Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
- Adoração ao Santíssimo (1)
- Apresentação (1)
- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
- Festas Transferidas da Semana Santa (1)
- Homilias do Pe. Marcelo Tenório (47)
- Indulgências Plenárias (4)
- Ladainhas Menores (2)
- Liturgias da Semana da Paixão (8)
- Liturgias da Semana Santa (19)
- Liturgias das Férias da Quaresma (43)
- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
- Liturgias das Férias Mais Importantes (29)
- Liturgias das Festas de Guarda (16)
- Liturgias das Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (8)
- Liturgias das Festas Mais Importantes (17)
- Liturgias das Quatro-Têmporas (27)
- Liturgias do Tríduo Pascal (11)
- Liturgias Dominicais (111)
- Missas de Nossa Senhora no Sábado (5)
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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9 de fev. de 2012
Missa de Natal: "Sempre é Natal na alma daquele que vive em Deus!"
12:28 | Postado por
Sacerdos |
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Homilia da Missa do Dia de Natal, em 25 de Dezembro de 2011
Pe. Marcelo Tenório
Enfim, é chegado o Natal. Desde as Missas Rorate estávamos juntos com Nossa Senhora esperando a chegada do Salvador e a Igreja nos convidava a uma conversão profunda, nos apresentando a pessoa de São João Batista, que gritava no deserto.
Deus vem “gritar” para nós. Já não há mais tempo para um convite sutil com voz mansa e apelos em tons baixos. Deus, através do profeta, brada para nós com violência: “Preparai os caminhos do Senhor, endireitai as suas veredas”. Tudo o que não presta será lançado ao fogo; o machado já está posto na árvore, e a árvore que não der fruto será cortada, jogada fora.
Deus, através de João Batista, clama para que possamos ouvir e, assim, respondermos de forma coerente com nosso Batismo aos apelos de Nosso Senhor. Deus “grita” no Tempo do Advento. E por quê? Para que possamos, mudando o rumo da nossa vida, nos preparar bem e, assim, preparando-nos bem, acolhermos de forma digna o Menino Jesus que vem no Natal.
Na Missa do Galo a Igreja proclamava o nascimento do Salvador. Na Missa da Aurora, a Igreja nos apresentava a Virgem Maria, aurora do Sol de Justiça que é Nosso Senhor. E, agora, na Missa de Natal, a Igreja nos insere no mistério da Encarnação: “O Verbo se fez carne, e habitou entre nós”.
Sabemos que Deus não pode “subir”, pois que é infinitamente grande, de forma que só pode descer, e Ele quis descer! “Quem é o homem, Senhor para que dele vos preocupeis?” Quem somos nós? Vermes! Deus não deseja nada a não ser a Si próprio. Deus Se basta, mas Ele quis nos amar! E nos amou até a última conseqüência, que culmina hoje no mistério da Encarnação. Deus se humilha, “se aniquila”, como diz São Paulo [n.d.r.: Fp II, 5-11], se despoja de Sua divindade, de seu poder, de sua grandeza infinita para se tornar criança indefesa no seio da Virgem Maria.
“Et verbum caro factum est”. E o Verbo se faz carne e vem habitar entre os homens, assumindo a nossa humanidade. Igual a nós em tudo, menos no pecado, assume a limitação desta condição humana, e desce do céu na noite santa do Natal para, com os braços abertos, acolher a humanidade inteira. Assim como refletíamos nesta madrugada, os braços abertos do Menino Deus significam que Ele quis estar entre nós para abraçar a cruz que já se faz no altar. A cruz que, apesar das luzes e das flores, espera esta criança. Ele que é a matéria para o sacrifício, se deitará sobre a lenha, sobre o madeiro da Cruz. E diferente do velho Adão, caído pela árvore do “prazer” [n.d.r.: do prazer iníquo da desobediência a Deus e de querer ser como Ele], assumirá, pela nossa redenção, a “árvore” da dor.
Olhemos para esta criança. Contemplemos o Menino Deus. Na Missa da madrugada, o anjo nos anunciava: “Nasceu-vos um Salvador, Cristo Senhor”. Que possamos viver este Natal como se fosse o último das nossas. A graça que Deus derrama sobre nós neste Natal é única, não voltará mais; outras virão, esta não. Ele dá esta graça para que, recebendo-a, possamos nos aproximar dEle e, enfim, viver o Natal, sempre. Porque sempre é Natal na alma daquele que vive em Deus, que prefere perder todas as outras coisas, pessoas e interesses, mas jamais perder Aquele que é a razão da nossa existência.
Que Nossa Senhora das Graças nos ajude com Sua materna intercessão, a não cambalearmos de forma alguma e a mantermo-nos fiéis neste amor incondicional a Nosso Senhor.
Homilia proferida em 25 de Dezembro de 2011, Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.
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LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO AOS HEBREUS I, 01-12.
Muitas vezes e de muitos modos, falou Deus outrora aos nossos pais pelos profetas; mas ultimamente falou-nos por seu Filho, que constituiu herdeiro de tudo, por quem igualmente criou o mundo. Resplendor de sua glória e figura de sua substância, este mantém igualmente o universo pelo poder de sua palavra. Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da majestade divina no mais alto dos céus, tão sublimado acima dos anjos, quanto excede o deles o nome que herdou. Pois, a quem doa anjos Deus disse jamais: “Tu és meu filho; eu hoje te gerei?” e outra vez: “Eu lhe serei Pai e Ele me será Filho”. E novamente, ao introduzir o seu primogênito na terra, diz: “Todos os anjos de Deus o adorem”. Por outro lado, a respeito dos anjos diz: “Ele faz dos seus anjos espíritos e dos seus ministros chamas de fogo”, enquanto que, acerca do Filho, diz: “O teu trono, ó Deus, subsiste para a eternidade. O cetro do teu reino é cetro de justiça. Amaste a justiça e odiaste a iniquidade, por isso, Deus, o teu Deus te ungiu com o óleo de alegria, mais que aos teus companheiros” e ainda: “Tu, Senhor, no princípio dos tempos fundaste a terra, e os céus são obra de tuas mãos. Eles perecerão; mas Tu permanecerás. Todos se envelhecerão como uma veste; Tu os mudarás como um capa e serão mudados. Tu, ao contrário, és sempre o mesmo e os teus anos não acabarão”.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO JOÃO I, 01-14.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada foi feito. Nele havia vida e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Esta luz era a verdadeira Luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por Ele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no sue nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade do homem, mas sim de Deus. (ajoelhar-se) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós (levantar-se) e vimos sua glória, a glória que um Filho Único recebeu do seu Pai, cheio de graça e de verdade.
