Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
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- Apresentação (1)
- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
- Festas Transferidas da Semana Santa (1)
- Homilias do Pe. Marcelo Tenório (47)
- Indulgências Plenárias (4)
- Ladainhas Menores (2)
- Liturgias da Semana da Paixão (8)
- Liturgias da Semana Santa (19)
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- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
- Liturgias das Férias Mais Importantes (29)
- Liturgias das Festas de Guarda (16)
- Liturgias das Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (8)
- Liturgias das Festas Mais Importantes (17)
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Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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27 de set. de 2014
SÁBADO DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO - 27/09/2014 - Leituras e Comentário ao Evangelho
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SÁBADO DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO
Féria de 2ª Classe - Paramentos Roxos
Jesus cura a mulher encurvada num dia
de sábado.
Mosaico na Catedral de Monreale, Itália.
1ª Leitura: Livro do Levítico 23, 26-32.
Naqueles
dias: Falou Deus a Moisés, nestes termos: “O
décimo dia deste sétimo mês será o soleníssimo dia das expiações, e santificá-lo-eis.
Fareis penitência, e oferecereis a Deus um holocausto. Durante ele, não fareis
qualquer trabalho servil, porque é o dia das expiações, em que deve ser feita
por vós a expiação ao Senhor, vosso Deus. Quem não fizer penitência nesse dia,
será excluído do seu povo, como igualmente excluirei todo aquele que nesse dia
trabalhar seja o que for. Portanto, nada absolutamente fareis nele: É esta uma
lei perpétua, para todos os vossos descendentes, em qualquer parte onde
habitardes, tal qual como um repouso
sabático. Fareis penitência, e, desde a tarde do nono dia do mês, até à tarde
do dia seguinte, celebrareis um sábado. Assim fala o Senhor Deus omnipotente.”
(Caso o padre
celebrante opte por abreviar a Missa, omitir as Leituras de 2ª a 5ª, indo
diretamente à Epístola logo abaixo delas.)
2ª Leitura: Livro do Levítico 23, 39-43.
Naqueles
dias: Falou o Senhor a Moisés, nestes termos: “A
partir do décimo quinto dia do sétimo mês, quando tiverdes feito todas as
colheitas, celebrareis as festas do Senhor durante sete dias: O primeiro e oitavo
dia, será sábado, isto é, dia de repouso. No primeiro dia, tomareis para vós os
belos frutos das mais belas árvores; ramos de palmeira; ramos folhudos, salgueiros
das ribeiras; e regozijar-vos-eis diante do Senhor, vosso Deus. Celebrareis
esta festa, em honra do Senhor, por sete dias em cada ano: É uma lei perpétua
para os vossos descendentes. Celebrá-la-eis no sétimo mês, habitando sete dias
em choupanas de folhagem. Todo o homem que for da raça de Israel ficará debaixo
destas choupanas, para que os vossos descendentes saibam que Eu mandei habitar
debaixo de tendas os filhos de Israel, quando os tirei da terra do Egito:
Mando-o Eu, o Senhor vosso Deus.”
3ª Leitura: Livro do Profeta Miqueias 7, 14-20.
Senhor,
nosso Deus, apascentai o vosso povo com o vosso cajado este rebanho da vossa
herança, que habita solitário na floresta como outrora. As nações, ao vê-lo,
correr-se-ão de vergonha, apesar de todo o seu poder. Que Deus há semelhante a
Vós, que esqueceis as iniquidades, e perdoais os pecados a este resto da vossa
herança? Não mais se obstinará na sua cólera, porque prefere ser
misericordioso. Mais uma vez Ele terá compaixão de nós, pondo de lado as nossas
iniquidades, e lançando no fundo do mar todos’ os nossos peca- dos. Vós
mantereis a vossa lealdade a Jacó, e a vossa misericórdia a Abraão, conforme o
jurastes a nossos pais, desde os antigos tempos, ó Senhor, nosso Deus.
4ª Leitura: Livro do Profeta Zacarias 8, 14-19.
Naqueles
dias: Falou-me o Senhor assim: “É isto o que
diz o Senhor dos exércitos: Assim com o pensei em vos castigar, quando os
vossos pais me provocavam à ira, diz o Senhor, e não tive compaixão, assim,
mudando de sentir, resolvi agora fazer bem à casa de Judá e Jerusalém. Nada
receeis. O que tendes a fazer é isto: Fale cada um a verdade ao seu próximo, e
pronuncie sentenças de verdade e de paz às vossas portas; ninguém forme, no
íntimo do seu coração, maus desígnios contra o seu próximo, nem vos deleiteis a
fazer juramentos falsos, porque são tudo coisas que Eu aborreço, diz o Senhor.
