Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
- Adoração ao Santíssimo (1)
- Apresentação (1)
- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
- Festas Transferidas da Semana Santa (1)
- Homilias do Pe. Marcelo Tenório (47)
- Indulgências Plenárias (4)
- Ladainhas Menores (2)
- Liturgias da Semana da Paixão (8)
- Liturgias da Semana Santa (19)
- Liturgias das Férias da Quaresma (43)
- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
- Liturgias das Férias Mais Importantes (29)
- Liturgias das Festas de Guarda (16)
- Liturgias das Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (8)
- Liturgias das Festas Mais Importantes (17)
- Liturgias das Quatro-Têmporas (27)
- Liturgias do Tríduo Pascal (11)
- Liturgias Dominicais (111)
- Missas de Nossa Senhora no Sábado (5)
- Missas do Tempo da Ascensão (4)
- Missas do Tempo da Epifania (6)
- Missas do Tempo de Natal (14)
- Missas do Tempo de Pentecostes (8)
- Notícias (8)
- Oitava de Pentecostes (8)
- Santo do Dia (354)
- Santos Comemorados em Algumas Localidades (3)
- santos comemorados no brasil (1)
- Santos do mês 01 - Janeiro (30)
- Santos do mês 02 - Fevereiro (23)
- Santos do mês 03 - Março (16)
- Santos do mês 04 - Abril (21)
- Santos do mês 05 - Maio (34)
- Santos do mês 06 - Junho (30)
- Santos do mês 07 - Julho (41)
- Santos do mês 08 - Agosto (44)
- Santos do mês 09 - Setembro (33)
- Santos do mês 10 - Outubro (29)
- Santos do mês 11 - Novembro (33)
- Santos do mês 12 - Dezembro (19)
- Semana da Paixão (14)
- Semana Santa (24)
- Tempo Após Epifania (5)
- Tempo Após Pentecostes (61)
- Tempo da Ascensão (4)
- Tempo da Epifania (6)
- Tempo da Paixão (32)
- Tempo da Quaresma (51)
- Tempo da Septuagésima (7)
- Tempo de Natal (12)
- Tempo de Páscoa (21)
- Tempo de Pentecostes (8)
- Tempo do Advento (20)
- Têmporas da Quaresma (7)
- Têmporas de Pentecostes (6)
- Têmporas de Setembro (6)
- Têmporas do Advento (6)
- Tríduo Pascal (15)
- Vigílias de Festas (1)
Arquivo
-
▼
2016
(263)
-
▼
Agosto
(27)
- Santo do Dia - Quarta-Feira, 17/08/2016
- Santo do Dia - Terça-Feira, 16/08/2016
- ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA - Segunda-Feira, 15/08/2...
- Festa Litúrgica do Dia - Segunda-Feira, 15/08/2016...
- Santo do Dia - Domingo, 14/08/2016
- Vigília do Dia (Comemoração) - Domingo, 14/08/2016...
- 13º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 14/08/2016 - Leitur...
- Santos do Dia - Sábado, 13/08/2016 - 2ª Parte
- Santos do Dia - Sábado, 13/08/2016 - 1ª Parte
- Santa do Dia - Sexta-Feira, 12/08/2016
- Santos do Dia - Quinta-Feira, 11/08/2016 - 2ª Part...
- Santos do Dia - Quinta-Feira, 11/08/2016 - 1ª Part...
- Santo do Dia - Quarta-Feira, 10/08/2016
- Santo do Dia - Terça-Feira, 09/08/2016
- Santo do Dia (Vigília) - Terça-Feira, 09/08/2016
- Santos do Dia - Segunda-Feira, 08/08/2016 - 2ª Par...
- Santos do Dia - Segunda-Feira, 08/08/2016 - 1ª Par...
- Santos do Dia - Domingo, 07/08/2016 - 2ª Parte
- Santos do Dia - Domingo, 07/08/2016 - 1ª Parte
- 12º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 07/08/2016 - Leitur...
- Santos do Dia - Sábado, 06/08/2016
- Festa Litúrgica do Dia - Sábado, 06/08/2016
- Festa Litúrgica do Dia - Sexta-Feira, 05/08/2016
- Santo do Dia - Quinta-Feira, 04/08/2016
- Santos do Dia - Terça-Feira, 02/08/2016 - 2ª Parte...
- Santos do Dia - Terça-Feira, 02/08/2016 - 1ª Parte...
- Santos do Dia - Segunda-Feira, 01/08/2016
-
▼
Agosto
(27)
Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
Indicamos
Tecnologia do Blogger.
22 de mar. de 2012
O BRILHO DAS FÉRIAS DE TÊMPORAS
11:29 | Postado por
Sacerdos |
Editar postagem
Por Michael P. Foley
Introdução
Um perigo em potencial do tradicionalismo é a defesa obstinada de algo sobre o qual alguém conhece pouco. Uma vez perguntei a um padre que tinha recém terminado de celebrar belamente uma Missa de Sábado das Têmporas sobre o significado das Férias de Têmporas. Ele replicou (com um travesso piscar de olho) que não tinha uma pista, mas que estava furioso de terem-nas suprimido.
Os tradicionalistas, entretanto, não são inteiramente responsáveis por sua falta de familiaridade com esta importante parte de nosso patrimônio. A maioria só tem o privilégio de assistir a uma Missa Tridentina dominical, e, consequentemente, as Férias de Têmporas – que ocorrem num dia de semana ou no sábado – passam despercebidas. E, muito tempo antes da sessão de abertura do Concílio Vaticano II, a popularidade destas observâncias foi atrofiada.
Então, por que se importar com elas agora? Para responder a esta questão, devemos primeiro definir o que elas são.
As Quatro estações
As Quatro Têmporas, que caem na quarta-feira, na sexta-feira e no sábado da mesma semana, ocorrem em conjunção com as quatro estações do ano. O outono [primavera no hemisfério sul, n.d.t.] traz as Têmporas de setembro, também conhecidas como as Têmporas de São Miguel devido a sua proximidade com a Festa de São Miguel em 29 de setembro [1]. O inverno [verão no hemisfério sul, n.d.t.], por outro lado, traz as Têmporas de dezembro, durante a terceira semana do Advento e a primavera [outono no hemisfério sul, n.d.t.] traz as Têmporas da Quaresma, após o primeiro domingo da Quaresma. Finalmente, o verão [inverno no hemisfério sul, n.d.t.] anuncia as Têmporas de Pentecostes, que ocorrem dentro da Oitava de Pentecostes.
No Missal de 1962, as Têmporas eram observadas como Férias de segunda classe, dias feriais de especial importância que se sobrepunham inclusive a certas festas de santos. Cada dia tem sua Missa própria, todas as quais são bastante antigas. Uma prova de sua antiguidade é que elas são algumas das poucas férias no rito gregoriano (como o Missal de 1962 agora vem sendo chamado) que têm cinco leituras do Antigo Testamento acompanhadas da leitura da Epístola, uma disposição antiga de fato.
Jejum e abstinência parcial durante as Têmporas eram também observados pelos fiéis desde tempos imemoriais até a década de 1960. É esta associação de jejum e penitência com as Têmporas que levou alguns a pensarem que seu nome peculiar tivesse algo a ver com cinzas ardentes, ou brasas. Mas o nome em inglês [ember, n.d.t.] deriva-se provavelmente de seu título latino, as Quatuor Tempora ou “Quatro Estações" [2].
