Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
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- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
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- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
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- Festas de Nosso Senhor (21)
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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25 de nov. de 2011
Programação Advento (1): Missas Rorate, aos sábados, 21 horas
13:48 | Postado por
Sacerdos |
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Prezados amigos,
Salve Maria!
O blog “Missa Tridentina na Paróquia São Sebastião” informa que durante o Advento, além da Missa Tradicional dominical, será celebrada Missa Tridentina aos sábados (26/11, 03/12 e 10/12), às 21 horas, na Paróquia São Sebastião. São as chamadas “Missas Rorate”.
No tempo do Advento, a Missa de Nossa Senhora no sábado é também conhecida como “Missa Rorate”, em virtude de, no começo desta Missa, o padre rezar padre rezar o Intróito Rorate cæli*.
Uma característica marcante desta Missa é que ela é celebrada sempre à noite e no escuro, apenas à luz das velas no altar e noutros locais da Igreja.
Esta tradição da Missa Rorate vem de longa data, e faz-nos lembrar que, tal como Santa Maria fez o primeiro Advento em sua preparação para trazer Nosso Senhor ao mundo, também nós devemos, a exemplo da Santa Mãe de Deus, aproveitar o Tempo do Advento em preparação à chegada de Deus feito homem.
Esta tradição da Missa Rorate vem de longa data, e faz-nos lembrar que, tal como Santa Maria fez o primeiro Advento em sua preparação para trazer Nosso Senhor ao mundo, também nós devemos, a exemplo da Santa Mãe de Deus, aproveitar o Tempo do Advento em preparação à chegada de Deus feito homem.
In Christi Fide,
Sacerdos
Sacerdos


_____________________
* O Intróito é a oração que inicia a "Ante-Missa" (isto é, a parte da Missa em que são feitas as Leituras e a Homilia) e se segue logo após o Padre ter concluído as Orações ao pé do altar. Nas Missas cantadas, o Coral canta o Intróito enquanto o Padre faz estas orações iniciais, até o início da incensação do altar, quando então é cantado o Kyrie, eleison.
Pequeno Manual Católico
10:46 | Postado por
Sacerdos |
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Prezados leitores,
Salve Maria!
Disponibilizamos um pequeno manual com orientações e esclarecimentos sobre a Santa Missa e outras obrigações que o fiel católico deve saber. Para baixar o conteúdo, clique aqui.
Segue um excerto para leitura:
"23) Em que momento devemos entrar na igreja para o início da Missa?
Devemos chegar sempre alguns minutos antes para nos recolhermos na oração, preparar o missal e, sendo necessário, nos confessarmos para poder comungar.
24) É permitido chegar atrasado na Missa?
Não é permitido chegar atrasado porque seria uma falta de respeito para com Deus, além de evidente prejuízo espiritual para as almas.
25) Existe alguma ordem formal da Igreja sobre isso?
Sim, um dos mandamentos da Igreja diz: assistir missa completa todos os domingos.
26) E se acontecer algum imprevisto no meio do caminho?
A Igreja tolera pequenos atrasos não culposos. Por isso ela considera que, chegando na missa dominical (ou festa de preceito) até o Evangelho, pode-se ainda comungar. É preciso, no entanto, evitar sempre o atraso. O prejuízo é muito grande quando se perde as leituras e o sermão da missa.
27) Qual o melhor lugar para se assistir à missa?
Em princípio qualquer banco da igreja deveria servir para a boa assistência. Na prática, constata-se que as pessoas que ficam no fundo têm a tendência a se dispersar, se distrair, conversar, fazer sinais aos vizinhos, chamando a atenção para coisas que distraem do essencial. Evidentemente estes costumes são prejudiciais para as almas e podem chegar a ser pecado."
Fonte: Missa Gregoriana
23 de nov. de 2011
Sugestão de documentos para estudo sobre a Missa Tridentina
18:07 | Postado por
Sacerdos |
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Prezado leitor,
Salve Maria!
Disponibilizamos na página Documentos importantes dois arquivos fundamentais para estudo referentes à Santa Missa Tridentina:
- O Motu Proprio Summorum Pontificum de Sua Santidade o Papa Bento XVI, promulgado em 7 de julho de 2007;
- O excelente Catecismo da Santa Missa, conhecido como Micrólogo, baseado em livro de autor anônimo do Século XIX e publicado em 1975 pela EDICIONES RIALP - Madrid.
Sugerimos tais documentos como leitura inicial a todos aqueles que estão buscando conhecer o tesouro da Santa Missa no rito tridentino.
Boa leitura!
Deus lhe dê o céu!
MARCADORES:
Catequese para a Missa
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18 de nov. de 2011
"Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus."
