TEMPO PER ANNUM - APÓS PENTECOSTES

(22 de maio a 26 de novembro de 2016)

Horários de Missa

CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião


DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa

TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa

1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa

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Nossa Sr.ª das Graças


Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,

et benedictus fructus
ventris tui Iesus.

Sancta Maria, Mater Dei
o
ra pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.

Amen.

Nosso Padroeiro


Sancte Sebastiáne,
ora pro nobis.

Papa Francisco


℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.

Dom Dimas Barbosa


℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.

Pe. Marcelo Tenório


"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.

Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.

Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.

Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.

Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!
"

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

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25 de set. de 2015

SÁBADO DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO - 26/09/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho

SÁBADO DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO

Féria de 2ª Classe - Paramentos Roxos 

Para ler/imprimir o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
Jesus cura a mulher encurvada num dia de sábado.
Mosaico na Catedral de Monreale, Itália.

1ª Leitura: Livro do Levítico 23, 26-32.

Naqueles dias: Falou Deus a Moisés, nestes termos: “O décimo dia deste sétimo mês será o soleníssimo dia das expiações, e santificá-lo-eis. Fareis penitência, e oferecereis a Deus um holocausto. Durante ele, não fareis qualquer trabalho servil, porque é o dia das expiações, em que deve ser feita por vós a expiação ao Senhor, vosso Deus. Quem não fizer penitência nesse dia, será excluído do seu povo, como igualmente excluirei todo aquele que nesse dia trabalhar seja o que for. Portanto, nada absolutamente fareis nele: É esta uma lei perpétua, para todos os vossos descendentes, em qualquer parte onde habitardes,  tal qual como um repouso sabático. Fareis penitência, e, desde a tarde do nono dia do mês, até à tarde do dia seguinte, celebrareis um sábado. Assim fala o Senhor Deus omnipotente.”

(Caso o padre celebrante opte por abreviar a Missa, omitir as Leituras de 2ª a 5ª, indo diretamente à Epístola logo abaixo delas.)


2ª Leitura: Livro do Levítico 23, 39-43.

Naqueles dias: Falou o Senhor a Moisés, nestes termos: “A partir do décimo quinto dia do sétimo mês, quando tiverdes feito todas as colheitas, celebrareis as festas do Senhor durante sete dias: O primeiro e oitavo dia, será sábado, isto é, dia de repouso. No primeiro dia, tomareis para vós os belos frutos das mais belas árvores; ramos de palmeira; ramos folhudos, salgueiros das ribeiras; e regozijar-vos-eis diante do Senhor, vosso Deus. Celebrareis esta festa, em honra do Senhor, por sete dias em cada ano: É uma lei perpétua para os vossos descendentes. Celebrá-la-eis no sétimo mês, habitando sete dias em choupanas de folhagem. Todo o homem que for da raça de Israel ficará debaixo destas choupanas, para que os vossos descendentes saibam que Eu mandei habitar debaixo de tendas os filhos de Israel, quando os tirei da terra do Egito: Mando-o Eu, o Senhor vosso Deus.”


3ª Leitura: Livro do Profeta Miqueias 7, 14-20.

Senhor, nosso Deus, apascentai o vosso povo com o vosso cajado este rebanho da vossa herança, que habita solitário na floresta como outrora. As nações, ao vê-lo, correr-se-ão de vergonha, apesar de todo o seu poder. Que Deus há semelhante a Vós, que esqueceis as iniquidades, e perdoais os pecados a este resto da vossa herança? Não mais se obstinará na sua cólera, porque prefere ser misericordioso. Mais uma vez Ele terá compaixão de nós, pondo de lado as nossas iniquidades, e lançando no fundo do mar todos’ os nossos peca- dos. Vós mantereis a vossa lealdade a Jacó, e a vossa misericórdia a Abraão, conforme o jurastes a nossos pais, desde os antigos tempos, ó Senhor, nosso Deus.


4ª Leitura: Livro do Profeta Zacarias 8, 14-19.

