Horários de Missa
CAMPO GRANDE/MS
Paróquia São Sebastião
Paróquia São Sebastião
DOMINGO
16:30h - Confissões
17h - Santa Missa
17h - Santa Missa
TERÇA A SEXTA-FEIRA
(exceto em feriados cívicos)
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
11h - Santa Missa
1º SÁBADO DO MÊS
16h - Santa Missa
Marcadores
- Adoração ao Santíssimo (1)
- Apresentação (1)
- As Quatro-Têmporas (39)
- Avisos (66)
- Catequese para a Missa (18)
- comportamento na Missa (2)
- Devoções (11)
- Domingos do Tempo Após Epifania (5)
- Domingos do Tempo Após Pentecostes (57)
- Domingos do Tempo da Paixão (6)
- Domingos do Tempo da Quaresma (8)
- Domingos do Tempo da Septuagésima (6)
- Domingos do Tempo de Páscoa (13)
- Domingos do Tempo do Advento (9)
- Férias da Quaresma (39)
- Férias do Tempo da Paixão (26)
- Férias do Tempo de Páscoa (3)
- Férias Mais Importantes (5)
- Festa do Padroeiro (2)
- Festas de Guarda (24)
- Festas de Guarda Coincidentes com o Domingo (1)
- Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (9)
- Festas de Nosso Senhor (21)
- Festas Mais Importantes (20)
- Festas Particulares de Ordens Religiosas (1)
- Festas que Coincidem com o Domingo (10)
- Festas Transferidas da Semana Santa (1)
- Homilias do Pe. Marcelo Tenório (47)
- Indulgências Plenárias (4)
- Ladainhas Menores (2)
- Liturgias da Semana da Paixão (8)
- Liturgias da Semana Santa (19)
- Liturgias das Férias da Quaresma (43)
- Liturgias das Férias do Tempo da Paixão (22)
- Liturgias das Férias do Tempo de Páscoa (4)
- Liturgias das Férias Mais Importantes (29)
- Liturgias das Festas de Guarda (16)
- Liturgias das Festas de Guarda Solenizadas no Domingo (8)
- Liturgias das Festas Mais Importantes (17)
- Liturgias das Quatro-Têmporas (27)
- Liturgias do Tríduo Pascal (11)
- Liturgias Dominicais (111)
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- Semana Santa (24)
- Tempo Após Epifania (5)
- Tempo Após Pentecostes (61)
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Postagens populares
Nossa Sr.ª das Graças
Ave Maria, gratia plena;
Dominus tecum:
benedicta tu in mulieribus,
et benedictus fructus
ventris tui Iesus.
Sancta Maria, Mater Dei
ora pro nobis peccatoribus,
nunc et in hora
mortis nostrae.
Amen.
Papa Francisco
℣. Orémus pro Pontífice nostro Francísco.
℟. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum, et beátum fáciat eum in terra, et non tradat eum in ánimam inimicórum ejus.
℣. Tu es Petrus.
℟. Et super hanc petram ædificábo Ecclésiam meam.
℣. Oremus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Francíscum, quem pastórem Ecclésiæ tuæ præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Ámen.
Dom Dimas Barbosa
℣. Orémus pro Antístite nostro Dismas.
℟. Stet et pascat in fortitúdine tua Dómine, sublimitáte nóminis tui.
℣. Salvum fac servum tuum.
℟. Deus meus sperántem in te.
℣. Orémus.
Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum Dismam, quem pastórem Ecclésiæ Campigrandénsis præésse voluísti, propítius réspice: † da ei, quǽsumus, verbo et exémplo, quibus præest, profícere: * ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Christum, Dóminum nostrum.
℟. Amen.
Pe. Marcelo Tenório
"Ó Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote, conservai os vossos sacerdotes sob a proteção do Vosso Coração amabilíssimo, onde nada de mal lhes possa suceder.
Conservai imaculadas as mãos ungidas, que tocam todos os dias vosso Corpo Santíssimo. Conservai puros os seus lábios, tintos pelo Vosso Sangue preciosíssimo. Conservai desapegados dos bens da terra os seus corações, que foram selados com o caráter firme do vosso glorioso sacerdócio.