09:44 | Postado por
Sacerdos |
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Homilia da Missa do XXII Domingo Após Pentecostes
Pe. Marcelo Tenório
℣. Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in muliribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus.
℟. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc ET in hora mortis nostrae. Amen.
℣. Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix.
℟. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
Na epístola aos Filipenses, São Paulo lhes escreve, exortando-os a perseverarem na santidade de vida, lembrando: “Aquele que começou em vós esta obra (da vossa santificação), a levará a bom termo até ao dia de Jesus Cristo”. Esta obra de Santificação, que começou em nós desde o dia do nosso batismo, realizada pelo Espírito Santo, é uma obra que devemos com ela colaborar. São Paulo está falando que Aquele que começou esta obra saberá dar bom termo a ela. É verdade: não nos faltaram até hoje, desde o dia do nosso Batismo, as graças necessárias para que vivêssemos esta fé batismal sem eclipses, sem equívocos, mas na verdade e na pureza própria que a fé exige, mas, sobretudo, na pureza espiritual, na santidade de vida.
Ora, nós recebemos uma veste nova, límpida, e ficamos com a alma resplandecente no dia de nosso Batismo, e, logo em seguida, perdemos esta veste batismal, esta pureza, esta alvura, esta santidade que nos colocava em união perfeitíssima com Deus quando cometemos um pecado mortal. Mas, ora, se cometemos o pecado mortal em plena consciência que nos dá a razão, por que continuamos a cometê-lo?
Há quem cometa pecado mortal de forma tranquila, na semana várias vezes... Isso é um absurdo, isso é um suicídio espiritual, isso é brincar com Deus! Deus dará, sim, um bom término àquilo que Ele começou em nós, mas com a nossa colaboração, com a nossa eficiência, com a nossa participação. “Aquele que te criou sem ti, não te salvará sem ti”.
Uma alma que sempre cai em pecado mortal, volta ao confessionário, cai em pecado mortal novamente e volta ao confessionário, é uma alma que está condenada ao inferno! Só falta morrer. Por quê? Porque a nossa caminhada para Deus não é uma caminhada em espiral; em espiral não se chega a lugar nenhum, só ao centro, a nós mesmos.
Por que pecamos? Porque queremos satisfazer a nós mesmos, não a Deus. Isto, então, é um caminho para o nada, é um caminho em espiral. A nossa vida para com Deus, o nosso caminhar para a eternidade, é linear, como a História da humanidade: teve um início que deve ser conduzido [n.d.t.: em linha reta], além de lembrar-nos que somos chamados a crescer na vida espiritual, não ficar comendo migalhas, recebendo de Deus o mínimo. Deus nos criou para as alturas e há caminhos espirituais que temos de trilhar. Os santos trilharam a seu modo, cada um da forma como o Espírito Santo conduz. E todos somos chamados a galgar degraus maiores na vida espiritual, mas nem saímos do chão. Nem saímos do chão... E assim passamos a vida, e assim vamos envelhecendo, e assim continuamos, e o pior: estamos nos enganando, achando que porque buscamos a confissão, estamos tranquilos diante de Deus... De forma alguma! De forma alguma... Deus quer a conversão imediata, Deus quer o abandono radical do pecado, para aí sim, após a confissão, crescermos na vida da graça em Deus. Esta é a verdadeira vida em Deus. Dar a Deus o que é de Deus. E o que é de Deus? Tudo.
O Evangelho de hoje traz para nós “dai a César o que é de César, e dai a Deus o que é de Deus”. Os fariseus, que estavam reunidos com os herodianos para tramarem como pegar Jesus em contradição, vão até Jesus com palavras elogiosas, com palavras cheias de veneno, com palavras lisonjeiras... “Ah, sabemos que és isso, sabemos que és aquilo, sabemos que falas a verdade, sabemos que não julgas pela aparência...” “Hipócritas!”, diz nosso Senhor.
Hipócritas, assim somos nós! “Ah, Deus, meu Deus e meu tudo,...” “Ah, Senhor, é a vossa face que eu procuro.” “Ah...” Hipócritas, nós somos, porque não saímos do canto! Não saímos do canto... Parece que estamos andando como um sujeito que está numa esteira elétrica, fazendo exercício: parece que ele está caminhando para algum canto, caminhando para onde? Para o nada! Para o nada: não sai do lugar, mas se cansa.
