TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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7 de fev de 2015

DOMINGO DA SEXAGÉSIMA - 08/02/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho



DOMINGO DA SEXAGÉSIMA

2ª Classe - Paramentos Roxos

Para ler/baixar o Próprio desta Missa, clique aqui.
Parábola do Semeador. Ícone no Templo Ortodoxo
de Santa Helena, em Cluj, Romênia.

2ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios 11, 19-33 – 12, 1-9.

Irmãos: Vós porque sois sensatos, de boa vontade aturais os insensatos. Na verdade, suportais quem vos põe em escravidão, quem vos devora, quem vos rouba, quem se exalta, quem vos dá na cara. Digo-o para minha vergonha, como se tivesse sido fraco neste ponto. Mas naquilo de que qualquer se ufana, (falo como louco), também eu ufano: Se são hebreus, também eu; se são Israelitas, também eu; se são descendentes de Abraão, também eu; se são ministros de Cristo, (falo como menos modesto), mais o sou eu; mais nos trabalhos, mais nos cárceres, em açoites sem medida, freqüentemente em perigos de morte. Dos Judeus recebi, por cinco vezes, quarenta açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes naufraguei, uma noite e um dia estive no alto mar; muitas vezes em viagens entre perigos de rios, perigos de ladrões, perigos dos da minha raça, perigos dos gentios, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos dos falsos irmãos; no trabalho e na fadiga em muitas vigílias, na fome e na sede, em muitos jejuns, no frio e na nudez. Além destas coisas, que são exteriores, a minha obsessão permanente: a preocupação por todas as igrejas. Quem está doente sem que eu também o não esteja?! Quem tropeça, sem que eu não abrase? Se alguém se pode gloriar, sou eu que me gloriarei na minha fraqueza. O Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo – bendito seja Ele por todos os séculos, – sabe que não minto. Em Damasco, aquele que governava a nação em nome do rei Aretas, fazia guardar a cidade para me prender; mas desceram-me numa alcofa por uma janela, ao longo da muralha, e assim escapei das suas mãos. Se alguém se pode gloriar, o que em boa verdade não convém, farei agora menção das visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo, o qual há catorze anos foi arrebatado, – não sei se foi em corpo e alma, se só em espírito; Deus o sabe, – até o terceiro céu. E sei que este homem, – se foi em corpo e alma, se só em espírito, não sei; Deus o sabe, – foi arrebatado ao empíreo, e aí ouviu palavras inefáveis, que ao homem não lícito repetir. Por isto gloriar-me-ei; por mim, porém, de nada me gloriarei, senão nas minhas fraquezas. Verdade é que, se me quiser gloriar, não serei insensato, porque direi a verdade; contudo abstenho-me disso, para que ninguém julgue de mim mais do que vê em mim, ou ouve de mim. E, para que a grandeza das revelações me não envaidecesse, foi-me dado um aguilhão na minha carne, que é como um enviado de Satanás, que me esbofeteia. Por causa disto, pedi três vezes a Deus que o afastasse de mim. Ele, todavia, respondeu-me: Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que o meu poder triunfa. Portanto, de boa vontade me gloriarei nas minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 8, 4-15.

Naquele tempo: Tendo-se juntado uma grande multidão de povo, e tendo ido ter com Ele, de diversas cidades, disse Jesus esta parábola: “Saiu o semeador a semear a sua semente; e ao semeá-la, uma parte caiu ao longo do caminho, e foi calcada, e as aves do céu comeram-na. Outra parte caiu sobre o cascalho, e, quando nasceu, secou, porque não tinha umidade. E a outra parte caiu entre os espinhos; e logos os espinhos que nasceram com ela a sufocaram. E a outra parte caiu em boa terra, e, depois de nascer, deu fruto a cem por um.” Dito isto, exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.” Os discípulos então perguntaram-Lhe o que significava esta parábola. E Ele respondeu-lhes: “A vós é dado conhecer o mistério do reino de Deus; aos outros, porém, por parábolas, de modo que vendo não vejam, e ouvindo não entendam. É este o significado da parábola: A semente é a palavra de Deus. Os que estão ao longo do caminho, são aqueles que a ouvem; mas depois vem o demônio, e tira-lhes a palavra do coração, para não suceder que se salvem, acreditando. A que caiu sobre o cascalho, representa aqueles que recebem com gosto a palavra quando a ouvem: não têm, todavia, raízes; até certo tempo crêem; mas no tempo da tentação, voltam atrás. E a que caiu entre espinhos, representa aqueles que ouviram; mas não dão fruto, por terem ido atrás dos cuidados, riquezas e prazeres da vida, que os sufocaram. A que caiu em boa terra, representa aqueles que, recebendo a palavra num coração bom e nobre, a guardam, e dão fruto pela constância.”


