TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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18 de nov de 2012

Domingo, 18/11/2012: Leituras e Comentário ao Evangelho



6º DOMINGO APÓS EPIFANIA – Transferido

2ª Classe - Paramentos Verdes 



1ª Epístola de São Paulo Apóstolo aos Tessalonicenses 1, 2-10.

Irmãos: Damos sempre graças a Deus por todos vós, pedindo continuamente por vós, nas nossas orações; lembrando-nos, diante de Deus que é nosso Pai, da obra da vossa fé, e do trabalho da vossa caridade, e da constância da vossa esperança em Nosso Senhor Jesus Cristo. Porque sabemos, irmãos amados de Deus, que fostes escolhidos para participar dos benefícios da Redenção; porque o nosso Evangelho não vos foi somente pregado com palavras, mas também com milagres, e (com a efusão) do Espírito Santo, e numa grande plenitude; bem sabeis como nos houvemos entre vós, por amor de vós. E vós vos fizestes imitadores nossos, e do Senhor, recebendo o Evangelho no meio de muita tribulação, com a alegria do Espírito Santo; de tal modo que vos tornastes modelo para todos os crentes, na Macedônia e na Acaia. Com efeito, por vós foi propagada a palavra do Senhor, não só pela Macedônia e pela Acaia, mas a toda a parte chegou a fé que tendes em Deus, de sorte que nós não temos necessidade de dizer coisa alguma. Porque os próprios fiéis publicam de nós qual foi a aceitação que tivemos entre vós, e como vos convertestes dos ídolos a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, e esperardes do Céu a seu filho, (a quem Ele ressuscitou dos mortos), Jesus, o qual nos livrou da ira que há de vir.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13, 31-35.

Naquele tempo: Contou Jesus à multidão esta parábola: “O reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e semeou no seu campo; o qual é, na verdade, a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de ter crescido, é maior que todas as hortaliças, e faz-se arbusto, de sorte que as aves do céu vêm habitar nos seus ramos.” Disse-lhes ainda outra parábola: “O reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até a massa ficar toda fermentada.” Todas estas coisas disse Jesus ao povo, em parábolas; e não lhes falava senão em parábolas, a fim de que se cumprisse o que estava anunciado pelo Profeta, que diz: “Abrirei em parábolas a minha boca; revelarei coisas que tem estado escondidas desde a criação do mundo”.



Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963.


Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato John Henry Newman (1801-1890), presbítero, bispo e Cardeal, teólogo e fundador da Congregação do Oratório na Inglaterra
PPS, vol. 6, nº 20
“The Visible Temple” (retirado do site da Diocese de Cruzeiro do Sul acesso em 18/11/2012 às 12:00h texto com adaptações)



Cristo, grão de mostarda e fermento semeado ao redor do mundo

Cristo veio a este mundo para o submeter a Si próprio, para o reivindicar como Seu, para afirmar os Seus direitos sobre ele como senhor, para o libertar do domínio usurpado pelo inimigo, para Se manifestar a todos os homens, para Se estabelecer nele. Cristo é o grão de mostarda que se desenvolverá silenciosamente, acabando por cobrir a terra inteira. Cristo é o fermento que abre secretamente caminho na massa dos homens, dos sistemas de pensamento e das instituições, até que tudo fique levedado. Até então, o céu e a terra estavam separados; o projeto de graça de Cristo consiste em fazer de ambos um só mundo, tornando a terra paralela ao céu.

Ele estava neste mundo desde o começo, mas os homens adoraram outros deuses. Ele veio a este mundo na carne, «mas o mundo não O conheceu. Veio ao que era Seu e os Seus não O receberam» (Jo 1, 10-11). Mas Ele veio para os levar a recebê-Lo, a conhecê-Lo, a adorá-Lo. Veio para integrar este mundo em Si, a fim de que, tal como Ele próprio é luz, também este mundo seja luz. Quando veio, não tinha «onde reclinar a cabeça» (Lc 9, 58), mas veio para constituir aqui um lugar para Si mesmo, para aqui constituir habitação, para aqui encontrar morada. Veio transformar o mundo inteiro na Sua morada de glória, este mundo que estava cativo das potências do mal.