Apostólicas e Universais
A história das Têmporas leva-nos às origens mesmas do Cristianismo. O Antigo Testamento prescreve um jejum quádruplo como parte de sua consagração do ano em curso a Deus (Zac 8, 19). Além destas observâncias sazonais, judeus piedosos na Palestina do tempo de Jesus jejuavam toda segunda e quinta – daí a vanglória do fariseu sobre o jejuar duas vezes por semana na parábola envolvendo um deles e o publicano (Lc 18, 12).
Os primeiros cristãos corrigiram ambos os costumes. A Didache, obra tão antiga que pode inclusive ser datada antes de alguns livros do Novo Testamento, conta-nos que os cristãos palestinos no primeiro século jejuavam todas as quartas e sextas: quartas, porque é o dia em que Jesus foi traído; e, sextas, porque é o dia em que Ele foi crucificado [3]. Os jejuns de quartas e sextas de tal forma faziam parte da vida cristã que uma palavra em gaélico, Didaoirn, significa literalmente “o dia entre os jejuns”.
No século terceiro, os cristãos em Roma começaram a destinar alguns destes dias à oração sazonal, em parte como imitação do costume judeu e em parte como resposta às festas pagãs que ocorriam por volta da mesma época [4]. Assim nasceram as Têmporas. E depois que o jejum semanal tornou-se menos frequente, foram as Têmporas que permaneceram como testemunho evidente de um costume que remonta aos próprios Apóstolos [5]. Ademais, pela modificação dos dois jejuns judeus, as Têmporas encarnam a declaração de Cristo de que Ele não veio para abolir a Lei, mas para cumpri-la (Mt 5, 17) [6].
Beneficamente naturais
Este cumprimento da Lei é crucial porque ensina-nos algo fundamental sobre Deus, Seu plano redentor para nós e a natureza do universo. Tanto no caso dos jejuns sazonais dos judeus quanto no das Têmporas dos cristãos, somos convidados a considerar a maravilha das estações naturais e sua relação com o Criador. Pode-se dizer, por exemplo, que as quatro estações indicam individualmente a felicidade do Céu, onde há “a beleza da primavera, o brilho do verão, a abundância do outono e o repouso do inverno" [7].
Isto é significativo porque as Têmporas são o único tempo no calendário da Igreja onde a natureza qua natureza é destacada e reconhecida. Certamente o ano litúrgico como um todo pressupõe o ritmo anual da natureza (a Páscoa coincide com o equinócio de primavera, o Natal com o solstício do inverno [no hemisfério norte, n.d.t.], etc.), mas aqui nós celebramos não os fenômenos naturais em si, mas os mistérios sobrenaturais que eles evocam. As Rogações comemoram a natureza, mas principalmente à luz de seu significado agrícola (ou seja, em relação com seu cultivo pelo homem) e não em seus próprios termos, por assim dizer [8].
As Têmporas, portanto, destacam-se como os únicos dias nas estações sobrenaturais da Igreja que comemoram as estações naturais da terra. Isto é apropriado porque, uma vez que o ano litúrgico renova anualmente nossa iniciação no mistério da redenção, ele deve fazer alguma menção especial à própria coisa que a graça aperfeiçoa.
Singularmente Romanas
Mas, e o sábado? A apropriação romana do jejum semanal evoluiu acrescentando o sábado como extensão do jejum de sexta-feira. E, durante as Quatro-Têmporas, uma
Missa especial e uma procissão para a Basílica de São Pedro eram celebradas, com a congregação sendo convidada a “ficar em vigília com Pedro”. Sábado é um dia apropriado não somente para uma vigília, mas como um dia de penitência, quando nosso Senhor “jazia no sepulcro, e os Apóstolos estavam com o coração entristecido e em grande pesar" [9]. A propósito, foi este costume que deu origem ao provérbio: “quando em Roma, faça como os romanos”. Segundo a tradição, quando Santo Agostinho e Santa Mônica perguntaram a Santo Ambrósio de Milão se eles deviam obedecer aos jejuns semanais de Roma ou de Milão (que não incluía os sábados), Ambrósio respondeu: “quando eu estou aqui, eu não jejuo aos sábados, quando estou em Roma, jejuo" [10].
Solidariedade entre clérigos e leigos
Outro costume romano, instituído pelo Papa Gelásio I em 494, é usar os sábados das Têmporas como dia para se conferir as Ordens Sagradas. A tradição apostólica prescrevia que as ordenações fossem precedidas por jejum e oração (cf. At 13, 3), e assim era bastante razoável situar as ordenações ao final deste período de jejum. Isto permitia à comunidade inteira unir-se aos candidatos no jejum e na oração pela bênção de Deus sobre sua vocação, e não apenas a comunidade nesta ou naquela diocese, mas de todo o mundo.
Pessoalmente devotas
Além de comemorar as estações da natureza, cada uma das Quatro-Têmporas assume o caráter do tempo litúrgico em que está situada. As Férias de Têmporas do Advento, por exemplo, celebram a Anunciação e a Visitação, as únicas vezes durante o Advento, no Missal de 1962, em que isto é feito explicitamente. As Quatro-Têmporas da Quaresma permitem-nos ligar a estação da primavera [no hemisfério norte, n.d.t.], quando a semente deve morrer para produzir nova vida, à mortificação quaresmal de nossa carne. As Quatro-Têmporas de Pentecostes, curiosamente, encontram-nos jejuando durante a Oitava de Pentecostes, ensinando-nos que existe um “jejum alegre" [11]. As Quatro-Têmporas de Setembro [no texto original em inglês, “Fall Embertide”, n.d.t.] são o único tempo em que o calendário romano ecoa a Festa dos Tabernáculos e o Dia do Perdão dos judeus, duas comemorações que nos ensinam muito sobre nossa peregrinação terrena e sobre o Sumo Sacerdócio de Cristo [12].
As Férias de Têmporas também nos oferecem a ocasião de um exame trimestral de nossa alma. O Beato Tiago de Varazze (+ 1298) lista oito razões pelas quais nós deveríamos jejuar durante as Têmporas, a maioria delas relacionada à nossa luta pessoal contra o vício. O verão, por exemplo, que é quente e seco, é análogo ao “fogo e ardor da avareza”, enquanto o outono é frio e seco, como o orgulho. Tiago faz ainda um trabalho agradável ao coordenar as Têmporas com os quatro temperamentos: a primavera é sanguínea, o verão é colérico, o outono é melancólico e o inverno é fleumático [13]. Não espanta que as Férias de Têmporas tenham se tornado tempos de retiro espiritual (não diferente de nossos modernos retiros), e que o folclore na Europa cresceu em torno deles, afirmando seu caráter especial [14].
Até o Extremo Oriente foi afetado pelas Têmporas. No século XVI, quando os missionários espanhóis e portugueses estabeleceram-se em Nagasaki, Japão, eles buscaram modos de fazer refeições saborosas sem carne para as Têmporas e começaram a fritar camarões. A ideia se popularizou entre os japoneses, que aplicaram o processo a um número de diferentes pratos do mar e vegetais. Eles chamam a esta deliciosa comida – já adivinharam? – de “tempurá”, em menção a Quatuor Tempora.
