TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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15 de jun. de 2016

Santos do Dia - Quarta-Feira, 15/06/2016



SANTOS VITO, MODESTO E CRESCÊNCIA
(15 de junho)


Vito (ou Guido) nasceu no final do século 3º, na antiga cidade de Mazara, na Sicília ocidental, numa família pagã, muito rica e de nobre estirpe. Sua mãe morreu quando ele tinha tenra idade e seu pai, Halaz, contratou uma ama, Crescência, para cuidar do pequenino. Ela era cristã, viúva e tinha perdido o único filho havia pouco tempo, era de linhagem nobre mas em decadência financeira. Ele ainda providenciou um professor, chamado Modesto, para instruir e formar seu herdeiro. Entretanto, o professor também era cristão.

Halaz era um obstinado pagão que encarava o Cristianismo como inimigo a ser combatido. Por isso Modesto e Crescência nunca revelaram que eram seguidores de Cristo, contudo educaram o menino dentro da religião. Dessa forma, aos doze anos, embora clandestinamente, Vito já estava batizado e demonstrava identificação total com os ensinamentos de Jesus.

Ao saber do Batismo, o pai tentou convencê-lo a abandonar a fé, o que não deu resultado. Halaz partiu para a força e castigou o próprio filho, entregando-o, então, ao governador Valeriano, que o encarcerou e maltratou por vários dias, tentando fazer Vito abdicar de sua fé. Modesto e Crescência, entretanto, conseguiram arquitetar uma fuga e, com a ajuda de um anjo, tiraram Vito das mãos do poderoso governador. Fugiram os três para Lucânia, em Nápoles, onde esperavam encontrar paz. Mas depois de algum tempo foram reconhecidos e passaram a viver de cidade em cidade, fugindo dos algozes.

Neste período, Vito, que desde os sete anos havia manifestado dons especiais, patrocinou muitos prodígios. Como o mais célebre deles, lembrado por tradição oral, quando ele ressuscitou, em nome de Jesus, um garoto que tinha sido estraçalhado por cães raivosos.
a
A perseguição a eles teve uma trégua apenas quando o filho epilético do imperador Diocleciano ficou muito doente. O soberano, tendo conhecimento dos dons de Vito, mandou que o trouxessem vivo à sua presença. Na oportunidade, pediu que ele intercedesse por seu filho. Vito, então, rezou com todo fervor e em nome de Jesus foi logo atendido. Porém Diocleciano pagou com a traição. Mandou prender Vito, que não aceitou renegar a fé em Cristo para ser libertado. Diante da negativa, foi condenado à morte, que ocorreu no dia 15 de junho, possivelmente de 304, depois de muitas torturas, quando ele tinha apenas quinze anos de idade.

Outro relato também aponta para o modo de execução de Vito, junto a seus mestres Modesto e Crescência. Os três, levados diante da multidão no Circo, foram submetidos a torturas violentíssimas e, finalmente, jogados aos cães raivosos. Entretanto, um milagre os salvou. Os cães, em vez de atacá-los, deitaram-se aos seus pés. Irado, o sanguinário Diocleciano mandou que fossem colocados dentro de um caldeirão com óleo quente, onde morreram lentamente.

As relíquias de São Vito, sepultadas em Roma logo após sua morte, em 755 foram enviadas para Paris. Mais tarde, foram entregues ao santo rei da Boêmia, Venceslau, que era muito devoto do santo. Em 958, esse rei fez construir a belíssima catedral que leva o nome de São Vito e que conserva suas relíquias até hoje.

Desde a Idade Média, ele é considerado um dos "quatorze santos auxiliares", os santos cuja intercessão é muito eficaz em ocasiões específicas e para cura determinada. No caso de são Vito, principalmente na Europa, é invocado para a cura da epilepsia da "coréia", doença conhecida popularmente como "doença de São Vito", e da mordida de cão raivoso. Além de ser padroeiro de muitas localidades.