Naqueles dias: Falou-me o Senhor assim: “É isto o que diz o Senhor dos exércitos: Assim com o pensei em vos castigar, quando os vossos pais me provocavam à ira, diz o Senhor, e não tive compaixão, assim, mudando de sentir, resolvi agora fazer bem à casa de Judá e Jerusalém. Nada receeis. O que tendes a fazer é isto: Fale cada um a verdade ao seu próximo, e pronuncie sentenças de verdade e de paz às vossas portas; ninguém forme, no íntimo do seu coração, maus desígnios contra o seu próximo, nem vos deleiteis a fazer juramentos falsos, porque são tudo coisas que Eu aborreço, diz o Senhor. Ouvi, ainda, a palavra do Senhor dos exércitos, dizendo: É isto o que diz o Senhor dos exércitos: Os jejuns do quarto, do quinto, do sétimo e do décimo dia, deverão converter-se, no futuro, em dias de contentamento, alegria e festas solenes para a casa de Judá. Amai, porém, somente, a verdade e a paz: Assim fala o Senhor dos exércitos.”


5ª Leitura: Livro de Daniel 3, 47-51.

Naqueles dias: o Anjo do Senhor desceu, com Azarias e seus companheiros, à fornalha, e desviou da fornalha a chama do fogo, fazendo que soprasse, no meio da fornalha, uma viração fresca como orvalho. Ora a chama, que se elevava quarenta e nove côvados acima da fornalha, irrompeu, e queimou os servos do rei, que deparou junto da fornalha, entre os Caldeus, e que a atiçavam; aos [três] jovens, porém, não lhes tocou; não os incomodou nada, nem lhes fez mal algum. Então, todos três se puseram, a uma só voz, a louvar a Deus, a glorificá-Lo e a bendizê-Lo no meio da fornalha, dizendo:


Hino dos Três Jovens na Fornalha: Livro de Daniel 3, 52-56.

Benedíctus es, Dómine Deus patrum nostrórum. Et laudábílis, et gloriósus in sæcula.

Et benedíctum nomen glóriæ tuæ, quod est sanctum. Et laudábile, et gloriósum in sæcula.

Benedíctus es in templo sancto glóriæ tuæ. Et laudábílis, et gloriósus in sæcula.

Benedíctus es super thronum sanctum regni tui. Et laudábílis, et gloriósus in sæcula.

Benedíctus es super sceptrum divinitátis tuæ. Et laudábilis, et gloriósus in sæcula.

Benedíctus es, qui sedes super Chérubim, íntuens abýssos. Et laudábilis, et gloriósus in sæcula.


Benedictus es, qui ambulas super pennas ventórurn, et super undas maris. Et laudábilis, et gloriósus in sæcula.

Benedícant te omnes Angeli, et Sancti tui. Et laudent te, et gloríficent in sæcula.

Benedicant te cæli, terra, mare, et ómnia quæ in eis sunt. Et laudent te, et gloríficent in sæcula.


Glória Patri, et Fílio, et Spirítui Sancto. Et laudábili, et glorióso in sæcula.

Sicut erat in princípio, et nunc, et semper: et in sæcula sæculórum. Amen. Et laudábili, et glorióso in sæcula.

Benedíctus es, Dómine Deus patrum nostrórum. Et laudábílis, et gloriósus in saecula.

Bendito sois, Senhor, Deus dos nossos pais: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

E bendito o santo nome da vossa glória: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendito sois no Templo santo da vossa glória: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendito sois pelo santo Trono do vosso Reino: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendito sois pelo Cetro da vossa Divindade: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendito sois Vós, que estais sentado sobre os Querubins, perscrutando os abismos: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendito sois Vós, que andais sobre as asas dos ventos, e sobre as ondas do mar: E digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendigam-Vos todos os Anjos e Santos: E que Vos louvem e glorifiquem por todos os séculos.

Bendigam-Vos os Céus, a Terra, o Mar e tudo o que neles existe: E que Vos louvem e glorifiquem por todos os séculos.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo: E ao que é digno de louvor e glória por todos os séculos.

Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém: E ao que é digno de louvor e glória por todos os séculos.

Bendito sois, Senhor, Deus dos nossos pais: E digno de louvor e glória por todos os séculos.
  
Epístola de São Paulo aos Hebreus 9, 2-12.

