TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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10 de mai. de 2016

Santos do Dia - Terça-Feira, 10/05/2016 - 1ª Parte



SANTO ANTONINO
(10 de maio)

Ilustração de Santo Antonino com a balança de dois pratos à mão direita, 
símbolo de sua formação em Direito e atuação em Direito Canônico.

Antonio Pierozzi (mais tarde alcunhado pelo diminutivo "Antonino" por estima dos fiéis de sua Arquidiocese) nasceu em Florença, na Itália, em 1389. Seu pai era tabelião e sua mãe, dona de casa, ambos muito religiosos. Sendo filho único e obedecendo ao desejo dos pais, fez o curso de Direito e se tornou um perito na matéria.

Mas seu sonho era entregar-se à vida religiosa e, para tanto, Antonino procurou ingressar na Ordem Dominicana. De início, foi recusado, pois o superior não confiou em seu corpo pequeno e magro, aparentemente fraco. Disse a Antonino que só seria aceito se ele decorasse completamente todo o compêndio das Leis Canônicas de então (não existia o Código compilado tal como hoje adotado pela Igreja), coisa julgada impossível e que ninguém fizera até então. Mas Antonino não se deu por vencido e, poucos meses depois, procurou novamente o superior e provou que cumprira a tarefa, quando então foi imediatamente admitido, fazendo-se um modelo de religioso, apesar de poucos acreditarem que ele pudesse resistir à disciplina e aos rígidos deveres físicos que a Ordem exigia.

Ordenado sacerdote, ocupou cargos muito importantes na Ordem dos Pregadores. Foi, sucessivamente, Prior em várias casas, membro do Conselho de Florença - órgão criado para acabar, no âmbito dos Dominicanos, com a divisão suscitada pelo Grande Cisma do Ocidente - Provincial e Vigário-Geral dos Dominicanos.

Deixou escritos de grande valor, todos de natureza prática, notadamente de Direito Internacional e de Teologia Moral. É muito conhecido pelo seu notável trabalho Summa Theologica Moralis, concluído em 1477, geralmente considerado a "pedra de fundação" da Teologia Moral, a qual alcançaria notável progresso séculos depois sob vários teólogos como Santo Afonso de Ligório. Também é de sua autoria a Summa confessionalis, Curam illius habes (1472), um dos três manuais para os confessores subsídio tido em alta conta pelo clero por séculos. Algumas outras obras de sua pena são a Chronicon partibus tribus distincta ab initio mundi ad MCCCLX, um resumo da História do mundo, e a biografia do Beato João Dominici, seu antigo Superior.

Entretanto, mais do que seus discursos, seu exemplo diário é que angariava o respeito de todos, que acabavam por naturalmente imitá-lo numa dedicada obediência às regras da Ordem. Grande teólogo, conseguia curar varias doenças apenas com sua benção e oração.

Sempre consciente dos problemas sociais e econômicos, ensinava que o Estado tinha o dever de intervir nos negócios comercias de bem comum para ajudar os necessitados e desafortunados. Foi um dos primeiros cristãos a ensinar que o dinheiro investido no comércio e na indústria era um verdadeiro capital, assim era ilegal não usá-lo no interesse do país e seu povo, como também apontava ilegal a cobrança de juros sobre ele, sendo um forte oponente da usura.

Quando ficou vaga a Sé Episcopal de Florença, o papa Eugênio IV decidiu nomear Antonino para o cargo. Entretanto ele fugiu para não ter de assumir o posto, mas afinal foi encontrado pelo amigo beato Fra Angélico e teve, por força, de aceitá-lo. A Igreja, até hoje, comemora o quanto a fé ganhou com isso. Antonino de Florença, em todos os registros, é descrito como pastor sábio, prudente, enérgico e, sobretudo, santo.

Combateu o neopaganismo renascentista e defendeu o papado no Concílio de Basiléia. Conseguiu tanto apoio popular que acabou com o jogo de azar na diocese. No palácio episcopal, todos os que o procuravam encontravam as portas abertas, principalmente os pobres e necessitados. Havia ordem expressa sua para que nenhum mendigo fosse afastado dali antes de ser atendido. Em seu próprio jardim, trocou o cultivo de flores por verduras para destiná-las aos pobres. Dava o que estava em sua mesa: comida, roupa e, às vezes, mobília. Não possuía nenhum objeto precioso como placas e jóias. No seu estábulo geralmente tinha apenas uma mula, que às vezes vendia para ajudar um pobre. Quando isso acontecia, algum rico cidadão comprava o anima e oferecia de presente ao Arcebispo. Em seu estabelecimento particular, às vezes havia mais de 600 famílias.