Fazei-os crescer no amor e fidelidade para convosco e preservai-os do contágio do mundo.
Dai-lhes também, juntamente com o poder que tem de transubstanciar o pão e o vinho em Corpo e Sangue, poder de transformar os corações dos homens.
Abençoai os seus trabalhos com copiosos frutos, e concedei-lhes um dia a coroa da vida eterna. Assim seja!"
(Santa Teresinha do Menino Jesus)
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25 de set. de 2015
SÁBADO DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO - 26/09/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho
18:00 | Postado por
Sacerdos |
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SÁBADO DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO
Féria de 2ª Classe - Paramentos Roxos
Jesus cura a mulher encurvada num dia
de sábado.
Mosaico na Catedral de Monreale, Itália.
1ª Leitura: Livro do Levítico 23, 26-32.
Naqueles
dias: Falou Deus a Moisés, nestes termos: “O
décimo dia deste sétimo mês será o soleníssimo dia das expiações, e
santificá-lo-eis. Fareis penitência, e oferecereis a Deus um holocausto.
Durante ele, não fareis qualquer trabalho servil, porque é o dia das expiações,
em que deve ser feita por vós a expiação ao Senhor, vosso Deus. Quem não fizer
penitência nesse dia, será excluído do seu povo, como igualmente excluirei todo
aquele que nesse dia trabalhar seja o que for. Portanto, nada absolutamente
fareis nele: É esta uma lei perpétua, para todos os vossos descendentes, em
qualquer parte onde habitardes, tal qual
como um repouso sabático. Fareis penitência, e, desde a tarde do nono dia do
mês, até à tarde do dia seguinte, celebrareis um sábado. Assim fala o Senhor
Deus omnipotente.”
(Caso o padre
celebrante opte por abreviar a Missa, omitir as Leituras de 2ª a 5ª, indo
diretamente à Epístola logo abaixo delas.)
2ª Leitura: Livro do Levítico 23, 39-43.
Naqueles
dias: Falou o Senhor a Moisés, nestes termos: “A
partir do décimo quinto dia do sétimo mês, quando tiverdes feito todas as
colheitas, celebrareis as festas do Senhor durante sete dias: O primeiro e oitavo
dia, será sábado, isto é, dia de repouso. No primeiro dia, tomareis para vós os
belos frutos das mais belas árvores; ramos de palmeira; ramos folhudos,
salgueiros das ribeiras; e regozijar-vos-eis diante do Senhor, vosso Deus.
Celebrareis esta festa, em honra do Senhor, por sete dias em cada ano: É uma
lei perpétua para os vossos descendentes. Celebrá-la-eis no sétimo mês,
habitando sete dias em choupanas de folhagem. Todo o homem que for da raça de
Israel ficará debaixo destas choupanas, para que os vossos descendentes saibam
que Eu mandei habitar debaixo de tendas os filhos de Israel, quando os tirei da
terra do Egito: Mando-o Eu, o Senhor vosso Deus.”
3ª Leitura: Livro do Profeta Miqueias 7, 14-20.
Senhor,
nosso Deus, apascentai o vosso povo com o vosso cajado este rebanho da vossa
herança, que habita solitário na floresta como outrora. As nações, ao vê-lo,
correr-se-ão de vergonha, apesar de todo o seu poder. Que Deus há semelhante a
Vós, que esqueceis as iniquidades, e perdoais os pecados a este resto da vossa
herança? Não mais se obstinará na sua cólera, porque prefere ser
misericordioso. Mais uma vez Ele terá compaixão de nós, pondo de lado as nossas
iniquidades, e lançando no fundo do mar todos’ os nossos peca- dos. Vós
mantereis a vossa lealdade a Jacó, e a vossa misericórdia a Abraão, conforme o
jurastes a nossos pais, desde os antigos tempos, ó Senhor, nosso Deus.
4ª Leitura: Livro do Profeta Zacarias 8, 14-19.
