Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
- Adoração ao Santíssimo (1)
- Apresentação (1)
- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
- Festas Transferidas da Semana Santa (1)
- Homilias do Pe. Marcelo Tenório (47)
- Indulgências Plenárias (4)
- Ladainhas Menores (2)
- Liturgias da Semana da Paixão (8)
- Liturgias da Semana Santa (19)
- Liturgias das Férias da Quaresma (43)
- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
- Liturgias das Férias Mais Importantes (29)
- Liturgias das Festas de Guarda (16)
- Liturgias das Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (8)
- Liturgias das Festas Mais Importantes (17)
- Liturgias das Quatro-Têmporas (27)
- Liturgias do Tríduo Pascal (11)
- Liturgias Dominicais (111)
- Missas de Nossa Senhora no Sábado (5)
- Missas do Tempo da Ascensão (4)
- Missas do Tempo da Epifania (6)
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- Missas do Tempo de Pentecostes (8)
- Notícias (8)
- Oitava de Pentecostes (8)
- Santo do Dia (354)
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- santos comemorados no brasil (1)
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- Santos do mês 05 - Maio (34)
- Santos do mês 06 - Junho (30)
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- Santos do mês 10 - Outubro (29)
- Santos do mês 11 - Novembro (33)
- Santos do mês 12 - Dezembro (19)
- Semana da Paixão (14)
- Semana Santa (24)
- Tempo Após Epifania (5)
- Tempo Após Pentecostes (61)
- Tempo da Ascensão (4)
- Tempo da Epifania (6)
- Tempo da Paixão (32)
- Tempo da Quaresma (51)
- Tempo da Septuagésima (7)
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- Têmporas da Quaresma (7)
- Têmporas de Pentecostes (6)
- Têmporas de Setembro (6)
- Têmporas do Advento (6)
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- Vigílias de Festas (1)
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- Santo do Dia - Quarta-Feira, 17/08/2016
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- Santos do Dia - Sábado, 13/08/2016 - 1ª Parte
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- Santos do Dia - Quinta-Feira, 11/08/2016 - 1ª Part...
- Santo do Dia - Quarta-Feira, 10/08/2016
- Santo do Dia - Terça-Feira, 09/08/2016
- Santo do Dia (Vigília) - Terça-Feira, 09/08/2016
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- Santos do Dia - Domingo, 07/08/2016 - 1ª Parte
- 12º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 07/08/2016 - Leitur...
- Santos do Dia - Sábado, 06/08/2016
- Festa Litúrgica do Dia - Sábado, 06/08/2016
- Festa Litúrgica do Dia - Sexta-Feira, 05/08/2016
- Santo do Dia - Quinta-Feira, 04/08/2016
- Santos do Dia - Terça-Feira, 02/08/2016 - 2ª Parte...
- Santos do Dia - Terça-Feira, 02/08/2016 - 1ª Parte...
- Santos do Dia - Segunda-Feira, 01/08/2016
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Agosto
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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6 de ago de 2012
Deus espera de nós a prática das virtudes, para que nossos frutos possam edificar o próximo.
12:30 | Postado por
Sacerdos |
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Homilia da Missa do 7º Domingo Após Pentecostes
Pe. Marcelo Tenório
V. Ave Maria, Gratia plena, Dominus tecum,
benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.
R: Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis
peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
V. Ora Pro nobis Sancta Dei Genitrix
R: ut digni efficiamur promissionibus Christi.
Na Epístola que acabamos de escutar, extraída da
carta de São Paulo aos Romanos, fala-se claramente da escravidão da carne, e
ele fala como homem aos homens: “Vou falar como homem atendendo à fraqueza da
vossa natureza carnal.” E acrescenta: “Já que vocês se entregaram à escravidão
do pecado, vivendo na impureza e na concupiscência, então que se tornem
escravos das virtudes.” “Já que foram escravos do vício, que se tornem escravos
das virtudes. Quando éreis escravos do pecado, estáveis livres quanto à
justiça; ora, que frutos tirastes então daquelas ações?”
Pecado gera pecado. Quem está no pecado, está
mergulhado na escravidão do pecado. Quem se deixa escravizar nas virtudes, não
deixa predominar em si nenhum tipo de escravidão, mas muito pelo contrário: é
genuína de verdade que habita na sua alma. Ora, não podemos nos deixar levar
pelo pecado. Devemos constranger a própria carne para que possamos permanecer
nas virtudes.
O Santo Evangelho vai nos falar justamente que devemos
nos guardar dos falsos profetas. E Nosso Senhor nos dá a graça de uma luz de
discernimento. Uma árvore boa sempre dá bons frutos. Não se pode, de uma árvore
boa, tirar maus frutos; não se pode, de uma laranjeira, sair figos. De forma
alguma... Árvore boa dá bons frutos. É pelos bons frutos que podemos reconhecer
a boa árvore.
(Também) Nosso Senhor nos coloca, claramente, que
não se trata, aqui, de (fazer) muito alarde. Deus não quer aparências; Deus
quer decisões. É o coração que Deus quer; são as atitudes que Deus deseja. Não
adianta falar muito; não adianta fazer algum tipo de barulho se, na verdade, o
coração continua escravo do pecado. Não é aquele que diz “Senhor, Senhor” (que
agrada a Deus), não é o que fala bonito, não é o que reza bonito... A oração
ajuda a alma; mas, se esta alma, mesmo rezando, permanece no pecado, esta
oração, como ensina São Luís Grignon de Montfort, “em vez de um louvor a Deus,
torna-se a própria condenação, torna-se blasfêmia” porque, se se reconhece a
ação de Deus e se se reconhece a Sua grandeza na oração e, diante da grandeza
de Deus, não se muda de vida; se não há conversão, se não se conforma a Deus –
e conformar-se é “tornar-se da mesma fôrma”, é ficar semelhante – se não há
isso, então a oração, os terços, as Santas Missas a que assistimos tornam-se,
diante de Deus, blasfêmias, porque estamos diante dEle, estamos no Seu culto
mas, de forma nenhuma, queremos mudar, de forma nenhuma pensamos em abandonar a
escravidão do pecado.