Irmãos: No primeiro tabernáculo que foi construído havia os candelabros, a mesa e pães da proposição, a que se chamava o Santo. Por detrás do segundo véu, estava a parte do tabernáculo chamada o Santo dos Santos, contendo o altar de ouro para os perfumes, e a arca da Aliança, recoberta de ouro, por todos os lados, na qual se guardava uma urna de ouro contendo o maná, a vara de Aarão, que tinha florido, e as tábuas da Aliança. Sobre ela estavam uns querubins em glória, estendendo a sombra das suas asas sobre o propiciatório. Aqui, porém, não é o lugar para falar destas coisas, uma por uma. Estando assim dispostas as coisas, os sacerdotes de serviço entravam, em qualquer altura, na primeira parte do tabernáculo, para desempenharem as funções cultuais; na segunda, porém, só se entrava uma vez por ano, e só O sumo sacerdote,  e com sangue, que oferecia pelos seus erros, e pelos do povo. Com isto, significava o Espírito Santo que o caminho do Santo dos Santos não estava aberto enquanto subsistia o primeiro tabernáculo. Isto é um símbolo da época presente, em que os dons e os sacrifícios que se oferecem não são capazes de tornar perfeita a consciência de quem os oferece, por consistirem apenas em alimentos, bebidas e abluções de toda a espécie:  determinações carnais, somente válidas até ao tempo em que se instituiriam as que viriam substituí-las. Ora Cristo, sumo sacerdote dos bens futuros, já veio; e, atravessando um tabernáculo maior e mais perfeito que não é obra dos homens -  isto é, que não é deste nosso mundo - penetrou, uma vez por todas, no Santo doS Santos, não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, depois de nos ter conquistado a redenção eterna.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 13, 6-17.

Naquele tempo: Disse Jesus às multidões esta parábola: “Um homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi lá por fruto, mas não o encontrou. Disse, por isso, ao que tratava da vinha: 'Há três anos que venho por fruto a esta figueira, e ainda o não encontrei. Corta-a, portanto. Para que estará aqui ocupando o terreno?' Ele, porém, respondeu-lhe, dizendo: 'Deixa-a ainda por este ano, o tempo suficiente para eu lhe cavar em volta, e estrumá-la; talvez venha a dar fruto; se não, depois a cortarás.' Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. Precisamente então, sobreveio uma mulher que há dezoito anos andava com um espírito que a fazia estar sempre doente; estava toda encurvada, de tal modo que lhe era totalmente impossível olhar para cima. Jesus, ao vê-la, chamou-a, e disse-lhe: “Mulher! Estás livre da tua enfermidade.” Depois, impôs-lhe as mãos, e imediatamente ela se endireitou, pondo-se a glorificar a Deus. Porém, o chefe da sinagoga, indignado por Jesus ter feito aquela cura em dia de sábado, tomou a palavra, para dizer ao povo: “Há seis dias em que se pode trabalhar; vinde, portanto, nestes para serdes curados, e não em dia de sábado!” O Senhor, então respondeu-lhe, dizendo: “Hipócritas! Porventura, não tirais todos, aos sábados, os bois e os jumentos do curral, para os levardes à água?! E esta mulher - uma filha de Abraão! -  que Satanás tinha presa há já dezoito anos, não se devia soltar neste dia de sábado?!” Ao falar assim, todos os seus inimigos se corriam de vergonha, ao passo que toda a outra gente vibrava de alegria por todas as esplêndidas maravilhas que Ele realizava.


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações a/c blog).


Comentário ao Evangelho do dia:
São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém e doutor da Igreja
Catequese Batismal, nº 13 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)


“Libertos dos laços do pecado pela cruz de Cristo”

São Paulo disse: “Quanto a mim, porém, de nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo (Ga 6,14). Foi coisa deveras admirável, ter aquele cego de nascença recuperado a vista em Siloé; mas que significou isso para todos os outros cegos do mundo? A ressurreição de Lázaro, morto havia quatro dias, foi coisa grande que ultrapassou a natureza; mas essa graça aproveitou apenas a ele, nada trouxe a todos os que, no mundo, tinham morrido pelos pecados cometidos. Foi assombroso fazer brotar, a partir de apenas cinco pães, alimento bastante para saciar cinco mil homens; mas isso nada significou para aqueles que, em todo o universo, sofriam de fome e de ignorância. Admirável foi a libertação de uma mulher acorrentada por Satanás desde há dezoito anos; mas que significará esse facto, comparando-o com a situação de todos nós, que estamos amarrados com as cadeias dos nossos pecados ?

Ora, a vitória da cruz conduziu à luz todos aqueles que a ignorância tornava cegos, libertou todos os que o pecado fazia cativos, e resgatou toda a humanidade. Não te surpreenda que o mundo inteiro tenha sido resgatado. Aquele que morreu por este resgate não era só um homem, mas o Filho unigênito de Deus. O pecado de Adão trouxe a morte ao mundo inteiro; se a queda de um só fez reinar a morte sobre todos os homens, a justiça de um só, com muito mais forte razão, não fará reinar a vida? (Rom 5, 17) Se outrora, pela árvore cujo fruto comeram, os nossos primeiros pais foram expulsos do paraíso, então agora, pela árvore da cruz de Jesus, não entrarão os crentes muito mais facilmente no Paraíso? Se o primeiro ser modelado de barro a todos a morte trouxe, Aquele que do barro o modelou não trará a todos para a vida eterna, pois se é Ele próprio a Vida? (Jo 14, 6)


24 de set. de 2015

SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO - 25/09/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho

SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO

Féria de 2ª Classe – Paramentos Roxos

Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa, clique aqui.
A pecadora unge os pés de Jesus.


