TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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27 de set. de 2014

SÁBADO DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO - 27/09/2014 - Leituras e Comentário ao Evangelho



SÁBADO DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO

Féria de 2ª Classe - Paramentos Roxos 

Para ler/imprimir o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
Jesus cura a mulher encurvada num dia de sábado.
Mosaico na Catedral de Monreale, Itália.

1ª Leitura: Livro do Levítico 23, 26-32.

Naqueles dias: Falou Deus a Moisés, nestes termos: O décimo dia deste sétimo mês será o soleníssimo dia das expiações, e santificá-lo-eis. Fareis penitência, e oferecereis a Deus um holocausto. Durante ele, não fareis qualquer trabalho servil, porque é o dia das expiações, em que deve ser feita por vós a expiação ao Senhor, vosso Deus. Quem não fizer penitência nesse dia, será excluído do seu povo, como igualmente excluirei todo aquele que nesse dia trabalhar seja o que for. Portanto, nada absolutamente fareis nele: É esta uma lei perpétua, para todos os vossos descendentes, em qualquer parte onde habitardes,  tal qual como um repouso sabático. Fareis penitência, e, desde a tarde do nono dia do mês, até à tarde do dia seguinte, celebrareis um sábado. Assim fala o Senhor Deus omnipotente.

(Caso o padre celebrante opte por abreviar a Missa, omitir as Leituras de 2ª a 5ª, indo diretamente à Epístola logo abaixo delas.)


2ª Leitura: Livro do Levítico 23, 39-43.

Naqueles dias: Falou o Senhor a Moisés, nestes termos: A partir do décimo quinto dia do sétimo mês, quando tiverdes feito todas as colheitas, celebrareis as festas do Senhor durante sete dias: O primeiro e oitavo dia, será sábado, isto é, dia de repouso. No primeiro dia, tomareis para vós os belos frutos das mais belas árvores; ramos de palmeira; ramos folhudos, salgueiros das ribeiras; e regozijar-vos-eis diante do Senhor, vosso Deus. Celebrareis esta festa, em honra do Senhor, por sete dias em cada ano: É uma lei perpétua para os vossos descendentes. Celebrá-la-eis no sétimo mês, habitando sete dias em choupanas de folhagem. Todo o homem que for da raça de Israel ficará debaixo destas choupanas, para que os vossos descendentes saibam que Eu mandei habitar debaixo de tendas os filhos de Israel, quando os tirei da terra do Egito: Mando-o Eu, o Senhor vosso Deus.


3ª Leitura: Livro do Profeta Miqueias 7, 14-20.

Senhor, nosso Deus, apascentai o vosso povo com o vosso cajado este rebanho da vossa herança, que habita solitário na floresta como outrora. As nações, ao vê-lo, correr-se-ão de vergonha, apesar de todo o seu poder. Que Deus há semelhante a Vós, que esqueceis as iniquidades, e perdoais os pecados a este resto da vossa herança? Não mais se obstinará na sua cólera, porque prefere ser misericordioso. Mais uma vez Ele terá compaixão de nós, pondo de lado as nossas iniquidades, e lançando no fundo do mar todos’ os nossos peca- dos. Vós mantereis a vossa lealdade a Jacó, e a vossa misericórdia a Abraão, conforme o jurastes a nossos pais, desde os antigos tempos, ó Senhor, nosso Deus.


4ª Leitura: Livro do Profeta Zacarias 8, 14-19.

Naqueles dias: Falou-me o Senhor assim: É isto o que diz o Senhor dos exércitos: Assim com o pensei em vos castigar, quando os vossos pais me provocavam à ira, diz o Senhor, e não tive compaixão, assim, mudando de sentir, resolvi agora fazer bem à casa de Judá e Jerusalém. Nada receeis. O que tendes a fazer é isto: Fale cada um a verdade ao seu próximo, e pronuncie sentenças de verdade e de paz às vossas portas; ninguém forme, no íntimo do seu coração, maus desígnios contra o seu próximo, nem vos deleiteis a fazer juramentos falsos, porque são tudo coisas que Eu aborreço, diz o Senhor. Ouvi, ainda, a palavra do Senhor dos exércitos, dizendo: É isto o que diz o Senhor dos exércitos: Os jejuns do quarto, do quinto, do sétimo e do décimo dia, deverão converter-se, no futuro, em dias de contentamento, alegria e festas solenes para a casa de Judá. Amai, porém, somente, a verdade e a paz: Assim fala o Senhor dos exércitos.


