TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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21 de jun de 2012

"Os verdadeiros católicos defendem sua fé, até o martírio se for necessário."


Homilia da Missa Votiva em Honra a São Sebastião no Tempo Pascal
Pe. Marcelo Tenório

V. Ave Maria, Gratia plena, dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus frutus ventris tui Jesus.
R: Sancta Maria,  Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
V. Ora Pro nobis sancta Dei Genitrix
R: ut digni efficiamur promissionibus Christi.

É uma grande honra para nós recebermos hoje nesta Paróquia as relíquias de São Sebastião. São Sebastião, que viveu no final do século II para o século III, e que morreu sob o imperador Diocleciano, um grande sanguinário. São Sebastião se tornara cristão e se convertera à religião católica, diante do poderio do Império Romano. Como nós sabemos era um grande Oficial do Imperador, um dos mais queridos. E Diocleciano tinha planos para Sebastião devido à sua admiração por ele, por se tratar de um exemplar oficial. Todavia, Sebastião tinha recebido o batismo cristão; e os cristãos eram encarcerados, perseguidos, aniquilados, assassinados, torturados... E Sebastião levantou-se em favor dos cristãos, pois que sendo também cristão, foi descoberto como tal e não renunciando, nem abjurando a sua fé, foi condenado à morte.

A tropa que ele mesmo chefiava, por ordem do Imperador, na floresta, disparou contra ele flechas e o abandonou ali para que sangrasse até morrer. Parecia morto, mas Sebastião não morrera. Uma mulher – Santa  Irene – o encontra, leva-o para casa e cuida das suas feridas. Recuperado, poderia ter fugido, poderia ter ido embora, pois já era dado como morto. Mas, não: diante das barbaridades que Diocleciano fazia com os cristãos, numa grande festa pública se apresentou diante do Imperador para protestar. O Imperador mandou que ele fosse executado no circo e com flagelos de chumbo, pauladas, espancamento até a sua morte. E morre Sebastião, derramando o seu sangue justamente pelos cristãos e pela Igreja nascente, de forma que sua fama se espalhou imediatamente, sendo jogado o seu corpo em uma vala para evitar veneração por parte dos cristãos, mas novamente santas mulheres – entre elas, Santa Luciana – recolheram seu corpo e o enterraram nas chamadas catacumbas de Roma. Lá até hoje se encontra a belíssima Basílica de São Sebastião, onde ele está sepultado.

Suas relíquias não são muitas, são pouquíssimas no mundo inteiro. Mas hoje recebemos esta relíquia de São Sebastião, aqui em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Uma parte de seu braço, um pedaço pequeno de seu braço, que contém sua massa óssea. Diferente de um santo do século passado que se tem ainda mais partes do seu corpo, como São João Bosco ou Santa Rita de Cássia, que são bem mais novos, é claro, em relação a São Sebastião.

As relíquias de santos, sobretudo dos mártires, muitas vezes costumam assinar suas venerações através de milagres portentosos e de prodígios. Mais ou menos pelo século V houve uma grande peste em Roma, uma grande epidemia. Então, por ordem do Papa, fizeram uma procissão com as relíquias de São Sebastião, e, milagrosamente Roma foi salva daquela terrível epidemia, vindo a saúde e a calmaria na cidade romana. A partir daí, muitos o invocavam – e ainda hoje o invocam – contra a peste, contra a guerra, contra a fome, contra as epidemias. Esta Paróquia, há 75 anos, começou a partir de uma grande proteção de São Sebastião. Era tudo fazenda a este redor. E um senhor que tinha muito gado viu-se cercado de fazendas vizinhas nas quais o gado todo estava morrendo por uma peste. Então, ele prometeu: “Se em minhas terras a peste não atingir nenhuma cabeça de meu rebanho, prometo construir uma capela a São Sebastião”. E, mesmo morrendo o rebanho das propriedades vizinhas, em nenhuma cabeça de seu gado este fazendeiro perdeu. Mas Deus tem seus planos: quem ficou doente foi o fazendeiro, vindo a falecer, embora antes tenha pedido que seus amigos continuassem com este projeto. E eles foram fazendo churrascos, quermesses e eventos desde 1937, e construiu-se uma pequena capela. Então, a Paróquia São Sebastião é fruto de uma ação concreta deste tão grande santo, conhecido e venerado no mundo inteiro. Não existe diocese, não existe cidade que não se tenha pelo menos uma Igreja dedicada a São Sebastião.

