TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

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CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

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(exceto em feriados cívicos)
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16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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16 de mai. de 2016

Santo do Dia - Segunda-Feira, 16/05/2016



SANTO UBALDO
(16 de maio)

Santo Ubaldo, em afresco anônimo do século 16.

Ubaldo nasceu de nobre família alemã em 1085, na cidade de Gúbio, Itália. Entretanto foi criado por um tio, porque ficou órfão ainda muito criança. Aos quinze anos de idade, resolveu que seria monge ermitão, para estar longe do burburinho e das ilusões da cidade. Seu tio não permitiu, preferindo que ele fosse conviver com os cônegos de São Segundo, para completar os estudos. Com eles Ubaldo ficou até ser chamado pelo bispo João, que o ordenou sacerdote em 1114 e o manteve como auxiliar incansável na reforma eclesiástica que promovia naquela diocese.

Mas neste mesmo ano foi eleito prior da comunidade religiosa de São Mariano, nos arredores de Gúbio, e titular da catedral. À pequena comunidade ele deu um novo desenvolvimento ascético, nos moldes de são Pedro Damião, que tinha transformado o mosteiro de Fonte Avelana em um centro exemplar de vida religiosa. E para lá se dirigiu também Ubaldo, depois do incêndio de 1126, que destruiu a catedral e a comunidade, com os religiosos tendo de se dispersarem.

Acontece que Ubaldo teve atuação tão exemplar nesse período, que em 1129 foi nomeado bispo de Gúbio pelo papa Honório II, que o sagrou pessoalmente. Assim ele voltou para sua cidade, agora também sua sede episcopal. Além de ganhar a confiança do povo quase de imediato, por causa da defesa intransigente dos pobres frente a abuso de certos senhores feudais, Ubaldo passou a ser considerado herói por ter evitado a invasão da cidade pelo terrível Frederico Barba-Roxa, em 1155. Para isso usou suas armas mais eficazes: persuasão, caridade e doçura.

Ubaldo era um pacificador. Diz a tradição que, certa vez, ele se colocou literalmente entre dois grupos adversários que brigavam no centro de Gúbio. Somente ao ver seu amado bispo no chão, ferido pelos participantes de ambos os lados, é que o povo percebeu a violência descabida praticada, a luta cessou e a paz passou a reinar na cidade.

Ele morreu no dia 16 de maio de 1160, tendo sido proclamado padroeiro de Gúbio imediatamente após o falecimento. Com isso a sua canonização foi rápida, ocorrida pouco mais de trinta anos depois. Em 1192, Ubaldo foi proclamado santo, sendo celebrado no dia de sua morte.

(com informações do Portal Paulinas, alterações a/c blog)

15 de mai. de 2016

Santo do Dia - Domingo, 15/05/2016



SÃO JOÃO BATISTA DE LA SALLE
(15 de maio)

Um dos vitrais retratando São João Batista de La Salle, 
na Igreja de São Sulpício, em Paris/França.

A tradição da família de La Salle, na França, é muito antiga. No século 17, descendente de Carlos Magno, Louis de La Salle era conselheiro do Supremo Tribunal quando sua esposa, também de família fidalga, deu à luz a João Batista de La Salle, em 30 de abril de 1651, na casa da rua de L'Arbatete, que ainda existe, na cidade de Reims.

O casal era nobre não só por descendência, ambos tinham também nobreza de espírito e seguiam os ensinamentos católicos, que repassaram aos sete filhos. João Batista era o mais velho deles. Dos demais, uma das filhas tornou-se religiosa, entrando para o convento de Santo Estevão, em Reims. Dois outros filhos ocuparam cargos elevados no clero secular, mas João Batista revelou-se o mais privilegiado em termos espirituais.

Desde pequeno a vocação se apresentava no garoto, que gostava de improvisar um pequeno altar para brincar de realizar os atos litúrgicos que assistia com a mãe. Paralelamente, teve no pai o primeiro professor. Apaixonado por música clássica e sacra, toda semana havia, na casa dos de La Salle, uma "tarde musical", onde se apresentavam os melhores e mais importantes artistas da cidade, assistidos pelas famílias mais prestigiadas de Reims. João Batista fazia parte da apresentação, executando as músicas de caráter religioso, o que fez com que o pai o estimulasse a ingressar no coral dos cônegos da catedral. Entretanto, no íntimo, o desejo dos seus pais era que ele seguisse uma carreira política.