Epístola: Livro do Profeta Oseias 14, 2-10.

É isto o que diz o Senhor Deus: Volta, Israel, ao Senhor, teu Deus, porque foi por causa dos teus. pecados que tu caíste. Preparai-vos de palavras, e voltai ao Senhor, e dizei-lhe: Tirai-nos todos os nossos pecados, ficai com o que Vos é agradável, porque nós havemos de oferecer-Vos os sacrifícios das nossas promessas. Não é a Assíria que nos salvará; não montaremos cavalos [alusão à aliança com nações pagãs em troca de meios; no caso, o Egito emprestou cavalos a Israel, n.d.t.], nem tornaremos a dizer: O nosso Deus são as obras das nossas mãos, porque Vós compadeceis-Vos do órfão que está sob a vossa proteção.’ ” - Eu curarei as suas chagas, e amá-lo-ei de todo o coração, porque a minha indignação já se afastou deles. Serei um orvalho para Israel, que crescerá como um lírio, e lançará raízes como as árvores do Líbano; estenderá os seus ramos, mostrando a magnificência da oliveira e o perfume do Líbano. Virão repousar à sua sombra; farão renascer o trigo; crescerão como a vinha; e serão falados como o vinho do Líbano. Depois disto, que terá Efraim a ver com os ídolos? Sou Eu que o atendo, e olho por ele, como quem olha por uma viçosa faia: De mim são os frutos que tu tens! Quem é inteligente procure compreender estas coisas, e conhecê-las. Porque os caminhos do Senhor são retos, e é por eles que andam os justos; os pecadores, porém, tropeçarão neles.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 36-50.

Naquele tempo: Um fariseu pediu a Jesus que fosse comer com ele. Tendo, pois, entrado em casa do fariseu sentou-se à mesa. Mas eis que uma mulher pecadora que havia na cidade, quando soube que Ele estava à mesa, em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro cheio de perfume e, estando a seus pés, por detrás d’Ele, começou a banhar lhos com lágrimas, e a enxugar lhos com os cabelos da sua cabeça, e a beijar-lhos) e a ungir-lhos com o perfume! Ora, vendo isto o fariseu que O tinha convidado, disse consigo: Se Este fosse profeta, saberia com certeza quem e qual é a mulher que Lhe fala: Uma pecadora! Então, Jesus observou-lhe, dizendo: Simão, tenho uma coisa a dizer-te. Ele respondeu: Mestre, fala. Um credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinquenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a dívida. Qual dos dois amará ele mais? Respondendo, Simão disse: Creio que aquele a quem perdoou mais. Disse-lhe Jesus: Julgaste bem. Voltando-Se, então, para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés: pois esta banhou-Me os pés com as suas lágrimas, e enxugou-mos com os seus cabelos. Não Me deste o ósculo: pois esta, desde que entrou, não cessou de beijar os meus pés! Não ungiste a minha cabeça com perfume: pois esta ungiu com perfume os meus pés. por tudo isto que te digo: São-lhe perdoados muitos pecados, porque amou muito. Se a alguém se perdoa menos, é porque amou menos. Em seguida, disse-lhe, a ela: São-te perdoados os teus pecados. Os convidados, então, começaram a dizer entre si: Quem é Este que até perdoa os pecados? Jesus, porém, disse à mulher: A tua fé te salvou; vai em paz.
 

Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).


Comentário ao Evangelho do dia
São Romano Melodista (? - aprox. 560), compositor de hinos sacros
Hino 21 (extraído do site Evangelho Quotidiano)

“São-lhes perdoados os seus muitos pecados.”

