Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
- Adoração ao Santíssimo (1)
- Apresentação (1)
- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
- Festas Transferidas da Semana Santa (1)
- Homilias do Pe. Marcelo Tenório (47)
- Indulgências Plenárias (4)
- Ladainhas Menores (2)
- Liturgias da Semana da Paixão (8)
- Liturgias da Semana Santa (19)
- Liturgias das Férias da Quaresma (43)
- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
- Liturgias das Férias Mais Importantes (29)
- Liturgias das Festas de Guarda (16)
- Liturgias das Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (8)
- Liturgias das Festas Mais Importantes (17)
- Liturgias das Quatro-Têmporas (27)
- Liturgias do Tríduo Pascal (11)
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- Semana Santa (24)
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- Tempo Após Pentecostes (61)
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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16 de mai. de 2016
Santo do Dia - Segunda-Feira, 16/05/2016
00:00 | Postado por
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SANTO UBALDO
(16 de maio)
Santo Ubaldo, em afresco anônimo do século 16.
Ubaldo nasceu de nobre família alemã em 1085, na
cidade de Gúbio, Itália. Entretanto foi criado por um tio, porque ficou órfão
ainda muito criança. Aos quinze anos de idade, resolveu que seria monge
ermitão, para estar longe do burburinho e das ilusões da cidade. Seu tio não
permitiu, preferindo que ele fosse conviver com os cônegos de São Segundo, para
completar os estudos. Com eles Ubaldo ficou até ser chamado pelo bispo João,
que o ordenou sacerdote em 1114 e o manteve como auxiliar incansável na reforma
eclesiástica que promovia naquela diocese.
Mas neste mesmo ano foi eleito prior da comunidade
religiosa de São Mariano, nos arredores de Gúbio, e titular da catedral. À
pequena comunidade ele deu um novo desenvolvimento ascético, nos moldes de são
Pedro Damião, que tinha transformado o mosteiro de Fonte Avelana em um centro
exemplar de vida religiosa. E para lá se dirigiu também Ubaldo, depois do
incêndio de 1126, que destruiu a catedral e a comunidade, com os religiosos
tendo de se dispersarem.
Acontece que Ubaldo teve atuação tão exemplar nesse
período, que em 1129 foi nomeado bispo de Gúbio pelo papa Honório II, que o
sagrou pessoalmente. Assim ele voltou para sua cidade, agora também sua sede
episcopal. Além de ganhar a confiança do povo quase de imediato, por causa da
defesa intransigente dos pobres frente a abuso de certos senhores feudais,
Ubaldo passou a ser considerado herói por ter evitado a invasão da cidade pelo
terrível Frederico Barba-Roxa, em 1155. Para isso usou suas armas mais
eficazes: persuasão, caridade e doçura.
Ubaldo era um pacificador. Diz a tradição que,
certa vez, ele se colocou literalmente entre dois grupos adversários que
brigavam no centro de Gúbio. Somente ao ver seu amado bispo no chão, ferido
pelos participantes de ambos os lados, é que o povo percebeu a violência
descabida praticada, a luta cessou e a paz passou a reinar na cidade.
Ele morreu no dia 16 de maio de 1160, tendo sido
proclamado padroeiro de Gúbio imediatamente após o falecimento. Com isso a sua
canonização foi rápida, ocorrida pouco mais de trinta anos depois. Em 1192, Ubaldo
foi proclamado santo, sendo celebrado no dia de sua morte.
(com informações do
Portal Paulinas, alterações a/c blog)
15 de mai. de 2016
Santo do Dia - Domingo, 15/05/2016
18:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO JOÃO BATISTA DE LA SALLE
(15 de maio)
Um dos vitrais retratando São João Batista de La Salle,
na Igreja de São Sulpício, em Paris/França.
A
tradição da família de La Salle, na França, é muito antiga. No século 17,
descendente de Carlos Magno, Louis de La Salle era conselheiro do Supremo
Tribunal quando sua esposa, também de família fidalga, deu à luz a João Batista
de La Salle, em 30 de abril de 1651, na casa da rua de L'Arbatete, que ainda
existe, na cidade de Reims.