Têmporas agonizantes
Embora as Férias de Têmporas tenham permanecido estabelecidas no calendário universal como obrigatórias (assim como o jejum que as acompanha), sua influência irradiante sobre outras áreas da vida por fim diminuiu. No século XX, as ordenações já não eram exclusivamente programadas para os sábados das Têmporas e seu papel como “exames espirituais” foi gradualmente esquecido. Os textos do Vaticano II poderiam ter feito muito para renovar as Têmporas. A Constituição sobre a Sagrada Liturgia determina que os elementos litúrgicos “que sofreram os prejuízos dos tempos sejam agora restaurados conforme a antiga tradição dos Santos Padres” [“restituantur vero ad pristinam sanctorum Patrum normam nonnulla quae temporum iniuria deciderunt”] (50).
Mas, ao invés, o que veio foram as Normas Gerais para o Ano Litúrgico e o Calendário (1969) da Sagrada Congregação para o Culto Divino, onde lemos:
“Nas rogações e têmporas, a prática da Igreja é oferecer orações ao Senhor pelas necessidades de todo o povo, especialmente pela produtividade da terra e pelo trabalho humano, e lhe dar graças publicamente” (45).
“De modo a adaptar as rogações e as têmporas às várias regiões... as conferências dos bispos devem dispor o tempo e o modo de sua celebração” (46).
Felizmente, as Férias de Têmporas não seriam removidas do calendário, mas adaptadas pelas conferências nacionais de bispos. Havia, entretanto, várias falhas nesta disposição. Primeiro, a SCCD trata as Rogações e as Têmporas como sinônimos, o que – como dissemos num artigo anterior [15] – elas não são. As Têmporas não rezam, por exemplo, pela “produtividade da terra e pelo trabalho humano” no ocaso do inverno.
Segundo, ao pedir uma adaptação para as várias regiões, a SCCD permite que as Têmporas assumam um número indeterminado de significados que nada têm a ver com sua natureza, tais como “a paz, a unidade da Igreja, a propagação da fé, etc" [16]. Diferentemente do desenvolvimento orgânico das Férias de Têmporas, que preservou seu significado básico enquanto assumiu outros, a diretriz de 1969 não tem salvaguardas para prevenir os novos significados atribuídos de substituírem o propósito mais fundamental das Têmporas.
Terceiro, as conferências nacionais de bispos deveriam fixar as datas das Férias de Têmporas, mas nenhuma, pelo que posso dizer, jamais o fez.
Têmporas Mortas & Debates Vivos
Em consequência desta ambiguidade e falta de direção, as Férias de Têmporas desapareceram da celebração do Novus Ordo, e num dos piores momentos possíveis. Pois exatamente quando a Igreja estava deixando sua celebração litúrgica da natureza cair no esquecimento, o Ocidente estava se voltando freneticamente para a natureza.
Desde a publicação de O Príncipe de Maquiavel no século XVI, a sociedade moderna tem se dedicado a uma guerra tecnológica contra a natureza de modo a aumentar o domínio e o poder do homem. A natureza não era mais uma donzela a ser cortejada (como ela tinha sido pelos gregos, romanos e cristãos medievais); ela devia, agora, ser violentada, subjugada através dos avanços tecnológicos [17] mais impressionantes que fariam da humanidade, nas palavras frias de Freud, “um deus protético”.
Embora existam fortes reações contra esta nova atitude, a hostilidade moderna ao que foi dado por Deus apenas expandiu-se com o passar do tempo, evoluindo de uma guerra à natureza para uma guerra à natureza humana. Nossas preocupações atuais com a engenharia genética, “mudanças” de sexo e “casamento” entre pessoas do mesmo sexo – todas tentativas de redefinir e reconfigurar a natureza – são exemplos desta escalada em curso.
O movimento ambientalista que começou na década de 1960 ajudou a trazer à luz as retribuições da brutalmente explorada natureza, e assim temos hoje um renovado apreço pelas virtudes do manejo responsável e pelas maravilhas da terra verde, mas frágil, de Deus. Mas este mesmo movimento, que serviu de muitas formas como um renascimento saudável, é temperado de absurdos. Geralmente os mesmos ativistas que defendem girinos em perigo advogam a aniquilação de bebês não-nascidos. Recentemente, após aprovar suas leis abortistas, o governo socialista da Espanha introduziu uma legislação para garantir aos chimpanzés direitos legais de modo a “preservar as espécies da extinção” – isto num país sem nenhuma população nativa de macacos [18].
O ambientalismo contemporâneo é também, por vezes, panteísta em suas convicções, tendo como resultado que para muitos ele torna-se uma religião em si mesmo. Esta nova religião vem completa com seus próprios sacerdotes (climatologistas), seus próprios evangelhos (dados sacrossantos sobre o aumento das temperaturas e o afundamento das geleiras), seus próprios profetas (Al Gore, que infelizmente continua bem recebido em sua própria terra) e, mais que tudo, seu próprio apocalipsismo, com os quatro cavaleiros do desmatamento, aquecimento global, diminuição da camada de ozônio e combustíveis fósseis, todos conduzindo-nos a um Apocalipse mais apavorante para a mente secular do que os Quatro Novíssimos [19].
Conclusão
Meu objetivo não é negar a validade destas preocupações, mas lamentar a estrutura neopagã em que elas são colocadas muito frequentemente. O homem moderno é tão caótico que, quando finalmente redescobre um amor pela natureza, ele o faz de uma maneira bem antinatural. Tanto a antiga antipatia à natureza como a atual idolatria dela têm uma urgente necessidade de correção, uma correção que a Igreja está bem preparada para providenciar. Como Chesterton gracejava, os cristãos podem amar verdadeiramente a natureza porque eles não a adorarão.
A Igreja proclama a bondade da natureza porque ela foi criada por um Deus bom e amoroso e porque ele reflete sacramentalmente a grandeza da bondade e do amor de Deus. A Igreja faz isto liturgicamente com sua observância das “Quatro Estações”, as Quatro-Têmporas. Celebrar as Férias de Têmporas, obviamente, não provê soluções prontas para as complicadas dificuldades ecológicas do mundo, mas é um bom curso de atualização sobre os primeiros princípios básicos. As Férias de Têmporas oferecem uma alternativa inteligente ao ambientalismo panteísta, e fazem isto sem serem artificiais ou lenientes, como um novo “Dia da Terra” católico ou algo indubitavelmente parecido com isso.
É uma lástima a Igreja inconscientemente ter deixado o brilho das Quatro-Têmporas morrer no exato momento da história em que seu testemunho era mais necessário, mas é uma grande bênção que o Summorum Pontificum tenha tornado a sua celebração universalmente acessível mais uma vez. Resta uma nova geração assumir sua prática com um revigorado apreço pelo que elas significam. Ao menos, então, saberemos porque estamos tão furiosos.
Chamado à oração e ao jejum
Em 2012, as datas de Quatro-Têmporas são as seguintes:
Que todos os católicos se unam para observar o jejum tradicional de Têmporas nestes três dias para:
1. rezar pelo bem-estar do Santo Padre;
2. agradecer a Deus onipotente pelo Motu Proprio Summorum Pontificum; e
3. rezar pela completa implantação da Missa de Sempre em todas as Paróquias ao redor do mundo.
|
Michael P. Foley é professor adjunto de patrística na Universidade de Baylor. É autor de Wedding Rites: A Complete Guide to Traditional Music, Vows, Ceremonies, Blessings, and Interfaith Services (Eerdmans) e Why Do Catholics Eat Fish on Friday? The Catholic Origin to Just About Everything (Palgrave Macmillan).