Ouvi, ainda, a palavra do Senhor dos exércitos, dizendo: É isto o que diz o
Senhor dos exércitos: Os jejuns do quarto, do quinto, do sétimo e do décimo
dia, deverão converter-se, no futuro, em dias de contentamento, alegria e
festas solenes para a casa de Judá. Amai, porém, somente, a verdade e a paz:
Assim fala o Senhor dos exércitos.”
5ª
Leitura: Livro de Daniel 3, 47-51.
Naqueles
dias: o Anjo do Senhor desceu, com Azarias e seus companheiros, à fornalha, e
desviou da fornalha a chama do fogo, fazendo que soprasse, no meio da fornalha,
uma viração fresca como orvalho. Ora a chama, que se elevava quarenta e nove
côvados acima da fornalha, irrompeu, e queimou os servos do rei, que deparou
junto da fornalha, entre os Caldeus, e que a atiçavam; aos [três] jovens,
porém, não lhes tocou; não os incomodou nada, nem lhes fez mal algum. Então,
todos três se puseram, a uma só voz, a louvar a Deus, a glorificá-Lo e a
bendizê-Lo no meio da fornalha, dizendo:
Hino
dos Três Jovens na Fornalha: Livro de Daniel 3, 52-56.
Benedíctus
es, Dómine Deus patrum nostrórum. Et
laudábílis, et gloriósus in sæcula.
Et benedíctum nomen glóriæ tuæ, quod est sanctum. Et laudábile, et
gloriósum in sæcula.
Benedíctus es in templo sancto glóriæ tuæ. Et laudábílis, et gloriósus
in sæcula.
Benedíctus es super thronum sanctum regni tui. Et laudábílis, et
gloriósus in sæcula.
Benedíctus
es super sceptrum divinitátis tuæ. Et
laudábilis, et gloriósus in sæcula.
Benedíctus
es, qui sedes super Chérubim, íntuens abýssos. Et laudábilis, et gloriósus in sæcula.
Benedictus es, qui ambulas super pennas ventórurn, et super undas
maris. Et laudábilis, et gloriósus in sæcula.
Benedícant te omnes Angeli, et Sancti tui. Et laudent te, et
gloríficent in sæcula.
Benedicant
te cæli, terra, mare, et ómnia quæ in eis sunt. Et laudent te, et gloríficent in sæcula.
Glória
Patri, et Fílio, et Spirítui Sancto. Et laudábili, et glorióso in sæcula.
Sicut erat in princípio, et nunc, et semper: et in sæcula sæculórum. Amen. Et
laudábili, et glorióso in sæcula.
Benedíctus
es, Dómine Deus patrum nostrórum. Et
laudábílis, et gloriósus in saecula.
|
Bendito
sois, Senhor, Deus dos nossos pais: E digno de louvor e glória por todos os
séculos.
E
bendito o santo nome da vossa glória: E digno de louvor e glória por todos os
séculos.
Bendito
sois no Templo santo da vossa glória: E digno de louvor e glória por todos os
séculos.
Bendito
sois pelo santo Trono do vosso Reino: E digno de louvor e glória por todos os
séculos.
Bendito
sois pelo Cetro da vossa Divindade: E digno de louvor e glória por todos os
séculos.
Bendito
sois Vós, que estais sentado sobre os Querubins, perscrutando os abismos: E
digno de louvor e glória por todos os séculos.
Bendito
sois Vós, que andais sobre as asas dos ventos, e sobre as ondas do mar: E
digno de louvor e glória por todos os séculos.
Bendigam-Vos
todos os Anjos e Santos: E que Vos louvem e glorifiquem por todos os séculos.
Bendigam-Vos
os Céus, a Terra, o Mar e tudo o que neles existe: E que Vos louvem e
glorifiquem por todos os séculos.
Glória
ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo: E ao que é digno de louvor e glória por
todos os séculos.
Assim
como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos.
Amém: E ao que é digno de louvor e glória por todos os séculos.
Bendito sois, Senhor, Deus dos nossos
pais: E digno de louvor e glória por todos os séculos.
|
Epístola de São Paulo aos Hebreus 9, 2-12.