Nosso Senhor chamou e chama, neste Evangelho de hoje, os fariseus e os herodianos de hipócritas. Por quê? Porque não buscavam a verdade; estavam buscando simplesmente seus próprios interesses, o seu eu. “Dá-me a moeda do tributo”. O que é tributo? É pagamento, oferta. Ora, ninguém poderia entrar no templo com a moeda do Império, com a moeda de César; por isso, na entrada do templo havia os cambistas, que trocavam a moeda do Império – que eram profanas – por moedas do templo. Como é que os fariseus, que defendiam a lei, que defendiam a tradição religiosa, estavam próximos ao Santo dos Santos [n.d.t.: “Santo dos Santos” era a parte mais interna, reservada, do Templo de Jerusalém, onde ficava guardada a Arca da Aliança; no Santo dos Santos, só o Sumo Sacerdote podia entrar, uma vez por ano.] até com moedas do império, do tributo? Existiam dois tributos: o tributo a César e o tributo a Deus, este com moedas de Deus, com moedas do templo. Os hipócritas estavam no templo de Deus com moedas do Império. Tanto que Nosso Senhor disse: “Dá-me a moeda do tributo”. “Qual rosto que traz a moeda?” Não era para ser o de César, era para ter o símbolo do templo. “É de César”. “Pois bem,” – e Nosso Senhor desmascara a hipocrisia dos fariseus diante de todo mundo – “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. O que é de César? Nada, nada é de César. O que é de Deus? Tudo é de Deus.
Na nossa vida, que moedas trazemos na Santa Missa? Moedas para Deus ou moedas para César? A quem verdadeiramente servimos? Ou, a quem estamos mentindo hipocritamente pela tonsura, como diz São Bento na Regra? “Certos tipos de monges que mentem a Deus pela tonsura: parecem monges formosos, santos e piedosos; são demônios revestidos de hábito”. Assim podemos ser: parecemos piedosos e bons religiosos; podemos ser piores que os demônios. Podemos ser piores que os demônios...
Que o santo Evangelho abra o nosso olho, para que possamos enxergar aquilo que verdadeiramente somos, para que possamos enxergar verdadeiramente as moedas que trazemos em nós: se são as de César, não devem estar aqui dentro da Igreja, melhor nem entrar com elas; se estas moedas são de Deus, a Deus estas moedas devem ser ofertadas.
Não bajulemos Nosso Senhor. Não cheguemos diante dEle com palavras bonitas. Ele não se deixa impressionar com nosso repertório. Mas cheguemos diante dEle com nosso coração sincero e a nossa alma contrita. Isto, sim, valerá a pena; isto, sim, Ele escutará com apreço. Mas não queiramos, de forma alguma, escutar terríveis palavras, estas violentas palavras de Nosso Senhor: “Afastai-vos, malditos, vós que praticastes a iniquidade".
Homilia proferida em 13 de Novembro de 2011.
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LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO AOS FILIPENSES I, 06-11.
Irmãos: Estou certo, no Senhor Jesus, que Aquele que começou em vós esta obra da vossa santificação, a levará a bom termo, até ao dia de Jesus Cristo. É justo que eu assim pense acerca de todos vós, porque vos trago não só no coração, mas também nas minhas cadeias e na defesa e confirmação do Evangelho, sabendo-vos a todos vós participantes da minha alegria. De fato, Deus é testemunha de como vos estremeço a todos com a própria ternura de Jesus Cristo. O que peço é que a vossa caridade cresça cada vez mais em conhecimento e penetração íntima, para discernirdes o que é preferível, e para serdes puros e irrepreensíveis, com rumo ao dia de Cristo, cheios dos frutos da santidade que nos vem de Cristo, para glória e louvor de Deus.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS XXII, 15-21.
Naquele tempo: Os fariseus retiraram-se a fim de combinar entre si o modo como surpreenderiam Jesus nas suas palavras. Enviaram, pois, os seus discípulos com os herodianos, a dizerem-lhe: “Mestre! Sabemos que és sincero, e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem atender a ninguém, porque não fazes acepção de pessoas. Portanto, dize-nos a tua opinião: É lícito dar o tributo a César, ou não?” Jesus, porém, conhecendo a sua perfídia, exclamou: “Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo.” Eles apresentaram-lhe um dinheiro. Perguntou-lhes, então, Jesus: “De quem é esta efígie e esta legenda?” Eles responderam-lhe: “De César.” Disse-lhe Ele: “Pois então dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”
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Homilias do Pe. Marcelo Tenório
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16 de nov. de 2011
“É assim que vos tratará o meu Pai celeste se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.”
14:44 | Postado por
Sacerdos |
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Homilia da Missa do XXI Domingo Após Pentecostes
Pe. Marcelo Tenório
Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in muliribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc ET in hora mortis nostrae. Amen.
