Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
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- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
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- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
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- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
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Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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19 de mar de 2016
Santo do Dia - Sábado, 19/03/2016
18:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO JOSÉ, ESPOSO DA SANTÍSSIMA VIRGEM, PADROEIRO DA IGREJA
(19 de março)
A devoção a São José na Igreja Católica é
antiquíssima. A Igreja do Oriente celebra-lhe a festa desde o século 9º, tendo
os Carmelitas introduzido tal festa na Igreja ocidental. Os Franciscanos em
1399 já festejavam a comemoração do santo Patriarca. Sisto IV inseriu-a no
breviário e no Missal; Gregório XV generalizou-a em toda a Igreja. Clemente XI
compôs o ofício com os hinos para o dia 19 de março e colocou as missões da
China sob a proteção de São José. Pio IX introduziu, em 1847, a festa do
Patrocínio de São José e, em 1871 declarou-o PADROEIRO DA IGREJA CATÓLICA; Leão
XIII e Bento XV recomendaram aos fiéis a devoção a São José de um modo
particular, chegando este último Papa a inserir no Missal um prefácio próprio.
Nada sabemos a respeito da infância de São José,
tampouco da vida que levou, até o casamento com Maria Santíssima. Os santos
Evangelhos não nos dizem coisa alguma a respeito; limitam-se apenas a afirmar
que José era justo, o que quer dizer: José era cumpridor da lei, homem santo.
Que a virtude e santidade de São José foram
extraordinárias, vemos pela grande missão que Deus lhe confiou. Segundo a
Doutrina de São Tomás de Aquino, Deus confere as graças e privilégios à medida
da dignidade e da elevação do estado, a que destina o indivíduo. Pode imaginar-se
dignidade maior que a de São José que, pelos desígnios de Deus, devia ser
esposo de Maria Santíssima e pai adotivo de seu divino Filho? Maria
Santíssima, consentindo no enlace com o santo descendente de Davi, não podia
ter outra coisa em mira senão uma garantia para o futuro, uma defesa de sua
virtude e uma satisfação perante a sociedade, visto que no Antigo Testamento
não era conhecida, e muito menos considerada, a vida celibatária. Celebrando o
contrato, Maria Santíssima certamente o fez com a garantia absoluta da pureza
virginal, que por inspiração divina votara a Deus.
Ao realizar-se a grandiosa obra da Encarnação do
Verbo, o Arcanjo Gabriel comunicou-se o grande mistério, que nela se havia de
realizar e, após pronunciar o "fiat", consentindo sua maternidade
operada pelo Espírito Santo, deixou São José em completa ignorância. Com esse
consentimento, dirigiu-se à casa de Isabel, onde se demorou três meses e, de
volta para casa, seu estado causou no espírito de São José as mais graves preocupações
e cruéis dúvidas. A virtude e a santidade da esposa estavam acima de qualquer
suspeita, não lhe permitindo explicação menos favorável.
Nesta perplexidade invencível, resolveu abandonar a
esposa e, quando tudo já estivesse providenciado para a partida, um Anjo do
Senhor lhe aparece em sonhos e lhe diz: "José, filho de Davi, não temas
admitir Maria, tua Esposa, porque o que nela se operou é obra do Espírito
Santo". Foram assim de vez dissipadas as negras nuvens do espírito de
José. Com quanto respeito, com quanta atenção não teria tratado aquela que pela
fé sabia ser o tabernáculo vivo do Messias.
Ignora-se quando São José morreu. Há razões que
fazem supor que o desenlace se tenha dado antes da vida pública de Jesus
Cristo. Certamente não se achava mais vivo quando seu Filho morreu na cruz; do
contrário não se explicaria porque Jesus recomendou a Mãe a São João
Evangelista, não havendo razão para isto se estivesse vivo São José.
Que morte santa terá tido o pai nutrício de Jesus!
Que felicidade morrer nos braços do próprio Jesus Cristo, tendo à cabeceira a
Mãe de Deus! Mortal algum teve igual ventura. A Igreja, com muita razão, invoca
São José como padroeiro dos moribundos, e os cristãos se lhe dirigem com
confiança, para alcançar a graça de uma boa morte.