MARCADORES:
Homilias do Pe. Marcelo Tenório
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1 de fev. de 2012
Missa da Aurora: "Antes que o Sol se firme no céu, vem a aurora, Nossa Senhora, preparando a chegada do Sol de Justiça, Nosso Senhor."
11:53 | Postado por
Sacerdos |
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Homilia da Missa da Aurora de Natal, celebrada no dia 25/12/2011, às 5 horas da manhã
Pe. Marcelo Tenório
℣. Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.
℟. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
℣. Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix.
℟. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
O Intróito da Missa de hoje, à Aurora, diz: “Hoje uma luz brilhará sobre nós, porque nasceu-nos o Senhor; será chamado Admirável, Deus Príncipe da Paz, Pai dos Séculos Futuros, cujo reino não terá fim; hoje uma luz brilhará sobre nós”. E é impossível, no início deste dia de Natal, não voltarmos o nosso olhar para a Santíssima Virgem Maria, que é Aurora da Redenção, da qual nasceu o Sol da Justiça, a grande luz.
Diz um adágio: “Deus amanhece devagar”, pois Deus não tem pressa. Quantos séculos Deus “esperou” para enviar Seu Filho ao mundo! E São Paulo vai dizer: “Chegada a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho nascido de uma mulher”.
Por isso, alguém disse: “Deus amanhece devagar”. Mas, antes que haja um amanhecer, antes que o sol se firme e espalhe seus raios e, assim, dissipe toda treva, e como necessitamos da luz durante a noite para que possamos enxergar bem as coisas, eis que vem o sol, e já não precisamos mais de outra luz; já não precisamos de lâmpadas, já não precisamos de nada menor, porque o sol basta, o sol tudo clareia, invade, mostra, o sol tudo descobre. Nosso Senhor é este grande Sol.
Mas, antes que o Sol se firme no céu, vem a aurora, que é Nossa Senhora, preparando a chegada deste grande Sol de Justiça que é Nosso Senhor.
“Hoje uma luz brilhará sobre nós.” Que alegria estarmos quase que em vigília, desde a Missa do Galo, anunciando o nascimento do Menino-Deus, e estar com Ele até este momento. Ainda há treva, ainda há escuridão, mas daqui a pouco, isso tudo será dissipado, invadido pelos primeiros raios do Sol da Justiça. Daí o nome desta Missa: “Missa da Aurora”, a Missa da manhã que se inicia.
Sabemos que a Missa é o maior culto de adoração que podemos prestar a Deus, porque na Santa Missa oferecemos à Deus Pai o seu próprio Filho imolado e sacrificado por nós.
E, nas Missas Rorate, no auge do tempo do Advento, lembrávamos a “expectativa” de Nossa Senhora; Ela, que esperava no silêncio, entre os “ós” da admiração e da exultação e os “ais” da dor, pois Nossa Senhora sabia que Aquela criança se tornaria o Cordeiro de Deus rasgado pelos nossos pecados.
Nesta Aurora que começa a surgir podemos também contemplar Nossa Senhora do “Ó” e do “Ai”. Nossa Senhora que, no silêncio da madrugada do dia 25 contempla Seu Filho, o Salvador, que nos é dado. Tudo Ela contempla: o cantar dos anjos, o modo como aqueles pastores achegaram-se à gruta fria de Belém, a vinda dos magos com seus presentes... Nossa Senhora tudo percebe, tudo entende e tudo guarda em seu coração. Algumas coisas serão mistérios, diante dos quais Ela silenciar-se-á, mas também guardará todas estas coisas no seu coração.
O Santo Evangelho desta Missa da Aurora noz diz: “Vamos até Belém, e vejamos o que lá se sucedeu, e que o Senhor nos manifestou”. Bethelem, a casa do Pão... E aqui é Belém, porque conosco está Aquele que é o Pão descido dos céus, o qual receberemos logo mais na Comunhão. Receberemos o Senhor, Aquele mesmo Senhor que se encarnou no seio da Virgem, e Aquele mesmo Senhor que nasce na noite Santa – Ele mesmo, não outro – o receberemos não na Sua grandeza, mas no Seu rebaixamento, na Sua humilhação. Deus, em sua infinita grandeza e majestade não pode subir mais, só pode descer. Deus não pode subir, pois já é infinito. Então, Deus desce. Desce até chegar a nós; Ele vem e desce ao encontro da humanidade, para que subamos a Ele.