Quando veio a praga de 1448, foi o santo arcebispo que liderou a coleta e ajudou a cuidar dos doentes, não contraindo por milagre a terrível doença. Muitos dominicanos morreram da praga, mas Antonino continuou a fazer o seu trabalho a pé ao redor de seu povo e nada sofreu. Durante o terremoto de 1453, ele, de forma similar ajudou a todos que podia. Sua caridade fez com que muitos ricos seguissem seu exemplo e ajudassem os pobres e os aflitos.

A fama de sua santidade era tanta que, certa vez, o papa Nicolau V declarou em público que o julgava tão digno de ser canonizado ainda em vida quanto Bernardino de Sena, que acabava de ser inscrito no livro dos santos da Igreja. Antonino resistiu até os setenta anos, quando o trabalho ininterrupto o derrotou. Morreu no dia 2 de maio de 1459. O papa Adriano VI canonizou santo Antonino de Florença em 1523 Seu corpo incorrupto é venerado na basílica dominicana de São Marco, em Florença. 

É geralmente retratado com o hábito dominicano ornado de pálio (insígnia exclusiva aos arcebispos) e as insígnias comuns aos bispos, a mitra e o báculo à mão esquerda, com a mão direita ora portando uma balança de dois pratos (símbolo de sua aplicação em Direito Eclesiástico), ora em posição de absolvição dos pecados. No Calendário Romano Antigo, é comemorado a 10 de maio, mesma data adotada no Calendário Particular da Ordem dos Pregadores (Dominicanos).

(com informações do Portal Paulinas, do blog "Cadê meu
Santo"e da Wikipedia em português, alterações a/c blog)

9 de mai. de 2016

Santo do Dia - Segunda-Feira, 09/05/2016



SÃO GREGÓRIO NAZIANZENO
(09 de maio)

Ícone de São Gregório Nazianzeno na antiga Igreja de
São Salvador em Chora (atual Museu Kariye), em Istambul/Turquia.

Gregório nasceu no ano 329, numa família muito devota, na Capadócia, atual Turquia. Seu pai foi eleito bispo da cidade de Nazianzo e teve o cuidado para que seu filho fosse educado nas melhores escolas e academias da Antiguidade. Desde pequeno demonstrava um forte temperamento místico e inclinação para a vida de monge.

Ele passou quase dez anos em Atenas como estudante, onde cultivou uma fiel amizade com São Basílio Magno. Durante este período desenvolveu, de vez, sua capacidade para a poesia, literatura e retórica. Não cedendo à tentação de viver entre a frivolidade de oradores e filósofos, ao contrário, se aprimorou numa profunda vida religiosa, junto com seu fiel amigo.

Ao regressar a Nazianzo recebeu o Batismo das mãos de seu próprio pai e, mais tarde, a Ordem sacerdotal para poder ajuda-lo na pastoral da sua diocese. Como estava vaga a diocese de Sásimos, na Ásia Menor, o então bispo São Basílio o consagrou à dignidade episcopal desta sede. Tornou-se um famosíssimo orador e teólogo, sendo muito perseguido pelos arianos. Por isto, preferiu desistir da vida episcopal e se recolher num mosteiro onde se dedicava inteiramente às orações, à meditação, ao estudo do Evangelho.

Em virtude de sua grande erudição teológica, foi escolhido para ser o bispo de Constantinopla. Neste caso, mesmo sob pressão dos inimigos, Gregório aceitou ser declarado patriarca desta metrópole e nesta posição presidiu o segundo Concílio Ecumênico da Igreja ali sediado em 381, que triunfou a doutrina da Santíssima Trindade ortodoxa, ou seja, reconheceu a divindade do Espírito Santo.

Mesmo com seu caráter demasiado sensível, suportou as dificuldades da administração de uma diocese. Mas as perseguições arianas foram tantas que novamente se viu obrigado a abdicar do cargo, voltando para sua solidão de monge, para o trabalho literário, ao exercício de meditação e aos mistérios de Deus.