“É assim que vos tratará o meu Pai celeste se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.” Acabamos de escutar o santo Evangelho; mais claro do que isso, impossível. O rei, o senhor, resolveu ver como andavam as questões dos seus empregados, e havia um que devia uma grande soma. Tinha que lhe pagar, não tinha dinheiro para isso. Teria que ser vendido como escravo – ele, a esposa, os filhos, todos os seus bens para quitar a dívida. Esse empregado foi aos pés do patrão, do senhor, do rei, pedindo-lhe: “Tende paciência, dai-me um tempo que eu vos pagarei”. O rei ficou extremamente comovido e resolveu perdoar toda a dívida. O rei não parcelou, não dividiu, não pegou uma parte de entrada, mas perdoou toda a dívida. Saindo dali, esse empregado encontrou-se com um amigo que lhe devia bem pouco; foi-lhe ao pescoço, tentando sufocá-lo, insistindo que lhe pagasse a dívida. E esse amigo lhe disse: “Tem paciência, dá-me um tempo, eu te pagarei tudo”. Ele não quis escutar o pobre do amigo, e o lançou na cadeia porque não tinha como lhe pagar. E algumas pessoas que viram aquela cena foram comentar com o senhor, com o rei, com o patrão. E o patrão ficou irado, e mandou chamá-lo: “Servo mal! Eu te perdoei a dívida inteira, eu fui misericordioso para contigo... E tu não soubeste ser misericordioso para com aquele que te devia!” E diz o santo Evangelho: "Não devias tu, por teu lado, ter pena do teu companheiro como também eu tive pena de ti? Entregai-o aos carrascos, até ficar reembolsado de toda a dívida!” Noutro evangelho: “Lançai-o fora, na prisão, e dali não sairá até que pague tudo”. E conclui, com estas palavras terríveis: “É assim que tratará meu Pai celeste se cada um de vós não perdoar ao vosso irmão do íntimo do coração”.
Pois bem. Deste santo Evangelho, nós temos duas verdades importantes. Primeiro, a dívida para com a justiça, esta justiça que não é uma justiça humana: é a Justiça Divina, que requer a completa reparação, a paga da dívida. E nós contraímos dívidas contra a Justiça Divina através do pecado. É pelo pecado que nos tornamos devedores desta Justiça Divina. A outra verdade é que nunca conseguiremos pagar a Justiça Divina, porque a grandeza daquele que é ofendido dispensa qualquer tentativa de repor a esta Justiça Divina aquilo que perdemos pecando contra a sua magnitude. Por isso que, quando nos confessamos, nunca temos certeza do perdão, mas saímos do confessionário na esperança de que fomos perdoados. É difícil alcançar uma contrição perfeita diante daquele que é ofendido; mesmo assim devemos desejar profundamente esta contrição, à medida que nossa humanidade consegue, para alcançar esta contrição perfeita. Portanto, se temos duas verdades, é que: primeiro, diante da Justiça Divina, temos uma dívida; e, segundo, nunca conseguiremos pagá-la, a não ser que Ela nos perdoe toda a dívida.
Dever é justamente ter que restituir ao outro aquilo que é devido. O que estamos devendo à Justiça Divina? Aquilo que é devido. E o que é devido à Justiça Divina? A glória de Deus, para a qual nós fomos criados. E como é que damos Glória a Deus? Com os nossos atos. É através dos nossos atos que damos glória a Deus, sobretudo, através da caridade fraterna, que é o que o santo Evangelho nos ensina. No “Pai Nosso”, pedimos ao Senhor que Ele perdoe as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E como é que perdoamos aos nossos devedores? “O Pai celeste vos tratará assim se não perdoardes de todo o coração... se não perdoardes do íntimo do vosso coração”. É o perdão pleno. “Dai-me um pouco de tempo, tende paciência, e eu vos restituirei tudo”, falou aquele indivíduo para o rei, e o rei aceitou.
Nós estamos no tempo da paciência divina para conosco. Mas Ele exige de nós coerência. Santa Teresa D'Ávila ensinava que o chão do inferno está cheio de cabeças de padres, de freiras e de pessoas piedosas. Não se entra no céu somente com o terço na mão, nem lendo livros piedosos somente. Como o terço é importante! Como as santas leituras são importantes! Mas, mais importantes que o terço e as santas leituras, é a coerência de vida! É o temor de Deus na prática. Tememo-lO não por que é um Deus carrasco, mas porque temos a obrigação de estarmos na amizade com Ele; há uma dívida, e esta dívida temos a obrigação de pagar enquanto estamos no tempo da paciência. E aqui se trata do amor a Deus sobre todas as coisas, do amor ao próximo mais do que a nós mesmos, este amor que não dispensa a verdade, este amor que não dispensa a correção; mas temos que viver isto que o santo Evangelho nos ordena.
