Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
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- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
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- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
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- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
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Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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30 de jan de 2015
Santa do Dia - Sexta-Feira, 30/01/2015
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SANTA MARTINHA
(30 de janeiro)
Esta célebre Santa, uma das padroeiras de Roma, era
de família distinta. O pai, três vezes eleito cônsul, era possuidor das mais belas
virtudes e afortunado. Martinha recebeu uma educação esmerada, baseada nos
princípios do Cristianismo, mas teve a infelicidade de perder bem cedo os pais.
Inflamada de amor a Jesus Cristo, deu todos os bens aos pobres e fez voto de
castidade.
Tinha o imperador Alexandre Severo (222-235) concebido
o plano de exterminar os Galileus (assim alcunhava aos cristãos). Conhecendo a
formosura, nobreza e bondade de Martinha, tudo fez para afastá-la da religião
cristã, e chegou até a oferecer a dignidade de Imperatriz caso se decidisse
sacrificar a Apolo. Martinha respondeu: “O meu sacrifício pertence a Deus
imaculado; a Ele sacrificarei, para que confunda e aniquile a Apolo e, este
deixe de perder almas”. Alexandre
Severo, interpretando esta resposta em seu favor, organizou uma grande festa no
templo de Apolo, para onde levou Martinha, na presença dos sacerdotes e de
muito povo. Os olhos de todos estavam dirigidos para a jovem que, no meio do
grande silêncio que reinava, fez o sinal da cruz, elevou olhos e braços ao céu
e disse em alta voz: “Ó Deus e meu Senhor! Ouvi esta minha súplica e fazei com
que se despedace este ídolo cego e mudo, para que todos, imperador e povo,
conheçam que só Vós sois o único Deus verdadeiro e que não é licito adorar
senão a Vós!” No mesmo instante a cidade
inteira foi sacudida por um forte terremoto, a imagem de Apolo caiu do seu
lugar; parte do templo ruiu por terra, sepultando nos escombros os sacerdotes e
muita gente.
O imperador ordenou que Martinha fosse esbofeteada,
flagelada e tivesse as carnes dilaceradas com torqueses. Os algozes, porém, não
puderam cumprir a ordem, porque um Anjo de Deus defendia a donzela e esta, no
meio dos maus tratos, entoava cânticos de louvor a Jesus Cristo e convidava os
algozes a se converterem à religião de Jesus. Deus abençoou-lhes as palavras:
oito algozes caíram de joelhos, pediram perdão à Mártir e confessaram em alta
voz a fé em Jesus Cristo. O imperador, ainda mais enraivecido com este
incidente, mandou levá-los todos ao cárcere, torturar barbaramente os oito
algozes, os quais, por uma graça especial divina, ficando fiéis à fé, receberam
a palma do martírio, pela decapitação.
No dia seguinte a “feiticeira” foi citada ao
palácio do Imperador, que a recebeu com estas palavras: “Basta de embustes.
Dize-me, para que eu saiba com quem estou tratando: Sacrificas aos deuses ou
preferes aderir ao feiticeiro, ao Cristo?” Com santa indignação respondeu
Martinha: “Não admito que insultes a meu Deus! Se queres aplicar-me novas
torturas, aqui estou; não as temo, pois sei que Deus me dá força”. A resposta
do imperador foi a condenação da Mártir a suplícios crudelíssimos e desumanos.
Martinha, no meio das dores, glorificou a Deus e as feridas exalavam-lhe um
suave perfume. Grande foi o espanto de Alexandre Severo ao ouvir, no dia
seguinte, a notícia de que Martinha, que se achava no cárcere, estava
perfeitamente curada das feridas, e não só isto: Os guardas viram, durante a
noite, o cárcere iluminado por uma luz maravilhosa e ouviram, extasiados,
cânticos celestiais.
O furor do imperador chegou ao extremo. Não mais
senhor de sua paixão, condenou Martinha às feras no anfiteatro, e fez questão
de achar-se entre os espectadores. Novo milagre. Martinha, de uma beleza
sobrenatural encantadora, ajoelhada na “arena”, calma se achava à espera do
leão. Este, o indômito rei do Saara, possante e belo em sua força, se anuncia
com rugido aterrador e em dois saltos se acha ao lado da vítima. Como que,
domado por uma força invisível, arroja-se aos pés de Martinha, manso como um
cordeiro. De repente se levanta e, num salto medonho, transpõe a barreira,
entrando no recinto dos espectadores, matando alguns deles. O pânico foi
indescritível.