Quando viu as palavras de Cristo espalharem-se por toda a parte como aromas, a pecadora começou a detestar o fedor que saía dos seus próprios atos: “Não fiz caso da misericórdia que Cristo tem para comigo, procurando-me quando por minha culpa me perdi. Porque é a mim que Ele procura em todo o lado; é por mim que janta em casa do fariseu, Ele que dá alimento ao mundo inteiro. Faz da mesa um altar de sacrifício onde Se oferece, perdoando as dívidas aos devedores, para que estes se aproximem com confiança dizendo: 'Senhor, salva-me do abismo das minhas más obras.' ”

Ali acorreu avidamente e, desprezando as migalhas, tomou o pão; mais faminta que a cananeia (Mc 7,24 ss), saciou a sua alma vazia com igual fé. Não foi um apelo que a remiu, mas o silêncio, pois disse num soluço: “Senhor, salva-me do abismo das minhas más obras.”

Correu até casa do fariseu, precipitando-se na penitência. “Vamos, alma minha”, disse, “chegou o momento que tanto pedias! Aquele que purifica está aqui, porque permaneces no abismo das tuas más obras? Vou ao seu encontro, pois foi por mim que Ele veio. Deixo os amigos do passado, porque desejo apaixonadamente Este que aqui está hoje; e, como Ele me ama, dou-Lhe o perfume e as lágrimas que trago. […] O desejo pelo Desejado transfigura-me e eu amo Aquele que me ama da maneira que Ele quer ser amado. Arrependo-me e a seus pés me rojo, como Ele espera; procuro o silêncio e o retiro, como Lhe agrada. Rompo com o passado, renunciando ao abismo das minhas más obras.”


22 de set. de 2015

QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO - 23/07/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho

QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO

Féria de 2ª Classe – Paramentos Roxos

Para ler e/ou baixar o Próprio desta Missa, clique aqui.
Esdras retoma o sacrifício mosaico ao retornar do exílio (cf. Leituras do dia).


Profecia de Amós 9, 13-15.

É isto o que diz o Senhor Deus: “Virão dias em que o lavrador seguirá logo após o ceifeiro, e o que pisa as uvas logo após o semeador; as montanhas destilarão doçuras, e todas as colinas liquefazer-se-ão. Trarei do cativeiro o meu povo de Israel, que reconstruirá as cidades devastadas, e habitar nelas; plantará vinhas, e beber-lhes o vinho; fará pomares, e comer-lhes os frutos. Fixá-lo-ei na sua própria terra, e jamais os voltarei a tirar dessa terra que Eu lhes dei.“Assim diz o Senhor, teu Deus.


Epístola: Livro de Neemias 8, 1-10.

Naqueles dias: Reuniu-se todo o povo, como um só homem, na praça que está diante da porta das Águas; e disseram a Esdras, o legista, que trouxesse o livro da lei de Moisés,que o Senhor tinha prescrito a Israel. Trouxe, pois, Esdras, a Lei, para diante da multidão dos homens e das mulheres, e de todos os que podiam entender. Era o primeiro dia do sétimo mês. Leu Esdras, naquele livro, claramente, no meio da praça que fica diante da porta das Águas, desde manhã até ao meio-dia, na presença dos homens, das mulheres e dos que podiam entender; e todo o povo tinha os ouvidos atentos à leitura do livro. Esdras, o legista, estava de pé, sobre o estrado de madeira, que tinha mandado fazer para falar. Abriu o livro à vista de todo o povo, visto que dominava toda a assembleia, e, logo que o abriu, todo o povo se pôs de pé. Esdras bendisse o Senhor, Deus grande; e todo o povo respondeu: Amém, amém, levantando as mãos; depois, curvaram-se, e, prostrados por terra, adoraram a Deus. Entretanto, os Levitas faziam estar o povo em silêncio, para ouvir a Lei, mantendo-se cada qual no seu lugar. Leram, então, no livro da Lei de Deus, distinta e claramente, para se entender: e o povo entendia quanto se estava lendo. Neemias e Esdras, sacerdote e legista, e os levitas, que interpretavam a Lei a todo o povo, disseram: “Este dia é consagrado ao Senhor, nosso Deus; portanto, não estejais tristes nem choreis.Disse-lhes, pois: Ide comer carne gorda, e beber vinhos licorosos, mandando também quinhões aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao Senhor; por isso, não estejais tristes: porque a alegria do Senhor é a nossa fortaleza.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 9, 16-28.