Irmãos:
No primeiro tabernáculo que foi construído havia os candelabros, a mesa e pães
da proposição, a que se chamava o Santo. Por detrás do segundo véu, estava a
parte do tabernáculo chamada o Santo dos Santos, contendo o altar de ouro para
os perfumes, e a arca da Aliança, recoberta de ouro, por todos os lados, na
qual se guardava uma urna de ouro contendo o maná, a vara de Aarão, que tinha florido,
e as tábuas da Aliança. Sobre ela estavam uns querubins em glória, estendendo a
sombra das suas asas sobre o propiciatório. Aqui, porém, não é o lugar para
falar destas coisas, uma por uma. Estando assim dispostas as coisas, os
sacerdotes de serviço entravam, em qualquer altura, na primeira parte do
tabernáculo, para desempenharem as funções cultuais; na segunda, porém, só se
entrava uma vez por ano, e só O sumo sacerdote, e com sangue, que oferecia pelos seus erros, e
pelos do povo. Com isto, significava o Espírito Santo que o caminho do Santo
dos Santos não estava aberto enquanto subsistia o primeiro tabernáculo. Isto é
um símbolo da época presente, em que os dons e os sacrifícios que se oferecem
não são capazes de tornar perfeita a consciência de quem os oferece, por
consistirem apenas em alimentos, bebidas e abluções de toda a espécie: determinações carnais, somente válidas até ao
tempo em que se instituiriam as que viriam substituí-las. Ora Cristo, sumo sacerdote
dos bens futuros, já veio; e, atravessando um tabernáculo maior e mais perfeito
que não é obra dos homens - isto é, que
não é deste nosso mundo - penetrou, uma vez por todas, no Santo doS Santos,
não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, depois de
nos ter conquistado a redenção eterna.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 13, 6-17.
Naquele
tempo: Disse Jesus às multidões esta parábola: “Um homem tinha uma figueira plantada
na sua vinha. Foi lá por fruto, mas não o encontrou. Disse, por isso, ao que
tratava da vinha: 'Há três anos que venho por fruto a esta figueira, e ainda o
não encontrei. Corta-a, portanto. Para que estará aqui ocupando o terreno?'
Ele, porém, respondeu-lhe, dizendo: 'Deixa-a ainda por este ano, o tempo suficiente
para eu lhe cavar em volta, e estrumá-la; talvez venha a dar fruto; se não,
depois a cortarás.' ” Jesus estava ensinando numa
sinagoga, em dia de sábado. Precisamente então, sobreveio uma mulher que há dezoito
anos andava com um espírito que a fazia estar sempre doente; estava toda
encurvada, de tal modo que lhe era totalmente impossível olhar para cima.
Jesus, ao vê-la, chamou-a, e disse-lhe: “Mulher! Estás livre da tua enfermidade.”
Depois, impôs-lhe as mãos, e imediatamente ela se endireitou, pondo-se a
glorificar a Deus. Porém, o chefe da sinagoga, indignado por Jesus ter feito
aquela cura em dia de sábado, tomou a palavra, para dizer ao povo: “Há seis
dias em que se pode trabalhar; vinde, portanto, nestes para serdes curados, e
não em dia de sábado!” O Senhor, então respondeu-lhe, dizendo: “Hipócritas!
Porventura, não tirais todos, aos sábados, os bois e os jumentos do curral,
para os levardes à água?! E esta mulher - uma filha de Abraão! - que Satanás tinha presa há já dezoito anos,
não se devia soltar neste dia de sábado?!” Ao falar assim, todos os seus inimigos
se corriam de vergonha, ao passo que toda a outra gente vibrava de alegria por
todas as esplêndidas maravilhas que Ele realizava.
Traduções
das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB
(beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com
adaptações a/c blog).
Comentário
ao Evangelho do dia:
São
Cipriano (aprox. 200-258), bispo de Cartago, mártir
Os Benefícios
da Paciência, 7 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)
“Talvez venha a dar frutos no futuro”: imitar a
paciência de Deus
Irmãos
bem-amados, Jesus Cristo, Nosso Senhor e Deus, não Se contentou em ensinar a
paciência por palavras; também a demonstrou pelos Seus atos. [...] Na hora da
paixão e da cruz, quantos sarcasmos ultrajantes escutados com paciência, quanta
troça injuriosa suportada, ao ponto de ser cuspido, Ele que, com a Sua própria
saliva, tinha aberto os olhos a um cego (Jo 9, 6) [...]; de Se ver coroado de
espinhos, Ele que coroa os mártires com flores eternas; de Lhe baterem na face
com as palmas das mãos, a Ele que concede palmas verdadeiras aos vencedores;
despojado das Suas vestes, Ele que reveste os outros de imortalidade;
alimentado com fel, Ele que dá o alimento celeste; dessedentado com vinagre,
Ele que dá a beber o cálice da salvação. Ele, o inocente, Ele, o justo, ou
antes, Ele, que é a própria inocência e a justiça, é contado entre os
malfeitores; falsos testemunhos esmagam a Verdade; Aquele que deverá ser o juiz
é submetido a julgamento; a Palavra de Deus é conduzida ao sacrifício,
calando-Se. A seguir, quando os astros se eclipsam, quando os elementos se
perturbam, quando a terra treme, [...] Ele não fala, não Se mexe, não revela a
Sua majestade. Suporta tudo até ao fim com uma constância inesgotável, para que
a paciência completa e perfeita tenha o seu auge em Cristo.
