TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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4 de ago. de 2016

Santo do Dia - Quinta-Feira, 04/08/2016



SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO
(04 de agosto)

São Domingos, por Fra Angelico (entre 1437 e 1446).

Domingos (ou Dominique) nasceu no ano de 1170, em Caleruega, pequena localidade na Velha Castelha. O pai, Félix de Gusmão, pertencia a uma família de alta linhagem na Espanha; a mãe era Joana de Aza. Antes de Domingos nascer, sua mãe, em sonho misterioso, viu um cão que trazia na boca uma tocha acesa, de que irradiava luz sobre o mundo inteiro. Efetivamente, São Domingos veio a ser uma luz extraordinária de caridade e de zelo apostólico, que dissipou grande parte das trevas das heresias e restabeleceu a verdade em milhares de corações vacilantes.

Domingos foi o nome dado à criança, devido à uma devoção que a mãe do santo tinha com São Domingos de Silos, do qual um dia teve uma aparição, comunicando-lhe os planos divinos em referência ao recém-nascido. A esse aviso extraordinário, os pais corresponderam com esmerada atenção na educação do filho. Domingos, pequeno ainda, deu provas de inclinação declaradíssima às coisas de Deus. Seis anos contava o menino, quando os pais o confiaram à direção de um tio, reitor de uma igreja em Gumyel. Sete anos passou Domingos na escola daquele sacerdote, aprendendo, além das primeiras letras, como sejam, acolitar, enfeitar os altares e cantar no coro.

Terminado este curso prático, transferiu-se para Valência, cidade episcopal no reino de Leon, onde existia uma universidade que mais tarde, em 1217, passou para Salamanca. Durante o tempo dos estudos em Valência, isto é, durante seis anos, dedicou-se à arte retórica, além da Filosofia e da Teologia. Acompanharam-lhe os trabalhos científicos às práticas da piedade, inclusive, severas penitências. Retraído por completo do mundo, visitava somente os pobres e doentes, protegia as viúvas e órfãos. Por ocasião de uma grande fome, vendeu os livros para poder socorrer os necessitados. Certa vez, ofereceu sua própria pessoa para resgatar um jovem que caira nas mãos dos mouros.

A caridade de Domingos, não satisfeita com as obras corporais de misericórdia, estendia-se principalmente às necessidades espirituais do próximo. Para este fim, desenvolveu um zelo extraordinário, como pregador. O primeiro fruto deste labor apostólico foi a conversão do amigo e companheiro dos estudos, Conrado, que mais tarde entrou para a Ordem de Cister, elevado posteriormente à dignidade de Cardeal da Santa Igreja.

Domingos contava apenas vinte e quatro anos e era considerado um dos mais competentes mestres da vida interior. Dom Diego de Asebes, bispo de Osma, conhecendo os brilhantes dotes de Domingos, convidou-o a incorporar-se ao cabido da diocese, esperando desta aquisição uma reforma salutar do clero. O prelado não se viu iludido nas suas previsões. Domingos em pouco tempo, foi objeto da admiração de todos, como modelo exemplaríssimo em todas as virtudes cristãs. Como cônego de Osma, Domingos percorreu diversas províncias da Espanha, pregando por toda a parte a palavra de Deus, pela conversão dos pecadores, cristãos e maometanos. Uma das conversões mais sensacionais que Deus operou por intermédio de Domingos foi a de Reiniers, célebre heresiarca, que mais tarde tomou o hábito dos frades dominicanos.

Domingos não era ainda sacerdote. Do bispo de Osma recebeu a unção sacerdotal, continuando depois a missão apostólica de pregador. Quando em 1224, por ordem do rei Afonso de Castela, o bispo de Osma foi à França na qualidade de embaixador real, a fim de tratar dos negócios matrimoniais do príncipe herdeiro Fernando, com a  princesa de Lussignan, Domingos acompanhou-o. Na província de Languedoc, puderam de perto observar as horríveis devastações feitas  pelos albingenses. Numa segunda viagem que empreenderam, cujo fim era buscar a princesa e entregá-la ao esposo, tiveram o grande desgosto de não a encontrar entre os vivos. Chegaram ainda a tempo de assistir-lhe no enterro. Preferiram, então, ficar na França, para dedicar-se à campanha contra os hereges. O bispo Diego, com o consentimento do Papa, ficou três anos na província de Languedoc. Passado este tempo, voltou à diocese.