Nosso Senhor nos chama, aqui, e com toda clareza,
para um compromisso, um compromisso de fato e de verdade com a nossa conversão
interior. Porque o que está escondido depois vem à tona; nada escondido
permanece oculto. De forma nenhuma. Quem tem a vida reta deve transparecer a
sua retidão nas coisas, nas obras, no falar, no estar, no locomover-se... Toda
esta vida tem que ser um verdadeiro Evangelho; a nossa vida deve ser, para o
outro, um verdadeiro Evangelho.
Certa vez, São Francisco saiu com Frei Leão para
anunciarem boas obras. Chamou Frei Leão e disse-lhe: “Vamos anunciar o Reino de
Deus, vamos até a cidade.” E, ao chegarem à cidade, apenas deram voltas na
praça. E, nisto, chamou Frei Leão para retornar ao convento. “Mas, como, Pai
Francisco? Como fazer isso? O senhor não falou nada; o senhor não falou com
ninguém.” E São Francisco lhe disse: “Se eles não são capazes de entender a
minha presença aqui, não serão capazes de entender as minhas palavras.” As
palavras são importantes, mas é a presença, é o testemunho, é a vida reta que
iluminam a vida dos outros. Semelhante a um espelho, quantos se convertem
apenas em olhar e em perceber a vida exemplar daquele que está próximo! Assim
são certos casais que, observando como vive santamente um determinado casal e
como este construiu a casa na rocha (isto é, debaixo das leis da Igreja e de
Deus), resolvem então fazer a mesma coisa. Ou os jovens que, diante do
testemunho de outro jovem – testemunho firme, cristão, de pureza, de castidade,
de obediência – também resolvem se deixar “escravizar” por esta Lei suave. “O
meu jugo é suave e meu peso é leve”, diz Nosso Senhor sobre Seu jugo, que não
escraviza de forma alguma, muito pelo contrário: torna-nos cada vez mais
livres, de uma liberdade interior jamais vista que nada neste mundo pode nos
conceder.
Esta é a nossa missão: não muitas palavras, não
muitas orações, não muitas penitências... Aliás, Santa Catarina de Sena relata,
em seu “Diálogo”, justamente receber a seguinte mensagem de Nosso Senhor, que
nos orienta muito bem: “Muitos querem penitências muito pesadas, mas não querem
mudar de vida.” As penitências ou as mortificações só têm sentido quando já se
está em plena conversão. Porque muitas vezes queremos muitas penitências, mas o
essencial não fazemos, que é a mudança de vida, a santificação da nossa alma.
E aí está o nosso grande tesouro: não muito a
fazer, não só as práticas exteriores, mas determinar-se por Deus
verdadeiramente, abandonando tudo aquilo que possa nos afastar dEle,
fazendo-nos crescer, ascender na prática das virtudes. Isso é que interessa:
a prática das virtudes, o crescer e o galgar algo mais além na prática das
virtudes. É isso que Deus deseja e espera de nós, para que os nossos frutos
sejam verdadeiramente frutos que possibilitem a outros, olhando para nós, se
edificarem. Por isso, aquele texto belo do Evangelho: “Vós sois a luz do
mundo, para que os outros vejam a Vossa luz, as vossas boas obras, e
glorifiquem o Pai que está nos Céus.” É verdade que devemos fazer com a direita
para que a esquerda não veja, ou vice-versa, mas é mais verdade ainda que, se
não fazemos às claras, se estas boas obras não aparecem (não para o nosso
engrandecimento), deixaremos de iluminar a muitas almas que precisam,
justamente, do nosso testemunho para perceberem que vale a pena abandonar o pecado
e que devem abandonar o pecado, que devem guerrear contra os vícios para,
enfim, galgarem e crescerem nas virtudes.
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Homilias do Pe. Marcelo Tenório
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5 de ago de 2012
O que é a Missa? A Missa é a renovação do mistério da cruz.
10:39 | Postado por
Sacerdos |
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| "A Missa não é um palco para apresentações, onde há 'fãs e ídolos'. Isso não é Missa! A Missa é o Calvário; nela não há palcos, há o altar da cruz." (Pe. Marcelo Tenório) |
Homilia
da Missa do 6º Domingo Após Pentecostes
Pe.
Marcelo Tenório
Na Epístola de São Paulo aos Romanos fala-se que o
centro teológico é justamente a vida nova em Cristo pelo Batismo. Participamos
da morte de Cristo através das águas sagradas do nosso Batismo. E dizem as
Santas Escrituras que “se com Ele morremos, com Ele iremos ressuscitar”. Participamos
da Sua Paixão, somos mergulhados e lavados no Seu sangue.
