Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
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- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
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- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
- Festas Transferidas da Semana Santa (1)
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- Liturgias da Semana da Paixão (8)
- Liturgias da Semana Santa (19)
- Liturgias das Férias da Quaresma (43)
- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
- Liturgias das Férias Mais Importantes (29)
- Liturgias das Festas de Guarda (16)
- Liturgias das Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (8)
- Liturgias das Festas Mais Importantes (17)
- Liturgias das Quatro-Têmporas (27)
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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28 de jan de 2015
Santos do Dia - Quarta-Feira, 28/01/2015 - 1ª Parte
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SÃO PEDRO NOLASCO
(28 de janeiro)
Visão de São Pedro Nolasco.
Pintura a óleo de 1629, por Francisco
Zurbarán, atualmente no Museu do
Prado, Madri/Espanha.
São Pedro Nolasco nasceu em 1190. Os pais
constatavam, com muita satisfação, que ao desenvolvimento físico do filho
correspondia igual progresso moral. Era admirável a terna compaixão que Pedro,
criança ainda, revelava pelos pobres. O aspecto da miséria causava-lhe tanta
tristeza que os pais, querendo consolá-lo, haviam de dar-lhe esmolas para os
pobres. Mais tarde, quando estudante, repartia com os pobres tudo que dos pais
recebia. Com o maior cuidado guardava o tesouro da pureza do coração, e todo o
seu desejo era poder servir a Deus do modo mais perfeito. Daí a fuga de tudo
que pudesse desagradar a Deus ou ser um perigo para a sua alma. Ao perder o pai,
tinha 15 anos de idade, e a mãe, desejando ter uma auxiliar no governo da casa,
insistiu com Pedro para que estabelecesse família. Este se opôs terminantemente,
e mais ainda: fez os votos de castidade e de pobreza, com o propósito de repartir
os bens entre os pobres.
A França, naquela época, estava tomada por sérias
desordens que infestavam todo o território sul, dentre as quais os abusos dos
albigenses (facção maniqueísta que alastrou-se pelo país). Para evitar qualquer
contato com os hereges, Pedro associou-se ao conde Simão de Monfort, comandante
do Exército Católico. Com ele mudou-se para a Espanha, onde lhe foi confiada a
educação do príncipe Jaime de Aragão.
Ofereceu-se-lhe então oportunidade de observar a
tristíssima sorte dos cristãos que tiveram a infelicidade de cair no poder dos
muçulmanos, que corriam grande perigo de perder a fé. Diante disto, Pedro
aplicou toda a sua fortuna no resgate daqueles infelizes, mas como a quantidade
de escravos era enorme, acabou tendo de recorrer à caridade de outras pessoas
que, caridosamente, contribuíram com elevadas somas para a redenção dos pobres
cativos.
Em 01 de agosto de 1223, Pedro teve uma revelação
da Santíssima Virgem, a qual mostrando grande satisfação pelo bem que fizera
aos cristãos, deu-lhe a ordem de fundar uma congregação com o fim determinado
da redenção dos cativos. Pedro comunicou este fato a São Raimundo de Penaforte,
seu confessor, e ao Rei Jaime, e grande surpresa teve quando deles soube que
ambos, na mesma noite, haviam tido a mesma aparição. Tendo assim tão claramente
a revelação da vontade divina, Pedro sem demora pôs mãos à obra e emitiu os
três votos, de pobreza, castidade e obediência, acrescentando o quarto, de
sacrificar os bens e a própria liberdade, se necessário fosse, pela redenção
dos cativos. Do bispo Berengário, de Barcelona, recebeu estes seus votos.
O dominicano São Raimundo de Penaforte, por sua
vez, organizou as constituições da regra da nova ordem, e impôs a Pedro o
hábito, nomeando-o primeiro Superior. A nova instituição teve gratíssimo
acolhimento da parte do povo e, com Raimundo, mais dois fidalgos receberam o
hábito. A nova regra obteve, já em 1235, a aprovação da Santa Sé. Durante o
espaço de trinta e um anos, São Pedro Nolasco dirigiu os destinos da Ordem, e
por milhares contaram-se os cristãos que lhe deveram a libertação do cativeiro
mourisco.