E aqui ele está hoje através de suas relíquias. E Deus costuma oferecer graças imensas e milagres quando veneramos as relíquias dos santos. Foi assim com Santo Agostinho: quantas graças, quantos milagres alcançados pela veneração das relíquias que existiam na Igreja onde Santo Agostinho era pastor... E noutras regiões, através das relíquias de outros santos, sobretudo os mártires, que para Deus são a melhor parte, por que deram o sangue, derramaram o sangue mas não renunciaram a sua fé. Não fizeram aggiornamento, não fizeram ecumenismo com os pagãos! São Sebastião não fez ecumenismo com o Império Romano, nem tampouco com os deuses inexistentes. Muito pelo contrário: morreu por reafirmar a sua fé no Deus único, no Deus verdadeiro.

A Epístola que acabamos de escutar fala justamente disso: “Os justos levantar-se-ão com toda a afoiteza contra aqueles que os atribularam e que só manifestavam desdém em face dos seus trabalhos.” Então, os justos vão se levantar contra os iníquos, e estes serão julgados a partir dos justos. Não que os justos farão justiça por eles mesmos. Não: o seu exemplo, o seu testemunho, a sua vida santa, a sua fama santidade, a vitória que aquela morte proporcionará mais tarde, vai deixar os seus algozes e pérfidos julgados diante das injustiças e misérias que praticaram contra os justos. Então, a vida mesma dos justos julgará os injustos e insensatos: “Estes são aqueles de quem nós antes zombávamos e cobríamos de sarcasmos.” Isto, no juízo universal, os justos poderão contemplar. Dizem as Sagradas Escrituras: “Os justos brilharão como o sol; quem são estes com estas vestes brilhantes? Estes são aqueles que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro.”

Os mártires nos dão exemplo de determinação e de luta em prol do reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo. E, muitas vezes, parece que Cristo está banido da sociedade pelas leis, pelo Estado. De alguma forma ou de outra, parece que a vitória do mal impera na nossa sociedade. Mas (esta vitória) é só aparência, é só aparência... Há pouco tempo escutamos e vimos a decisão iníqua, injusta, do Supremo Tribunal do Brasil, quando aprovava o assassinato de crianças nascituras. Pareciam deuses julgando em suas causas próprias... Ah! Os anos passarão, as décadas virão e nós iremos ver o resultado destas pessoas que se levantaram contra Deus, contra Sua Lei e contra o Seu poder.

Bem lembrava o Cardeal Eugênio Salles: “Aonde estão os inimigos da Igreja no passado? Todos mortos! Mortos e esquecidos. Aonde estão os mártires que sofreram por causa deles? Reconhecidos, e ainda vivem, ainda são exemplo para nós!” Exemplos de fé, exemplos de determinação, exemplo de força; embora fracos, fortaleceram-se em Cristo. E, fortalecendo-se nos exemplos dos mártires, muitos e muitos não renunciaram à sua fé. Não titubearam! Não fizeram aggiornamento! De forma nenhuma! Mas testemunharam Cristo crucificado, e lutaram, até onde puderam, pelo reinado social de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os verdadeiros católicos não aggiornam. Os verdadeiros católicos defendem a sua fé, até o martírio se for necessário, como lembrava o Papa São Pio X: “São poucos, mas aí está a verdadeira Igreja Católica”.