Conta-se que São Gregório Magno, na sua cela pobre, em seu leito de morte, estava dormindo, e acordou com um tumulto em seu quarto. Eram seus familiares que tinham acabado de prender um jovem herege que estava com um punhal na mão. Esse herege conseguiu driblar as pessoas, os seguranças e chegou até o quarto de São Gregório Magno, sorrateiramente, para matá-lo, porque a pregação de São Gregório Magno o incomodava. E, naquele pandemônio, São Gregório acorda e vê seus familiares agarrando aquele jovem e pergunta: “O que está acontecendo? O que significa isto?”. E pergunta ao próprio jovem: “O que significa esta mão em punho, este punhal, esta arma?” E os familiares: “Tu não vês? É um herege que queria te matar; se nós não chegássemos a tempo, tu estarias morto agora!”. São Gregório mandou que o rapaz se aproximasse e disse ao jovem: “Eu te perdoo; vá em paz, ninguém fará nada contra você”. E aquele jovem, com lágrimas nos olhos, disse: “A partir de agora, tornar-me-ei católico”, e foi embora. Gesto de caridade, de piedade, o perdão extremo diante daquele que merecia a guilhotina, que merecia um grande castigo.
Eis o tempo da paciência de Deus; sabemos que depois do tempo da paciência de Deus, vem o tempo da cólera de Deus. Aqui nós temos dois tempos: o tempo da paciência – o Deus que perdoa tudo e que exige que perdoemos também – e o tempo da cólera, e quando chegar o tempo da cólera, não haverá mais apelação diante do tribunal de Deus.
Da mesma forma, agiu São Cristóvão. Quando alguém, ao passar pela rua lhe deu um grande soco no rosto, São Cristovão forte, robusto, correndo atrás daquele indivíduo aos gritos da população que dizia: ”Mata, mata!”, derrubou o indivíduo; retirando a espada para cortar-lhe o pescoço. De repente se lembrou destas palavras: “Assim o Pai celeste fará convosco, da mesma forma o Pai celeste fará convosco se não fordes misericordiosos, se não perdoardes, no íntimo, o vosso irmão”. Ele guardou a espada e perdoou aquele sujeito, e disse à população: “Não posso fazer isto porque eu sou cristão”. Oxalá fizéssemos a mesma coisa!
Não existe “meio perdão”, porque não existe “meio cristão”. “Meio cristão” é um hipócrita total, “meio cristão” é um fariseu robusto. Ou se é cristão, ou não se é cristão; ou se vive o santo Evangelho, ou não se vive o santo Evangelho; ou se cresce na prática das virtudes, ou não se cresce nunca! É um ledo engano, um ledo engano: "não existe algo mais demoníaco, mais diabólico do que um religioso que mente a Deus pela tonsura", como diz São Bento na sua regra; “melhor um depravado que já está condenado, melhor um depravado que já escolheu decididamente o inferno do que aquele religioso morno”. Como, no Apocalipse, o próprio Nosso Senhor diz: “Como eu gostaria que você fosse quente ou frio de uma vez; porque você é morno, eu te vomitarei da minha boca”.
Guardemos estas palavras de Nosso Senhor no santo Evangelho de hoje: “É assim que vos tratará o meu Pai celeste se cada um de vós não perdoardes ao vosso irmão do íntimo do vosso coração”. Se assim não for, não se é cristão católico. Sem isso, não há prática das virtudes. Sem isso, não se pode aproximar da mesa da comunhão.
Homilia proferida em 06 de Novembro de 2011.
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LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO AOS EFÉSIOS VI, 10-17.
Irmãos: Fortalecei-vos no Senhor e no poder da sua virtude. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Porque nós não temos que lutar (somente) contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados e potestades (do inferno), contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra os espíritos malignos (espalhados) pelos ares. Portanto, tomai a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e ficar de pé depois de ter vencido tudo. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos rins com a verdade, e vestindo a couraça da justiça, e tendo os pés calçados para ir anunciar o Evangelho da paz; sobretudo tomai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do espírito maligno; tomai também o elmo da salvação e a espada do espírito que é a palavra de Deus.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS XVIII, 23-35.
Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: O reino dos céus é comparado a um rei que quis fazer as contas com os seus servos. E, tendo começado a fazer as contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. E, como não tivesse com que pagar, mandou o seu senhor que fosse vendido ele, sua mulher, e seus filhos, e tudo o que tinha, e saldasse a dívida. Porém, o servo, lançando-se-lhe aos pés, lhe suplicava dizendo: Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo. E o senhor, compadecido daquele servo, deixou-o ir livre, e perdoou-lhe a dívida. Mas este servo, tendo saído, encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, e lançando-lhe a mão, o sufocava, dizendo: Paga o que me deves. E o companheiro, lançando-se-lhe aos pés, lhe suplicava, dizendo: Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo. Porém ele não quis, mas retirou-se, e fez que o metessem na prisão, até pagar a dívida. Ora os outros servos seus companheiros, vendo isto, ficaram muito contristados, e foram referir ao seu senhor tudo o que tinha acontecido. Então o senhor chamou-o e disse-lhe: Servo mau, eu perdoei-te toda a dívida toda, porque me suplicaste; não devias tu logo compadecer-te também do seu companheiro, como eu me compadeci de ti? E o seu senhor, irado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a dívida. Assim também vos fará meu Pai Celestial, se não perdoardes do íntimo dos vossos corações cada um a seu irmão.