No Livro do Apocalipse, quando São João vê aquela
grande multidão de branco e indaga: “Quem são estes diante do trono do
Cordeiro?”, vem a resposta: “Estes são aqueles que vieram da grande tribulação
e lavaram as suas vestes no Sangue do Cordeiro.” Lavamos as nossas vestes, podres
pelo pecado original, já na pia de nosso Batismo, no Sangue do Senhor, na Sua
redenção. Por isso, nos tornamos homens novos; o homem velho morre, é deixado
de lado. Ora, se nos tornamos novos, devemos viver vida nova. E, noutra
passagem, encontramos: “Vós estais mortos, e a vossa vida está escondida com
Cristo em Deus.” E é verdade. Morremos no Batismo: morremos para o mundo,
morremos para o pecado. O pecado não pode ter em nós a última palavra. Não
vivemos para ele; não pertencemos a ele; morremos para ele e nascemos para
Deus.
A nossa grande luta enquanto aqui estivermos é
justamente correspondermos à graça de Deus. São Paulo, reconhecendo suas
falhas, reconhecendo seus limites, suas fraquezas, pede a Deus três vezes para
que retire o espinho de sua carne, e Deus lhe responde: “Basta-te a Minha
graça.” O que basta para nós é a graça de Deus no Sacramento do Batismo, e em
nenhum momento, e por nada, devemos nos afastar desta vida nova, desta graça
santificante.
(Nele vemos) Jesus que tem compaixão, que se
compadece; o texto original fala que “as Suas entranhas se contorceram”,
“compadeceram-se”, “as entranhas se compadecem”. Deus que se compadece da fome
do Seu povo – que não era aquela fome material – multiplica os pães não tendo
em vista o bem material, mas para alertá-los, ensiná-los ou atraí-los para algo
mais importante. Depois, quando a multidão se volta para Ele, vai lhe dizer:
“Vocês vieram aqui não pela Minha palavra, mas porque comeram e ficaram
saciados. Trabalhai, buscai o Pão que, se vocês comerem dele, terão a vida
eterna; Minha carne trará vida ao mundo.”
Em todo o Capítulo 6 do Evangelho de São João,
Nosso Senhor nos dá a belíssima catequese sobre a Santíssima Eucaristia. Então,
o Batismo está ligado perfeitamente à Santíssima Eucaristia. Os pães que servem
aqui para alimentar a vida material do povo, saciar sua fome, é a prefiguração
do Pão do Céu: “Eu sou o pão vivo que desceu do Céu.” Os sete cestos que
sobraram significam a perfeição deste alimento. “Vossos pais comeram o maná no
deserto e morreram; mas aquele que comer deste pão viverá eternamente, porque o
pão que darei é a Minha carne para a vida do mundo.” E aí está a Missa. O que é
a Missa? A Missa é a renovação do mistério da cruz. E o que aconteceu na cruz,
o que aconteceu no Calvário? Morte, paixão [=sofrimento, n.d.r.], dor... E, se
participamos desta morte, também participaremos da Sua ressurreição.
Padre Pio dizia: “A Missa é uma eterna agonia, e a minha
responsabilidade é única no mundo.” A Missa é isto: uma eterna agonia. É o
sofrimento de Deus que se humilhou por nós e que foi elevado na cruz, no
martírio, na ignomínia, pois a cruz era sinal de maldição para os romanos.
A Missa não é um palco para apresentações, onde há
“fãs e ídolos”. Isso não é Missa! A Missa é o Calvário; nela não há palcos, há
o altar da cruz. A Igreja não vive de fãs, a Igreja vive de fiéis, fiéis que
esperam aos pés do Calvário o sangue redentor que se renova neste mistério da
Paixão e do sacrifício da cruz. Aqui não há ídolos, aqui não há fãs, aqui não
há animação! O grande sinal de que não se entende a Missa é a busca por Missas
“animadas”. “Missas animadas” não existem, porque não existe um Calvário
animado! Você ficaria tão animado assim na morte do seu pai, ou do seu irmão de
forma tão trágica? Você pularia de alegria? Você dançaria rodopiando ao redor
do caixão? Não existe Missa animada, porque a Missa é o sacrifício da cruz:
Cristo que padece, Cristo que sofre, Cristo que está só, Cristo que morre para
a salvação da humanidade inteira.
“Mas Ele ressuscitou!”, dizem. Sim! Ressuscitou...
Mas o que se espera de Deus, que é
a vida? Que esteja vivo! A Teologia Católica não se fundamenta na Ressurreição.
São os protestantes que nela se fundamentam e por isso suas cantigas
cantaroladas falam muito de que Cristo está vivo, de que Cristo vive... Mas a
Teologia Católica é da cruz. Diz São Paulo: “Eu vos prego Cristo, Cristo
crucificado.” Por quê? Porque o grande mistério não é o de Deus vivo. É óbvio
que se esperaria isso Deus! O grande mistério, na verdade, é um Deus que é
vivo, que é a própria vida,
que é essencialmente vida, que não pode morrer e que não pode sofrer, mas que
sofreu verdadeiramente e morreu por nós, assumindo as nossas dores, assumindo a
nossa humanidade. Este é o grande mistério! E é este mistério que renovamos na
Missa, onde é dada para nós a Eucaristia: o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de
Nosso Senhor Jesus Cristo. A Eucaristia que permanece para nossa adoração
escondida no silêncio do sacrário.
Então, isto é a Missa... A Missa nada mais é do que
o sacrifício da cruz. Por isso não nos cabe dizer: “Vou àquela Missa porque gosto
disso”, ou “Gosto de Missa assim e assado...”. Ora, a Missa não é para ti! A
Missa é o culto supremo que a Igreja, por mandato de Jesus, presta a Deus. A
Missa não é para ti, nem para os outros; a Missa é para Deus. E nesta Missa, o
que acontece? Nesta Missa, Cristo Se oferece ao Pai destruído, partido, por nós
homens, e pela nossa salvação. Isto é Missa.