Homilia proferida em 26 de Maio de 2012, no 1º dia da Visita das Relíquias de São Sebastião a Campo Grande/MS
13 de jun de 2012

Homilia da Missa do Domingo Após a Ascensão


Pe. Marcelo Tenório

V. Ave Maria, Gratia plena, dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus frutus ventris tui Jesus.

R. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.

A Santa Igreja celebra o Domingo depois da Ascensão. Na quinta-feira passada foi celebrada a Ascensão do Senhor: Cristo que volta ao Pai. Esteve em meio a nós, no meio dos Apóstolos, entre os discípulos. Vive três anos em meio a nós, depois sofre, padece, morre e, no terceiro dia, ressuscita; aparece aos Apóstolos e aos discípulos, dá suas últimas instruções, dentre elas: “Não saiam de Jerusalém, porque João batizava com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo e no fogo”. Para que? Para que sejamos suas testemunhas.

O que é o batismo no Espírito Santo e no fogo? É o Batismo sacramental. Nosso Senhor nos promete o Espírito Santo no Domingo de Pentecostes com a inauguração pública da Santa Igreja nascida do lado aberto de Jesus na Cruz. Lembremo-nos que, quando Cristo morre na cruz, do seu peito rasgado, quando não tinha mais sangue para escorrer, saiu água. Do seu peito sai sangue e água, significando para nós os Sacramentos. E através dos Sacramentos dAquele que sobe ao Pai é que, a partir de então, o veremos pelo véu dos Sacramentos, não com os olhos da carne, mas com os olhos da fé.

Este mesmo Jesus que subiu aos céus irá nos santificar, governar e ensinar através da Santa Igreja, dos Sacramentos e, assim, pela ação sacramental, continuar a Sua obra, de forma que a grande realização de Pentecostes não foi o Batismo sacramental para os Apóstolos – porque eles já eram Bispos da Igreja e já tinham recebido esse Batismo do próprio Senhor no dia de suas sagrações – mas a manifestação pública da Igreja. É “como a Crisma”: o Sacramento da Crisma é a confirmação pública daquilo que já somos. Por este motivo só podem receber este Sacramento aqueles que querem realmente trabalhar no apostolado católico, aqueles que querem ser testemunhas de Cristo. Receber o Espírito Santo, para quê? Para ficar em casa? Não! Para anunciar com a alma, com ardor, com a própria vida! Tanto que todos os Apóstolos derramaram o seu sangue por Cristo, com exceção de São João Evangelista, por desígnio de Deus.

No grego, a palavra usada para “testemunha” é “Mártir”; então, testemunho no grego é martírio. Todos nós, batizados, somos selados por Deus, tornamo-nos filhos no Filho e somos chamados ao martírio, que nem sempre se dá, necessariamente, com derramamento de sangue.

Sabemos que nos países não cristãos acontece uma onda de atentados contra os cristãos católicos. Quantos morreram na Missa da Vigília de Natal, justamente por serem cristãos. E, agora, a começar da Europa, está entrando no Brasil o que se está chamando de “cristofobia”. Ninguém aceita mais o Reinado Social de Nosso Senhor! E querem tirar as imagens sagradas dos estabelecimentos alegando que o Brasil é um país laico. Isto é um absurdo! Primeiro que não existe país laico, não existe a laicidade do estado, visto que a lei suprema é a Lei Divina, e todas as leis humanas, positivas, devem apontar para e respeitar a Lei divina. De forma que, se o estado pretensiosamente quer se colocar laico, saibam seus governantes que o povo é profundamente religioso e, em se tratando do Brasil, o povo é profundamente católico. Nascemos à sombra da Santa Cruz. Então, nós temos campo mais do que fértil para darmos testemunho, sermos mártires, literalmente ou pelo nosso Batismo: ou derramando o nosso sangue pelo martírio de fato, ou pelo martírio moral, que significa assumir, custe o que custar, a nossa condição de cristãos, de batizados, de filhos de Deus; significa sermos sinal de contradição numa sociedade modernista, numa sociedade pagã, numa sociedade que excluiu Deus. Esta é a nossa missão e para isto viemos.

