TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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7 de ago. de 2016

Santos do Dia - Domingo, 07/08/2016 - 1ª Parte



SÃO CAETANO
(07 de agosto)

São Caetano em pintura a óleo por
Giovanni Battista Tiepolo, feita entre 1710 e 1736.

São Caetano, fundador da Ordem dos Caetanos ou Teatinos, nasceu em 1480, em Vicenza, de pais ilustres e virtuosos. Logo após o batismo, foi a criança, pela mãe oferecida e consagrada à Santíssima Virgem. Não ficou sem efeito a oração de sua mãe. Desde pequeno Caetano mostrava grande amor à oração a obras de caridade. Exemplar em tudo, era entre os companheiros de infância chamado "o Santo".

Mais tarde fez os estudos, doutorou-se em direito civil e eclesiástico e do Papa Júlio II recebeu a ordenação sacerdotal. Morto este Papa, Caetano voltou à sua terra e dedicou-se quase exclusivamente ao serviço hospitalar. Sua única ambição era salvar almas. O povo dizia: "Caetano no altar é Anjo, no púlpito Apóstolo". Não perdia ocasião de conduzir almas a Deus Nosso Senhor, o que lhe importou o apelido: "Caçador de almas".

Na segunda viagem a Roma, fundou, com três companheiros, uma nova Ordem, cujo plano era: a santificação própria, combater a tibieza e ignorância entre o clero, regenerar os costumes da sociedade, observar escrupulosamente as cerimônias litúrgicas, restabelecer o respeito e reverência na casa de Deus, exterminar as heresias e assistir os doentes moribundos; numa palavra: "praticar a verdadeira ação apostólica". Foi dada, a esta nova Ordem, o nome "Ordem dos Clérigos Regulares", popularmente conhecida como "Padres Teatinos", nome pelo qual se distingue de outras Ordens de mesmo ou semelhante nome surgidas no contexto da Contrarreforma.

Os companheiros co-fundadores da Ordem, foram: 1. Bonifácio de Colli, sacerdote do Oratório, reunia qualidades semelhantes a do seu amigo Caetano. Amabilidade, serenidade e doçura, faziam de si homem repleto do amor de Deus. 2. Paulo Consiglieri, pertencia à família Ghislieri, da qual sairia mais tarde o Papa São Pio V (Antônio Ghislieri). 3. João Pedro Carafa, bispo da cidade italiana de Chiete - em latim, "Theate", daí a Ordem fundada por São Caetano ser também conhecida por "Teatinos". D. Carafa era dotado de habilidades diplomáticas e prestígio incomparável, apesar de possuir outras qualidades controversas. Os Papas lhe confiaram diversas missões, dentre as quais, planos de reforma empreendidas pela Cúria Romana. A urgência de levar a administração da Igreja a uma transformação radical e necessária foi que o levou a conhecer o belo projeto de São Caetano, a quem humildemente pediu admissão como companheiro na Ordem. Trinta anos depois, veio a assumir o trono pontifício com o nome de Paulo IV, em cujo pontificado permaneceu de 1555 a 1559.

Aos religiosos, São Caetano deu uma regra que os obrigava à perfeita pobreza, proibindo-lhes não só aceitar a mínima recompensa pelos trabalhos, mas vedando-lhes até pedir esmola. Por mais rigoroso que isto o parecesse, houve muitos que pediram ser aceitos como membros da nova Ordem. A primeira casa foi fundada em Roma. Um ano depois a invasão do Exército Imperial fê-los sair da Cidade Eterna. Uma segunda casa foi fundada em Nápoles. Devido à intervenção enérgica de Caetano, a heresia luterana não conseguiu tomar pé naquela cidade.

Apóstolo do bem, era Caetano de extremo rigor contra si mesmo. A vida era-lhe o jejum contínuo, uma penitência sem fim. Verdade é que, nisto não lhe consistindo a santidade, Deus o distinguiu com privilégios e dons extraordinários. Muitas vezes teve aparições de Nossa Senhora, das quais a mais memorável foi a da noite de Natal, em que Maria Santíssima se dignou apresentar-lhe o Divino Infante. Contam-se às centenas as curas maravilhosas feitas pela oração do santo servo de Deus. Em muitas ocasiões predisse o futuro, com uma certeza tal, que não deixou dúvida de tê-la recebido diretamente de Deus.

A série de obras de caridade para com o próximo quis Caetano rematá-lo com uma, que lhe mereceu a gratidão do povo de Nápoles. As autoridades civis e eclesiásticas de Nápoles tinham resolvido estabelecer o tribunal da Inquisição, para ter uma arma forte contra a heresia que vinha da Alemanha. O povo se opôs a esta ideia e a tal ponto chegou sua excitação, que era para se recear um levantamento geral. Os homens mais influentes em vão se esforçavam para tranquilizar a população.