Logo, não existe Missa animada ou Missa alegre, assim
como não deve existir um velório alegre. Existe, sim, uma alegria cristã
profunda. Podemos afirmar que Nossa Senhora estava no Calvário profundamente alegre,
por quê? Porque Ela sabia que ali acontecia a redenção da humanidade. Mas a
alegria dEla não era eufórica. Há uma alegria extrema, interior, profunda, que se
sente mesmo na dor. O resto é periférico; são euforias passageiras; sentimentalismos
etéreos que mais atrapalham do que ajudam a compreender o que realmente é a
Missa. E como devemos estar na cruz? Como os outros estavam, diz Padre Pio:
“Como estava a Virgem Maria, como estava São João, como estavam os Apóstolos,
como estavam as Santas mulheres”: aos pés da cruz olhando para o Crucificado.
Ele mesmo falou: “Quando Eu for elevado, atrairei todos a Mim.” Isto é a Missa,
nada mais que isto.
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3 de ago de 2012
Anunciada peregrinação a Roma dos fiéis da Missa Tridentina
09:31 | Postado por
Sacerdos |
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Ano da Fé: anunciam o primeiro encontro dos fiéis do “Summorum
Pontificum” a ser realizado em 3 de novembro no Vaticano. Espera-se que o Papa
intervenha.
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| Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião (Pe. Marcelo Tenório) |
Por Andrea Tornielli.
Tradução do Blog "Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião".
Os fiéis que seguem a Missa antiga graças ao Motu Proprio
“Summorum Pontificum” promulgado por Bento XVI em 2007 peregrinarão a
Roma, por ocasião do Ano da Fé. A peregrinação será encerrada com uma
celebração na Basílica de São Pedro. O anúncio se deu há algumas horas.
Graças à “iniciativa de diferentes representantes de grupos de fiéis
leigos, como a Federação Internacional Una Voce e a
Coordenação Nacional do Summorum Pontificum italiana, acaba de
ser constituído em Roma o “Coetus internationalis pro Summorum
Pontificum” de Sua Santidade Bento XVI, no Ano da Fé. A peregrinação
será encerrada com uma celebração em São Pedro no sábado, 3 de novembro de
2012. A apresentação oficial do evento será em 10 de setembro.
O evento, explicam os organizadores, pretende ser uma “grande
mobilização até Roma, levando em peregrinação e oração todos os fiéis devotos
da sagrada liturgia e do Santo Padre, o Papa, quem, agora mais do que nunca, em
tempos de ataques à sua sagrada pessoa, necessita de nossa manifestação unânime
de afeto, obediência e apoio caritativo. Comecemos a organização”.
Não é a primeira vez que se celebra uma Missa em São Pedro segundo o
rito romano de 1962, segundo o último missal que precedeu a reforma litúrgica
pós conciliar. O cardeal alemão Walter Brandmüller presidiu uma [Missa antiga]
no altar da Cátedra, em 17 de maio de 2011, por ocasião do encerramento de um
congreso dedicado ao Motu Proprio Summorum Pontificum realizado em Roma.
Os organizadores não comentaram a respeito de um eventual encontro com o
Papa, mas o “Coetus internationalis pro Summorum Pontificum” espera
que Bento XVI possa estar presente de alguma maneira e que possa saudar os
peregrinos que chegarão em Roma vindos de todos os rincões do planeta.
Em setembro de 2010, a três anos da entrada em vigor do Motu
Proprio, foi realizado um estudo estatístico sobre a situação, difundido
pelo grupo Paix Liturgique em uma newsletter. O
Estudo, não somente quantitativo, mas também qualitativo, compreendia 30 países
em que o catolicismo tem uma forte presença e levou em consideração o número de
Missas antigas à disposição, os horários e a frequência das mesmas, para
indicar, por exemplo, se se tratava de um horário adequado para as famílias.
Revelou-se a situação na Espanha, Portugal, Irlanda, Suíca, República Tcheca,
Alemanha, Itália, Grã-Bretanha, Polônia, França, Países Baixos, Hungria,
Áustria, Canadá, Estados Unidos, México, Colômbia, Chile, Brasil, Argentina,
Austrália, Índia, Filipinas, Nova Zelândia, África do Sul, Gabão e Nigéria.
Os dados foram corroborados por duas fontes independentes. A Missa
Tridentina se celebra em 1444 lugares. Destes, 340 oferecem a Missa um vez na
semana; 313 oferecem a Missa dominical, mas não semanalmente; 324 oferecem a
Missa todos os domingos, mas em um horário que não é adequado para as famílias
(isto é, fora do período que vai das 9 às 12 horas); os lugares em que se
celebram Missas aos domingos em um horário adequado para as famílias são 467.
Praticamente, há uma Missa “family friendly” em cada três
(32,3%), enquanto que uma a cada quatro Missas não se celebra aos domingos.
A comparação com as Missas celebradas pela Fraternidade São Pio X é muito
interessante. As Missas dos grupos “lefebvrianos” são 690 no total:
praticamente uma em cada duas Missas celebradas segundo o Motu Proprio, em
plena comunhão com Roma. Apesar das dificuldades e resistências, um número cada
vez maior de pessoas vão conhecendo a Missa antiga.
______
Clique aqui para fazer o download do 'Motu
Proprio Summorum Pontificum'.
