Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
- Adoração ao Santíssimo (1)
- Apresentação (1)
- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
- Festas Transferidas da Semana Santa (1)
- Homilias do Pe. Marcelo Tenório (47)
- Indulgências Plenárias (4)
- Ladainhas Menores (2)
- Liturgias da Semana da Paixão (8)
- Liturgias da Semana Santa (19)
- Liturgias das Férias da Quaresma (43)
- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
- Liturgias das Férias Mais Importantes (29)
- Liturgias das Festas de Guarda (16)
- Liturgias das Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (8)
- Liturgias das Festas Mais Importantes (17)
- Liturgias das Quatro-Têmporas (27)
- Liturgias do Tríduo Pascal (11)
- Liturgias Dominicais (111)
- Missas de Nossa Senhora no Sábado (5)
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- Missas do Tempo da Epifania (6)
- Missas do Tempo de Natal (14)
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- Notícias (8)
- Oitava de Pentecostes (8)
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- Festa Litúrgica do Dia - Sábado, 06/08/2016
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- Santos do Dia - Segunda-Feira, 01/08/2016
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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16 de nov. de 2011
“É assim que vos tratará o meu Pai celeste se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.”
14:44 | Postado por
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Homilia da Missa do XXI Domingo Após Pentecostes
Pe. Marcelo Tenório
Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in muliribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc ET in hora mortis nostrae. Amen.
“É assim que vos tratará o meu Pai celeste se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.” Acabamos de escutar o santo Evangelho; mais claro do que isso, impossível. O rei, o senhor, resolveu ver como andavam as questões dos seus empregados, e havia um que devia uma grande soma. Tinha que lhe pagar, não tinha dinheiro para isso. Teria que ser vendido como escravo – ele, a esposa, os filhos, todos os seus bens para quitar a dívida. Esse empregado foi aos pés do patrão, do senhor, do rei, pedindo-lhe: “Tende paciência, dai-me um tempo que eu vos pagarei”. O rei ficou extremamente comovido e resolveu perdoar toda a dívida. O rei não parcelou, não dividiu, não pegou uma parte de entrada, mas perdoou toda a dívida. Saindo dali, esse empregado encontrou-se com um amigo que lhe devia bem pouco; foi-lhe ao pescoço, tentando sufocá-lo, insistindo que lhe pagasse a dívida. E esse amigo lhe disse: “Tem paciência, dá-me um tempo, eu te pagarei tudo”. Ele não quis escutar o pobre do amigo, e o lançou na cadeia porque não tinha como lhe pagar. E algumas pessoas que viram aquela cena foram comentar com o senhor, com o rei, com o patrão. E o patrão ficou irado, e mandou chamá-lo: “Servo mal! Eu te perdoei a dívida inteira, eu fui misericordioso para contigo... E tu não soubeste ser misericordioso para com aquele que te devia!” E diz o santo Evangelho: "Não devias tu, por teu lado, ter pena do teu companheiro como também eu tive pena de ti? Entregai-o aos carrascos, até ficar reembolsado de toda a dívida!” Noutro evangelho: “Lançai-o fora, na prisão, e dali não sairá até que pague tudo”. E conclui, com estas palavras terríveis: “É assim que tratará meu Pai celeste se cada um de vós não perdoar ao vosso irmão do íntimo do coração”.
Pois bem. Deste santo Evangelho, nós temos duas verdades importantes. Primeiro, a dívida para com a justiça, esta justiça que não é uma justiça humana: é a Justiça Divina, que requer a completa reparação, a paga da dívida. E nós contraímos dívidas contra a Justiça Divina através do pecado. É pelo pecado que nos tornamos devedores desta Justiça Divina. A outra verdade é que nunca conseguiremos pagar a Justiça Divina, porque a grandeza daquele que é ofendido dispensa qualquer tentativa de repor a esta Justiça Divina aquilo que perdemos pecando contra a sua magnitude. Por isso que, quando nos confessamos, nunca temos certeza do perdão, mas saímos do confessionário na esperança de que fomos perdoados. É difícil alcançar uma contrição perfeita diante daquele que é ofendido; mesmo assim devemos desejar profundamente esta contrição, à medida que nossa humanidade consegue, para alcançar esta contrição perfeita. Portanto, se temos duas verdades, é que: primeiro, diante da Justiça Divina, temos uma dívida; e, segundo, nunca conseguiremos pagá-la, a não ser que Ela nos perdoe toda a dívida.
Dever é justamente ter que restituir ao outro aquilo que é devido. O que estamos devendo à Justiça Divina? Aquilo que é devido. E o que é devido à Justiça Divina? A glória de Deus, para a qual nós fomos criados. E como é que damos Glória a Deus? Com os nossos atos. É através dos nossos atos que damos glória a Deus, sobretudo, através da caridade fraterna, que é o que o santo Evangelho nos ensina. No “Pai Nosso”, pedimos ao Senhor que Ele perdoe as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores. E como é que perdoamos aos nossos devedores? “O Pai celeste vos tratará assim se não perdoardes de todo o coração... se não perdoardes do íntimo do vosso coração”. É o perdão pleno. “Dai-me um pouco de tempo, tende paciência, e eu vos restituirei tudo”, falou aquele indivíduo para o rei, e o rei aceitou.
Nós estamos no tempo da paciência divina para conosco. Mas Ele exige de nós coerência. Santa Teresa D'Ávila ensinava que o chão do inferno está cheio de cabeças de padres, de freiras e de pessoas piedosas. Não se entra no céu somente com o terço na mão, nem lendo livros piedosos somente. Como o terço é importante! Como as santas leituras são importantes! Mas, mais importantes que o terço e as santas leituras, é a coerência de vida! É o temor de Deus na prática. Tememo-lO não por que é um Deus carrasco, mas porque temos a obrigação de estarmos na amizade com Ele; há uma dívida, e esta dívida temos a obrigação de pagar enquanto estamos no tempo da paciência. E aqui se trata do amor a Deus sobre todas as coisas, do amor ao próximo mais do que a nós mesmos, este amor que não dispensa a verdade, este amor que não dispensa a correção; mas temos que viver isto que o santo Evangelho nos ordena.