São Caetano, prevendo o enorme prejuízo que daí resultaria para as almas, ofereceu sua vida a Deus, pedindo-lhe que a aceitasse, para que fosse conservada a paz e concórdia entre o povo e as autoridades. Deus aceitou o sacrifício. Caetano adoeceu gravemente e morreu. Imediatamente amainou a tempestade e os espíritos se acalmaram, fato que todos atribuíram à intervenção do Santo. As últimas palavras que disse foram: "Não há outro caminho para o céu, a não ser o da inocência e o da penitência. Quem abandonou o primeiro, tem de trilhar o segundo". Caetano morreu em 1547.

(Texto extraído de “Na Luz Perpétua”, por Pe. J. B. Lehmann,
e disponível na Página Oriente, alterações a/c blog)

6 de ago. de 2016

Santos do Dia - Sábado, 06/08/2016



SÃO SIXTO II - PAPA
SANTOS FELICÍSSIMO E AGAPITO DE ROMA, DIÁCONOS
(06 de agosto)

Cópia fotográfica do mosaico da Basílica de São 
João de Latrão representando São Sixto II.

São Sixto II era grego nascido em Atenas. Pelas suas qualidades de grande filósofo e humilde discípulo de Cristo, foi sagrado Bispo de Roma e escolhido para suceder a Santo Estêvão, recém martirizado. Este, por sua vez, foi sucessor de São Lúcio. Ambos foram martirizados pela intensa perseguição feita pelo imperador Valeriano.

A perseguição implacável de Valeriano já veio no ano seguinte à posse de São Sixto. Como por seus admiráveis testemunho e pregação convertia a muitos pagãos e os animava a morrer por Cristo, o imperador lhe deu ordem de prisão, cumprida enquanto celebrava a Sagrada Liturgia na catacumba de Calixto. Tentou Valeriano persuadir a Sixto ora com lisonjas, ora com ameaças; não conseguindo seu intento, mandou encarcerar o Papa na prisão de Mamertino.

Segundo Santo Ambrósio, o jovem diácono São Lourenço chegou a encontrar São Sixto II a caminho do cárcere, chegando inclusive a lamentar que não lhe acompanhasse na desdita prisão. Ao que o Pontífice lhe animou, pedindo para que, estando livre, prosseguisse nas tarefas de que já fora incumbido, bem como indicando que em alguns dias sofreria de um martírio ainda mais glorioso que o seu.

Logo após ouvir a sentença de morte, Sixto ainda foi conduzido ao templo de Marte numa última tentativa de apostasia. Ao chegar às portas do templo, o Romano Pontífice disse: "Cristo, filho do Deus vivo, te destrua", ao que os cristãos presentes replicaram em voz alta: "Amém!" O ídolo e grande parte do templo sucumbiram. Os pagãos e ministros do imperador presentes ao castigo, tomados de raiva, levaram a Sixto para fora da cidade, onde o decapitaram.

Martírio do Papa São Sixto II e seus dois Diáconos São Felicíssimo e Santo Agapito de Roma. 
Detalhe de iluminura extraída do "Vie de Saints", Paris/França, século 14.

Os Santos Felicíssimo e Agapito de Roma, também comemorados hoje, eram dois diáconos a serviço do Papa São Sixto II. Na mesma ocasião do martírio de Sixto, os dois foram executados, juntamente com outros quatro subdiáconos da Diocese de Roma.

(com informações de "La Leyenda de Oro", alterações a/c blog)

Festa Litúrgica do Dia - Sábado, 06/08/2016



TRANSFIGURAÇÃO DE NOSSO SENHOR
(06 de agosto)

Mosaico da Transfiguração de Nosso Senhor em cúpula da 
Capela do Mosteiro de Santa Catarina - Monte Tabor, Israel.

Por duas vezes, no decurso do Ano Eclesiástico, a Igreja recorda o grande milagre da Transfiguração. Primeiramente, no 2º Domingo da Quaresma, para afirmar a divindade do Salvador na proximidade da Sua Paixão. E hoje, para festejar a exaltação de Cristo na sua glória.

A Festa da Transfiguração do Senhor era, desde há muito tempo, celebrada a 06 de agosto, em diversas igrejas particulares do Oriente e do Ocidente. Para comemorar a vitória que em 1456 fez deter em Belgrado, na Sérvia, o exército invasor muçulmano, vitória cuja notícia chegou a Roma precisamente no dia 06 de agosto, o Papa Calisto III estendeu a festa da Transfiguração a toda a Igreja. Muitas igrejas consagradas ao Santíssimo Salvador (o Cristo Redentor) têm como festa titular a Festa da Transfiguração.

