Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
- Adoração ao Santíssimo (1)
- Apresentação (1)
- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
- Festas Transferidas da Semana Santa (1)
- Homilias do Pe. Marcelo Tenório (47)
- Indulgências Plenárias (4)
- Ladainhas Menores (2)
- Liturgias da Semana da Paixão (8)
- Liturgias da Semana Santa (19)
- Liturgias das Férias da Quaresma (43)
- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
- Liturgias das Férias Mais Importantes (29)
- Liturgias das Festas de Guarda (16)
- Liturgias das Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (8)
- Liturgias das Festas Mais Importantes (17)
- Liturgias das Quatro-Têmporas (27)
- Liturgias do Tríduo Pascal (11)
- Liturgias Dominicais (111)
- Missas de Nossa Senhora no Sábado (5)
- Missas do Tempo da Ascensão (4)
- Missas do Tempo da Epifania (6)
- Missas do Tempo de Natal (14)
- Missas do Tempo de Pentecostes (8)
- Notícias (8)
- Oitava de Pentecostes (8)
- Santo do Dia (354)
- Santos Comemorados em Algumas Localidades (3)
- santos comemorados no brasil (1)
- Santos do mês 01 - Janeiro (30)
- Santos do mês 02 - Fevereiro (23)
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- Santos do mês 04 - Abril (21)
- Santos do mês 05 - Maio (34)
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- Santos do mês 07 - Julho (41)
- Santos do mês 08 - Agosto (44)
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- Santos do mês 10 - Outubro (29)
- Santos do mês 11 - Novembro (33)
- Santos do mês 12 - Dezembro (19)
- Semana da Paixão (14)
- Semana Santa (24)
- Tempo Após Epifania (5)
- Tempo Após Pentecostes (61)
- Tempo da Ascensão (4)
- Tempo da Epifania (6)
- Tempo da Paixão (32)
- Tempo da Quaresma (51)
- Tempo da Septuagésima (7)
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- Tempo de Páscoa (21)
- Tempo de Pentecostes (8)
- Tempo do Advento (20)
- Têmporas da Quaresma (7)
- Têmporas de Pentecostes (6)
- Têmporas de Setembro (6)
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- Tríduo Pascal (15)
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- Santo do Dia - Quarta-Feira, 17/08/2016
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- Santos do Dia - Sábado, 13/08/2016 - 1ª Parte
- Santa do Dia - Sexta-Feira, 12/08/2016
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- Santos do Dia - Quinta-Feira, 11/08/2016 - 1ª Part...
- Santo do Dia - Quarta-Feira, 10/08/2016
- Santo do Dia - Terça-Feira, 09/08/2016
- Santo do Dia (Vigília) - Terça-Feira, 09/08/2016
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- Santos do Dia - Segunda-Feira, 08/08/2016 - 1ª Par...
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- Santos do Dia - Domingo, 07/08/2016 - 1ª Parte
- 12º DOMINGO APÓS PENTECOSTES - 07/08/2016 - Leitur...
- Santos do Dia - Sábado, 06/08/2016
- Festa Litúrgica do Dia - Sábado, 06/08/2016
- Festa Litúrgica do Dia - Sexta-Feira, 05/08/2016
- Santo do Dia - Quinta-Feira, 04/08/2016
- Santos do Dia - Terça-Feira, 02/08/2016 - 2ª Parte...
- Santos do Dia - Terça-Feira, 02/08/2016 - 1ª Parte...
- Santos do Dia - Segunda-Feira, 01/08/2016
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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29 de dez. de 2011
PROGRAMAÇÃO DE ANO NOVO NO RITO TRIDENTINO
18:02 | Postado por
Sacerdos |
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Prezados amigos,
Salve Maria!