Mas esse desejo durou pouco tempo, pois, na hora de definir sua profissão, João Batista confessou que queria ser padre. Seu pai entendeu que não poderia disputar o filho com Deus e ordenou que ele seguisse a voz do Criador, para onde fosse chamado. Ainda jovem, tornou-se coroinha e, com dezesseis anos, era nomeado cônego da catedral de Reims. Como tinha muita cultura e apreciava os estudos, com dezoito anos recebeu o título de mestre das Artes Livres, entrou para a Universidade de Sorbonne e passou a morar no seminário Santo Sulpício, em Paris. Ali se tornou catequista, chegando a ensinar um total de quatro mil crianças, preparando-as para a primeira comunhão.

João Batista recebeu as Ordens Menores em Reims a 17 de março de 1668, mas chegou a interromper a preparação para o sacerdócio em 1671 quando, já contando vinte e um anos, perdeu ambos os pais (com menos de um ano entre a morte de um e de outro), e precisou então cuidar temporariamente dos irmãos menores. Seu primo Nicolas Roland, padre e auxiliar do Cura da Catedral de Reims, incentivou-o a não desistir de sua vocação. Pôde assim João Batista retomar os estudos de Teologia e as tarefas clericais, conciliando-os com as obrigações familiares desde sua ordenação ao Subdiaconato em 11 de julho de 1672 até a emancipação definitiva de seus irmãos; em 9 de abril de 1678, finalmente foi ordenado padre.

A senhora Maillefer, prima de São João Batista de La Salle, neste tempo patrocinava um projeto de abrir escolas para pobres, em colaboração com o primo padre Nicolás Roland. Porém a morte do padre Nicolas em 1678 interrompeu este projeto. Mas Maillefer não renunciou ao projeto, deixando-o a cargo de Adrian Nyel, pessoa conhecida por seu zelo na educação cristã de crianças pobres, que se dirigiu a Reims com uma carta a João Batista.

Em princípios de 1679, João Batista alugou uma casa e fundou uma escola gratuita. Em 1681 começa a receber professores pobres, definindo um regulamento, por primeiro sobre o modo de comportar-se, depois sobre a oração, Santas Missas e refeições. Mesmo em meio a todo esse trabalho, continuou estudando teologia, até receber o título de doutor, em 1681.

Em 1683 renunciou aos seus bens e em 25 de Maio de 1684 fundou a Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, com o objetivo de abrir escolas profissionais e lugares de educação para jovens que viviam nas ruas. Também em 1684 fundou em Reims a primeira escola para professores. Em 1688 abriu as primeiras escolas em Paris. Em 1692 criou o primeiro noviciado para os irmãos e em 1698 terminou de redigir as regras da Congregação.

Tão rápido cresceu a Ordem, que já em 1700 foi possível inaugurar um seminário, onde se lecionava pedagogia, leitura, gramática, física, matemática, doutrina católica e canto litúrgico. Ele teve a grata felicidade de ver a congregação comportando setecentos e cinquenta irmãos, possuindo cento e quatorze escolas e sendo frequentadas por trinta e um mil alunos, todos pobres. No Brasil, os Irmãos das Escolas Cristãs se estabeleceram em 1907, espalhando-se pelos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Nas suas escolas introduziu diversas inovações como método de ensino: as lições eram dadas para grupos, em vez de individuais; as aulas eram em francês, não mais em latim (língua usada nos livros da época); aulas específicas de línguas modernas, matemática e ciências; os alunos eram divididos em classes por idade e conhecimento; horário definido para as aulas; escolas correcionais para jovens que haviam cometido crimes; os professores deveriam ter cursado as escolas normais. Todas as modificações eram absolutas novidades na França.

Desenvolveu uma Teologia da Educação ao escrever várias obras sobre a educação escolar e espiritual, entre elas destaca-se o “Guia para Escolas Cristãs”, um dos melhores livros de Pedagogia do século XVII, que foi dominante nas escolas francesas por mais de um século. Trata-se de um livro em que João Batista resumiu a experiência pedagógica sua e dos primeiros irmãos. Escreveu também vários catecismos para uso escolar. Entre os livros espirituais, devem-se destacar as meditações, onde traça um itinerário espiritual completo para professores cristãos.

São João Batista de La Salle morreu numa Sexta-Feira Santa, no dia 7 abril de 1719, em Rouen, e foi canonizado, em 1900, pelo papa Pio X.

No Calendário Romano Antigo, São João Batista de La Salle é comemorado a 15 de maio, dia de sua proclamação como “padroeiro celeste, junto a Deus, de todos os educadores”, pelo Papa Pio XII, ocorrida no ano de 1950.