Gregório morreu no ano 390. Dentre o seu legado, encontramos quase cinquenta sermões e duzentas e quarenta e quatro cartas, que tratam, em especial, sobre a verdadeira divindade do Espírito Santo e da santidade da Virgem Maria como Mãe de Deus.

Sua inspiração poética também nos presenteou com cerca de quatrocentos poemas. Seus sermões e escritos deixaram um tesouro de testemunho ortodoxo, em um tempo de muita confusão e luta interna na Igreja de Roma.

São Gregório de Nazianzeno junto com São Basílio Magno, e o irmão mais novo deste, chamado de São Gregório de Nissa, receberam o título de "Os três capadócios".

No Calendário Romano Antigo, São Gregório Nazianzeno é comemorado a 09 de maio.

(com informações do Portal Paulinas, alterações a/c blog)

8 de mai. de 2016

ASCENSÃO DE NOSSO SENHOR - Quinta-Feira, 05/05/2016, e Solenização no Domingo - Leituras e Comentário



ASCENSÃO DE NOSSO SENHOR
Quinta-Feira na 40ª da Páscoa - 05/05/2016
No Brasil, Festa Externa no Domingo
Após a Ascensão - 08/05/2016


1ª Classe – Paramentos Brancos

Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
  
A Ascensão de Cristo aos Céus. Afresco por Giotto.

Epístola: Atos dos Apóstolos 1, 1-11.

Na primeira narração [i.e., no Evangelho segundo São Lucas, mesmo autor dos Atos, n.d.t.], ó Teófilo, falei de todas as coisas que Jesus fez e ensinou, desde o princípio até ao dia em que, tendo dado instruções, por meio do Espírito Santo, aos Apóstolos que tinha escolhido, foi arrebatado ao céu. Foi também a eles que, depois da sua Paixão, se lhes manifestou vivo, provando-lho de muitas maneiras, ao aparecer-lhes por quarenta dias, a falar-lhes do reino de Deus. Estando, uma vez, a comer com eles à mesa, ordenou-lhes que não saíssem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai – “aquela, disse, de que Me ouvistes falar-vos: porque João batizou na água; vós, porém, dentro de poucos dias, sereis batizados no Espírito Santo.” Perguntaram-lhe,então, os que estavam reunidos: “Senhor! É agora que ides restaurar o reino em proveito de Israel?” Ele respondeu-lhes: “Não é a vós que pertence conhecer os tempos ou os momentos que o Pai fixou pela sua própria autoridade! Quanto a vós, com o Espírito Santo que há de descer sobre vós, recebereis a Sua força, e assim dareis testemunho de Mim, em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.” Tendo dito isto, elevou-se à vista deles, enquanto uma nuvem O ocultou aos olhos deles. Estando assim a olhar para o céu, a vê-Lo subir, eis que se apresentaram junto dele dois personagens vestidos de branco, que lhes disseram: “Homens da Galileia, por que estais a olhar para o céu? Este Jesus, que acaba de se elevar ao céu, do meio de vós, virá do mesmo modo que O vistes ir para o céu.”


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 16, 14-20.

Naquele tempo, apareceu Jesus aos onze [apóstolos], estando eles à mesa, e censurou-lhes a sua incredulidade e dureza de coração, por não terem dado crédito aos que O haviam visto ressuscitado. Em seguida, disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro, pregai o Evangelho a todas as criaturas: Quem crer e for batizado, será salvo; quem não crer, será condenado. Os milagres que hão de acompanhar os que acreditarem, serão estes: Ao meu nome, expulsarão os demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem alguma coisa de mortífero, não lhes fará mal; imporão as mãos sobre os enfermos, que serão curados.” Depois de assim lhes ter falado, o Senhor Jesus elevou-se ao céu, onde está sentado à destra de Deus. Eles, por seu lado, partiram a pregar por toda a parte, auxiliando-os O Senhor, e confirmando-lhes a pregação com os milagres que a acompanhavam.


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).


Comentário ao Evangelho do dia:
São Cirilo de Alexandria (380-444), bispo e doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de João, 9 ; PG 74, 182-183  (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)

“Cristo nos abriu as portas do Céu”

“Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, como teria dito Eu que vos vou preparar um lugar?” [...] Se as moradas do Pai não fossem numerosas, o Senhor teria dito que falava como precursor, a fim de preparar as moradas dos santos. Mas Ele sabia que já estavam preparadas muitas moradas, à espera da chegada dos amigos de Deus. Apresenta, pois, outra justificação para a Sua partida: preparar o caminho da nossa ascensão para esses lugares do céu abrindo-nos uma passagem para lá chegarmos, quando anteriormente esta rota  era impraticável para nós. Porque o céu estava absolutamente encerrado para os homens, e nunca ser algum de carne tinha penetrado neste santíssimo e puríssimo domínio dos anjos. 