Acompanhemos esta Santa Missa com toda contrição possível. Acompanhemos este santo sacrifício, que vai além da noite santa, e nos colocará diante da cruz. Aquela criança é Aquele que foi crucificado. Podemos contemplar Aquela criança nos braços da mãe, como no ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Embora criança, é Deus, é Aquele mesmo que será sacrificado, é o Cordeiro, a matéria do Sacrifício. E Aquela criança olha para o Anjo que está ao Seu lado, e este anjo Lhe apresenta a cruz, e os cravos: a Sua missão. Esta criança nascida nesta noite de alegria, nesta noite de júbilo, também é a mesma criança, é a mesma carne, é o mesmo Cordeiro que um dia, mais tarde, será rasgado pelos nossos pecados. E só assim entre a alegria e o sofrimento antecipado, podemos penetrar na alma da Santíssima Virgem Maria. Como diz aquela bela música “a criança que chora e que ri” – a criança chora, mas ao mesmo tempo ri; ao mesmo tempo está alegre, ao mesmo tempo está chorando [n.d.r.: O Padre se refere à música “Convidando esta la noche”. Disponibilizamos a letra e o áudio logo abaixo, após a transcrição desta homilia]. Que aparente contradição entre os “ais” e os sorrisos, entre os “ós” (de admiração) e a cruz que, por detrás das flores, dos hosannas e do Gloria in excelsis Deo, aparece! Longe no tempo, mas ali já percebe Aquela criança tão bela – Deus criança – o que Lhe espera: é a cruz! Maria não olha só para a criança. Maria olha para a “sombra” por detrás da criança, e o que Ela vê? Vê a cruz... E por isso suas alegrias e sofrimentos.
Que Nossa Senhora da Alegria e da Esperança, que é a Mãe do Salvador, neste dia santo de Natal, nos dê a graça de entendermos os “ais”, mas também os “ós”, e, sobretudo, nos dê a graça de aceitarmos os sofrimentos da nossa vida. Esta é a parte que nos cabe com o Senhor, no Seu sofrimento, no Seu abandono. É a nossa escolha; não podemos escolher apenas as alegrias, mas, sobretudo os sofrimentos. Por eles estaremos cada vez mais unidos ao Deus Menino que está de braços abertos como que abraçando o mundo, mas, no fundo, é a cruz que Ele deseja abraçar.
Homilia proferida às 5 horas da manhã de 25 de Dezembro de 2011.
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LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO A TITO III, 04-07.
Caríssimo: Apareceu-nos a bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor pelos homens; não foi pelas obras de justiça, que nós tivéssemos feito; mas foi pela sua misericórdia que Ele nos salvou, mediante o Batismo da regeneração e renovação do Espírito Santo, que Ele difundiu sobre nós abundantemente por Jesus Cristo, nosso Salvador; a fim de que, justificados pela sua graça, sejamos herdeiros da vida eterna, segundo a esperança que temos de a possuir um dia, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO LUCAS II, 15-20.
Naquele tempo: Os pastores diziam entre si: Vamos a Belém e vejamos o que lá aconteceu, e o que o Senhor nos manifestou. Partiram, pois, a toda pressa, e encontraram Maria e José, e o Menino deitado na manjedoura. Ao verem isto, reconheceram que era o que lhes tinha sido dito acerca do Menino. E todos os que os ouviram, se admiraram das coisas que lhes diziam os pastores. Maria, por seu lado, conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração. Então, os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido anunciado.
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Música: "Convidando esta la noche"
Música: "Convidando esta la noche"
Coral: Flammulla Chorus
Álbum: Mirabilia (2010)
Áudio: clique aqui
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Aquí de mucicas varias
Al recien nacido infante Canten tiernas alabanzas Ay que me abraso, ay Divino dueño, ay En la hermosura, ay De tus ojuelos, ay Ay como llueven, ay Ciendo luçeros, ay Rayos de gloria, ay Rayos de fuego, ay Ay que la gloria, ay Del Portaliño, ay Ya viste rayos, ay Si arroja yalos, ay Ay que su madre, ay Como en su espero, ay Mira en su lucencia, ay Sus crecimientos, ay Alegres cuando festivas Unas hermosas zagales Con novidad entonaron Juguetes por la guaracha En la guaracha, ay Le festinemos, ay Mientras el niño, ay Se rinde al sueño, ay Toquen y baylen, ay Por que tenemos, ay Fuego en la nieve, ay Nieve en el fuego, ay Pero el chicote, ay A un mismo tiempo, ay Llora y se rie, ay Que dos estremos, ay Paz a los hombres, ay Dan de los delos, ay A Dios las gracias, ay Por que callemos, ay |
Convidando está a noite
Aqui, de músicas diversas À criança recém nascida Cantem doces louvores Ai, que eu ardo, ai Divino mestre, ai Na formosura, ai De teus olhinhos, ai Ai, como que caindo, ai Cem estrelinhas, ai Raios de glória, ai Raios de fogo, ai Ai, que a glória, ai, Do portal de Belém, ai Já vemos a gélida aurora, ai Brilhando ao redor, ai Ai, que sua mãe, ai Com expectativa, ai Olha o brilho, ai Do que gerou, ai Alegres celebrando Umas formosas camponesas Entoarão novas Rimas para a guaracha (dança) Na guaracha, ai Festejemos, ai Enquanto o menino, ai Se rende ao sonho, ai Toquem e dancem, ai Porque temos, ai Fogo na neve, ai Neve no fogo, ai Mas o pequenino, ai A um mesmo tempo, ai Chora e ri, ai Que dois extremos, ai Paz aos homens, ai Vem dos céus, ai Demos graças a Deus, ai Porque passamos, ai |
MARCADORES:
Homilias do Pe. Marcelo Tenório
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27 de jan. de 2012
Missa do Galo: "É um menino, uma criança, mas é o Deus de todos os séculos, é o Deus Verdadeiro."
12:51 | Postado por
Sacerdos |
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Homilia da Missa do Galo, celebrada à meia-noite, de 24 para 25/12/2011.
Nesta noite Santa, é celebrada a encarnação do Verbo Divino. Todos os mistérios da vida de Nosso Senhor começam aqui nessa noite Santa de Natal.
Deus sempre existiu desde toda a eternidade. Ele que é único em três pessoas distintas – Pai, Filho e Espírito Santo – É pleno, Se basta, não tem necessidades de nada para ter e ser na Sua infinita grandeza. De forma que, como diz São João: “Deus é Amor”, e neste Amor estão envolvidos o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Em Deus não há carência, pois Ele nada deseja a não ser a Ele mesmo.