5ª Leitura: Livro de Daniel 3, 47-51.

Naqueles dias: o Anjo do Senhor desceu, com Azarias e seus companheiros, à fornalha, e desviou da fornalha a chama do fogo, fazendo que soprasse, no meio da fornalha, uma viração fresca como orvalho. Ora a chama, que se elevava quarenta e nove côvados acima da fornalha, irrompeu, e queimou os servos do rei, que deparou junto da fornalha, entre os Caldeus, e que a atiçavam; aos [três] jovens, porém, não lhes tocou; não os incomodou nada, nem lhes fez mal algum. Então, todos três se puseram, a uma só voz, a louvar a Deus, a glorificá-Lo e a bendizê-Lo no meio da fornalha, dizendo:


Hino dos Três Jovens na Fornalha: Livro de Daniel 3, 52-56.

Benedíctus es, Dómine Deus patrum nostrórum. Et laudábílis, et gloriósus in sæcula.

Et benedíctum nomen glóriæ tuæ, quod est sanctum. Et laudábile, et gloriósum in sæcula.

Benedíctus es in templo sancto glóriæ tuæ. Et laudábílis, et gloriósus in sæcula.

Benedíctus es super thronum sanctum regni tui. Et laudábílis, et gloriósus in sæcula.

Benedíctus es super sceptrum divinitátis tuæ. Et laudábilis, et gloriósus in sæcula.

Benedíctus es, qui sedes super Chérubim, íntuens abýssos. Et laudábilis, et gloriósus in sæcula.


Benedictus es, qui ambulas super pennas ventórurn, et super undas maris. Et laudábilis, et gloriósus in sæcula.

Benedícant te omnes Angeli, et Sancti tui. Et laudent te, et gloríficent in sæcula.

Benedicant te cæli, terra, mare, et ómnia quæ in eis sunt. Et laudent te, et gloríficent in sæcula.


Glória Patri, et Fílio, et Spirítui Sancto. Et laudábili, et glorióso in sæcula.

Sicut erat in princípio, et nunc, et semper: et in sæcula sæculórum. Amen. Et laudábili, et glorióso in sæcula.

Benedíctus es, Dómine Deus patrum nostrórum. Et laudábílis, et gloriósus in saecula.

Bendito sois, Senhor, Deus dos nossos pais: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

E bendito o santo nome da vossa glória: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendito sois no Templo santo da vossa glória: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendito sois pelo santo Trono do vosso Reino: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendito sois pelo Cetro da vossa Divindade: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendito sois Vós, que estais sentado sobre os Querubins, perscrutando os abismos: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendito sois Vós, que andais sobre as asas dos ventos, e sobre as ondas do mar: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendigam-Vos todos os Anjos e Santos: E que Vos louvem e glorifiquem por todos os séculos.

Bendigam-Vos os Céus, a Terra, o Mar e tudo o que neles existe: E que Vos louvem e glorifiquem por todos os séculos.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo: E ao que é digno de louvor e glória por todos os séculos.

Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém: E ao que é digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendito sois, Senhor, Deus dos nossos pais: E digno de louvor e glória por todos os séculos.
  
Epístola de São Paulo aos Hebreus 9, 2-12.