E,
depois de tudo isto, ainda acolhe os Seus carrascos, se converterem-se e se voltarem-se
para Ele; graças à Sua paciência [...], Ele não fecha a Sua Igreja a ninguém.
Aos adversários, aos blasfemos, eternos inimigos do Seu nome, não apenas lhes
concede o perdão, se se arrependerem das suas faltas, mas ainda os recompensa
com o Reino dos Céus. Quem poderíamos indicar de mais paciente, de mais
benevolente? A mesma pessoa que derramou o sangue de Cristo é vivificada pelo
sangue de Cristo. Tal é a paciência de Cristo, e se não fosse tão grande como
realmente é, a Igreja não teria o Apóstolo Paulo.
26 de set. de 2014
SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO - 26/09/2014 - Leituras e Comentário
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SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO
Féria
de 2ª Classe – Paramentos Roxos
Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa,
clique aqui.
A pecadora
unge os pés de Jesus. Pintura por Lodovico Cigoli.
Epístola:
Livro do Profeta Oseias 14, 2-10.
É isto o que diz o
Senhor Deus: “Volta, Israel, ao
Senhor, teu Deus, porque foi por causa dos teus. pecados que tu caíste.
Preparai-vos de palavras, e voltai ao Senhor, e dizei-lhe: ‘Tirai-nos todos os nossos pecados, ficai
com o que Vos é agradável, porque nós havemos de oferecer-Vos os sacrifícios
das nossas promessas. Não é a Assíria que nos salvará; não montaremos cavalos [alusão à aliança com nações pagãs em troca de meios; no
caso, o Egito emprestou cavalos a Israel, n.d.t.], nem tornaremos a
dizer: ‘O nosso Deus são as obras das nossas mãos’, porque Vós compadeceis-Vos do órfão que
está sob a vossa proteção.’ ” - “Eu curarei as suas chagas, e amá-lo-ei de
todo o coração, porque a minha indignação já se afastou deles. Serei um orvalho
para Israel, que crescerá como um lírio, e lançará raízes como as árvores do
Líbano; estenderá os seus ramos, mostrando a magnificência da oliveira e o
perfume do Líbano. Virão repousar à sua sombra; farão renascer o trigo;
crescerão como a vinha; e serão falados como o vinho do Líbano. Depois disto,
que terá Efraim a ver com os ídolos? Sou Eu que o atendo, e olho por ele, como
quem olha por uma viçosa faia: De mim são os frutos que tu tens! Quem é
inteligente procure compreender estas coisas, e conhecê-las. Porque os caminhos
do Senhor são retos, e é por eles que andam os justos; os pecadores, porém,
tropeçarão neles.”
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 36-50.
Naquele
tempo: Um fariseu pediu a Jesus que fosse comer com ele. Tendo, pois, entrado
em casa do fariseu sentou-se à mesa. Mas eis que uma mulher pecadora que havia
na cidade, quando soube que Ele estava à mesa, em casa do fariseu, levou um
vaso de alabastro cheio de perfume e, estando a seus pés, por detrás d’Ele,
começou a banhar lhos com lágrimas, e a enxugar lhos com os cabelos da sua
cabeça, e a beijar-lhos) e a ungir-lhos com o perfume! Ora, vendo isto o fariseu
que O tinha convidado, disse consigo: “Se Este
fosse profeta, saberia com certeza quem e qual é a mulher que Lhe fala: Uma
pecadora!” Então, Jesus
observou-lhe, dizendo: “Simão,
tenho uma coisa a dizer-te.” Ele
respondeu: “Mestre, fala.” “Um
credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro
cinquenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a dívida. Qual dos
dois amará ele mais?”
Respondendo, Simão disse: “Creio
que aquele a quem perdoou mais.”