Quando desejamos algo, é porque não o possuímos. Desejar alguma coisa é sinal de que não a temos e por isso a desejamos. Em Deus não há desejo, porque Ele se basta. Deus não deseja nada que não seja a Ele mesmo. Nisto consiste o grande mistério da noite de Natal. Porque Deus quis desejar o homem, e criou o homem à sua imagem e semelhança. E, devido ao pecado original, devido à desgraça que assolou a humanidade, devido à humanidade ter sido definitivamente perdida por sua separação de Deus, Deus envia o Filho, que é Deus verdadeiro, para que, tornando-se homem como nós, igual a nós em tudo, menos no pecado, assumisse o pecado e a maldição que caíram sobre a humanidade. Por isso que, mais tarde, São João vai dizer: “Ecce Agnus Dei, qui tollit peccata mundi” – Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo, o “cordeiro expiatório”, Aquele que, mesmo inocente, assume por nós a culpa dos pecados da humanidade inteira.
E este é o grande mistério desta noite de luz, desta noite de glória, desta noite de Natal: Deus que desce. É verdade. Deus não pode fazer outra coisa a não ser descer; subir mais não pode, pois já é infinitamente grande, então Ele desce. É o sinkatábassis, o rebaixamento: Deus assume a natureza humana, Ele se deixa aprisionar nessa natureza fragilizada, e se faz criança no seio da Virgem Maria, que não é uma pessoa qualquer; muito pelo contrário, Nossa Senhora é aquela criatura na qual Deus colocou todas as suas Graças, tendo em vista, justamente, esta grandeza que envolveria Nossa Senhora, isto é, a maternidade divina. É através – e por causa desta maternidade divina – que Deus a fez mais esplendorosa que o sol, mais formosa que a lua; não só exteriormente, mas sobretudo na alma.
Imaginemos a alma de Nossa Senhora, que grandeza! Ela teria que receber em si o próprio Deus, o Deus que criou o céu e a terra, o Deus que criou as coisas visíveis e invisíveis... O Deus que a criou, agora criança indefesa no seu ventre materno! Desde a Anunciação – 25 de março – até a noite santa de 25 de dezembro... E, hoje, Deus desce. Deus desce do céu, torna-se visível numa criança. E Nossa Senhora, e São José contemplam esta criança nascida.
São João vai dizer no Prólogo: “Veio para os seus, mas os seus não O receberam”.
Sejamos nós uma manjedoura; esteja o nosso coração pronto para este acolhimento verdadeiro, iluminado, bem preparado, já que passamos o tempo do Advento nesta constante busca de estarmos prontos justamente para esta noite, a fim de que esta criança pudesse nascer em nosso coração. E se esta criança nasce em nosso coração que abrimos, porque preparamos a nossa alma, logo é Natal em nós. E em nós sempre será Natal se conservarmos em nós esta Criança Divina que hoje nasce para abraçar o mundo inteiro – urbi et orbi – com a Sua graça e com a Sua misericórdia.
Ele, que recebe o Nome de Iesus, ou de Yeshuha – Deus salva – e no Seu Nome está a Sua missão: o Salvador. Por isso, no Evangelho, os pastores são surpreendidos pelos anjos, que dizem: “Anuncio-vos uma grande alegria: nasceu-vos o Salvador, Cristo, o Senhor!” E o anjo guia os pastores, que encontram o Menino Deus deitado numa manjedoura e envolto em faixas.
Uma noite belíssima para nós, cristãos. O gesto de Deus que “desce”, o “rebaixamento” de Deus, nos leva e nos ensina também a “descer”, a dobrar o joelho, a estarmos prostrados diante do Salvador que chega.
É um menino, é uma criança, mas é o Deus de todos os séculos, é o Deus Verdadeiro.
Nos ícones antigos, sobretudo lembrando o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo socorro, observem: a criança sempre tem um rosto envelhecido, uma face enrugada, uma feição de velhice. Não para mostrar decrepitude, mas para indicar que Aquela criança é Deus. E, sendo Deus, é Eterno. E, sendo Deus, é sábio: a sabedoria que envolve Aquela criança é a sabedoria divina.
Acolhamos esta criança que chega! Abramos o nosso coração para que Ela entre e possa ser bem acolhida! Mas não nos esqueçamos, jamais, que esta criança que deseja nascer hoje para nós, é o Deus de todos os séculos, o Deus Verdadeiro.
Que Ele encontre o nosso coração aberto, a nossa alma límpida, iluminada, para que em nós Ele tenha pousada.
Que não sejamos mais do grupo daqueles para os quais Ele veio, mas que O rejeitaram, como lembra São João no Prólogo: “Veio para os seus, mas os seus não O quiseram receber”. Nós, não! Estamos aqui porque queremos que Ele realmente entre, tome posse de nossa alma, que realmente seja Nosso Senhor.
Homilia proferida na Missa da Meia-Noite (Missa do Galo), de 24 para 25 de Dezembro de 2011.
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24 de jan. de 2012
São Sebastião, ensina-nos a desprezar toda honra e glória, por Cristo Nosso Senhor!
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Homilia da Festa de São Sebastião (20/01/2012)
Pe. Marcelo Tenório
Pe. Marcelo Tenório
℣. Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.
℟. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
Celebra-se hoje, nesta Matriz, a solenidade de seu padroeiro, São Sebastião, que viveu sob o governo de Diocleciano, um dos piores Imperadores de Roma a massacrarem os cristãos. São Sebastião poderia, de certa forma, ter tido uma ascensão política muito grande, a tal ponto de ser um dos mais queridos e privilegiados do Imperador. Entretanto, tendo se convertido à fé cristã, não titubeou em escolher – ante as honras, as famas e o poder – ficar com Nosso Senhor Jesus Cristo.