Não existem relíquias de São José, tampouco sabe-se
algo do lugar onde foi sepultado. Homens ilustrados e versados nas ciências
teológicas houve e há que defendem a opinião que São José, em atenção a sua
alta posição e grande santidade, foi, como São João Batista, santificado antes
do nascimento e já gozava de corpo e alma da glória de Deus no céu, em
companhia de Jesus, seu Filho e Maria, sua Santíssima esposa.
Grande deve ser a nossa confiança na intercessão de
São José. Não há pessoa nem classe que não possa, que não deva se lhe dirigir.
Santa Teresa, a grande propagandista da devoção a São José, chegou a dizer:
"Não me lembro de ter-me dirigido a São José sem que tivesse obtido tudo
que pedira".
(Texto
extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e
disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)
SÃO JOSÉ, PADROEIRO DA IGREJA - 19/03/2016 - Leituras e Comentário ao Evangelho
00:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO JOSÉ, ESPOSO DA SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA,
PADROEIRO DA IGREJA
1ª Classe - Paramentos Brancos
Para ler/baixar as orações de comemoração do
Detalhe de São José no painel “Adoração dos magos”.
Pintura por Fra Angelico.
Epístola: Livro do Eclesiástico 45, 1-6.
Amado de Deus e dos homens, a sua memória é
abençoada. Deu-lhe uma glória igual à dos santos, tornou-o grande e temível aos
inimigos, e à voz da sua palavra cessaram os castigos. Glorificou-o na presença
dos reis, preceituou-lhe a Lei para o seu povo, e deixou-lhe ver um vislumbre
da sua glória. Pela sua fé e pela sua mansidão, consagrou-o e escolheu-o de
entre todos os homens. Fez que ele ouvisse a sua voz, e introduziu-o na nuvem.
Deu-lhe, face a face, os mandamentos, como lei da vida e modo de a levar.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São
Mateus 1, 18-21.
Estando Maria, Mãe de Jesus, desposada com José,
aconteceu que ela, antes de coabitarem, concebeu por obra do Espírito Santo.
José, seu esposo, que era justo e não a queria difamar, resolveu deixá-la
secretamente. Ora, andando ele com isto no pensamento, eis que um anjo do
Senhor lhe apareceu em sonhos, dizendo: “José, filho de Davi, não tenhas receio
de receber Maria como tua esposa, porque o que nela foi concebido é obra do
Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho, a Quem porás o nome de Jesus, porque é
Ele que salvará o seu povo dos seus pecados.”
Traduções
das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB
(beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com
adaptações).
Comentário
ao Evangelho do dia:
Bento
XVI, Papa de 2005 a 2013
Trecho
da Alocução para o Ângelus de 18/12/2005 (texto original no site do Vaticano, referenciado pelo
site Per Ipsum)
São José, modelo de escuta
O seu
silêncio [o de São José, n.d.r.] é permeado de contemplação do mistério de
Deus, em atitude de total disponibilidade à vontade divina. Em síntese, o
silêncio de São José não manifesta um vazio interior mas, ao contrário, a
plenitude de fé que ele traz no coração, e que orienta todos os seus
pensamentos e todas as suas ações. Um silêncio graças ao qual José, em uníssono
com Maria, conserva a Palavra de Deus, conhecida através das Sagradas
Escrituras, comparando-a continuamente com os acontecimentos da vida de Jesus;
um silêncio impregnado de oração constante, de oração de bênção do Senhor, de
adoração da sua santa vontade e de confiança sem reservas na sua providência.
Não se exagera, se se pensa que precisamente do "pai" José, Jesus
adquiriu no plano humano aquela vigorosa interioridade, que é o pressuposto da
justiça autêntica, da "justiça superior", que um dia Ele ensinará aos
seus discípulos (cf. Mt 5, 20).
Deixemo-nos
"contagiar" pelo silêncio de São José! Temos tanta necessidade disto,
num mundo muitas vezes demasiado ruidoso, que não favorece o recolhimento, nem
a escuta da voz de Deus.
18 de mar de 2016
Santo do Dia - Sexta-Feira, 18/03/2016
16:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO CIRILO DE JERUSALÉM
(18 de março)
Ícone de São Cirilo de Jerusalém, em templo ortodoxo grego.
Anônimo, século 14.