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).


Comentário ao Evangelho do dia: 
São Gregório Magno (aprox. 540-604), papa, doutor da Igreja
Homilias sobre o Evangelho, 1, 15; PL 76, 1131s - trad. Delhougne, “Os Padres Comentados”, pág. 116 (disponível no site da Diocese de Cruzeiro do Sul / AC, apud Per Ipsum)


“Dar fruto pela perseverança”

Vigiai para que a palavra que recebestes ressoe no fundo do vosso coração e aí permaneça. Tende cuidado para que a semente não caia ao longo do caminho, receando que o Espírito mau venha apagar a palavra da vossa memória... Tende cuidado para que o chão pedregoso não receba a semente e não produza uma boa ação desprovida das raízes da perseverança. Com efeito, muitos se alegram ao ouvir a palavra e se dispõem a empreender boas obras. Mas apenas as provações começaram a apertá-los, eles renunciam ao que tinham empreendido. Assim, o solo pedregoso teve falta de água, de tal forma que o germe da semente não chegou a dar o fruto da perseverança.

Mas a terra boa dá fruto pela paciência: entendamos por isso que as nossas boas obras podem ter valor se suportarmos pacientemente os inconvenientes que o nosso próximo nos provoca. Aliás, quanto mais avançamos para a perfeição, mais provas temos de suportar; uma vez que a nossa alma abandonou o amor do mundo presente, cresce a hostilidade d esse mundo. É por isso que vemos muitos que penam sob um pesado fardo (Mt 11,28), sendo boas as suas obras... Mas, de acordo com a palavra do Senhor, “eles produzem fruto pela sua perseverança”, suportando humildemente essas provas, de tal forma que, após terem penado, serão convidados a entrar na paz do céu.

31 de jan de 2015

DOMINGO DA SEPTUAGÉSIMA 01/02/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho



DOMINGO DA SEPTUAGÉSIMA

2ª Classe - Paramentos Roxos

Para ler/baixar o Próprio desta Missa, clique aqui.

NOTAS: 
01. Neste Domingo (01 de fevereiro), como nas férias (terça a sexta) de fevereiro, não haverá Missa Tridentina. 
02. As Missas Tridentinas dominicais serão retomadas já no próximo domingo (08 de fevereiro). Já
03. As Missas feriais (de terça a sexta) retornarão apenas em março. Consequentemente, não haverá Missa Tridentina na Quarta-Feira de Cinzas, nem no primeiro sábado de fevereiro.

1ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Coríntios 9, 24-27 e 10, 1-5. 

Irmãos: Não sabeis que os que correm no estádio, todos correm, não há dúvida, mas um só é que alcança o prêmio? Correi, pois, de tal maneira que o alcanceis. Os atletas que combatem na arena, de tudo se abstêm: eles, para alcançar um coroa corruptível; nós, porém, incorruptível. Quanto a mim, corro, pois, mas não como à ventura; combato, mas não como quem esgrime no ar; ao contrário, castigo o meu corpo, e reduzo-o à escravidão, (para que) não suceda que, tendo pregado aos outros, eu mesmo venha a ser réprobo. Não quero, pois, irmãos, que vós ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e que todos passaram o mar, e todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, e todos comeram do mesmo alimento espiritual, e todos beberam da mesma bebida espiritual (porque bebiam todos de um rochedo espiritual, que os seguia – rochedo este que era Cristo). Todavia, Deus não se agradou de muitos deles.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 20, 1-16. 

Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: “O Reino dos céus é semelhante a um pai de família que, ao romper da manhã, saiu a contratar operários para a sua vinha. E, tendo ajustado com os operários um denário por dia, mandou-os para a sua vinha. Tendo novamente saído cerca da terceira hora, viu outros, que estavam na praça, ociosos. E disse-lhes: Ide vós também para minha vinha, eu dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. Saiu outra vez cerca da hora sexta e da nona, e fez o mesmo. E, cerca da undécima, saiu ainda, e encontrou outros, que estavam de costas direitas, e disse-lhes: Por que estais aqui todo o dia ociosos? Eles responderam: Porque ninguém nos contratou. Ele disse-lhes: Ide vós também para a minha vinha. No fim da tarde, o senhor disse da vinha ao seu mordomo: Chama os operários, e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros. Tendo chegado, pois, os que tinham ido cerca da hora undécima, cada um recebeu um denário. E, chegando também os que tinham ido primeiro, julgaram que haviam de receber mais; porém, também eles receberam um denário cada um. Ao receberem, murmuravam contra o pai de família, dizendo: Estes últimos trabalharam só uma hora, e pagaste-lhes o mesmo que nós, que suportamos o peso do dia e o calor. Ele, porém, respondendo a um deles, disse: Amigo, eu não te faço injustiça; não ajustaste tu comigo um denário? Toma o que é teu, e vai-te; que eu quero dar também a este último tanto quanto a ti. Ou não me é lícito fazer o que quero do que é meu?! Porventura és tu invejoso, porque eu sou bom? É assim que os primeiros serão os últimos, e os últimos primeiros. De fato são muitos os chamados, e poucos os escolhidos.”


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).


Comentário ao Evangelho do dia:
 São Máximo de Turim (desc. – aprox. 420), bispo
Sermão nº 65


Comentário ao Evangelho do dia
Santo Efrém (c. 306-373), diácono da Síria, doutor da Igreja
Diatessaron, 15, 15-17
(disponível no site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)

“Não me será permitido dispor dos meus bens como me aprouver?”

Aqueles homens estavam dispostos a trabalhar, mas “ninguém os contratou”; eles eram trabalhadores, mas ociosos por falta de trabalho e de patrão. Em seguida, uma voz contratou-os, uma palavra pô-los a caminho e, no seu zelo, não combinaram antecipadamente qual o preço do seu trabalho, como os primeiros. O patrão avaliou os seus trabalhos com sabedoria e pagou-lhes tanto como aos outros. Nosso Senhor disse esta parábola para que ninguém dissesse: “Uma vez que não fui chamado na juventude, não posso ser recebido”. Mostrou que, seja qual for o momento da sua conversão, todo o homem é acolhido... “Ele saiu pela manhã, pela terceira hora, pela hora sexta, pela hora nona e pela hora undécima”: pode-se compreender isso desde o início da sua pregação, ao longo da sua vida até à cruz, porque foi “à hora undécima” que o ladrão entrou no Paraíso. Para que não se incrimine o ladrão, nosso Senhor afirma a sua boa vontade; se tivesse sido contratado, teria trabalhado: “Ninguém nos contratou”.

O que damos a Deus é bem digno dele e o que ele nos dá bem superior a nós. Contratam-nos para um trabalho proporcional às nossas forças, mas propõem-nos um salário superior ao que o nosso trabalho merece... Ele age do mesmo modo para com os primeiros e para com os últimos; “recebeu cada um uma moeda” com a imagem do Rei. Tudo isso significa o pão da vida (Jo 6,35) que é o mesmo para todos os homens; único é o remédio de vida para aqueles que o tomam.

No trabalho da vinha, não se pode acusar o patrão pela sua bondade, e não se encontra nada a dizer acerca da sua retidão. Na sua retidão, ele deu como havia combinado, e mostrou-se misericordioso como quis. É para ensinar isto que nosso Senhor disse esta parábola, e resumiu tudo isto nestas palavras: “Não me é permitido fazer o que quero na minha casa?”

