Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
- Adoração ao Santíssimo (1)
- Apresentação (1)
- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
- Festas Transferidas da Semana Santa (1)
- Homilias do Pe. Marcelo Tenório (47)
- Indulgências Plenárias (4)
- Ladainhas Menores (2)
- Liturgias da Semana da Paixão (8)
- Liturgias da Semana Santa (19)
- Liturgias das Férias da Quaresma (43)
- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
- Liturgias das Férias Mais Importantes (29)
- Liturgias das Festas de Guarda (16)
- Liturgias das Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (8)
- Liturgias das Festas Mais Importantes (17)
- Liturgias das Quatro-Têmporas (27)
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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14 de fev de 2016
Santo do Dia - Domingo, 14/02/2016
18:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO VALENTIM
(14 de fevereiro)
Valentim era sacerdote romano, no tempo do
imperador Cláudio II. Embora este monarca não perseguisse abertamente a
religião cristã, muitos cristãos sofreram martírio pelas exigências de certos
governadores, a quem Cláudio deixava toda a liberdade de agir.
Por
outro lado, o Império Romano enfrentava muitos problemas, com inúmeras batalhas
perdidas. O imperador deduziu que a culpa era dos soldados solteiros, que
segundo ele, eram os menos destemidos ou ousados nas lutas, mas também depois
de se ferirem levemente, pediam dispensa das frentes. E, o que era pior,
retornavam para o exército, casados e nesta condição queriam voltar vivos,
enfraquecendo os exércitos. Por isto, proibiu a celebração dos casamentos.
O padre
Valentim, que considerava essa medida injusta, continuou a celebrar os
casamentos, mas secretamente. Por isso, bem como pela acusação de ser cristão e sacerdote, foi levado à presença do imperador. A franqueza com que o servo de Cristo se defendeu
agradou a Cláudio que, com muito interesse, lhe ouviu as exposições da doutrina
cristã. Entretanto Valentim permaneceu sob as ordens do governador Calpúrnio, o
qual o entregou ao juiz Astério. Este, propondo-se convencer a Valentim da
futilidade da religião de Cristo, levou-o para sua própria casa.
Logo ao entrar na residência do magistrado, Valentim se pôs de joelhos e pediu a Deus que desse aos habitantes daquela casa o conhecimento da luz verdadeira. Astério, ouvindo o Santo falar em luz, não compreendeu o sentido em que empregava este termo e disse-lhe: “Tenho aqui em casa uma menina, filha adotiva minha, que há dois anos está privada da vista. Se, como dizes, teu Deus é um Deus da luz, invoca-o para que ela veja. Se isto acontecer, eu me curvarei diante de teu Deus”. Valentim impôs as mãos à menina e pronunciou as seguintes palavras: “Senhor Jesus Cristo, Deus verdadeiro e verdadeira luz, dai à vossa serva a luz dos olhos!” A oração do Santo foi ouvida. A menina recuperou a vista, imediatamente. Abriram-se também os olhos de Astério. Este se converteu e com ele quarenta pessoas receberam o Batismo das mãos de Valentim. Poucos dias depois o Papa Calixto administrou-lhes o Sacramento da Confirmação. Astério, que tinha sob sua guarda outros cristãos, deu-lhes a todos a liberdade.
Logo ao entrar na residência do magistrado, Valentim se pôs de joelhos e pediu a Deus que desse aos habitantes daquela casa o conhecimento da luz verdadeira. Astério, ouvindo o Santo falar em luz, não compreendeu o sentido em que empregava este termo e disse-lhe: “Tenho aqui em casa uma menina, filha adotiva minha, que há dois anos está privada da vista. Se, como dizes, teu Deus é um Deus da luz, invoca-o para que ela veja. Se isto acontecer, eu me curvarei diante de teu Deus”. Valentim impôs as mãos à menina e pronunciou as seguintes palavras: “Senhor Jesus Cristo, Deus verdadeiro e verdadeira luz, dai à vossa serva a luz dos olhos!” A oração do Santo foi ouvida. A menina recuperou a vista, imediatamente. Abriram-se também os olhos de Astério. Este se converteu e com ele quarenta pessoas receberam o Batismo das mãos de Valentim. Poucos dias depois o Papa Calixto administrou-lhes o Sacramento da Confirmação. Astério, que tinha sob sua guarda outros cristãos, deu-lhes a todos a liberdade.