O que estamos fazendo neste mundo? Para onde estamos indo? Para a eternidade; para a eternidade, cedo ou tarde. Uns são levados mais cedo, outros ainda ficam mais um tempo. Quem pode acrescentar um milímetro, um segundo à sua vida nesta terra? Ninguém! Estamos caminhando para Deus. Por isso, na Epístola, São Paulo vai nos falar justamente: “Sede prudentes e velai na oração, sobretudo mantendo entre uns e outros um indefectível caridade mútua.” Viver no amor, viver na fraternidade, na comunhão, no amor-caridade, que é o próprio amor de Cristo. Não um amor romântico, mas um amor que é capaz de dar a vida, é um amor sacrifical.

E o santo Evangelho nos fala sobre o Espírito Santo, sobre o Advogado, o Paráclito que nos foi prometido para nos dar a força no testemunho. E Nosso Senhor nos diz: “Vão colocar vocês para fora das sinagogas, vão prender vocês, vocês serão expulsos, maltratados por minha causa, por causa do Meu nome, mas alegrai-vos.” Nosso Senhor não nos prometeu vida fácil. Nosso Senhor não nos prometeu aplausos. Nosso Senhor nos prometeu a vida eterna, a vida feliz no céu, com perseguições aqui na Terra. De forma que o cristão católico é sempre perseguido. Mas aí está: somos chamados para dar a nossa vida.

Por que não devemos buscar neste mundo nada, não devemos buscar neste mundo coisa alguma? A vida passa muito rápido. Todos se dirigem para a casa de Deus, para a eternidade, para o encontro decisivo com o Senhor no seu julgamento. E é necessário estarmos prontos e preparados.

Certa vez, São Luís Gonzaga – que era jovenzinho, mas já tinha fama de santidade – estava jogando bola, e alguém chegou e perguntou a ele: “Luís, se o mundo fosse acabar agora, o que você faria?” E ele respondeu: “Continuaria jogando bola.” Que resposta maravilhosa! Se alguém perguntasse para nós agora: “Se o mundo fosse acabar daqui a dez minutos, o que você faria?”, será que diríamos a mesma coisa? Ou será que sairíamos correndo para um lado e para o outro, uns atrás de um padre para fazer a confissão de última hora, outros para pedirem perdão para alguém... Quantos assuntos pendentes? Não, não! Aquele que deseja se converter amanhã, jamais se converterá. Vivamos o hoje como se daqui a meia hora fôssemos estar na presença de Deus. São Luís Gonzaga, tão jovem, pôde dizer “continuaria jogando bola” porque ele estava preparado, vivia preparado, vivia buscando a Deus, e não queria de Deus se afastar de forma alguma. Esta é realmente a nossa meta: buscar a Deus, viver em Deus.

E o Espírito Santo nos dará a graça para tanto. O Espírito Santo que veio em Pentecostes e que recebemos no nosso Batismo, nos dará a graça, nos dará o meio, nos dará a forma de darmos o testemunho de Cristo. Nosso Senhor diz no Evangelho: “Aquele que der testemunho de mim diante dos homens, eu irei dar também testemunho dele diante do Pai. Aquele que se envergonhar de mim diante dos homens, eu também irei me envergonhar dele diante do meu Pai.” Santa Teresinha dizia: “Quero o amor e nada menos.” Então queiramos Deus, queiramos Nosso Senhor Jesus Cristo, não nos afastemos dEle pelo pecado. Procuremos viver uma vida na caridade, no amor, para nos apresentarmos diante dEle. Vivamos como São Luís Gonzaga, e, no bom sentido figurado do “continuarei jogando bola” deste santo, possamos também, àqueles que nos perguntarem sobre nossa última hora, testemunharmos: “Estou pronto para o Senhor; logo, continuarei em meus afazeres”.