Grande desejo tinha tinha de visitar o túmulo do
apóstolo São Pedro, a quem dedicava especial devoção. Quando, na hora das
matinas, apresentou a Deus o pedido de ver realizado esse desejo, apareceu-lhe
São Pedro, fazendo-lhe ver que não era a vontade de Deus que fizesse aquela
viagem. Pedro contentou-se inteiramente com esta resposta.
Os últimos anos de sua vida foram-lhe amargurados
pela impossibilidade de trabalhar. Sentindo-se ao fim da peregrinação terrena,
reuniu todos os religiosos de sua Ordem para lhes dar os últimos conselhos e a
bênção. As últimas palavras que disse, foram: "Eu vos louvarei, Senhor,
porque a salvação trouxestes ao povo".
São Pedro Nolasco morreu em 25 de dezembro de 1256.
No Calendário Romano Tradicional, é comemorado em 28 de janeiro, mesma data que
os religiosos da Ordem dos Mercedários adotam para festejar seu Santo Fundador.
(Texto extraído de “Na
Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, acréscimos a/c blog)
27 de jan de 2015
Santo do Dia - Terça-Feira, 27/01/2015
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SÃO JOÃO CRISÓSTOMO
(27 de janeiro)
No que pese o dia da morte de São João Crisóstomo
seja 13 de setembro, no Calendário Litúrgico antigo ele é festejado a 27 de
janeiro, data de trasladação de suas relíquias do exílio para Constantinopla.
Crisóstomo, descendente de família distinta, nasceu
em 348 em Antioquia, na Síria. O pai Segundo, que era comandante das tropas
imperiais no Oriente, morreu cedo, deixando a educação do filhinho aos cuidados
da excelente esposa, Antusa. Mestres de fama mundial, como Libânio e
Antragácio, introduziram o menino talentoso nos arcanos da ciência, e Diodoro
de Tarso foi seu instrutor em matéria de religião. O Bispo Melécio batizou-o em
368 conferindo-lhe na mesma ocasião as ordens menores. Já neste tempo
Crisóstomo manifestou grande inclinação para a vida de asceta, e se não fosse a
resistência enérgica da mãe, teria se associado aos eremitas do deserto.
Quando em 373, sendo-lhe já bastante conhecidos o
talento e a santidade, e o povo, exigindo sua elevação à dignidade episcopal,
João fugiu para junto dum monge, em cuja companhia viveu quatro anos, e depois
para uma gruta, onde ficou dois anos, dedicando-se exclusivamente às práticas
da vida religiosa, com suas austeridades, e aos estudos dos Sagrados Livros.
Como a saúde se lhe abalasse com a rudeza da vida
no deserto, voltou para Antioquia, onde se ordenou em 386. Em Antioquia
desenvolveu logo uma atividade muito grande, como escritor e orador sacro, de
onde lhe foi dado o apelido de Crisóstomo (boca de ouro) pelos bizantinos.
Esta sua estada em Antioquia coincidiu com uma
grave revolta que houve contra o imperador, por causa de impostos. O povo
despedaçou estátuas do imperador, do irmão, de dois filhos e da falecida
imperatriz Flavila e deixou-se arrastar a outros atos de vandalismo. Era para
temer uma terrível represália da parte do imperador Teodósio I, cujo gênio irascível era bastante conhecido. O bispo
Flaviano dirigiu-se para Constantinopla, para aplacar a ira do monarca. Em
Antioquia reinava o pavor. Muitas famílias tinham fugido; os membros do senado
estavam na prisão e o povo tremia, na expectativa de medidas ainda mais
rigorosas. Foi a época em que a arte retórica de Crisóstomo celebrou os mais
belos triunfos. Dia por dia via-se as multidões do povo desesperado ao redor do
púlpito, ávidos de ouvir-lhes as práticas e ensinamentos que as consolavam. A
palavra de João Crisóstomo sugestionava, continha as massas e levava-as por
onde quisesse. O entusiasmo dos ouvintes chegou ao auge, quando lhes transmitiu
a notícia do perdão e anistia que o imperador tinha concedido à cidade, em
atenção ao pedido do Bispo e à petição que o mesmo tinha apresentado, em nome
de Crisóstomo e da população arrependida.