Ele veio na noite, nasceu na noite escura, numa gruta. [...] Foi aí que primeiro repousou a cabeça, mas não o fez para aí permanecer para sempre. Não era Sua intenção deixar-Se ficar escondido nessa obscuridade. [...] O Seu objetivo era mudar o mundo. [...] O universo inteiro tinha de ser renovado por Ele, mas Ele a nada recorreu que já existisse, tudo criou a partir do nada. [...] Ele era uma luz que brilhava nas trevas, até que, pelo Seu próprio poder, criou um Templo digno do Seu nome.
11 de nov de 2012

Domingo, 11/11/2012: Leituras e Comentário ao Evangelho



5º DOMINGO APÓS EPIFANIA – Transferido

2ª Classe - Paramentos Verdes 

Santos do dia: São Martinho de Tours (+ 397) [biografia aqui, aqui e aqui], São Menas, Mártir (+ 295-303) [biografia aqui]


Epístola de São Paulo Apóstolo aos Colossenses 3, 12-17.

Irmãos: Sendo vós escolhidos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhas de misericórdia, de benignidade, de humildade, de modéstia, de paciência; sofrendo-vos uns aos outros, e perdoando-vos mutuamente, se algum tem razão de queixa contra o outro, assim como o Senhor vos perdoou a vós, assim também vós deveis perdoar aos outros. Mas, sobre tudo isto, tende caridade, que é o vínculo da perfeição; e triunfe em vossos corações a paz de Cristo, à qual também fostes chamados para formar um só corpo; e sede agradecidos. Que a palavra de Cristo habite em vós abundantemente, de tal modo que vos instruais e admoesteis uns aos outros, em toda a sabedoria, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando, sob a ação da graça, em vossos corações, a Deus. Tudo o que fizerdes, em palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus Cristo, dando por Ele graças a Deus Pai.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13, 24-30.

Naquele tempo: Propôs Jesus ao povo esta parábola: “O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Porém, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e foi-se. Tendo crescido a erva e dado fruto, apareceu então também o joio. Então os servos do pai de família foram ter com ele, e disseram-lhe: ‘Senhor, porventura não semeaste tu boa semente no teu campo? Donde veio, pois, o joio?’ E ele disse-lhes: ‘Foi o inimigo quem fez isto.’ Os servos disseram-lhe então: ‘Queres que vamos arrancá-lo?’ Ele respondeu-lhes: ‘Não; para se não dar o caso de acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo: Deixai crescer uma e outra coisa até à ceifa, que no tempo da ceifa direi aos segadores: colhei primeiramente o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro.”


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963.


Comentário ao Evangelho do dia feito por
Beato John Henry Newman (1801-1890), presbítero e bispo, fundador da Congregação do Oratório na Inglaterra
Sermões pregados em várias ocasiões, n°9, 2.6 (retirado do site Evangelho Quotidiano
acesso em 11/11/2012 às 13:32h)


“Deixai um e outro crescer juntos, até à ceifa”

Há escândalos na Igreja, coisas repreensíveis e vergonhosas; nenhum católico poderá negá-lo. Ela sempre incorreu na censura e na vergonha de ser mãe de filhos indignos; ela tem filhos que são bons e tem muitos mais que são maus. [...] Deus poderia ter instituído uma Igreja pura; mas previu que o joio semeado pelo inimigo permaneceria com o trigo até à ceifa, até ao fim do mundo. Afirmou que a Sua Igreja seria semelhante a uma rede de pescador “que apanha toda a espécie de peixes”, que apenas são separados à noite (cf. Mt 13,47ss). Indo mais longe, declarou que os maus e os imperfeitos seriam em maior número que os bons, “porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos” (cf. Mt 22,14); e o Seu apóstolo diz que “aqueles que foram reservados segundo a escolha da graça, foram salvos” (cf. Rm 11,5). Percebe-se assim que, na história e na vida dos católicos, há sempre muito para servir os interesses dos contraditores. [...]

Mas não baixamos a cabeça com vergonha, escondendo o rosto entre as mãos: levantamos as mãos e o rosto em direção ao Redentor. “Assim como os olhos dos servos se fixam na mão dos seus senhores [...], assim também os nossos olhos estão postos no Senhor nosso Deus, até que Ele tenha piedade de nós” (cf. Sl 122,2). [...] Apelamos a Ti, justo juiz, pois és Tu que olhas para nós. Não fazemos caso dos homens enquanto Te tivermos [...], enquanto tivermos a Tua presença nas nossas assembléias, o Teu testemunho e a Tua aprovação no nosso coração.