Irmãos: No primeiro tabernáculo que foi construído havia os candelabros, a mesa e pães da proposição, a que se chamava o Santo. Por detrás do segundo véu, estava a parte do tabernáculo chamada o Santo dos Santos, contendo o altar de ouro para os perfumes, e a arca da Aliança, recoberta de ouro, por todos os lados, na qual se guardava uma urna de ouro contendo o maná, a vara de Aarão, que tinha florido, e as tábuas da Aliança. Sobre ela estavam uns querubins em glória, estendendo a sombra das suas asas sobre o propiciatório. Aqui, porém, não é o lugar para falar destas coisas, uma por uma. Estando assim dispostas as coisas, os sacerdotes de serviço entravam, em qualquer altura, na primeira parte do tabernáculo, para desempenharem as funções cultuais; na segunda, porém, só se entrava uma vez por ano, e só O sumo sacerdote,  e com sangue, que oferecia pelos seus erros, e pelos do povo. Com isto, significava o Espírito Santo que o caminho do Santo dos Santos não estava aberto enquanto subsistia o primeiro tabernáculo. Isto é um símbolo da época presente, em que os dons e os sacrifícios que se oferecem não são capazes de tornar perfeita a consciência de quem os oferece, por consistirem apenas em alimentos, bebidas e abluções de toda a espécie:  determinações carnais, somente válidas até ao tempo em que se instituiriam as que viriam substituí-las. Ora Cristo, sumo sacerdote dos bens futuros, já veio; e, atravessando um tabernáculo maior e mais perfeito que não é obra dos homens -  isto é, que não é deste nosso mundo - penetrou, uma vez por todas, no Santo doS Santos, não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, depois de nos ter conquistado a redenção eterna.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 13, 6-17.

Naquele tempo: Disse Jesus às multidões esta parábola: “Um homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi lá por fruto, mas não o encontrou. Disse, por isso, ao que tratava da vinha: 'Há três anos que venho por fruto a esta figueira, e ainda o não encontrei. Corta-a, portanto. Para que estará aqui ocupando o terreno?' Ele, porém, respondeu-lhe, dizendo: 'Deixa-a ainda por este ano, o tempo suficiente para eu lhe cavar em volta, e estrumá-la; talvez venha a dar fruto; se não, depois a cortarás.' Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. Precisamente então, sobreveio uma mulher que há dezoito anos andava com um espírito que a fazia estar sempre doente; estava toda encurvada, de tal modo que lhe era totalmente impossível olhar para cima. Jesus, ao vê-la, chamou-a, e disse-lhe: “Mulher! Estás livre da tua enfermidade.” Depois, impôs-lhe as mãos, e imediatamente ela se endireitou, pondo-se a glorificar a Deus. Porém, o chefe da sinagoga, indignado por Jesus ter feito aquela cura em dia de sábado, tomou a palavra, para dizer ao povo: “Há seis dias em que se pode trabalhar; vinde, portanto, nestes para serdes curados, e não em dia de sábado!” O Senhor, então respondeu-lhe, dizendo: “Hipócritas! Porventura, não tirais todos, aos sábados, os bois e os jumentos do curral, para os levardes à água?! E esta mulher - uma filha de Abraão! -  que Satanás tinha presa há já dezoito anos, não se devia soltar neste dia de sábado?!” Ao falar assim, todos os seus inimigos se corriam de vergonha, ao passo que toda a outra gente vibrava de alegria por todas as esplêndidas maravilhas que Ele realizava.


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações a/c blog).


Comentário ao Evangelho do dia:
São Cipriano (aprox. 200-258), bispo de Cartago, mártir
Os Benefícios da Paciência, 7 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)