Disse-lhe Jesus: “Julgaste
bem.” Voltando-Se, então, para a mulher, disse a
Simão: “Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não
me deste água para os pés: pois esta banhou-Me os pés com as suas lágrimas, e
enxugou-mos com os seus cabelos. Não Me deste o ósculo: pois esta, desde que
entrou, não cessou de beijar os meus pés! Não ungiste a minha cabeça com
perfume: pois esta ungiu com perfume os meus pés. por tudo isto que te digo:
São-lhe perdoados muitos pecados, porque amou muito. Se a alguém se perdoa
menos, é porque amou menos.” Em seguida,
disse-lhe, a ela: “São-te
perdoados os teus pecados.” Os
convidados, então, começaram a dizer entre si: “Quem
é Este que até perdoa os pecados?” Jesus,
porém, disse à mulher: “A tua
fé te salvou; vai em paz.”
Traduções
das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB
(beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com
adaptações).
Comentário
ao Evangelho do dia
Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
A Penitência, II, 8; SC 179 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum; acesso em 20/06/2013, a 0:10h)
Santo Ambrósio (c. 340-397), bispo de Milão, doutor da Igreja
A Penitência, II, 8; SC 179 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum; acesso em 20/06/2013, a 0:10h)
“A tua fé te salvou. Vai em paz”
“Não
são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes” (Mt 9,12).
Mostra pois ao médico a tua ferida, para poderes ser curado. Mesmo que lha não
mostres, ele conhece-a, mas exige que tu lhe faças ouvir a tua voz. Lava as
tuas feridas com as tuas lágrimas. Foi assim que esta mulher de que nos fala o
Evangelho se livrou do seu pecado e do mau odor do seu desvario; foi assim que
ela se purificou das suas faltas: lavando os pés de Jesus com as suas lágrimas.
Reserva-me
também, Jesus, o cuidado de Te lavar os pés, que sujaste ao caminhar em mim!
[…] Mas onde poderei encontrar água viva para Te lavar os pés? Se não tenho
água, tenho as minhas lágrimas. Faz com que, ao lavar-te os pés com elas, eu
próprio fique purificado! E que hei-de fazer para que digas de mim: “São-lhe
perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou”? Confesso que a minha
dívida é considerável e que me foi “dado mais”, a mim que fui arrancado ao
barulho das querelas da praça pública e das responsabilidades do governo para
ser chamado ao sacerdócio. Temo, por conseguinte, ser considerado um ingrato se
amar menos, quando me foi dado mais.
Não
posso comparar a qualquer pessoa essa mulher que com justiça foi preferida ao
fariseu Simeão, que recebia o Senhor para jantar. Mas a todos aqueles que
querem merecer o perdão, ela dá um ensinamento beijando os pés de Cristo,
lavando-os com as suas lágrimas, enxugando-os com os seus cabelos, ungindo-os
com perfume. […] Se não conseguirmos ser iguais a ela, o Senhor Jesus saberá
vir ao encontro dos fracos. Quando não há ninguém que saiba preparar uma
refeição, trazer perfume, trazer consigo uma fonte de água viva (cf Jo 4,10), é
Ele próprio que vem.
25 de set. de 2014
SOBRE AS FÉRIAS DE TÊMPORAS - 3ª Parte
18:00 | Postado por
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O BRILHO DAS FÉRIAS DE TÊMPORAS:
"Beneficamente naturais".
As Têmporas, portanto, destacam-se como os únicos dias nas estações sobrenaturais da Igreja que comemoram as estações naturais da terra. Isto é apropriado porque, uma vez que o ano litúrgico renova anualmente nossa iniciação no mistério da redenção, ele deve fazer alguma menção especial à própria coisa que a graça aperfeiçoa.
(continua...)
"Beneficamente naturais".
Michael P. Foley
Artigo completo traduzido, aqui.
Este
cumprimento da Lei é crucial porque ensina-nos algo fundamental sobre
Deus, Seu plano redentor para nós e a natureza do universo. Tanto no
caso dos jejuns sazonais dos judeus quanto no das Têmporas dos cristãos,
somos convidados a considerar a maravilha das estações naturais e sua
relação com o Criador. Pode-se dizer, por exemplo, que as quatro
estações indicam individualmente a felicidade do Céu, onde há “a beleza
da primavera, o brilho do verão, a abundância do outono e o repouso do
inverno" [citação entre aspas extraída de uma oração de Santo Tomás de Aquino, n.d.a.].