Desde o
início dos tempos cristãos a heresia se infiltrara na Igreja, mas, foi no
século IV, que ocorreram as do arianismo e do nestorianismo causando profundas
divisões. Cirilo viveu nesse período em Jerusalém, perto de onde nascera em
315, de pais cristãos e bem situados financeiramente. Muito preparado, desde a
infância, nas Sagradas Escrituras e nas matérias humanísticas, em 345, foi
ordenado sacerdote.
Em 348,
foi consagrado, bispo de Jerusalém. Ocupou o cargo durante aproximadamente
trinta e cinco anos, dezesseis dos quais passou no exílio, em três ocasiões
diferentes. A primeira porque o bispo Acácio, de grande influencia na Igreja,
cuja obra foi citada por São Jerônimo, acusou Cirilo de heresia. A segunda por
ordem do imperador Constâncio que entendeu ser Cirilo realmente um simpatizante
dos hereges, mas em sua defesa atuaram os bispos, Atanásio e Hilário, ambos
Padres da Igreja assim como o próprio bispo Cirilo o é. A terceira, foi a mais
longa , porque o imperador Valente, este sim herege, decidiu mandar de volta ao
exílio todos os bispos anistiados, fato que fez Cirilo peregrinar durante onze
anos, por várias cidades da Ásia, até a morte do soberano, em 378.
O seu
trabalho, entretanto, resistiu a tudo e chegou até nossos dias, especialmente
porque ele sabia ensinar o Evangelho, como poucos. Em sua cidade, logo que se
tornou sacerdote e no início do episcopado era o responsável por preparar os
catecúmenos, isto é, os adultos que se convertiam e iriam ser batizados. Foi
nesse período que escreveu dezoito discursos catequéticos, um sermão, a carta
ao imperador Constantino e outros pequenos fragmentos. Treze escritos eram
dedicados à exposição geral da doutrina e cinco dedicados ao comentário dos
ritos Sacramentais da iniciação cristã. Assim, seus escritos explicam
detalhadamente os "como" e os "porquês" de cada oração, do Batismo, da Crisma, da Penitência, dos Sacramentos e dos mistérios do Cristianismo,
ditos dogmas da Igreja. [NOTA DO BLOG: Não confundir as 18 "Catequeses de São
Cirilo" aqui mencionadas com as "Catequeses Mistagógicas", texto
apócrifo e herético falsamente atribuído a este santo.]
Cirilo
também soube viver a religião na prática. Numa época de grande carestia, por
exemplo, não hesitou em vender valiosos vasos litúrgicos e outras preciosidades
eclesiásticas, para matar a fome dos pobres da cidade. Ele morreu no ano 386.
Desde o
início de sua vida religiosa, Cirilo cujo caráter era afável e suave, sempre
preferiu a catequese aos assuntos polêmicos, chegando quase a se comprometer
com os arianos e semi-arianos. Porém, de maneira contundente aderiu à doutrina
ortodoxa da Igreja no III Concílio Ecumênico de Constantinopla, em 382, no qual
ficou clara sua sempre fiel postura à Santa Sé e à Verdade de Cristo. Nessa
oportunidade teve em seu favor a eloquência das vozes dos sinceros bispos e
amigos, Atanásio e Hilário, que o chamaram "valente lutador para defender
a Igreja dos hereges que negam as verdades de nossa religião".
Sua
canonização demorou porque, durante muito tempo, seu pensamento teológico foi
considerado vascilante, como dizem os registros. Em 1882, o Papa Leão XIII, na
solenidade em que instituiu sua veneração, honrou São Cirilo de Jerusalém, com
os títulos de doutor da Igreja e príncipe dos catequistas católicos.