Cristo inaugurou este caminho para as alturas. Oferecendo-Se a Si mesmo a Deus Pai como primícias dos que dormem nos túmulos da terra, permitiu à carne ascender ao céu e foi o primeiro homem a aparecer aos habitantes lá do alto. Os anjos não conheciam o augusto e grandioso mistério de uma entronização celeste da carne. Foi com espanto e admiração que assistiram a esta Ascensão de Cristo. Quase perplexos por tão inaudito espetáculo, exclamaram: “Quem é Esse, que vem de Edom?” (Is 63, 1), ou seja, da terra. Mas o Espírito não permite que permaneçam na ignorância ... Ele ordenou que se abrissem portas para o Rei e Senhor do universo: “Príncipes, abri suas portas, portas eternas: que entre o rei da glória!”

Assim, pois, Nosso Senhor Jesus Cristo abriu-nos um caminho novo e vivo (Heb 10, 20). “Cristo não entrou num santuário feito por mão de homem, figura do verdadeiro, mas no próprio céu, para Se apresentar agora diante de Deus por nós” (Heb 9, 24).


7 de mai. de 2016

Santo do Dia - Sábado, 07/05/2016



SANTO ESTANISLAU
(07 de maio)

Gravura polonesa anônima, retratando
Santo Estanislau com adornos do folclore local.

Polonês de origem, nasceu Estanislau em Sczepenow, de pais piedosos e ricos, que consideravam o primogênito como um presente do Céu, visto que o matrimônio tinha ficado sem filhos, durante trinta anos. Estanislau recebeu uma educação primorosa, graça esta que retribuiu com um procedimento exemplaríssimo, dando, criança ainda, provas indubitáveis de futura santidade. Amor à oração, delicadeza de consciência e uma grande compaixão pelos pobres eram-lhe os traços característicos da alma juvenil.

Para completar os estudos, os pais mandaram-no a Paris. Passados uns anos, na volta para Polônia, não encontrou mais os pais em vida. Tomou a resolução de realizar um plano, havia muito por ele acariciado: entrar para o convento. Com este intuito, fez distribuição de seus bens entre os pobres. O Arcebispo de Cracóvia Lamberto, porém, conhecendo o grande talento de Estanislau e julgando-lhe utilíssima a cooperação na diocese, ofereceu-se o título de cônego. Neste encargo trabalhou até a morte do santo bispo, quando foi eleito sucessor do mesmo.

Nesta nova posição tinha a preocupação única de cumprir bem o dever, dirigir bem a arquidiocese, ganhar almas para o céu e santificar a sua própria alma. A caridade quase excessiva que tinha para com os pobres e necessitados, a dedicação sem limites ao clero e fiéis, a vida austera e modelar, fizeram com que em toda a arquidiocese fosse conhecido como o "Santo Bispo".

O Rei da Polônia Boleslau II, monarca tirânico e devasso, era odiado pela nação. Não havia, porém, quem tivesse a coragem de abrir-lhe os olhos. Estanislau teve esta franqueza apostólica. Em audiência que obteve de Boleslau, com todo o respeito e muita clareza, chamou a atenção do rei para os escândalos que o mesmo dava, e pediu-lhe que por amor de Deus, salvasse a sua alma. Boleslau prometeu emendar-se; continuou, porém, com a vida escandalosa de antes. Quando a desfaçatez lhe chegou ao ponto de raptar a mulher de um fidalgo e desonrá-la, Estanislau, qual outro São João Batista, disse-lhe: "Não te é lícito ter a mulher de teu próximo".

Estas palavras fizeram amadurecer no coração do rei o plano de livrar-se do censor importuno. Um fidalgo tinha com consentimento do rei, vendido ao Arcebispo um terreno e recebido a importância da venda. Três anos o Arcebispo tinha estado de posse tranquila da propriedade, legitimamente adquirida. Boleslau instigou os herdeiros do falecido fidalgo, antigo proprietário do terreno em questão, a processar o Arcebispo por ter-se apossado indevidamente daquela propriedade, e prometeu-lhes apoio incondicional naquela demanda. Os herdeiros fizeram intimação ao Arcebispo para que restituísse a propriedade ou fizesse o pagamento da mesma.