Homilia proferida em 20 de Maio de 2012.

Homilia da Festa da Ascensão de Nosso Senhor


Pe. Marcelo Tenório

V. Ave Maria, Gratia plena, dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus frutus ventris tui Jesus.
R: Sancta Maria,  Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.

A Igreja celebra hoje a Festa da Ascensão do Senhor. O Senhor que volta para o Pai, que volta para o Céu, e que desaparece à vista dos Seus Apóstolos que, a partir de então, viverão pela fé. A fé é justamente a certeza das coisas sobrenaturais que não vemos.

No Céu não haverá nem a fé, nem esperança, porque veremos e contemplaremos a Deus, e a esperança não será mais necessária. O único carisma realmente necessário – e que continuará até o Céu – é o amor, o amor que vem de Deus. Então, Nosso Senhor hoje entra no véu do mistério, permanece nos Sacramentos da Igreja a governar, santificar e a ensinar, mas sempre no véu dos Sacramentos, sempre no véu do mistério. E aí entra a nossa fé: ninguém vê, ninguém percebe, mas nós damos adesão a esta verdade que está presente entre nós, no meio da sua Igreja. Através das autoridades legítimas, Ele nos governa, nos orienta, nos ensina, e nos santifica através dos ministros consagrados. E, sobretudo, Ele se dá e se faz presente, entre outros Sacramentos, no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Então, Nosso Senhor nos diz o que disse a Tomé: somos bem-aventurados porque não vimos, mas acreditamos nesta presença sacramental de Nosso Senhor, que continua através da Santa Igreja. De forma que, para nós, resta-nos buscar crescer cada vez mais nas virtudes que nos levam até Ele, que são: a fé, a esperança e a caridade. A fé, para que alimentemo-nos sempre e mais desta verdade; a esperança, para que não nos cansemos em meio ao caminho, com nossos olhos fixos na promessa de Nosso Senhor; e a caridade, o amor, que nos leva à prática das boas obras e que nos leva ao céu.

Aqui Nosso Senhor prepara os Apóstolos para a vinda de Pentecostes, para o Paráclito que descerá e recordará tudo o quanto já tinha sido dito. É um novo envio, como diz Santo Agostinho: “uma nova benção”. É, realmente, a inauguração da Igreja: aquela que nasceu no coração aberto de Jesus é inaugurada, então, no dia de Pentecostes, e eles são batizados no Espírito Santo. Não nesses “batismos carismáticos” que escutamos por aí, mas no batismo do fogo, no sentido de que a graça do batismo sacramental e o Espírito Santo que já se encontram neles, gerarão, pela graça, a compreensão plena da verdade e dos mistérios de Nosso Senhor.

Isto é extremamente importante para nós. Nosso Senhor, sempre preocupado com nossa salvação, nos possibilita uma nova graça por causa do Espírito que já está em nós. Como somos fracos e miseráveis, o Senhor não nos deixa entregues à mercê dos males e dos ventos: porque somos fracos na nossa fé, Ele sempre nos possibilita uma nova benção, um novo envio do Espírito Santo.

Quando fomos batizados, recebemos a graça do Espírito Santo, mas é necessário praticá-los na graça de Deus – e pela graça de Deus. Existem pessoas que não rezam, não têm nenhuma motivação para com as coisas sagradas, ou seja, possuem toda a piedade, mas vivem como se não a possuíssem; outros têm o temor de Deus, mas vivem como se Deus não existisse, embora tenham dentro si o dom do temor de Deus.

Que Nosso Senhor, no dia da Sua Ascensão, possa nos dar a graça de jamais negligenciarmos o Espírito Santo que há em nós e que recebemos no dia do nosso Batismo, e que não o deixemos à porta a nos esperar, a esperar a nossa adesão. Parafraseando Santo Agostinho: “Tenho medo do Deus que passa”, pois cada vez que o Espírito vem sobre nós, é uma passagem de Deus sobre a nossa vida, sobre a nossa história; é a graça derramada, a qual muitas vezes pisoteamos. Seremos julgados justamente por cada graça que Deus nos enviou e tenhamos desprezado, por cada bênção que Deus nos concedeu e que tenhamos desprezado.