5 de nov de 2012

O Reinado Social de Nosso Senhor ocorre de forma visível, na Igreja Católica e em sua Hierarquia.

Homilia da Festa de Cristo Rei
Por Pe. Marcelo Tenório

Cristo Rei. Ilustração por René de Cramer.

A Santa Igreja celebra hoje a Solenidade de Cristo Rei das nações. O santo Evangelho mostra-nos Jesus, diante de Pilatos, afirmando-se Rei: “O meu Reino não é deste mundo. Aqueles que são da verdade ouvem a minha voz. Quem é pela verdade escuta a minha voz.” “Tu és rei?”, pergunta Pilatos. “Tu dizes de ti mesmo, ou alguém te falou que Eu sou rei?” 

Nosso Senhor afirma o seu reinado, a sua supremacia sobre o Céu e sobre a terra. Verdadeiramente Cristo é Rei das nações, de todos os povos. E o Seu trono é a cruz, assim Ele o quis. Por isso, a Epístola de São Paulo começa dando graças a Deus porque Nosso Senhor, pela Sua paixão, morte e ressurreição, ou seja, pelo Seu trono glorioso – a cruz – fez-nos dignos de participar da herança dos Santos na luz.

E este senhorio de Jesus está na Santa Igreja Católica, fora da qual ninguém poderá se salvar. O Reinado Social de Cristo é visível, porque resplandece na face da Igreja. Por isto, a Igreja é indestrutível. Enquanto alguns preconizam que a Igreja está se acabando, a nossa fé, as Sagradas Escrituras e o próprio Nosso Senhor nos colocam claramente a perenidade da Igreja, já anunciada em Gênesis: “Ela esmagará a tua cabeça.” A Virgem, a Mulher, a Senhora, a Mãe, a excelsa serva, esmagará a cabeça da serpente e dará, junto com Seu Filho, a vitória, o pleno esplendor da glória de Cristo, Rei das nações.

E este Reinado de Nosso Senhor acontece na visibilidade da Igreja, cujo múnus tríplice continua eficaz: o de governo, o de ensino e o de santificação. E é nestes três pontos, nesta tríplice coroa que aparece para nós, no aspecto da coroa de espinhos colocada pelos romanos, a tríplice coroa gloriosa: o Cristo que é Rei e que, portanto, ensina, governa, santifica seus filhos através da ação sacramental da Igreja. Esta ação sacramental passa pela Igreja – Corpo Místico de Cristo – sobretudo pela sagrada Hierarquia.

Portanto, Cristo reina visivelmente na pessoa de Seu Vigário na terra: o Santo Padre, o Papa, este chefe visível da Santa Igreja. Estar com o Papa é estar com Nosso Senhor: onde está Pedro, aí está Cristo. Logo, estar contra o Papa é não estar com Cristo; e, não estando com Cristo, não se está na Igreja. Enganam-se aqueles que querem ou teimam ser católicos, mas insistem em se separar do Papa; mesmo afetivamente apegados a ele, já não são mais católicos, estão fora da Igreja. É necessária esta adesão filial ao Santo Padre como princípio e fundamento da Igreja. É importantíssimo, para nós, na nossa catolicidade, não compreendermos um catolicismo desvinculado da sagrada Hierarquia, porque isso não existe. E isso tem nome: chama-se liberalismo prático. Há pessoas que permanecem em certas práticas religiosas católicas, mas totalmente desvinculadas da Hierarquia: não têm Paróquia nenhuma, não se submetem a nenhum Bispo legítimo e nem ao Papa... Não são católicos! Não recebem as graças necessárias porque estão na desobediência prática.