O imperador, longe de se convencer da intervenção
divina na defesa da mártir, atribuiu o fato extraordinário às forças mágicas de
Martinha, as quais, segundo sua opinião, teriam sua sede na rica cabeleira da
Santa. Deu ordem para a rica cabeleira ser cortada imediatamente e a donzela,
assim profanada, ser fechada no templo de Júpiter. Nos dois dias seguintes,
Alexandre Severo, acompanhado de sacerdotes e muito povo, dirigiu-se ao templo.
Não entrou, porém, porque teve a impressão de ouvir vozes masculinas e julgou
que fossem os deuses, que se tivessem reunido para converter Martinha. Aberto o
templo no terceiro dia, ao imperador apresentou-se um espetáculo estranho:
Achavam-se derrubados ao chão todas as imagens dos deuses. Ao perguntar onde
estava a estátua de Júpiter, Martinha respondeu sorrindo: “Tendo ele que dar
satisfação a Cristo, porque não salvou estes doze ídolos? Meu Deus entregou-o
aos demônios, que dele fizeram o que vedes”.
Fulo de raiva por este escárnio, Severo ordenou que
se despejasse banha fervente sobre o corpo de Martinha e a entregassem às
chamas. Veio, porém, uma grande chuva apagar a fogueira. Restava então só a
morte pela espada. Martinha aceitou a sentença, com toda submissão e gratidão
para com Deus. Espontaneamente ofereceu a cabeça ao algoz, que a fez entrar nas
eternas núpcias do Senhor Jesus.
Os cristãos apoderaram-se às escondidas do corpo da
Santa e sepultaram-no com todas as honras. As relíquias de Santa Martinha foram
encontradas em 1634 e acham-se hoje na Igreja do mesmo nome, a qual se ergue
perto do arco do triunfo de Severo.
(Texto extraído de “Na
Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, acréscimos a/c blog)
29 de jan de 2015
Santo do Dia - Quinta-Feira, 29/01/2015
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SÃO FRANCISCO DE SALES
(29 de janeiro)
São Francisco, o grande apóstolo do seu tempo,
modelo perfeito de santidade, protótipo de Bispo e sacerdote, nasceu em 1567,
no castelo de Sales, próximo a Aneci, na Savoia. Os pais eram de alta nobreza e
muito religiosos. Antes do nascimento do filho já o tinham consagrado a Deus. A
mãe, Francisca, pedira a Deus que antes a privasse do prazer de ser mãe do que
permitir que desse à luz uma criança que tivesse a infelicidade de ser um
inimigo do seu Criador. A condessa velou com o máximo cuidado pela educação do
filho, que, apesar do nascimento prematuro e da constituição fraquíssima, se
desenvolveu admiravelmente. O menino ia com ela à igreja, e pela palavra e
exemplo, implantou ela no coração do filhinho profundo respeito à casa de Deus,
amor à oração e ao culto divino. Frequentemente lhe fazia uma leitura da vida
dos Santos, condimentando-a com instruções adequadas. Francisco devia
acompanhá-la até nas visitas que fazia aos pobres e doentes e era ele quem dava
as esmolas aos necessitados. Com uma docilidade admirável o menino aceitou as
medidas educativas da mãe. De tenra idade ainda, já era amigo da oração,
sincero no falar e agir, e compassivo com os que sofrem.
Tendo chegado o tempo do menino entregar-se aos
estudos, houve divergência entre os pais. Enquanto a mãe, receosa de expor o
filho a perigos espirituais, opinava dever ministrar-lhe o ensino em casa, e
para este fim tratar professores particulares, o conde era de opinião que
Francisco devia fazer os estudos num colégio no meio de companheiros da mesma
idade. Bem sabia que o estímulo muito favorece o progresso nas ciências. Tendo
seis anos, Francisco frequentou o colégio de Rocheville, e mais tarde o de
Aneci. Os professores ficaram admirados do talento privilegiado do aluno. No
meio dos trabalhos escolares, Francisco não se esquecia das práticas
religiosas. Oração e leitura espiritual eram-lhe companheiros inseparáveis.
Bastante preparado nas matérias propedêuticas, era da vontade do pai que
Francisco seguisse para Paris, com o fim de completar os estudos. Diante da
separação do filho, a condessa redobrou de esforços para confirmá-lo na prática
das virtudes. Mais do que nunca lhe recomendou o amor de Deus, a oração, a fuga
do pecado e das más ocasiões. Muitas vezes lhe dizia: “Meu filho, prefiro
ver-te morto a saber um dia que cometeste um pecado mortal”.
