mãe, a revolta
militar liderada por Judas, parente dos mártires, que ficou conhecida como a
rebelião dos Macabeus, narrada com pormenores no restante de seu 2º Livro,
assim como no 1º Livro.
(Texto
extraído do site do blog de D. Oscar Sarlinga,
Bispo de
Zárate-Campana, Argentina, tradução
e
alterações a/c blog - c/ informações da Bíblia Sagrada,
trad. p/ Pe. Matos Soares, Ed. Paulinas, 1981)
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