“Talvez venha a dar frutos no futuro”: imitar a paciência de Deus

Irmãos bem-amados, Jesus Cristo, Nosso Senhor e Deus, não Se contentou em ensinar a paciência por palavras; também a demonstrou pelos Seus atos. [...] Na hora da paixão e da cruz, quantos sarcasmos ultrajantes escutados com paciência, quanta troça injuriosa suportada, ao ponto de ser cuspido, Ele que, com a Sua própria saliva, tinha aberto os olhos a um cego (Jo 9, 6) [...]; de Se ver coroado de espinhos, Ele que coroa os mártires com flores eternas; de Lhe baterem na face com as palmas das mãos, a Ele que concede palmas verdadeiras aos vencedores; despojado das Suas vestes, Ele que reveste os outros de imortalidade; alimentado com fel, Ele que dá o alimento celeste; dessedentado com vinagre, Ele que dá a beber o cálice da salvação. Ele, o inocente, Ele, o justo, ou antes, Ele, que é a própria inocência e a justiça, é contado entre os malfeitores; falsos testemunhos esmagam a Verdade; Aquele que deverá ser o juiz é submetido a julgamento; a Palavra de Deus é conduzida ao sacrifício, calando-Se. A seguir, quando os astros se eclipsam, quando os elementos se perturbam, quando a terra treme, [...] Ele não fala, não Se mexe, não revela a Sua majestade. Suporta tudo até ao fim com uma constância inesgotável, para que a paciência completa e perfeita tenha o seu auge em Cristo.

E, depois de tudo isto, ainda acolhe os Seus carrascos, se converterem-se e se voltarem-se para Ele; graças à Sua paciência [...], Ele não fecha a Sua Igreja a ninguém. Aos adversários, aos blasfemos, eternos inimigos do Seu nome, não apenas lhes concede o perdão, se se arrependerem das suas faltas, mas ainda os recompensa com o Reino dos Céus. Quem poderíamos indicar de mais paciente, de mais benevolente? A mesma pessoa que derramou o sangue de Cristo é vivificada pelo sangue de Cristo. Tal é a paciência de Cristo, e se não fosse tão grande como realmente é, a Igreja não teria o Apóstolo Paulo.

26 de set. de 2014

SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO - 26/09/2014 - Leituras e Comentário



SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO

Féria de 2ª Classe – Paramentos Roxos

Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
A pecadora unge os pés de Jesus. Pintura por Lodovico Cigoli.


Epístola: Livro do Profeta Oseias 14, 2-10.

É isto o que diz o Senhor Deus: Volta, Israel, ao Senhor, teu Deus, porque foi por causa dos teus. pecados que tu caíste. Preparai-vos de palavras, e voltai ao Senhor, e dizei-lhe: Tirai-nos todos os nossos pecados, ficai com o que Vos é agradável, porque nós havemos de oferecer-Vos os sacrifícios das nossas promessas. Não é a Assíria que nos salvará; não montaremos cavalos [alusão à aliança com nações pagãs em troca de meios; no caso, o Egito emprestou cavalos a Israel, n.d.t.], nem tornaremos a dizer: O nosso Deus são as obras das nossas mãos, porque Vós compadeceis-Vos do órfão que está sob a vossa proteção.’ ” - Eu curarei as suas chagas, e amá-lo-ei de todo o coração, porque a minha indignação já se afastou deles. Serei um orvalho para Israel, que crescerá como um lírio, e lançará raízes como as árvores do Líbano; estenderá os seus ramos, mostrando a magnificência da oliveira e o perfume do Líbano. Virão repousar à sua sombra; farão renascer o trigo; crescerão como a vinha; e serão falados como o vinho do Líbano. Depois disto, que terá Efraim a ver com os ídolos? Sou Eu que o atendo, e olho por ele, como quem olha por uma viçosa faia: De mim são os frutos que tu tens! Quem é inteligente procure compreender estas coisas, e conhecê-las. Porque os caminhos do Senhor são retos, e é por eles que andam os justos; os pecadores, porém, tropeçarão neles.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 36-50.