O nosso grande São Bento, em sua regra, fala sobre os gêneros de monges, e diz que o pior gênero de monges é o daqueles ditos vagantes, ou giróvagos. São monges que não se submetem a abade nenhum: vão por aqui hoje, amanhã estão ali, depois de amanhã estão acolá. É como se jogássemos milho às galinhas: elas vão para onde tivermos espalhado os grãos, mas elas não estão nem aqui, nem ali e nem acolá. São “católicos” sem Paróquia, são “católicos” que não se submetem a um Pároco nem a um Bispo legítimos (porque não os têm)... Enganam-se! Enganam-se achando que podem trilhar, crescer e ascender no caminho da espiritualidade reta e sadia. Enganam-se achando que podem viver no mundo da graça separados da Santa Igreja de Deus e de seu princípio e fundamento (o Papa), apartados do Bispo diocesano. É um engano terrível, um engano do demônio! São para essas pessoas que Nosso Senhor falou: “...para que, vendo, não enxerguem e para que, escutando, não entendam.”

A Festa de Cristo Rei deve nos levar ao coração da Igreja, e nos unir na sua visibilidade: Cristo é Rei e continua reinando e governando através da Igreja Una, Santa Católica e Apostólica; através do Santo Padre, o Papa; através dos Bispos legítimos e em comunhão com o Papa; através da Paróquia, da paroquialidade. Não existem católicos sem paroquialidade. Um católico que não se submete a Pároco nenhum nem a Bispo nenhum é pior que os monges giróvagos de que São Bento falava. A Festa de Cristo Rei deve nos levar para o coração da Igreja, para o coração do Santo Padre. Sem isto, é impossível haver catolicidade; sem isto, impossível haver salvação.

Ao olharmos a vida de todos os Santos, vemos que todos eles nutriam uma profunda veneração e adesão de amor pelo Papa e pelo seu Bispo local. Olhemos para Padre Pio: quantas injustiças sofreu, sobretudo as de seu Bispo iníquo dos anos 1920 e que depois chegou a ser deposto pelo Santo Ofício; mas Padre Pio ficou firme na obediência, porque reconhecia naquele Bispo a figura do próprio Cristo, mesmo que o Bispo não fosse santo quanto deveria. Lembremo-nos de Santa Teresinha, que apelou ao Bispo de Roma a fim de entrar no Carmelo aos quinze anos. Lembremo-nos de São Francisco de Assis, que, amigo da pobreza, e mesmo que Inocêncio III lhe beijasse os pés, foi até este Papa para entender, compreender aonde ele, Francisco, “possivelmente teria errado”. Todos os Santos, dos mais eminentes aos menos notados, se dobraram diante da autoridade do Papa. E nenhum santo foi nada sem esta adesão filial e afetiva ao Santo Padre. São nada aqueles vagantes que pretendem estar em comunhão eucarística na Missa, mas não estão em comunhão alguma com a Igreja visível e com a sagrada Hierarquia. Que este pecado grave não caia sobre nós! Que este ato temerário não esteja sobre nossas costas! Sobretudo aqui em nossa Paróquia: esta é a casa do Papa, esta é a casa do Bispo diocesano, e aqueles que não estão em comunhão nem com o Papa nem com o Bispo diocesano aqui não têm lugar e nem são bem-vindos.

Nesta Festa de Cristo Rei das nações, ao olharmos para a Sagrada Hóstia a elevar-se, peçamos ao Senhor a graça de permanecermos firmes e unidíssimos à Santa Igreja de Deus e à sua sagrada Hierarquia, para que Cristo verdadeiramente reine em nossos corações, e que Seu Reinado Social assim se estabeleça em nossa terra através da nossa submissão visível aos nossos pastores legítimos. Assim seja.

Homilia proferida em 28 de outubro de 2012.

4 de nov de 2012

Domingo, 04/11/2012 - Leituras e Comentário ao Evangelho


FESTA DE TODOS OS SANTOS
(No Brasil, Festa transferida em 2012 para o
23.º Domingo de Após Pentecostes)
1ª Classe – Paramentos Brancos

Todos os Santos - Ilustração por René de Cramer

Santo do dia: São Carlos Borromeu (m. 1584)

Epístola: Apocalipse segundo São João Apóstolo 7, 2-12.