Homilia proferida em 17 de Maio de 2012, festa da Ascensão de Nosso Senhor.
7 de jun de 2012

ATENÇÃO: A Missa Tridentina retorna em 17/06

Prezados amigos, 
Salve Maria!


Tendo em vista que o Pe. Marcelo Tenório estará ausente de Campo Grande/MS entre os dias 5 e 15 de junho, comunicamos a todos que não haverá Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião neste período. 

A Missa Tridentina será retomada no dia 17de junho (3º Domingo Após Pentecostes), às 17 horas.


In Christe Fide,
Sacerdos.

21 de mai de 2012

Conheça o tesouro da Santa Missa Tridentina


Salve Maria!

Não se ama aquilo que não se conhece. Conheça melhor o tesouro da Santa Missa Tridentina para poder amá-la cada vez mais. Leia e estude o “Catecismo da Santa Missa” disponível neste blog.

Segue excerto do documento:

Sobre a necessidade de se entender as orações
e as cerimônias da Santa Missa

P12. É necessário conhecer profundamente a Missa?
R. Um ato de religião praticado com tanta freqüência, tão precioso em suas graças, e tão consolador em seus frutos, é desejoso que se conheça o mais possível, na medida das nossas capacidades.

P13. Como podemos conhecer mais profundamente a Santa Missa?
R. Podemos conhece-la mais profundamente estudando seus mistérios, seus dogmas, a moral que ela encerra, e até os menores detalhes de suas cerimônias e orações.

P14. Para que devemos conhecer tudo isto?
R. Para que a Missa, que é o centro do culto católico, desperte os mais vivos sentimentos de religião e de piedade.

P15. Que mais devemos conhecer da Missa?
R. Devemos conhecer suas palavras sagradas em que encontramos todo o sabor da unção de que estão repletas; cada ação e cada movimento do sacerdote; cada palavra que ele pronuncia para lembrar nossa alma e nosso coração que um Deus se imola para nós, e que nós também devemos nos imolar com Ele e por Ele.

P16. Com que estado de espírito devemos assistir a Santa Missa?
R. Devemos deixar fora do santuário a indiferença e o tédio, a dissipação e o escândalo, e sermos, no templo, adoradores em espírito e verdade. (Ioh 1 - 4)

P17. Deus exige de todos os fiéis uma instrução profunda e detalhada da Missa?
R. Não. Deus supre a sensibilidade da fé ao conhecimento que não foi possível adquirir e jamais irá desprezar o sacrifício de um coração arrependido e humilhado. (Sl 50, 19)

P18. Quais as disposições essenciais e suficientes para aproveitarmos do santo sacrifício da Missa?
R. Devemos assistir a Santa Missa com a alma penetrada de dor pelas faltas cometidas, e nos aproximarmos confiadamente deste trono da graça, unindo-nos à vítima, Nosso Senhor Jesus Cristo, e à intenção da Igreja, na pessoa do sacerdote, e por seu ministério.
[...]

Baixe o Catecismo da Santa Missa, clicando aqui.

5º Domingo após a Páscoa, no dia da 1ª aparição de Nossa Senhora em Fátima, Portugal


"Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará"

Pe. Marcelo Tenório

V. Ave Maria, Gratia plena, dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus frutus ventris tui Jesus.
R: Sancta Maria, mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
V. Ora Pro nobis sancta Dei Genitrix
R: Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

A Igreja celebra hoje o 5º Domingo Após a Páscoa, na alegria do dia da grandiosa aparição de Nossa Senhora de Fátima. Não é à toa que Fátima é considerada o altar do mundo: em Fátima está a síntese de todas as aparições; em Fátima, Nossa Senhora conclui o ciclo de todas as aparições anteriores, anunciando as desgraças, os castigos, mas também a vitória, o triunfo do seu Coração Imaculado. E quem está no Coração Imaculado de Maria? Cristo. É a vitória de Cristo sobre o mal, a vitória de Cristo sobre todas as heresias, a vitória da verdade contra o erro, contra a falsidade; é a vitória de Cristo anunciada em 13 de maio de 1917.