O casal
era nobre não só por descendência, ambos tinham também nobreza de espírito e
seguiam os ensinamentos católicos, que repassaram aos sete filhos. João Batista
era o mais velho deles. Dos demais, uma das filhas tornou-se religiosa,
entrando para o convento de Santo Estevão, em Reims. Dois outros filhos
ocuparam cargos elevados no clero secular, mas João Batista revelou-se o mais
privilegiado em termos espirituais.
Desde
pequeno a vocação se apresentava no garoto, que gostava de improvisar um
pequeno altar para brincar de realizar os atos litúrgicos que assistia com a
mãe. Paralelamente, teve no pai o primeiro professor. Apaixonado por música
clássica e sacra, toda semana havia, na casa dos de La Salle, uma "tarde
musical", onde se apresentavam os melhores e mais importantes artistas da
cidade, assistidos pelas famílias mais prestigiadas de Reims. João Batista
fazia parte da apresentação, executando as músicas de caráter religioso, o que
fez com que o pai o estimulasse a ingressar no coral dos cônegos da catedral.
Entretanto, no íntimo, o desejo dos seus pais era que ele seguisse uma carreira
política.
Mas
esse desejo durou pouco tempo, pois, na hora de definir sua profissão, João
Batista confessou que queria ser padre. Seu pai entendeu que não poderia
disputar o filho com Deus e ordenou que ele seguisse a voz do Criador, para
onde fosse chamado. Ainda jovem, tornou-se coroinha e, com dezesseis anos, era
nomeado cônego da catedral de Reims. Como tinha muita cultura e apreciava os
estudos, com dezoito anos recebeu o título de mestre das Artes Livres, entrou
para a Universidade de Sorbonne e passou a morar no seminário Santo Sulpício,
em Paris. Ali se tornou catequista, chegando a ensinar um total de quatro mil
crianças, preparando-as para a primeira comunhão.
João
Batista recebeu as Ordens Menores em Reims a 17 de março de 1668, mas chegou a
interromper a preparação para o sacerdócio em 1671 quando, já contando vinte e
um anos, perdeu ambos os pais (com menos de um ano entre a morte de um e de
outro), e precisou então cuidar temporariamente dos irmãos menores. Seu primo
Nicolas Roland, padre e auxiliar do Cura da Catedral de Reims, incentivou-o a
não desistir de sua vocação. Pôde assim João Batista retomar os estudos de
Teologia e as tarefas clericais, conciliando-os com as obrigações familiares desde
sua ordenação ao Subdiaconato em 11 de julho de 1672 até a emancipação
definitiva de seus irmãos; em 9 de abril de 1678, finalmente foi ordenado padre.
A
senhora Maillefer, prima de São João Batista de La Salle, neste tempo
patrocinava um projeto de abrir escolas para pobres, em colaboração com o primo
padre Nicolás Roland. Porém a morte do padre Nicolas em 1678 interrompeu este
projeto. Mas Maillefer não renunciou ao projeto, deixando-o a cargo de Adrian
Nyel, pessoa conhecida por seu zelo na educação cristã de crianças pobres, que
se dirigiu a Reims com uma carta a João Batista.
Em
princípios de 1679, João Batista alugou uma casa e fundou uma escola gratuita.
Em 1681 começa a receber professores pobres, definindo um regulamento, por
primeiro sobre o modo de comportar-se, depois sobre a oração, Santas Missas e
refeições. Mesmo em meio a todo esse trabalho, continuou estudando teologia,
até receber o título de doutor, em 1681.
Em 1683
renunciou aos seus bens e em 25 de Maio de 1684 fundou a Congregação dos Irmãos
das Escolas Cristãs, com o objetivo de abrir escolas profissionais e lugares de
educação para jovens que viviam nas ruas. Também em 1684 fundou em Reims a
primeira escola para professores. Em 1688 abriu as primeiras escolas em Paris.
Em 1692 criou o primeiro noviciado para os irmãos e em 1698 terminou de redigir
as regras da Congregação.