Conta-se que São Gregório Magno, na sua cela pobre, em seu leito de morte, estava dormindo, e acordou com um tumulto em seu quarto. Eram seus familiares que tinham acabado de prender um jovem herege que estava com um punhal na mão. Esse herege conseguiu driblar as pessoas, os seguranças e chegou até o quarto de São Gregório Magno, sorrateiramente, para matá-lo, porque a pregação de São Gregório Magno o incomodava. E, naquele pandemônio, São Gregório acorda e vê seus familiares agarrando aquele jovem e pergunta: “O que está acontecendo? O que significa isto?”. E pergunta ao próprio jovem: “O que significa esta mão em punho, este punhal, esta arma?” E os familiares: “Tu não vês? É um herege que queria te matar; se nós não chegássemos a tempo, tu estarias morto agora!”. São Gregório mandou que o rapaz se aproximasse e disse ao jovem: “Eu te perdoo; vá em paz, ninguém fará nada contra você”. E aquele jovem, com lágrimas nos olhos, disse: “A partir de agora, tornar-me-ei católico”, e foi embora. Gesto de caridade, de piedade, o perdão extremo diante daquele que merecia a guilhotina, que merecia um grande castigo.
Eis o tempo da paciência de Deus; sabemos que depois do tempo da paciência de Deus, vem o tempo da cólera de Deus. Aqui nós temos dois tempos: o tempo da paciência – o Deus que perdoa tudo e que exige que perdoemos também – e o tempo da cólera, e quando chegar o tempo da cólera, não haverá mais apelação diante do tribunal de Deus.
Da mesma forma, agiu São Cristóvão. Quando alguém, ao passar pela rua lhe deu um grande soco no rosto, São Cristovão forte, robusto, correndo atrás daquele indivíduo aos gritos da população que dizia: ”Mata, mata!”, derrubou o indivíduo; retirando a espada para cortar-lhe o pescoço. De repente se lembrou destas palavras: “Assim o Pai celeste fará convosco, da mesma forma o Pai celeste fará convosco se não fordes misericordiosos, se não perdoardes, no íntimo, o vosso irmão”. Ele guardou a espada e perdoou aquele sujeito, e disse à população: “Não posso fazer isto porque eu sou cristão”. Oxalá fizéssemos a mesma coisa!
Não existe “meio perdão”, porque não existe “meio cristão”. “Meio cristão” é um hipócrita total, “meio cristão” é um fariseu robusto. Ou se é cristão, ou não se é cristão; ou se vive o santo Evangelho, ou não se vive o santo Evangelho; ou se cresce na prática das virtudes, ou não se cresce nunca! É um ledo engano, um ledo engano: "não existe algo mais demoníaco, mais diabólico do que um religioso que mente a Deus pela tonsura", como diz São Bento na sua regra; “melhor um depravado que já está condenado, melhor um depravado que já escolheu decididamente o inferno do que aquele religioso morno”. Como, no Apocalipse, o próprio Nosso Senhor diz: “Como eu gostaria que você fosse quente ou frio de uma vez; porque você é morno, eu te vomitarei da minha boca”.
Guardemos estas palavras de Nosso Senhor no santo Evangelho de hoje: “É assim que vos tratará o meu Pai celeste se cada um de vós não perdoardes ao vosso irmão do íntimo do vosso coração”. Se assim não for, não se é cristão católico. Sem isso, não há prática das virtudes. Sem isso, não se pode aproximar da mesa da comunhão.
Homilia proferida em 06 de Novembro de 2011.
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LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO AOS EFÉSIOS VI, 10-17.
Irmãos: Fortalecei-vos no Senhor e no poder da sua virtude. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Porque nós não temos que lutar (somente) contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados e potestades (do inferno), contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra os espíritos malignos (espalhados) pelos ares. Portanto, tomai a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e ficar de pé depois de ter vencido tudo. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos rins com a verdade, e vestindo a couraça da justiça, e tendo os pés calçados para ir anunciar o Evangelho da paz; sobretudo tomai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do espírito maligno; tomai também o elmo da salvação e a espada do espírito que é a palavra de Deus.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS XVIII, 23-35.
Naquele tempo: Disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: O reino dos céus é comparado a um rei que quis fazer as contas com os seus servos. E, tendo começado a fazer as contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. E, como não tivesse com que pagar, mandou o seu senhor que fosse vendido ele, sua mulher, e seus filhos, e tudo o que tinha, e saldasse a dívida. Porém, o servo, lançando-se-lhe aos pés, lhe suplicava dizendo: Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo. E o senhor, compadecido daquele servo, deixou-o ir livre, e perdoou-lhe a dívida. Mas este servo, tendo saído, encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros, e lançando-lhe a mão, o sufocava, dizendo: Paga o que me deves. E o companheiro, lançando-se-lhe aos pés, lhe suplicava, dizendo: Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo. Porém ele não quis, mas retirou-se, e fez que o metessem na prisão, até pagar a dívida. Ora os outros servos seus companheiros, vendo isto, ficaram muito contristados, e foram referir ao seu senhor tudo o que tinha acontecido. Então o senhor chamou-o e disse-lhe: Servo mau, eu perdoei-te toda a dívida toda, porque me suplicaste; não devias tu logo compadecer-te também do seu companheiro, como eu me compadeci de ti? E o seu senhor, irado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a dívida. Assim também vos fará meu Pai Celestial, se não perdoardes do íntimo dos vossos corações cada um a seu irmão.
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Homilias do Pe. Marcelo Tenório
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Para que louvar os Santos?
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Homilia da Missa da Festa de Todos os Santos
Sermão lido pelo Pe. Marcelo Tenório, retirado dos sermões de São Bernardo de Claraval, abade (Séc. XII).
Homilia proferida em 1º de Novembro de 2011, na Festa de Todos os Santos.
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LEITURAS
APOCALIPSE SEGUNDO SÃO JOÃO APÓSTOLO, VII, 2-12.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS V, 1-12.
