Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
- Adoração ao Santíssimo (1)
- Apresentação (1)
- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
- Festas Transferidas da Semana Santa (1)
- Homilias do Pe. Marcelo Tenório (47)
- Indulgências Plenárias (4)
- Ladainhas Menores (2)
- Liturgias da Semana da Paixão (8)
- Liturgias da Semana Santa (19)
- Liturgias das Férias da Quaresma (43)
- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
- Liturgias das Férias Mais Importantes (29)
- Liturgias das Festas de Guarda (16)
- Liturgias das Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (8)
- Liturgias das Festas Mais Importantes (17)
- Liturgias das Quatro-Têmporas (27)
- Liturgias do Tríduo Pascal (11)
- Liturgias Dominicais (111)
- Missas de Nossa Senhora no Sábado (5)
- Missas do Tempo da Ascensão (4)
- Missas do Tempo da Epifania (6)
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- Semana Santa (24)
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- Tempo Após Pentecostes (61)
- Tempo da Ascensão (4)
- Tempo da Epifania (6)
- Tempo da Paixão (32)
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- Santos do Dia - Sábado, 06/08/2016
- Festa Litúrgica do Dia - Sábado, 06/08/2016
- Festa Litúrgica do Dia - Sexta-Feira, 05/08/2016
- Santo do Dia - Quinta-Feira, 04/08/2016
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- Santos do Dia - Terça-Feira, 02/08/2016 - 1ª Parte...
- Santos do Dia - Segunda-Feira, 01/08/2016
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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14 de mai de 2012
4º Domingo após a Páscoa: "A verdade é imutável. Deus não muda, Ele é a própria Verdade."
09:56 | Postado por
Sacerdos |
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| Ego Sum Via Veritas et Vita |
Pe. Marcelo Tenório
V. Ave Maria, Gratia plena,
dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui,
Jesus.
R: Sancta Maria, mater Dei, ora
pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostræ. Amen.
V. Ora Pro nobis, Sancta Dei
Genitrix
R: Ut digni efficiamur
promissionibus Christi.
Mais
uma Santa Missa dominical na qual Cristo se dá por nós; é a renovação do
mistério da cruz. A santa Missa é sempre a renovação do mistério da cruz, de
forma que ir à Santa Missa nada mais é do que estar ao lado do Senhor na Sua paixão,
morte e ressurreição. São Pio [n.d.r.: de Pietrelcina] que entrava em êxtase na Santa
Missa, chorava muito ao celebrá-la. Alguém lhe perguntou: “Por que o senhor
chora tanto?” “Por causa da ingratidão dos homens.” E é verdade. Quantas e
quantas Missas são celebradas no altar do calvário, no altar de Deus, ante a
indiferença dos homens? É a Missa que crava no crânio de Adão a destruição da
morte; a morte “morre” pelo sacrifício de Cristo na cruz. Por isso o véu do
templo é rasgado; aquilo que impedia e nos separava da graça, agora é
destruído, porque Cristo nos salva definitivamente por este mistério da cruz.
No
santo Evangelho, Nosso Senhor promete a vinda do Espírito Santo e anuncia a sua
retirada visível deste mundo: “Vou ao Pai; se eu não for, Ele não poderá vir,
mas se eu for, enviarei o Espírito Santo, o Paráclito”. O Espírito Santo é
enviado pelo Pai e pelo Filho. O Espírito Santo, como sabemos muito bem pela
nossa catequese, não é uma pomba, não é uma força, uma nuvem, um vento
impetuoso. O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade, é Deus
verdadeiro. É a expiração do amor entre o Pai e o Filho, entre o Filho e o Pai.
O Espírito Santo é chamado “o dom”, mas também é chamado “o amor”, o amor com o
qual o Pai ama o Filho, o amor do Filho para com o Pai. E, como só pode existir
um Filho – porque Cristo é o Filho, então o Espírito Santo não é “filho” do Pai
– o Espírito Santo é a expiração deste amor entre a Primeira e a segunda Pessoas
da Trindade.
O
Espírito Santo é prometido por Jesus: “Muitas coisas tenho ainda a vos dizer,
mas não compreendereis agora; mas, quando vier o Paráclito, o Consolador, Ele
vos ensinará todo o resto, Ele vos recordará todas as coisas.” Este é o
Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado
e glorificado. É o Espírito Santo que pairava sobre as águas quando não existia
nada. É o Espírito Santo que desceu ao ventre santíssimo da Virgem no momento
da concepção do Cristo. É o Espírito Santo que descerá em Pentecostes, que desceu
sobre a Igreja nascente, sobre os Apóstolos. É o Espírito Santo que desceu
sobre nós no dia de nosso Batismo com profusão e pôs em nossa alma os dons
infusos, as virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade. E este
Espírito Santo que já recebemos continua agindo, falando, orientando,
conduzindo e santificando através da Santa Igreja, que possui em plenitude o
Espírito Santo.