Naquele tempo: Um fariseu pediu a Jesus que fosse comer com ele. Tendo, pois, entrado em casa do fariseu sentou-se à mesa. Mas eis que uma mulher pecadora que havia na cidade, quando soube que Ele estava à mesa, em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro cheio de perfume e, estando a seus pés, por detrás d’Ele, começou a banhar lhos com lágrimas, e a enxugar lhos com os cabelos da sua cabeça, e a beijar-lhos) e a ungir-lhos com o perfume! Ora, vendo isto o fariseu que O tinha convidado, disse consigo: Se Este fosse profeta, saberia com certeza quem e qual é a mulher que Lhe fala: Uma pecadora! Então, Jesus observou-lhe, dizendo: Simão, tenho uma coisa a dizer-te. Ele respondeu: Mestre, fala. Um credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinquenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a dívida. Qual dos dois amará ele mais? Respondendo, Simão disse: Creio que aquele a quem perdoou mais. Disse-lhe Jesus: Julgaste bem. Voltando-Se, então, para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés: pois esta banhou-Me os pés com as suas lágrimas, e enxugou-mos com os seus cabelos. Não Me deste o ósculo: pois esta, desde que entrou, não cessou de beijar os meus pés! Não ungiste a minha cabeça com perfume: pois esta ungiu com perfume os meus pés. por tudo isto que te digo: São-lhe perdoados muitos pecados, porque amou muito. Se a alguém se perdoa menos, é porque amou menos. Em seguida, disse-lhe, a ela: São-te perdoados os teus pecados. Os convidados, então, começaram a dizer entre si: Quem é Este que até perdoa os pecados? Jesus, porém, disse à mulher: A tua fé te salvou; vai em paz.
 

Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).


Comentário ao Evangelho do dia
Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
A Penitência, II, 8; SC 179 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum; acesso em 20/06/2013, a 0:10h)

“A tua fé te salvou. Vai em paz”

“Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes” (Mt 9,12). Mostra pois ao médico a tua ferida, para poderes ser curado. Mesmo que lha não mostres, ele conhece-a, mas exige que tu lhe faças ouvir a tua voz. Lava as tuas feridas com as tuas lágrimas. Foi assim que esta mulher de que nos fala o Evangelho se livrou do seu pecado e do mau odor do seu desvario; foi assim que ela se purificou das suas faltas: lavando os pés de Jesus com as suas lágrimas.

Reserva-me também, Jesus, o cuidado de Te lavar os pés, que sujaste ao caminhar em mim! […] Mas onde poderei encontrar água viva para Te lavar os pés? Se não tenho água, tenho as minhas lágrimas. Faz com que, ao lavar-te os pés com elas, eu próprio fique purificado! E que hei-de fazer para que digas de mim: “São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou”? Confesso que a minha dívida é considerável e que me foi “dado mais”, a mim que fui arrancado ao barulho das querelas da praça pública e das responsabilidades do governo para ser chamado ao sacerdócio. Temo, por conseguinte, ser considerado um ingrato se amar menos, quando me foi dado mais.

Não posso comparar a qualquer pessoa essa mulher que com justiça foi preferida ao fariseu Simeão, que recebia o Senhor para jantar. Mas a todos aqueles que querem merecer o perdão, ela dá um ensinamento beijando os pés de Cristo, lavando-os com as suas lágrimas, enxugando-os com os seus cabelos, ungindo-os com perfume. […] Se não conseguirmos ser iguais a ela, o Senhor Jesus saberá vir ao encontro dos fracos. Quando não há ninguém que saiba preparar uma refeição, trazer perfume, trazer consigo uma fonte de água viva (cf Jo 4,10), é Ele próprio que vem.

25 de set. de 2014

SOBRE AS FÉRIAS DE TÊMPORAS - 3ª Parte

O BRILHO DAS FÉRIAS DE TÊMPORAS: 
"Beneficamente naturais".

Michael P. Foley
Artigo completo traduzido, aqui.
Este cumprimento da Lei é crucial porque ensina-nos algo fundamental sobre Deus, Seu plano redentor para nós e a natureza do universo. Tanto no caso dos jejuns sazonais dos judeus quanto no das Têmporas dos cristãos, somos convidados a considerar a maravilha das estações naturais e sua relação com o Criador. Pode-se dizer, por exemplo, que as quatro estações indicam individualmente a felicidade do Céu, onde há “a beleza da primavera, o brilho do verão, a abundância do outono e o repouso do inverno" [citação entre aspas extraída de uma oração de Santo Tomás de Aquino, n.d.a.].