Em companhia de um sacerdote, a quem o cuidado
paternal o tinha confiado, foi Francisco para a Capital. Algum tempo estudou
retórica e filosofia no Colégio dos Jesuítas. Mais tarde frequentou a academia,
onde praticou os exercícios de equitação, esgrima e dança, exercícios estes que
fazia não por inclinação, mas para obedecer à vontade do pai. Além disto
dedicou-se ao estudo das línguas orientais e da teologia. Terminados os cursos
em Paris, por ordem do pai seguiu para Pádua, onde devia ainda estudar direito
civil e eclesiástico. Em todos os lugares Francisco se distinguiu
vantajosamente entre os companheiros e embora, de gênio forte e impetuoso, para
todos era modelo de virtude. Para se conservar no meio de tantos perigos o
jovem estudante recebia semanalmente a santa Comunhão e em Paris, na igreja de
Santo Estevão, fez, em honra de Nossa Senhora, o voto de castidade perpétua.
Este mesmo voto mais tarde ele o renovou no Santuário de Loreto e guardou-o
fielmente até o fim da vida. Sem que o soubesse, aconteceu certa vez, que se
encontrasse na casa de uma pecadora. Mal, porém, percebeu quais eram as
intenções da mulher, cuspiu-lhe na cara e fugiu.
Não com tanta facilidade pôde desvencilhar-se das
tentações com que o demônio o atormentava. A paz que até então o acompanhara
deu lugar à tristeza, a uma aridez quase insuportável. Por fim martirizou-o a
idéia de estar abandonando Deus, de não poder salvar uma só alma. As orações,
mortificações e práticas de piedade figuravam-se-lhe meros recursos de
hipocrisia e de nenhum valor. Estes
tormentos interiores influíram-lhe desfavoravelmente na saúde. Perdeu o
apetite, a boa disposição, o sono e o bom humor. Por entre lágrimas e suspiros
queixou-se a Deus de sua triste sorte. (...)
Também esta tempestade passou e Deus se dignou de
livrar seu servo do pesadelo, que o oprimia. Um dia Francisco entrou numa
igreja, onde avistou uma imagem de Nossa Senhora. Debaixo da imagem leu a
oração de São Bernardo: “Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria,...”. Estas
palavras foram-lhe um bálsamo para o coração. Prostrado de joelhos, recitou com
muito fervor a mesma oração, renovou o voto de castidade (...) Feita esta
oração, Francisco entregou-se sossegadamente à Divina Providência, e desde
aquele dia, cessaram as insídias e perturbações diabólicas e tornou a
voltar-lhe a paz e tranqüilidade, e com ela a saúde do corpo. Grato a Maria
Santíssima, o Santo devotou-lhe ainda mais amor e não cessou de proclamar-lhe a
grandeza, o poder e misericórdia.
Por vontade do pai, Francisco, terminado os
estudos, voltaria para a terra natal, assumiria o cargo de senador de Chambery
e unir-se-ia em casamento a uma fidalga da casa de Savoia. Francisco manifestou então o desejo de
ordenar-se, resolução para a qual solicitou o consentimento dos pais. Conseguiu-o
com muita dificuldade e depois de longa resistência. O Bispo Cláudio, de
Genebra, administrou-lhe o sacramento da Ordem e do Papa recebeu a nomeação de
preboste (cargo similar ao Vigário Geral do Bispo) da Igreja de Genebra.
Incumbido pelo Prelado da pregação de missões nas
regiões do bispado, onde a heresia calvinista conseguira tomar pé, o
neoprebístero dedicou-se à obra com todo o ardor. Incalculáveis eram os
sacrifícios, perigos, até perseguições que encontrou no desempenho desta
missão. Os hereges, vendo-se atacados com vigor, votaram ódio ao missionário e
planejaram-lhe a morte. Deus, porém, protegeu seu ministro e este levou a obra
da conversão dos hereges para dentro da cidade de Genebra. Corajosamente se
dirigiu ao chefe do Calvinismo Beza convidando-o a abjurar o erro. Beza
convenceu-se da verdade da Igreja Católica, mas não se animou a voltar para a
casa paterna. Melhor resultado teve em outros lugares. Setenta e dois mil
calvinistas abandonaram a seita e voltaram para o seio da Igreja Católica.