Então
este Cristo que sobe ao Pai, continua presente, governando, ensinando e
santificando através da Santa Igreja. E aí é que está a perfeita unidade
católica, esta unidade que está para o coração da Santíssima Trindade – Pai,
Filho e Espírito Santo – que nos revela, através das Sagradas Escrituras, da Tradição
Apostólica e do Magistério, a verdade.
E só a Igreja possui esta verdade. Não
existem várias verdades! Se há duas pessoas que estão discordando sobre um
ponto, entre elas uma está com a verdade, pois a verdade não pode ser relativa.
“A verdade é aquilo em que eu creio...” De forma nenhuma! Não é o que você crê
que torna aquilo verdadeiro ou falso, mas é o que realmente é! Então a verdade
é objetiva e não subjetiva; ela não está no sentimento, no coração, no
“achismo” de um e de outro, não! Do meu lado esquerdo há um Círio pascal, uma
vela grande, é uma vela. Alguém poderia dizer: “não é uma vela, é um lampião”,
mas na verdade não é um lampião ou qualquer outro objeto, é uma vela: os
acidentes são de vela, a sua essência é cera, há um pavio ao meio, em cima há
chama, então é vela! Então, as pessoas que discordam que aqui do meu lado há
uma vela não há outra solução para elas do que se converterem à verdade
objetiva. “Mas eu senti que poderia ser tal coisa...” Ah, pareceu-te... Mas
isso não justifica, não muda a verdade objetiva!
A
verdade é imutável. Por isso Deus não muda, porque Ele é a própria Verdade. “O
que a Igreja acreditava ontem, hoje não pode mais crer, porque os tempos
mudaram, estamos em tempos modernos...” De forma alguma! Deus não muda. Não é
Deus que tem que Se converter ou Se modificar por causa dos tempos ou da
humanidade, mas é a humanidade e o tempo que têm de se converter nesta verdade
objetiva, inalterável, inequívoca de Deus que está presente só – e somente,
apenas – na Igreja.
Por
isso o ecumenismo, como é pregado atualmente, é falso em si mesmo, porque não
se pode colocar o erro ao lado da verdade. Só existe uma verdade: Nosso Senhor
Jesus Cristo. Só existe um caminho: Nosso Senhor Jesus Cristo. Só existe uma
vida: Nosso Senhor Jesus Cristo. E os budistas? Que se convertam a Nosso Senhor
Jesus Cristo! E os muçulmanos? Que se convertam a Nosso Senhor Jesus Cristo! E
como se converterão? Primeiro, pelo testemunho de vida, de fé, dos bons
católicos. Segundo, pelo nosso trabalho missionário; a Igreja é essencialmente
missionária. Deus não disse: “Ide e dialogai”. Na pessoa do Filho, Deus nos
manda ensinar, ensinar a verdade, a verdade sobre Deus, sobre o homem, a
verdade sobre o mundo. De forma que os princípios ecumênicos e o ecumenismo exacerbado
como se percebe lá fora, pondo em pé de igualdade Deus e Maomé – até poderíamos
dizer, pondo em pé de igualdade Deus e o demônio – “verdades” falsas, não se
sustentam de forma alguma. Porque Cristo é o Senhor, e é a Ele que devemos
recorrer, e é a esse Senhor – e Ele mesmo nos fala: “Quando eu for elevado,
atrairei todos a Mim” – que a humanidade inteira deve acorrer. “Mas isso é para
os cristãos...” “Isso é somente para os católicos...” De forma alguma! É para a
humanidade inteira. Não existe outra verdade senão a verdade católica. Cristo,
caminho, verdade e vida, brilha, resplandece, na face da Sua Igreja.
O
Espírito Santo, que é derramado em Pentecostes, inaugura de forma solene a
Igreja. E o que é a Igreja? A Igreja é o corpo místico de Cristo, da qual Ele é
a cabeça e nós somos os Seus membros. Nós recebemos de Cristo toda a seiva,
como o ramo recebe da sua videira. E esta verdade de Cristo deve nos atingir de
tal forma que possamos em todos os momentos, até nos momentos difíceis,
permanecermos firmes na fé, agarrados à Tradição dos Apóstolos, não ao “tradicionalismo”
– porque até os pagãos são tradicionalistas – mas à Tradição Apostólica, às Sagradas
Escrituras (como interpretadas pela Igreja) e ao Magistério perene da Santa
Igreja. E, assim, estaremos seguros, estaremos imersos nesta verdade de Cristo
que brilha na face da Igreja.