Naquele tempo: Um, de entre a multidão, disse a Jesus: Mestre! Trouxe-Te aqui o meu filho, possesso de um espírito mudo: sempre que se apodera dele, atira-o por terra, e a criança espuma e range os dentes, até se definhar. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não foram capazes.Ele, então exclamou: Geração incrédula! Até quando estarei no meio de vós?! Até quando vos suportarei?! ... Trazei-me aqui a criança.Levaram-lho. Apenas viu Jesus, imediatamente o espírito sacudiu violentamente a criança, que se revolvia na terra, a espumar! Jesus perguntou ao pai: Há quanto tempo lhe acontece isto?Ele respondeu: Desde pequeno. Até muitas vezes o tem lançado no fogo ou na água, para o matar. Porém, se Tu podes alguma coisa, acode-nos, tendo compaixão de nós.” Observou-lhe Jesus: Se tu podes ... Tudo é possível a quem crê!Imediatamente o pai da criança começou a exclamar, entre lágrimas: “Eu creio, Senhor! Auxiliai a minha incredulidade!Jesus, vendo que o povo acorria em multidão, esconjurou o espírito imundo, dizendo-lhe: “Espírito surdo e mudo, Eu te ordeno que saias desta criança, e que jamais voltes a entrar nela!Então, soltando um grande berro, e sacudindo-a violentamente, o espírito saiu, deixando a criança como morta! A tal ponto que muitos diziam: “Está morta!Jesus, porém, pegando-lhe na mão, levantou-a, e ela ergueu-se. Quando, depois, entrou em casa, os discípulos perguntaram-Lhe o seguinte, em particular: “Por que é que nós o não pudemos expulsar? Ele respondeu-lhes: Esta casta de demônios só se pode fazer sair com a oração e o jejum.


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações).


Comentário ao Evangelho do dia
Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Escritos Espirituais - Meditações sobre os Santos Evangelhos  (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)

“Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!

A virtude que Nosso Senhor recompensa, a virtude que Ele louva, é quase sempre a fé. Por vezes louva o amor, como com Madalena (Lc 7,47); por vezes a humildade, mas esses exemplos são raros; é quase sempre a fé que recebe dele recompensa e louvores. Por quê? Sem dúvida porque a fé é, se não a mais alta virtude (a caridade ultrapassa-a), pelo menos a mais importante, pois é o fundamento de todas as outras, incluindo a caridade, e também porque é a mais rara.

Ter verdadeiramente fé, a fé que inspira todas as ações, essa fé sobrenatural que despoja o mundo da sua máscara e mostra Deus em todas as coisas; que faz desaparecer todos os impossíveis; que retira sentido às palavras de inquietação, de perigo, de medo; que faz com que se caminhe na vida com uma calma, uma paz e uma alegria profundas, como um menino levado pela mão de sua mãe; que conduz a alma a um desapego tão absoluto de todas as coisas sensíveis, cujo vazio e puerilidade detecta claramente; que proporciona uma tal confiança na oração, a confiança da criança que pede uma coisa boa a seu pai; essa fé que nos mostra que tudo o que não for agradar a Deus é mentira; essa fé que nos faz ver tudo a outra luz — os homens como imagens de Deus, que devem ser amados e venerados por serem retratos do nosso Bem-Amado, e a quem devemos fazer todo o bem possível; as outras criaturas como coisas que devem, sem exceção, ajudar-nos a ganhar o céu, louvando a Deus, quer através delas quer privando-nos delas — essa fé que, deixando entrever a grandeza de Deus, nos faz ver a nossa pequenez; que nos leva a fazer sem hesitar, sem corar, sem temer, sem jamais recuar, tudo o que é agradável a Deus: oh como é rara essa fé! Meu Deus concede-ma! Meu Deus eu creio, mas aumenta a minha fé! Meu Deus, faz com que eu creia e ame.


30 de mai. de 2015

SÁBADO DAS TÊMPORAS DE PENTECOSTES - 30/05/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho



SÁBADO DAS TÊMPORAS DE PENTECOSTES


Oitava de 1ª Classe - Paramentos Vermelhos

Para ler/baixar os Próprios completos das Missas na Oitava de Pentecostes (da 2ª Feira de Pentecostes ao Sábado das Têmporas), inclusive esta, clique aqui.
“E Jesus ausentou-se para um lugar solitário.”


1ª Leitura: Livro de Joel 2, 28-32.

É isto o que diz o Senhor Deus: “Derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas, vindo então a profetizar os vossos filhos e as vossas filhas; os vossos anciãos terão sonhos, e visões os vossos jovens. Sim! Nesse dia derramarei o meu Espírito sobre os meus servos e sobre as minhas servas. Mais ainda! Farei aparecer prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e fumarada! O sol converter-se-á em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o dia grande e glorioso do Senhor! Todo aquele que então invocar o nome do Senhor, será salvo.”