A São Domingos, que foi nomeado superior da Missão, associaram-se doze abades cistercienses. Pouco tempo, porém, durou o trabalho coletivo. Dom Diego voltou à Espanha, os cistercienses retiraram-se para os seus claustros e o próprio Legado Pontifício abandonou o solo francês. Domingos não desanimou apesar da missão ter-se-lhe tornado dificílima e perigosa. Com mais oito companheiros que lhe foram mandados, continuou os trabalhos apostólicos. A inconstância, porém, que encontrou nos coadjutores, fez nele amadurecer a idéia de fundar uma nova Ordem, cujos membros, por um voto, se dedicassem à obra da pregação. Os primeiros que se lhe associaram foram Guilherme de Clairel e Domingos, o Espanhol. Em 1215 a nova comunidade contava já dezesseis religiosos, com seis espanhóis, oito franceses, um inglês e um português.

Para assegurar-se da aprovação pontifícia, Domingos em companhia do bispo de Toulouse foi à Roma e apresentou-se ao Papa Inocêncio III. Coincidiu ele chegar à capital da Cristandade na abertura do Concílio de Latrão. Opinaram os padres que em vez de aprovar as regras de novas ordens, devia o Concílio dirigir a atenção para as Ordens já existentes e aperfeiçoar-lhes as constituições. Inocêncio III, baseando-se nestas decisões, negou-se, por diversas vezes, em dar aprovação à regra da Ordem fundada por Domingos. Aconteceu, porém, que o Papa teve uma visão, quase idêntica à que lhe fez aprovar a Ordem de São Francisco de Assis, em 1209. Não querendo contrariar a obra do santo homem, deu consentimento à fundação da Ordem, prometendo a Domingos expedir a bula, logo que este tivesse adotado uma regra de ordem já aprovada pela Igreja. Domingos decidiu-se em favor da regra de Santo Agostinho, à qual acrescentou mais algumas constituições, como por exemplo, o silêncio, o jejum e a pobreza.

Quando Domingos, pela segunda vez chegou à Roma, já não encontrou o Papa Inocêncio III, mas o sucessor deste, Honório III. Contrariamente ao que receava, obteve a aprovação da ordem, que veio a ser chamada Ordem dos Pregadores. Nomeado o primeiro superior, fez a profissão nas mãos do Papa. Graças à generosidade do bispo de Toulouse e do conde Simão de Montfort, Domingos pode construir o primeiro convento em Toulouse. O número dos religiosos crescera consideravelmente, de modo que Domingos pode introduzir na nova comunidade a regra recém-aprovada. Pouco tempo depois, Domingos voltou à Roma e fundou diversos conventos na Itália. Em Roma, conheceu São Francisco de Assis, a quem se ligou em íntima amizade. Em 1218 foi a Bolonha fundar um convento, perto da Igreja de Nossa Senhora de Mascarella. Um ano depois, teve Domingos a satisfação de fundar outro na mesma cidade, sendo que este, tempos depois, veio a ser um dos mais importantes da Ordem na Itália.

O exemplo de São Francisco de Assis e o admirável desenvolvimento da Ordem por ele fundada influiu grandemente no espírito de São Domingos. Como o Patriarca de Assis, introduziu São Domingos na sua ordem o voto de pobreza em todo o rigor. São Domingos convocou três capítulos gerais e teve o prazer de ver a Ordem se estabelecer na Espanha, em Toulouse, na Provença e na França toda. Conventos surgiram na Itália, Alemanha e Inglaterra. O próprio fundador mandou emissários à Irlanda, Noruega, Ásia e Palestina.