“Ah,
mas são muitos que já não acreditam nisto...” Mas a verdade não é diagnosticada
pela quantidade de pessoas. A verdade não depende de números! Não estamos numa “democracia
cristã”! O Cristianismo não é democrático! A Igreja não é democrática! Deus não
é democrático! A família não deveria ser democrática. Este é o princípio da
autoridade. Ninguém aqui pediu para nascer, Deus não fez um plebiscito para
saber se você queria isso ou aquilo nas leis imutáveis da natureza ou das leis divinas;
simplesmente estamos, e temos que obedecer. “Ah, eu sou livre para isso, para
aquilo...” Mentira! Mentira... Se você é livre para tanta coisa, seja livre
para não respirar! Faça “uma revolução contra o ar que você respira” para ver o
que sobra de você; não sobrará muita coisa, porque morrerá e perecerá! De forma
que a verdadeira liberdade do homem consiste em aderir justamente a Cristo Caminho,
Verdade e Vida, e crescer neste mesmo Caminho, nesta mesma Verdade e nesta
mesma Vida, que é Cristo nosso Senhor. E, quanto mais estamos em Deus, em
Cristo, no coração da Trindade, mais o Paráclito vai “derramando em nós um novo
envio, uma nova benção” como nos ensina o grande santo Agostinho.
Que
estes dias que antecedem o Domingo de Pentecostes sejam para nós uma
preparação, para que, festejando solenemente a vinda do Paráclito, sejamos cada
vez mais fiéis – não às novidades, não às coisas novas, não ao espírito adúltero
do modernismo “aliado” à fé cristã; não, não a isto! Mas possamos permanecer
firmes no Evangelho de sempre, na Doutrina de sempre; possamos permanecer
firmes ao lado do nosso Papa, quando ensina estas verdades imutáveis, porque
nele está Cristo que fala, que governa, que santifica e que nos orienta.
Homilia proferida em 6 de Maio
de 2012.
MARCADORES:
Homilias do Pe. Marcelo Tenório
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3º Domingo após a Páscoa: "A obediência é a alma de todo apostolado."
08:39 | Postado por
Sacerdos |
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Pe. Marcelo Tenório
V. Ave Maria, Gratia plena,
dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus frutus ventris tui
Jesus.
R: Sancta Maria, mater Dei, ora
pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostræ. Amen.
O
que nós queremos? Alegria, ou contentamento? São coisas diversas: alegria em
Deus – tanto que, há dois Domingos a Igreja celebra essa alegria no Senhor. Alegria
é aquilo que vem do Senhor, e que nos é dado “como prêmio” dos nossos esforços,
por vivermos em Deus; é um esforço, uma ascese. Buscar viver em Deus é romper
com tudo aquilo que nos afasta dEle. Isso nos custa, porque vivemos na carne, e
isso nos faz sofrer.
Certa
vez, Santa Terezinha cuidando de uma irmã idosa em seu convento no frio de Lisieux;
sozinha naquela enfermaria escutou ao longe música de festa. E, por um segundo,
como que assaltada por uma saudade das coisas do mundo, das festas, das danças,
do conforto, já que se encontrava num convento pobre e frio, como são naturalmente
frios os interiores das igrejas. Mas, logo em seguida, lembrou-se que tinha
escolhido a melhor parte: sua carne sofria, desejaria estar do outro lado dos
muros; mas de repente lhe veio a sanidade espiritual – “Não, aqui mesmo é o meu
lugar.” Então há sofrimento, mas a alegria é profunda; esta alegria em Deus, que
já que vivemos neste mundo, ninguém pode tirar. Aqueles que buscam a Deus de
acordo com essa palavra, embora em meio a sofrimentos e incompreensões – os rótulos
que o mundo pagão nos dá – possuem uma profunda alegria.
É
o que dizia São Francisco: “A profunda alegria está justamente em sofrer, em
não compactuar com o espírito deste mundo.” Por isso, Nosso Senhor nos diz: “Ainda
um pouco de tempo, e não mais me vereis.” Nosso Senhor está preparando os
apóstolos para a sua Ascensão. Hoje você chora, e o mundo se alegra; amanhã o
mundo chorará e vocês estarão felizes. Hoje os cristãos choram: renunciam a isto,
renunciam àquilo, deixam de lado tudo aquilo que pode nos tirar de Deus, embora
seja bom para a carne. É uma constante luta, como nos fala o belíssimo Hino do Apostolado da Oração, mas depois
a nossa alegria será completa.
Enquanto
sofremos, o mundo se alegra. Mas chegará o dia em que esse mundo chorará. Entretanto,
a chave para que estejamos sempre no Senhor, e para que a nossa alegria seja
realmente completa, e que não seja jamais tirada (como Nosso Senhor coloca no Evangelho)
está na Epístola: a obediência. Servir
ao Senhor de verdade. Não ter vida dupla. Não “mentir ao Senhor pela tonsura”,
como repreende São Bento aos seus monges. (Os monges que mentem a Deus pela
tonsura são os que tem jeito de monge, cara de monge, tonsura de monge, mas não
são monges.” Cristão que tem jeito de cristão, cara de cristão, tem a “unção”
do Cristo... e não vivem como cristãos! Vivem sob um véu que encobre as coisas más
que já deveriam ter sido eliminadas.