Pela morte do Bispo Cláudio, a administração da
diocese passou para Francisco. A nova dignidade fez ressaltar ainda mais as
virtudes do jovem Prelado. Impelido por um zelo verdadeiramente apostólico,
Francisco visitou a pé toda a diocese, visto que o Conselho da cidade tinha-lhe
cortado todas as subvenções. Aos fiéis exortava à perseverança e a prática do
bem; aos hereges com paciência e mansidão, mostrava-lhes os erros, e em toda a
parte estabelecia o culto da Igreja Católica. Mais de uma vez convidou os mais
eminentes oradores do Calvinismo para uma discussão pública; porém nenhum deles
teve a coragem de medir-se com o Bispo católico, conhecendo-lhe a força de
argumentação.
Nas horas vagas escreveu belíssimos livros religiosos,
que têm sido e até hoje são muito apreciados. Fundou, junto com Santa Joana
Francisca de Chantal, a Ordem da Visitação de Nossa Senhora, uma Ordem
religiosa feminina contemplativa, que teve a aprovação apostólica e grata
aceitação achou entre o povo católico.
Durante vinte anos tinha dirigido os destinos da
diocese, e grandes foram os merecimentos de sua hábil e prudente administração,
quando Deus houve por bem chamar o fiel servo à eterna recompensa. Negócios
urgentes requereram a presença do Bispo em Lyon, durante os dias de Natal,
quando lhe sobreveio uma grave doença. Teve uma congestão cerebral, que lhe
paralisou os membros, menos a língua. Entre os primeiros que o visitaram,
achavam-se os Padres Jesuítas, aos quais disse: “Estais me vendo num estado, em
que de nada preciso, a não ser da misericórdia divina. Peço que m’a alcanceis
pela vossa oração”. Perguntado por um deles se estaria pronto a sujeitar-se à
vontade de Deus, se ele lhe determinasse a morte, respondeu: “É bom esperar no
Senhor: Para mim aquela hora é como qualquer outra. Deus é o Senhor. Que Ele de
mim faça o que bem parecer. Nunca tive vontade diferente da sua”. Dito isto,
fez a profissão da fé, na presença de muitas pessoas, para assim testemunhar,
que sempre viveu na fé católica e nela queria morrer. Os santos Sacramentos
recebeu-os com muita devoção. Durante os dias da doença permaneceu em contínua
oração. (...) Quando entrou em agonia, os circunstantes, de joelhos, rezaram a
ladainha de Todos os Santos. À invocação: “Santos Inocentes, rogai por ele”,
Francisco exalou sua bela alma. Era o dia 28 de dezembro de 1622. O Santo tinha
chegado à idade de 56 anos.
O coração do santo Bispo foi solenemente
transportado para o convento da Visitação em Lyon; o corpo descansa no convento
da mesma Congregação em Aneci. Os milagres com que Deus glorificou o túmulo do
seu servo, são numerosos. O próprio Papa Alexandre VII, que em 1665 inseriu o
nome de Francisco no catálogo dos Santos, por intercessão do mesmo ficou livre
de um mal incurável. A bula da canonização enumera, entre os milagres provados
e documentados, a cura de um cego de nascimento, de quatro paralíticos e a
ressurreição de dois mortos. Em 1923 foi declarado Doutor da Igreja e Padroeiro
da Imprensa e dos jornalistas católicos.
No Calendário Litúrgico antigo, é comemorado a 29
de janeiro, um dia depois da data de sua morte.
(Texto extraído de “Na
Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, acréscimos a/c blog)
28 de jan de 2015
Santos do Dia - Quarta-Feira, 28/01/2015 - 2ª Parte
14:00 | Postado por
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SANTA INÊS (2ª Festa)
(28 de janeiro)
A Liturgia Romana Tradicional conservou uma segunda
festa de Santa Inês. Deve ser a sobrevivência de uma antiga Oitava.
(com informações do
Missal Romano
Quotidiano, de D. Gaspar
OSB)
NOTA: Para ler a biografia de Santa Inês,
clique aqui.
Santos do Dia - Quarta-Feira, 28/01/2015 - 1ª Parte
00:00 | Postado por
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SÃO PEDRO NOLASCO
(28 de janeiro)
Visão de São Pedro Nolasco.
Pintura a óleo de 1629, por Francisco
Zurbarán, atualmente no Museu do
Prado, Madri/Espanha.