Tão
rápido cresceu a Ordem, que já em 1700 foi possível inaugurar um seminário,
onde se lecionava pedagogia, leitura, gramática, física, matemática, doutrina
católica e canto litúrgico. Ele teve a grata felicidade de ver a congregação
comportando setecentos e cinquenta irmãos, possuindo cento e quatorze escolas e
sendo frequentadas por trinta e um mil alunos, todos pobres. No Brasil, os
Irmãos das Escolas Cristãs se estabeleceram em 1907, espalhando-se pelos
estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Nas
suas escolas introduziu diversas inovações como método de ensino: as lições
eram dadas para grupos, em vez de individuais; as aulas eram em francês, não
mais em latim (língua usada nos livros da época); aulas específicas de línguas
modernas, matemática e ciências; os alunos eram divididos em classes por idade
e conhecimento; horário definido para as aulas; escolas correcionais para
jovens que haviam cometido crimes; os professores deveriam ter cursado as
escolas normais. Todas as modificações eram absolutas novidades na França.
Desenvolveu
uma Teologia da Educação ao escrever várias obras sobre a educação escolar e
espiritual, entre elas destaca-se o “Guia para Escolas Cristãs”, um dos
melhores livros de Pedagogia do século XVII, que foi dominante nas escolas
francesas por mais de um século. Trata-se de um livro em que João Batista
resumiu a experiência pedagógica sua e dos primeiros irmãos. Escreveu também
vários catecismos para uso escolar. Entre os livros espirituais, devem-se
destacar as meditações, onde traça um itinerário espiritual completo para
professores cristãos.
São
João Batista de La Salle morreu numa Sexta-Feira Santa, no dia 7 abril de 1719,
em Rouen, e foi canonizado, em 1900, pelo papa Pio X.
No
Calendário Romano Antigo, São João Batista de La Salle é comemorado a 15 de
maio, dia de sua proclamação como “padroeiro celeste, junto a Deus, de todos os
educadores”, pelo Papa Pio XII, ocorrida no ano de 1950.
(com informações do
Portal Paulinas, da Wikipedia em português e
do site do Colégio La
Salle de Águas Claras/DF, alterações a/c blog)
14 de mai. de 2016
Santo do Dia - Sábado, 14/05/2016
00:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÃO BONIFÁCIO DE TARSO
(14 de maio)
Imagem processional de
São Bonifácio, mártir de Tarso,
venerada em Carcaixent, região
de Valência/Espanha.
No início do século IV vivia em Roma uma senhora
jovem, bonita, rica e de alto nível social, chamada Aglaé (ou Aglaida), filha
de Acácio, um senador romano. Embora cristã, levava uma vida devassa, ociosa,
frívola, em poucas palavras: uma vida anticristã. Ela tinha um empregado chamado
Bonifácio, que também era cristão só de nome, mas que não possuía virtudes
cristãs, exceto a compaixão pelos pobres e a hospitalidade a estranhos. Com este servo,
Aglaé viveu amasiada por muitos anos. Por fim, no entanto, seus olhos se
abriram e, reconhecendo o terrível estado de sua alma, começou a temer o
castigo divino. Ela, deixado seus vícios e chorando lágrimas amargas por causa
deles, confessou-os com grande remorso, e começou uma vida verdadeiramente
penitencial. Vendeu todas as suas joias e roupas esplêndidas, apartou-se dos
prazeres do mundo e passou a empregar a maior parte de seu tempo em orações,
jejum e outras obras de penitência.
Como ela, no entanto, tinha sido a causa de queda
de Bonifácio, não se via satisfeita com a sua própria conversão, mas quis convencê-lo
a seguir seu exemplo. Bonifácio também se converteu e, incontáveis vezes
lamentando seus pecados, agradeceu a Deus por não ter sido levado em meio a
eles. Não ter se penitenciado antes, a seus olhos, era grave, e o que ele não
faria contentemente para mortificar agora o seu corpo com o qual outrora tinha
feito tantos males!