NOTA: Este artigo foi publicado na edição do outono de 2008 de The Latin Mass Magazine, vol. 17:4; a publicação web pelo RORATE CÆLI foi autorizada pelo autor e pelo periódico. As imagens se referem à Primeira e à Segunda Leituras e ao Evangelho do Sábado das Quatro-Têmporas de Setembro: na primeira imagem, Aarão e Moisés oferecem um holocausto ao Senhor.
[1].Oficialmente, elas caem na primeira semana após a semana da Festa da Santa Cruz (14 de setembro) [é também a semana que se segue ao 3º domingo de setembro, n.d.t.].
[2]. Outra teoria é a de que “Ember” vem do inglês arcaico “ymbren”, que quer dizer “tempo” ou “estação”.
[3]. A única razão apresentada pela Didache é mais polêmica: os cristãos jejuam em dias diferentes [dos estabelecidos pela tradição judaica, n.d.t.] a fim de se diferenciarem dos “hipócritas” i.e., os fariseus (8.1).
[4]. Cf. Francis X. Weiser, Manual de Festas e Costumes Cristãos (New York: Harcourt, 1958), 31-32.
[5]. Weiser reivindica, entretanto, que o jejum ou abstinência voluntários às quartas-feiras ainda estavam vivos em algumas áreas onde ele estava escrevendo (1958). Com certeza, o outro remanescente do jejum semanal é a abstinência de carne às sextas-feiras.
[6]. Tecnicamente, nem o jejum judaico era parte da Lei Mosaica, embora ambos fizessem, por assim dizer, parte do modo mosaico de vida.
[7]. Extraído de uma oração de Santo Tomás de Aquino.
[8]. Cf. meu artigo, “As Rogações”, TLM 17:2 (Primavera de 2008), pp. 36-39.
[9]. Jacopo de Voragine, “As Férias de Têmporas”, em As Grandes Legendas.
[10]. Cf. Michael P. Foley, Por que os católicos comem peixe às sextas-feiras? A origem católica de quase tudo (New York: Palgrave Macmillan, 2005), 148-49.
[11]. Os medievais chamavam este de jejunium exultationis — o jejum de exultação.
[12]. Há leituras relevantes do Antigo Testamento e da Epístola aos Hebreus que são usadas todo o ano tanto no Missal de 1962 como no Lecionário de 1970, mas as Quatro-Têmporas de Setembro é o único tempo em que estas leituras são usadas de forma a coincidirem com os festivais de outono [no Hemisfério Norte, n.d.t.] de Sukkot e de Yom Kippur. De novo, vemos o princípio do cumprimento em vez da abolição liturgicamente promulgada.
[13]. Cf. A Grande Legenda, Volume 1, “As Férias de Têmporas.”
[14]. Na Idade Média, as Férias de Têmporas eram guardadas como feriados de preceito, com descanso do trabalho e atos de caridade especiais pelos pobres, tais como alimentá-los e dar-lhes banhos. Também havia uma velha superstição de que as almas do Purgatório eram temporariamente liberadas de sua condição a fim de agradecer a seus parentes pelas orações e implorar-lhes por mais preces.
[15]. Cf. meu artigo, “As Rogações,” TLM 17:2 (Primavera de 2008), pp. 36-39.
[16]. Resposta à pergunta “Por que as Férias de Rogações e de Têmporas deveriam ser celebradas?”
(http://www.catholicculture.org/library/view.cfm?recnum=5932, retrieved 2/20/08).
[17]. Cf. O Príncipe, cap. 25.
[18]. “Espanha a Reconhecer os Direitos dos Macacos?” Catholic World News, 27/06/08,
http://www.cwnews.com/news/viewstory.cfm?recnum=59360.
[19]. Isto não é uma paródia. Cf. Peter Montague, “Os Quatro Cavaleiros — Parte 1,” O Meio-Ambiente de Rachel & Saúde Semanal, #471, 12/07/95 (http://www.ejnet.org/rachel/rehw471.htm).
Fonte: Blog Rorate Cæli
Tradução: Marcel Ozuna (Introdução, “Chamado à oração e ao jejum”, Notas e Referências) e Blog Oblatvs (demais tópicos, com adaptações).
MARCADORES:
Catequese para a Missa
|
0
comentários
19 de mar. de 2012
Missa em honra a São José, hoje, às 17 horas
10:39 | Postado por
Sacerdos |
Editar postagem
Prezados amigos,
Salve Maria!
Hoje, 19 de março, a Igreja celebra a festa de São José, castíssimo esposo de Maria Virgem, patrono da Santa Igreja. Às 17 horas, será celebrada em sua honra, Missa Solene na Paróquia São Sebastião, no rito tridentino.
Sancte Joseph, protector sanctae Ecclesiae, ora pro nobis.
[São José, protetor da Santa Igreja, rogai por nós.]
In Christe Fide,
Sacerdos
+ + +
Ladainha de São José
Kýrie, eléison.
Christe, eléison. Kýrie, eléison.
Christe, audi nos.
Christe, exáudi nos.
Pater de cælis, Deus,
miserére nobis. Fili, Redémptor mundi, Deus, miserére nobis. Spíritus Sancte, Deus, miserére nobis. Sancta Trínitas, unus Deus, miserére nobis.
Sancta Maria, ora pro nobis.
Sancte Joseph, Proles David ínclyta, Lumen Patriarchárum, Dei Genitrícis sponse, Custos pudíce Vírginis, Filii Dei nutrítie, Christi defénsor sédule, Almæ Famíliæ præses, Joseph justíssime, Joseph castíssime, Joseph prudentíssime, Joseph fortíssime, Joseph oboedientíssime, Joseph fidelíssime, Spéculum patiéntiæ, Amátor paupertátis, Exémplar opíficum, Domésticæ vitæ decus, Custos vírginum, Familiárum cólumen, Solátium miserórum, Spes ægrotántium, Patróne moriéntium, Terror dæmonum, Protéctor sanctæ Ecclésiæ, Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, parce nobis, Dómine. Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, exáudi nos, Dómine. Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, miserére nobis.
V. Constítuit eum dóminum domus suæ,
R. Et príncipem omnis possessiónis suæ.
Orémus.
Deus, qui ineffábili providéntia beátum Joseph sanctíssimæ Genitrícis tuæ sponsum elígere dignátus es: præsta, quæsumus; ut, quem protectórem venerámur in terris, intercessórem habére mereámur in cælis: Qui vivis et regnas in sæcula sæculorum.
Amen.
|
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai celeste que sois Deus,
tende piedade de nós. Filho, Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós. Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós. Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.
Santa Maria, rogai por nós.