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Para que louvar os Santos?
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Homilia da Missa da Festa de Todos os Santos
Sermão lido pelo Pe. Marcelo Tenório, retirado dos sermões de São Bernardo de Claraval, abade (Séc. XII).
Homilia proferida em 1º de Novembro de 2011, na Festa de Todos os Santos.
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LEITURAS
APOCALIPSE SEGUNDO SÃO JOÃO APÓSTOLO, VII, 2-12.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS V, 1-12.
Naquele tempo: Vendo Jesus aquela multidão, subiu ao monte, e, tendo-Se sentado, aproximaram-se Dele os Seus discípulos. Começando, então, a falar, ensinava-os, nestes termos: “Bem aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos Céus.”
Sermão lido pelo Pe. Marcelo Tenório, retirado dos sermões de São Bernardo de Claraval, abade (Séc. XII).
PARA QUE LOUVAR OS SANTOS?
Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas, a eles que, segundo a promessa do Filho, o mesmo Pai celeste glorifica? De que lhes servem nossos elogios? Os santos não precisam de nossas homenagens, nem lhes vale nossa devoção. Se veneramos os Santos, sem dúvida nenhuma, o interesse é nosso, não deles. Eu por mim, confesso, ao recordar-me deles, sinto acender-se um desejo veemente.
Em primeiro lugar, o desejo que sua lembrança mais estimula e incita é o de gozarmos de sua tão amável companhia e de merecermos ser concidadãos e comensais dos espíritos bem-aventurados, de unir-nos ao grupo dos patriarcas, às fileiras dos profetas, ao senado dos apóstolos, ao numeroso exército dos mártires, ao grêmio dos confessores, aos coros das virgens, de associar-nos, enfim, à comunhão de todos os santos e com todos nos alegrarmos. A assembleia dos primogênitos aguarda-nos e nós parecemos indiferentes! Os santos desejam-nos e não fazemos caso; os justos esperam-nos e esquivamo-nos.
Animemo-nos, enfim, irmãos. Ressuscitemos com Cristo. Busquemos as realidades celestes. Tenhamos gosto pelas coisas do alto. Desejemos aqueles que nos desejam. Apresemo-nos ao encontro dos que nos aguardam. Antecipemo-nos pelos votos do coração aos que nos esperam. Seja-nos um incentivo não só a companhia dos santos, mas também a sua felicidade. Cobicemos com fervoroso empenho também a glória daqueles cuja presença desejamos. Não é má esta ambição nem de nenhum modo é perigosa à paixão pela glória deles.
O segundo desejo que brota em nós pela comemoração dos santos consiste em que Cristo, nossa vida, tal como a eles, também apareça a nós e nós juntamente com ele apareçamos na glória. Enquanto isso não sucede, nossa Cabeça não como é, mas como se fez por nós, se nos apresenta. Isto é, não coroada de glória, mas como com os espinhos de nossos pecados. É uma vergonha fazer-se de membro regalado, sob uma cabeça coroada de espinhos. Por enquanto a púrpura não lhe é sinal de honra, mas de zombaria. Será sinal de honra quando Cristo vier e não mais se proclamará sua morte, e saberemos que nós estamos mortos com ele, e com ele escondida nossa vida. Aparecerá a Cabeça gloriosa e com ela refulgirão os membros glorificados, quando transformar nosso corpo humilhado, configurando-o à glória da Cabeça que é ele mesmo.
Com inteira e segura ambição cobicemos esta glória. Contudo para que nos seja lícito esperá-la e aspirar a tão grande felicidade, cumpre-nos desejar com muito empenho a intercessão dos santos. Assim, aquilo que não podemos obter por nós mesmos, seja-nos dado por sua intercessão.
Homilia proferida em 1º de Novembro de 2011, na Festa de Todos os Santos.
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LEITURAS
APOCALIPSE SEGUNDO SÃO JOÃO APÓSTOLO, VII, 2-12.