Naquele tempo: Vendo Jesus aquela multidão, subiu ao monte, e, tendo-Se sentado, aproximaram-se Dele os Seus discípulos. Começando, então, a falar, ensinava-os, nestes termos: “Bem aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos Céus.”
Sermão lido pelo Pe. Marcelo Tenório, retirado dos sermões de São Bernardo de Claraval, abade (Séc. XII).
PARA QUE LOUVAR OS SANTOS?
Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas, a eles que, segundo a promessa do Filho, o mesmo Pai celeste glorifica? De que lhes servem nossos elogios? Os santos não precisam de nossas homenagens, nem lhes vale nossa devoção. Se veneramos os Santos, sem dúvida nenhuma, o interesse é nosso, não deles. Eu por mim, confesso, ao recordar-me deles, sinto acender-se um desejo veemente.
Em primeiro lugar, o desejo que sua lembrança mais estimula e incita é o de gozarmos de sua tão amável companhia e de merecermos ser concidadãos e comensais dos espíritos bem-aventurados, de unir-nos ao grupo dos patriarcas, às fileiras dos profetas, ao senado dos apóstolos, ao numeroso exército dos mártires, ao grêmio dos confessores, aos coros das virgens, de associar-nos, enfim, à comunhão de todos os santos e com todos nos alegrarmos. A assembleia dos primogênitos aguarda-nos e nós parecemos indiferentes! Os santos desejam-nos e não fazemos caso; os justos esperam-nos e esquivamo-nos.
Animemo-nos, enfim, irmãos. Ressuscitemos com Cristo. Busquemos as realidades celestes. Tenhamos gosto pelas coisas do alto. Desejemos aqueles que nos desejam. Apresemo-nos ao encontro dos que nos aguardam. Antecipemo-nos pelos votos do coração aos que nos esperam. Seja-nos um incentivo não só a companhia dos santos, mas também a sua felicidade. Cobicemos com fervoroso empenho também a glória daqueles cuja presença desejamos. Não é má esta ambição nem de nenhum modo é perigosa à paixão pela glória deles.
O segundo desejo que brota em nós pela comemoração dos santos consiste em que Cristo, nossa vida, tal como a eles, também apareça a nós e nós juntamente com ele apareçamos na glória. Enquanto isso não sucede, nossa Cabeça não como é, mas como se fez por nós, se nos apresenta. Isto é, não coroada de glória, mas como com os espinhos de nossos pecados. É uma vergonha fazer-se de membro regalado, sob uma cabeça coroada de espinhos. Por enquanto a púrpura não lhe é sinal de honra, mas de zombaria. Será sinal de honra quando Cristo vier e não mais se proclamará sua morte, e saberemos que nós estamos mortos com ele, e com ele escondida nossa vida. Aparecerá a Cabeça gloriosa e com ela refulgirão os membros glorificados, quando transformar nosso corpo humilhado, configurando-o à glória da Cabeça que é ele mesmo.
Com inteira e segura ambição cobicemos esta glória. Contudo para que nos seja lícito esperá-la e aspirar a tão grande felicidade, cumpre-nos desejar com muito empenho a intercessão dos santos. Assim, aquilo que não podemos obter por nós mesmos, seja-nos dado por sua intercessão.
Homilia proferida em 1º de Novembro de 2011, na Festa de Todos os Santos.
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LEITURAS
APOCALIPSE SEGUNDO SÃO JOÃO APÓSTOLO, VII, 2-12.
Naqueles dias: Eu, João, vi outro anjo que subia da parte do nascer do sol. Trazia o sinal do Deus vivo, e começou a clamar em voz potente aos quatro anjos a quem tinha sido dado o poder de fazer mal à terra e ao mar, dizendo: “Não façais mal à terra e ao mar, nem às árvores, antes de termos marcado, na fronte, os servos do nosso Deus.” Ouvi, então, que o número dos marcados era de cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. Da tribo de Judá, doze mil marcados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gad doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Neftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zabulão, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil marcados. Depois disto, vi uma multidão imensa, simplesmente incontável, composta de todas as nações, tribos, povos e línguas: Estavam de pé, diante do trono e do Cordeiro, revestidos de vestes brancas, e empunhando palmas; e aclamavam com uma voz potente, dizendo: “Vitória ao nosso Deus, que está no trono, e ao Cordeiro!” Todos os anjos que, de pé, rodeavam o trono, bem como os anciãos e os quatro animais, prostravam-se por terra diante do trono, e adoravam a Deus, exclamando: “Amém! Louvor e glória, sabedoria e ação de graças, honra, poder e fortaleza sejam tributados ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém!”
EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS V, 1-12.
Naquele tempo: Vendo Jesus aquela multidão, subiu ao monte, e, tendo-Se sentado, aproximaram-se Dele os Seus discípulos. Começando, então, a falar, ensinava-os, nestes termos: “Bem aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos Céus.”
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A verdade não está no relativismo, e, sim, no Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo
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Homilia da Missa da Festa de Cristo Rei – Último Domingo de Outubro
Pe. Marcelo Tenório
Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in muliribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc ET in hora mortis nostrae. Amen.
V. Ora pro nobis Sancta Dei Genitrix.
R. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
Celebramos hoje a festa de Cristo Rei das nações. É uma proclamação solene do reinado universal de Nosso Senhor. Esse reinado universal de Nosso Senhor, que está justamente para a verdade. O que é a verdade? A verdade é o próprio Senhor. Quando Pilatos, após a colocação de Jesus, O indaga: “O que é a verdade?”, Nosso Senhor nada responde, porque a verdade é Ele mesmo, e também porque Pilatos não teve a capacidade de reconhecê-lO.
A verdade não é relativa. E não existem várias “verdades”. Há uma ideia moderna de que cada um traz em si a sua própria verdade, de forma que, se cada um traz em si a sua própria verdade, ou se cada um é livre para buscar a sua própria “verdade”, não existiria mais a verdade objetiva, o que é uma lástima, o que é uma mentira!