São José, Ilustre filho de David, Luz dos Patriarcas, Esposo da Mãe de Deus, Casto guarda da Virgem, Sustentador do Filho de Deus, Zeloso defensor de Jesus Cristo, Chefe da Sagrada Família, José justíssimo, José castíssimo, José prudentíssimo, José fortíssimo, José obedientíssimo, José fidelíssimo, Espelho de paciência, Amante da pobreza, Modelo dos operários, Honra da vida de família, Guarda das Virgens, Sustentáculo das famílias, Alívio dos miseráveis, Esperança dos doentes, Patrono dos moribundos, Terror dos demônios, Protetor da Santa Igreja,
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo,
perdoai-nos Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos Senhor. Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
V. Ele constituiu-o Senhor da Sua casa,
R. E fê-lo príncipe de todos os Seus bens.
Oremos.
Ó Deus, que por inefável Providência Vos dignastes escolher a S. José por esposo da Vossa Mãe Santíssima; concedei-nos, Vos pedimos, que mereçamos ter por intercessor no céu, o que veneramos na terra como protetor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.
Amém.
|
MARCADORES:
Avisos
|
0
comentários
2º Domingo da Quaresma: “Lembra-te, homem, que és pó, e que ao pó tu hás te tornar.”
10:15 | Postado por
Sacerdos |
Editar postagem
Homilia da Missa do 2º Domingo da Quaresma
Pe. Marcelo Tenório
℣. Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.
℟. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
℣. Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix.
℟. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
Estamos no 2º Domingo da Quaresma. Na Quarta-Feira de cinzas, a Igreja solenemente nos lembrava a grande e terrível verdade objetiva que paira sobre todos nós: “Memento homo...” “Lembra-te, homem, que és pó, e que ao pó tu hás te tornar.” A Igreja não nos diz: “Lembra-te, homem que sereis pó”, mas afirma: “Lembra-te que és pó.”
O padre Antonio Vieira, num dos seus sermões da Quaresma – o Sermão da Quarta-Feira de Cinzas – coloca isso bem claro para nós. É verdade que outros sermões do padre Antônio Vieira não eram tão ortodoxos assim, mas este sermão vale a pena ser lido. “Lembra-te que és pó e em pó te tornarás”, ou seja, já somos pó; a miséria nos atinge como um raio. Somos nada, pó, poeira que passa. Seremos o que já somos: pó, poeira... “Memento homo” – “Lembra-te, homem.”
O homem que busca “imortalizar-se” em suas obras, naquilo que constrói. Mas, o que encontramos nos sepulcros quando os abrimos? Pó, apenas pó. Reis e plebeus, simples e nobres, papas e imperadores... Ao abrimos os seus sepulcros, o que encontramos? Pó envolto em alguma seda já acabada pelo tempo, já de certa forma decomposta pelos vermes. Somos pastos de vermes. Parece-nos uma tragédia, uma lembrança terrível que nos poderia causar uma angústia espiritual, se entendermos este pó, este nada, para aquém daquilo ao qual, por graça, fomos chamados a ser.
Então, quando a Igreja lembra que o homem é pó, e que ele será pó, ela quer dizer que ele é, humanamente, apenas isso: pó. Se ele vive na carne, se ele se fixa na carne, aí está a sua tragédia. Será aquilo que já é: nada e pó.
Deus nos fez filhos no Filho. Deus nos deu a adoção, e nos convida a viver a vida no coração da Trindade. Então, mesmo que sejamos e que seremos pó, Deus é capaz de dizer a este pó: “Levanta-te!” No grego, o verbo que significa “ressurreição” é justamente o verbo “levantar-se”.
E, aqui, vemos o Evangelho da Transfiguração. Com Pedro, Tiago e João – somente os três – Nosso Senhor sobe a montanha. A montanha é o local no qual Deus se encontra, no qual Deus fala. E, diante desses três, Nosso Senhor se transfigura: torna-se reluzente, esplendoroso – o rasgão no véu do mistério – mostrando a Sua divindade. E aparecem Moisés e Elias. Por que Moisés e Elias? Em Elias, todos os Profetas; em Moisés, toda a Lei. Jesus é o centro da revelação: de um, lado Moisés; do outro, Elias; Jesus não está ao lado, mas ao centro. É a plenitude de toda a Revelação. E, nesta manifestação clara da Santíssima Trindade, o Espírito Santo é a nuvem que envolve a todos, e a voz que sai de dentro da nuvem é do Pai: “Este é meu filho amado no qual pus todo o meu afeto; escutai-O”.
Esta é justamente a grande mensagem para nós nesta Quaresma: Cristo deve ser escutado por nós. Esta é a vontade do Pai. E, durante estes rápidos momentos, os apóstolos puderam vislumbrar a Cristo na Sua glória. Por que vislumbrar Cristo na Sua glória? Por que a Santa Igreja coloca, no 2º Domingo da Quaresma, o Evangelho da Transfiguração? Porque é necessário ver Cristo glorificado. Ou, melhor: Deus quis transfigurar o Seu Cristo diante de Pedro, de Tiago e de João, para que, ao chegar o tempo das trevas, ao chegar o tempo do aparente fracasso do Filho do Homem, ao chegar o tempo da desilusão, os dias maus, eles pudessem se lembrar deste momento solene, e desta voz que afirma: “Este é Meu Filho amado, no qual coloquei toda a minha complacência; escutai-O.”
Assim é para nós. “Lembra-te de teu Criador antes que cheguem os dias maus”, dizem as Sagradas Escrituras no Antigo Testamento. Lembrar-se do Senhor, estar com o Senhor, viver com Ele, percebê-lO antes que cheguem os dias maus... Aqui está a mística da Transfiguração. Embora estejamos no tempo da Quaresma; embora arrojados no jejum, na oração e na esmola; embora sofrendo o peso e a dor humana, terrível, às vezes desoladora, da conversão dos costumes – porque a carne grita – não fiquemos olhando para a tragédia da nossa vida – a qual nos fala: “És pó e serás pó” – mas olhemos para a Transfiguração do Senhor, esta manifestação Trinitária. E é por esta Transfiguração de Cristo, por esta manifestação trinitária, que olhamos para o Crucificado, para o derrotado na Cruz, para o fracassado na Cruz, e compreendemos ali o aparente aniquilamento de um Deus que desce.
E se quisermos chegar lá no monte da Transfiguração, gozar da companhia de Cristo e de seus Santos, receber dEle todo este esplendor e toda esta glória, o caminho é por aqui: [n.d.t.: o padre apontou, neste instante, para o crucifixo do altar] passando pelo Calvário, passando pela Cruz, passando pelas ignomínias, sendo considerados malditos como Jesus foi considerado; e assim, sofrendo as Suas dores, recebendo a marca da Sua Paixão, unidos em Seus sofrimentos, chegaremos, por fim, àquilo que Deus deseja que cheguemos. Agarrados a Cristo no Seu sofrimento, e imitando as Suas dores, chegaremos também à Sua gloriosa ressurreição.
Homilia proferida em 4 de março de 2012.
MARCADORES:
Homilias do Pe. Marcelo Tenório
|
0
comentários
27 de fev. de 2012
Retorno da Missa Tridentina, dia 4, às 17 horas
11:20 | Postado por
Sacerdos |
Editar postagem
Prezados amigos,
Salve Maria!
Após um período de recesso, nosso Reverendíssimo Pe. Marcelo Tenório voltará a celebrar a santa Missa no Rito Tridentino no próximo Domingo, 4 de março, às 17 horas.
Às 16h30 o Padre celebrará, no rito tradicional, o Sacramento do Batismo. Aos que quiserem presenciar para conhecer, estão convidados.