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23 de jul de 2012
Sangue de Cristo, preço da nossa salvação, salvai-nos!
16:19 | Postado por
Sacerdos |
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| Sangue de Cristo, preço da nossa salvação, salvai-nos! |
Homilia
da Missa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo
Pe.
Marcelo Tenório
V. Ave
Maria, Gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus
frutus ventris tui Jesus.
R:
Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis
nostrae. Amen.
V. Ora
Pro nobis Sancta Dei Genitrix
R: ut
digni efficiamur promissionibus Christi.
A
Igreja celebra hoje a Festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor, cuja
Epístola enuncia a grandeza deste Sangue, que não pode ser comparado ao sangue
de touros e de cabritos – e, se se acreditava que o sangue de um cabrito
pudesse retirar algum pecado e restaurar a humanidade, muito mais deve-se crer
no Sangue do Cordeiro sem mancha.
São
João Batista, cuja solenidade foi recentemente celebrada, apontava aos seus:
“Ecce agnus Dei” – “Eis o cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo”. E
como Ele tira os pecados do mundo? Pelo Seu sacrifício. O sacrifício, mesmo na
época dos fariseus, ou bem antes, não consistia em matar a vítima. A morte da
vítima era consequência. O sacrifício consistia no derramamento de sangue. E
esse sangue derramado era justamente a parte central do sacrifício. Cristo, no
Evangelho de hoje, derrama o Seu sangue todo pela humanidade inteira. E, quando
não tinha mais sangue para verter, diz o Evangelista: “Do Seu coração sai
água”. Sangue e água. Por isto, hoje é celebrada esta grande festa dedicada ao
Santíssimo Sangue de Jesus.
Dizem
as Sagradas Escrituras: “Completo na minha carne o que faltou à Paixão do
Senhor”. Somos chamados a nos conformar com Nosso Senhor também nas dores,
também nos sacrifícios. Somos chamados a seguir os Seus passos não nas glórias,
mas na cruz. Na glória um dia queremos estar; desejamos, esperamos ansiosamente
por isso. Mas, antes, nosso caminho é o Calvário, é estar ao lado do Senhor,
como Maria esteve, como São João Evangelista esteve. Alguém perguntava a São
Padre Pio: “Como devo assistir à Missa?” E ele disse: “Como Maria e São João
Evangelista, ao lado do Senhor.” É na cruz o nosso lugar. Na cruz se encontra
toda graça, toda redenção. Nesta cruz que está diante de nós, neste mistério do
Calvário que se renova no Santo Sacrifício da Missa. Neste sangue de Cristo que
é derramado, que cai sobre a humanidade. Deus que desce: sinkatabasis [=
“descer junto” (ao homem), expressão grega empregada por São João Crisóstomo para
designar a Encarnação do Verbo, n.d.t.] de Deus, aniquilamento de Deus, faz-se
igual a nós em tudo, menos no pecado.
E, como
dizia o grande e antigo Ofício (popular) de Nossa Senhora: “Deus desce das
sumas alturas para o homem se elevar até Ele.” Ele desce para, através de Sua
descida, de Seu aniquilamento – e aí está o Seu sacrifício da cruz – pudéssemos
também nós, unidos a este sacramento augusto, a este sacrifício augusto,
fazendo a nossa vida também sacrifício, fazendo do nosso dia uma ação sacrifical
de nosso ser, da nossa vida, rompendo com o pecado, trilharmos com esperança o
caminho do Céu, o caminho da glória. A nossa meta, o nosso único objetivo, é
Cristo, e Cristo crucificado. Neste mundo, nosso único lugar é na cruz, com
Nossa Senhora, com São João Evangelista: se com Ele sofremos, com Ele um dia
também iremos nos alegrar.
Portanto,
que esta festa do Santíssimo Sangue de Jesus nos dê as graças necessárias para
que, heroicamente, não fujamos da cruz, mas que Nosso Senhor coloque em nós a
têmpera dos mártires. Se morrermos pela nossa fé católica, se derramarmos o
nosso sangue – de forma concreta se for preciso, ou de forma moral – mas que
não fiquemos alheios ou amorfos, jamais reneguemos o sinal da cruz um dia feito
sobre a nossa fronte no augusto momento do nosso Batismo. Que o Cristo Rei, que
reina pela cruz – este Cristo que, quando já não tinha mais sangue, do Seu
coração aberto saiu água – possa nos dar a graça. E saibamos que a graça das
graças não é começo, mas a graça das graças é terminarmos bem esta nossa vida
sobre a terra, unidos aos corações de Jesus e de Maria, fazendo jus ao nosso
nome de cristãos, fazendo jus ao que recebemos na Crisma quando nos tornamos
soldados da Igreja, soldados de Cristo, para derramarmos, até o fim e se preciso
for, o nosso sangue – hóstia com hóstia. Deus que Se deu e Se entregou por nós,
espera que também façamos por Ele a mesma coisa.
Que o
Sangue de Cristo, Preciosíssimo, possa se derramar em nós – e que estejamos
abertos às graças que, por certo, nesta Santa Missa, ser-nos-ão derramadas. E
não deixemos passar este momento. Não façamos como aquele povo do Calvário que
passava indiferente pelo Crucificado.
Homilia proferida em 01 de
Julho de 2012 (Domingo), Festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor.
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10 de jul de 2012
O APELO DA BELEZA - Entrevista com o Cardeal Burke sobre as excelências da Missa segundo o Rito Tridentino
23:12 | Postado por
Sacerdos |
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9 de jul de 2012
Deus espera de nós uma conversão profunda, precisa, imediata, sem delongas!