São Domingos morreu no dia 06 de agosto de 1221, na idade de 51 anos. Numerosos milagres por seu intermédio Deus se dignou de fazer. O Papa Gregório IX inseriu-lhe o nome no catálogo dos Santo, em 23 de julho de 1234. Muito concorreu para o culto de São Domingos na Igreja Católica a devoção do Santíssimo Rosário, de quem era grande Apóstolo. A Ordem dos Pregadores deu à Igreja, muitos Santos, entre estes o grande São Tomás de Aquino, Santo Alberto Magno, Santa Catarina de Sena (não era freira, mas dominicana da Ordem Terceira), São Vicente Ferrer e o Papa São Pio V.

No Calendário Romano Antigo, a data de sua comemoração foi fixada para 2 dias antes - 4 de agosto - vez que a data de sua morte é uma Festa de Nosso Senhor (a Transfiguração de Jesus), e no dia anterior há também outra Festa mais antiga, a da dedicação de Nossa Senhora das Neves.

(Texto extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)

2 de ago. de 2016

Santos do Dia - Terça-Feira, 02/08/2016 - 2ª Parte



SANTO ESTÊVÃO I, PAPA
(02 de agosto)


Estevão era italiano, de origem romana e seu pai se chamava Júlio. Não se tem registro de mais nada sobre sua família. Ele viveu no século II, quando a Igreja estava estremecida pela crise interna e sofria com as perseguições impostas aos fiéis, pelos imperadores de Roma. Ele foi eleito sucessor do Papa Lúcio I e o primeiro com este nome. O seu pontificado foi marcado, no início, por um período de paz, concedido aos cristãos, pelo então imperador Valeriano e, depois, pelos inúmeros problemas internos, que dividia os sacerdotes católicos na ocasião.

A Igreja estava dividida quanto ao tratamento a ser dado aos "lapsi", como eram chamados os fiéis que renegaram Jesus Cristo, abandonando a Igreja com medo do martírio no período das perseguições e que depois arrependidos queriam retornar ao Cristianismo. Este era o árido terreno que dividia o clero entre rigorosos e indulgentes.

Nesta época, dois Bispos da Espanha, ambos "arrependidos", desejavam voltar ao Cristianismo. Os cristãos concordavam que fossem aceitos, mas apenas como simples fiéis. Estes, porém, queriam ser aceitos como antes, na condição de Bispo e à frente das mesmas dioceses. Ambos, enganando o Papa Estevão I, reassumiram os postos, dizendo a todos que tinham a sua autorização. Houve então muita confusão e revolta em toda a Igreja, que se espalhou da Espanha alcançando o norte da África, onde o Bispo de Cartago era o grande Cipriano, hoje venerado como Santo.

Estevão I, teve de enfrentar toda a rejeição daquela decisão, que não havia sido sua, por parte de Cipriano que, de Cartago, liderou um movimento de revolta contra ele. O seu pontificado se complicou ainda mais quando em 257, a Igreja inteira voltou a ser perseguida pelo imperador Valeriano, que endureceu o governo, na tentativa de manter o Império unificado na guerra contra a Pérsia.

No dia 02 de agosto de 257, o Papa Estevão I morreu martirizado na sede da Igreja em Roma. Encontramos, esta narração no Martirológio Romano, que diz: "o Papa Estevão I celebrava o Santo Sacrifício da Missa, quando repentinamente apareceram alguns soldados. Corajoso continuou firme diante do altar celebrando os santos mistérios. Foi morto e alí mesmo o decapitaram."

As perseguições continuaram violentas por todas as regiões do Império, chegando no ano seguinte na África, onde o Bispo Cipriano também foi decapitado, na sua diocese de Cartago. As relíquias de Santo Estevão I foram encontradas na Sepultura dos Papas, no Cemitério São Calisto, em Roma. Em 1682, seu corpo foi transferido para a Catedral da cidade de Pisa, na Itália. A sua veneração litúrgica foi designada para o dia de sua morte.