(com informações do
Portal Paulinas, alterações a/c blog)
Féria Litúrgica do Dia - Sexta-Feira, 18/03/2016
09:18 | Postado por
Sacerdos |
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COMEMORAÇÃO DE NOSSA SENHORA DAS DORES
NA SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
(18 de março de 2016)
Acompanhar Nossa Senhora em todas as fases de sua
vida terrestre e admirar os altos desígnios de Deus na pessoa sacrossanta de
sua Mãe é sempre delícia para um coração devoto à Santíssima Virgem. Mais
apropriada não podia ser a nossa meditação das dores, senão ocupando-nos com os
sete dolorosos lances de sua existência terrena, ou propriamente “as sete
dores”, a saber:
1.ª - A profecia
de Simeão:
“Eis aqui está posto este Menino para ruína e para
ressurreição de muitos de Israel, e como alvo a que atirará a contradição. E
uma espada traspassará tua alma”. (Lc. 2,34) A esta palavra a Santíssima Virgem
vê de uma maneira clara e distinta no futuro as contradições a que Jesus Cristo
será exposto: contradições na doutrina, contradições no conceito público,
contradições nos seus santíssimos afetos, na alma e no corpo. E esta previsão
dolorosa ficou na alma de Maria durante trinta e três anos. À medida que Jesus
crescia em idade, em sabedoria e em graça, no Coração de Maria aumentava a
angústia de perder um filho tão caro, pela aproximação da inexorável Paixão e
Morte. “O Senhor usa de compaixão para conosco em não nos fazer ver as cruzes
que nos esperavam, e se temos de sofrer, é só uma vez. Com Maria Santíssima
assim não procedeu, porque a queria Rainha das dores e toda semelhante ao
Filho; por isso ela via sempre diante de
si todas as pelas que havia de
sofrer” (Santo Afonso de Ligório)
2.º - A fuga
para o Egito:
A profecia de Simeão começou a cumprir-se logo.
Jesus apenas nascido, já é cercado pela morte. Para salvá-lo, Maria deve ir
para um exílio longínquo, para o Egito, por caminhos desconhecidos, cheios de
perigos. No Egito a Sagrada Família passou perto sete longos anos como
estranha, desconhecida, sem recursos, sem parentes. “A viagem de volta para a Terra Santa apresentou-se
mais penosa ainda, porque o Menino Jesus já era tão crescido que, levá-lo ao
colo, difícil tarefa devia ser, e fazer a pé o grande trajeto parecia acima de
suas forças” (São Boaventura)
3.º - Jesus
encontrado no templo:
“Há quem diga que toda esta dor não só foi maior de
todas que Maria sofreu na sua vida, mas que foi também de todas a mais acerba”.
Nos outros seus sofrimentos tinha ela Jesus em sua companhia; mas agora via-se
longe dele, sem saber onde ele se achava. Das outras dores Maria conhecia
perfeitamente a razão e o fim, isto é, a redenção do mundo, a vontade divina;
mas nesta dor não podia ela atinar com o motivo de Jesus estar longe de sua
Mãe. Quem sabe se sua mente não se torturava com pensamentos como este: “não o
servi como devia, cometi alguma falta, alguma negligência, que motivasse dele
se retirar de mim?” Certo é que não pode haver pena maior para uma alma que tem
amor a Deus, senão o temor de o ter desgostado. Realmente, em nenhuma outra
dor, que nós saibamos, Maria se lamentou, queixando-se amorosamente com Jesus, depois de o ter
achado: “Filho, por que fizeste assim conosco? Olha que teu pai e eu te
buscávamos aflitos” (Santo Afonso de Ligório)
4.º - Maria se
encontra com Jesus na via dolorosa:
Pilatos tinha sentimento humano para com Jesus;
tivesse ele vencido sua covardia, talvez o teria salvo do furor da multidão,
ainda mais se, à súplica de sua mulher, se tivesse unido um pedido da Mãe de
Jesus. Maria, porém, não se move naquela hora tremenda, que decide da vida ou
da morte de seu Filho, porque sabe que o Filho podia, por si, sem auxílio
alheio, livrar-se dos seus inimigos, e se se deixa como um cordeiro levar ao
suplício, então é porque o faz espontaneamente, cumprindo a vontade de Deus.
Maria ainda não se move, quando a sentença já é irrevogavelmente pronunciada.
Vai ao encontro de Jesus que, carregado do peso da cruz, se encaminha para o
Calvário. Vê-o todo desfigurado e entregue, coberto de mil feridas e
horrivelmente ensanguentado. Seus olhares se cruzam. Nenhuma queixa sai da sua
boca, porque as maiores dores Deus lhe reservou para a salvação do mundo.
Aquelas duas almas, heroicamente generosas, continuam juntas no seu caminho do
sofrimento, até o lugar do suplício.