Isto é significativo porque as Têmporas são o único tempo no calendário da Igreja onde a natureza qua natureza é destacada e reconhecida. Certamente o ano litúrgico como um todo pressupõe o ritmo anual da natureza (a Páscoa coincide com o equinócio de primavera, o Natal com o solstício do inverno [nos países da Europa, n.d.t.], etc.), mas aqui nós celebramos não os fenômenos naturais em si, mas os mistérios sobrenaturais que eles evocam. As Rogações comemoram a natureza, mas principalmente à luz de seu significado agrícola (ou seja, em relação com seu cultivo pelo homem) e não em seus próprios termos, por assim dizer. 

As Têmporas, portanto, destacam-se como os únicos dias nas estações sobrenaturais da Igreja que comemoram as estações naturais da terra. Isto é apropriado porque, uma vez que o ano litúrgico renova anualmente nossa iniciação no mistério da redenção, ele deve fazer alguma menção especial à própria coisa que a graça aperfeiçoa. 

(continua...)


 

SOBRE AS FÉRIAS DE TÊMPORAS - 2ª Parte

O BRILHO DAS FÉRIAS DE TÊMPORAS: 
"Apostólicas e Universais".

Michael P. Foley
Artigo completo traduzido, aqui.


A história das Têmporas leva-nos às origens mesmas do Cristianismo. O Antigo Testamento prescreve um jejum quádruplo como parte de sua consagração do ano em curso a Deus (Zac 8, 19). Além destas observâncias sazonais, judeus piedosos na Palestina do tempo de Jesus jejuavam toda segunda e quinta – daí a vanglória do fariseu sobre o jejuar duas vezes por semana na parábola envolvendo um deles e o publicano (Lc 18, 12).

Os primeiros cristãos corrigiram ambos os costumes. A Didaché, obra tão antiga que pode inclusive ser datada antes de alguns livros do Novo Testamento, conta-nos que os cristãos palestinos no primeiro século jejuavam todas as quartas e sextas: quartas, porque é o dia em que Jesus foi traído; e, sextas, porque é o dia em que Ele foi crucificado [Nota do blog Rorate Cæli: a única razão apresentada pela Didaché é mais polêmica: os cristãos jejuavam em dias diferentes (dos prescritos na Lei mosaica) para se diferenciarem dos "hipócritas", ou seja, dos fariseus]. Os jejuns de quartas e sextas de tal forma faziam parte da vida cristã que uma palavra em gaélico, Didaoirn, significa literalmente “o dia entre os jejuns”.

No século terceiro, os cristãos em Roma começaram a destinar alguns destes dias à oração sazonal, em parte como imitação do costume judeu e em parte como resposta às festas pagãs que ocorriam por volta da mesma época [cf. WEISER, F. X. Manual de Festas e Costumes Cristãos, pág. 31-32]. Assim nasceram as Têmporas. E depois que o jejum semanal tornou-se menos frequente, foram as Têmporas que permaneceram como testemunho evidente de um costume que remonta aos próprios Apóstolos. Ademais, pela modificação dos dois jejuns judeus, as Têmporas encarnam a declaração de Cristo de que Ele não veio para abolir a Lei, mas para cumpri-la (Mt 5, 17). 

(continua...)
24 de set. de 2014

QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO - 24/09/2014 - Leituras e Comentário



QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO

Féria de 2ª Classe – Paramentos Roxos

Para ler e/ou baixar o Próprio desta Missa, clique aqui.
Esdras retoma o sacrifício mosaico ao retornar do exílio (cf. Leituras do dia).


Profecia de Amós 9, 13-15.

É isto o que diz o Senhor Deus: “Virão dias em que o lavrador seguirá logo após o ceifeiro, e o que pisa as uvas logo após o semeador; as montanhas destilarão doçuras, e todas as colinas liquefazer-se-ão. Trarei do cativeiro o meu povo de Israel, que reconstruirá as cidades devastadas, e habitar nelas; plantará vinhas, e beber-lhes o vinho; fará pomares, e comer-lhes os frutos. Fixá-lo-ei na sua própria terra, e jamais os voltarei a tirar dessa terra que Eu lhes dei.“Assim diz o Senhor, teu Deus.