Santo do Dia - Sábado, 31/01/2015


SÃO JOÃO BOSCO
(31 de janeiro)

São João Bosco quando sacerdote e jovem.

“No decorrer do século XIX, quando por toda a parte chegavam à maturação os venenosos frutos de destruição da sociedade cristã, cujos germes haviam sido tão largamente disseminados pelo século anterior, a Igreja, principalmente na Itália, viu-se à mercê de muitas procelas contra si levantadas, nesses tristes tempos, pela maldade dos homens. Contemporaneamente, porém, a misericórdia divina enviou, para auxílio de sua Igreja, válidos campeões, para que evitassem a ruína e conservassem entre o nosso povo a mais preciosa das heranças recebidas dos Apóstolos – a fé genuína de Cristo. (...) Sobressai entre os demais, por elevação e espírito de grandeza de obras, o Bem-Aventurado João Bosco que, no tristíssimo evoluir dos tempos se constituiu, durante o século passado, qual marco miliário apontando aos povos o caminho da salvação. Porquanto, ‘Deus o suscitou para justiça’, segundo a expressão de Isaías, e ‘dirigiu todos os seus passos’. E, na verdade, o Bem-aventurado João Bosco, por virtude do Espírito Santo, resplandeceu diante de nós como modelo de sacerdote feito segundo o coração de Deus, como educador inigualável da juventude, como fundador de novas famílias religiosas e como propagador da fé.” (Trecho do Decreto de Canonização de São João Bosco, 1934)

São João Bosco nasceu em Castelnuovo d'Asti, Piemonte, Itália, a 16 de Agosto de 1815, numa família de camponeses pobres. Desde pequeno sentiu-se chamado a dedicar a sua vida aos jovens, mas para realizar o seu sonho teve de vencer numerosas dificuldades e sujeitar-se a grandes privações e sacrifícios. Órfão de pai aos dois anos, viveu a sua infância e juventude enfrentando várias dificuldades e desafios. Desde os mais tenros anos sentiu-se impelido para o apostolado entre os companheiros. A sua mãe, sem instrução literária, mas rica de sabedoria cristã, com a palavra e com o exemplo animava-o no seu desejo de crescer virtuoso aos olhos de Deus e dos homens.

Mesmo diante de todas as dificuldades, João Bosco nunca desistiu. Durante um tempo foi obrigado a mendigar para manter os estudos. Prestou toda a espécie de serviços. Foi alfaiate, sapateiro, ferreiro, carpinteiro e, ainda nos tempos livres, estudava música. Em 1835 entrou para o seminário de Chieri vindo a receber a ordenação sacerdotal a 5 de junho de 1841. Começou então a dar provas do seu zelo apostólico, sob a direção de S. José Cafasso, seu diretor espiritual. No dia 8 de dezembro desse mesmo ano, iniciou o seu apostolado juvenil em Turim, num encontro com um rapaz chamado Bartolomeu Garelli. Começava assim a obra dos Oratórios Festivos, destinada, em tempos difíceis, a preservar da ignorância religiosa e da corrupção, especialmente os jovens marginalizados e em perigo.

Em 1846 estabeleceu-se definitivamente em Valdocco, bairro de Turim, onde fundou o Oratório de São Francisco de Sales. Deu-se logo conta de que todo o bem que fazia por seus meninos, se perdia com as más influências do exterior, e decidiu construir suas próprias oficinas de aprendizes. As duas primeiras foram inauguradas em 1853. Em 1855 deu o nome de Salesianos aos seus colaboradores. Em 1856, havia já 150 internos, quatro oficinas, uma imprensa, quatro salas de latim e dez sacerdotes. Os externos eram 500.