(com informações do Portal Paulinas, da Wikipedia em português e
do site do Colégio La Salle de Águas Claras/DF, alterações a/c blog)

14 de mai. de 2016

Santo do Dia - Sábado, 14/05/2016



SÃO BONIFÁCIO DE TARSO
(14 de maio)

Imagem processional de São Bonifácio, mártir de Tarso,
venerada em Carcaixent, região de Valência/Espanha.

No início do século IV vivia em Roma uma senhora jovem, bonita, rica e de alto nível social, chamada Aglaé (ou Aglaida), filha de Acácio, um senador romano. Embora cristã, levava uma vida devassa, ociosa, frívola, em poucas palavras: uma vida anticristã. Ela tinha um empregado chamado Bonifácio, que também era cristão só de nome, mas que não possuía virtudes cristãs, exceto a compaixão pelos pobres e a hospitalidade a estranhos. Com este servo, Aglaé viveu amasiada por muitos anos. Por fim, no entanto, seus olhos se abriram e, reconhecendo o terrível estado de sua alma, começou a temer o castigo divino. Ela, deixado seus vícios e chorando lágrimas amargas por causa deles, confessou-os com grande remorso, e começou uma vida verdadeiramente penitencial. Vendeu todas as suas joias e roupas esplêndidas, apartou-se dos prazeres do mundo e passou a empregar a maior parte de seu tempo em orações, jejum e outras obras de penitência.

Como ela, no entanto, tinha sido a causa de queda de Bonifácio, não se via satisfeita com a sua própria conversão, mas quis convencê-lo a seguir seu exemplo. Bonifácio também se converteu e, incontáveis vezes lamentando seus pecados, agradeceu a Deus por não ter sido levado em meio a eles. Não ter se penitenciado antes, a seus olhos, era grave, e o que ele não faria contentemente para mortificar agora o seu corpo com o qual outrora tinha feito tantos males!

Depois de algum tempo em que ambos passaram em penitências, Aglaé disse a Bonifácio: "Você sabe o quão profundamente nós dois ofendemos a Deus, e como perdemos toda a Sua graça. Por isso, é necessário que nos esforcemos para obter intercessões poderosas. Foi-me dito que, quando honramos as relíquias dos santos mártires, honramos os próprios mártires e assim obtemos sua intercessão junto a Deus, que devem ser muito poderosas. Vamos então tentar obter alguma relíquia sagrada. Gostaria de construir uma igreja para a memória de um mártir para que, assim honrado, ele possa rogar por nós a Deus e obter a remissão dos nossos pecados."

Bonifácio ficou muito satisfeito com este projeto, e como ele tinha ouvido dizer que em Tarso, na Cilícia, os cristãos estavam sendo cruelmente martirizados e seus corpos vendidos, decidiu ir para lá em sua missão sagrada. Aglaé forneceu-lhe dinheiro suficiente e deu-lhe também vários criados para auxiliá-lo. Ao despedir-se dela, chegou a dizer em tom de gracejo: "A senhora me envia para lhe trazer as relíquias de um santo mártir; o que me diria se Deus me concedesse a graça de me tornar um mártir e recebesse meu corpo? Receberia de volta meu corpo (feito relíquia)?" Aglaé o repreendeu: "Não é hora para brincadeiras, e a coroa do martírio não é destinada a um tão grande pecador. Vá e cumpra nosso objetivo..." Bonifácio então partiu em sua viagem, durante a qual orou e jejuou sinceramente arrependido de seus pecados, desejando que pudesse dar a sua vida em expiação deles.

Em sua chegada a Tarso, Bonifácio deixou seus servos na pousada, enquanto ele próprio foi à rua procurar um cristão capaz de lhe dar as informações que desejava. Chegado ao mercado local, de imediato presenciou a tortura de vinte cristãos por causa de sua fé. Ele permaneceu por algum tempo olhando para eles sem esboçar qualquer reação e, de repente, tão intenso o desejo de sofrer por amor de Cristo encheu seu coração que lhe era impossível permanecer quieto. Avançando por entre a multidão em volta dos mártires, abraçou os que ainda eram espancados, pedindo-lhes em alta voz a perseverarem. "A luta, o esforço", disse ele, "são curtos; mas a recompensa e o descanso são eternos. Seu martírio logo acabará, mas a felicidade que vos espera nunca terminará. Rezo por vocês, servos de Deus", acrescentou, "para que sejam meus intercessores junto a Cristo, e obtenham para mim, que sou um grande pecador, a graça de participar de seu martírio e sua vitória."