13:32 | Postado por
Sacerdos |
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| São João Batista, rogai por nós! |
Homilia
da Missa da Natividade de São João Batista
Pe. Marcelo Tenório
V. Ave
Maria, Gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus
frutus ventris tui Jesus.
R: Sancta
Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae.
Amen.
V. Ora Pro
nobis Sancta Dei Genitrix
R: ut digni
efficiamur promissionibus Christi.
“João será o seu nome.” A
Igreja celebra a Solenidade do Nascimento de São João Batista. Os Santos, na
Igreja, são celebrados na morte, seu trânsito. João Batista é o grande entre os
santos, de forma que a Igreja não celebra a sua morte com garbo, mas a sua
Natividade de modo solene.
Pois bem. João Batista, o
último dos profetas. A ele coube encontrar-se com o Messias, apontar o Messias.
Há poucos dias tive a graça de estar no lugar onde São João Batista nasceu,
numa colina belíssima de frente a Jerusalém, vizinha a Jerusalém. Há próximo
dali uma fonte, chamada “Fonte de Maria”, na qual a Virgem Mãe, a Virgem
Santíssima, ajudando a sua prima, às tardinhas descia sempre àquela fonte para
pegar água e subir até a casa de Santa Isabel. Foi naquele lugar onde nasceu
São João Batista.
“João será o seu nome”. Diante
do anúncio do anjo, antes, a Zacarias, e o anjo anuncia da parte de Deus que Isabel,
apesar da sua idade avançada, teria um filho, Zacarias, em vez de acreditar,
duvidou: riu-se interiormente. E, por castigo, Deus tirou-lhe a voz, ficou
mudo. E, neste momento em que a mãe – o que é uma exceção, é sempre o pai que
dá o nome ao filho – e neste momento em que Santa Isabel
determina o nome, e Zacarias confirma: “Será mesmo João, o amado de Deus”, sua
língua se solta, e Zacarias começa a louvar a Deus. Um louvor tardio, de
agradecimento; deveria ter feito antes, no momento em que o anjo lhe anuncia a
grande novidade.
Podemos comparar o
enrudescimento de Zacarias, a sua falta de fé, com a exultação de Maria e a sua
fé firme em seu
Deus. Zacarias se cala, ou é calado; Maria exulta no
Magnificat: “Minha alma glorifica ao Senhor”. Imediatamente a Virgem Santíssima
louva a Deus por aquela providência, por aquele plano, pelo Filho, pelo Fruto
de suas entranhas. Tardiamente, Zacarias louvará a Deus por tudo o que Ele está
fazendo por seu povo, Israel.
João é o último dos profetas. É
aquele que encerra, de certa forma, o profetismo antigo e aponta para o novo.
De tal forma e com tal força que a Igreja, na sua Sagrada Liturgia, sempre
repete: “Ecce Agnus Dei, qui tollit
peccata mundi” – “Eis o Cordeiro de Deus, eis Aquele que tira os pecados do
mundo”. Não quis que o povo e os fiéis ficassem com ele. Muito pelo contrário:
“Que eu desapareça, mas que Ele se eleve”.
João vai morar no deserto, vai
viver extremamente uma vida de penitência, preparando-se para o anúncio do
Reino de Deus. E, assim, do deserto, sua voz, a voz que clama do deserto:
“Preparai os caminhos do Senhor”, que escutamos tanto no Tempo do Advento.
“Preparai os caminhos do Senhor”, “Endireitai as Suas veredas”, “O Reino dos
Céus está próximo”, “Toda árvore que não der fruto será cortada, lançada ao
fogo; eis que o machado foi posto à raiz das árvores”, “Convertei-vos”. E não
só ao povo, mas ao Rei, que vivia em adultério, que vivia com a mulher do seu
irmão. E, como o pecado era público, João se levantava publicamente contra o
Rei, sem medo, sem temor; olhos fixos somente em Deus, e com zelo, com amor
profundo pelas almas e pela salvação das almas. Assim foi o grande João
Batista. Por isso que o seu nascimento traz um véu de mistério, tanto que as
pessoas dizem aqui no Santo Evangelho: “Este menino será grande”. “E tu,
menino, serás profeta do Altíssimo; irás à frente do Senhor, para preparar os
Seus caminhos.” É o Canto de Zacarias, o Benedictus,
que todas as manhãs a Igreja entoa na oração das Laudes.
E
o que é que João diz para nós? Que nos convertamos! “Quem roubou, não roube
mais; quem adulterou, não adultere mais; quem mentiu, não minta mais...” Essa é
a voz do deserto que clama para nós. Não com doces, não com harmonias, não com
músicas que trazem para nós tanto “açúcar” que só atrai formigas, nada mais do
que formigas, e que não fazem de nós, de forma nenhuma, heróis da nossa fé; não
fazem de nós pessoas fortes, capazes de renunciarmos ao pecado – ou, melhor,
cortarmos com esse machado que está posto à árvore, mesmo que nos custe, mesmo
que nos faça sofrer a raiz em nós de todo mal. É o que Deus espera de nós: uma
conversão profunda, precisa, imediata, sem delongas!
Noutro momento, Nosso Senhor
fará um grande elogio a João Batista. “O que vocês foram ver no deserto? Um
homem vestido com roupas finas, com gestos elegantes? Esses homens não estão no
deserto, estão nos palácios. O que vocês foram ver no deserto?”, indaga Jesus.