In Christe Fide,
Sacerdos
MARCADORES:
Avisos
|
0
comentários
9 de fev. de 2012
Missa de Natal: "Sempre é Natal na alma daquele que vive em Deus!"
12:28 | Postado por
Sacerdos |
Editar postagem
Homilia da Missa do Dia de Natal, em 25 de Dezembro de 2011
Pe. Marcelo Tenório
Enfim, é chegado o Natal. Desde as Missas Rorate estávamos juntos com Nossa Senhora esperando a chegada do Salvador e a Igreja nos convidava a uma conversão profunda, nos apresentando a pessoa de São João Batista, que gritava no deserto.
Deus vem “gritar” para nós. Já não há mais tempo para um convite sutil com voz mansa e apelos em tons baixos. Deus, através do profeta, brada para nós com violência: “Preparai os caminhos do Senhor, endireitai as suas veredas”. Tudo o que não presta será lançado ao fogo; o machado já está posto na árvore, e a árvore que não der fruto será cortada, jogada fora.
Deus, através de João Batista, clama para que possamos ouvir e, assim, respondermos de forma coerente com nosso Batismo aos apelos de Nosso Senhor. Deus “grita” no Tempo do Advento. E por quê? Para que possamos, mudando o rumo da nossa vida, nos preparar bem e, assim, preparando-nos bem, acolhermos de forma digna o Menino Jesus que vem no Natal.
Na Missa do Galo a Igreja proclamava o nascimento do Salvador. Na Missa da Aurora, a Igreja nos apresentava a Virgem Maria, aurora do Sol de Justiça que é Nosso Senhor. E, agora, na Missa de Natal, a Igreja nos insere no mistério da Encarnação: “O Verbo se fez carne, e habitou entre nós”.
Sabemos que Deus não pode “subir”, pois que é infinitamente grande, de forma que só pode descer, e Ele quis descer! “Quem é o homem, Senhor para que dele vos preocupeis?” Quem somos nós? Vermes! Deus não deseja nada a não ser a Si próprio. Deus Se basta, mas Ele quis nos amar! E nos amou até a última conseqüência, que culmina hoje no mistério da Encarnação. Deus se humilha, “se aniquila”, como diz São Paulo [n.d.r.: Fp II, 5-11], se despoja de Sua divindade, de seu poder, de sua grandeza infinita para se tornar criança indefesa no seio da Virgem Maria.
“Et verbum caro factum est”. E o Verbo se faz carne e vem habitar entre os homens, assumindo a nossa humanidade. Igual a nós em tudo, menos no pecado, assume a limitação desta condição humana, e desce do céu na noite santa do Natal para, com os braços abertos, acolher a humanidade inteira. Assim como refletíamos nesta madrugada, os braços abertos do Menino Deus significam que Ele quis estar entre nós para abraçar a cruz que já se faz no altar. A cruz que, apesar das luzes e das flores, espera esta criança. Ele que é a matéria para o sacrifício, se deitará sobre a lenha, sobre o madeiro da Cruz. E diferente do velho Adão, caído pela árvore do “prazer” [n.d.r.: do prazer iníquo da desobediência a Deus e de querer ser como Ele], assumirá, pela nossa redenção, a “árvore” da dor.
Olhemos para esta criança. Contemplemos o Menino Deus. Na Missa da madrugada, o anjo nos anunciava: “Nasceu-vos um Salvador, Cristo Senhor”. Que possamos viver este Natal como se fosse o último das nossas. A graça que Deus derrama sobre nós neste Natal é única, não voltará mais; outras virão, esta não. Ele dá esta graça para que, recebendo-a, possamos nos aproximar dEle e, enfim, viver o Natal, sempre. Porque sempre é Natal na alma daquele que vive em Deus, que prefere perder todas as outras coisas, pessoas e interesses, mas jamais perder Aquele que é a razão da nossa existência.
Que Nossa Senhora das Graças nos ajude com Sua materna intercessão, a não cambalearmos de forma alguma e a mantermo-nos fiéis neste amor incondicional a Nosso Senhor.
Homilia proferida em 25 de Dezembro de 2011, Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.
_______________________________________________
LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO AOS HEBREUS I, 01-12.
Muitas vezes e de muitos modos, falou Deus outrora aos nossos pais pelos profetas; mas ultimamente falou-nos por seu Filho, que constituiu herdeiro de tudo, por quem igualmente criou o mundo. Resplendor de sua glória e figura de sua substância, este mantém igualmente o universo pelo poder de sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da majestade divina no mais alto dos céus, tão sublimado acima dos anjos, quanto excede o deles o nome que herdou. Pois, a quem doa anjos Deus disse jamais: “Tu és meu filho; eu hoje te gerei?” e outra vez: “Eu lhe serei Pai e Ele me será Filho”. E novamente, ao introduzir o seu primogênito na terra, diz: “Todos os anjos de Deus o adorem”. Por outro lado, a respeito dos anjos diz: “Ele faz dos seus anjos espíritos e dos seus ministros chamas de fogo”, enquanto que, acerca do Filho, diz: “O teu trono, ó Deus, subsiste para a eternidade. O cetro do teu reino é cetro de justiça. Amaste a justiça e odiaste a iniquidade, por isso, Deus, o teu Deus te ungiu com o óleo de alegria, mais que aos teus companheiros” e ainda: “Tu, Senhor, no princípio dos tempos fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão; mas Tu permanecerás. Todos se envelhecerão como uma veste; Tu os mudarás como um capa e serão mudados. Tu, ao contrário, és sempre o mesmo e os teus anos não acabarão”.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO JOÃO I, 01-14.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada foi feito. Nele havia vida e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Esta luz era a verdadeira Luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no sue nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. (ajoelhar-se) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós (levantar-se) e vimos sua glória, a glória que um Filho Único recebeu do seu Pai, cheio de graça e de verdade.
MARCADORES:
Homilias do Pe. Marcelo Tenório
|
0
comentários
1 de fev. de 2012
Missa da Aurora: "Antes que o Sol se firme no céu, vem a aurora, Nossa Senhora, preparando a chegada do Sol de Justiça, Nosso Senhor."
11:53 | Postado por
Sacerdos |
Editar postagem
Homilia da Missa da Aurora de Natal, celebrada no dia 25/12/2011, às 5 horas da manhã
Pe. Marcelo Tenório
℣. Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.
℟. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
℣. Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix.
℟. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
O Intróito da Missa de hoje, à Aurora, diz: “Hoje uma luz brilhará sobre nós, porque nasceu-nos o Senhor; será chamado Admirável, Deus Príncipe da Paz, Pai dos Séculos Futuros, cujo reino não terá fim; hoje uma luz brilhará sobre nós”. E é impossível, no início deste dia de Natal, não voltarmos o nosso olhar para a Santíssima Virgem Maria, que é Aurora da Redenção, da qual nasceu o Sol da Justiça, a grande luz.
Diz um adágio: “Deus amanhece devagar”, pois Deus não tem pressa. Quantos séculos Deus “esperou” para enviar Seu Filho ao mundo! E São Paulo vai dizer: “Chegada a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho nascido de uma mulher”.