(com informações do Portal Paulinas, alterações a/c blog)

Santos do Dia - Terça-Feira, 02/08/2016 - 1ª Parte



SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO
(02 de agosto)


Marianela, na região de Nápoles, era a vila da histórica família de Liguori. Foi lá que pela manhã de 27 de setembro de 1696, nasceu Afonso. José, o pai do santo, pertencia à nobreza, tendo o nome e escudo de fidalgo: era preposto do rei Carlos VI, comandante dos navios reais. Mas, sobretudo, era homem profundamente religioso. Desposou Ana Cavalieri, não menos religiosa e nem menos nobre do que ele: era Ana irmã do bispo de Tróia italiana e pertencia à nobre família dos Cavalieri. Sobre Afonso, São Francisco de Jerônimo, da Companhia de Jesus, disse com a criança aos braços: “Esta criança não morrerá antes dos 90 anos; será bispo e realizará maravilhas na Igreja de Deus”.

Do pai herdara Afonso uma vontade férrea, uma inteligência viva e perspicaz, enquanto a influência materna lhe punha no coração uma ternura irresistível. Cedo começou sua carreira de santo e de sábio. Mocinho ainda, já frequentava as associações religiosas, fugia dos companheiros briguentos e amigos de palavras de baixo calão. Não eram pequenas as esperanças que sobre ele nutria D. José de Liguori. Destinou-o aos estudos das artes liberais, das ciências exatas, das disciplinas jurídicas. Rápidos foram os progressos de Afonso na jurisprudência. Com 16 anos e poucos meses, doutorou-se em ambos os direitos, e começou a colher louros e triunfos no foro.

Imagine-se quantos planos fazia sobre o filho o envaidecido pai... Mas no coração de Afonso já havia a graça divina aberto profundos sulcos, e inspirado outras rotas de grandeza. Era ele fervoroso sócio da Congregação dos Jovens Fidalgos e Doutores. Qual imã o Sacrário o atraía. A Maria Santíssima entregara o santo a guarda do lírio de sua pureza. Todos os anos, fazia os exercícios espirituais.

Entretanto D. José já andava à procura de uma noiva para o filho. Achou-a na pessoa de Tereza, uma sua sobrinha, filha do príncipe de Presíccio. Aconteceu, porém, que esta sobrinha, em lhe nascendo um irmãozinho, já não ia ficar a única herdeira dos bens paternos. E isso fez esfriar os entusiasmos de D. José. Tereza compreendeu o jogo e, ao ser novamente procurada pelo tio por ocasião da morte do recém-nascido irmãozinho, desiludiu-o e foi tomar o véu no convento das Sacramentinas. A proposta de um outro noivado não foi aceita por Afonso, que já se ocupava com outros planos.

Afonso, por sua vez, sempre se mostrava esquivo a tais projetos do pai. Além da piedade, da ciência, cultivava também a música. Ia às óperas, mas fechava-se no galarim para nada ver e apenas ouvir a música dos célebres maestros. A providência tinha outras intenções com Afonso e ia intervir no desenrolar das coisas.

Em 1723, o Duque de Orsini entregava a Afonso uma causa de suma importância contra o grão-duque de Toscana. Tratava-se nada menos de um feudo no valor de 600.000 ducados. Meticulosamente, nosso advogado estudou o processo, reviu os autos, conferiu documentos. Fez uma brilhantíssima defesa no foro. A vitória parecia mais que garantida quando o contra-atacante lhe chamou a atenção para uma pequena falha que passara desapercebida. “Enganei-me” – exclamou o santo. Coberto de vexame, retirou-se do foro, exclamando: “Ó mundo falaz, agora eu te conheço! Adeus tribunais!”

Chegando em casa, fechou-se no quarto por muitos dias, entregue à tristeza. Nosso advogado então começou com uma vida entregue às obras de caridade e oração. Foi quando trabalhava no hospital dos Incuráveis que ouviu por duas vezes o chamado misterioso: “Afonso, deixa o mundo!” A 23 de outubro de 1723, vestia o talar de clérigo. A 21 de dezembro de 1726, foi ordenado sacerdote.