(com informações do Portal Paulinas, alterações a/c blog)

14 de jun. de 2016

Santo do Dia - Segunda-Feira, 14/06/2016



SÃO BASÍLIO MAGNO
(14 de junho)

São Basílio Magno, retratado em miniatura 
encontrada no Monte Atos, século XV.

São Basílio, este grande doutor da Igreja, nasceu em 330, na cidade de Cesaréia, na Capadócia, como o mais velho de quatro irmãos, dos quais três alcançaram a dignidade episcopal. De cinco irmãs, a mais velha, Macrina, dedicou a sua vida a Deus. Os pais do nosso Santo, Basílio e Emélia, eram ricos e gozavam de grande estima. Criança ainda, Basílio foi acometido de grave doença, da qual a oração do pai maravilhosamente o curou.

Entregue aos cuidados de sua avó, Macrina, recebeu Basílio as primeiras instruções na prática cristã. Mais tarde, começou os estudos em Cesaréia, contemplando o curso em Constantinopla onde se ligou a São Gregório Nazianzeno em íntima amizade. Quando voltou a Cesaréia, estava morto já o pai. O exemplo e as palavras animadoras da avó Macrina confirmaram-lhe o desejo de abandonar o mundo e levar uma vida de penitência e abnegação. Neste intuito, visitou diversos eremitas no Egito, Síria, Palestina e Mesopotâmia, voltando para Cesaréia com disposição ainda maior de realizar esse plano.

O bispo Diânio conferiu-lhe o leitorado. Diânio, embora fiel à Religião Católica, por umas declarações feitas nos concílios de Antioquia e Sárdica, fez com que a ortodoxia fosse posta em dúvida. Basílio, profundamente entristecido com esse fato e para não se expor e perder a fé, com grande pesar se separou do bispo, a quem dedicava grande amizade, e dirigiu-se para Ponto, onde a santa mãe e uma irmã tinham fundado um convento para donzelas cristãs.

Basílio, imitando o exemplo, tornou-se fundador de um convento para homens, cuja direção foi, mais tarde, entregue a seu irmão, São Pedro de Sebaste. A essas duas fundações, seguiram-se outras e cresceu consideravelmente o número de conventos no Ponto. Foi nesta época em que Basílio escreveu obras belíssimas sobre a vida religiosa, compôs a regra da vida monástica que até hoje é observada pelos monges de vários Patriarcados Católicos Orientais. São Basílio assim se tornou o pai do monaquismo nas Igrejas Orientais "sui juris".

A vida de São Basílio era regida por uma austeridade que causava admiração a todos. Ele, fundador da Ordem, era a regra viva, dando a todos os religiosos o exemplo de todas as virtudes monásticas. Era tão magro que parecia só pele e osso. Aos 49 anos já era velho. Mesmo fraco de corpo, era um herói de espírito.

O bispo Diânio, estando gravemente enfermo, mandou chamar para perto de si o santo amigo. Sucedeu-lhe no bispado Eusébio, de quem Basílio recebeu o presbiterato, com a ordem de pregar. Basílio continuou a vida austera, como se estivesse no meio dos confrades. Como, porém, a fama de santidade e sabedoria do santo servo de Deus começasse a incomodar e irritar ao bispo Eusébio, Basílio retirou-se para a solidão. Não podiam ficar desapercebidos os sentimentos rancorosos de Eusébio, o qual, intimado pelas reclamações e ameaças do povo, tratou de reabilitar o suposto êmulo.

A insistente propaganda do Arianismo, a calamidade pública, provocada por uma grande carestia, a direção de diversos conventos de ambos os sexos, tornaram necessária e imprescindível a presença de Basílio em Cesaréia. Os serviços que naquela ocasião prestou à população, quer como pregador, quer como confessor e esmoler, foram tantos que o próprio bispo, de desafeto que era, se lhe tornou um dedicado amigo e nada fazia, sem antes se aconselhar com Basílio.