A fama da grande eloquência de Crisóstomo tinha-se
espalhado em todo o Oriente e quando, em 397, morreu o patriarca de Constantinopla, Nectário, o imperador
Arcádio, filho de Teodósio, chamou Crisóstomo para ocupar-lhe o lugar. Foi
preciso toda a habilidade e prudência da parte do imperador para conseguir o
consentimento do seu candidato. A nomeação de João Crisóstomo para
Constantinopla causou grande descontentamento em Alexandria, cujo patriarca,
Teófilo, levantou enérgico protesto contra a decisão imperial. Não obstante,
impôs as mãos ao novo Patriarca.
Da vida simples e pacata de Antioquia, viu-se João
Crisóstomo transportado para a cidade da riqueza, do luxo, para a grande
metrópole, a sede da alta política, com suas intrigas e paixões, para
Constantinopla, a rainha do Oriente que, com seus palácios magníficos e Igrejas
majestosas, dominava dois continentes. O novo Patriarca teve um acolhimento
simpático da parte do clero, da aristocracia e da população inteira. Antes de
tomar efetivamente as rédeas do governo da diocese, Crisóstomo procurou
conhecer bem o terreno em que pisava. Em condições tão diferentes das de
Antioquia, diferente se lhe afigurou o novo campo de atividade. O clero de
Constantinopla, em sua maioria, estava pouco compenetrado da sublimidade de sua
missão. Ambicioso, avarento e político, pouco tinha do espírito de Cristo, que
é o espírito da humildade, de caridade e de sacrifício. Em rente de tais
circunstâncias, Crisóstomo compreendeu, que sua atividade não mais se imitaria
à pregação da palavra de Deus, mas haveria de encetar a obra da reforma em base
larga e inevitável: seria a luta e talvez a perseguição.
Fiel ao seu costume, pregava as homilias dominicais
e explicava a Sagrada Escritura. A majestosa “Hagia Sophia”, aquele grandioso
monumento da fé católica em Constantinopla, enchia-se de fiéis de todas as
classes, para ouvir a palavra arrebatadora e apostólica do novo Antístite.
Mais importante, mais penosa e desagradável
impunha-se-lhe a obra da reforma. Esta começou em casa. O antecessor, Nectário,
de espírito pouco evangélico, tinha feito do palácio episcopal um reduto do
luxo, com todas as futilidades e comodidades. João Crisóstomo estabeleceu nele
a vida evangélica, com toda simplicidade e decência. O segundo passo na reforma
interessou a vida do clero e das religiosas, as quais em grande parte conviviam
com os sacerdotes, o que mereceu a crítica do povo, e a censura e proibição do
Patriarca. O zeloso pastor verberou outrossim os excessos da moda,
principalmente o luto “chique” das viúvas, e procurou implantar no povo a
simplicidade dos costumes e o espírito de fé. As obras da caridade, a
administração dos bens eclesiásticos, a elevação do clero na roça, a
contra-propaganda contra os arianos residentes na cidade enfileirados no
exército, eram coisas mui importantes, a que o Patriarca dedicou todas as
energias. Todas estas reformas criaram-lhe muita inimizade. Mormente entre o
clero. Era inevitável o choque.
O primeiro veio-lhe da parte de Eutrópio, eunuco e
grande protegido do imperador Arcádio. Eutrópio, na sua sede insaciável de ouro
e para poder apoderar-se das suas vítimas, tinha obrogado o direito de asilo.
Crisóstomo protestou contra esta arbitrariedade, tendo pouco tempo depois a
grande satisfação de ver o mesmo Eutrópio invocar em seu favor o direito do
asilo, quando numa revolta militar viu sua vida em perigo.
Terrível inimiga, com que Crisóstomo teve de terçar
armas, surgiu-lhe na própria pessoa da imperatriz Eudóxia, que depois do
afastamento de Eutrópio, governava o imperador. Dum despotismo sem par, era
Eudóxia ainda muito avarenta, e esta paixão que inteiramente a dominava, fê-la
cometer clamorosas injustiças.