Tudo isto, porém, custou-lhe renhidas lutas com o pai, o qual não podia se conformar com a escolha feita pelo filho. Mais tarde, ainda com pavor, Afonso recordava dessas horas de combate. Agora foi rápida a carreira de Santo Afonso. Do altar, foi para o púlpito, tornando-se popular como pregador e estimado como verdadeiro apóstolo. Procurava de preferência os pobres Lazaroni e a meninada abandonada pelas ruas de Nápoles. Muito se ressentia D. José em vendo o filho metido no meio do povinho, desprezível a seus olhos de fidalgo.

Mas nosso santo não se esmorecia. Passou a morar no Hospício dos padres Chineses e pensou seriamente em ir para as missões pagãs. Mas o homem se agita e Deus o conduz. Adoentado, foi Afonso enviado a Scala, perto de Amalfi, para repousar. Aconteceu que lá, havia um convento de Irmãs e entre estas destacava-se por sua virtude a Irmã Maria Celeste Crostarosa. A 3 de outubro de 1731, revelou-lhe a Irmã a visão que tivera: Afonso estava designado por Deus para fundar uma Congregação. Começou então o duelo entre Deus e a humildade do santo. A luta foi um verdadeiro martírio para Afonso. A santa irmã chegou mesmo a intimá-lo: “Dom Afonso, Deus não o quer em Nápoles; chama-o para fundar um novo Instituto”.

Resolvido a isso, depois de se haver orientado com padre Falcóia, seu confessor e, mais tarde bispo, teve o santo de enfrentar tremenda oposição do pai. Este recriminava ao filho dureza de coração por querer abandona-lo, para meter-se na aventura de criar um novo instituto. Mas a graça venceu e, a 09 de novembro de 1732, fundou Afonso, em Scala, a Congregação dos Padres Redentoristas, que no início tinha o nome de Instituto do Santíssimo Salvador. Em 1735 se realizou a transferência da casa para Ciorani. Os primeiros companheiros de Afonso eram todos sacerdotes, e logo começaram a dedicar-se à pregação. Não tardou aparecer desunião de idéias. Queriam uns o Instituto, além da pregação, se dedicasse também ao ensino. Afonso insistiu na exclusividade da pregação aos pobres, às regiões de gente abandonada, na forma de missões e retiros. Venceu seu ponto de vista.

Em 1749, o Papa Bento XIV aprovou as regras do Instituto, que tinha pôr fim a imitação de Jesus Cristo e a pregação de missões e retiros de preferência à classe mais abandonada. À frente de seus súditos, percorreu Afonso cidades e vilas do sul da Itália, convertendo pecadores, reformando costumes, santificando as famílias. Era um facho ardente que deixava em chamas de amor divino os lugares por onde passava. Mais do que sua palavra, pregava o seu exemplo de virtude, de penitência, de caridade e de santa inocência. As cidades disputavam Afonso como pregador.

Um dia, chegou ao seu conhecimento, que o queriam nomear arcebispo de Palermo. Pediu orações para que se evitasse “o grande escândalo” desta sua nomeação. (Os redentoristas se obrigam a renunciar à toda dignidade eclesiástica). Mas, em 1762, o Papa Clemente XIII impunha-lhe a Mitra de Santa Águeda dos Godos. “Vontade do Papa é vontade de Deus”, disse o santo, e curvou a fronte. Durante 13 anos pastoreou sua diocese, reformou-lhe o clero, os costumes, as igrejas. Outra tornou-se a vida religiosa nos mosteiros e conventos. Os diocesanos pasmaram, mas viram que tinham um santo por bispo, para acudir aos necessitados.

Em 1775, a seu pedido, livrou-o do bispado o Papa Pio VI. O santo patriarca voltou pobre para o seu convento, e ali a mão de Deus lhe experimentou e lhe burilhou lindas facetas da virtude. Afonso, acabrunhado por sofrimentos físicos, teve o desgosto de ver a cisão no seu Instituto e, por mal-entendidos, foi até excluído da Congregação que fundara. Com heróica paciência, a tudo se sujeitou nosso santo. Velho e doente, animava a Clemente XIV para resistir aos que queriam suprimir a Companhia de Jesus. E, numa prodigiosa bilocação, foi assistir ao referido Papa na hora de sua agonia.