Isto é significativo porque as Têmporas são o único tempo no calendário da Igreja onde a natureza qua
natureza é destacada e reconhecida. Certamente o ano litúrgico como um
todo pressupõe o ritmo anual da natureza (a Páscoa coincide com o
equinócio de primavera, o Natal com o solstício do inverno [nos países da Europa, n.d.t.],
etc.), mas aqui nós celebramos não os fenômenos naturais em si, mas os
mistérios sobrenaturais que eles evocam. As Rogações comemoram a
natureza, mas principalmente à luz de seu significado agrícola (ou seja,
em relação com seu cultivo pelo homem) e não em seus próprios termos,
por assim dizer.
As Têmporas, portanto, destacam-se como os únicos dias nas estações sobrenaturais da Igreja que comemoram as estações naturais da terra. Isto é apropriado porque, uma vez que o ano litúrgico renova anualmente nossa iniciação no mistério da redenção, ele deve fazer alguma menção especial à própria coisa que a graça aperfeiçoa.
(continua...)
SOBRE AS FÉRIAS DE TÊMPORAS - 2ª Parte
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O BRILHO DAS FÉRIAS DE TÊMPORAS:
"Apostólicas e Universais".
"Apostólicas e Universais".
Michael P. Foley
Artigo completo traduzido, aqui.
A história das Têmporas leva-nos às origens mesmas
do Cristianismo. O Antigo Testamento prescreve um jejum quádruplo como parte de
sua consagração do ano em curso a Deus (Zac 8, 19). Além destas observâncias
sazonais, judeus piedosos na Palestina do tempo de Jesus jejuavam toda segunda
e quinta – daí a vanglória do fariseu sobre o jejuar duas vezes por semana na
parábola envolvendo um deles e o publicano (Lc 18, 12).
Os primeiros cristãos corrigiram ambos os costumes. A Didaché, obra tão antiga que pode inclusive ser datada antes de alguns livros do Novo Testamento, conta-nos que os cristãos palestinos no primeiro século jejuavam todas as quartas e sextas: quartas, porque é o dia em que Jesus foi traído; e, sextas, porque é o dia em que Ele foi crucificado [Nota do blog Rorate Cæli: a única razão apresentada pela Didaché é mais polêmica: os cristãos jejuavam em dias diferentes (dos prescritos na Lei mosaica) para se diferenciarem dos "hipócritas", ou seja, dos fariseus]. Os jejuns de quartas e sextas de tal forma faziam parte da vida cristã que uma palavra em gaélico, Didaoirn, significa literalmente “o dia entre os jejuns”.
Os primeiros cristãos corrigiram ambos os costumes. A Didaché, obra tão antiga que pode inclusive ser datada antes de alguns livros do Novo Testamento, conta-nos que os cristãos palestinos no primeiro século jejuavam todas as quartas e sextas: quartas, porque é o dia em que Jesus foi traído; e, sextas, porque é o dia em que Ele foi crucificado [Nota do blog Rorate Cæli: a única razão apresentada pela Didaché é mais polêmica: os cristãos jejuavam em dias diferentes (dos prescritos na Lei mosaica) para se diferenciarem dos "hipócritas", ou seja, dos fariseus]. Os jejuns de quartas e sextas de tal forma faziam parte da vida cristã que uma palavra em gaélico, Didaoirn, significa literalmente “o dia entre os jejuns”.
No século terceiro, os cristãos em Roma começaram a
destinar alguns destes dias à oração sazonal, em parte como imitação do
costume judeu e em parte como resposta às festas pagãs que ocorriam por volta
da mesma época [cf. WEISER, F. X. Manual de Festas e Costumes Cristãos, pág.
31-32]. Assim nasceram as Têmporas. E depois que o jejum semanal tornou-se
menos frequente, foram as Têmporas que permaneceram como testemunho evidente
de um costume que remonta aos próprios Apóstolos. Ademais, pela modificação
dos dois jejuns judeus, as Têmporas encarnam a declaração de Cristo de que Ele
não veio para abolir a Lei, mas para cumpri-la (Mt 5, 17).
(continua...)
(continua...)
24 de set. de 2014
QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO - 24/09/2014 - Leituras e Comentário
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QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO
Féria de
2ª Classe – Paramentos Roxos
Para ler e/ou baixar o Próprio desta Missa,
clique aqui.
Esdras retoma
o sacrifício mosaico ao retornar do exílio (cf. Leituras do dia).
Profecia
de Amós 9, 13-15.
É isto o que diz o Senhor Deus: “Virão dias em que o lavrador seguirá
logo após o ceifeiro, e o que pisa as uvas logo após o semeador; as montanhas
destilarão doçuras, e todas as colinas liquefazer-se-ão. Trarei do cativeiro o
meu povo de Israel, que reconstruirá as cidades devastadas, e habitar nelas;
plantará vinhas, e beber-lhes o vinho; fará pomares, e comer-lhes os frutos.