Todos conheciam o modo de pensar de João
Crisóstomo. Como não faltassem elementos vis, cujo maior interesse era semear
cizânia e incitar os espíritos um contra o outro, puseram no ouvido do
imperador muitas coisas que o inimizaram com o Patriarca. Disseram-lhe que,
numa prática contra as modas escandalosas, João Crisóstomo se tinha referido ao
mau exemplo de Eudóxia; em outra ocasião a tinha apelidado de Jezabel, para
apostrofar-lhe a crueldade e a ambição. As relações portanto entre a família
imperial, em particular entre Eudóxia e o Patriarca, não eram menos que
cordiais. O rompimento, porém, se realizou quando João Crisóstomo deu agasalho
(aliás com a necessária cautela) a monges que o Patriarca Teófilo de Alexandria
tinha expulso de sua diocese, por suspeitar de sua ortodoxia.
Eudóxia alcançou de Arcádio que convocasse um
concílio em Constantinopla, perante o qual Teófilo havia de justificar as
medidas tomadas contra os monges em questão. Clandestinamente, porém, mandou
convidar a Teófilo para que viesse com a maior brevidade, e declarasse vaga a
sede patriarcal de Constantinopla. Teófilo chegou a Constantinopla, em
companhia de vários bispos, desafetos de João Crisóstomo, não, porém, como
acusado, mas como acusador e juiz. O concílio realizou-se em Calcedônia,
estando presentes 36 bispos. João Crisóstomo, sendo citado perante aquele
tribunal, exigiu por sua vez a exclusão de 4 bispos, notadamente seus inimigos.
O concílio reconheceu nesta exigência um ato de insubordinação da parte do
acusado, e declarou-o deposto da dignidade de Patriarca.
Característico em todo este processo foi que nem de
leve se tocou na questão dos monges, expulsos de Alexandria e aceitos em
Constantinopla; mas tanto mais se tratou de supostas ofensas, que João
Crisóstomo teria dirigido ao imperador e à imperatriz. O Santo não se opôs à
injustiça que lhe fizeram, e entregou-se ao agente executivo, que o devia levar
ao exílio. No caminho do Bósforo o povo lhe fez delirantes manifestações,
tomando assim a sua saída da capital o caráter dum triunfo nunca visto. Na
noite que seguiu a partida, a população de Constantinopla foi atemorizada por
um forte terremoto. A própria imperatriz, profundamente impressionada com este
fenômeno, pediu ao imperador revogação do edito contra João Crisóstomo. A
atitude do povo contra o imperador tornou-se tão ameaçadora que João Crisóstomo
pôde voltar, sem esperar nova determinação dos bispos.
De pouca duração, porém, foi a paz. No mesmo ano se
inaugurou perto da Igreja um monumento, que apresentava uma estátua de Eudóxia.
Por esta ocasião a aglomeração do povo foi tamanha, que chegou a perturbar a
celebração dos atos litúrgicos no templo. O Patriarca pediu providências ao
prefeito, reclamando contra os abusos que se praticavam. A reclamação foi
interpretada maliciosamente, como se o Patriarca tivesse protestado contra a
existência do monumento. Mal Eudóxia teve conhecimento do fato, logo se dirigiu
de novo a Teófilo, pedindo-lhe a intervenção. Este, dispensando triunfos
pessoais em Constantinopla, limitou-se a citar as determinações ainda em vigor
do concílio de Calcedônia. Embora este concílio nenhum valor tivesse, o
imperador proibiu ao Patriarca o uso de ordens e mandou fechar o palácio
episcopal.
Não obstante, João Crisóstomo entrou pela Páscoa na
Catedral, para administrar o batismo aos catecúmenos, que ele mesmo tinha
preparado. Força armada penetrou no templo e dispersou a multidão dos fiéis.
Chegou o dia de Pentecostes, e com ele o decreto imperial que condenava o
Patriarca ao exílio. João Crisóstomo, despedindo-se dos fiéis e dedicados
amigos, abandonou secretamente a capital, para evitar um segundo levantamento
do povo. Sua saída de Constantinopla desta vez foi definitiva. Escoltado por
soldados da força pública, João Crisóstomo foi para o exílio, sem saber para
onde o levariam. Algum tempo ficou em Niceia, onde desenvolveu uma atividade
considerável na conversão de pagãos. Comunicaram-lhe que Cucusu seria o último
lugar do seu desterro, e para lá seria deportado.