Naqueles dias: Eu, João, vi outro anjo que subia da parte do nascer do sol. Trazia o sinal do Deus vivo, e começou a clamar em voz potente aos quatro anjos a quem tinha sido dado o poder de fazer mal à terra e ao mar, dizendo: “Não façais mal à terra e ao mar, nem às árvores, antes de termos marcado, na fronte, os servos do nosso Deus.” Ouvi, então, que o número dos marcados era de cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. Da tribo de Judá, doze mil marcados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gad doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Neftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zabulão, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil marcados. Depois disto, vi uma multidão imensa, simplesmente incontável, composta de todas as nações, tribos, povos e línguas: Estavam de pé, diante do trono e do Cordeiro, revestidos de vestes brancas, e empunhando palmas; e aclamavam com uma voz potente, dizendo: “Vitória ao nosso Deus, que está no trono, e ao Cordeiro!” Todos os anjos que, de pé, rodeavam o trono, bem como os anciãos e os quatro animais, prostravam-se por terra diante do trono, e adoravam a Deus, exclamando: “Amém! Louvor e glória, sabedoria e ação de graças, honra, poder e fortaleza sejam tributados ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!”
EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS V, 1-12.
Naquele tempo: Vendo Jesus aquela multidão, subiu ao monte, e, tendo-Se sentado, aproximaram-se Dele os Seus discípulos. Começando, então, a falar, ensinava-os, nestes termos: “Bem aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos Céus.”
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A verdade não está no relativismo, e, sim, no Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo
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Homilia da Missa da Festa de Cristo Rei – Último Domingo de Outubro
Pe. Marcelo Tenório
Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in muliribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc ET in hora mortis nostrae. Amen.
V. Ora pro nobis Sancta Dei Genitrix.
R. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
Celebramos hoje a festa de Cristo Rei das nações. É uma proclamação solene do reinado universal de Nosso Senhor. Esse reinado universal de Nosso Senhor, que está justamente para a verdade. O que é a verdade? A verdade é o próprio Senhor. Quando Pilatos, após a colocação de Jesus, O indaga: “O que é a verdade?”, Nosso Senhor nada responde, porque a verdade é Ele mesmo, e também porque Pilatos não teve a capacidade de reconhecê-lO.
A verdade não é relativa. E não existem várias “verdades”. Há uma ideia moderna de que cada um traz em si a sua própria verdade, de forma que, se cada um traz em si a sua própria verdade, ou se cada um é livre para buscar a sua própria “verdade”, não existiria mais a verdade objetiva, o que é uma lástima, o que é uma mentira!
Por exemplo: o que nós estamos vendo acesas sobre o altar, neste momento, são velas. Esta é a verdade objetiva; ninguém pode dizer que o que está aceso sobre o altar é outra coisa! Mesmo que acredite e pense o contrário, terá que, após uma análise racional, se converter a esta verdade objetiva, que é: “o que está crepitando no altar (neste instante) são seis velas”. De forma que nós nos rendemos à verdade objetiva. Então, não somos livres para buscarmos “verdadezinhas”, porque a verdade não está no “relativismo”.
Na Santíssima Eucaristia, há a presença real de Cristo, e nela, Ele está vivo e ressuscitado, como está no Céu: em corpo, sangue, alma e divindade. Mesmo que alguém não acredite na presença real, Ele não deixa de ser, Ele não deixa de estar presente na Santíssima Eucaristia só porque “A, B ou C não acreditam nisso”. Não! Porque isso é verdade, e a verdade é o que importa.
De forma que não existe liberdade no homem para encontrar outras “verdades”. A liberdade nada mais é do que uma orientação para o bem. É uma capacidade natural que Deus colocou no homem, para que ele se oriente para o bem. Em última análise e, objetivamente, este bem supremo é Deus. O livre arbítrio, se usado para excluir o arbítrio divino, tira essa capacidade natural de se orientar para Deus e para o bem – que é a verdadeira liberdade – e, mesmo se tendo consciência de que fora disso só encontrará o caos, que fora disso só encontrará decrepitude e o nada, mesmo assim insiste-se de forma irracional no erro, e depois vai colher a consequência de não ter dado adesão à verdade.
É como alguém que tem plena consciência de que, havendo ali uma tomada, e de que naquela tomada há energia, descargas elétricas, sabe que não pode meter lá o dedo porque sofrerá as consequências de um choque elétrico; racionalmente, a compreensão é perfeita, mas, mesmo com essa compreensão, em vez de esse alguém agir livremente orientado para o bem, não: ele toma mão do livre arbítrio para, mesmo na consciência das coisas, mesmo tendo plena certeza de toda e qualquer consequência, mesmo assim vai e põe o dedo na tomada, e sofre as consequências.
O homem foi criado livre, e a liberdade não é fazer o que se quer. A liberdade é orientar-se para Deus. E no fazer também está o crer. Então o homem não é livre para acreditar em verdadezinhas, mesmo por que não existem “verdades”, existe a verdade. Então, o homem não é livre para tomar outro caminho ou outra orientação que não seja Deus, este Deus revelado, e este Deus na pessoa de Jesus Cristo, Rei do universo, de forma que a vontade de Deus para a humanidade é de que todos reconheçam seu Filho e O tenham como Senhor absoluto, como Senhor e Rei do universo.