Eusébio morreu em 370 e teve por sucessor Basílio, o qual, como arcebispo de Cesaréia, veio a ser um astro luminoso da Igreja Católica no Oriente. Cumpridor dos deveres episcopais, modelo exemplaríssimo em todas as virtudes, era Basílio um baluarte fortíssimo do Catolicismo contra os contínuos e rudes ataques da heresia ariana, cujos defensores mais ardentes e poderosos se achavam nas imediações do imperador Valente, o qual, por sua vez, era adepto fanático da seita. Valente não podia, de bons olhos, observar o desenvolvimento grandioso que a arquidiocese de Cesaréia tomava sob a direção do santo pastor. Uma comissão imperial, chefiada pelo valente capitão Modesto, seguiu com ordens especiais para Cesaréia, para por um fim à atividade apostólica de Basílio.

O êxito dessa missão foi tão humilhante para os emissários que maior não podia ser. Com todas as instruções de que eram portadores, com todas as lisonjas e ameaças, com todas as argumentações sutis e sofísticas, não puderam impedir que o espírito, a inteligência, a coragem e a intrepidez do santo arcebispo se mostrassem de uma superioridade admirável. Em três audiências, para as quais convidaram Basílio, este respondeu com tanta mansidão, clareza e energia, que no relatório que apresentaram ao imperador confessaram redondamente a derrota.

Valente, em consequência desse fracasso, não mais importunou os católicos. Por ocasião da festa da Epifania foi ele mesmo a Cesaréia assistir ao Santo Sacrifício celebrado por Basílio. Tão admirado ficou da majestade e esplendor da santa função que, embora não se atrevesse a receber a Santa Comunhão das mãos do arcebispo, foi com os fiéis fazer oferenda, a qual foi aceita por Basílio que, por motivos de prudência, julgou conveniente dispensar por esta vez o rigor das leis disciplinares da Igreja. Valente caiu em si e começou a tratar os católicos com mais clemência e  tolerância.

Não estavam com isto de acordo alguns palacianos, os quais, lançando mão de todos os meios, conseguiram, por fim, um decreto que ordenava a expatriação de Basílio. No dia em que devia ser executada a iníqua sentença, caiu gravemente enfermo o único filho do imperador, e no estado de saúde da imperatriz se deram manifestações alarmantes de perturbações sérias. Entre dores e desesperos, dizia ela ao imperador que não havia dúvida tratar-se de um justo castigo de Deus.

Basílio foi reabilitado e com grandes honras recebido no palácio imperial. Valente prometeu ao arcebispo a educação do príncipe herdeiro na religião Católica se lhe alcançasse Deus o restabelecimento do mesmo. De fato, o príncipe sarou, mas o imperador, não cumprindo depois a palavra, teve o desgosto de perder o filho. Recomeçaram, então, as maquinações contra Basílio. Estava lavrada a ata que ordenava o exílio do arcebispo. Três vezes, o imperador se dispôs a dar-lhe assinatura e três vezes, quebrou-se-lhe a pena. Assustado com este fato, Valente tomou do papel e, com a mão trêmula, rasgou o documento. Nunca mais se abriu campanha contra o santo. Modesto fez as pazes com Basílio. Um outro oficial, Eusébio, que tinha dado ordem de prisão ao bispo, retirou-a diante da atitude ameaçadora do povo, em defesa de seu pastor.

À tempestade, seguiu a bonança. Basílio pôde, com tranquilidade e paz, dedicar-se aos trabalho do apostolado. O ano de 379 trouxe-lhe a recompensa do céu. As últimas palavras que disse foram: “Senhor, em vossas mãos restituo minha alma”. Morreu com 49 anos de idade. Figura entre os quatro grandes doutores da Igreja do Oriente.

(Texto extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)

13 de jun. de 2016

Santo do Dia - Segunda-Feira, 13/06/2016



SANTO ANTÔNIO DE LISBOA (OU DE PÁDUA)
PADROEIRO DA CIDADE DE CAMPO GRANDE/MS
(13 de junho)

Santo Antônio restitui o pé ao penitente excessivo. 
Azulejo numa igreja de Recife/PE/Brasil.

Poucos são os Santos que com Santo Antônio poderão se comparar em popularidade, entre o povo católico. Com grande pompa e alegria lhe festejam e todos, com confiança a este Santo, se dirigem nas necessidades materiais e espirituais.