A viagem foi penosíssima e chegou a ser um
verdadeiro martírio para o pobre exilado. Chegando a Cesareia na Capadócia, os
próprios bispos negaram-lhe agasalho, e monges fantasiados atacaram-lhe a casa.
Não havia quem lhe quisesse dar hospedagem, de modo que é verdade o que João
queixa numa carta, dizendo que sofre mais que os criminosos nas minas e nas
prisões.
Finalmente, após uma viagem de 70 dias, cheia de
peripécias e perigos, chegou a Cucusu, na Armênia. Apesar de ser o “lugar mais
ermo do mundo” (expressão de João Crisóstomo), a permanência lá não lhe foi tão
desconfortada como se podia supor. Tendo sempre comunicação com os amigos de
Constantinopla, estes o beneficiaram também no exílio. Até de Antioquia recebia
cartas e visitas. Sofrimentos e grandes provações não lhe faltaram. A saúde
ressentiu-se muito, com o clima áspero e irregular de Cucusu. Bandos isáuricos
devastaram diversas vezes aquela região e obrigaram os habitantes a refugiar-se
nas grutas e montanhas. Fugindo destes inimigos, João Crisóstomo procurou
abrigo num castelo fortificado em Arabisso.
Os amigos do Santo em Constantinopla passaram por
um grande vexame, e tornou-se-lhes bem crítica a situação. Logo depois da saída
de João Crisóstomo, houve dois grandes incêndios, que destruíram a grande
catedral, algumas casas contíguas e o palácio do Senado. Os inimigos do
Patriarca inculparam os partidários de João Crisóstomo de terem sido eles os
causadores destes desastres, e abriram forte campanha contra eles. Ambas as
partes apelaram para o Papa Inocêncio I. A sentença do sumo Pontífice
desagradou profundamente aos adversários de João Crisóstomo, pois Inocêncio I
declarou-se em favor destes contra o conciliábulo de Calcedônia, e fez a proposta
de apresentar a questão a outro concílio, o qual, porém, não se realizou devido
à má vontade de Arcádio.
Tendo conhecimento das comunicações que havia entre
João Crisóstomo e Constantinopla e Antioquia, o imperador ordenou-lhe a
transferência para Pitio, na margem oriental do Mar Negro. O organismo do
Santo, já bastante depauperado e combalido, não mais resistiu às fadigas desta
forçada viagem de três meses. Quase sem forças chegou a Comana, onde pernoitou
na igreja de São Basílio, do qual em sonho ouviu dizer-lhe as seguintes
palavras: “tenha ânimo, irmão, o dia de amanhã nos unirá”. No dia seguinte, 14
de setembro de 407, entrou no eterno descanso. As últimas palavras que disse
foram: “Louvado seja Deus por tudo. Amém”.
O cisma terminou só com a morte de Arcádio, Eudóxia
e Teófilo. Teodósio II, filho e sucessor de Arcádio, cumpriu a ordem do Papa de
restabelecer a honra do Patriarca injustamente exilado. A transladação do corpo
de São João Crisóstomo para Constantinopla, em 27 de janeiro de 438, revestiu-se
de uma pompa como igual a cidade não tinha visto ainda. As relíquias de São
João Crisóstomo acham-se hoje em Roma, na igreja do Vaticano.
(Texto extraído de “Na
Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página
Oriente, acréscimos a/c blog)
24 de jan de 2015
3º DOMINGO APÓS EPIFANIA - 25/01/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho
11:00 | Postado por
Sacerdos |
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3º DOMINGO APÓS EPIFANIA
2ª Classe - Paramentos Verdes
Para ler/baixar o Próprio desta Missa, clique aqui.
O centurião romano implora a Jesus a cura de seu servo.
Pintura a óleo por Alvise dal Friso, século 16.
Epístola de São Paulo Apóstolo aos Romanos 12, 16-21.
Irmãos: Não queirais ser sábios aos vossos olhos.