Por exemplo: o que nós estamos vendo acesas sobre o altar, neste momento, são velas. Esta é a verdade objetiva; ninguém pode dizer que o que está aceso sobre o altar é outra coisa! Mesmo que acredite e pense o contrário, terá que, após uma análise racional, se converter a esta verdade objetiva, que é: “o que está crepitando no altar (neste instante) são seis velas”. De forma que nós nos rendemos à verdade objetiva. Então, não somos livres para buscarmos “verdadezinhas”, porque a verdade não está no “relativismo”.
Na Santíssima Eucaristia, há a presença real de Cristo, e nela, Ele está vivo e ressuscitado, como está no Céu: em corpo, sangue, alma e divindade. Mesmo que alguém não acredite na presença real, Ele não deixa de ser, Ele não deixa de estar presente na Santíssima Eucaristia só porque “A, B ou C não acreditam nisso”. Não! Porque isso é verdade, e a verdade é o que importa.
De forma que não existe liberdade no homem para encontrar outras “verdades”. A liberdade nada mais é do que uma orientação para o bem. É uma capacidade natural que Deus colocou no homem, para que ele se oriente para o bem. Em última análise e, objetivamente, este bem supremo é Deus. O livre arbítrio, se usado para excluir o arbítrio divino, tira essa capacidade natural de se orientar para Deus e para o bem – que é a verdadeira liberdade – e, mesmo se tendo consciência de que fora disso só encontrará o caos, que fora disso só encontrará decrepitude e o nada, mesmo assim insiste-se de forma irracional no erro, e depois vai colher a consequência de não ter dado adesão à verdade.
É como alguém que tem plena consciência de que, havendo ali uma tomada, e de que naquela tomada há energia, descargas elétricas, sabe que não pode meter lá o dedo porque sofrerá as consequências de um choque elétrico; racionalmente, a compreensão é perfeita, mas, mesmo com essa compreensão, em vez de esse alguém agir livremente orientado para o bem, não: ele toma mão do livre arbítrio para, mesmo na consciência das coisas, mesmo tendo plena certeza de toda e qualquer consequência, mesmo assim vai e põe o dedo na tomada, e sofre as consequências.
O homem foi criado livre, e a liberdade não é fazer o que se quer. A liberdade é orientar-se para Deus. E no fazer também está o crer. Então o homem não é livre para acreditar em verdadezinhas, mesmo por que não existem “verdades”, existe a verdade. Então, o homem não é livre para tomar outro caminho ou outra orientação que não seja Deus, este Deus revelado, e este Deus na pessoa de Jesus Cristo, Rei do universo, de forma que a vontade de Deus para a humanidade é de que todos reconheçam seu Filho e O tenham como Senhor absoluto, como Senhor e Rei do universo.
Claro que, antes da Revelação, havia outras religiões – budista, animistas, etc. – que, naturalmente, procuravam um ser transcendente. Mas, com o Cristianismo, com o advento do Cristianismo católico, Nosso Senhor se revela, o Deus verdadeiro se revela. E culmina com a fundação da Igreja, que tem a missão, no mundo, de anunciar a verdade de Cristo. Não de compactuar, não de dialogar até chegar na “igualdade” de duas coisas que não são iguais. Cristo é Cristo, é Deus verdadeiro; as outras crenças devem ser convertidas à Verdade plena, que é Cristo, único caminho, verdade e vida. De forma que a Igreja é, no seu ser íntimo, missionária. Por quê? Porque fundada para anunciar o Reino de Deus a todas as criaturas, e a perpetuar-se na história até a consumação dos séculos, renovando, pela sua ação sacramental, Cristo que salva, Cristo que santifica, Cristo que ensina, Cristo que governa.
Então o homem não é livre para tomar, de forma confortável, decisões quanto a querer abraçar tal fé, tal credo – não, ele não é livre para isso! O homem é livre, sim, para, no exercício próprio da sua racionalidade e na busca pela verdade, chegar até a verdade católica, que é Cristo. Esta é a verdade! É esta a fé, uma só fé, um só batismo, é esta fé revelada, é esta fé que nos traz a salvação, é esta fé que o Deus Altíssimo deseja que a humanidade toda abrace. Então, que os budistas se tornem católicos! Que os protestantes se tornem católicos! Que os muçulmanos se tornem católicos! Que todos os outros que professam determinadas crenças, ou até sentimentos “bem naturais” – todos são chamados a aderir à fé católica.
E, se eles não aderem por ignorância, aí entra o papel da Igreja, o apostolado católico de anunciar, em todas as partes, Cristo Rei das nações. É esta a missão de todos os batizados, de todos os filhos da Igreja: a de fazer com que Cristo seja conhecido; e, sendo conhecido, amado; e, sendo amado, seguido. Aí está aquilo que a Igreja nos ordena pelo nosso batismo: batismo que recebemos, e pelo qual nos tornamos filhos da Igreja, filhos adotivos de Deus, com a herança dos Céus. Muitos estão no erro, muitos estão nas trevas, porque muitas vezes nós nos calamos, não somos capazes de anunciar àqueles que passam em nossa vida a fé católica, o Catecismo da Igreja. Se muitos, por nossa culpa, se perdem, teremos que dar contas a Deus de suas almas. É missão da Igreja, mas é missão de cada um, como membro da Igreja, no seu apostolado, quer aonde se encontre, anunciar a verdade. E esta verdade é Cristo, custe o que custar, doa a quem doer. E, deixe-se bem claro: sem admitir, em relação à fé, a plena liberdade de escolha.
O homem não é livre para escolher se voa ou se anda, porque o homem não pode voar sem aparelhos; ele não é livre para escolher. Nós fomos criados para Deus; a nossa felicidade está em Deus. Deus que se revelou. Deus que enviou Seu Filho. Deus que fundou a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica. É esta a verdade! É esta a única barca de salvação para a humanidade inteira! A nossa missão é: vivendo esta verdade, anunciando esta verdade, chamar, ensinar a quantos possamos, para que todos possam aderir a esta verdade de Cristo, a esta verdade católica. Esta é a verdade, ou a verdadeira ação do nosso apostolado, a verdadeira liberdade do homem, que não é “fazer o que se quer”, que não é “fazer o que se gosta”, mas que é aderir, que é dobrar-se, pela inteligência, à verdade. E esta verdade é a verdade Católica!