O imperador Cláudio, tendo conhecimento da
conversão de Astério ao cristianismo, citou-o perante o tribunal como a
Valentim e todos os outros que tinham sido batizados naquela ocasião. As iras
imperiais convergiram sobre Valentim, descarregando-se sobre o sacerdote de
Cristo, numa flagelação desumana. Não conseguindo sua apostasia, sentenciou-o à
morte perante a espada. Valentim sofreu o martírio em 14 de fevereiro de 270.
O corpo foi sepultado na via Flamínia e Deus se
dignou de obrar muitos milagres, por intercessão do Mártir. O Papa Júlio I
mandou construir em Ponte-mole uma Igreja dedicada a São Valentim, que não
existe mais. A porta del Popolo tinha antigamente o nome de São Valentim. Em
tempos idos se faziam solenes procissões em honra deste Santo, cujas relíquias
se acham nas Igrejas de Santa Praxedes e de São Sebastião. Diversas cidades da
Itália e França (Melun) possuem relíquias deste glorioso mártir.
Valentim,
se tornou santo porque morreu pelo testemunho de seu sacerdócio. A Igreja o
considera padroeiro dos noivos (e é por eles venerado na maioria dos países,
tal como Santo Antônio no Brasil) por ter defendido com sua vida o Sacramento
do Matrimônio, e não por lendas de cunho não-cristão, ainda que derivadas de seus
feitos heroicos.
(com informações da
Página Oriente – apud “Na
luz perpétua”
de Pe. Lehmann – e do
Portal Paulinas, alterações a/c blog)
13 de fev de 2016
1º DOMINGO DA QUARESMA - 14/02/2016 - Leituras e Comentário ao Evangelho
18:00 | Postado por
Sacerdos |
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1º DOMINGO DA QUARESMA
1ª Classe - Paramentos Roxos
Para ler/baixar o Próprio desta Missa, clique aqui.
As tentações de Cristo no deserto. Afresco por
Duccio de Buoninsegna, entre 1308 e 1311.
2ª Epístola de
São Paulo Apóstolo aos Coríntios 6, 1-10.
Irmãos: Exortamo-vos a que não recebais em
vão a graça de Deus. Diz Ele, com efeito: Ouvi-te no tempo favorável, e
ajudei-te no dia da salvação: O tempo favorável é agora; é agora o dia da
salvação. A ninguém sejamos ocasião de escândalo, para que o nosso ministério
não seja desacreditado; ao contrário, afirmemo-nos, em tudo, como ministros de
Deus, mostrando toda a paciência – nas tribulações, nas necessidades, nas
angústias, nos açoites, nas prisões, nas sedições, nos trabalhos, nas vigílias,
nos jejuns; com a castidade, com a ciência, com a longanimidade, com a
mansidão, com o Espírito Santo, com uma caridade não fingida, com a palavra da
verdade, com o poder de Deus, com as armas ofensivas e defensivas da justiça,
entre a glória e a ignomínia, entre a boa e a má reputação; tidos por
impostores apesar de verazes; como pessoas obscuras, embora bem conhecidas;
como gente a morrer estando bem vivos; como castigados, mas sem estar à morte;
como tristes, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos: como
não tendo nada, mas possuindo tudo.
Evangelho de
Jesus Cristo segundo São Mateus 4, 1-11.
Naquele tempo: Jesus foi conduzido pelo
Espírito ao deserto, para ser tentado pelo demônio. Depois de jejuar quarenta
dias e quarenta noites, teve fome. Aproximando-se, então, o tentador,
disse-Lhe: “Se és filho de Deus, dize a estas pedras que se convertam em pão.”