Naqueles
dias: Falou-me o Senhor assim: “É isto o que
diz o Senhor dos exércitos: Assim com o pensei em vos castigar, quando os
vossos pais me provocavam à ira, diz o Senhor, e não tive compaixão, assim,
mudando de sentir, resolvi agora fazer bem à casa de Judá e Jerusalém. Nada
receeis. O que tendes a fazer é isto: Fale cada um a verdade ao seu próximo, e
pronuncie sentenças de verdade e de paz às vossas portas; ninguém forme, no
íntimo do seu coração, maus desígnios contra o seu próximo, nem vos deleiteis a
fazer juramentos falsos, porque são tudo coisas que Eu aborreço, diz o Senhor.
Ouvi, ainda, a palavra do Senhor dos exércitos, dizendo: É isto o que diz o
Senhor dos exércitos: Os jejuns do quarto, do quinto, do sétimo e do décimo
dia, deverão converter-se, no futuro, em dias de contentamento, alegria e
festas solenes para a casa de Judá. Amai, porém, somente, a verdade e a paz:
Assim fala o Senhor dos exércitos.”
5ª
Leitura: Livro de Daniel 3, 47-51.
Naqueles
dias: o Anjo do Senhor desceu, com Azarias e seus companheiros, à fornalha, e
desviou da fornalha a chama do fogo, fazendo que soprasse, no meio da fornalha,
uma viração fresca como orvalho. Ora a chama, que se elevava quarenta e nove
côvados acima da fornalha, irrompeu, e queimou os servos do rei, que deparou
junto da fornalha, entre os Caldeus, e que a atiçavam; aos [três] jovens,
porém, não lhes tocou; não os incomodou nada, nem lhes fez mal algum. Então,
todos três se puseram, a uma só voz, a louvar a Deus, a glorificá-Lo e a
bendizê-Lo no meio da fornalha, dizendo:
Hino
dos Três Jovens na Fornalha: Livro de Daniel 3, 52-56.
Benedíctus
es, Dómine Deus patrum nostrórum. Et laudábílis,
et gloriósus in sæcula.
Et benedíctum nomen glóriæ tuæ, quod est sanctum. Et laudábile, et
gloriósum in sæcula.
Benedíctus es in templo sancto glóriæ tuæ. Et laudábílis, et gloriósus
in sæcula.
Benedíctus es super thronum sanctum regni tui. Et laudábílis, et
gloriósus in sæcula.
Benedíctus
es super sceptrum divinitátis tuæ. Et
laudábilis, et gloriósus in sæcula.
Benedíctus
es, qui sedes super Chérubim, íntuens abýssos. Et laudábilis, et gloriósus in sæcula.
Benedictus es, qui ambulas super pennas ventórurn, et super undas
maris. Et laudábilis, et gloriósus in sæcula.
Benedícant te omnes Angeli, et Sancti tui. Et laudent te, et
gloríficent in sæcula.
Benedicant
te cæli, terra, mare, et ómnia quæ in eis sunt. Et laudent te, et gloríficent in sæcula.
Glória
Patri, et Fílio, et Spirítui Sancto. Et laudábili, et glorióso in sæcula.
Sicut erat in princípio, et nunc, et semper: et in sæcula sæculórum. Amen. Et
laudábili, et glorióso in sæcula.
Benedíctus
es, Dómine Deus patrum nostrórum. Et
laudábílis, et gloriósus in saecula.
|
Bendito
sois, Senhor, Deus dos nossos pais: E digno de louvor e glória por todos os
séculos.
E
bendito o santo nome da vossa glória: E digno de louvor e glória por todos os
séculos.
Bendito
sois no Templo santo da vossa glória: E digno de louvor e glória por todos os
séculos.
Bendito
sois pelo santo Trono do vosso Reino: E digno de louvor e glória por todos os
séculos.
Bendito
sois pelo Cetro da vossa Divindade: E digno de louvor e glória por todos os
séculos.
Bendito
sois Vós, que estais sentado sobre os Querubins, perscrutando os abismos: E
digno de louvor e glória por todos os séculos.
Bendito
sois Vós, que andais sobre as asas dos ventos, e sobre as ondas do mar: E
digno de louvor e glória por todos os séculos.
Bendigam-Vos
todos os Anjos e Santos: E que Vos louvem e glorifiquem por todos os séculos.