A seguir, a programação da Paróquia São Sebastião de preparação das almas para a chegada do novo ano (2012):
31 de Dezembro (Sábado)
| |
10h às 11h45
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Confissões
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12h (meio-dia)
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Santa Missa no Rito Tridentino;
Após a Missa, recitação do Te Deum Laudamus*
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21h à Meia-noite
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Adoração do Santíssimo e Bênção Solene do Santíssimo Sacramento
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1º de Janeiro de 2012 (Domingo)
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16h às 16h45
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Confissões
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16h30
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Oração do Terço pelos fiéis
|
17h
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Santa Missa da Oitava de Natal e Circuncisão de Jesus
(Rito Tridentino)
|
Convidamos a todos para fazerem esta excelente preparação da alma para a chegada do ano que se aproxima.
Mais informações: (67) 3317-4863 ou missatridentina.psaosebastiao@gmail.com.
In Christi Fide,
Sacerdos
*Nota: A Santa Igreja concede Indulgência Plenária a todos os que, ao meio-dia do dia 31 de Dezembro, cantarem ou rezarem publicamente o Te Deum Laudamus ("A Vós, ó Deus, louvamos"), belíssimo hino de louvor a Deus.
28 de dez. de 2011
1º Domingo do Advento: "A necessidade da vigilância"
12:24 | Postado por
Sacerdos |
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Homilia da Missa do 1º Domingo do Advento
Pe. Marcelo Tenório
℣. Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in muliribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.
℟. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
℣. Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix.
℟. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
A santa Igreja, desde ontem nas primeiras Vésperas, entrou no tempo do Advento e, assim, no ano novo eclesiástico. Ontem às 21 horas, celebrava-se a Missa Rorate. Nesta Missa, apenas com a luz das velas, contemplávamos a grandeza, a magnificência de Nossa Senhora, e contemplávamos os dois extremos desse mistério: o “Ó” da Virgem, de abnegação, de espanto, como canta a antífona mariana, “Tu, que geraste espantada Aquele que te gerou”, a exultação de Nossa Senhora diante desse grande mistério – Deus dentro dela, sendo gerado e formado, homem como nós; e, no outro extremo o “Ai” da Virgem, pois Ela sabia muito bem que aquele filho que estava se formando nEla seria mais tarde imolado como o cordeiro que tira o pecado do mundo. Nossa Senhora do “Ó” e Nossa Senhora do “Ai”.
E, hoje, neste Primeiro Domingo do Advento, nós contemplamos essa grande realidade: o Senhor está próximo. Desde os primeiros momentos da Igreja, quer seja por São Paulo, quer seja por São Pedro, ou por demais escritores sagrados, era dito: “O Senhor está próximo, convertei-vos.” Desde João Batista na preparação, dos caminhos do Senhor, que iremos ler durante o Advento: “(...) preparai os caminhos do Senhor”, até São Pedro, que vai nos dizer que Ele está tardando não porque se esqueceu de nós, mas porque é misericordioso e está aguardando a nossa adesão, a nossa conversão.
O Santo Evangelho de hoje fala justamente sobre isso. A necessidade da vigilância. “Passarão céu e terra, mas minha palavra não passará”; “Não passará esta geração até que se cumpra a vinda gloriosa do Filho de Deus.” Aqui, é importante entender: as gerações passaram, não era daquela geração - à época de Jesus - que Nosso Senhor estava falando, mas da geração da Mulher. “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela.” Quem é da geração da Mulher? Todos os batizados de Cristo.
Santo Agostinho vai nos lembrar que, se Cristo, a cabeça, nasce do seio santíssimo, imaculado, de Nossa Senhora, todos os membros desta Igreja têm que nascer obrigatoriamente de Maria. De forma que, aqueles que rejeitam Maria, aqueles que negam serem seus filhos, aqueles que se negam a ser desta geração, aqueles que não se entendem gestados no seio imaculado, são “monstros” na ordem da graça, porque a cabeça não pode nascer de um lado e os membros de outras partes, de outros lugares. Ou os membros nascem do mesmo local de onde surge a cabeça da Igreja, ou não pertencem à Igreja – não são seus membros, são qualquer coisa, qualquer deformação.