Claro que, antes da Revelação, havia outras religiões – budista, animistas, etc. – que, naturalmente, procuravam um ser transcendente. Mas, com o Cristianismo, com o advento do Cristianismo católico, Nosso Senhor se revela, o Deus verdadeiro se revela. E culmina com a fundação da Igreja, que tem a missão, no mundo, de anunciar a verdade de Cristo. Não de compactuar, não de dialogar até chegar na “igualdade” de duas coisas que não são iguais. Cristo é Cristo, é Deus verdadeiro; as outras crenças devem ser convertidas à Verdade plena, que é Cristo, único caminho, verdade e vida. De forma que a Igreja é, no seu ser íntimo, missionária. Por quê? Porque fundada para anunciar o Reino de Deus a todas as criaturas, e a perpetuar-se na história até a consumação dos séculos, renovando, pela sua ação sacramental, Cristo que salva, Cristo que santifica, Cristo que ensina, Cristo que governa.
Então o homem não é livre para tomar, de forma confortável, decisões quanto a querer abraçar tal fé, tal credo – não, ele não é livre para isso! O homem é livre, sim, para, no exercício próprio da sua racionalidade e na busca pela verdade, chegar até a verdade católica, que é Cristo. Esta é a verdade! É esta a fé, uma só fé, um só batismo, é esta fé revelada, é esta fé que nos traz a salvação, é esta fé que o Deus Altíssimo deseja que a humanidade toda abrace. Então, que os budistas se tornem católicos! Que os protestantes se tornem católicos! Que os muçulmanos se tornem católicos! Que todos os outros que professam determinadas crenças, ou até sentimentos “bem naturais” – todos são chamados a aderir à fé católica.
E, se eles não aderem por ignorância, aí entra o papel da Igreja, o apostolado católico de anunciar, em todas as partes, Cristo Rei das nações. É esta a missão de todos os batizados, de todos os filhos da Igreja: a de fazer com que Cristo seja conhecido; e, sendo conhecido, amado; e, sendo amado, seguido. Aí está aquilo que a Igreja nos ordena pelo nosso batismo: batismo que recebemos, e pelo qual nos tornamos filhos da Igreja, filhos adotivos de Deus, com a herança dos Céus. Muitos estão no erro, muitos estão nas trevas, porque muitas vezes nós nos calamos, não somos capazes de anunciar àqueles que passam em nossa vida a fé católica, o Catecismo da Igreja. Se muitos, por nossa culpa, se perdem, teremos que dar contas a Deus de suas almas. É missão da Igreja, mas é missão de cada um, como membro da Igreja, no seu apostolado, quer aonde se encontre, anunciar a verdade. E esta verdade é Cristo, custe o que custar, doa a quem doer. E, deixe-se bem claro: sem admitir, em relação à fé, a plena liberdade de escolha.
O homem não é livre para escolher se voa ou se anda, porque o homem não pode voar sem aparelhos; ele não é livre para escolher. Nós fomos criados para Deus; a nossa felicidade está em Deus. Deus que se revelou. Deus que enviou Seu Filho. Deus que fundou a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. É esta a verdade! É esta a única barca de salvação para a humanidade inteira! A nossa missão é: vivendo esta verdade, anunciando esta verdade, chamar, ensinar a quantos possamos, para que todos possam aderir a esta verdade de Cristo, a esta verdade católica. Esta é a verdade, ou a verdadeira ação do nosso apostolado, a verdadeira liberdade do homem, que não é “fazer o que se quer”, que não é “fazer o que se gosta”, mas que é aderir, que é dobrar-se, pela inteligência, à verdade. E esta verdade é a verdade Católica!
Homilia proferida em 30 de Outubro de 2011, na Festa de Cristo Rei.
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LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO AOS COLOSSENSES I, 12-20.
Irmãos: Damos graças a Deus Pai, que nos fez dignos de participar da herança dos santos na luz; que nos arrancou do poder das trevas, e nos transferiu para o Reino do Filho do seu amor, em Quem temos, pelo seu sangue, a redenção e o perdão dos pecados. Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, porque é Nele que tudo foi criado nos Céus e na Terra, - o mundo visível e o invisível, os Tronos e as Dominações, dos Principados e as Potestades, Tudo foi criado por Ele e para Ele. Ele é anterior a tudo, e tudo Nele subsiste. É Ele ainda que é a cabeça do corpo da Igreja; o princípio, e o primogênito de entre os mortos, a fim de em tudo ter a primazia, porque aprouve a Deus fazer Nele residir toda a plenitude; e por Ele, que restabeleceu a paz no sangue da sua cruz, reconciliar tudo o que existe, seja na Terra ou nos Céus, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO JOÃO XVIII, 33-37.
Naquele tempo: Disse Pilatos a Jesus: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse ntregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.
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