Simpliciano, o governador local, ouviu e viu Bonifácio, e então mandou trazê-lo à sua presença para lhe interrogar quem era e como ousava agir e falar como ele tinha feito. "Sou um cristão ", respondeu Bonifácio, "e alegra-me que esses cristãos tenham a glória de morrer por causa de Cristo. Desejo lograr a mesma sorte deles." A estas palavras, o governador se enfureceu, e ordenou que Bonifácio fosse rasgado cruelmente com ganchos, que foram então inseridos entre as unhas e a carne, e depois disso, fosse entornado chumbo derretido em sua boca. Durante este padecimento, o heróico confessor de Cristo levantou os olhos para o céu e gritou: "Dou graças a Vós, Jesus Cristo, pois me considerastes digno de sacrificar o meu corpo e vida por Vós. Ajudai vosso servo e fortalecei-o com Vossa graça."

Simpliciano se irritou mais ainda ao ver o santo escapar ileso das torturas anteriores, e ordenou que o santo fosse lançado num caldeirão cheio de alcatrão fervente. Ao ser jogado ao fluido em ebulição, Bonifácio persignou a si mesmo e ao caldeirão, e imediatamente o recipiente e o líquido incandescente entornaram, queimando gravemente os demais presentes. O governador, já fora de si, não tinha nenhum outro recurso para fazer cair o herói invencível senão decapitá-lo. Antes de Bonifácio receber o golpe mortal, ele rezou ao Onipotente de joelhos: "Senhor, não vos lembreis de meus erros. Arrependo-me deles de todo o meu coração. Recebei o sacrifício da minha vida, do qual me destes a graça de fazê-lo por Vós. Iluminai e convertei todos os que aqui estão presentes." Assim, o destemido herói cristão destemido terminou sua vida.

Enquanto isso, seus servos não sabiam onde o seu senhor estava, e como estivesse tanto tempo ausente, procuraram por ele em diferentes lugares e, descrevendo suas roupas, sua altura e figura, perguntavam a todos se o conheciam e se tinham visto um homem assim. No dia seguinte, foram informados de que um homem com tais características havia sido decapitado por não renunciar à fé cristã. Os servos, assustados, olharam um para o outro e, por fim, foram ao local da execução, onde os corpos dos santos mártires ainda jaziam, ao que encontraram o corpo e a cabeça de seu superior. Eles choraram num misto de alegria e tristeza e, de antemão, decidiram-se a não reaver nenhum outro corpo, mas o de São Bonifácio, e levá-lo a Roma. O resgate foi pago por 500 unidades de ouro e, depois de as relíquias sagradas serem limpas e embalsamadas, eles as trouxeram a Roma.

Aglaé, que havia sido informada por uma visão celestial de todos os fatos ocorridos, foi se encontrar com os moços, e reverentemente recebeu o tesouro, colocando-o num túmulo precioso, construindo uma magnífica capela junto dele. Aglaé viveu mais 13 anos em constante penitência, numa pequena habitação erguida perto da capela dedicada a São Bonifácio, ao fim morrendo na paz do Senhor.

(Por Pe. Francis Xavier Weninger, 1876 - Publicado no site
"Catholic Harbor of Faith and Moral", tradução livre a/c blog)

13 de mai. de 2016

Santo do Dia - Sexta-Feira, 13/05/2016



SÃO ROBERTO BELARMINO
(13 de maio)

Pintura anônima do século 16, retratando São
Roberto Belarmino em trajes de Cardeal.

Roberto Francisco Rômulo Belarmino veio ao mundo no dia 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, Itália. Era filho de pais humildes e católicos de muita fé. Tiveram doze filhos, dos quais seis abraçaram a vida religiosa, tal foi a influência do ambiente cristão que proporcionaram a eles com os seus exemplos. O menino Roberto nasceu franzino e doente. Talvez por ter tido tantos problemas de saúde nos primeiros anos de existência, dedicou atenção especial aos doentes durante toda a vida.

Embora constantemente enfermo, Roberto demonstrou desde muito cedo uma inteligência surpreendente, que o levou ao magistério e a uma carreira eclesiástica vertiginosa. Aos 18 anos, ingressou como postulante na Companhia de Jesus. Três anos depois, em 1563, foi nomeado professor do Colégio de Florença e, um ano depois, passou a lecionar retórica no Piemonte. Em 1566, foi para o Colégio de Pádua, onde também estudou teologia.

De pequena estatura física, tinha um temperamento alegre e amigável. A sua caridade para com os pobres e os aflitos era proverbial. Polemista notável, participou de alguns dos maiores debates da época, revelando uma cultura e abertura de espírito notáveis. Foi um dos grandes da Contrarreforma que se seguiu ao Concílio de Trento.