E
o centro é a obediência: obediência à verdade de Deus anunciada pela Igreja. Obediência
aos nossos superiores diretos, ao nosso confessor, ao nosso diretor espiritual.
O grande pecado do demônio é o orgulho que gera a desobediência. Pela
desobediência presenciamos, através da história, os protestantes. O que
aconteceu com eles? Fragmentaram-se. Só em Campo Grande hoje é impossível
contar o número de seitas protestantes... É a desobediência!
Assim
acontece com aquela alma que é desobediente e que não quer seguir os
ensinamentos diretos de Cristo através de seus superiores, que não buscam
obedecer a Nosso Senhor vivendo o seu apostolado.
Quem
já viu católicos que vivem feito satélites: hora vêm aqui na Missa, hora vai
aqui e acolá, compromisso nenhum tem com Paróquia, nem tampouco com apostolado
nenhum? Que tipo de católico é esse? Para que serve? Não serve para nada. Onde
é que está o seu apostolado? Em que está engajado? Está trabalhando em quê? Só
vem receber as dádivas de Deus. E onde está a sua parte no sacrifício, na cruz,
no apostolado, no trabalho apostólico, onde é que se encontra? Isso é extremamente
importante; é a voz de Cristo através da Igreja que nos convida a trabalharmos
com a Igreja e pela Igreja na instauração do reino de Deus.
A obediência é a alma de todo
apostolado. Por que não obedecemos à voz de Deus que nos convida? E por que não
obedecemos à voz de nosso confessor que nos manda fazer tal coisa, ou parar de
fazer tal coisa? E por que não obedecemos à voz de nosso diretor espiritual? Ou
melhor, temos diretor espiritual? Ou somos cegos guiando-nos, ou seguindo-nos a
nós mesmos?
O
santo Evangelho de hoje é muito claro para nós. Para que a vossa alegria seja
completa, para que possamos, enquanto o mundo pagão irá chorar, estar felizes,
porque passou o choro e a ascese, porque passou todo o tempo de trabalho
interior e exterior, e agora possamos gozar das alegrias celestes. Esta é, para
nós, a vontade de Deus. Custa? Custa! Nosso Senhor não prometeu a ninguém vida
fácil. Muito pelo contrário: prometeu-nos o cêntuplo com perseguições!
Que
a Epístola e também o santo Evangelho deste Terceiro Domingo Após a Páscoa iluminem
toda a nossa semana, e que com estas sagradas letras possamos refletir sobre a
nossa vida, sobre a alegria ou o contentamento, sobre o que estamos realmente escolhendo
para nós, em que estamos construindo a nossa existência.
Homilia proferida em 29 de
Abril e 2012.
MARCADORES:
Homilias do Pe. Marcelo Tenório
|
1 comentários
7 de mai de 2012
2º Domingo após a Páscoa: "Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!"
12:37 | Postado por
Sacerdos |
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| Sonho de Dom Bosco |
Pe. Marcelo Tenório
V. Ave Maria, Gratia plena,
dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus frutus ventris tui
Jesus.
R: Sancta Maria, mater Dei, ora
pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
V. Ora pro nobis, sancta Dei
Genitrix
R: ut digni efficiamur
promissionibus Christi.
No
santo Evangelho, nosso Senhor se coloca como bom pastor, Aquele que dá a vida
por suas ovelhas. Citando outro Evangelho, que trata de uma cena semelhante, Ele
deixa bem claro: “Aqueles que não estão comigo... os que não entram pela
porta... são ladrões e salteadores”. “Todos que vieram antes de mim foram
ladrões e salteadores.” “Eu sou o bom pastor, eu dou a minha vida pelas ovelhas.”
O
mercenário não quer saber das ovelhas, e sim tirar proveito delas. Não se
incomoda com os lobos e, se os lobos estão próximos, ele foge e deixa as
ovelhas ao Deus-dará. Pois bem:
Cristo é o bom Pastor. E há um só rebanho: “É verdade que há ovelhas que não
estão neste aprisco; é necessário que eu vá buscá-las para que haja um só
rebanho um só pastor.”
O
pastoreio de nosso Senhor está para a verdade, a verdade salvífica que tem o
seu núcleo no coração da Trindade. E essa verdade se impõe desde o início,
desde o Gênesis, quando começam as sagradas letras: “Bereshit bará Elohim...” “No princípio, Deus criou...”. Desde este
momento, a Trindade vai se revelando, embora chegue à plena revelação em Nosso
Senhor Jesus Cristo, já no Novo Testamento. Pois bem: este aprisco do Senhor é
o aprisco da verdade, e só pode fazer parte deste aprisco aqueles que são da
verdade, ou aqueles que se convertem à verdade. Não podem haver outros apriscos
e outras verdades. Só uma é a verdade, e um só é o aprisco, que é a Santa Igreja
Católica, fora da qual ninguém pode se salvar. Este é um dogma da nossa fé, tão
esquecido em tempos modernos de pluralismos religiosos, de seitas que antes
eram consideradas como seitas e hoje, “por crescimento econômico”, já são
consideradas “igrejas”.