Dos Evangelistas, é São Mateus que refere por minúcias esse fato admirável da vida de Nosso Senhor. Os Santos Padres ocupam-se muito do mistério da Transfiguração de Nosso Senhor, principalmente São João Crisóstomo, que escreveu coisas admiráveis sobre o mesmo assunto. O que se segue são pensamentos deste Santo Padre da Igreja, como os propôs aos ouvintes, explicando o Evangelho do dia de hoje.

*      *      *

Nosso Senhor, tendo falado muitas vezes da sua Paixão e Morte, profetizara aos Apóstolos perseguição e morte cruel; tendo-lhes dado mandamentos positivos e severos, quis mostrar-lhes a magnificência e glória com que voltará no fim do mundo, provar e revelar-lhes, já nesta vida sua majestade, para animá-los e confortá-los nas tristezas presentes e futuras.

São Mateus (cap. 17, 1-13) escreve, contando o fato da Transfiguração: "Seis dias depois (isto é, depois da predição de sua Paixão e Morte), Jesus tomou a Pedro, Tiago e a João". Um outro Evangelista (Lucas 9, 28) diz: "Oito dias depois". Não há contradição entre os dois, porque este conta o dia em que Jesus cursou perante os Apóstolos e o dia em que subiu o monte Tabor, quando São Mateus conta apenas os dias que estão entre estes dois fatos. Reparamos também a modéstia de São Mateus, que menciona os Apóstolos que mais do que ele, foram honrados por Nosso Senhor. Nesse ponto, segue o exemplo de São João, que minuciosamente refere os elogios com que Jesus distinguiu a Pedro. Jesus tomou os chefes dos Apóstolos e levou-os a um monte, a sós. E transfigurou-se diante deles. Resplandeceu-se-lhe o rosto como o sol, e os vestidos tornaram-se brancos como a neve.

Por que motivo Nosso Senhor levou só estes três Apóstolos? Porque ocuparam um lugar saliente entre os demais. Pedro salientava-se pelo amor a Jesus; João era o mais querido de Nosso Senhor; e Tiago Maior, por causa da resposta que juntamente com o irmão dera ao Divino Mestre: "Nós beberemos o cálice". E não só por causa desta resposta, como também em virtude das suas obras, que provaram a verdade daquela asserção. São Tiago Maior era tão odiado pelos judeus que Herodes, para ser-lhes agradável, o mandou matar.

Por que razão disse Nosso Senhor aos Apóstolos: "Em verdade vos digo: alguns de vós aqui presentes não verão a morte, enquanto não tiverem visto o Filho do Homem em sua glória?" (Mt. 16, 28). Com certeza para lhes estimular a curiosidade de ver aquela visão, da qual lhes falava e enchê-los do desejo de ver o Mestre rodeado da glória divina.

"Eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Ele". Por que apareceram essas figuras do Antigo Testamento? Há diversas razões que explicam esta circunstância.

A primeira é esta: como entre o povo dizia-se que Jesus era Elias, Jeremias ou um dos profetas do Antigo Testamento, ficar-lhes-ia patente a grande diferença que existia entre o servo e o Senhor, e que bem merecido fora o elogio que coube a São Pedro por este ter chamado Filho de Deus a Nosso Senhor.

Segunda razão: repetidas vezes, inimigos de Nosso Senhor o acusavam de blasfêmias, da pretensão de dizer-se Filho de Deus" (Jo 9, 33). Estas acusações eram frequentes e, como proviessem de inveja, quis Nosso Senhor mostrar que não transgredira a lei e nenhuma blasfêmia proferira, dizendo-se Filho de Deus. Para este fim, Jesus fez aparecer dois profetas de maior destaque. De Moisés era a lei, e não era admissível que justamente Moisés distinguisse com sua presença o transgressor da mesma que era Jesus Cristo, na opinião dos judeus. Elias, o grande zelador da honra de Deus, por seu turno, nunca teria honrado com sua presença a Jesus Cristo se este de fato não fosse o Filho de Deus.

Um terceiro motivo seria este: Aparece um profeta que morreu e um outro que não sofreu a morte. Esta circunstância devia fazer compreender aos discípulos que seu Mestre é o Senhor da vida e da morte, e seu reino é no Céu e na terra.