Epístola: Livro de Neemias 8, 1-10.

Naqueles dias: Reuniu-se todo o povo, como um só homem, na praça que está diante da porta das Águas; e disseram a Esdras, o legista, que trouxesse o livro da lei de Moisés,que o Senhor tinha prescrito a Israel. Trouxe, pois, Esdras, a Lei, para diante da multidão dos homens e das mulheres, e de todos os que podiam entender. Era o primeiro dia do sétimo mês. Leu Esdras, naquele livro, claramente, no meio da praça que fica diante da porta das Águas, desde manhã até ao meio-dia, na presença dos homens, das mulheres e dos que podiam entender; e todo o povo tinha os ouvidos atentos à leitura do livro. Esdras, o legista, estava de pé, sobre o estrado de madeira, que tinha mandado fazer para falar. Abriu o livro à vista de todo o povo, visto que dominava toda a assembleia, e, logo que o abriu, todo o povo se pôs de pé. Esdras bendisse o Senhor, Deus grande; e todo o povo respondeu: Amém, amém, levantando as mãos; depois, curvaram-se, e, prostrados por terra, adoraram a Deus. Entretanto, os Levitas faziam estar o povo em silêncio, para ouvir a Lei, mantendo-se cada qual no seu lugar. Leram, então, no livro da Lei de Deus, distinta e claramente, para se entender: e o povo entendia quanto se estava lendo. Neemias e Esdras, sacerdote e legista, e os levitas, que interpretavam a Lei a todo o povo, disseram: “Este dia é consagrado ao Senhor, nosso Deus; portanto, não estejais tristes nem choreis.Disse-lhes, pois: Ide comer carne gorda, e beber vinhos licorosos, mandando também quinhões aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao Senhor; por isso, não estejais tristes: porque a alegria do Senhor é a nossa fortaleza.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 9, 16-28.

Naquele tempo: Um, de entre a multidão, disse a Jesus: Mestre! Trouxe-Te aqui o meu filho, possesso de um espírito mudo: sempre que se apodera dele, atira-o por terra, e a criança espuma e range os dentes, até se definhar. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não foram capazes.Ele, então exclamou: Geração incrédula! Até quando estarei no meio de vós?! Até quando vos suportarei?! ... Trazei-me aqui a criança.Levaram-lho. Apenas viu Jesus, imediatamente o espírito sacudiu violentamente a criança, que se revolvia na terra, a espumar! Jesus perguntou ao pai: Há quanto tempo lhe acontece isto?Ele respondeu: Desde pequeno. Até muitas vezes o tem lançado no fogo ou na água, para o matar. Porém, se Tu podes alguma coisa, acode-nos, tendo compaixão de nós.” Observou-lhe Jesus: Se tu podes ... Tudo é possível a quem crê!Imediatamente o pai da criança começou a exclamar, entre lágrimas: “Eu creio, Senhor! Auxiliai a minha incredulidade!Jesus, vendo que o povo acorria em multidão, esconjurou o espírito imundo, dizendo-lhe: “Espírito surdo e mudo, Eu te ordeno que saias desta criança, e que jamais voltes a entrar nela!Então, soltando um grande berro, e sacudindo-a violentamente, o espírito saiu, deixando a criança como morta! A tal ponto que muitos diziam: “Está morta!Jesus, porém, pegando-lhe na mão, levantou-a, e ela ergueu-se. Quando, depois, entrou em casa, os discípulos perguntaram-Lhe o seguinte, em particular: “Por que é que nós o não pudemos expulsar? Ele respondeu-lhes: Esta casta de demônios só se pode fazer sair com a oração e o jejum.


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).


Comentário ao Evangelho do dia
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja
O Castelo Interior, 6.ª Morada, cap. 4  (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)

“Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!