No Santo Evangelho de hoje, Nosso Senhor nos fala de Sua volta gloriosa. Quando menos esperarem, aparecerão os trovões e relâmpagos, os acontecimentos cósmicos, a terra será abalada, e o Filho do homem descerá. Para quê? Para o julgamento! É o Juízo Universal, a glorificação do Pai no Filho e do Filho no Pai. O Filho devolverá ao Pai o mundo, e a humanidade glorificá-lo-á, e dar-se-á a última palavra do Filho na história da humanidade. Veremos até onde o nosso pecado pessoal manchou a humanidade e levou outros a pecarem. Veremos, também, até onde as nossas virtudes, os nossos atos de bondade, fizeram crescer o reino de Deus, a nossa colaboração na história. Tudo veremos nesta vinda do Filho do Homem, de forma que a grande palavra no Tempo do Advento é vigilância, como se fala justamente na Epístola que acabamos de escutar.
Hoje estamos muito mais próximos da eternidade do que ontem. E não estamos nos reportando à vinda gloriosa do Senhor, que pode ser hoje, amanhã, não sabemos. Ninguém sabe quando será a consumação dos séculos e da história, mas de uma coisa sabemos: estamos nos aproximando dela. E a gravidade de nos aproximarmos da eternidade é muito grande. Porque, no momento da nossa morte, estaremos plenos naquilo que fomos durante a vida nesta terra; e partiremos para a eternidade da forma como vivemos e deixamos este mundo. Não haverá mais mudança, a eternidade não nos propicia mudar.
Ora, o homem deve obedecer à lei natural e divina, de forma que, na eternidade, já não há como mudar o seu ser e nem o seu agir. Estará “pleno” para sempre, ou seja: quem parte deste mundo cheio do seu orgulho, cheio de si, altivo, estará na eternidade orgulhoso, eternamente. Aqueles que buscam viver na simplicidade, crescendo no desejo ardente de Deus, partirão para a eternidade cheios do desejo de Deus. Por isso Nosso Senhor diz em muitas parábolas na Sagrada Escritura, no Novo Testamento: “Estai preparados.” E nos falou sobre as virgens prudentes e as virgens loucas: para estas a porta fechou, ninguém entrará mais. E nos falou do patrão que foi para o estrangeiro e deixou seus empregados, mas que vai voltar quando eles menos esperarem. E nos falou do ladrão: se soubéssemos quando este viria arrombar a nossa casa, estaríamos vigilantes. O Senhor nos falou de muitas formas e de muitas maneiras para que não brinquemos, mas que estejamos sempre preparados. “Morrerá bem aquele que viver bem”, incita a Imitação de Cristo [n.d.r.: importante obra de espiritualidade escrita pelo Pe. De Kempis]. E, também: “Aquele que deixa para se converter amanhã jamais se converterá.” Aquele que deixa para mudar de vida e buscar a Deus amanhã, jamais mudará, jamais buscará a Deus. Morrerá no seu pecado. No seu pecado encontrará o seu fim.
Tal qual aquela história, já conhecida nossa, de dois oficiais franceses recém egressos da Academia Militar de Saint-Cyr, e contaminados com a praga da Revolução Francesa. Entram numa igreja, encarando-a mais como uma obra de arte, e veem, próximo ao confessionário, um jovem sacerdote. Um oficial diz para o outro:
– Se você tiver a coragem de se confessar com aquele padre e debochar da fé, eu te presenteio com um jantar.
E o outro, que não tinha temor nenhum a Deus, quis entrar neste jogo, e foi até ao confessionário.
O jovem padre imediatamente entrou para atender àquela confissão; e o militar, como tinha prometido ao amigo, começou, ajoelhado no confessionário, a debochar da fé católica e dos Sacramentos. O sacerdote – que, embora jovem, era cheio de sabedoria – percebeu que se tratava de um oficial, e perguntou:
– Você é oficial?