São Pedro Nolasco nasceu em 1190. Os pais
constatavam, com muita satisfação, que ao desenvolvimento físico do filho
correspondia igual progresso moral. Era admirável a terna compaixão que Pedro,
criança ainda, revelava pelos pobres. O aspecto da miséria causava-lhe tanta
tristeza que os pais, querendo consolá-lo, haviam de dar-lhe esmolas para os
pobres. Mais tarde, quando estudante, repartia com os pobres tudo que dos pais
recebia. Com o maior cuidado guardava o tesouro da pureza do coração, e todo o
seu desejo era poder servir a Deus do modo mais perfeito. Daí a fuga de tudo
que pudesse desagradar a Deus ou ser um perigo para a sua alma. Ao perder o pai,
tinha 15 anos de idade, e a mãe, desejando ter uma auxiliar no governo da casa,
insistiu com Pedro para que estabelecesse família. Este se opôs terminantemente,
e mais ainda: fez os votos de castidade e de pobreza, com o propósito de repartir
os bens entre os pobres.
A França, naquela época, estava tomada por sérias
desordens que infestavam todo o território sul, dentre as quais os abusos dos
albigenses (facção maniqueísta que alastrou-se pelo país). Para evitar qualquer
contato com os hereges, Pedro associou-se ao conde Simão de Monfort, comandante
do Exército Católico. Com ele mudou-se para a Espanha, onde lhe foi confiada a
educação do príncipe Jaime de Aragão.
Ofereceu-se-lhe então oportunidade de observar a
tristíssima sorte dos cristãos que tiveram a infelicidade de cair no poder dos
muçulmanos, que corriam grande perigo de perder a fé. Diante disto, Pedro
aplicou toda a sua fortuna no resgate daqueles infelizes, mas como a quantidade
de escravos era enorme, acabou tendo de recorrer à caridade de outras pessoas
que, caridosamente, contribuíram com elevadas somas para a redenção dos pobres
cativos.
Em 01 de agosto de 1223, Pedro teve uma revelação
da Santíssima Virgem, a qual mostrando grande satisfação pelo bem que fizera
aos cristãos, deu-lhe a ordem de fundar uma congregação com o fim determinado
da redenção dos cativos. Pedro comunicou este fato a São Raimundo de Penaforte,
seu confessor, e ao Rei Jaime, e grande surpresa teve quando deles soube que
ambos, na mesma noite, haviam tido a mesma aparição. Tendo assim tão claramente
a revelação da vontade divina, Pedro sem demora pôs mãos à obra e emitiu os
três votos, de pobreza, castidade e obediência, acrescentando o quarto, de
sacrificar os bens e a própria liberdade, se necessário fosse, pela redenção
dos cativos. Do bispo Berengário, de Barcelona, recebeu estes seus votos.
O dominicano São Raimundo de Penaforte, por sua
vez, organizou as constituições da regra da nova ordem, e impôs a Pedro o
hábito, nomeando-o primeiro Superior. A nova instituição teve gratíssimo
acolhimento da parte do povo e, com Raimundo, mais dois fidalgos receberam o
hábito. A nova regra obteve, já em 1235, a aprovação da Santa Sé. Durante o
espaço de trinta e um anos, São Pedro Nolasco dirigiu os destinos da Ordem, e
por milhares contaram-se os cristãos que lhe deveram a libertação do cativeiro
mourisco.
Grande desejo tinha tinha de visitar o túmulo do
apóstolo São Pedro, a quem dedicava especial devoção. Quando, na hora das
matinas, apresentou a Deus o pedido de ver realizado esse desejo, apareceu-lhe
São Pedro, fazendo-lhe ver que não era a vontade de Deus que fizesse aquela
viagem. Pedro contentou-se inteiramente com esta resposta.
Os últimos anos de sua vida foram-lhe amargurados
pela impossibilidade de trabalhar. Sentindo-se ao fim da peregrinação terrena,
reuniu todos os religiosos de sua Ordem para lhes dar os últimos conselhos e a
bênção. As últimas palavras que disse, foram: "Eu vos louvarei, Senhor,
porque a salvação trouxestes ao povo".
São Pedro Nolasco morreu em 25 de dezembro de 1256.
No Calendário Romano Tradicional, é comemorado em 28 de janeiro, mesma data que
os religiosos da Ordem dos Mercedários adotam para festejar seu Santo Fundador.
(Texto extraído de “Na
Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, acréscimos a/c blog)
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