O
belo documento Dominus Iesus, escrito
pelo então Cardeal Ratzinger, vai colocar precisamente o que é realmente a Igreja:
“A Igreja é a instituição divina já tratada disso por Pio XII na belíssima Encíclica
Mystici Corporis Christi. A Igreja,
que é divina, que vem de Deus, vem do coração da Trindade, que não terá fim, mas
que será consumada na glória. É este o mistério inefável, indelével da Igreja
que deve resplandecer no coração de uma alma católica.”
Pois
bem. Não é de hoje que os falsos pastores tentam infiltrar-se na Santa Igreja.
Querem destruir a Santa Igreja. Querem semear o joio, a discórdia e as
divisões. Isto foi tentado desde o Império Romano, desde sempre, chegando ao
auge no reinado do Papa Pio X, no inicio do século XX. O Papa Pio X coloca bem às
claras os inimigos da Igreja, e diz ele que antes os nossos inimigos estavam
fora, agora não, os inimigo da Igreja estão dentro, para confundir; para,
inventando uma nova teologia, inventando uma nova moral, querer destruir a
verdade autêntica que resplandece na face da Igreja, que é a doutrina de sempre,
a moral de sempre de Nosso Senhor Jesus Cristo e que a Igreja desde a era
apostólica nos transmitiu, de forma inequívoca, até os dias de hoje. Era o
grande Papa Pio X que olhava com o seu olhar de bom pastor, e já denunciava os
maus pastores, denunciava aquelas correntes teológicas não muito católicas, ou que
nada tinham de católicas, que queriam infiltrar-se para minar a Igreja em suas
bases.
E
qual não foi a nossa surpresa quando o Papa Bento XVI, indo a Fátima, no avião
mesmo fala a mesma coisa, de forma análoga, aquilo que o Papa Pio X dizia já na
condenação do modernismo: “Os inimigos não estão fora, estão dentro.”
O
sonho de Dom Bosco mostra claramente os inimigos da Igreja jogando contra a
barca de Pedro livros, e não atirando com canhões, com armas poderosas,
nucleares, não; mas livros. Os livros são ideias, são falsas filosofias, são
falsas teologias. E como é triste perceber que, até no ensino da Filosofia ou
da Teologia em muitos lugares, este ensino foi substituído. São Tomás de Aquino
é deixado de lado, para se fazer com que os alunos se debrucem em filosofias de
filósofos nada católicos, em teologias de teólogos que, se na época de Pio XII
vivessem, estariam com certeza excomungados.
Pois
bem. A Igreja trava uma crise como nunca na sua história. O próprio Papa Bento
XVI, como também seu predecessor João Paulo II já nos seus últimos momentos, reconheciam
isso: “Esta crise na Igreja, no seu cerne, é uma crise de fé.” E esta crise de fé,
que muitas vezes parece abalar as suas estruturas, não vem de hoje, mas de
tempos. Entrou pela porta da frente da Igreja com o romantismo protestante,
através de uma teologia laxa, através de músicas que foram substituindo os
belos hinos católicos que convertiam a nossa alma, ou colocavam em nossa alma o
tom do combate do martírio. Quem se esquece, por exemplo, do “Levantai-vos,
soldados de Cristo, sus correi, sus voai à vitoria”? Hinos belíssimos, e que
nos diziam concretamente, e nos colocavam na missão de soldados, de guerreiros,
cuja bandeira era a bandeira da Santa Cruz, a bandeira da Santa Igreja.
Entretanto,
nestes dias maus, temos que estar, mais do que nunca, unidos ao Papa Bento XVI,
gloriosamente reinante. Ele, agora há pouco, completou sete anos de pontificado;
um pontificado que revolucionou no bom sentido a História da Igreja em quarenta
anos. Bento XVI, que tem a sua preocupação pela doutrina, pela sagrada Liturgia,
sobretudo o seu zelo no sacrifício da Santa Missa. De forma que, unidos ao Santo
Padre Bento XVI, possamos, como dizia um grande Bispo francês: “Reconstruir
enquanto muitos destroem, recolocar Nosso Senhor Jesus Cristo no seu devido
lugar: que Ele reine na sociedade, que Ele reine nos poderes públicos, e que Ele
continue reinando na sua Igreja, sobretudo na pessoa augusta do vigário de Cristo.