Homilia proferida em 30 de Outubro de 2011, na Festa de Cristo Rei.
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LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO AOS COLOSSENSES I, 12-20.
Irmãos: Damos graças a Deus Pai, que nos fez dignos de participar da herança dos santos na luz; que nos arrancou do poder das trevas, e nos transferiu para o Reino do Filho do seu amor, em Quem temos, pelo seu sangue, a redenção e o perdão dos pecados. Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, porque é Nele que tudo foi criado nos Céus e na Terra, - o mundo visível e o invisível, os Tronos e as Dominações, dos Principados e as Potestades, Tudo foi criado por Ele e para Ele. Ele é anterior a tudo, e tudo Nele subsiste. É Ele ainda que é a cabeça do corpo da Igreja; o princípio, e o primogênito de entre os mortos, a fim de em tudo ter a primazia, porque aprouve a Deus fazer Nele residir toda a plenitude; e por Ele, que restabeleceu a paz no sangue da sua cruz, reconciliar tudo o que existe, seja na Terra ou nos Céus, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO JOÃO XVIII, 33-37.
Naquele tempo: Disse Pilatos a Jesus: És tu o rei dos judeus? Jesus respondeu: Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim? Disse Pilatos: Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse ntregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz.
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8 de nov. de 2011
É preciso preparar-se bem para adentrar no Reino dos Céus
08:26 | Postado por
Sacerdos |
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Homilia da Missa do XIX Domingo Pós Pentecostes
Pe. Marcelo Tenório
Ave Maria, gratia plena, Dominus tecum, benedicta tu in muliribus, et benedictus fructus ventris tui Jesus. Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus, nunc ET in hora mortis nostrae. Amen.
V. Ora pro nobis Sancta Dei Genitrix.
R. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
No santo Evangelho de hoje, Nosso Senhor fala mais uma vez a parábola sobre o Reino dos Céus. Ele começa dizendo que o Reino dos Céus pode se comparar ao Rei que ofereceu um banquete para celebrar as bodas de filho e mandou que seus servos chamassem os convidados para a celebração. Mas os convidados não quiseram estar presentes. Ele ordenou, então, que seus emissários os chamassem novamente, mas os convidados os espancaram e mataram. Ora, então esse Rei, irado, mandou o seu exército para que punisse severamente aqueles que se negaram a aceitar seu convite.
E o Rei disse aos servos: “As núpcias estão prontas, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às encruzilhadas e convidai para as núpcias todos os que encontrardes”. A sala encheu-se de convidados, bons e maus.
O Rei passa em revista, entra pela sala, observa os convidados, e vê ali um que não está vestido dignamente. “Amigo, como entraste aqui sem a veste nupcial?”. Este ficou calado, pois sabia que não poderia estar ali sem a veste adequada. O que falar diante do óbvio? Então, chamando os empregados, mandou que fossem-lhes atados mãos e pés, e que fosse lançado nas trevas exteriores, onde há choro e ranger de dentes.
Ora, ninguém convida o inimigo para sentar-se à mesa, mas sim os filhos e os amigos. Aqui o Rei convida a todos, no entanto, uns têm tais compromissos, outros estavam ocupados demais para prestar atenção ao chamado do Rei, de forma que desdenham do convite.
O Reino dos Céus é para todos. A celebração dessas bodas é um convite dado à humanidade inteira. Primeiro, ao povo judeu, que rejeitou esse convite; depois, o convite é aberto a todos os povos, bons ou maus, judeus ou pagãos, todos foram chamados para o Reino dos Céus. Mas é preciso preparar-se bem para adentrar no Reino dos Céus, “estar com a roupa adequada”. Sem a roupa adequada, bons ou maus não poderão permanecer na sala da celebração. Bons e maus foram convidados: os bons, para tornarem-se santos; os maus, para deixarem a maldade e se apresentarem com a roupa ornada de pérolas, que são as virtudes.
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São Paulo nos ensina na Epístola que devemos viver uma vida digna de filhos de Deus. Que vivamos a vida de filhos de Deus, que a vivamos dignamente, dignos daqueles que são chamados ao banquete, que são chamados à festa, que são chamados à casa do Pai. Para isso, São Paulo nos exorta a uma renovação espiritual, a sermos revestidos do homem novo, à imagem de Cristo ressuscitado.
Somos convidados a nos revestir com uma veste nova, a veste batismal que recebemos no dia do nosso batismo. Muitos a perdem! Mancham-na ao cometerem pecado mortal! Exorta-nos São Paulo: “Se vos irardes, não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deem entrada ao demônio”. Ou seja, que vivamos dignamente a vida como filhos de Deus, porque somos chamados ao banquete celeste, isto é, à intimidade na casa do Pai. Diz São Paulo: “Quem roubava, que não roube mais; quem adulterava, que não adultere mais”! Também o Apóstolo nos faz lembrar a pregação de São João Batista: “Quem estava no pecado, que venha para a graça; quem estava mal vestido, que se arrume; quem era leproso, que deixe a sua lepra, e se agarre, e se confie inteiramente na misericórdia de Deus”.
Não teremos desculpa para nos justificarmos se não estivermos prontos para o banquete que Deus nos oferece. O convite nos foi feito desde o dia do nosso batismo. Éramos pequenos, mas nossos padrinhos disseram “sim” por nós. Estamos crescidos, muitos já receberam o Sacramento da Crisma e outros já reafirmaram seus filhos para participarem deste banquete no Reino dos Céus.
E o que nos resta? E o que nos falta? São Paulo afirma que, a respeito dos dons espirituais, não nos falta nada! Deus já nos deu tudo: onde abundou o pecado, superabundou a graça, de forma que fomos revestidos das vestes do homem novo.