Pois bem. Embora, nos domingos, nos debrucemos sobre o Sacrifício de Cristo no Calvário [n.d.r.: Santa Missa] – por isso geralmente não se celebram festas ou memórias de santos aos Domingos – e embora as aparições de Fátima não sejam impostas como dogmas – visto que se tratam de revelações particulares, não públicas – não podemos deixar de dar a nossa adesão, pois a Igreja e os próprios Papas lá estiveram para agradecer, para honrar a Santíssima Mãe de Deus, sob o título de Nossa Senhora Mãe do Rosário de Fátima.

Hoje, para nós católicos, é um grande dia: 95 anos das aparições. Há 95 anos, a humanidade foi advertida: a Santíssima Virgem se dignou estar em nosso meio, a descer ao nosso mundo para anunciar um prêmio e um castigo. Um prêmio para aqueles que desejam, que se esforçam e que querem viver na intimidade com o seu Filho, numa conversão constante – e aqui se encaixa a Epístola de São Tiago: “Não contenteis só em ouvir a Palavra de Deus”. Todas as vezes que vamos à Santa Missa, escutamos a Palavra de Deus; é Deus que nos fala, sobretudo no santo Evangelho. Mas não podemos fazer as vezes daquela pessoa que, como diz São Tiago, “... se olha no espelho vendo a cara que a natureza lhe deu, contempla-se e (...) logo se esquece do que é”; apenas isso acontece: uma contemplação, nada muda... São aquelas pessoas que estão sempre na Igreja, são aquelas pessoas que assistem sempre à santa Missa, são aquelas pessoas que fazem novenas, que rezam, etc.; que pedem a Deus suas graças, mas não mudam de vida, não se convertem, não se colocam na atitude de conversão profunda. E a conversão profunda passa pela busca de Deus. Como sabemos que estamos caminhando para a conversão? Sabemos se estamos buscando Deus. E como buscamos Deus? Com a nossa oração.

O Santo Padre Pio dizia coisa análoga a São Francisco de Sales: “Quem reza muito se salva, quem reza pouco está em perigo, quem não reza será condenado!” Em qual destes estágios estamos? Rezamos muito e já podemos, se não ter certeza da salvação, pelo menos ficar um tanto contentes pela nossa busca pela oração a ponto de nos aproximarmos da presença de Deus? Ou rezamos pouco? Se rezamos pouco, estamos em perigo... Ou não rezamos de forma alguma? Se não rezamos de forma alguma é sinal de que realmente nos condenaremos.

O grande problema nosso é que achamos que depois de nós as trombetas tocarão. “Nem passaremos pela morte! Nós não morreremos, só os vizinhos nossos, só aqueles que estão ao nosso lado, só aqueles que conhecemos; esses sim, desgraçadamente, serão assassinados, atropelados, ou sofrerão outra fatalidade física qualquer, etc. Nós não; nós os vivos aqui, depois de nós virão as trombetas tocando, e iremos nos encontrar nas nuvens com Deus.” No fundo, inconscientemente, é isso que pensamos! Porque se pensássemos em nos preparar para a morte, se pensássemos que a morte vai chegando aos poucos, devagarzinho e que, a qualquer momento, ela se aproxima, e que é necessário já estarmos convertidos...