Depois de algum tempo em que ambos passaram em
penitências, Aglaé disse a Bonifácio: "Você sabe o quão profundamente nós
dois ofendemos a Deus, e como perdemos toda a Sua graça. Por isso, é necessário
que nos esforcemos para obter intercessões poderosas. Foi-me dito que, quando
honramos as relíquias dos santos mártires, honramos os próprios mártires e
assim obtemos sua intercessão junto a Deus, que devem ser muito poderosas. Vamos
então tentar obter alguma relíquia sagrada. Gostaria de construir uma igreja
para a memória de um mártir para que, assim honrado, ele possa rogar por nós a
Deus e obter a remissão dos nossos pecados."
Bonifácio ficou muito satisfeito com este projeto,
e como ele tinha ouvido dizer que em Tarso, na Cilícia, os cristãos estavam
sendo cruelmente martirizados e seus corpos vendidos, decidiu ir para lá em sua
missão sagrada. Aglaé forneceu-lhe dinheiro suficiente e deu-lhe também vários
criados para auxiliá-lo. Ao despedir-se dela, chegou a dizer em tom de gracejo:
"A senhora me envia para lhe trazer as relíquias de um santo mártir; o que
me diria se Deus me concedesse a graça de me tornar um mártir e recebesse meu
corpo? Receberia de volta meu corpo (feito relíquia)?" Aglaé o repreendeu:
"Não é hora para brincadeiras, e a coroa do martírio não é destinada a um
tão grande pecador. Vá e cumpra nosso objetivo..." Bonifácio então partiu
em sua viagem, durante a qual orou e jejuou sinceramente arrependido de seus
pecados, desejando que pudesse dar a sua vida em expiação deles.
Em sua chegada a Tarso, Bonifácio deixou seus
servos na pousada, enquanto ele próprio foi à rua procurar um cristão capaz de lhe
dar as informações que desejava. Chegado ao mercado local, de imediato presenciou
a tortura de vinte cristãos por causa de sua fé. Ele permaneceu por algum tempo
olhando para eles sem esboçar qualquer reação e, de repente, tão intenso o
desejo de sofrer por amor de Cristo encheu seu coração que lhe era impossível permanecer
quieto. Avançando por entre a multidão em volta dos mártires, abraçou os que ainda
eram espancados, pedindo-lhes em alta voz a perseverarem. "A luta, o esforço",
disse ele, "são curtos; mas a recompensa e o descanso são eternos. Seu
martírio logo acabará, mas a felicidade que vos espera nunca terminará.
Rezo por vocês, servos de Deus", acrescentou, "para que sejam meus
intercessores junto a Cristo, e obtenham para mim, que sou um grande pecador, a
graça de participar de seu martírio e sua vitória."
Simpliciano, o governador local, ouviu e viu
Bonifácio, e então mandou trazê-lo à sua presença para lhe interrogar quem era
e como ousava agir e falar como ele tinha feito. "Sou um cristão
", respondeu Bonifácio, "e alegra-me que esses cristãos tenham a glória
de morrer por causa de Cristo. Desejo lograr a mesma sorte deles." A estas
palavras, o governador se enfureceu, e ordenou que Bonifácio fosse rasgado
cruelmente com ganchos, que foram então inseridos entre as unhas e a carne, e
depois disso, fosse entornado chumbo derretido em sua boca. Durante este padecimento, o heróico confessor de Cristo levantou os olhos para o céu e
gritou: "Dou graças a Vós, Jesus Cristo, pois me considerastes digno de
sacrificar o meu corpo e vida por Vós. Ajudai vosso servo e fortalecei-o com Vossa
graça."
Simpliciano se irritou mais ainda ao ver o santo
escapar ileso das torturas anteriores, e ordenou que o santo fosse lançado num
caldeirão cheio de alcatrão fervente. Ao ser jogado ao fluido em ebulição, Bonifácio
persignou a si mesmo e ao caldeirão, e imediatamente o recipiente e o líquido
incandescente entornaram, queimando gravemente os demais presentes. O governador,
já fora de si, não tinha nenhum outro recurso para fazer cair o herói
invencível senão decapitá-lo. Antes de Bonifácio receber o golpe mortal, ele rezou
ao Onipotente de joelhos: "Senhor, não vos lembreis de meus erros. Arrependo-me
deles de todo o meu coração. Recebei o sacrifício da minha vida, do qual me
destes a graça de fazê-lo por Vós. Iluminai e convertei todos os que aqui estão
presentes." Assim, o destemido herói cristão destemido terminou sua vida.