Ele, porém, respondendo disse: “Está escrito: O homem não vive só de pão, mas
de toda palavra que sai da boca de Deus.” Então o demônio transportou-O à
cidade santa; e, pondo-O sobre o pináculo do templo, disse-lhe: “Se és Filho de
Deus, lança-te daqui abaixo. Porque está escrito: Incumbiu os seus anjos de
velarem por ti: eles te tomarão em suas mãos, para que não tropeces nas pedras
do caminho.” Jesus respondeu-lhe: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor
teu Deus.” De novo o demônio o transportou a um monte muito alto, e lhe fez ver
todos os reinos do mundo, e a sua magnificência. E disse-lhe: “Tudo isto te
darei, se, prostrado, me adorares.” Então, Jesus disse-lhe: “Vai-te, Satanás,
porque está escrito: O Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele servirás.” Então o
demônio deixou-o: e eis que os anjos se aproximaram, e o serviram.
Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe.
Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica:
Biblica, 1963 (com adaptações).
Comentário
ao Evangelho do dia
São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho, n°16 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)
São Gregório Magno (c. 540-604), papa, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho, n°16 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)
“De fato, tal como pela desobediência de um só
homem todos se tornaram pecadores, assim também pela obediência de um só todos
se tornarão justos” (Rom 5,19)
Analisando o desenvolvimento das tentações do
Senhor, conseguimos compreender quão grandiosamente fomos libertados da
tentação. O inimigo das origens levantou-se contra o primeiro homem, nosso antepassado,
com três tentações: tentou-o pela gula, pela vanglória e pela avareza […]. Pela
gula, mostrou-lhe o fruto proibido da árvore e persuadiu-o a comê-lo. Tentou-o
pela vanglória, dizendo-lhe: “Sereis como Deus” (Gn 3,5). E tentou-o ainda pela
avareza, dizendo-lhe: “Conhecereis o bem e o mal”. Com efeito, a avareza não
tem por objeto apenas o dinheiro, mas também as honras […].
Mas quando tentou o segundo Adão (1Cor 15,47), os
próprios meios que lhe tinham servido para derrubar o primeiro homem venceram o
diabo. Tenta-O pela gula, ao pedir-lhe: “Ordena que estas pedras se transformem
em pães”; tenta-O pela vanglória, ao dizer-lhe: “Se és o Filho de Deus,
atira-Te daqui abaixo”; tenta-O pelo desejo ávido de honrarias quando,
mostrando-Lhe todos os reinos do mundo, declara: “Tudo isto Te darei se, aos
meus pés, me adorares” […]. Tendo desta forma aprisionado o diabo, o segundo
Adão expulsa-o dos nossos corações pela mesma via por que lhe havia permitido
neles entrar e tê-los em seu poder.
Uma outra coisa temos ainda de considerar
relativamente às tentações do Senhor […]: Ele podia ter precipitado o tentador
no abismo, mas não manifestou o seu poder pessoal; limitou-Se a responder ao
diabo com preceitos da Santa Escritura. Fez isso para nos dar exemplo de paciência,
e para nos convidar a recorrer mais ao ensino do que à vingança. […] Vede bem a
paciência de Deus, e a nossa impaciência! Nós deixamo-nos levar pela fúria
quando a injustiça ou a ofensa nos atingem […]; o Senhor suportou a hostilidade
do diabo, mas foi com palavras suaves que lhe respondeu.
12 de fev de 2016
Santos do Dia - Sexta-Feira, 12/02/2016
00:10 | Postado por
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SANTOS 7 FUNDADORES DOS SERVITAS
(12 de fevereiro)
Nos princípios do século 13 viviam em Florença sete
fidalgos, igualmente distintos pela riqueza, pela posição social e pela
piedade, mas principalmente pela devoção extraordinária que tinham a Nossa
Senhora. Seus nomes eram: Bonfílio Monáldio, Bonajuncta, Manetto Antellense,
Amidéo, Ugúccio, Sosteneo e Aleixo.