(Caso o padre celebrante opte por abreviar a Missa, omitir as Leituras de 2ª a 5ª, indo diretamente à Epístola logo abaixo delas.)


2ª Leitura: Livro do Levítico 23, 9-21.

Naqueles dias: Falou Deus a Moisés, nestes termos: “Fala aos filhos de Israel, dizendo-lhes: ‘Quando entrardes na terra que vos darei, e tiverdes feito as ceifas, levareis ao sacerdote molhos de espigas, como primícias da vossa colheita. O sacerdote levantará as gavelas diante do Senhor, no dia seguinte ao sábado, para que ele as aceite em vosso favor, e as abençoe. A partir, pois, do dia seguinte ao sábado, em que tiverdes oferecido as gavelas das primícias, contareis sete semanas completas, isto é, contareis cinquenta dias até ao dia a seguir ao fim da sétima semana, e então oferecereis ao Senhor uma nova oblação, trazendo das vossas casas dois pães de primícias, que serão de dois décimos de flor de farinha cozida com fermento: serão as primícias do Senhor. Proclamareis nesse dia, solenemente, a festa, e juntar-vos-eis santamente em assembleia; nem fareis qualquer trabalho servil: É esta uma lei perpétua para todos os vossos descendentes, e lugares onde habitardes, diz o Senhor todo poderoso.’”


3ª Leitura: Livro do Deuteronômio 26, 1-11.

Naqueles dias: Disse Moisés aos filhos de Israel: Ouvi, Israel, o que vos ordeno: Quando entrardes na terra que o Senhor, vosso Deus, vos vai dar para possuirdes; quando a ocupardes e lá habitardes, tomareis as primícias de todos os frutos dessa terra: pô-los-eis num cesto, e caminhareis até ao lugar que o Senhor, vosso Deus, tiver escolhido para que lá seja invocado o seu nome. Dirigir-vos-eis ao sacerdote que então estiver de serviço, e dir-lhe-eis: ‘Reconheço hoje publicamente, na presença do Senhor, nosso Deus, que foi Ele que nos ouviu, e atendeu à nossa miséria, sofrimentos e opressão, fazendo-nos sair do Egito, com o poder da sua mão e com a força do seu braço, no meio do terror, dos milagres e dos prodígios! Assim nos introduziu nesta terra, e nos entregou uma região que emana leite e mel. É por isso que ofereço agora as primícias dos frutos da terra que o Senhor me deu.’ Deporeis estas primícias diante do Senhor, vosso Deus, e prostrar-vos-eis diante do Senhor, vosso Deus. Em seguida, fareis um festim, comendo de todas as coisas boas que o Senhor, vosso Deus, vos tiver dado.”


4ª Leitura: Livro do Levítico 26, 3-12.

Naqueles dias, disse o Senhor a Moisés: Falarás aos filhos de Israel, dizendo-lhes: ‘Se andardes nos meus preceitos, e guardardes os meus mandamentos e os puserdes em prática, dar-vos-ei as chuvas na altura própria: a terra dará os seus produtos, e as árvores os seus frutos; as ceifas irão até às vindimas, e as vindimas até às sementeiras. Comer eis o vosso pão até vos saciardes, e habitareis sem temor na vossa terra. Farei reinar a paz nas vossas fronteiras, e dormireis sem ser perturbados. Farei desaparecer os animais ferozes, e a espada não penetrará nos vossos confins. Perseguireis os vossos inimigos, e eles cairão diante de vós: Cinco de vós perseguirão cem, e cem de vós dez mil, e os vossos inimigos cairão ao fio da espada, à vossa vista! Olharei por vós, e far-vos-ei crescer: multiplicar-vos-ei, e manterei a minha aliança convosco. Comereis as colheitas anteriores, e tereis de as pôr de lado para dar lugar às novas! Fixarei a minha habitação no meio de vós, e não vos rejeitarei: Andarei no meio de vós, serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo, diz o Senhor todo-poderoso.’”


5ª Leitura: Livro de Daniel 3, 47-51.

Naqueles dias: o Anjo do Senhor desceu, junto de Azarias e dos seus companheiros, à fornalha, donde desviou a chama do fogo, e fez que no meio dela soprasse uma como que viração acompanhada de orvalho. As chamas atingiram quarenta e nove côvados acima da fornalha, irrompeu, e queimou os servos do rei, que deparou junto da fornalha! Queimou, na sua erupção, os caldeus, que, a serviço do rei, a atiçavam; porém, quanto aos jovens, nem de longe os tocou e incomodou, nem de qualquer modo lhes causou a mínima dor! Os três, então, como a uma voz, louvavam, glorificavam e bendiziam a Deus na fornalha, dizendo:



Aleluia e Cântico dos Três Jovens na Fornalha: Livro de Daniel 3, 52.