Estando
com o Papa estamos seguros. Permanecendo na barca de Pedro, nada, nenhum mau,
nenhum vento inescrupuloso de falsas doutrinas, ou nenhuma voz de falsos
pastores, nada disso conseguirá retirar de nós o que temos de mais sagrado,
aquilo que Dom Bosco ensinava aos seus jovens, os três amores brancos: a branca
Hóstia, a branca Virgem e o branco ancião do Vaticano. Eis aí o remédio contra o modernismo,
eis aí o remédio contra as heresias práticas que, infelizmente, entraram pela porta
da frente.
Mas
Nossa Senhora de Fátima nos assegura a vitória: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”
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2 de mai de 2012
1º Domingo após a Páscoa: Dominica in Albis
11:11 | Postado por
Sacerdos |
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Pe. Marcelo Tenório
V. Ave Maria, Gratia plena,
dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus frutus ventris tui
Jesus.
R. Sancta Maria, Mater Dei, ora
pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostræ. Amen.
A
Santa Igreja celebra hoje o Dominica in
Albis, o Domingo de branco. Domingo in
Albis, Domingo de branco justamente pelo costume, na antiguidade, de aqueles
que receberam o Batismo na Vigília Pascal retornarem no domingo seguinte
revestidos com a mesma veste branca que haviam recebido no dia do seu Batismo. Voltar com esta veste branca, tendo durante a semana todo o cuidado em não
manchá-la, indica para nós o Batismo que recebemos – esta roupa nova que recebemos,
esta alvura brilhante que recebemos no dia de nosso Batismo, já que fomos
lavados no sangue do Cordeiro – e a nossa responsabilidade de trazermos de
volta estas vestes brancas do dia do Batismo e que devem continuar brancas,
límpidas e puras, tal como nossa alma até o momento em que devemos nos
apresentar diante de nosso Senhor.
A
roupa branca, límpida e pura que recebemos no Batismo em nossa alma não é para
ser manchada, não é para ser violada nem tampouco estragada; daí a nossa
responsabilidade de manter bem o nosso Batismo e não nos esquecermos dele, e
não nos apresentarmos diante do Supremo Juiz com as roupas velhas,
esfarrapadas, podres, enegrecidas ou cheias de lama.
E, se por acaso, no
decorrer de nossa existência, tivermos, de uma forma ou de outra, manchado estas
vestes brancas, que recorramos urgentemente ao augusto Sacramento da Confissão,
único capaz de refazer em nós as vestes de nosso Batismo.
†††
A
grande mensagem da Páscoa é justamente a mensagem da paz: “A Paz esteja
contigo”. E Nosso Senhor, após dizer estas palavras que são um desejo, uma
condicional – a paz esteja – logo em seguida mostra as mãos e o lado, os
cravos, as chagas.
“A
paz do Senhor” não é um sentimento; a paz do Senhor não é um contentamento. Estar
em paz não é estar bem. Muitos estão bem e não estão em paz: pensam estar em
paz porque estão bem; confundem a paz com o contentamento e com a felicidade
natural. Alguém diz: “Estou em paz: consegui pagar aquela dívida que há anos
vinha se arrastando”... Mas isto não é paz! Ou: “Estou em paz: criei os meus
filhos e eles agora estão bem, cada um já está solidificado no mundo”... Isto
não é paz! Ou: “Estou em paz porque consegui reaver tal coisa, ou fazer tal
coisa.” Isto é contentamento, felicidade natural. A paz não é um sentimento, e
a paz não nos é dada por coisas exteriores que possamos fazer, alcançar ou
sermos premiados.
Na
Vigília de Natal, a sagrada Liturgia vai nos dizer: “Ele é a nossa paz.” A paz
é Nosso Senhor, a paz é Cristo ressuscitado em nós. Ora, é uma condicional – a paz
esteja – se Cristo está em nós, estamos na paz. Se Cristo está em nós, a paz
está em nós e estamos na graça. E, se estamos na graça, não com a ausência do
sofrimento, porque, para permanecer na graça e para estar na graça, requer-se
de nós justamente sofrimento no sentido de dobrarmos os nossos instintos e convertermos
os nossos corações. Eis aí a paz mostrada com as chagas do Senhor.
O
Domingo in Albis relembra a nossa
grande responsabilidade. O que fizemos do nosso Batismo? O Domingo in Albis nos mostra que um dia estaremos
diante do Supremo Juiz, de juízo reto, que nos julgará diante daquilo que nos
deu. E a primeira coisa que Ele olhará em nós é justamente a nossa veste: como
ela estará no dia do julgamento? Observemos, pois, o nosso Batismo – o que
fizemos com as nossas vestes batismais, como estão estas vestes – e não nos esqueçamos
de que, com estas vestes, nos apresentaremos um dia diante do Supremo Tribunal
de Deus.
Homilia proferida em 15 de
abril de 2012, primeiro Domingo após a Páscoa.