Santo Antônio viveu no século 13. Antes da entrada para a Ordem Franciscana, tinha o nome de Fernando. Acredita-se que era descendente de família nobre, oriunda da França, que no tempo das Cruzadas teria prestado grandes serviços a Afonso VI de Castela contra os Mouros, ou tomado parte ativa na reconquista de Lisboa, do poder dos Maometanos.

Nascido em Lisboa, em 1195, recebeu a primeira instrução na escola da Catedral. Na idade de apenas 15 anos, entrou para o convento dos Cônegos de Santo Agostinho. Como, porém, o fácil acesso dos parentes ao convento se lhe tornasse prejudicial, pediu e alcançou transferência para o mosteiro mais austero de Coimbra. Lá ficou dez anos, dedicando esse tempo todo à oração, às funções sacerdotais e ao estudo da Teologia.

Um fato extraordinário causou uma transformação na vida de Santo Antônio. Os Franciscanos possuíam em Coimbra um pequeno convento, não muito distante do mosteiro dos Cônegos Regulares Agostinianos. Em certa ocasião, passaram por Coimbra cinco missionários Franciscanos, com destino à Marrocos, onde pretendiam pregar a fé cristã aos Maometanos. Esses missionários acharam em Marrocos a palma do martírio. Em 1220 voltaram seus cadáveres e foram com grande solenidade expostos na igreja do Convento, onde se achava Antônio. Foi então que, com licença do Prior, pediu o hábito de São Francisco, mudou-se para o Convento dos Franciscanos e tomou o nome de Antônio. No mesmo ano o vemos em companhia de um Irmão, em viagem para África.

O homem põe, Deus dispõe. Acometido de uma febre violenta, viu-se obrigado a voltar para Portugal; uma grande tempestade no alto mar desorientou o rumo do navio, que foi aportar na Sicília. Era no ano em que uma circular de São Francisco convidara os religiosos para se reunirem num capítulo geral em Assis. Compareceram 3.000 frades e, entre tantos religiosos, Antônio desaparecia. Ninguém o conhecia, e parece que nem São Francisco não lhe dava atenção. Quando, no fim do capítulo, os frades receberam cada um seu destino, somente Antônio ficou, como estranho, à disposição do vigário geral da Ordem.

Afinal achou um Superior na pessoa de Frei Graciano, Provincial da Romagna e com ele seguiu. O único ofício que tinha era celebrar Missa num pequeno convento da proximidade de Forli, onde diversos confrades, cujo estado de saúde reclamava descanso, viviam em comunidade. Os noves meses que Antônio lá ficou, passou-os na mais completa solidão, em uma pequena ermida, entregue as práticas de piedade e de penitência. Aconteceu que em Forli assistisse à ordenação de diversos religiosos. Na falta de um pregador, o Provincial ordenou a Antônio que dirigisse umas palavras de edificação aos neo-presbíteros. Obediente à ordem recebida, Antônio fez uma alocução, que a todos deixou cheios de admiração. Foi esta a hora da revelação de um grande talento, até então de todos ignorado. Uma vez conhecido, os Superiores o puseram à luz, e começou a obra grandiosa e benéfica de Santo Antônio, como missionário.

São Francisco, vendo a necessidade de proporcionar aos futuros missionários uma instrução que os pusesse à altura do ministério sagrado, viu em Antônio o personagem idôneo para desempenhar vantajosamente o papel de mestre, e nomeou-o “Lector” de teologia ("leitor" era o nome então recebido pelos professores, porque davam a aula lendo em voz alta um livro impressso).

Grande lhe era, ao mesmo tempo, a atividade, como pregador na Romagna, onde a seita dos cátaros se estendia com rapidez assustadora. Mandado por São Francisco ao Sul da França, com São Domingos, abriu campanha contra os Albigenses. Já naquele tempo, Deus distinguiu seu servo com o dom dos milagres. A palavra eloquente e arrebatadora, a santidade de vida e o número cada vez mais crescente dos milagres fizeram com que a heresia sofresse sérios revezes.