E é necessário que aquela veste branca, que um dia foi posta sobre nós em nosso batismo, possamos trazê-la incólume, límpida para o encontro nesta festa com o Rei, pois Ele adentrará na sala e nos procurará.
E ai de nós se estivermos mal vestidos! E ai de nós se, por culpa ou negligência, tivermos deixado este mundo para entrar na eternidade manchados com o pecado, desdenhando assim da Justiça Divina! Acontecerá conosco o que aconteceu com este homem: “Amarrai-lhe mãos e pés e lançai-o fora. Lá haverá choro e ranger de dentes”.
Este é o tempo em que vivemos, que é para nós o tempo da graça, o tempo da misericórdia de Deus, o tempo em que Deus sempre nos manda graça sobre graça. Graças atuais e a graça santificante através dos sacramentos, e, por vezes, graças extraordinárias para nossa conversão, para nossa nos dar firmeza, para a nossa salvação.
E o que estamos fazendo com tais graças? Como estamos recebendo essas dádivas de Deus que permitem prepararmo-nos uns aos outros? Não pensemos que o amor de Deus dispensará a sua justiça. Muito pelo contrário: Ele é a justiça. Se não estivermos prontos, seremos contados entre aqueles que serão expulsos, jogados fora nas trevas exteriores!
O ranger de dentes nada mais é do que a suprema angústia, a eterna angústia, a eterna agonia, a eterna dor de ter perdido o bem supremo – conscientemente – por ter desdenhado de seu convite.
Façamos a nossa parte enquanto há tempo; terminado este tempo, abrir-se-á para nós a eternidade, onde não teremos mais tempo para arrumar as nossas roupas: aquilo que faltou, faltou, e, tal como deixamos este mundo, nos apresentaremos diante de Deus.
Daqui não levaremos nada, a não ser os frutos de nossa vida. É com esses frutos que iremos nos apresentar diante do Tribunal de Deus.
Cuidemos, imitando São Paulo nesta Epístola de hoje, para que, vivendo bem, possamos deixar bem este mundo e podermos ser contados entre os convivas, entre os eleitos, entre aqueles que irão, eternamente, se banquetear no Reino de Deus.
Homilia proferida em 23 de Outubro de 2011.
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LEITURAS
EPÍSTOLA DE SÃO PAULO APÓSTOLO AOS HEBREUS IV, 23-28.
Irmãos: Renovai-vos, pois, no espírito do vosso entendimento, e revesti-vos do homem novo, criado segundo Deus, na justiça e na santidade verdadeira. Pelo que, renunciando à mentira, fale cada um a seu próximo a verdade, pois somos membros uns dos outros. Se vos irardes, não pequeis; não se ponha o Sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao demônio; aquele que furtava não furte mais, mas antes se ocupe, trabalhando com suas mãos em qualquer coisa honesta, a fim de ter que dar ao que está em necessidade.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS XXII, 1-14.
Naquele tempo: Falava Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos fariseus em parábolas, dizendo: O reino dos Céus é semelhante a um rei, que fez as núpcias de seu filho. E mandou os seus servos chamar os convidados para as núpcias, mas eles não quiseram ir. Enviou de novo outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que preparei o meu banquete, os meus touros e os animais cevados já estão mortos, e tudo pronto; vinde às núpcias. Mas eles desprezaram, e foram-se, um para o campo, outro para o seu negócio. Outros lançaram mão dos servos que ele enviara, e, depois de os terem ultrajado, mataram-nos. O rei, tendo ouvido isto, irou-se, e, mandando os seus exércitos, exterminou aqueles homicidas, e pôs fogo à sua cidade. Então disse aos seus servos: As núpcias com efeito estão preparadas, mas os que tinham sido convidados não foram dignos. Ide pois às encruzilhadas das ruas, e a quantos encontrardes convidai-os para as núpcias. E, tendo saído os seus servos pelas ruas, reuniram todos os que encontraram, maus e bons; e ficou cheia de convidados a sala do banquete das núpcias. Entrou depois o rei para ver os que estavam à mesa, e viu lá um homem que não estava vestido com veste nupcial. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo a veste nupcial? Ele, porém, emudeceu. Então disse o rei aos seus ministros: Atai-o de pés e mãos, e, lançai-o nas trevas exteriores; aí haverá pranto e ranger de dentes. Porque são muitos os chamados, e poucos os escolhidos.
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1 de nov. de 2011
1º DE NOVEMBRO - DIA DE TODOS OS SANTOS
12:32 | Postado por
Sacerdos |
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Prezados leitores,
Salve Maria Santíssima!
Hoje, 1º de Novembro, Dia de Todos os Santos, haverá Missa às 17h na Paróquia São Sebastião. Para mais informações, o telefone da Paróquia é 3317-4863.
Confira aqui a programação para o Dia de Finados (2 de Novembro).
Salve Maria Santíssima!
Hoje, 1º de Novembro, Dia de Todos os Santos, haverá Missa às 17h na Paróquia São Sebastião. Para mais informações, o telefone da Paróquia é 3317-4863.
Confira aqui a programação para o Dia de Finados (2 de Novembro).
Deus lhe dê o Céu.
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29 de out. de 2011
DIA DOS FIÉIS DEFUNTOS
23:43 | Postado por
Sacerdos |
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PROGRAMAÇÃO PARA 2 DE NOVEMBRO NA PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO
Prezados leitores,
Salve Maria Santíssima!
O dia 2 de Novembro é a data em que a Igreja Católica dedica todas as orações e demais celebrações às almas dos fiéis que encontram-se no Purgatório. Este dia é conhecido como Dia dos Fiéis Defuntos, Dia de Finados ou ainda, Dia dos Mortos.
Segue a programação da Paróquia São Sebastião para o dia 2 de Novembro de 2011, próxima quarta-feira:
8h30 - Retiro sobre a "Preparação para a Boa Morte"
12h - Ofício das Almas
15h - Via Sacra
16h - Santa Missa pelos Fiéis Defuntos
A Missa de Finados no Rito Tridentino
Na celebração da Missa de Finados no rito tridentino, o Sacerdote oferece três Missas seguidas, multiplicando assim o sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo no calvário pelo alívio e salvação das almas do Purgatório.