São Sebastião não era ingênuo, pois sabia muito bem o que lhe esperava se assim continuasse. Tanto que, uma vez descoberto, o Imperador o chamou e, diante de todos, ordenou que ele renunciasse à fé cristã, ou seria expulso do rol dos grandes oficiais da Legião Romana e executado. Em nenhum momento ele pensou duas vezes. Diante de todos, afirmou a sua fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, o que lhe valeu o suplício a flechadas e deixado sozinho numa árvore, a sangrar. À noitinha, uma piedosa senhora chamada Irene (n.d.r.: Santa Irene da Tessalônica, cuja festa é comemorada em 5 de abril) vai até Sebastião com outras mulheres; percebendo que está vivo, leva-o para casa e trata as suas feridas.
Mas Sebastião, que poderia tranquilamente fugir e proteger a sua integridade física e moral (o que, em si, não é nenhum pecado), quis dar testemunho e ir contra o massacre de cristãos realizado pelo Imperador. Foi ter com Diocleciano e protestou por causa dos massacres, sendo novamente condenado, desta vez, à morte a pauladas e flagelação com bolas de chumbo, vindo a falecer. Seu corpo foi sacudido nas fossas, para que se evitasse a veneração pública; mas uma senhora chamada Luciana (n.d.r.: Santa Luciana, cuja festa é comemorada em 30 de julho) junto com outras piedosas mulheres recolheram o corpo de São Sebastião.
Num certo ano – se não me engano, entre 500 e 600 – houve uma grande peste em Roma, e os devotos de São Sebastião, com o seu corpo, seus restos mortais, fizeram uma grande procissão, e a peste veio a cessar imediatamente. Por isso, até hoje recorremos a São Sebastião contra as guerras, as pestes e as epidemias.
Que a coragem e a determinação de São Sebastião nos inspirem, tal como canta um hino em sua homenagem: “Ele era uma pomba entre os fracos, mas um leão entre os fortes; desprezou toda a corte, desprezou todo o temporal, desprezou toda a honra, toda a glória, por Cristo Nosso Senhor”.
Sigamos a São Sebastião e vivamos o nosso martírio, se não físico, mas um martírio moral, como um bom cristão deve ser capaz de suportar.
Que São Sebastião, do Céu, interceda por todos nós, e mais particularmente por esta Paróquia que o venera e o honra.
Homilia proferida em 20 de Janeiro de 2012, na Festa de São Sebastião Mártir.
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LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO AOS HEBREUS XI, 33-39.
Irmãos: Foi pela fé que os santos venceram o mundo, praticaram a justiça, viram realizadas as promessas, fecharam a boca dos leões e extinguiram a violência do fogo. Foi pela fé que eles escaparam ao aço das espadas, triunfaram na enfermidade, foram heróis na guerra, e desbarataram os inimigos. Foi também pela fé que as mulheres tiveram a alegria de ver os seus mortos ressuscitados. Outros deixaram-se torturar voluntariamente, não querendo que os libertassem, a fim de encontrarem uma ressurreição melhor. Outros foram escarnecidos, açoitados, e até algemados e presos. Pela fé muitos foram apedrejados, serrados, postos à prova, e passados à espada. Levaram vida errante, vestidos com peles de ovelha e de cabra, despojados de tudo, perseguidos e maltratados. Pela fé houve homens, - o mundo não era digno deles! -, que andaram errantes no deserto e nas montanhas, escondidos nos antros e nas cavernas da terra: E todos estes, postos à prova para dar testemunho da fé, mostraram-se fiéis a Jesus Cristo, Nosso Senhor.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO LUCAS VI, 17-23.
Naquele tempo: Descendo Jesus do monte, parou na planície, Ele e a comitiva dos seus discípulos, e uma grande multidão de povo de toda a Judeia, de Jerusalém e da região marítima de Tiro e de Sidônia, que tinham vindo para O ouvir, e para serem curados das suas doenças. Os que eram atormentados pelos espíritos impuros, também eram curados. Toda esta multidão procurava tocar-Lhe, porque dEle saia uma força que os curava a todos. Ele, então, levantando os olhos ao céu, disse: “Bem-aventurados vós, os que sois pobres, porque vosso é o reino de Deus; bem-aventurados vós, os que tendes agora fome, porque sereis saciados; bem-aventurados vós, os que chorais agora, porque vos alegrareis; bem-aventurados sereis quando os homens vos detestarem, vos repelirem, vos injuriarem, e proscreverem o vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem. Rejubilai e exultai, nesse dia, porque será grande a vossa recompensa no céu.”
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23 de jan. de 2012
4º Domingo do Advento: Que nosso coração esteja preparado para acolher o Menino Deus!
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Homilia da Missa do 4º Domingo do Advento
Pe. Marcelo Tenório
℣. Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.
℟. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
℣. Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix.
℟. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
Estamos na última semana do Advento. Passamos por todas as fases deste tempo litúrgico; desde as Missas Rorate, como nas Missas dos Domingos do Advento, Nosso Senhor nos fala claramente sobre a vigilância, a necessidade de estarmos prontos, esperando por Sua chegada.
Há dois aspectos desta chegada do Senhor: o primeiro, pela graça – e isto acontece mediante a recepção digna dos sacramentos e pela permanência nessa graça; segundo, a vinda real, concreta, no último momento de nossa vida sobre a terra.
Neste tempo do Advento, nos santos Evangelhos, Nosso Senhor nos falou muito sobre a vigilância, sobre a necessidade de se estar pronto. Neste último Domingo do Advento, o santo Evangelho nos apresenta a figura de João Batista, o qual vai clamar: “Sou a voz que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor, endireitai as suas veredas.” A última voz que escutamos neste Domingo, último do Advento, é justamente a voz de João Batista, a nos dizer: “Preparai os caminhos do Senhor”. “Preparai”, “Endireitai as suas veredas”.
A Epístola que acabamos de escutar, escrita por São Paulo, nos ensina que o que se espera de um ministro de Deus – mas também cabe a todos nós – é que ele seja fiel. O que se espera de um católico, de um batizado, é que ele seja fiel. Mas, fiel a quê? Fiel a Nosso Senhor! E através da Igreja permanecemos fiéis a Nosso Senhor.