Em dezembro de 1859, Dom Bosco e seus 22 companheiros decidiram finalmente organizar a congregação, cujas regras tinham sido aprovadas por Pio IX. Mas a aprovação definitiva não chegou senão 15 anos depois. O fundador deu a esta Congregação Religiosa o nome de “Sociedade de São Francisco de Sales” porque a espiritualidade deste santo (já comemorado este mês) devia inspirar um estilo educativo que denominou “Sistema Preventivo”. Para distinguir esta Congregação de outros institutos inspirados também em São Francisco de Sales mas não fundados por São João Bosco, os membros deste Instituto recebem a sigla de S.D.B. (Salesianos de Dom Bosco).

A ordem cresceu rapidamente: em 1863 havia 39 salesianos, à morte do fundador (1888) eram já 768. O seguinte passo de Dom Bosco foi a fundação de uma congregação feminina. A 5 de Agosto de 1872, São João Bosco, com outra Santa, Maria Domingas Mazzarello, fundou as Filhas de Maria Auxiliadora (F.M.A) para a educação e promoção das moças.  27 candidatas tomaram então o hábito. Dom Bosco também obteve o feito de enviar seus primeiros missionários à América do Sul em 1875, precisamente para a região da Patagônia, Argentina. Pouco a pouco os salesianos se espalharam por toda a América do Sul. Tinham 36 casas no Novo Mundo e 38 na Europa.

Consumido pelo trabalho, fechou o ciclo da sua vida terrena aos 72 anos de idade, a 31 de janeiro de 1888, deixando a Congregação Salesiana espalhada por diversos países da Europa e da América. Se em vida foi honrado e admirado, muito mais o foi depois da morte. A sua reputação de taumaturgo, de renovador do Sistema Preventivo na educação da juventude, de defensor intrépido da Igreja Católica (chegou a ter sonhos proféticos que apontavam para vicissitudes na propagação da fé e da sã doutrina) e grande apóstolo da Virgem Auxiliadora espalhou-se pelo mundo inteiro e ganhou o coração dos povos. Pio XI, que o conheceu e gozou da sua amizade, canonizou-o na Páscoa de 1934.

(com informações da Página Oriente, da Agência
ACI e da Agência Ecclesia de Portugal)

30 de jan de 2015

Santa do Dia - Sexta-Feira, 30/01/2015


SANTA MARTINHA
(30 de janeiro)


Esta célebre Santa, uma das padroeiras de Roma, era de família distinta. O pai, três vezes eleito cônsul, era possuidor das mais belas virtudes e afortunado. Martinha recebeu uma educação esmerada, baseada nos princípios do Cristianismo, mas teve a infelicidade de perder bem cedo os pais. Inflamada de amor a Jesus Cristo, deu todos os bens aos pobres e fez voto de castidade.

Tinha o imperador Alexandre Severo (222-235) concebido o plano de exterminar os Galileus (assim alcunhava aos cristãos). Conhecendo a formosura, nobreza e bondade de Martinha, tudo fez para afastá-la da religião cristã, e chegou até a oferecer a dignidade de Imperatriz caso se decidisse sacrificar a Apolo. Martinha respondeu: “O meu sacrifício pertence a Deus imaculado; a Ele sacrificarei, para que confunda e aniquile a Apolo e, este deixe de perder almas”.  Alexandre Severo, interpretando esta resposta em seu favor, organizou uma grande festa no templo de Apolo, para onde levou Martinha, na presença dos sacerdotes e de muito povo. Os olhos de todos estavam dirigidos para a jovem que, no meio do grande silêncio que reinava, fez o sinal da cruz, elevou olhos e braços ao céu e disse em alta voz: “Ó Deus e meu Senhor! Ouvi esta minha súplica e fazei com que se despedace este ídolo cego e mudo, para que todos, imperador e povo, conheçam que só Vós sois o único Deus verdadeiro e que não é licito adorar senão a Vós!”  No mesmo instante a cidade inteira foi sacudida por um forte terremoto, a imagem de Apolo caiu do seu lugar; parte do templo ruiu por terra, sepultando nos escombros os sacerdotes e muita gente.