Enquanto isso, seus servos não sabiam onde o seu
senhor estava, e como estivesse tanto tempo ausente, procuraram por ele em
diferentes lugares e, descrevendo suas roupas, sua altura e figura, perguntavam a
todos se o conheciam e se tinham visto um homem assim. No dia seguinte, foram
informados de que um homem com tais características havia sido decapitado por não
renunciar à fé cristã. Os servos, assustados, olharam um para o outro e, por
fim, foram ao local da execução, onde os corpos dos santos mártires ainda jaziam,
ao que encontraram o corpo e a cabeça de seu superior. Eles choraram num misto de
alegria e tristeza e, de antemão, decidiram-se a não reaver nenhum outro corpo,
mas o de São Bonifácio, e levá-lo a Roma. O resgate foi pago por 500 unidades
de ouro e, depois de as relíquias sagradas serem limpas e embalsamadas, eles as
trouxeram a Roma.
Aglaé, que havia sido informada por uma visão
celestial de todos os fatos ocorridos, foi se encontrar com os moços, e
reverentemente recebeu o tesouro, colocando-o num túmulo precioso, construindo
uma magnífica capela junto dele. Aglaé viveu mais 13 anos em constante penitência,
numa pequena habitação erguida perto da capela dedicada a São Bonifácio, ao fim
morrendo na paz do Senhor.
(Por Pe. Francis Xavier Weninger, 1876 - Publicado no
site
"Catholic Harbor of Faith and Moral", tradução livre
a/c blog)
13 de mai. de 2016
Santo do Dia - Sexta-Feira, 13/05/2016
00:00 | Postado por
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SÃO ROBERTO BELARMINO
(13 de maio)
Pintura anônima do
século 16, retratando São
Roberto Belarmino em
trajes de Cardeal.
Roberto
Francisco Rômulo Belarmino veio ao mundo no dia 4 de outubro de 1542, em
Montepulciano, Itália. Era filho de pais humildes e católicos de muita fé.
Tiveram doze filhos, dos quais seis abraçaram a vida religiosa, tal foi a
influência do ambiente cristão que proporcionaram a eles com os seus exemplos. O
menino Roberto nasceu franzino e doente. Talvez por ter tido tantos problemas
de saúde nos primeiros anos de existência, dedicou atenção especial aos doentes
durante toda a vida.
Embora
constantemente enfermo, Roberto demonstrou desde muito cedo uma inteligência
surpreendente, que o levou ao magistério e a uma carreira eclesiástica
vertiginosa. Aos 18 anos, ingressou como postulante na Companhia de Jesus. Três
anos depois, em 1563, foi nomeado professor do Colégio de Florença e, um ano
depois, passou a lecionar retórica no Piemonte. Em 1566, foi para o Colégio de
Pádua, onde também estudou teologia.
De
pequena estatura física, tinha um temperamento alegre e amigável. A sua
caridade para com os pobres e os aflitos era proverbial. Polemista notável,
participou de alguns dos maiores debates da época, revelando uma cultura e
abertura de espírito notáveis. Foi um dos grandes da Contrarreforma que se
seguiu ao Concílio de Trento.
Em
1567, então já muito conhecido em todo o país como excelente pregador, mudou-se
para a Universidade de Louvain, cidade que, localizada a menos de vinte
quilômetros de Bruxelas, era um baluarte da verdadeira doutrina numa região limítrofe
a vários Estados que aderiram às teses de Lutero. A Louvain chegou Roberto para
permanecer dois anos, os quais se transformaram em sete, segundo a previsão que
ele mesmo fizera.
O jovem
jesuíta era um gigante no púlpito. Aos domingos, pregava em latim na igreja do
ateneu, repleta de um público habituado a escutar, com espírito crítico, os
mais doutos pregadores. Preciosos foram os frutos desses sermões: católicos
hesitantes eram confirmados na Fé, numerosos jovens consagravam-se ao serviço
de Deus, muitos protestantes se convertiam. Não faltavam entre eles os que,
vindos da Holanda ou da Inglaterra para ouvi-lo e refutar-lhe os argumentos,
retornavam arrependidos.