A primeira Missa é solene [n.d.r.: cantada] e oferecida pelas intenções do Sacerdote; a segunda é rezada pelas intenções do Papa, e terceira, pelas santas almas do purgatório.
Transcrevemos a seguir o ensinamento da Santa Igreja sobre o Dia de Finados:
Do Catecismo Maior de São Pio X
Capítulo XI - Da comemoração dos Fiéis Defuntos
226. Por que depois da festa de Todos os Santos a Igreja faz a comemoração de todos os Fiés Defuntos?
Depois da festa de Todos os Santos, a Igreja faz a comemoração de todos os Fiéis Defuntos que estão no Purgatório porque é conveniente que a Igreja militante, depois de ter honrado e invocado com uma festa geral e solene o patrocínio da Igreja triunfante, vá em socorro da Igreja padecente, com um sufrágio geral e solene.
227. Como podemos nós sufragar as almas dos Fiéis Defuntos?
Podemos sufragar as almas dos fiéis defuntos com orações, com esmolas e com todas as outras boas obras, mas sobretudo com o Santo Sacrifício da Missa.
228. Segundo o espírito da Igreja, por quais almas devemos aplicar os nossos sufrágios na comemoração dos Fiéis Defuntos?
Na comemoração dos Fiéis Defuntos é muito bom aplicar os nossos sufrágios não só pelas almas dos nossos parentes, amigos e benfeitores, mas ainda por todas as outras que se encontram no Purgatório.
229. Que fruto devemos tirar da comemoração de todos os Fiéis Defuntos?
Da comemoração de todos os Fiéis Defuntos devemos tirar este fruto: 1º - pensar que também nós havemos de morrer em breve e apresentar-nos no tribunal de Deus para Lhe prestar contas de toda a nossa vida; 2º - conceber grande horror ao pecado, considerando quão rigorosamente Deus o castiga na outra vida; e 3º - satisfazer nesta vida à justiça divina, com obras de penitência, pelos pecados cometidos.
Rezemos pelas almas do Purgatório.
Deus lhe dê o céu.
22 de out. de 2011
Maior do que ressuscitar mortos; maior do que curar cegos e coxos é curar a alma
12:08 | Postado por
Sacerdos |
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Homilia da Missa do XVIII Domingo Pós Pentecostes
Pe. Marcelo Tenório
Ave Maria, gratia plena; Dominus tecum: benedicta tu in mulieribus, et benedictus fructus ventris tui Iesus. Sancta Maria, Mater Dei ora pro nobis peccatoribus, nunc et in hora mortis nostrae. Amen.
Está diante de Nosso Senhor um paralítico deitado em seu leito. Não é difícil imaginar uma grande multidão ao redor de Nosso Senhor. Não se sabe como conseguiram colocar esse paralítico próximo a Ele com tamanha multidão que O seguia...
Ora, o que aquele paralítico desejaria? Evidentemente, queria a cura física. Muitos vinham de todos os lugares, cegos, aleijados, coxos, todos com problemas físicos ou espirituais e outras coisas indesejáveis e queriam a cura. Nosso Senhor fala ao paralítico: “Tem coragem, tem confiança filho. São-te perdoados os teus pecados”. Nosso Senhor perdoa os pecados, mas, num primeiro momento, não cura a enfermidade, pois para Ele está claro: são os pecados que devem ser retirados, perdoados. O importante não é a cura física, mas a cura interior, a cura da alma, ou seja, a purificação plena da alma com a misericórdia de Nosso Senhor, com essa imensa graça que é o poder de perdoar os pecados.
Pois bem, parece um contrassenso de Nosso Senhor. Todos esperavam milagres, curas físicas. Nosso Senhor constrange as expectativas daqueles que estão ali, mas não só isso: Ele deseja, principalmente, atacar a hipocrisia dos fariseus.
Ali estavam os fariseus, os Escribas, os Doutores da Lei, não buscando a verdade, mas para “testar” Nosso Senhor. E Ele, com sua divina sabedoria, sabia bem a intenção daqueles; sabia que se escandalizariam muito mais se dissesse: “Seus pecados estão perdoados”.
“Mas como pode?!”, diriam, “Só Deus pode perdoar os pecados! Blasfemou! Blasfemou!”, disseram entre si. E Nosso Senhor, conhecendo o coração deles, interroga-os: “O que é mais fácil: Dizer ao paralítico: Teus pecados te são perdoados! Ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda?”
Dizer que os pecados estão perdoados é muito fácil, mas não há mudanças aparentes. Mas ao dizer “levanta-te e anda”, o paralítico tem que se levantar e andar. Então, “Para que saibais que o Filho do Homem tem na terra o poder de perdoar os pecados: ‘Levanta-te’, disse ele ao paralítico, ‘toma o teu leito e vá para tua casa’. E imediatamente, o homem se levantou.
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Nosso Senhor não faz milagres de forma gratuita. No mundo de hoje se procura um Deus milagreiro; um Deus que faça espetáculos de poder. Não! Deus não costuma agir no extraordinário, pois que os milagres tem apenas a função de informar, confirmar alguma verdade. No entanto, é o ordinário que nos forma. Mas por que os milagres? Para que Deus possa assinalar [n.d.r.: confirmar] a sua doutrina.
Nosso Senhor fala muito claro: “Para que saibais que o Filho do Homem tem o poder de perdoar pecados”, ou seja, o perdão dos pecados é muito mais importante, na ordem da graça, do que a cura física.
“Para que saibais que Eu tenho o poder de perdoar pecados, então levanta-te e anda”. É a autoridade divina, plena, suprema que realiza o milagre, pois Deus “assina” a Sua verdade com autênticos milagres.
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A Eucaristia... “Isto é o meu Corpo; Isto é o meu Sangue”, o Corpo e Sangue de Nosso Senhor. Ele está verdadeiramente presente, é a Presença Real de Nosso Senhor na Hóstia consagrada. No momento da consagração, o que era pão já não é mais pão: é Carne; o que era vinho já não é mais vinho: é Sangue do Deus vivo! E ali está Cristo inteiro, em corpo, sangue, alma e divindade.