Em que consiste esta fidelidade a Nosso Senhor? Sobretudo em viver a vida segundo a vontade de Deus, submeter-se a Deus. Não basta buscarmos outros tipos de fidelidade, até certos “fideísmos”. Não adianta nada disso se, no fundo, não praticarmos o que de fato interessa, que é a fidelidade a Deus, que é a fidelidade à Igreja. E esta fidelidade a Deus passa por um primeiro momento, que é a nossa conversão – endireitar os caminhos do Senhor, preparar o caminho do Senhor, estar pronto constantemente para a vinda do Senhor.
Não sabemos quando será a vinda do Senhor, por isso temos que estar preparados. Pode ser hoje ou daqui dez anos; não sabemos o dia em que deixaremos esse mundo e não sabemos o momento em que morreremos. Mas sabemos que Ele vem em cada Missa e que Ele se dá em cada santa Comunhão; que Ele está presente pela graça nos Sacramentos. Ora, isto sabemos. E, se sabemos que em cada Domingo há uma santa Missa, e que nesta santa Missa recebemos verdadeiramente Deus em corpo, sangue, alma e divindade, então é uma vinda já anunciada. E se sabemos que Ele se faz presente nestas ocasiões, que Ele se dá em sacrifício, que com Ele nos encontraremos na santa Comunhão, qual a justificativa de não estarmos prontos para este encontro? Qual a justificativa para que não estejamos prontos para esta vinda? Só existe uma única “justificativa”: o pouco caso que fazemos de Deus. Brincamos com Deus! E nos dizem as Sagradas Escrituras: “Presta atenção: com Deus não se brinca”.
E nos acostumamos a brincar com Deus, e muitas vezes, de forma indigna, recebemos os santos Sacramentos ou, senão de forma indigna, de uma forma duvidosa, uma vez que não há em nós uma contrição perfeita, um desejo na alma de romper com o pecado, a busca de se recompor dos erros de outrora e de recomeçar concretamente.
Pois bem! Última semana do Advento, último Domingo do Advento, daqui a poucos dias estaremos celebrando o Natal do Senhor. Já é para estarmos prontos, bem preparados para essa vinda do Senhor.
Nestas alturas, com certeza já fizemos uma grande, santa e boa confissão. Nestas alturas, com certeza, já colocamos diante de Deus toda a nossa miséria. Nestas alturas, com certeza, o nosso coração já está límpido, qual manjedoura digna de acolher a Nosso Senhor na noite santa de Natal. Se não estamos ainda, temos a obrigação fazê-lo. Tivemos quatro semanas e, até agora, em nada nos preparamos? Talvez a casa esteja em ruínas. Talvez a nossa manjedoura não seja digna do Menino-Deus, mais própria de manjedouras para porcos, quando, na verdade, quem deve se deitar sobre esta manjedoura é Nosso Senhor, que descerá do céu por cada um de nós.
É extremamente necessária a nossa preparação. É extremamente necessário levar a sério esta vinda mística, espiritual, pela graça. Através, sobretudo, da Santa Comunhão, mas, para isto, antes, a santa, sincera e boa confissão, que já era para termos feito. Se não a fizemos, temos que repensar por que, na verdade, estamos na Igreja para mudar de vida de vez, para romper de vez com o pecado ou para buscar matérias e mais matérias para nossa condenação ao fogo do inferno? Porque quanto mais nos aproximamos de Deus e não rompemos com o que Lhe é antagônico; quanto mais estamos na casa de Deus, mas em nada mudamos; quanto mais escutamos os Seus apelos e não respondemos favoravelmente; tudo isso, todas essas questões, todo esse tempo perdido de graça será motivo de condenação em nosso julgamento. “Dei-te tantos dias, tantas semanas, tantos anos; dei-te tantas semanas de preparação para o tempo do Advento, para que, chegando meu Natal, estivesses, enfim, pronto; e o que fizeste deste tempo? Dei-te tantas e tantas graças; quais delas aproveitaste? Pisaste nelas como os porcos fazem com as pérolas – porcos não sabem diferenciar bolotas de pérolas”. E, muitas vezes, fazemos com as graças de Deus o que os porcos inconscientemente podem fazer com coisas preciosas que algum desatento tenha deixado cair próximo de onde eles comem.
Lembremo-nos da máxima de Santo Agostinho que diz “Tenho medo do Deus que passa”. O Natal se aproxima. Daqui a poucos dias, Nosso Senhor estará nascendo nas Igrejas, nos templos sagrados, misticamente na santa Missa pela renovação do santo sacrifício. A graça de Deus é infundida em nossas almas na santa Comunhão, mas, sobretudo, antes de tudo isso, pelo Sacramento augusto da confissão.
Que o Natal do Senhor seja para nós esse Natal onde verdadeiramente Cristo nascerá no aconchego da nossa alma iluminada, no aconchego da nossa alma preparada, no aconchego da nossa alma pronta para receber tão grande graça, a Graça das graças, que descerá no Natal e que quer habitar em nosso meio. Ele se faz carne para habitar entre nós; em toda Missa, é lido do Último Evangelho: “E o verbo se fez carne, e habitou entre nós”.
Que possamos, reconhecendo este tão grande mistério, não desperdiçar o tempo que nos dá a misericórdia de Deus, porque este tempo que nos dá a misericórdia de Deus para a nossa conversão um dia poderá ser para nós violência de Deus – condenação divina sobre aqueles que, tendo tempo, não o aproveitaram; passando pelo tempo, não o viveram dignamente como cristãos, ou seja, aproveitando cada instante, cada segundo,, o que lhe resta para estar cada vez mais perto de Deus e fazer do coração sempre uma digna morada para Nosso Senhor.
Sempre será Natal naqueles em que a graça habita, naqueles cujos corações iluminados pela presença divina não conhecem a decrepitude de uma noite sem luz, de uma noite mergulhada nas trevas.