– Sim, sou subtenente.
– Que bom que você é um subtenente e defende a Pátria. Mas, você não pretende subir na carreira militar?
– Sim. – E o jovem oficial vai dizer como gostaria de subir na carreira militar, desde tenente até coronel. Ao que o padre perguntou:
– E o que pretende depois?
– Ah, pretendo me casar e ter filhos.
– Mas que bom que você pretende se casar e ter filhos. – E o padre começou a insistir: – E depois que você conseguir tudo isso? Não pensa em algo maior? Ei-lo coronel, com quarenta e dois anos. E depois?
– Depois? Chegarei a general.
– Ótimo. E depois que você conseguir ser general, o que você pretende fazer da vida? E depois?...
O jovem oficial foi ficando intrigado, foi percebendo que não havia mais um depois:
– Depois? Depois? Não sei o que virá depois...
E o sacerdote disse:
– Você já não sabe me dizer mais do depois, mais eu sei. Eu sei te dizer o que acontecerá depois: você morrerá; e, se continuar fazendo o que fazeis, diante de um supremo Juiz será condenado ao inferno, e lá não haverá mais depois, haverá somente o eterno presente.
O jovem padre, por uma questão de honra, ainda exigiu do subtenente uma reparação por ter zombado daquele. No que este não conseguiu fazê-la integralmente, procurou depois o mesmo sacerdote para se confessar, e, em meio a lágrimas (mas também interiormente alegre), recebeu a absolvição. E aquele jovem oficial se converteu com as palavras desse padre.
Nós disputamos muita coisa. Padre Pio dizia: “Há três coisas inúteis nesta vida: dar banho em burro, acrescentar água ao mar, e pregar para padres.” Mas, para leigos e fiéis já acostumados na sua religiosidade, também se enquadra o terceiro item.
Escutamos muito, lemos coisas boas, mas, na maioria das vezes, andamos em círculos. Não mudamos, romantizamos, achamos o belo em tudo, até na Santa Missa. Mas não nos convertemos verdadeiramente, não mudamos de vida verdadeiramente e fazemos a nossa religião, e fazemos a fé católica, e fazemos a Sagrada Liturgia um sonho romântico da vida espiritual.
Cuidemo-nos! O Espírito sopra no deserto, escutemos o que Ele tem a nos dizer, porque o nosso depois pode não ser tão longo assim. E, terminando o depois, haverá apenas um eterno presente. Temos sempre a ideia de que não morreremos, de que depois de nós virá o julgamento e seremos como que arrebatados. “Todos morrem – o da esquerda e o da direita – mas “eu”, que estou no centro, não morrerei jamais.” Muitos pensaram assim e encontraram de forma inesperada o Filho do Homem, não mais como um pastor misericordioso quando agia no tempo, mas como supremo Juiz, aquele que tem o nosso livro em Sua mão, e de nós nada Lhe é desconhecido. Temos planos de vida? Queremos fazer isso ou aquilo? Queremos viajar para aqui ou para acolá? Sonhamos com um emprego melhor? Queremos tal ou tal situação? “E depois?” E depois? E depois?...
Homilia proferida em 27 de Novembro de 2011.
_______________________________________________
LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO AOS ROMANOS XIII, 11-14.
Irmãos: atendei ao tempo em que estamos; porque já é hora de vos levantardes de vosso sono. A nossa salvação está agora mais perto do que quando abraçamos a fé. A noite vai adiantada, e ao dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz. Caminhemos honestamente, como de dia: não em orgias e em bebedeiras; não em desonestidades e dissoluções, não em contendas e ciúmes. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO LUCAS XXI, 25-33.
Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos: “haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas. Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a todo o mundo. As próprias forças dos céus serão abaladas. Então verão o Filho do homem vir sobre uma nuvem com grande glória e majestade. Quando começarem a acontecer estas coisas, reanimai-vos e levantai as vossas cabeças; porque se aproxima a vossa redenção. Acrescentou ainda esta comparação: Olhai para a figueira e para as demais árvores. Quando elas lançam rebentos, vós julgais que está perto o verão. Assim também, quando vires que vão sucedendo estas coisas, sabei que está perto o reino de deus. Em verdade vos declaro: não passará esta geração sem que tudo isto se cumpra. Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.”
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Homilias do Pe. Marcelo Tenório
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26 de dez. de 2011
Christus natus est nobis! Venite, adoremus Dominum! (Imagens das Missas de Natal)
14:46 | Postado por
Sacerdos |
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Prezados amigos,
Salve Maria!
A programação de Natal no rito tridentino da Paróquia São Sebastião foi belíssima!
(Clique aqui para visualizar as fotos.)
Com a graça de Deus, neste ano fomos presenteados com o nascimento do Menino-Deus num Domingo, dies Dominica, Dia do Senhor. Deste modo, in dies Dominica, assistimos a três santas Missas no rito tridentino, sendo a Missa do Galo, celebrada à meia-noite, como ensina a tradição católica; a Missa da Aurora, celebrada às 5h da manhã e a Missa de Natal, celebrada às 17h.
Damos graças ao Bom Deus por nos ter dado tantas bênçãos, tantos presentes de valor imensurável, neste santo Natal de Nosso Senhor! À Virgem Maria, Mãe do Verbo encarnado, honra e glória por nos ter dado Seu Filho amado, para que pudesse ser contemplado e adorado!
Rogamos à gloriosa Virgem Santíssima, dispensadora de todas as graças, que cumule de bênçãos nosso Reverendíssimo Pe. Marcelo Tenório, que se sacrificou junto a Cristo no calvário da Missa, permanecendo sem descansar, acordado por dois dias inteiros, para que seus filhos pudessem gozar de tamanhas graças.
Gloria in excelsis Deo!
Christus natus est nobis!
Venite, adoremus Dominum!
Louvores ao Menino-Jesus, nosso Salvador!
In Christe Fide,
Sacerdos
24 de dez. de 2011
Venha assistir à Missa do Galo na Paróquia São Sebastião
23:00 | Postado por
Sacerdos |
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Avisos
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19 de dez. de 2011
PROGRAMAÇÃO DE NATAL NO RITO TRIDENTINO
12:00 | Postado por
Sacerdos |
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Prezados amigos,
Salve Maria!
Segue a programação de Missas de Natal no rito tridentino na Paróquia São Sebastião:
Missa do Galo: Na noite de 24 para 25/12, à meia-noite.
Missa da Aurora: Dia 25/12, às 5h da manhã.
Missa de Natal: Dia 25/12, às 17h.
Mais informações: (67) 3317-4863 ou missatridentina.psaosebastiao@gmail.com. Para divulgação, faça o download dos arquivos clicando nos links abaixo:
In Christi Fide,
Sacerdos
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Avisos
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Oração de Natal
11:27 | Postado por
Sacerdos |
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Santo Afonso Maria de Ligório
Ó amável Jesus, tão desprezado por nós! Descestes do céu para resgatar-nos do inferno e dar-vos por completo a nós, como pudemos tantas vezes, voltar-vos as costas, ó Deus! Os homens são tão gratos às criaturas que se alguém lhes dá um presente, se lhes envia um cumprimento, se lhes dá qualquer prova de afeto, não se esquecem e se sentem forçados a corresponder. E, pelo contrário, são tão ingratos convosco, que sois seu Deus, e tão amável que por seu amor não recusastes dar o sangue e a vida. Mas, ai de nós, nós fomos ainda piores que os outros, porque fomos mais amados e mais ingratos.