Naqueles dias: Eu, João, vi outro anjo que subia da parte do nascer do sol. Trazia o sinal do Deus vivo, e começou a clamar em voz potente aos quatro anjos a quem tinha sido dado o poder de fazer mal à terra e ao mar, dizendo: “Não façais mal à terra e ao mar, nem às árvores, antes de termos marcado, na fronte, os servos do nosso Deus.” Ouvi, então, que o número dos marcados era de cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. Da tribo de Judá, doze mil marcados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gad doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Neftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zabulão, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil marcados. Depois disto, vi uma multidão imensa, simplesmente incontável, composta de todas as nações, tribos, povos e línguas: Estavam de pé, diante do trono e do Cordeiro, revestidos de vestes brancas, e empunhando palmas; e aclamavam com uma voz potente, dizendo: “Vitória ao nosso Deus, que está no trono, e ao Cordeiro!” Todos os anjos que, de pé, rodeavam o trono, bem como os anciãos e os quatro animais, prostravam-se por terra diante do trono, e adoravam a Deus, exclamando: “Amém! Louvor e glória, sabedoria e ação de graças, honra, poder e fortaleza sejam tributados ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!”


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5, 1-12.

Naquele tempo: Vendo Jesus aquela multidão, subiu ao monte, e, tendo-Se sentado, aproximaram-se Dele os Seus discípulos. Começando, então, a falar, ensinava-os, nestes termos: “Bem aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos Céus.”


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por D. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) - Bruges, Bélgica: Biblica, 1963



Comentário ao Evangelho do dia feito por:
São Bernardo de Claraval (século XII), monge e abade cisterciense, doutor da Igreja
Sermão Sobre a Festa de Todos os Santos


Para que louvar os santos?

Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas, a eles que, segundo a promessa do Filho, o mesmo Pai celeste glorifica? De que lhes servem nossos elogios? Os santos não precisam de nossas homenagens, nem lhes vale nossa devoção. Se veneramos os Santos, sem dúvida nenhuma, o interesse é nosso, não deles. Eu por mim, confesso, ao recordar-me deles, sinto acender-se um desejo veemente.

Em primeiro lugar, o desejo que sua lembrança mais estimula e incita é o de gozarmos de sua tão amável companhia e de merecermos ser concidadãos e comensais dos espíritos bem-aventurados, de unir-nos ao grupo dos patriarcas, às fileiras dos profetas, ao senado dos apóstolos, ao numeroso exército dos mártires, ao grêmio dos confessores, aos coros das virgens, de associar-nos, enfim, à comunhão de todos os santos e com todos nos alegrarmos. A assembleia dos primogênitos aguarda-nos e nós parecemos indiferentes! Os santos desejam-nos e não fazemos caso; os justos esperam-nos e esquivamo-nos.

Animemo-nos, enfim, irmãos. Ressuscitemos com Cristo. Busquemos as realidades celestes. Tenhamos gosto pelas coisas do alto. Desejemos aqueles que nos desejam. Apresemo-nos ao encontro dos que nos aguardam. Antecipemo-nos pelos votos do coração aos que nos esperam. Seja-nos um incentivo não só a companhia dos santos, mas também a sua felicidade. Cobicemos com fervoroso empenho também a glória daqueles cuja presença desejamos. Não é má esta ambição nem de nenhum modo é perigosa à paixão pela glória deles.

O segundo desejo que brota em nós pela comemoração dos santos consiste em que Cristo, nossa vida, tal como a eles, também apareça a nós e nós juntamente com ele apareçamos na glória. Enquanto isso não sucede, nossa Cabeça não como é, mas como se fez por nós, se nos apresenta. Isto é, não coroada de glória, mas como com os espinhos de nossos pecados. É uma vergonha fazer-se de membro regalado, sob uma cabeça coroada de espinhos. Por enquanto a púrpura não lhe é sinal de honra, mas de zombaria. Será sinal de honra quando Cristo vier e não mais se proclamará sua morte, e saberemos que nós estamos mortos com ele, e com ele escondida nossa vida. Aparecerá a Cabeça gloriosa e com ela refulgirão os membros glorificados, quando transformar nosso corpo humilhado, configurando-o à glória da Cabeça que é ele mesmo.

Com inteira e segura ambição cobicemos esta glória. Contudo para que nos seja lícito esperá-la e aspirar a tão grande felicidade, cumpre-nos desejar com muito empenho a intercessão dos santos. Assim, aquilo que não podemos obter por nós mesmos, seja-nos dado por sua intercessão.