5.º - Jesus
morre na cruz:
Chegam ao Calvário. Os algozes despojam Jesus das
suas vestes, pregam-no na cruz, levantam o madeiro e sobre ele deixam-no
morrer. Maria agora se aproxima da cruz e perto da cruz fica, e assiste à
horrível agonia de três horas. “Que espetáculo ver-se o Filho agonizante sobre
a cruz, e ver-se ao pé da mesma agonizar a Mãe, que todas as penas sofria com
seu Filho! (Santo Afonso). “O que os cravos eram para o corpo de Jesus, para o
coração de Maria era o amor” (São Bernardo). “No mesmo tempo que Jesus
sacrificava o corpo, a Mãe imolava a alma” (São Bernardo). E não pode dar ao Filho o menor alívio; ainda saber que
o maior tormento para o Filho era ver presente sua Mãe, que dor, que
sofrimento! O único alívio para a Mãe e para o filho era saber, que das suas
dores resultava para nós a vida eterna.
6.º - Abertura
do coração de Jesus pela lança e descimento da cruz:
Jesus morrendo, exclamou: “Consummatum est” – Tudo
está consumado. Estava completa a série dos sofrimentos para o Filho, não
porém, para a Mãe. Quando ela está chorando a morte do filho, um soldado vibra
a lança contra o peito de Jesus, abrindo-o, e sai sangue e água. O corpo morto
de Jesus não sente mais a lançada; mas sentiu-a a Mãe no íntimo do coração.
Tiram o corpo do Filho da cruz. O Filho é entregue à Mãe, mas em que estado!
Antes o mais belo entre os filhos dos homens, agora está todo desfigurado.
Antes, era um prazer olhar para ele; agora, seu aspecto é horroroso. Quando
morre um filho, trata-se de afastar do
cadáver a mãe. Maria, pelo contrário, não deixa que lho tirem dos seus braços,
senão quando é para sepultá-lo.
7.º - Jesus é
colocado no sepulcro:
“Eis que já o levam para sepultá-lo. Já se põe em
movimento o doloroso préstito. Os discípulos levam o corpo de Jesus sobre os
ombros. Os Anjos do céu o acompanham. As santas mulheres seguem e, no meio
delas, a Mãe. Querem que ela mesma acomode o corpo sacrossanto de Jesus no
sepulcro, precisando pôr a pedra para fechar o sepulcro, os discípulos precisam
dirigir-se à Santíssima Virgem, e lhe dizer: “Agora é hora de vos despedir,
Senhora; deixai que fechemos o sepulcro.
Muni-vos de paciência! Olhai-o pela última vez e despedi-vos de vosso filho”.
Moveram a pedra e colocaram-na no seu lugar, fechando com ela o santo sepulcro.
Maria, dando um último adeus ao Filho e à sepultura, volta para casa” (Santo
Afonso). “Voltou tão triste a aflita e pobre Mãe, que todos a viam, dela se
compadeciam e choravam” (São Bernardo)
Só no nosso coração não haverá lágrimas para Maria?
Não choramos nós, que somos a causa de tantas dores? Ah! Se nos faltam lágrimas
de sentimento dos nossos olhos sensíveis, choremos pelo menos lágrimas de
penitência, expressão ainda do firme propósito, de não mais cometermos pecado
algum. Foram os nossos pecados que levaram à morte o nosso Irmão primogênito, e
transpassaram o coração dulcíssimo de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe.
(Texto
extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e
disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)
SEMANA SANTA 2016 - PROGRAMAÇÃO PARA A LITURGIA ANTIGA
09:08 | Postado por
Sacerdos |
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20 de março
2º DOMINGO DA PAIXÃO OU DE RAMOS
16h30: Bênção dos Ramos (c/ pequena Procissão) e Missa Cantada
(c/ Canto da Paixão segundo São Mateus)
22 de março
19h40 (aprox.): Atendimento de Confissões
24 de março
QUINTA-FEIRA SANTA
17h00: Missa Cantada in Cena Domini
18h00 (aprox.): Trasladação do Santíssimo Sacramento e Adoração até 0h
27 de março
DOMINGO DA RESSURREIÇÃO DE NOSSO SENHOR
17h00: Missa Cantada
NOTA: Neste ano, não haverá cerimônias na 6.ª Feira e Sábado Santos no Rito Romano Antigo.
MARCADORES:
Avisos
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