Ah! Se as graças que nos destes, as tivesses dado a um herege, a um idólatra, talvez se tivessem santificado, e nós vos ofendemos. Por favor, não vos lembreis, Senhor, das injúrias que vos fizemos. Dissestes que, quando um pecador se arrepende, esquecei-vos de todos os pecados cometidos: "Nenhum dos pecados que cometeu lhe será recordado" (Ez. 18, 22). Se no passado não nos amamos, no futuro não queremos senão vos amar. Já que vos destes completamente a nós, damo-vos em troca toda a nossa vontade; com ela vos amamos e que vos amamos queremos repetir para sempre. Queremos viver repetindo-o e repetindo-o morrer, para começarmos desde o instante que entramos na eternidade a amar-vos com um amor contínuo que durará eternamente. Entretanto, Senhor, nosso único bem e único amor, propomo-nos a antepor vossa vontade a todos os nossos prazeres. Por nada queremos deixar de amar quem nos amou tanto; não queremos mais desgostar a quem devemos amor infinito. Secundai, Jesus, nosso desejo com vossa graça.
Rainha nossa, Maria, reconhecemos que todas as graças recebidas de Deus são devidas à vossa intercessão; continuai a interceder por nós, alcançai-nos a perseverança, vós que sois a Mãe de todas as graças.
Fonte: Excerto da Novena de Natal de Santo Afonso de Ligório.
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14 de dez. de 2011
1ª Missa Rorate: "Tu que geraste admirada Aquele que te gerou."
17:27 | Postado por
Sacerdos |
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Homilia da Missa Rorate em honra à Nossa Senhora no Advento
Padre Marcelo Tenório
℣. Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in muliribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.
℟. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc ET in hora mortis nostrae. Amen.
℣. Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix.
℟. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
Esta Santa Missa, tão particular para nós – a Missa Rorate cæli – surgiu no século XV com o intuito de incentivar os fiéis a uma contemplação mais profunda do mistério da encarnação do Verbo; e, neste mistério da encarnação do Verbo, está a Santíssima Virgem Maria.
É comum que, quando olhamos para o céu depois de um grande tempo de calor e seca, nos alegremos ao vislumbrarmos as nuvens pesadas, como que se elas estivessem “grávidas”. A terra, a vegetação, os rios, enfim, tudo o que possui vida, deseja as águas, sobretudo nos lugares desérticos. E é comum que pessoas de fé peçam a Deus a graça de que estas nuvens “sejam rasgadas” e delas desça a chuva, a água que gerará a bonança.
Assim, podemos dizer que sobre Nossa Senhora pairou uma “nuvem” vinda dos Céus, isto é, o próprio Espírito Santo. O Espírito Santo, no dizer dos místicos, que era “mistério da Igreja” – não gerava, embora fosse a própria vida – quis ser fecundo no seio puríssimo da Imaculada. E, assim, no dia 25 de março [n.d.r.: nesta data, comemora-se a Anunciação do Anjo a Nossa Senhora], o Espírito Santo, como nuvem que se rasga durante a chuva, desce sobre a Virgem; e, sobre Ela, desce a “chuva” abundante da grande graça, entre tantas graças já infundidas nEla, e que, diante do Anjo Gabriel resplandeciam, nenhuma delas era, de longe, a “Graça das graças”, ou seja, o próprio Senhor. E esta “Graça das graças”, que é o próprio Senhor, desce a 25 de março no seio puríssimo de Nossa Senhora. Então, deste dia até às vésperas do nascimento de Jesus, Nossa Senhora fica como que espantada, admirada: Ela, que contempla o céu e a terra e, por esta contemplação da natureza, percebe a grandeza do Criador, a grandeza de Deus, ao mesmo tempo tem a certeza do que este Deus grande, tão excelso, tão imensurável, se torna pequeno – pequeno entre os pequenos no seio puríssimo desta Virgem. Por este motivo a Antífona Angélica do Advento vai nos dizer:
“Tu que geraste espantada, admirada, Aquele que te gerou.”