Não torneis mal por mal a ninguém, procurando fazer o bem, não só diante de
Deus, mas também diante dos homens. Se é possível, tanto quanto depende de vós,
tende paz com todos os homens. Não tireis vingança pessoal, ó caríssimos, mas
deixai isso à ira de Deus, porque está escrito; a mim pertence a vingança; eu
farei justiça, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tem fome, dá-lhe
de comer; se tem sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas
vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o
bem.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8, 1-13.
Naquele
tempo: Tendo Jesus descido do monte, uma grande multidão o
seguiu. E eis que, aproximando-se um leproso, O reverenciava, dizendo: “Senhor,
se Tu queres, podes limpar-me.” E Jesus, estendendo a mãe, tocou-o, dizendo:
“Quero, sê limpo.” E logo ficou limpo da sua lepra. E Jesus, disse-lhe: “Vê não
o digas a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote, e faze a oferta que Moisés
ordenou, para lhes servir de testemunha.” Tendo depois entrado em Cafarnaum,
aproximou-se d’Ele um centurião, fazendo-Lhe uma súplica, e dizendo: “Senhor, o
meu servo jaz em casa paralítico, e sofre cruelmente.” Jesus, disse-lhe: “Eu
irei, e curá-lo-ei.” Mas o centurião, respondendo, disse: “Senhor, eu não sou
digno que entreis na minha casa; dizei, porém, uma só palavra, e o meu servo
ficará curado. Pois também eu sou um homem sujeito a outro, tendo soldados às
minhas ordens; e digo a um: vai, e ele vai; e a outro, vem, e ele vem; e ao meu
servo: faze isto, e ele o faz.” E Jesus, ouvindo isto, admirou-Se, e disse para
os que O seguiam: “Em verdade vos digo: Não encontrei uma fé tão grande em
Israel. Digo-vos, pois, que virão muitos, do Oriente e do Ocidente, e sentar-se-ão
com Abraão, Isaac e Jacó no reino dos Céus, enquanto que os filhos do reino
serão lançados nas trevas da noite, onde haverá choro e ranger de dentes.”
Então disse Jesus ao centurião: “Vai, e seja-te feito conforme creste.” E
naquela mesma hora ficou curado o servo.
Traduções
das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB
(beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com
adaptações).
Comentário ao Evangelho do dia por:
Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte
da África), doutor da Igreja
Sermões 62 (extraído do site Evangelho
Quotidiano, apud Per Ipsum)
“Senhor, eu
não sou digno...”
Na
leitura do Evangelho, ouvimos Jesus louvar a nossa fé, associada à humildade.
Quando prometeu ir a casa do centurião curar-lhe o servo, este respondeu: “Não sou digno de que entres debaixo do meu teto,
mas diz uma só palavra e o meu servo será curado”.
Ao considerar-se indigno, revela-se digno – digno não só de que Cristo entre em
sua casa, mas também no seu coração. [...]
Pois
não teria sido para ele grande alegria se o Senhor Jesus tivesse entrado em sua
casa sem estar no seu coração. Com efeito Cristo, Mestre em humildade pelo Seu
exemplo e pelas Suas palavras, sentou-Se à mesa em casa de um fariseu orgulhoso
chamado Simão (Lc 7, 36ss.). Embora Se sentasse à sua mesa, não entrou no seu
coração: aí, “o Filho do Homem não
tinha onde reclinar a cabeça” (Lc 9,
58). Pelo contrário, aqui não entra em casa do centurião, mas entra no seu
coração. [...]
Por
conseguinte, é a fé unida à humildade que o Senhor elogia neste centurião.
Quando este diz: “Não sou
digno de que entres debaixo do meu teto”, o
Senhor responde: “Em
verdade vos digo, nem em Israel encontrei tão grande fé”. [...] O Senhor veio ao povo de Israel
segundo a carne, para procurar primeiramente neste povo a Sua ovelha perdida
(cf Lc 15, 4). [...] Nós, como homens, não podemos medir a fé dos homens. Foi
Aquele que vê o fundo dos corações, Aquele a Quem ninguém engana, que
testemunhou como era o coração deste homem; ao ouvir as suas palavras repletas
de humildade, responde-lhe com uma palavra que cura.
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