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MISSA TRIDENTINA DE TERÇA A SEXTA-FEIRA, ÀS 17H
10:24 | Postado por
Sacerdos |
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Prezados amigos,
Salve Maria!
Excelente comunicado:
MISSA TRIDENTINA NA PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO
ALÉM DOS DOMINGOS, ÀS 17 HORAS,
AGORA SERÁ CELEBRADA
DE TERÇA A SEXTA-FEIRA, TAMBÉM ÀS 17 HORAS.
“O homem deveria vibrar, o mundo deveria tremer, o Céu
inteiro deveria comover-se profundamente quando o Filho de Deus aparece sobre o
altar nas mãos do sacerdote.” São Francisco de Assis.
Sobre os benefícios da Santa Missa, “Não se podem
contar. Vê-lo-ás no céu. Quando assistires à Santa Missa, renova a tua fé e
medita na Vítima que se imola por ti à Divina Justiça. Não te afastes do altar
sem derramar lágrimas de dor e de amor à Jesus, Crucificado por tua salvação. A
Virgem Dolorosa te acompanhará e será tua doce inspiração.”
São Pio de Pietrelcina
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Domingo de Páscoa: “Ele não está mais aqui. Ele ressuscitou!”
09:47 | Postado por
Sacerdos |
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Pe.
Marcelo Tenório
A alegria do Domingo da Páscoa, após a Quaresma contemplando o
Crucificado; a Quaresma, que nos foi proposta pela Santa Igreja para que
possamos mudar a nossa vida; e, ontem, toda a Igreja diante do túmulo do
Senhor, aguardando a Sua ressurreição. E, assim, a Igreja hoje pode cantar
“Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está o teu aguilhão?”
No santo Evangelho que acabamos de escutar, as santas mulheres com
Maria Madalena vão até o sepulcro. “Quem nos retirará a pedra?” São movidas
pelo amor incondicional ao Mestre, a nosso Senhor: já que não conseguiram
fazê-lo devido ao Shabbat, no
primeiro dia da semana se dirigem ao sepulcro e levam aromas. E, quando chegam
bem próximo do local, vem a indagação: “Quem nos tirará a pedra?” Mas a pedra
estava removida; era uma pedra grande. Ficam assustadas, interrogativas. E, ao
olharem para dentro do sepulcro, está um belíssimo jovem do lado direito. A
palavra do jovem para aquelas mulheres: “Não vos assusteis.” Ou seja: “Não
temais.” As palavras de Nosso Senhor durante as aparições que iremos ver com
mais precisão na Oitava da Páscoa sempre é esta, além de “A paz esteja
contigo”: “Não tenhais medo, não temais, não vos assusteis.”
A morte passou; “a morte, morreu”. Cristo matou a morte! O
vencedor, o poderoso das batalhas, aniquilou a morte! Desce aos infernos para
abrir as portas do paraíso, para destruir o limbo dos patriarcas e, assim todos
podermos entrar na glória de Deus, deslumbrarmos Sua face sagrada,
deslumbrarmos o Seu rosto, gozar das alegrias de seus mistérios e do seu
convívio. De forma que a Igreja, na escuridão, na penumbra do pecado original,
vê aos poucos a luz de Cristo adentrando nas trevas, dissipando tudo o que era
obscuro, eis que tudo fica claro: “A noite será como o dia”, canta o Precônio
da Páscoa. E a Igreja está tão exultante, mas tão exultante nesta salvação, na
ressurreição do Cristo, que canta: “Ó feliz culpa de Adão, que nos mereceu um
grande Salvador”!
“Vocês procuram o crucificado?” Perguntou o jovem. Era um anjo;
mas por que jovem? São João viu um ancião, não um jovem. Nas suas visões em
Apocalipse, São João verá sempre um ancião; aqui é um jovem. É um anjo, jovem,
resplandecente do lado direito. “O Crucificado, vocês procuram? “Ele não está
mais aqui. Ele ressuscitou!”
Na santa Missa de sempre [n.d.r.: Missa Tridentina], encontramos entre muitos grandes significados,
o do lado direito e do lado esquerdo do altar. O lado da Epístola é justamente
o do oriente [n.d.r.: a direção da
Terra Santa], de onde vem para nós esta luz da verdade. E o Evangelho é
proclamado aos incrédulos, aos pagãos, àqueles que precisam de conversão; por
isto, a estante do Evangelho, do lado esquerdo do sacerdote, está sempre
inclinada, não reta, como do lado direito do sacerdote. Por quê? Porque esta
inclinação quer mostrar para nós que a palavra de Deus “se derrama”, o
Ressuscitado deve ser conhecido pela sua palavra e a sua palavra aceita gera
conversão e mudança de vida. O anjo está do lado direito do altar, não do lado
esquerdo, pois do lado direito é de onde vem a salvação.