Estanislau, por sua vez, protestou contra a injusta acusação, e citou em seu favor testemunhas. Estas, porém, nada depuseram, porque o rei lhes tinha proibido testemunhar. "Pois bem, disse o Arcebispo ao rei e aos seus conselheiros - se minhas testemunhas não querem ou não podem falar, daqui a três dias hei de apresentar-lhes uma, a quem deverão dar crédito, o vendedor mesmo". O rei riu-se  desta ameaça, porque o antigo proprietário tinha morrido havia dois anos; no entanto, aceitou o desafio do Arcebispo.

Estanislau passou três dias em oração e jejum. No terceiro dia, logo após a Missa, revestido de vestes episcopais, se dirigiu à sepultura do falecido proprietário, de nome Pedro, mandou que se retirasse a terra e exclamou em alta voz: "Pedro, em nome da Santíssima Trindade, ordeno-te que te levantes e dês testemunho da verdade!" E eis que, na presença de muito povo, o morto se levantou e acompanhou o santo bispo, até a presença do rei do conselho. Estanislau apresentou-o e disse: "Aqui está a testemunha, que prometi trazer à vossa presença. Ela vos dirá a verdade." Pedro levantou a voz e disse bem alto e claro: "Sim, senhores. Vendi ao Arcebispo meu terreno livremente e recebi a paga à vista. Meus herdeiros não tem razão". Dito isto, Pedro voltou à sepultura, para continuar o sono eterno. O Arcebispo, bem contra a vontade do rei, foi absolvido e teve sossego por algum tempo.

Boleslau, por seu turno, continuou a vida desregrada até que os grandes do país, cansados de ver o triste exemplo do rei, se dirigiram ao Arcebispo, com o pedido de apresentar ao monarca seus protestos e, em seu nome, exigir-lhe emenda de vida. Estanislau prometeu-lhes procurar o rei e para isto se preparou pela oração e jejum, durante alguns dias. Assim se apresentou novamente ao rei, falou-lhe do grande perigo que corria de perder a alma, da condenação eterna, certa e inevitável, caso não se quisesse converter a Deus. Vendo, porém, que tudo era em vão, e o rei recebia as admoestações com mofa e escárnio, ameaçou-o com a excomunhão. De fato, excomungou-o, porque o proceder de Boleslau, em vez de melhorar, se tornava dia a dia mais escandaloso.

O tirano então decidiu, sem mais outros preâmbulos, por matar o Arcebispo. Destacou para este fim um grupo de homens que deviam assassinar o Arcebispo na hora da Santa Missa. Efetivamente os algozes entraram na capela arquiepiscopal, com a intenção de cumprir a ordem régia. Tomados, porém, de um pânico inexplicável, fugiram do santo lugar e declararam ao rei ser-lhes impossível levar a termo a ordem por ele dada. Ao que Boleslau mandou outros homens e assim, por três vezes seguidas, sem que conseguissem dar cumprimento à tarefa. O próprio rei, possesso de ódio, dirigiu-se à capela do Arcebispo, sequioso do sangue de sua vítima. Estanislau estava celebrando o santo sacrifício da Missa quando Boleslau entrou e, com um golpe de espada, feriu a cabeça do santo Arcebispo, o qual morreu instantaneamente. O tirano, não satisfeito com a obra, ordenou que o corpo da vítima fosse arrastado para fora e cortado em pedaços, a fim de que servisse de pasto aos corvos.

A Divina Providência, porém, dispôs contra a vontade do carrasco. Apareceram quatro águias, que se puseram de sentinela e guarda do corpo despedaçado do mártir, até que alguns homens tivessem a coragem de juntar as relíquias para dar-lhes honesta sepultura. Deu-se ainda outro milagre. No momento em que os membros do corpo mutilado foram conjuntados, uniram-se perfeitamente, de modo que apareceu o corpo intacto do santo mártir. Este foi sepultado na Igreja de São Miguel, em Cracóvia, onde ficou dez anos. Agora descansa na Catedral de Cracóvia. O martírio de Santo Estanislau deu-se no ano de 1079.

(Texto extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)