Nossa Senhora em Fátima nos exorta a apressarmos a nossa conversão. E o caminho de conversão passa pela mudança de vida, sim, por escutar a palavra de Deus e pô-la em prática. E o grande combustível para isso é justamente a “oração”, para nos colocarmos na intimidade de Deus, para que Deus possa nos moldar nEle e, assim, Suas verdades ficarem cada vez mais claras para nós.

No santo Evangelho, no epílogo da presença de Cristo visível entre os seus – pois na quinta-feira celebrar-se-á a Festa da Ascensão do Senhor: Cristo que volta ao Pai – Nosso Senhor, concluindo, diz justamente isto: “Já não falarei em parábolas para vocês, pois claramente vos explicarei quem é o Pai”; “Já não vos chamo de servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz; eu vos chamo de amigos”. Este é o grupo de Senhor, e a este grupo que quis a conversão, quis viver nesta intimidade com o Senhor, que, agora, sobre este grupo, é derramada a graça da compreensão de todas as coisas, porque o Espírito Santo lhes é concedido.

A palavra de Deus se dirige para nós também; tanto a Epístola quanto o santo Evangelho, sobretudo neste dia em que Nossa Senhora de Fátima iniciou as suas aparições na Cova da Iria. E esta mensagem de Fátima até hoje ecoa em nossos ouvidos. Nossa Senhora não nos pediu grandes sacrifícios; Nossa Senhora nos pediu a oração: “Rezai o terço todos os dias.” Nem nos pediu para irmos à Missa. Interessante: a Mãe de Deus não nos manda assistir à Missa. A Mãe de Deus nos manda rezar o terço todos os dias. Por que isto? Claríssimo: pela contemplação dos mistérios da vida do seu Filho seremos levados ao Santo Sacrifício da Missa. De forma que não temos para onde ir: “Para onde iremos, Senhor?” Ou por um caminho, ou pelo outro; ou pelo caminho daqueles que desejam a Deus e que querem converter-se a Ele, ou pelo caminho daqueles que, iludidos, desprezam a salvação, entregam-se aos seus prazeres e aos perfumes no mundo.

Entre as tantas fases das aparições de Fátima, uma me impressiona: uma senhora muito rica leva até Lucia, a vidente mais velha, um precioso perfume para que, assim que Nossa Senhora aparecesse, Lucia o apresentasse a Ela, dizendo: “A senhora fulana de tal está Vos presenteando com este perfume”. Um perfume caríssimo... Fico imaginando, na hora da aparição, essa senhora, que deveria estar próxima de Lucia para saber a reação da Mãe de Deus; afinal de contas é um presente muito caro, é um perfume, etc. E conta-nos irmã Lucia, na sua idade avançada, mas lembrando-se da cena, que, quando na aparição ela apresentou o perfume caro que aquela dama da sociedade havia trazido, Nossa Senhora, que antes apresentava uma feição graciosa e um leve sorriso nos lábios, ficou com semblante sério, desfazendo-se toda a sua feição serena e, numa simples frase, retrucou para Lucia: “De que serve isto aqui na eternidade?” Não agradeceu gentilmente, não fez um afago àquela senhora, de forma nenhuma. “Para que serve isto aqui na eternidade?” Para que servem as honras, os perfumes do mundo? Para que servem os prazeres do mundo, por melhores que sejam para a carne? Os prazeres melhores para a carne são aqueles que a destroem por dentro. De que serve tudo isso na Eternidade? Ah, se nós soubéssemos o que é a eternidade! Ah, se soubéssemos o que significa “um segundo” apenas na eternidade, correríamos e apresaríamos a nossa conversão!

Hoje, 13 de maio e há noventa e cinco anos, a humanidade foi advertida: um prêmio e um castigo. De que lado nós estaremos? Fiquemos com a nossa Mãe e retribuamos a sua visita com as nossas orações, com a nossa adesão a Deus, sobretudo na colaboração com o triunfo do seu Coração Imaculado. Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.

Homilia proferida em 13 de Maio de 2012, festa dos 95 anos da primeira aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos em Fátima, Portugal.