Em 1567, então já muito conhecido em todo o país como excelente pregador, mudou-se para a Universidade de Louvain, cidade que, localizada a menos de vinte quilômetros de Bruxelas, era um baluarte da verdadeira doutrina numa região limítrofe a vários Estados que aderiram às teses de Lutero. A Louvain chegou Roberto para permanecer dois anos, os quais se transformaram em sete, segundo a previsão que ele mesmo fizera.

O jovem jesuíta era um gigante no púlpito. Aos domingos, pregava em latim na igreja do ateneu, repleta de um público habituado a escutar, com espírito crítico, os mais doutos pregadores. Preciosos foram os frutos desses sermões: católicos hesitantes eram confirmados na Fé, numerosos jovens consagravam-se ao serviço de Deus, muitos protestantes se convertiam. Não faltavam entre eles os que, vindos da Holanda ou da Inglaterra para ouvi-lo e refutar-lhe os argumentos, retornavam arrependidos.

Em Gante, a 25 de março de 1570, tendo concluído todos os estudos, recebeu a ordenação sacerdotal. Como sacerdote e mais tarde como bispo, antes de tudo um pastor de almas, sentia o dever de pregar assiduamente o Evangelho. Pregou centenas de sermões em Flandres, em Roma, em Nápoles e em Cápua, por ocasião das celebrações litúrgicas.

Brilhante intelectual, refutou os erros do protestantismo nas suas “Controvérsias Cristãs Sobre a Fé”, um tratado sobre todas as heresias, obra teológica que até hoje é importante referência em Apologética. Apontou destemidamente os erros de Jaime I, rei da Inglaterra.

Foi diretor espiritual de São Luís Gonzaga, desde seu ingresso na Companhia de Jesus até os últimos momentos de sua vida.

Em 1592, Belarmino foi nomeado diretor do Colégio Romano, que contava com duzentos e dois professores e dois mil estudantes, entre os quais duzentos jesuítas. Lá, realizou um trabalho de tamanha importância que, algum tempo depois, foi nomeado para o cargo de superior provincial napolitano, função em que ficou apenas por dois anos, pois o papa Clemente VIII reclamava sua presença em Roma, para auxiliá-lo como consultor no seu pontificado.

Nesse período, produziu outra obra famosa: "Catecismo", que teve dezenas de edições e foi traduzido para mais de cinquenta idiomas, vindo a ser um dos três principais Catecismos adotados pela Igreja até a edição do Catecismo Maior de São Pio X. Também se destacou como exegeta com magníficos e eruditos comentários aos Salmos. Outro famoso texto seu é ‘A arte de bem morrer’, que fala da aceitação da morte como parte integrante do processo da vida, e da necessidade de se encontrar a transição com serenidade, desapego e confiança.

Nomeado cardeal e bispo de Cápua, entregou-se com zelo ao cumprimento dos deveres episcopais, sendo modelo de prelado e pastor de almas. Foi também designiado como Inquisidor, quando então atuou no julgamento dos hereges Giordano Bruno (adepto da magia hermética) e Galileu Galilei (cujas teses mais tinham de gnosticismo neopagão que de ciência). Na condição de conselheiro papal, com coragem e evangélica franqueza não hesitava em censurar respeitosamente, quando julgava necessário.

Com a morte do papa Clemente VIII, o seu sucessor, papa Leão XI, governou a Igreja apenas por vinte e sete dias, vindo logo a falecer. Foi assim que o nome de Roberto Belarmino recebeu muitos votos nos dois Conclaves para a eleição do novo sumo pontífice. No entanto, Roberto Belarmino rejeitara sua eleição nestes e ainda noutro conclave seguinte, sendo então eleito em 1605 Paulo V como Papa, o qual imediatamente chamou o Cardeal Bellarmino para trabalharem juntos no Vaticano. Esse trabalho junto a Paulo V ocupou Belarmino durante os vinte e dois anos seguintes.

Morreu aos setenta e nove anos de idade, em 17 de setembro de 1621, apresentando graves problemas físicos e de surdez, conseqüência dos males que o acompanharam por toda a vida. Com fama de santidade ainda em vida, suas virtudes foram reconhecidas pela Igreja, sendo depois beatificado, em 13 de maio de 1923. A canonização de são Roberto Belarmino se deu em 29 de junho de 1930. No ano seguinte, recebeu o honroso título de doutor da Igreja.

No Calendário Romano Antigo, São Roberto Belarmino é comemorado na data de sua beatificação: 13 de maio.

(com informações do "Portal Paulinas", da Wikipedia
em português e das páginas "Santo Protetor" e
"Comunidade Getsêmani", alterações a/c blog)