Imitemos as pessoas que, na nossa vida, deram exemplo de santidade, sobretudo os Santos, que estão em nossos altares e que nos testemunharam esta grande verdade de tudo rejeitar, de tudo recusar, de perder tudo para não perder O TUDO que é Nosso Senhor, como dizia São Francisco: “Meu Deus e meu tudo”.
Homilia proferida em 18 de Dezembro de 2011.
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18 de jan. de 2012
MISSA EM HONRA A SÃO SEBASTIÃO, 20/01, 12h
08:53 | Postado por
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Caros amigos,
Salve Maria!
Nesta sexta-feira, dia 20 de janeiro, comemora-se a festa de São Sebastião, mártir, padroeiro da paróquia e deste blog.
Convidamos a todos para assistirmos juntos à santa Missa Tridentina em honra deste grande mártir, que será celebrada pelo Reverendíssimo Padre Tenório, dia 20, às 12 horas (meio-dia).
Sancte Sebastiáne, ora pro nobis!
In Christe Fide,
Sacerdos
12 de jan. de 2012
3º Domingo do Advento: "Alegrai-vos sempre no Senhor; repito, alegrai-vos!"
12:08 | Postado por
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Homilia da Missa do 3º Domingo do Advento
Pe. Marcelo Tenório
℣. Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.
℟. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
℣. Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix.
℟. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
A Santa Igreja celebra hoje o Domingo da Alegria, o Domingo “Gaudete”. Por isso, a Missa de hoje, o seu Intróito, como também a Epístola, exortam-nos a nos alegrarmos no Senhor: “Gaudete in Domino semper: iterum dico, gaudete”. “Alegrai-vos sempre no Senhor; repito: alegrai-vos”. O Terceiro Domingo do Advento é o domingo em que a Igreja, na certeza da vinda do Senhor pela graça do Natal, já goza antecipadamente das alegrias da festa que se aproxima.
O tempo do Advento, como sabemos, não é um tempo de festa; é um tempo de penitencia, é um tempo – usando um português vulgar – de fazermos uma retrospectiva minuciosa da nossa vida, um balanço, como se diz no comércio. O que se faz no comércio durante o balanço? Fecham-se as portas, joga-se tudo ao chão, tira-se tudo da gaveta, e vai-se ver o que presta e aquilo que não presta, e que, portanto, deve ser jogado fora, no lixo.
Assim para nós é o tempo do Advento, que não é um tempo de festa, mas é um tempo para pararmos e observarmos bem a nossa vida. Por quê? Porque o Senhor se aproxima de nós, e se aproxima de nós pela graça. É claro que naturalmente Ele já nasceu; entretanto, pelo Sacramento nós temos esta esplêndida graça de estarmos verdadeiramente no momento de Seu nascimento, e, neste momento, que também a nós envolverá, recebermos a graça reservada a esta ocasião. Não é uma recordação, não é uma memória histórica, nada disso; é uma memória no sentido teológico de estar acontecendo naquele momento, e isso, somente pela ação do Espírito Santo, sobretudo no santo sacrifício da Missa.
De forma que os ritos do Advento são gradativos. Nas primeiras semanas, a Igreja se abstém das flores dos altares e coloca, ao invés das flores, ramos secos. Por que esta “secura”? Porque ela quer nos lembrar o deserto, o deserto onde João estava, e onde João convidava o povo a se aproximar para fazer penitência – sair da vida velha para a vida nova. Na secura não há água, não há vida; por isso a Igreja coloca no tempo do Advento, sobretudo nas Missas Rorate cæli, esta esplêndida ação do sacerdote pelos fiéis, na qual roga a Deus que rasgue as nuvens e faça chover sobre este deserto, sobre esta terra seca, a salvação. E este deserto, esta terra seca e estes ramos secos colocados nos altares nada mais são do que as nossas almas, e nosso coração que despreza as graças que Deus constantemente nos dá. E, como lembrávamos ontem na Missa Rorate cæli, as graças de Deus são como o orvalho que molha o deserto do nosso coração e que nos impulsiona para Deus.
É um grande momento de graça o tempo do Advento, onde a misericórdia de Deus se desfaz em névoa e orvalho. Entretanto, para muitos e muitos que não aproveitam estas graças – e, aqui, lembramos das pérolas lançadas aos porcos, da comida, dos pães jogados aos cães - aí nos veremos como porcos, aí nos veremos como cães, porque não são os demônios que rejeitam a graça de Deus, somos nós! Não são os demônios que desdenham da grandeza, da misericórdia divina, somos nós! A cada Advento, a cada ano, continuamos secos, com os corações endurecidos; e a Igreja clama que as nuvens orvalhem a justiça de Deus, e nós permanecemos sob estas nuvens desarmados; recebemos este orvalho e pensamos que sabemos cuidar muito bem dele para santificar em nós as flores da graça, mas só “fazemos de conta”, porque na verdade atravessamos o Advento impermeáveis até chegar o Natal. E, quando chega no Natal, ocorre uma catástrofe, porque, em vez de o Senhor nascer no solo fértil do nosso coração, irrigar nosso coração, nasce na podridão de uma vida velha, das graças desprezadas.
E esta grande misericórdia que foi para nós o tempo do Advento, no dia de nosso juízo se transformará no grande dia de ira e vingança. Por quê? Pelo mesmo motivo que Jerusalém foi destruída; quando nosso Senhor chora sobre Jerusalém, Ele fala: “Jerusalém, Jerusalém quantas vezes eu quis te reunir como a galinha reúne os seus pintinhos, e tu não quiseste! Pois tu ficarás deserta, e destruídas as tuas ruas, porque não soubeste o tempo em que foste visitada”.