Fixá-lo-ei na sua própria terra, e jamais os voltarei a tirar dessa terra que
Eu lhes dei.“Assim diz o Senhor, teu Deus.
Epístola:
Livro de Neemias 8, 1-10.
Naqueles dias: Reuniu-se
todo o povo, como um só homem, na praça que está diante da porta das Águas; e
disseram a Esdras, o legista, que trouxesse o livro da lei de Moisés,que o
Senhor tinha prescrito a Israel. Trouxe, pois, Esdras, a Lei, para diante da
multidão dos homens e das mulheres, e de todos os que podiam entender. Era o
primeiro dia do sétimo mês. Leu Esdras, naquele livro, claramente, no meio da
praça que fica diante da porta das Águas, desde manhã até ao meio-dia, na
presença dos homens, das mulheres e dos que podiam entender; e todo o povo
tinha os ouvidos atentos à leitura do livro. Esdras, o legista, estava de pé,
sobre o estrado de madeira, que tinha mandado fazer para falar. Abriu o livro à
vista de todo o povo, visto que dominava toda a assembleia, e, logo que o
abriu, todo o povo se pôs de pé. Esdras bendisse o Senhor, Deus grande; e todo
o povo respondeu: “Amém,
amém”, levantando as mãos; depois, curvaram-se,
e, prostrados por terra, adoraram a Deus. Entretanto, os Levitas faziam estar o
povo em silêncio, para ouvir a Lei, mantendo-se cada qual no seu lugar. Leram,
então, no livro da Lei de Deus, distinta e claramente, para se entender: e o
povo entendia quanto se estava lendo. Neemias e Esdras, sacerdote e legista, e
os levitas, que interpretavam a Lei a todo o povo, disseram: “Este dia é
consagrado ao Senhor, nosso Deus; portanto, não estejais tristes nem choreis.“Disse-lhes, pois: “Ide comer carne gorda, e beber vinhos licorosos,
mandando também quinhões aos que não têm nada preparado para si; porque este
dia é consagrado ao Senhor; por isso, não estejais tristes: porque a alegria do
Senhor é a nossa fortaleza.”
Evangelho de Jesus Cristo
segundo São Marcos 9, 16-28.
Naquele tempo: Um, de entre a multidão, disse a Jesus: “Mestre! Trouxe-Te aqui o meu filho,
possesso de um espírito mudo: sempre que se apodera dele, atira-o por terra, e
a criança espuma e range os dentes, até se definhar. Pedi aos teus discípulos
que o expulsassem, mas eles não foram capazes.” Ele, então exclamou: “Geração
incrédula! Até quando estarei no meio de vós?! Até quando vos suportarei?! ...
Trazei-me aqui a criança.” Levaram-lho.
Apenas viu Jesus, imediatamente o espírito sacudiu violentamente a criança, que
se revolvia na terra, a espumar! Jesus perguntou ao pai: “Há quanto tempo lhe acontece isto?” Ele respondeu: “Desde pequeno. Até muitas vezes o tem
lançado no fogo ou na água, para o matar. Porém, se Tu podes alguma coisa,
acode-nos, tendo compaixão de nós.” Observou-lhe
Jesus: “Se tu podes ... Tudo é possível a quem crê!” Imediatamente o pai da criança começou a
exclamar, entre lágrimas: “Eu creio, Senhor! Auxiliai a minha incredulidade!” Jesus, vendo que o povo acorria em
multidão, esconjurou o espírito imundo, dizendo-lhe: “Espírito surdo e mudo, Eu
te ordeno que saias desta criança, e que jamais voltes a entrar nela!” Então, soltando um grande berro, e
sacudindo-a violentamente, o espírito saiu, deixando a criança como morta! A
tal ponto que muitos diziam: “Está morta!” Jesus,
porém, pegando-lhe na mão, levantou-a, e ela ergueu-se. Quando, depois, entrou
em casa, os discípulos perguntaram-Lhe o seguinte, em particular: “Por que é
que nós o não pudemos expulsar?” Ele
respondeu-lhes: “Esta casta
de demônios só se pode fazer sair com a oração e o jejum.”
Traduções
das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB
(beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com
adaptações).