O povo italiano, devido a uma política mal
orientada, achava-se dividido em muitos partidos que se odiavam e perseguiam.
Destes sete nobres cidadãos Deus se serviu para, no meio de uma sociedade
dilacerada pelo fanatismo e pelo ódio, estabelecer exemplos vivos de caridade e
verdadeira fraternidade.
Quando, no dia 15 de agosto de 1233 todos se
achavam reunidos em fervorosas orações, a cada um Maria Santíssima apareceu
exortando-os a abraçarem um gênero de vida mais perfeito. Fizeram comunicação
disto ao Bispo. Trocaram sua vestimenta de nobres com um hábito pobre, usando
ainda um cilício por cima e foram residir numa casa de campo, formando assim
uma santa comunidade. Escolheram para este seu passo o dia da natividade de
Maria Santíssima.
Pouco tempo passara, o povo florentino viu-se
diante o espetáculo de ver estes mesmos homens andar de porta em porta pedir
esmolas. A atitude dos homens, de fidalgos que ontem foram, se transformar em
mendigos, causou sensação. Censurados por uns, ridicularizados por outros,
pela, maioria porém, admirados e reverenciados, tiveram uma prova da
beneplacência divina quando inesperadamente, com estupefação de todos que
presenciaram a cena, vozes de crianças os aclamaram, dizendo: “Eis os Servos de
Maria !” O nome que as crianças, por inspiração divina lhes deram, lhes ficou
para sempre.
Como a sua residência se tornasse alvo de
verdadeiras romarias e assim não pudessem levar a vida de solidão, de
penitência, oração e meditação que a Deus tinham prometido, retiraram-se para o
monte Senário, quatro léguas distante de Florença. No ermo daquela região se
entregaram aos exercícios da mais rigorosa penitência e por assunto quase único
e predileto das suas meditações tomaram a Paixão de Nosso Senhor e as Dores de
sua Mãe Santíssima.
À Santa Sé
pediram que se dignasse dar-lhes uma Regra escrita. Em fervorosas orações se
dirigiram a Jesus e Maria recomendando à sua Providência e ao amor esta
importante causa. Foram atendidos de uma maneira maravilhosamente encantadora.
Na madrugada de 28 de fevereiro de 1239 – então o
3º Domingo da Quaresma – apresentou-se-lhes a sua vinha, havia pouco plantada,
em toda pujança, toda verde, as parreiras carregadas de cachos de uvas maduras,
quando os campos e as montanhas da redondeza se achavam cobertas de gelo e
neve. Sua admiração diante deste milagre cresceu ainda, quando o Bispo, a quem
relataram o fenômeno, lhes disse que ele, na mesma noite em sonho tinha visto
uma parreira viçosa com sete galhos, cada um trazendo sete cachos; e a Maria
ouvira dizer que esta parreira iria crescer ainda. A interpretação que o
Prelado deu a este seu extraordinário sonho foi ser da vontade de Deus e de
Nossa Senhora, a Ordem se estender, e os “Servos de Maria” não continuar na
atitude de negar admissão a quem se lhes quisesse associar. Os santos homens
prometeram se conformar com este alvitre e aceitar candidatos.
Dias depois, na noite da Sexta-feira Santa,
viram-se diante de um outro milagre. Maria Santíssima apareceu aos seus Servos,
vestida de pesado luto. Em sua companhia viram anjos, dos quais alguns com
instrumentos martirizantes da Sagrada Paixão e Morte de Jesus, outro com o
livro aberto da Regra de Santo Agostinho, e ainda outro com o título escrito em
ouro: “Servos de Maria”. Seguiam mais anjos trazendo um hábito preto e uma
palma. O hábito com a palma, Maria deu-o aos Religiosos, dizendo estas
palavras: “Escolhi-vos meus Servos, para que, usando do meu nome, vades
trabalhar na Vinha de meu Filho. Eis aqui o hábito, que vos dou. Sua cor negra
vos lembrará as dores que hoje sofri ao pé da Cruz, assistindo a agonia de meu
Filho, Jesus. A Regra de Santo Agostinho recebei-a por norma da vossa vida; a
palma far-vos-á lembrar a glória eterna, prêmio da perseverança fiel no meu
serviço”. Maria também apareceu ao Bispo e ordem lhe deu, para proceder a
solene vestição do hábito preto aos seus Servos. Esta se realizou logo no Domingo
de Páscoa.