É com este espanto, com esta admiração, com este silêncio de “Nossa Senhora do Ó”, que nós, nesta noite na Missa Rorate, também nos deparamos. O silêncio, as luzes parcas querem simbolizar que, mesmo nas trevas, a humanidade não estava perdida, porque Deus preparava o momento no qual viria, resplandeceria, o Sol da Justiça, Cristo Senhor Nosso.
Por isso a Virgem Maria é, com toda certeza Aurora da Redenção, como assim é reconhecida pelos Papas: antes de nascer o Sol da justiça, veio a nós, do meio de nós, do gênero humano, a Virgem Santíssima, glorificada já na terra tendo em vista a Graça das graças, Cristo Deus, que se faria criança em seu seio.
Que Nossa Senhora esteja conosco e nos dê a “Graça das graças”, entre tantas graças que já recebemos, entre tantas graças atuais, extraordinárias, santificantes, possamos manter-nos na Graça das graças, que é o Menino Deus, que chegará no santo Natal, a cada dia mais perto, a cada dia se aproximando de nós, a cada dia querendo permanecer definitivamente na nossa vida, na nossa alma, no nosso coração.
Por isso, hoje a Igreja celebra a Missa Rorate cæli, também chamada de “Missa Angélica” porque nesta Missa é proclamado o Evangelho da Anunciação: o enviado de Deus, o Arcanjo Gabriel, diante da Virgem, saúda: “Ave, cheia de graça!”, pois Ela é uma Virgem diferente, Ela não está carente de graça, Ela não tem um pouco de graça, Ela é cheia de graça, e a graça é Deus. “O Senhor está contigo.” “Eis que conceberás.”
A nuvem do Espírito Santo que pairava sobre a Virgem, a faz “grávida de Deus”. O mistério profundo do amor de Deus pela humanidade a elege Mãe não só de Cristo Deus, mas Mãe da Cabeça deste Corpo Místico de Cristo que é, como dizia Pio XII, a Igreja. E, se a Cabeça da Igreja é gerada do ventre santíssimo de Maria, os demais membros têm por obrigação divina (e de graça) também nascer deste ventre santíssimo. Dizia Santo Agostinho contra os hereges: “É inconcebível que a cabeça nasça da Virgem e os membros apareçam de outros. Isso seria uma monstruosidade – afirma ele – na linha da Graça. Se a cabeça da Igreja nasce da Virgem, os membros têm a obrigação de também nascerem de Maria, de seu ventre santo, nesta gestação maternal, mística, e renderem este amor filial por Nossa Senhora.
A Missa Angélica, a Missa dos Anjos, é também a “Missa Dourada”, a Missa das luzes. Parcas luzes... Parcas luzes, porque essas pequenas luzes desaparecerão diante dAquele que é o próprio Sol da Justiça. No silêncio e na escuridão desta noite, as poucas luzes das velas acesas também nos mostram Maria no silêncio de tantas noites em sua vida que antecederam o nascimento de Jesus, em que na contemplação do mistério, Maria, sem tudo entender, guardava tudo no coração. Quantas noites! Talvez muitas delas naquela graciosa e dolorosa expectativa da chegada do Salvador. Ela conhecia bem o que esperava esta criança, e, ao mesmo tempo que havia em seu coração de mãe o desejo de protegê-lo e o desejo dos cuidados maternos, havia a presteza maternal que, de certa forma, pela Anunciação e pelo “sim” contemplava (e já estava) em suas entranhas o Amor para com todos [n.d.r.: ou seja, o próprio Jesus no ventre de Nossa Senhora]. Maria é a primeira a contemplar não só o presépio, a criança que nasce, mas também a cruz escondida, o dardo envenenado (como que por trás das palhas) do dia do triunfo do Domingo de Ramos, prefigurados naquelas palhas verdes da estrebaria na qual estava acomodado o Menino Deus.