Certas verdades acerca da grandeza de Deus estão tão impressas na alma que, ainda que lhe faltasse a fé para lhe dizer quem Ele é, e para a obrigar a reconhecê-Lo como seu Deus, a alma adorá-Lo-ia como tal. Foi exatamente isto o que fez Jacob, depois da visão da escada misteriosa (Gn 28,12s). É provável que este patriarca tenha compreendido, nesse instante, outros segredos que não pôde depois explicar [...]. Não sei se estou a exprimir-me bem, porque, ainda que tenha ouvido falar deste episódio, não sei se as minhas recordações são exatas. Também Moisés não pôde explicar tudo o que tinha visto na sarça, senão o que Deus lhe permitiu que revelasse. Mas, se Deus não tivesse comunicado à sua alma a certeza dessas coisas secretas, se não lhe tivesse dado a ver e a acreditar que eram coisas vindas de Deus, não se teria metido em tantas e tão grandes provações. Seguramente deve ter descoberto, no meio dos espinhos daquela sarça, tão profundas verdades, que lhe deram a necessária coragem para fazer o que fez pelo povo de Israel.

Não temos pois de procurar, nas coisas ocultas de Deus, razões para as compreender. Mas, porque acreditamos que Ele é todo-poderoso, devemos igualmente acreditar que, na nossa imensa pobreza, somos incapazes de compreender as Suas grandezas. Louvemo-Lo pois muito, porque é Seu grande desejo revelar-nos algumas das Suas grandezas.

SOBRE AS FÉRIAS DE TÊMPORAS - 1ª Parte

Caros leitores,
Salve Maria!
A partir desta quarta-feira, a Liturgia Tridentina prevê um "tríduo" penitencial, conhecido como "Têmporas" por ocorrer sempre em coincidência com o início das estações do ano. A história e a simbologia das Têmporas são bem explicadas num artigo escrito por Michael P. Foley, texto original em inglês reproduzido no blog Rorate Caeli; uma tradução completa está disponível aqui, da qual publicaremos alguns trechos nesta semana.


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O BRILHO DAS FÉRIAS DE TÊMPORAS: 
"As Quatro Estações".


As Quatro Têmporas, que caem na quarta-feira, na sexta-feira e no sábado da mesma semana, ocorrem em conjunção com as quatro estações do ano. O outono [primavera no Brasil, n.d.t.] traz as Têmporas de setembro, também conhecidas como as Têmporas de São Miguel devido a sua proximidade com a Festa de São Miguel em 29 de setembro [segundo o Missal de 1962, as Têmporas de Setembro caem na semana do 3º Domingo de Setembro, n.d.t.]. O inverno [verão no Brasil, n.d.t.], por outro lado, traz as Têmporas de dezembro, durante a terceira semana do Advento e a primavera [outono no Brasil, n.d.t.] traz as Têmporas da Quaresma, após o primeiro domingo da Quaresma. Finalmente, o verão [inverno no Brasil, n.d.t.] anuncia as Têmporas de Pentecostes, que ocorrem dentro da Oitava de Pentecostes.


No Missal de 1962, as Têmporas eram observadas como Férias de segunda classe, dias feriais de especial importância que se sobrepunham inclusive a certas festas de santos. Cada dia tem sua Missa própria, todas as quais são bastante antigas. Uma prova de sua antiguidade é que elas são algumas das poucas férias no rito gregoriano (como o Missal de 1962 agora vem sendo chamado) que têm cinco leituras do Antigo Testamento acompanhadas da leitura da Epístola, uma disposição antiga de fato.

Jejum e abstinência parcial durante as Têmporas eram também observados pelos fiéis desde tempos imemoriais até a década de 1960. É esta associação de jejum e penitência com as Têmporas que levou alguns a pensarem que seu nome peculiar tivesse algo a ver com cinzas ardentes, ou brasas. Mas o nome em inglês [ember, n.d.t.] deriva-se provavelmente de seu título latino, as Quatuor Tempora ou “Quatro Estações".

(continua...)