O Papa Inocêncio IV em 1251 deu a aprovação
eclesiástica à Ordem dos Servitas. Esta rapidamente se desenvolveu. Setenta
anos depois de sua fundação contava já 10.000 Religiosos em diversos estados da
Europa. No Brasil se estabeleceu em 1920. Os Servitas têm conventos no Rio de
Janeiro, em São Paulo, e na Arquidiocese de Florianópolis, no Rio Grande do Sul
e trabalham em Dioceses do Estado do Acre.
(Texto
extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e
disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)
11 de fev de 2016
Festa Litúrgica do Dia - Quinta-Feira, 11/02/2016
00:00 | Postado por
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APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA EM LURDES
(11 de fevereiro)
Imagem da Imaculada
Conceição,
na Gruta de Massabiele.
Lourdes é uma cidade situada no Sudeste da França,
pertencente à diocese de Tarbes; dos santuários marianos, um dos mais
frequentados. Segundo as declarações de Bernardete Soubirous, menina de 14
anos, filha de pobre moleiro do lugar, teve ela na gruta de Massabielle 18
aparições de Nossa Senhora, das quais a primeira foi em 11 de fevereiro de 1858
e a última em 16 de julho do mesmo ano.
No dia
da primeira aparição, três meninas saíram da humilde casa de um desempregado, o
moleiro Soubirous, para apanhar lenha às margens do rio Gave. Eram elas: Bernardete,
a irmã Toinette e a amiga Jeanne Abadie. O tempo estava frio e nublado, e elas
precisavam atravessar um riacho raso para chegar ao penhasco rochoso de
Massabielle. Bernardete, por sofrer de asma, deteve-se ao longo da margem,
enquanto as outras duas atravessaram o rio. Nisso, um súbito sussurro entre as
árvores despertou a atenção de Bernardete, que ergueu o olhar e viu na cavidade
da rocha uma “Senhora” jovem, belíssima, vestida de branco, que lhe sorria. A
menina encontrou-se com as duas companheiras, contando-lhes o que viu.
Os pais, informados pela irmãzinha, proibiram Bernardete de voltar à gruta; depois, vendo-a em lágrimas, cederam e, no domingo, 18 de fevereiro, 20 pessoas para lá se dirigiram em companhia da vidente. A “Senhora” já estava esperando por ela, no que foi sua terceira aparição. Sorriu quando Bernardete borrifou a rocha com água benta: “Tu me queres fazer o favor”, disse-lhe, “de vir aqui a cada 15 dias? Não te prometo a felicidade neste mundo, mas no outro”.
No dia 21 de fevereiro, entre a multidão, achavam-se disfarçados três policiais e alguns funcionários do governo, notadamente antirreligioso. De repente, o rosto de Bernardete se iluminou e os homens descobriram a cabeça quando dos lábios da menina ouviram sair este grito: “Penitência!” No dia seguinte a Senhora mandou a Bernardete cavar a terra. Naquele momento esguichou água aos pés da pedra, causando espanto a todos diante das curas milagrosas logo obtidas por intermédio da fonte.