Em Gante,
a 25 de março de 1570, tendo concluído todos os estudos, recebeu a ordenação
sacerdotal. Como sacerdote e mais tarde como bispo, antes de tudo um pastor de
almas, sentia o dever de pregar assiduamente o Evangelho. Pregou centenas de sermões
em Flandres, em Roma, em Nápoles e em Cápua, por ocasião das celebrações
litúrgicas.
Brilhante
intelectual, refutou os erros do protestantismo nas suas “Controvérsias Cristãs
Sobre a Fé”, um tratado sobre todas as heresias, obra teológica que até hoje é
importante referência em Apologética. Apontou destemidamente os erros de Jaime
I, rei da Inglaterra.
Foi
diretor espiritual de São Luís Gonzaga, desde seu ingresso na Companhia de
Jesus até os últimos momentos de sua vida.
Em
1592, Belarmino foi nomeado diretor do Colégio Romano, que contava com duzentos
e dois professores e dois mil estudantes, entre os quais duzentos jesuítas. Lá,
realizou um trabalho de tamanha importância que, algum tempo depois, foi
nomeado para o cargo de superior provincial napolitano, função em que ficou
apenas por dois anos, pois o papa Clemente VIII reclamava sua presença em Roma,
para auxiliá-lo como consultor no seu pontificado.
Nesse
período, produziu outra obra famosa: "Catecismo", que teve dezenas de
edições e foi traduzido para mais de cinquenta idiomas, vindo a ser um dos três
principais Catecismos adotados pela Igreja até a edição do Catecismo Maior de
São Pio X. Também se destacou como exegeta com magníficos e eruditos
comentários aos Salmos. Outro famoso texto seu é ‘A arte de bem morrer’, que
fala da aceitação da morte como parte integrante do processo da vida, e da
necessidade de se encontrar a transição com serenidade, desapego e confiança.
Nomeado
cardeal e bispo de Cápua, entregou-se com zelo ao cumprimento dos deveres
episcopais, sendo modelo de prelado e pastor de almas. Foi também designiado
como Inquisidor, quando então atuou no julgamento dos hereges Giordano Bruno
(adepto da magia hermética) e Galileu Galilei (cujas teses mais tinham de gnosticismo
neopagão que de ciência). Na condição de conselheiro papal, com coragem e
evangélica franqueza não hesitava em censurar respeitosamente, quando julgava
necessário.
Com a
morte do papa Clemente VIII, o seu sucessor, papa Leão XI, governou a Igreja
apenas por vinte e sete dias, vindo logo a falecer. Foi assim que o nome de
Roberto Belarmino recebeu muitos votos nos dois Conclaves para a eleição do
novo sumo pontífice. No entanto, Roberto Belarmino rejeitara sua eleição nestes
e ainda noutro conclave seguinte, sendo então eleito em 1605 Paulo V como Papa,
o qual imediatamente chamou o Cardeal Bellarmino para trabalharem juntos no
Vaticano. Esse trabalho junto a Paulo V ocupou Belarmino durante os vinte e
dois anos seguintes.
Morreu
aos setenta e nove anos de idade, em 17 de setembro de 1621, apresentando
graves problemas físicos e de surdez, conseqüência dos males que o acompanharam
por toda a vida. Com fama de santidade ainda em vida, suas virtudes foram
reconhecidas pela Igreja, sendo depois beatificado, em 13 de maio de 1923. A
canonização de são Roberto Belarmino se deu em 29 de junho de 1930. No ano
seguinte, recebeu o honroso título de doutor da Igreja.
No
Calendário Romano Antigo, São Roberto Belarmino é comemorado na data de sua
beatificação: 13 de maio.
(com informações do "Portal
Paulinas", da Wikipedia
em português e das
páginas "Santo Protetor" e
"Comunidade
Getsêmani", alterações a/c blog)
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