E, noutra parte, Ele vai dizer: “Daqueles que nasceram de mulher, nenhum foi
maior que João Batista.” Nenhum! É o grande elogio de Jesus. Mas, em seguida,
Ele dirá para nós: “O menor no Reino dos Céus, este é maior que João Batista.”
De forma que, no mundo da graça, ninguém é maior, ninguém é menor; ninguém tem
menos, ninguém tem mais; Deus distribui as Suas graças. Sem delongas, sem
moleza; sem estarmos caídos, debruçados sobre o nosso pecado; sem estarmos
chorando num eterno muro de lamentações sem provocar em nós, destes choros, uma
autêntica, precisa, mudança de vida. Deus não quer de nós choros, nem tampouco que
“rasguemos as vestes”, se atrás disto ou se depois disto não vem a prática de
uma vida convertida, de uma vida nova.
Não é com palavras bonitas, não
é com musiquinhas bonitas, não é com novos métodos que iremos salvar a nossa
alma, mas com determinação, com austeridade, com violência contra nós mesmos,
contra nossa carne que nos arrasta para o pecado. Por isso Nosso Senhor, noutra
passagem, vai nos dizer: “O Reino de Deus é dos violentos.” E só os violentos
entram; os molengas, os efeminados, não entrarão no Reino dos Céus por quê?
Porque não se determinam para isso.
Que Deus, Nosso Senhor, neste
dia da Natividade de São João Batista, nos dê a têmpera dos mártires, para que,
sem moleza, possamos, assumindo a nossa austeridade de cristãos, rumarmos para
a vida eterna, cortando – de imediato, sem delonga alguma – com o pecado, com
tudo aquilo que impede a nossa salvação. Sem medo de forma alguma, sem espanto,
mas com a fé viva no Cristo Senhor ressuscitado e sob a ajuda da poderosíssima
Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria.
“De mil soldados não teme a
espada quem vive à sombra da Imaculada.” Que Nossa Senhora nos ajude a um bom
termo nesta vida.
Homilia
proferida em 24 de Junho de 2012 (Domingo), festa da Natividade de São João Batista.
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29 de jun de 2012
Em Pentecostes, não houve a incompreensão de línguas, mas o entendimento daquilo que Deus quer falar
07:48 | Postado por
Sacerdos |
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Homilia
da Missa do Domingo de Pentecostes
Pe. Marcelo Tenório
V. Ave Maria, Gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mulieribus,
et benedictus frutus ventris tui Jesus.
R: Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora
mortis nostrae. Amen.
V. Ora Pro nobis Sancta Dei Genitrix
R: ut digni efficiamur promissionibus Christi.
A Igreja celebra hoje a solenidade de Pentecostes, a descida do Espírito
Santo no Cenáculo sobre Maria, os Apóstolos e os discípulos.
A Santa Igreja nasce do lado aberto de Jesus Cristo na cruz, mas hoje é
como que inaugurada publicamente. O Espírito Santo desce com força, com poder,
com autoridade. Derramam-se sobre os Apóstolos com Maria, em forma de línguas
de fogo, os dons, o carisma, tudo aquilo que é necessário para a missão
apostólica da Igreja é derramado pela ação e pela graça do Espírito Santo.
Tinham-se completado os dias de Pentecostes, ou seja, cinquenta dias
após a Páscoa. Estavam todos os discípulos no mesmo lugar quando, de repente,
sobreveio do céu um estrondo como de vento soprando impetuosamente. E desce o
Espírito Santo, e eles começam a falar em línguas conforme o Espírito lhes
concedia que falassem. Estavam ali gregos, medos, elamitas, de várias
nacionalidades... E ficaram maravilhados porque os Apóstolos começaram a louvar
e a bendizer a Deus e aqueles que ali se encontravam compreendiam perfeitamente
em sua própria língua. É o que a Igreja chama de “glossolalia”, o que aconteceu
justamente em Pentecostes. É o famoso dom de línguas, que não é a incompreensão
de línguas, mas muito pelo contrário: é a compreensão daquilo que Deus
quer falar.
Como tantos estrangeiros poderiam compreender os Apóstolos? Compreendiam
porque, ao descer o Espírito Santo sobre a Igreja nascente, todos escutavam as
maravilhas de Deus na sua língua. Aqui não há diversidade de línguas pela ação
do Espírito Santo; tal obstáculo surgiu antes da descida do Espírito Santo [pois as diferentes línguas surgiram em Babel, n.d.t.].
Imaginemo-nos numa peregrinação a Roma ou à Terra Santa: em meio a tantos
grupos e a tantas nacionalidades, ai está a diversidade de línguas, porque não
se entende se não se conhece o idioma daquele local. Em Pentecostes, não houve
uma diversidade de línguas: em Pentecostes, houve a unidade das línguas.
E esta unidade das línguas é no Espírito Santo: quando desce o Espírito Santo,
todos compreendem, todos escutam, todos entendem; a língua já não é mais um
empecilho, porque o dom das línguas que é derramado.
Claro, é um fenômeno, um milagre o que aconteceu naquele momento de
Pentecostes. Hoje, se você não estudar o francês, o inglês, o italiano, claro,
você chegará em Lourdes e, se for se confessar, não entenderá o que o padre te
falará, nem tampouco o padre entenderá você, porque a cada um falta-lhe o
conhecimento intelectual daquela língua pronunciada pelo outro.