Por isso, alguém disse: “Deus amanhece devagar”. Mas, antes que haja um amanhecer, antes que o sol se firme e espalhe seus raios e, assim, dissipe toda treva, e como necessitamos da luz durante a noite para que possamos enxergar bem as coisas, eis que vem o sol, e já não precisamos mais de outra luz; já não precisamos de lâmpadas, já não precisamos de nada menor, porque o sol basta, o sol tudo clareia, invade, mostra, o sol tudo descobre. Nosso Senhor é este grande Sol.
Mas, antes que o Sol se firme no céu, vem a aurora, que é Nossa Senhora, preparando a chegada deste grande Sol de Justiça que é Nosso Senhor.
“Hoje uma luz brilhará sobre nós.” Que alegria estarmos quase que em vigília, desde a Missa do Galo, anunciando o nascimento do Menino-Deus, e estar com Ele até este momento. Ainda há treva, ainda há escuridão, mas daqui a pouco, isso tudo será dissipado, invadido pelos primeiros raios do Sol da Justiça. Daí o nome desta Missa: “Missa da Aurora”, a Missa da manhã que se inicia.
Sabemos que a Missa é o maior culto de adoração que podemos prestar a Deus, porque na Santa Missa oferecemos à Deus Pai o seu próprio Filho imolado e sacrificado por nós.
E, nas Missas Rorate, no auge do tempo do Advento, lembrávamos a “expectativa” de Nossa Senhora; Ela, que esperava no silêncio, entre os “ós” da admiração e da exultação e os “ais” da dor, pois Nossa Senhora sabia que Aquela criança se tornaria o Cordeiro de Deus rasgado pelos nossos pecados.
Nesta Aurora que começa a surgir podemos também contemplar Nossa Senhora do “Ó” e do “Ai”. Nossa Senhora que, no silêncio da madrugada do dia 25 contempla Seu Filho, o Salvador, que nos é dado. Tudo Ela contempla: o cantar dos anjos, o modo como aqueles pastores achegaram-se à gruta fria de Belém, a vinda dos magos com seus presentes... Nossa Senhora tudo percebe, tudo entende e tudo guarda em seu coração. Algumas coisas serão mistérios, diante dos quais Ela silenciar-se-á, mas também guardará todas estas coisas no seu coração.
O Santo Evangelho desta Missa da Aurora noz diz: “Vamos até Belém, e vejamos o que lá se sucedeu, e que o Senhor nos manifestou”. Bethelem, a casa do Pão... E aqui é Belém, porque conosco está Aquele que é o Pão descido dos céus, o qual receberemos logo mais na Comunhão. Receberemos o Senhor, Aquele mesmo Senhor que se encarnou no seio da Virgem, e Aquele mesmo Senhor que nasce na noite Santa – Ele mesmo, não outro – o receberemos não na Sua grandeza, mas no Seu rebaixamento, na Sua humilhação. Deus, em sua infinita grandeza e majestade não pode subir mais, só pode descer. Deus não pode subir, pois já é infinito. Então, Deus desce. Desce até chegar a nós; Ele vem e desce ao encontro da humanidade, para que subamos a Ele.
Acompanhemos esta Santa Missa com toda contrição possível. Acompanhemos este santo sacrifício, que vai além da noite santa, e nos colocará diante da cruz. Aquela criança é Aquele que foi crucificado. Podemos contemplar Aquela criança nos braços da mãe, como no ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Embora criança, é Deus, é Aquele mesmo que será sacrificado, é o Cordeiro, a matéria do Sacrifício. E Aquela criança olha para o Anjo que está ao Seu lado, e este anjo Lhe apresenta a cruz, e os cravos: a Sua missão. Esta criança nascida nesta noite de alegria, nesta noite de júbilo, também é a mesma criança, é a mesma carne, é o mesmo Cordeiro que um dia, mais tarde, será rasgado pelos nossos pecados. E só assim entre a alegria e o sofrimento antecipado, podemos penetrar na alma da Santíssima Virgem Maria. Como diz aquela bela música “a criança que chora e que ri” – a criança chora, mas ao mesmo tempo ri; ao mesmo tempo está alegre, ao mesmo tempo está chorando [n.d.r.: O Padre se refere à música “Convidando esta la noche”. Disponibilizamos a letra e o áudio logo abaixo, após a transcrição desta homilia]. Que aparente contradição entre os “ais” e os sorrisos, entre os “ós” (de admiração) e a cruz que, por detrás das flores, dos hosannas e do Gloria in excelsis Deo, aparece! Longe no tempo, mas ali já percebe Aquela criança tão bela – Deus criança – o que Lhe espera: é a cruz! Maria não olha só para a criança. Maria olha para a “sombra” por detrás da criança, e o que Ela vê? Vê a cruz... E por isso suas alegrias e sofrimentos.
Que Nossa Senhora da Alegria e da Esperança, que é a Mãe do Salvador, neste dia santo de Natal, nos dê a graça de entendermos os “ais”, mas também os “ós”, e, sobretudo, nos dê a graça de aceitarmos os sofrimentos da nossa vida. Esta é a parte que nos cabe com o Senhor, no Seu sofrimento, no Seu abandono. É a nossa escolha; não podemos escolher apenas as alegrias, mas, sobretudo os sofrimentos. Por eles estaremos cada vez mais unidos ao Deus Menino que está de braços abertos como que abraçando o mundo, mas, no fundo, é a cruz que Ele deseja abraçar.
Homilia proferida às 5 horas da manhã de 25 de Dezembro de 2011.
_______________________________________________
LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO A TITO III, 04-07.
Caríssimo: Apareceu-nos a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor pelos homens; não foi pelas obras de justiça, que nós tivéssemos feito; mas foi pela sua misericórdia que Ele nos salvou, mediante o Batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, que Ele difundiu sobre nós abundantemente por Jesus Cristo, nosso Salvador; a fim de que, justificados pela sua graça, sejamos herdeiros da vida eterna, segundo a esperança que temos de a possuir um dia, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO LUCAS II, 15-20.
Naquele tempo: Os pastores diziam entre si: Vamos a Belém e vejamos o que lá aconteceu, e o que o Senhor nos manifestou. Partiram, pois, a toda pressa, e encontraram Maria e José, e o Menino deitado na manjedoura. Ao verem isto, reconheceram que era o que lhes tinha sido dito acerca do Menino. E todos os que os ouviram, se admiraram das coisas que lhes diziam os pastores. Maria, por seu lado, conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração. Então, os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido anunciado.