Os últimos anos do santo são, em síntese, tudo de adversidades imagináveis na vida de um homem: de brilhante advogado, de festejado sacerdote a pregador de penitência por excelência, de religioso estimado e fundador querido, de bispo douto, de príncipe da Igreja, santo e venerado, foi reduzido a nada. Vemo-lo bispo sem diocese, Superior sem súditos, Fundador desligado da sua Ordem. Não é dizer demais, em se afirmar que o santo morreu de amargura no coração, ao ver sua obra esmagada, fato que mergulhou sua alma num mar de dor. Qual outro Santo Aleixo, viveu como estranho em sua própria casa. Tudo isto devido ao espírito anti-religioso do século, e não menos à falta de consciência e à deslealdade de alguns de seus discípulos, que injustamente o entregaram  aos poderes do governo hostil, e o puseram em situação esquerda com a própria Santa Sé.

A estas duríssimas provações, se associaram sofrimentos físicos, próprios da velhice, que bastante o maltrataram. Sobrevieram-lhe, ainda, a surdez e a cegueira, que o reduziram a um estado de lastimável miséria. Desencadearam-se tempestades  furiosas em sua alma, e esta se via atormentada de toda a sorte de angústias, de dúvidas, de escrúpulos, como se fosse ele o causador culpado de todas as desditas de sua querida Congregação. Das profundezas da sua alma dolorida, clamava a Deus por misericórdia e auxílio. Doença e fraqueza exigiam-lhe, muitas vezes, o sacrifício de não poder celebrar a  Santa Missa.

Em todas estas tormentas que lhe advinham de todos os lados, eram sua singular energia, a paciência e a fortaleza que o faziam segurar firme o leme, e este não lhe escapou das mãos. Fundado na mais sólida humildade, não acusava senão a si próprio; a todos que indignamente tinham abusado da sua confiança, oferecia e dava pleno perdão. A todas as pretensões de censura às decisões da Santa Sé, tinha só esta resposta: "O Santo Padre assim o quer; o Papa assim decidiu". Em tudo reconhecia a adorável vontade de Deus, à qual confessou incondicional e completa sujeição.

Após longo martírio moral, morreu calmamente e descansou no Senhor a 1 de agosto de 1787, na idade de 91 anos. Em 1816 foi declarado Beato. Canonizado foi em 1839, por Gregório XVI, honra que Pio VIII lhe quisera prestar já em 1830, não o podendo por causa da revolução.

Afonso foi um escritor incansável. Deixou para os sacerdotes a sua célebre Teologia Moral; para os religiosos a Verdadeira Esposa de Cristo; para o povo cristão, livros cheios de verdadeira e ungida piedade, tais como as Meditações Sobre a Paixão do Salvador, Glórias de Maria, Visitas ao SS. Sacramento, Tratado Sobre a Oração. Foi historiador, apologeta, pregador, poeta e exímio musicista. De tudo, deixou valiosas lembranças ao povo cristão. Chegaram a 90 suas obras publicadas. A Igreja deu-lhe o título de Doutor Zelosíssimo. As obras de Santo Afonso tem a perenidade das fontes e das árvores seculares. Foram traduzidas em mais de 64 línguas os livros "Visitas ao Santíssimo Sacramento" e "Glórias de Maria Santíssima". À Congregação do Santíssimo Redentor pertenceram o grande taumaturgo São Geraldo Magela e São Clemente Maria Hofbauer, o Apóstolo de Viena.

No Calendário Romano Antigo, é comemorado 1 dia depois de sua morte - 2 de agosto - vez que, à época de sua canonização, havia uma Festa mais importante em 01 de agosto, a de "São Pedro em Correntes", solenidade hoje conservada apenas em algumas igrejas particulares.