O imperador ordenou que Martinha fosse esbofeteada, flagelada e tivesse as carnes dilaceradas com torqueses. Os algozes, porém, não puderam cumprir a ordem, porque um Anjo de Deus defendia a donzela e esta, no meio dos maus tratos, entoava cânticos de louvor a Jesus Cristo e convidava os algozes a se converterem à religião de Jesus. Deus abençoou-lhes as palavras: oito algozes caíram de joelhos, pediram perdão à Mártir e confessaram em alta voz a fé em Jesus Cristo. O imperador, ainda mais enraivecido com este incidente, mandou levá-los todos ao cárcere, torturar barbaramente os oito algozes, os quais, por uma graça especial divina, ficando fiéis à fé, receberam a palma do martírio, pela decapitação.

No dia seguinte a “feiticeira” foi citada ao palácio do Imperador, que a recebeu com estas palavras: “Basta de embustes. Dize-me, para que eu saiba com quem estou tratando: Sacrificas aos deuses ou preferes aderir ao feiticeiro, ao Cristo?” Com santa indignação respondeu Martinha: “Não admito que insultes a meu Deus! Se queres aplicar-me novas torturas, aqui estou; não as temo, pois sei que Deus me dá força”. A resposta do imperador foi a condenação da Mártir a suplícios crudelíssimos e desumanos. Martinha, no meio das dores, glorificou a Deus e as feridas exalavam-lhe um suave perfume. Grande foi o espanto de Alexandre Severo ao ouvir, no dia seguinte, a notícia de que Martinha, que se achava no cárcere, estava perfeitamente curada das feridas, e não só isto: Os guardas viram, durante a noite, o cárcere iluminado por uma luz maravilhosa e ouviram, extasiados, cânticos celestiais.

O furor do imperador chegou ao extremo. Não mais senhor de sua paixão, condenou Martinha às feras no anfiteatro, e fez questão de achar-se entre os espectadores. Novo milagre. Martinha, de uma beleza sobrenatural encantadora, ajoelhada na “arena”, calma se achava à espera do leão. Este, o indômito rei do Saara, possante e belo em sua força, se anuncia com rugido aterrador e em dois saltos se acha ao lado da vítima. Como que, domado por uma força invisível, arroja-se aos pés de Martinha, manso como um cordeiro. De repente se levanta e, num salto medonho, transpõe a barreira, entrando no recinto dos espectadores, matando alguns deles. O pânico foi indescritível.

O imperador, longe de se convencer da intervenção divina na defesa da mártir, atribuiu o fato extraordinário às forças mágicas de Martinha, as quais, segundo sua opinião, teriam sua sede na rica cabeleira da Santa. Deu ordem para a rica cabeleira ser cortada imediatamente e a donzela, assim profanada, ser fechada no templo de Júpiter. Nos dois dias seguintes, Alexandre Severo, acompanhado de sacerdotes e muito povo, dirigiu-se ao templo. Não entrou, porém, porque teve a impressão de ouvir vozes masculinas e julgou que fossem os deuses, que se tivessem reunido para converter Martinha. Aberto o templo no terceiro dia, ao imperador apresentou-se um espetáculo estranho: Achavam-se derrubados ao chão todas as imagens dos deuses. Ao perguntar onde estava a estátua de Júpiter, Martinha respondeu sorrindo: “Tendo ele que dar satisfação a Cristo, porque não salvou estes doze ídolos? Meu Deus entregou-o aos demônios, que dele fizeram o que vedes”.

Fulo de raiva por este escárnio, Severo ordenou que se despejasse banha fervente sobre o corpo de Martinha e a entregassem às chamas. Veio, porém, uma grande chuva apagar a fogueira. Restava então só a morte pela espada. Martinha aceitou a sentença, com toda submissão e gratidão para com Deus. Espontaneamente ofereceu a cabeça ao algoz, que a fez entrar nas eternas núpcias do Senhor Jesus.

Os cristãos apoderaram-se às escondidas do corpo da Santa e sepultaram-no com todas as honras. As relíquias de Santa Martinha foram encontradas em 1634 e acham-se hoje na Igreja do mesmo nome, a qual se ergue perto do arco do triunfo de Severo.

(Texto extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página Oriente, acréscimos a/c blog)