Comentário
ao Evangelho do dia
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja
O Castelo Interior, 6.ª Morada, cap. 4 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja
O Castelo Interior, 6.ª Morada, cap. 4 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)
“Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!“
Certas
verdades acerca da grandeza de Deus estão tão impressas na alma que, ainda que
lhe faltasse a fé para lhe dizer quem Ele é, e para a obrigar a reconhecê-Lo
como seu Deus, a alma adorá-Lo-ia como tal. Foi exatamente isto o que fez
Jacob, depois da visão da escada misteriosa (Gn 28,12s). É provável que este
patriarca tenha compreendido, nesse instante, outros segredos que não pôde
depois explicar [...]. Não sei se estou a exprimir-me bem, porque, ainda que
tenha ouvido falar deste episódio, não sei se as minhas recordações são exatas.
Também Moisés não pôde explicar tudo o que tinha visto na sarça, senão o que
Deus lhe permitiu que revelasse. Mas, se Deus não tivesse comunicado à sua alma
a certeza dessas coisas secretas, se não lhe tivesse dado a ver e a acreditar
que eram coisas vindas de Deus, não se teria metido em tantas e tão grandes
provações. Seguramente deve ter descoberto, no meio dos espinhos daquela sarça,
tão profundas verdades, que lhe deram a necessária coragem para fazer o que fez
pelo povo de Israel.
Não
temos pois de procurar, nas coisas ocultas de Deus, razões para as compreender.
Mas, porque acreditamos que Ele é todo-poderoso, devemos igualmente acreditar
que, na nossa imensa pobreza, somos incapazes de compreender as Suas grandezas.
Louvemo-Lo pois muito, porque é Seu grande desejo revelar-nos algumas das Suas
grandezas.
SOBRE AS FÉRIAS DE TÊMPORAS - 1ª Parte
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Sacerdos |
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Caros leitores,
O BRILHO DAS FÉRIAS DE TÊMPORAS:
"As Quatro Estações".
Jejum e abstinência parcial durante as Têmporas eram também observados pelos fiéis desde tempos imemoriais até a década de 1960. É esta associação de jejum e penitência com as Têmporas que levou alguns a pensarem que seu nome peculiar tivesse algo a ver com cinzas ardentes, ou brasas. Mas o nome em inglês [ember, n.d.t.] deriva-se provavelmente de seu título latino, as Quatuor Tempora ou “Quatro Estações".
(continua...)
Salve Maria!
A partir desta quarta-feira, a Liturgia Tridentina prevê um "tríduo" penitencial, conhecido como "Têmporas" por ocorrer sempre em coincidência com o início das estações do ano. A história e a simbologia das Têmporas são bem explicadas num artigo escrito por Michael P. Foley, texto original em inglês reproduzido no blog Rorate Caeli; uma tradução completa está disponível aqui, da qual publicaremos alguns trechos nesta semana.
* * *
O BRILHO DAS FÉRIAS DE TÊMPORAS:
"As Quatro Estações".
As Quatro
Têmporas, que caem na quarta-feira, na sexta-feira e no sábado da mesma
semana, ocorrem em conjunção com as quatro estações do ano. O outono [primavera no Brasil, n.d.t.] traz as Têmporas de setembro, também conhecidas como as Têmporas de São Miguel devido a sua proximidade com a Festa de São Miguel em 29 de setembro [segundo o Missal de 1962, as Têmporas de Setembro caem na semana do 3º Domingo de Setembro, n.d.t.]. O inverno [verão no Brasil, n.d.t.], por outro lado, traz as Têmporas de dezembro, durante a terceira semana do Advento e a primavera [outono no Brasil, n.d.t.] traz as Têmporas da Quaresma, após o primeiro domingo da Quaresma. Finalmente, o verão [inverno no Brasil, n.d.t.] anuncia as Têmporas de Pentecostes, que ocorrem dentro da Oitava de Pentecostes.
No Missal de
1962, as Têmporas eram observadas como Férias de segunda classe, dias
feriais de especial importância que se sobrepunham inclusive a certas
festas de santos. Cada dia tem sua Missa própria, todas as quais são
bastante antigas. Uma prova de sua antiguidade é que elas são algumas
das poucas férias no rito gregoriano (como o Missal de 1962 agora vem
sendo chamado) que têm cinco leituras do Antigo Testamento acompanhadas
da leitura da Epístola, uma disposição antiga de fato.
Jejum e abstinência parcial durante as Têmporas eram também observados pelos fiéis desde tempos imemoriais até a década de 1960. É esta associação de jejum e penitência com as Têmporas que levou alguns a pensarem que seu nome peculiar tivesse algo a ver com cinzas ardentes, ou brasas. Mas o nome em inglês [ember, n.d.t.] deriva-se provavelmente de seu título latino, as Quatuor Tempora ou “Quatro Estações".
(continua...)
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