Aleluia. . Benedíctus es, Dómine Deus patrum nostrórum. Et laudábílis, et gloriósus in sæcula.
Aleluia. . Bendito sois, Senhor, Deus dos nossos pais: E digno de louvor e glória por todos os séculos.



Epístola de São Paulo aos Romanos 5, 1-5.

Meus irmãos: Justificados pela fé, sintamo-nos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, a Quem devemos o ter acesso, pela fé, a esta graça em que estamos firmes, e o gloriarmo-nos na esperança da glória dos filhos de Deus. Mais e melhor ainda: Nós gloriamo-nos até nas tribulações, reconhecendo que a tribulação produz a constância; a constância, a virtude provada; e a virtude provada, a esperança. Ora a esperança não nos engana, porque o amor de Deus para conosco está difundido nos nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi dado.


Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4, 38-44.

Naquele tempo: Saindo Jesus da sinagoga, entrou na casa de Simão. Como a sogra de Simão estava com febre muito alta, pediram-Lhe por ela. Tendo-se, então, debruçado sobre ela, deu ordens à febre, e a febre deixou-a. Levantou-se ela logo imediatamente, e servia-os. Quando foi sol posto, todos os que tinham pessoas a sofrer de diversos males, levavam-lhas: e Ele curava-os, impondo as mãos a cada um deles. Os demônios, por sua vez, saíam de muitos, clamando, a dizer: Tu és o Filho de Deus.” Ele, porém, ameaçava-os, não os deixando confessar que sabiam que Ele era o Cristo. Depois, ao fazer-se dia, ausentou-se para um lugar solitário. As multidões, todavia, puseram-se à sua busca; até que, tendo-o encontrado, o detiveram, impedindo-o de se afastar delas. Ele, contudo, observou-lhes: “É igualmente necessário que Eu vá anunciar, às outras cidades, a boa nova do reino de Deus, pois é para isso que Eu fui enviado.” Em seguida, continuava pregando pelas
sinagogas da Galileia.


Traduções das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações a/c blog).



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita descalça, doutora da Igreja 
O Caminho da Perfeição, cap. 26/28 (extraído do site Evangelho Quotidiano).


“Saiu e retirou-se para um local deserto”

Como não recordar um Mestre como este, que nos ensinou a oração, que a ensinou com tanto amor e com um tão vivo desejo de que ela nos seja proveitosa?... Sabeis que Ele nos ensina a rezarmos no isolamento. É assim que Nosso Senhor fazia sempre, quando rezava, não que isso lhe fosse necessário, mas porque queria dar-nos o exemplo. Já dissemos que não seríamos capazes de falar ao mesmo tempo a Deus e ao mundo. Ora não fazem outra coisa os que recitam as suas orações e, ao mesmo tempo, escutam o que se diz à volta deles, ou se demoram nos pensamentos que lhes ocorrem sem se preocuparem em afastá-los.

Não falo daquelas indisposições que aparecem por vezes e, ainda menos, da melancolia ou da fraqueza de espírito que afligem certas pessoas e as impedem de se recolher, apesar dos seus esforços. O mesmo acontece com aquelas tempestades interiores que às vezes podem perturbar os fiéis servos de Deus, mas que Este permite para seu maior bem. Na sua aflição, procuram em vão a calma. Façam o que fizerem, não conseguem estar atentos às orações que pronunciam. O seu espírito, longe de se fixar em nada, parte de tal maneira à aventura que eles parecem ter sido atingidos por uma espécie de frenesim. Pelo sofrimento que isso lhes provoca, verão bem que a culpa não é deles; não se atormentem, pois, por isso... Uma vez que a sua alma está doente, que se apliquem a conceder-lhe algum repouso e se ocupem em qualquer outra obra de virtude. É isso que devem fazer as pessoas que se vigiam a si mesmas e que compreendem que não se poderia falar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo.

O que depende de nós é que tentemos estar no isolamento para rezar. Queira Deus que isso baste, repito, para compreendermos em presença de quem estamos e que resposta dá o Senhor aos nossos pedidos! Pensais que Ele se cala, de tal forma que não o ouçamos? Certamente que não. Ele fala-nos ao coração quando é o coração que lhe reza.