_______________________________________________
Música: "Convidando esta la noche"
Música: "Convidando esta la noche"
Coral: Flammulla Chorus
Álbum: Mirabilia (2010)
Áudio: clique aqui
|
Aquí de mucicas varias
Al recien nacido infante Canten tiernas alabanzas Ay que me abraso, ay Divino dueño, ay En la hermosura, ay De tus ojuelos, ay Ay como llueven, ay Ciendo luçeros, ay Rayos de gloria, ay Rayos de fuego, ay Ay que la gloria, ay Del Portaliño, ay Ya viste rayos, ay Si arroja yalos, ay Ay que su madre, ay Como en su espero, ay Mira en su lucencia, ay Sus crecimientos, ay Alegres cuando festivas Unas hermosas zagales Con novidad entonaron Juguetes por la guaracha En la guaracha, ay Le festinemos, ay Mientras el niño, ay Se rinde al sueño, ay Toquen y baylen, ay Por que tenemos, ay Fuego en la nieve, ay Nieve en el fuego, ay Pero el chicote, ay A un mismo tiempo, ay Llora y se rie, ay Que dos estremos, ay Paz a los hombres, ay Dan de los delos, ay A Dios las gracias, ay Por que callemos, ay |
Convidando está a noite
Aqui, de músicas diversas À criança recém nascida Cantem doces louvores Ai, que eu ardo, ai Divino mestre, ai Na formosura, ai De teus olhinhos, ai Ai, como que caindo, ai Cem estrelinhas, ai Raios de glória, ai Raios de fogo, ai Ai, que a glória, ai, Do portal de Belém, ai Já vemos a gélida aurora, ai Brilhando ao redor, ai Ai, que sua mãe, ai Com expectativa, ai Olha o brilho, ai Do que gerou, ai Alegres celebrando Umas formosas camponesas Entoarão novas Rimas para a guaracha (dança) Na guaracha, ai Festejemos, ai Enquanto o menino, ai Se rende ao sonho, ai Toquem e dancem, ai Porque temos, ai Fogo na neve, ai Neve no fogo, ai Mas o pequenino, ai A um mesmo tempo, ai Chora e ri, ai Que dois extremos, ai Paz aos homens, ai Vem dos céus, ai Demos graças a Deus, ai Porque passamos, ai |
MARCADORES:
Homilias do Pe. Marcelo Tenório
|
0
comentários
27 de jan. de 2012
Missa do Galo: "É um menino, uma criança, mas é o Deus de todos os séculos, é o Deus Verdadeiro."
12:51 | Postado por
Sacerdos |
Editar postagem
Homilia da Missa do Galo, celebrada à meia-noite, de 24 para 25/12/2011.
Nesta noite Santa, é celebrada a encarnação do Verbo Divino. Todos os mistérios da vida de Nosso Senhor começam aqui nessa noite Santa de Natal.
Deus sempre existiu desde toda a eternidade. Ele que é único em três pessoas distintas – Pai, Filho e Espírito Santo – É pleno, Se basta, não tem necessidades de nada para ter e ser na Sua infinita grandeza. De forma que, como diz São João: “Deus é Amor”, e neste Amor estão envolvidos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Em Deus não há carência, pois Ele nada deseja a não ser a Ele mesmo.
Quando desejamos algo, é porque não o possuímos. Desejar alguma coisa é sinal de que não a temos e por isso a desejamos. Em Deus não há desejo, porque Ele se basta. Deus não deseja nada que não seja a Ele mesmo. Nisto consiste o grande mistério da noite de Natal. Porque Deus quis desejar o homem, e criou o homem à sua imagem e semelhança. E, devido ao pecado original, devido à desgraça que assolou a humanidade, devido à humanidade ter sido definitivamente perdida por sua separação de Deus, Deus envia o Filho, que é Deus verdadeiro, para que, tornando-se homem como nós, igual a nós em tudo, menos no pecado, assumisse o pecado e a maldição que caíram sobre a humanidade. Por isso que, mais tarde, São João vai dizer: “Ecce Agnus Dei, qui tollit peccata mundi” – Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo, o “cordeiro expiatório”, Aquele que, mesmo inocente, assume por nós a culpa dos pecados da humanidade inteira.
E este é o grande mistério desta noite de luz, desta noite de glória, desta noite de Natal: Deus que desce. É verdade. Deus não pode fazer outra coisa a não ser descer; subir mais não pode, pois já é infinitamente grande, então Ele desce. É o sinkatábassis, o rebaixamento: Deus assume a natureza humana, Ele se deixa aprisionar nessa natureza fragilizada, e se faz criança no seio da Virgem Maria, que não é uma pessoa qualquer; muito pelo contrário, Nossa Senhora é aquela criatura na qual Deus colocou todas as suas Graças, tendo em vista, justamente, esta grandeza que envolveria Nossa Senhora, isto é, a maternidade divina. É através – e por causa desta maternidade divina – que Deus a fez mais esplendorosa que o sol, mais formosa que a lua; não só exteriormente, mas sobretudo na alma.
Imaginemos a alma de Nossa Senhora, que grandeza! Ela teria que receber em si o próprio Deus, o Deus que criou o céu e a terra, o Deus que criou as coisas visíveis e invisíveis... O Deus que a criou, agora criança indefesa no seu ventre materno! Desde a Anunciação – 25 de março – até a noite santa de 25 de dezembro... E, hoje, Deus desce. Deus desce do céu, torna-se visível numa criança. E Nossa Senhora, e São José contemplam esta criança nascida.
São João vai dizer no Prólogo: “Veio para os seus, mas os seus não O receberam”.
Sejamos nós uma manjedoura; esteja o nosso coração pronto para este acolhimento verdadeiro, iluminado, bem preparado, já que passamos o tempo do Advento nesta constante busca de estarmos prontos justamente para esta noite, a fim de que esta criança pudesse nascer em nosso coração. E se esta criança nasce em nosso coração que abrimos, porque preparamos a nossa alma, logo é Natal em nós. E em nós sempre será Natal se conservarmos em nós esta Criança Divina que hoje nasce para abraçar o mundo inteiro – urbi et orbi – com a Sua graça e com a Sua misericórdia.
Ele, que recebe o Nome de Iesus, ou de Yeshuha – Deus salva – e no Seu Nome está a Sua missão: o Salvador. Por isso, no Evangelho, os pastores são surpreendidos pelos anjos, que dizem: “Anuncio-vos uma grande alegria: nasceu-vos o Salvador, Cristo, o Senhor!” E o anjo guia os pastores, que encontram o Menino Deus deitado numa manjedoura e envolto em faixas.
Uma noite belíssima para nós, cristãos. O gesto de Deus que “desce”, o “rebaixamento” de Deus, nos leva e nos ensina também a “descer”, a dobrar o joelho, a estarmos prostrados diante do Salvador que chega.
É um menino, é uma criança, mas é o Deus de todos os séculos, é o Deus Verdadeiro.
Nos ícones antigos, sobretudo lembrando o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo socorro, observem: a criança sempre tem um rosto envelhecido, uma face enrugada, uma feição de velhice. Não para mostrar decrepitude, mas para indicar que Aquela criança é Deus. E, sendo Deus, é Eterno. E, sendo Deus, é sábio: a sabedoria que envolve Aquela criança é a sabedoria divina.
Acolhamos esta criança que chega! Abramos o nosso coração para que Ela entre e possa ser bem acolhida! Mas não nos esqueçamos, jamais, que esta criança que deseja nascer hoje para nós, é o Deus de todos os séculos, o Deus Verdadeiro.
Que Ele encontre o nosso coração aberto, a nossa alma límpida, iluminada, para que em nós Ele tenha pousada.
Que não sejamos mais do grupo daqueles para os quais Ele veio, mas que O rejeitaram, como lembra São João no Prólogo: “Veio para os seus, mas os seus não O quiseram receber”. Nós, não! Estamos aqui porque queremos que Ele realmente entre, tome posse de nossa alma, que realmente seja Nosso Senhor.
Homilia proferida na Missa da Meia-Noite (Missa do Galo), de 24 para 25 de Dezembro de 2011.
MARCADORES:
Homilias do Pe. Marcelo Tenório
|
0
comentários
Assinar:
Postagens (Atom)