(Texto extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)

1 de ago. de 2016

Santos do Dia - Segunda-Feira, 01/08/2016



SANTOS MACABEUS
(01 de agosto)


Na Bíblia Sagrada há dois livros chamados de "Macabeus" (palavra que significa: "forte contra o adversário"). Ali são narradas as histórias heroicas dos que preferiram perder todos os seus bens e até morrer, com o intuito de defender a santa religião de Israel, do verdadeiro Deus. O rei Antíoco Epífanes fez introduzir o helenismo, a religião e os costumes pagãos em Israel, chegando inclusive a profanar o templo.

No Ocidente, a referência mais antiga dos Macabeus é um lugar de culto e um sítio antiquíssimo, que a arqueologia pôs à luz entre 1954 e 1976, em Lyon, França, datado de fins do século I, tendo sido construído até a metade do século II de nossa era. Trata-se do primitivo lugar de culto “dos Santos Macabeus”, ao qual, séculos mais tarde e depois das perseguições contra os cristãos, agregou-se-lhe o título de São Justo, Bispo, convetendo-se assim na igreja de São Justo e dos Macabeus, de Lyon.

Por seu exemplo e pelas referências existentes, os Santos Macabeus, por assim dizer, são os únicos mártires do Antigo Testamento que a Igreja Católica presta culto.

No 2º Livro dos Macabeus, capítulo 7º, narra-se a história dos sete irmãos mártires, os quais foram cruelmente atormentados para fazer-lhes renegar a fé, mas preferiram toda sorte de torturas para permanecerem fiéis aos mandamentos de Deus até a morte. Sua história é seguinte, segundo contam as Sagradas Escrituras:

Ocorreu que sete irmãos israelitas foram presos, junto com sua mãe, e foram forçados pelo rei a renegarem a santa verdadeira religião. Foram flagelados com azorragues e nervos de boi para que fizessem o que a santa religião do Deus de Israel proíbe.

Um deles dizia ao ímpio reio Antíoco, que pretendia afastá-los da religião de seus pais: "Que pretendes de nós? Estamos dispostos a morrer, antes que desobedecer as leis que Deus deu a nossos antepassados ".

O rei, cheio de raiva, mandou colocar fogo sob chapas e caldeirões, e ali fez fechar a língua do que havia falado primeiro, em nome dos demais. Mandou lhe arrancarem toda a pele da cabeça, cortarem-lhe as mãos e os pés, na presença de seus irmãos e de sua mãe. Quando caiu completamente inerte, vendo-se que no entanto respirava, mandou o rei que o lançassem a uma chapa fervente e ali o torraram. Além disso, enquanto a fumaça da panela se espalhava, os demais irmãos, junto com sua mãe, se animavam mutuamente a morrer com generosidade e diziam: "O Senhor Deus cuida de todos nós e está presenciando o que acontece. Sempre se cumprirá o que prometeu Moisés: Deus se compadece de seus amigos"

Todos os demais foram torturados e mortos de forma semelhante. Ao chegar a vez do mais novo, o rei tentou fazer com que a mãe persuadisse o caçula a apostatar, no que ela fingiu dar crédito ao tirano; mas, ao  se voltar ao filho menor, exortou-o à resistência, ao que ele replicou ao rei na certeza da recompensa aos justos e do castigo aos maus. O rei, com mais raiva ainda e não suportando o escárnio, mandou enfim matar o último sobrevivente, ao que pereceu a mãe depois de todo o seu rebento.

Seguiu-se então, depois do martírio destes sete santos irmãos e sua mãe, a revolta militar liderada por Judas, parente dos mártires, que ficou conhecida como a rebelião dos Macabeus, narrada com pormenores no restante de seu 2º Livro, assim como no 1º Livro.


(Texto extraído do site do blog de D. Oscar Sarlinga, 
Bispo de Zárate-Campana, Argentina, tradução e 
alterações a/c blog - c/ informações da Bíblia Sagrada, 
trad. p/ Pe. Matos Soares, Ed. Paulinas, 1981)