Que esta festa de Nossa Senhora, nesta Missa Rorate possa nos impulsionar para três coisas: primeiro, para a contemplação desse grande mistério da Encarnação, no qual está inserida Nossa Senhora; segundo, para a contemplação do amor de Deus que, imensamente misericordioso para conosco, fez o Seu Filho descer para que nós pudéssemos chegar até Ele, para que nós pudéssemos subir até Ele; e, terceiro, para a conversão imediata do nosso coração.
Diante de um amor tão grande temos apenas duas ações, duas respostas: a conversão imediata e o silêncio profundo diante deste grande mistério.
Que Nossa Senhora do Ó possa, intercedendo por nós, alcançar a graça da nossa perseverança, da nossa mudança de vida, para fazermos deste Advento o nosso deserto, no qual estaremos com Deus contemplando este glorioso mistério que vai unir Nossa Senhora a dois extremos: o “ó” e o “ai”. O “ó” da contemplação festiva, acompanhado dos sinos da noite de Natal, e o “ai” da escuridão, do abandono naquela Sexta-Feira Santa. Os dois extremos, e entre os dois extremos está Deus, a cruz. Entre os dois extremos devemos também estar, cada um de nós, contemplando um lado e o outro, vivendo um lado e o outro, com Nossa Senhora do Ó olhando e adorando a criança que chega, e com Nossa Senhora do Ai contemplando a cruz, o sangue, o abandono, o sofrimento de Nosso Senhor em meio às trevas que ficaram por sobre toda a terra neste momento.
Que Nossa Senhora esteja conosco e nos dê a “Graça das graças”, entre tantas graças que já recebemos, entre tantas graças atuais, extraordinárias, santificantes, possamos manter-nos na Graça das graças, que é o Menino Deus, que chegará no santo Natal, a cada dia mais perto, a cada dia se aproximando de nós, a cada dia querendo permanecer definitivamente na nossa vida, na nossa alma, no nosso coração.
Homilia proferida em 26 de Novembro de 2011.
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LEITURAS
LIVRO DE ISAÍAS VII, 10-15.
Naqueles dias: O Senhor falou a Acaz, dizendo: “Pede ao Senhor, teu Deus, um sinal, seja ele nas profundezas da terra, seja nas alturas do céu”. Acaz, porém, respondeu: “Não pedirei tal, pois não porei Deus à prova”. Isaías, então, proclamou: “Visto isso, escuta, ó Casa de David: Porventura não vos basta cansar a paciência dos homens, senão que também cansais a do meu Deus? É o próprio Senhor que vos vai dar um sinal: Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, cujo nome será Emanuel. Alimentar-se-á de manteiga e mel, até [a idade de] saber rejeitar o mal e escolher o bem”.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO LUCAS I, 26-38.
Naquele tempo: Foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um varão, que se chamava José, da casa de Davi; e o nome da Virgem era Maria. Entrando, pois, o anjo, onde ela estava, disse-lhe: “Deus te salve, cheia de graça! O Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres!” Ela, ao ouvir isto, ficou perturbada com tais palavras, e interrogava-se sobre o significado de tal saudação. Disse-lhe, então, o anjo: “Não receies, Maria, pois achaste graça diante de Deus: Eis que vais conceber e dar à luz um Filho, a Quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, e chamar-se-á Filho do Altíssimo; o Senhor Deus dar-Lhe-á o trono de Davi,seu pai: reinará, por todo o sempre, na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.” Maria, por seu lado, disse ao anjo: “Como acontecerá isso, uma vez que eu estou na decisão de não conhecer homem?” O anjo respondeu-lhe, dizendo: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo proteger-te-á com a sua sombra: É por isso que o Santo que há de nascer de ti, será chamado Filho de Deus! Demais, eis que Isabel, tua parente, acaba de conceber um filho na sua velhice, sendo este o seu sexto mês – ela que era julgada estéril: porque a Deus nada é impossível!” Maria, então, exclamou: “Eu sou a escrava do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra!”
MARCADORES:
Homilias do Pe. Marcelo Tenório
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