No dia
27 de fevereiro, a Senhora convidou a menina a beijar a terra como sinal de
penitência pelos pecadores. E disse: “Tu mandarás o sacerdote construir aqui
uma capela”. Mas o padre Peyramale não se mostrou amável com Bernardete:
“Pergunta àquela Senhora como se chama”. Na noite entre 24 e 25 de março, Bernardete
transmitiu à Senhora o pedido do pároco. “Eu sou a Imaculada Conceição”,
respondeu-lhe a Senhora, no dialeto local occitano (“Que Soy era Immaculada
Concepciou”). Uma resposta inesperada, ao menos nessa formulação, e
o pároco, tocado, crê. Com efeito, quatro anos antes Pio IX proclamara
solenemente o dogma da Imaculada, mas Bernardete — “a mais ingênua” dentre as
adolescentes da paróquia, que não sabia nem ler nem escrever — por certo não
tinha conhecimento algum deste dogma.
Santa Bernardete, à época das aparições.
Meses depois, o Bispo de Tarbes, em 28 de julho de
1858, nomeou uma Comissão que, durante 3 anos, examinou minuciosamente todos os
fenômenos observados na gruta de Massabielle. Esta mesma comissão sujeitou Bernardete
a rigorosas interrogações; estudou escrupulosamente todos os casos que havia de
curas maravilhosas, de que se dizia, terem se dado em Lourdes. Os próprios
médicos dos doentes favorecidos eram convidados para fazer as suas observações
profissionais e se externar a respeito do restabelecimento, dito miraculoso
pelos clientes.
No seu relatório final, publicado em janeiro de
1882, D. Laurence, Bispo de Tarbes, reconheceu o caráter sobrenatural das
aparições e autorizou o culto público da Santíssima Virgem na gruta de
Massabielle. A 04 de abril de 1864 foi colocada na gruta uma estátua da
Imaculada Conceição, e em 02 de julho de 1876 sagrou-se a igreja construída no
lugar indicado por Nossa Senhora. À mesma igreja o Papa Pio IX concedeu o
título de Basílica, a qual enriqueceu muitos privilégios. Mais tarde, em 1886,
começaram as obras da grandiosa Igreja do Rosário, que apresenta uma vasta
rotunda com cúpula de 15 capelas. Cinco anos se trabalhou na construção deste
santuário que, em 1910, foi sagrado e inaugurado.
Santuário de Nossa Senhora de Lurdes, próximo à gruta.
Em 1891 foi estabelecida e autorizada a festa da
Aparição da Imaculada Conceição na província eclesiástica de Auch, de que a
diocese de Tarbes é sufragânea. Em 13 de novembro de 1907 foi esta festa
estendida a toda Igreja. Já antes, em 1903, começaram a afluir a Lourdes as
procissões não só de todas as regiões da França, mas também da Bélgica, da
Holanda, da Alemanha, enfim de todos os países da Europa e de todo o mundo. Neste
mesmo ano chegaram a Lourdes 4.271 comboios, dos quais 292 do estrangeiro,
trazendo 3.817.000 romeiros. A afluência dos devotos, longe de no correr dos
anos diminuir, aumentou continuamente. Contam-se centenas de milhares, quiçá
milhões de pessoas que em Lourdes encontraram a paz da sua alma, alívio em seus
sofrimentos corporais, espirituais, cura dos seus males.
Santa Bernardete, já como religiosa.
Por sua vez, Bernardete se fez religiosa da
Congregação das irmãs de Caridade e do Ensino Cristão em 1865. Entrou no
Convento de Nevers, onde professou votos em 22 de setembro de 1878. Muito
sofreu, mas no meio dos sofrimentos físicos e morais conservou sempre a
simplicidade, a mansidão e a humildade, virtudes que sempre a caracterizavam.
Faleceu no Convento de Nevers aos 16 de abril de 1879.Em 14 de julho de 1925, o
Papa Pio XI inseriu o nome da Irmã Maria Bernarda no catálogo dos
Bem-aventurados e canonizou-a em 02 de julho de 1933.
(com informações da
Página Oriente – apud “Na
luz perpétua”
de Pe. Lehmann – e do
Portal Paulinas, alterações a/c blog)
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