E Deus assina essa verdade com portentosos milagres eucarísticos, entre eles, o famoso “Milagre de Lanciano”, ocorrido no século VIII, na Itália. Até hoje a hóstia está ali, à vista de todos, transformada em carne e sangue de Nosso Senhor. Há treze séculos! Analisado pela ciência mais moderna, foi comprovado que a carne é do coração e tem o mesmo tipo sanguíneo do sangue, além de estarem num estado como se fosse de uma pessoa viva.
Milagres, assinaturas de Deus a uma verdade!
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Sobre a veneração que a Igreja desde o início teve pela a Mãe de Deus...
“Porei inimizade entre ti e a Mulher”, diz Deus no livro do Gênesis, dirigindo-se ao demônio. Portanto, há uma guerra, uma inimizade entre a serpente e a Mulher; entre a descendência da serpente e a da Mulher. Há uma guerra! Não há paz entre a mulher e a serpente, o demônio; não há paz entre a descendência da Mulher e a descendência da serpente. “Tu lhe ferirás o calcanhar e ela lhe esmagará a cabeça”.
Há uma geração da Mulher e é esta geração que A proclama Bem-aventurada por todas as gerações! E onde está quem a proclama Bem-aventurada? Somente na Igreja Católica Apostólica Romana, de forma que unicamente na Igreja Católica, onde está a verdade plena, encontramos os milagres autênticos.
O culto a Nossa Senhora, por exemplo, é assinado por muitos milagres de Deus, entre eles, o milagre de Nossa Senhora de Guadalupe. A imagem da mãe de Deus foi “impressa” na roupa [n.d.r.: poncho ou tilma, vestimenta tradicional mexicana] do índio. Nesta aparição inúmeros milagres foram testemunhados. E depois de tantos séculos [n.d.r.: 5 séculos], com o desenvolvimento da ciência, o “poncho” é analisado e nele constatam-se coisas impressionantes, como por exemplo, a pintura. Não é de origem mineral, nem vegetal, nem animal, ou seja, o material usado na pintura não é de origem natural. Algo sobrenatural, que não foi pintado, mas impresso, como uma fotografia; a imagem também permanece como que “flutuando” sobre o pano [n.d.r.: cientistas constataram que a pintura está a 3 décimos de milímetro distante da tilma]. Também uma Mulher [n.d.r.: Nossa Senhora] está “viva” naquela imagem, pois foi constatado que há temperatura em seu corpo; está grávida por que ouvem-se batimentos cardíacos em seu ventre; em seus olhos pode-se ver a cena em que o índio, Juan Diego, abre o pano, seu poncho, diante do Bispo. Esta cena aparece na pupila dos olhos da Virgem.
+++
Milagres que a ciência não tem como explicar, e tantos outros milagres com que Deus vai assinando a sua verdade, a sua doutrina.
É por este motivo que não existe, não pode existir, milagres fora da Igreja Católica, na mentira, no erro, na discórdia, na divisão. Deus não assina a mentira, logo, não existe, e nunca existirá, nenhum milagre fora da Igreja Católica. Por quê? Porque Deus não se contradiz. Deus não assina aquilo que é falso.
“Mas houve curas!”, dirão. Ora, curas psicossomáticas! A psicologia e a ciência podem curar, mas não podem fazer milagres. Milagres somente na Igreja Católica. Não existe nenhum milagre, nenhum conhecido que pela ciência tenha sido comprovado, certificado, fora da comunhão da Igreja. Por quê? Porque Deus realiza o que Ele fez na pessoa de seu Filho, Jesus: assina Sua obra com autênticos e verdadeiros milagres.
+++
Um dos maiores milagres que Nosso Senhor nos deixou é a Santa Missa, onde comungamos, verdadeiramente, Seu Corpo e Sangue. Também a confissão é um milagre realizado por Deus, através do sacerdote. Este é o maior dos milagres.
Maior do que ressuscitar mortos, maior do que curar cegos e coxos é curar a alma.
São João Maria Vianney dizia aos seus paroquianos: “Ide, falai aos anjos, pedi aos anjos que vos deis o Pão dos Céus e eles vos dirão: ‘Não podemos’. Ide, pedi à Santíssima Virgem que perdoe os vossos pecados e Ela vos dirá: ‘Não posso’. Mas procurai o mais simples dos sacerdotes, só ele poder-vos-á dizer: ‘Os teus pecados estão todos perdoados’”.
Homilia proferida em 15 de Outubro de 2011, na festa de Santa Tereza D’Ávila.
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LEITURAS
EPÍSTOLA 1ª DE SÃO PAULO APÓSTOLO AOS CORÍNTIOS I, 4-8
Irmãos: Dou graças incessantemente ao meu Deus por vós, por causa da graça de Deus, que vos foi dada em Jesus Cristo; porque em todas as coisas fostes enriquecidos nEle, em toda a palavra e em toda a ciência; assim foi confirmado entre vós o testemunho de Cristo, de maneira que nada vos falta em graça alguma, a vós que esperais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual também vos confirmará até ao fim, (para que sejais) irrepreensíveis no dia da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS IX, 1-8
Naquele tempo: Subindo Jesus para uma pequena barca, tornou a passar o lago, e voltou para a sua cidade. E eis que lhe apresentaram um paralítico, que jazia no leito. E, vendo Jesus a fé que eles tinham, disse ao paralítico: Filho, tem confiança, são-te perdoados os teus pecados. E logo alguns dos escribas disseram no seu interior: Este blasfema. E, tendo Jesus visto os seus pensamentos, disse: Porque pensais mal nos vossos corações? Que é mais fácil dizer: São-te perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, e caminha? Pois, para que saibais que o Filho do Homem tem poder sobre a terra de perdoar pecados: Levanta-te, disse então ao paralítico, toma o teu leito, e vai para tua casa. E, vendo isto, as multidões temeram e glorificaram a Deus, que deu tal poder aos homens.
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