Santo Agostinho nos traduz outra frase: “Tenho medo do Deus que passa”. E é verdade. Mais um Advento e continuamos secos. Por isso que, no Advento, as flores não são colocadas nos altares, a cor roxa mostra-nos o peso da nossa responsabilidade, de mudarmos de vida – primeiro, com uma boa e santa confissão, rompendo definitivamente com o pecado, fazendo nosso propósito de mudança de vida; praticando a esmola, a oração, o jejum; redobrando as vigílias, redobrando as penitências, sempre, claro, com a confirmação do confessor ou do diretor espiritual.
E chega, então, o Domingo da Alegria, em que a Igreja, em vez do roxo, se reveste da cor rósea, sendo um gozo antecipado da alegria do Natal. E, neste dia a Igreja pára a penitência, a Igreja coloca flores cor de rosa em seus altares para lembrar a nós: “Ele está próximo!” “Alegrai-vos, porque a vossa salvação se aproxima”.
A alegria é um dos frutos do Espírito Santo, e que não podemos confundir com a euforia, porque a euforia é avassaladora, vem e passa, e, muitas vezes ao vir, sempre deixa o rastro de destruição. O carnaval, como festa diabólica que é, não contém alegria, porque a alegria vem de Deus, o Espírito passa por nós, nos edifica e a Deus volta; a euforia, não, a do carnaval, das festas pagãs, etc. Esta vem de forma avassaladora, e deixa o quê? Destruição! Desnorteamento! E afastamento de Deus. Isso não é alegria. A alegria vem de Deus, e deve voltar a Deus. E edifica. E santifica. E renova. Isso é a ação de Deus.
A alegria não é a ausência da dor. A Santíssima Virgem, aos pés da cruz, tendo o seu coração rasgado pela dor, estava profundamente alegre, porque a sua alegria era in Domino, como cantam o Intróito e a Epístola: “Alegrai-vos no Senhor”. A nossa alegria só tem sentido no Senhor; se é uma alegria que não é no Senhor, então ela é infantil, ela é imatura; ela é sem sentido, irracional... E desta “alegria”, o mundo está cheio; desta aparente alegria, a sociedade está cheia, se enganando, se “alegrando” para cair na perdição.
A grande palavra de ordem para nós é “Alegrai-vos, o Senhor se aproxima”. João Batista já aparece no Evangelho para nos dizer: “Preparai os caminhos do Senhor!” “Eu não sou o Cristo, não sou o Messias; eu sou apenas a voz que clama no deserto: preparai os caminhos do Senhor, endireitai as suas veredas”. Que nós correspondamos urgentemente, porque já não há mais tempo. Já não há mais tempo para brincadeira, já não há mais tempo para adiarmos a nossa conversão, porque Aquele que hoje age para nós com estrondosa misericórdia, amanhã será nosso Juiz, e no Seu Tribunal, esta grande misericórdia, estas grandes graças enviadas para nossa salvação serão revertidas no rigor de um julgamento, do qual ninguém escapará. Lembremos de outra parte do Evangelho que nos diz: “Servo mal e preguiçoso! Não sabias que eu colho até onde eu não semeei?” Ora, se há um patrão severo, que irá pedir contas até daquilo que não deu, quanto mais daquilo que ele deu, que ele dá a cada instante...
Neste Domingo da Alegria, alegremo-nos. São Domingos Sávio dizia a Dom Bosco: “Ensina-me a ser santo depressa, eu quero ser santo depressa”, e Dom Bosco deu a São Domingos Sávio três conselhos para se chegar à santidade; e, entre eles, um grande conselho ele deu e que serve para nós: “Seja sempre alegre”. E esta alegria é no Senhor, porque a alegria que não é no Senhor é bobeira, é típica de alguém que ficou na eterna infantilidade, no esquecimento espiritual, é romantismo barato. A alegria verdadeira é aquela em que o fiel, mesmo na dor, mesmo com o coração despedaçado, mantém-se livremente alegre no Senhor.
Ouçamos São Paulo, ouçamos a Igreja que nos exorta a estarmos sempre alegres, nesta alegria que jamais passará, nesta alegria que vem de Deus, que penetra o nosso ser e nossa alma, e, penetrando o nosso ser e a nossa alma, eleva-nos para o Céu, eleva-nos para Deus. Quando na Missa o sacerdote diz: “Sursum corda” – corações ao alto – estes corações ao alto são os corações na alegria do Espírito, na alegria de Deus. Que só esta alegria, que, para nós, é o antegozo do Céu – porque no Céu gozaremos de uma eterna e profunda alegria – possa permanecer, mesmo no tempo do Advento – e ela deve permanecer mesmo no tempo do Advento em nossos corações.
Gaudete in Domino semper, como diz São Paulo e repete com muita firmeza: “Gaudete in Domino semper: iterum dico, gaudete” – “Alegrai-vos, alegrai-vos, alegrai-vos, eu vos digo, eu vos repito, alegrai-vos”.
Homilia proferida em 11 de Dezembro de 2011.
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LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO AOS FILIPENSES IV, 04-07.
Irmãos: alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos. Seja conhecida de todos os homens a vossa mansidão. O Senhor está perto. Não vos inquieteis por coisa alguma, mas, em todas as circunstâncias apresentai os vossos pedidos diante de Deus com muita oração e preces e com ação de graças. A paz de Deus, que sobrepuja todo o entendimento, guarde vossos corações e vossos pensamentos em Cristo Jesus, nosso Senhor.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO JOÃO I, 19-28.
Naquele tempo: Os judeus de Jerusalém enviaram a João sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: “Quem és tu?” Ele fez esta declaração, que confirmou sem hesitar: “Eu não sou o Cristo”. “Pois então quem és, perguntaram-lhe eles. És tu Elias?” Disse ele: “Não o sou”. “És tu o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. Perguntaram-lhe de novo: “Dize-nos, afinal quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?” Ele respondeu: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaias”. (Os emissários eram fariseus). Continuaram a perguntar-lhe: “Como, pois, batizas se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o Profeta?”. João respondeu: “Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem virá depois de mim. Eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado”. Esse diálogo se passou em Betânia, alem do Jordão, onde João estava batizando.
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