Após a morte de São Francisco, Antônio continuou as pregações na Itália, e desde Florença até Udine, de Milão até Veneza, não havia cidade que não tivesse admirado a eloquência e os milagres estupendos do Santo Missionário.

No ano de 1230 assistiu, como Provincial de Milão, ao capítulo geral da ordem de Assis, onde fez enérgica repulsa às idéias inconstitucionais de frei Elias. Mandado a Roma para apresentar ao Papa Gregório IX uma nova redação das constituições sobre o voto de pobreza, nesta mesma ocasião pregou diante do colégio cardinalício. Tanto era o conhecimento da Sagrada Escritura, de que naquele discurso deu prova, que o Papa o distinguiu com o título honroso de “Arca do Testamento e Arsenal das Sagradas Escrituras”.

Desde o ano de 1230, o campo exclusivo de sua ação era a cidade de Pádua, importante pela riqueza, poder e universalidade. Antônio tinha-lhe amor, por causa do espírito religioso do povo e pelo infortúnio que a entregara ao despotismo de Ezelino III. A palavra do Santo dirigiu-se contra a heresia, a corrupção dos costumes e a usura. Muitas inimizades foram exterminadas e muitos encarcerados alcançaram a liberdade por seu intermédio. Apesar da saúde bastante debilitada, era incansável no púlpito e no confessionário. As igrejas eram pequenas para comportar o povo, que lhe afluía às prédicas.

O resultado grandioso dos trabalhos do santo pregador era motivado por três circunstâncias. A primeira era a grande santidade. Antônio era homem de Deus e o povo chamava-o simplesmente: “o Santo”. A segunda era o zelo e o modo particular de pregar. Como São Francisco, servia-se da linguagem popular, tomando a Sagrada Escritura, os Santos Padres, por base da argumentação. Os hereges, refutava-os não tanto por argumentações filosófica e teológica, mas desmascarando-lhes as intenções e práticas. Santo Antônio talvez não fosse orador tão brilhante, mas o que lhe dava força às prédicas era a simplicidade, a clareza e a naturalidade com que falava. Finalmente, os milagres, que fazia, eram o terceiro fator, que poderosamente concorreu para seus trabalhos na vinha do Senhor terem tido tanto sucesso. É esta a nota característica na vida de Santo Antônio. “Se procurares milagres – diz São Boaventura, no hino que compôs em honra do Santo – “ide a Antônio”.

Santo Antônio é o taumaturgo do seu século. Quem é que não tenha lido ou ouvido falar da mula do judeu, que por ordem do Santo se prostrou de joelhos na presença do Santíssimo Sacramento; dos peixes, que vieram à tona d’água para ouvir as palavras de Antônio; das profecias e revelações de segredos íntimos, das curas maravilhosas e ressurreição de mortos? Admito que nem todos os milagres, atribuídos a Santo Antônio, suportem o bisturi de uma crítica imparcial e cuidadosa, certo é que poucos Santos, como Santo Antônio, têm possuído o dom de fazer milagres, dom de que com tanta amabilidade se serviu, para atrair os corações e dirigi-los à Deus.

Antônio morreu no ano de 1231, sendo-lhe o corpo sepultado em Pádua, na Igreja de Nossa Senhora. Os milagres que lá se deram puseram em movimento a Itália toda. Centenas de procissões dirigiram-se ao túmulo do pobre Franciscano, e milhares de devotos chegaram descalços para render homenagem ao grande amigo de Deus, cuja canonização teve lugar em 30 de maio de 1232, isto é, onze meses depois da sua preciosa morte. Inscreveu-o no Catálogo dos Santos o Papa Gregório IX. Quando em 1263 lhe foi exumado o corpo, descobriu-se-lhe que a língua estava intacta, enquanto tudo o mais tinha pago tributo à decomposição. Neste estado de conservação, é exposta até hoje à devoção dos fiéis.