O Espírito Santo não costuma fazer espetáculos de poder. O Espírito
Santo não costuma nos dar aquilo que não temos. Ele costuma aprimorar,
recordar, ajudar naquilo que, pela nossa inteligência dada por Deus,
aprofundamos e melhoramos. Àquele estudante que não faz nada, não estuda,
gastou o tempo de estudo em brincadeiras e, na hora da prova, invoca o Espírito
Santo, claro que o Espírito Santo não o ajudará descerá e tampouco dará a esse
aluno uma boa nota. Por quê? Porque esse aluno não fez aquilo que deveria ter
feito: estudar, ter o domínio da matéria. Aí, sim, tendo estudado e adquirido o
domínio da matéria, o Espírito Santo invocado irá ajudar aquele cristão
católico, irá recordar, iluminar. Se você não sabe inglês, não pense que o
Espírito Santo lhe fará interpretar a língua inglesa sem nunca ter se debruçado
sobre os livros e a gramática ingleses.
Aqui é o momento fundante da Igreja. Acontece a glossolalia: na
diversidade de línguas, a unidade da Igreja. Por isso que até hoje o Latim
é a língua oficial da Igreja. Por quê? Porque se nós estivermos na China, se
nós estivermos na Croácia, se nós estivermos na Polônia, poderemos, com muita
tranquilidade, assistir à Santa Missa, compreender a Santa Missa, cantar os
hinos, entoar o Credo sabendo aquilo que estamos cantando. O Latim, esta língua
belíssima da Igreja, nada mais é do que uma figura da unidade das línguas
acontecida justamente no Domingo de Pentecostes.
A variedade de línguas é que necessita de interpretação das línguas. E
aí São Tomás vem nos ensinar, sobretudo, que as línguas estranhas são coisas
incompreensíveis, e Deus não quer que fiquemos em coisas incompreensíveis; Deus
quer que saibamos bem, porque se fosse para Ele nos falar e não compreendermos,
então para que Ele iria nos falar? Na verdade, no dia de Pentecostes não houve
confusão de línguas. No dia de Pentecostes houve a unidade das línguas, a
compreensão – todos compreenderam.
E, na Sequência cantada antes do Santo Evangelho, a Igreja invoca:
“Vinde. ó Espírito Santo, mandai-nos lá do Céu um raio da Vossa luz; vinde até
nós, pai dos pobres, caudal de todos os dons, e fulgor dos corações”. É a
invocação da Igreja, a Igreja que clama para que o Espírito Santo desça, para
que este Espírito Santo venha sobre nós. Um dia fomos batizados e naquela pia
batismal recebemos o Espírito Santo. Fomos batizados no Espírito Santo e no
fogo, recebemos o signo da Santíssima Trindade e, ali, todos os dons, todos os
Sete Dons do Espírito Santo, e mais as Virtudes Teologais que, infusas em nós,
nos capacitam, ou nos ajudam, ou são condições sine qua non para que
cheguemos até Deus, para que amemos a Deus, para que façamos a Sua santa
vontade; estas virtudes são justamente a Fé, a Esperança e a Caridade.
Que neste Domingo de Pentecostes, a descida do Espírito Santo no
Cenáculo sobre Maria, os Apóstolos e os discípulos, nos traga essa graça de
compreendermos a importância da unidade da Igreja, a importância da unidade das
línguas na Igreja; não a confusão de línguas, não a confusão em ideias, não a
confusão em teologia, não a confusão em pensamentos.
Estamos em tempos tão difíceis que, mesmo em livrarias católicas, temos
muito trabalho em encontrar livros que realmente nos ensinam a verdadeira fé, o
verdadeiro Catecismo da Igreja. É a confusão das línguas: teólogos que não se
entendem, teólogos que se levantam contra o Papa e contra o seu Magistério,
sacerdotes também que desejam ou que buscam, muitas vezes, não a unidade, mas a
confusão do pensamento, mesmo estando no seio da Igreja.
Todas essas questões levaram Bento XVI no ano passado, quando estava
indo até Fátima, dizer aos repórteres: “Os inimigos da Igreja não estão fora,
estão dentro.” E são inimigos da Igreja aqueles que não trabalham em prol da
unidade das línguas, mas, pelo contrário, em prol da confusão, em prol de
semear o joio, de confundir, de perturbar a Igreja de Deus. Pentecostes é a
inauguração da Igreja, a Igreja nascida no lado aberto do Senhor, manifestada
com sua glória neste Domingo.
Rezemos pelo Santo Padre, rezemos pela unidade da Igreja e fujamos
sempre da confusão das línguas, buscando a unidade das línguas na qual
compreenderemos bem, sem equívoco, esta fé apostólica que nos foi transmitida
até pelo sangue dos mártires.
Hoje temos a honra e a graça de termos em nosso meio a relíquia de São
Sebastião. Parte de seu corpo, que vem nos visitar, que vem nos abençoar. São
Sebastião não derramou seu sangue praticando aggiornamento, ou cedendo
em pontos de sua fé, mas foi por testemunhar Nosso Senhor, e por não recuar em
relação à fé. Derramou seu sangue pelo reino de Deus, pela Igreja, por Nosso
Senhor Jesus Cristo.
Neste Domingo de Pentecostes, no dia em que é rezada esta Santa Missa ao
lado da relíquia de São Sebastião, peçamos a ele, a este grande mártir, a este
poderoso mártir, que interceda por nós, para que tenhamos não a moleza dos
modernos, mas a têmpera dos mártires para darmos a nossa vida, derramar o nosso
sangue se preciso for pela Igreja, pelar Virgem Santíssima e pelo Papa.
Homilia proferida em 3 de Junho de 2012, no Festa de Pentecostes.
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