“O que vocês procuram aqui? O crucificado? Ele já não está mais
aqui, Ele ressuscitou.” Cristo não está nos mortos! Cristo não está entre
aqueles que desceram aos infernos. De forma alguma! Ele ressuscitou! E por isso
nós somos chamados a ressuscitar. São Paulo nos diz: “Se ressuscitastes com
Cristo, vós estais mortos.” Então, nós morremos [n.d.r.: para o mundo] no dia de nosso Batismo; mas, “Se
ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto”, não as coisas baixas.
Quem está no alto? Deus. Quem está no baixo? O demônio. Então, buscai as coisas
do alto, onde Deus está! Porque a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
E, na Epístola da santa Missa de hoje, vimos isso muito
claramente: “Irmãos, purificai-vos do velho fermento.” É Páscoa! Não podemos
colocar remendo novo em roupa velha, de forma alguma. Se ressuscitamos com
Cristo pelo Batismo, é Páscoa em nós e já não podemos buscar o velho fermento.
Muito pelo contrário! Busquemos o fermento novo, um fermento puro, a fim de
que, conformando-nos a Ele, que é a vida, possamos em cada instante, em cada
momento da nossa existência, viver a Páscoa em nossa alma, em nossa vida.
É sempre Páscoa na vida dos santos; embora haja tristezas,
dissabores, sofrimentos, incompreensões e abandonos, é sempre Páscoa na vida
dos santos. Ontem, a Igreja invocava a todos os santos, para que fizessem
conosco a Vigília Pascal. Todos os santos viveram nas suas vidas a Páscoa do
Senhor; desejaram ardentemente esta Páscoa e deram-se totalmente a fim de que,
a cada instante, o Ressuscitado tomasse conta de suas vidas, de suas entranhas,
de suas células, de todo o seu ser. A tal ponto que Santa Teresa d’Ávila pôde
exclamar: “Morro porque não morro; vivo, mas já sem viver em mim”.
O desafio de cada um de nós, enquanto católicos, enquanto
cristãos, é, justamente, seguir esta palavra do santo Evangelho, de não
ficarmos entre os mortos, porque Ele não está entre os mortos – “Por que
procurais aqui? Ele não está, Ele ressuscitou.”; e viver o que diz o Apóstolo –
buscar as coisas do alto, ser o fermento novo, viver realmente a vida de
ressuscitado. Porque viver a vida de ressuscitado é viver a morte batismal, a
morte para o mundo, a morte para a concupiscência, a morte para tudo aquilo que
nos afasta de Deus.
“Vós estais
mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”
Homilia proferida em 8 de
abril de 2012, no Domingo de Páscoa.
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30 de abr de 2012
Missa da Noite de Páscoa: “Por que buscai entre os mortos Aquele que vive?"
18:39 | Postado por
Sacerdos |
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Pe. Marcelo Tenório
Hoje
a Igreja celebra a Ressurreição do Senhor. No Evangelho que acabamos de
escutar, Maria Madalena com outras mulheres vai ao túmulo de Cristo. A pedra
está removida; um anjo resplandecente, dirigindo-se às mulheres, lhes diz: “Não
temais; sei que buscai a Jesus, que foi crucificado; Ele não está mais aqui”. A
grande mensagem da Páscoa é justamente esta do anjo: “Por que buscai entre os
mortos Aquele que está vivo? Jesus de Nazaré, o crucificado, não está mais aqui.”
“Ele não está mais aqui, Ele ressuscitou.”
E
São Paulo vai nos falar que a nossa vida está escondida com Cristo em Deus. E,
se a nossa vida está escondida com Cristo em Deus, devemos buscar as coisas do
alto – onde Deus está – e não as coisas baixas.
Maria
Madalena com as santas mulheres, de forma extremamente caridosa, vai atrás do
corpo de Jesus, para justamente ungi-lo, já que não deu tempo por ser sábado, e
o anjo lhes replica: “Por que buscai entre os mortos a Jesus de Nazaré, aquele
que foi crucificado? Ele não está mais aqui.” Ele não está mais aqui!
“Buscai
as coisas do alto, não as coisas de baixo, porque a vossa vida está escondida
com Cristo em Deus.” A nova vida, a vida verdadeira, está escondida com Cristo
em Deus. Esta é a grande mensagem da Páscoa para nós. Não podemos continuar mergulhados
em nossos pecados, em nossas resoluções mesquinhas. As mulheres são convidadas
a não buscar entre os mortos; as mulheres são convidadas a olhar para o alto. A
pedra é removida; aquilo que pesava, que prendia, agora é retirado. O véu que
separava, agora já não pode mais separar.
A nossa vida está escondida com
Cristo em Deus: por que procurais entre os mortos aquele que vive? Ele está
aqui! Ressuscitou, como disse [alusão a um verso da Antífona Pascal Regina Cæli, n.d.r.].
Homilia proferida em 7 de abril de 2012, noite de Páscoa.
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