Um quarto motivo, o próprio Evangelista menciona: para mostrar a glória da cruz e para animar os pobres Apóstolos, na triste previsão de sofrimentos. Os dois profetas falaram da glória, que na cruz seria manifesta, em Jerusalém; (Lc 9, 31), isto é, da sua Paixão e Morte. Se Nosso Senhor levou consigo estes três Apóstolos, foi também porque deles havia de exigir uma virtude mais apurada que dos outros."Quem quer seguir-me, tome a sua cruz e siga-me".

Os dois profetas do Antigo Testamento eram homens que, pela lei de Deus e pelo bem do povo, estavam sempre prontos a deixar a vida. Ambos, Elias e Moisés, usaram da máxima franqueza na presença de tiranos, este diante do Faraó, aquele diante de Achab; ambos se empenharam em favor de homens rudes e ingratos; ambos foram quais vítimas de malícia daqueles, a que mais benefícios dispensaram; ambos trabalharam para exterminar a idolatria entre o povo.

Tanto um como o outro desprezavam a riqueza. Moisés e Elias eram pobres e viveram num tempo em que os grandes servidores de Deus não possuíam o dom de fazer grandes milagres. É verdade que Moisés dividiu as águas do mar; Pedro, porém, andou sobre as ondas, expulsou maus espíritos, curou muitos doentes e transformou a face da terra. É verdade que Elias ressuscitou um morto; os Apóstolos, porém, chamaram muitos mortos à vida, no tempo em que ainda não tinham recebido o Espírito Santo.

Jesus Cristo faz aparecer estes dois profetas para apresentá-los aos discípulos, como modelos de firmeza e constância; como Moisés devem ser mansos e humildes; iguais a Elias, deviam ser zelosos e incansáveis; como ambos, prudentes e circunspectos. Elias passou fome durante três anos, por amor ao povo. Moisés disse a Deus: "Perdoai-lhes os pecados e exonerai-me ou se assim não quiserdes, extingui meu nome do vosso livro".

Tudo isso Jesus faz lembrar aos Apóstolos mostrando-lhes, em misteriosa visão, a glória de Elias e Moisés. Propondo-lhes Elias e Moisés como modelos, a imitação dos mesmos ainda não é o ideal que Jesus Cristo quer ver nos Apóstolos. Quando estes disseram: "Senhor, se assim quiserdes, chamaremos fogo do céu, que destrua esta cidade", talvez assim falaram lembrando-se de Elias, que de tal forma procedeu. Jesus, porém, respondeu-lhes: "Não sabeis de que espírito sois". (Lc 9, 55). Queria assim ensinar-lhes, que é melhor sofrer uma injustiça, quando se perceberam graças maiores.

Não quer isto dizer que Elias não fosse santo e perfeito. Elias vivera num outro tempo, em que a humanidade, atrasada ainda na cultura, carecia de meios educativos mais fortes. O campo de ação dos Apóstolos não devia ser o Egito, a terra de Moisés, mas o mundo inteiro; não era ao Faraó que haviam de contradizer, mas aceitar a luta do demônio, o tirano da maldade, vencê-lo e desarmá-lo. E não o conseguiram dividindo as águas do mar. A tarefa era, armando-se do ramo de Jessé, dividir as águas furiosas do oceano da impiedade.

Reparemos bem as quantas coisas não amedrontaram os Apóstolos: a morte, privações e mil martírios não menos os intimidaram, que aos Judeus e o Mar Vermelho e as hostes de Faraó; mas Jesus, seu Mestre, levou-os a tal grau de perfeição que não hesitaram em aceitar tudo. Para torná-los capazes de uma missão tão difícil, apresentou-lhes os dois grandes heróis do Antigo Testamento.

"Senhor, bom é estarmos aqui", disse São Pedro a Jesus. Ouvindo as referências à Paixão e Morte do querido Mestre, o coração encheu-se de temor; mas desta vez, faltando-lhe a coragem de dizer: "Longe de ti estas coisas", formulou os receios nas palavras já mencionadas. O monte onde se achavam, bem longe de Jerusalém, já era a seu ver uma garantia; fazendo ainda três tendas para lá morar, dispensava perfeitamente a viagem a Jerusalém e removido o perigo do Mestre cair nas mãos dos inimigos. "Bom é estarmos aqui", com Elias, que chamou fogo sobre a montanha; com Moisés, que falou com Deus no cimo do monte - ninguém sabe que aqui estamos. Quem não descobre nestas palavras a profunda e sincera amizade de São Pedro ao Mestre?