Duas virtudes se encontram na vida de Santo Antônio: a simplicidade e humildade. Amigo de Jesus humilde, este se digna comunicar-se ao Amigo, e em figura de menino descer-lhe aos braços e permitir que o cobrisse de carícias. Santo Antônio procurou o martírio: Belo seria com a palma da vitória. Mais belo é tendo nos braços o Menino Jesus, a coroa dos Mártires.

A 10 de janeiro de 1946 o Santo Padre Pio XII com a plenitude do poder apostólico, constituiu e declarou a Santo Antônio de Pádua Confessor e Doutor da Igreja universal.

(Texto extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)

12 de jun. de 2016

Santos do Dia - Domingo, 12/06/2016 - 2ª Parte



SÃO BASÍLIDES, SÃO CIRINO, SÃO NABOR E SÃO NAZÁRIO DE ROMA
 (12 de junho)


Os santos mártires Basílides, Cirino, Nabor e Nazário, foram cavaleiros romanos, ilustres de linhagem familiar, e mais ilustres por sua grande piedade. Como soldados, foram a uma guerra, da qual se retiraram, para lutarem mais silenciosamente sob as banderas de Jesus Cristo, vivendo em santa paz , sem ofender a ninguém e fazendo bem a muitos.

Por sua fé, foram delatados aos imperadores Diocleciano e Maximiano. Ao saberem da ordem de prisão contra eles, ficaram de tão bom humor a ponto mesmo de vender alegremente as melhores de suas terras, dando o dinheiro da venda aos pobres.

Uma vez presos e entregues ao prefeito Aurélio, este lhes ordenou ficarem num cárcere escuro para tentar amedrontá-los enquanto decidia quais torturas lhes aplicar se não apostatassem. Estando os quatro mártires no escuro do cárcere, resplandeceu una súbita claridade, que não só confortou a alma dos santos (que nela reconheceram uma graça divina) como também foi vista por todos os presentes motivando a conversão inclusive do chefe dos carcereiros (chamado Marcelo) e sua família.

Os mártires foram então conduzidos ao juiz, o qual, vendo sua firmeza e constância no amor a Cristo e desejosos de derramar seu sangue por Ele, mandou despi-los e golpeá-los com varas desfolhadas, duras e de galhos espinhosos, conhecidas como "escorpiões", capazes de arrancar as carnes aos pedaços. Os esforçados soldados sofreram alegremente, e foram devolvidos ao cárcere, desta vez torturados por uma espera de sete dias em meio à fome, à sede e ao mau cheiro da infecção de suas próprias feridas, bem como à repugnância com que os carcereiros lhe tratavam pela insalubridade a que foram submetidos.

Foram novamente tirados do cárcere e conduzidos ao imperador Maximiano, que lhes sentenciou à morte por decapitação e que seus corpos fossem jogados às feras. Uma vez executados na Via Aurélia, no entanto, as feras, em vez de lhes devorarem, reverenciaram os cadáveres dos santos. Logo outros cristãos lhes reconheceram, e trasladaram seus corpos a Roma, concedendo-lhes uma sepultura honorável nas catacumbas. O martírio dos santos Basílides, Cirino, Nabor e Nazário se deu, segundo Barônio, a 12 de junho de 303, dia no qual a Igreja os comemora.

Séculos depois, em  765, no tempo do papa São Paulo I, os corpos dos santos Nabor e Nazário, como o de outro mártir de nome Gregório, foram levados para a França, por Grodegando, bispo de Metz, e colocados em três distintos mosteiros, onde Deus operou grandes milagres por meio deles, em geral restituindo a saúde aos doentes, como atestam São Beda em seu Martirológio e Molano em suas anotações.

*     *     *

Houve, no entanto, outros dois mártires de nome Nabor e Nazário. O outro São Nabor padeceu com São Félix em Milão, também no tempo dos imperadores Diocleciano e Maximiano, sendo também comemorado a 12 de junho; já o outro São Nazario recebeu a palma do martírio junto a São Celso, também em Milão, a 28 de junho, mas bem antes, na primeira perseguição do imperador Nero.

(com informações de “La Leyenda de Oro - Tomo Segundo”,
por Pe. José Sayol y Echevarria, tradução livre a/c blog)