Os Evangelistas, referindo-se às palavras de São Pedro, dizem: "Não sabia o que falava, pois tão atônito de medo se achava" (Mc 9, 5 e Lc 9,33). Falando ainda, eis que uma nuvem os envolveu. Não era noite, era dia claro. A luz, o esplendor assombrava-os e atônitos caíram de rosto por terra. Qual foi a atitude de Cristo? Nem ele, nem Elias, nem Moisés, disseram coisa alguma. Mas da nuvem saiu a voz daquele que é a Verdade. Por que da nuvem? Porque Deus sempre fala da nuvem. "Rodeado está de nuvens e trevas" (Sl 96, 2). "O Filho do Homem vem entre as nuvens" (Dan 7, 13). Saindo a voz da nuvem, não lhes restava dúvida que era a voz de Deus. E eis que uma uma voz do meio da nuvem disse: "Este é meu Filho muito amado, em quem me agradei; ouví-o".

No monte Sinai Deus publicou ameaças contra o povo. Aqui se via uma nuvem branca e lúcida. Pedro tinha falado em três tendas. Deus, porém, mostrou uma única tenda, não feita por mão de homem; daí a circunstância da aparição de uma luz claríssima e a audição de uma voz. Para não deixar dúvida sobre a pessoa em questão, Elias e Moisés desapareceram e a voz disse: "Este é meu filho muito amado". Se é Ele o amado, o medo de Pedro é infundado. Embora já devesse estar convencido da divindade do Mestre, embora não tivesse dúvida da sua futura ressurreição, Pedro ainda é vacilante em sua fé. Ouvindo agora a voz confirmante do Eterno Pai, deviam desaparecer-lhe os temores e as dúvidas. Se Ele é o Filho muito amado, o Pai não o abandonará. É seu amado, não só por ser seu filho, mas também por Lhe ser igual. "Nele achei meu agrado", quer dizer, pois: Ele é meu agrado, minha alegria, porque, como Filho, é igual ao Pai, é regido pela mesma vontade, é um com ele eternamente. Ouvi-o.

(com informações do Missal Romano Quotidiano por Pe. G. 
Lefebvre OSB e da Página Oriente, alterações a/c blog)

5 de ago. de 2016

Festa Litúrgica do Dia - Sexta-Feira, 05/08/2016



DEDICAÇÃO DA IGREJA DE NOSSA SENHORA DAS NEVES
(05 de agosto)

No lugar da antiga Basílica de Nossa Senhora das Neves,
hoje existe a Basílica de Santa Maria Maior, uma das
quatro "Basílicas Maiores" da Igreja Católica.
Nesta foto, vista da fachada frontal da atual Basílica.

No século IV vivia em Roma um ilustre descendente de nobre família romana, o qual, não possuindo herdeiros, resolveu em combinação com a esposa consagrar sua imensa fortuna à glória de Deus. Estava pensando seriamente no assunto, quando a Rainha do Céu, com o Menino Jesus no colo, apareceu-lhe em sonhos e disse-lhe: -"Edificar-me-eis uma basílica na colina de Roma que amanhã aparecerá coberta de neve".

Era noite de 4 para 5 de agosto, época de maior calor na Itália, mas no dia seguinte, devido a um estupendo milagre, o Monte Esquilino estava coberto de neve. A população da cidade acudiu ao lugar do prodígio e até mesmo o Papa Libério, acompanhado de todo o clero, para lá se dirigiu. Logo depois de iniciada a construção, a basílica foi denominada de Nossa Senhora das Neves, devido ao fenômeno climático.

Vista externa da ábside (parte dos fundos, onde se situa o altar) 
da atual Basílica de Santa Maria Maior.

Esta primeira basílica foi destruída no século V, e substituída pela atual Basílica de Santa Maria Maior - é dita "maior" por ser a mais importante entre todas as Igrejas de Roma dedicadas à Virgem Santíssima. Foi consagrada pelo Papa Sisto III em 432, um ano após o Concílio de Éfeso, no qual foi proclamado o dogma da Maternidade Divina de Nossa Senhora, negado pelos hereges arianos.


Interior da atual Basílica de Santa Maria Maior: nave central.

Santa Maria Maior é uma das mais belas e mais importantes basílicas de Roma. A nave principal é formada por duas filas de 44 colunas de mármore branco encimadas por preciosos mosaicos antigos. O teto está revestido do primeiro ouro vindo das Américas. É nesta igreja que se inaugura o Ano Eclesiástico no 1º Domingo do Advento; é aqui que o Missal marca, tradicionalmente, as estações das Missas do Natal (da Meia-Noite e do Dia), da Páscoa, da Segunda-Feira das Rogações e de todas as Quartas-Feiras de Têmporas.

(c/ informações de “Na Luz Perpétua”, por Pe. João
Batista Lehmann e do “Missal Romano Quotidiano” do
Pe. Gaspar Lefebvre OSB, alterações a/c blog)