Bendigam-Vos
os Céus, a Terra, o Mar e tudo o que neles existe: E que Vos louvem e
glorifiquem por todos os séculos.
Glória
ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo: E ao que é digno de louvor e glória por
todos os séculos.
Assim
como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos.
Amém: E ao que é digno de louvor e glória por todos os séculos.
Bendito sois, Senhor, Deus dos nossos
pais: E digno de louvor e glória por todos os séculos.
|
Epístola de São Paulo aos Hebreus 9, 2-12.
Irmãos:
No primeiro tabernáculo que foi construído havia os candelabros, a mesa e pães
da proposição, a que se chamava o Santo. Por detrás do segundo véu, estava a parte
do tabernáculo chamada o Santo dos Santos, contendo o altar de ouro para os
perfumes, e a arca da Aliança, recoberta de ouro, por todos os lados, na qual
se guardava uma urna de ouro contendo o maná, a vara de Aarão, que tinha
florido, e as tábuas da Aliança. Sobre ela estavam uns querubins em glória,
estendendo a sombra das suas asas sobre o propiciatório. Aqui, porém, não é o
lugar para falar destas coisas, uma por uma. Estando assim dispostas as coisas,
os sacerdotes de serviço entravam, em qualquer altura, na primeira parte do
tabernáculo, para desempenharem as funções cultuais; na segunda, porém, só se
entrava uma vez por ano, e só O sumo sacerdote,
e com sangue, que oferecia pelos seus erros, e pelos do povo. Com isto,
significava o Espírito Santo que o caminho do Santo dos Santos não estava
aberto enquanto subsistia o primeiro tabernáculo. Isto é um símbolo da época
presente, em que os dons e os sacrifícios que se oferecem não são capazes de
tornar perfeita a consciência de quem os oferece, por consistirem apenas em
alimentos, bebidas e abluções de toda a espécie: determinações carnais, somente válidas até ao
tempo em que se instituiriam as que viriam substituí-las. Ora Cristo, sumo
sacerdote dos bens futuros, já veio; e, atravessando um tabernáculo maior e
mais perfeito que não é obra dos homens -
isto é, que não é deste nosso mundo - penetrou, uma vez por todas,
no Santo doS Santos, não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu
próprio sangue, depois de nos ter conquistado a redenção eterna.
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 13, 6-17.
Naquele
tempo: Disse Jesus às multidões esta parábola: “Um homem tinha uma figueira
plantada na sua vinha. Foi lá por fruto, mas não o encontrou. Disse, por isso,
ao que tratava da vinha: 'Há três anos que venho por fruto a esta figueira, e
ainda o não encontrei. Corta-a, portanto. Para que estará aqui ocupando o
terreno?' Ele, porém, respondeu-lhe, dizendo: 'Deixa-a ainda por este ano, o
tempo suficiente para eu lhe cavar em volta, e estrumá-la; talvez venha a dar
fruto; se não, depois a cortarás.' ” Jesus
estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. Precisamente então, sobreveio
uma mulher que há dezoito anos andava com um espírito que a fazia estar sempre
doente; estava toda encurvada, de tal modo que lhe era totalmente impossível
olhar para cima. Jesus, ao vê-la, chamou-a, e disse-lhe: “Mulher! Estás livre
da tua enfermidade.” Depois, impôs-lhe as mãos, e imediatamente ela se
endireitou, pondo-se a glorificar a Deus. Porém, o chefe da sinagoga, indignado
por Jesus ter feito aquela cura em dia de sábado, tomou a palavra, para dizer
ao povo: “Há seis dias em que se pode trabalhar; vinde, portanto, nestes para
serdes curados, e não em dia de sábado!” O Senhor, então respondeu-lhe,
dizendo: “Hipócritas! Porventura, não tirais todos, aos sábados, os bois e os
jumentos do curral, para os levardes à água?! E esta mulher - uma filha de
Abraão! - que Satanás tinha presa há já
dezoito anos, não se devia soltar neste dia de sábado?!” Ao falar assim, todos
os seus inimigos se corriam de vergonha, ao passo que toda a outra gente
vibrava de alegria por todas as esplêndidas maravilhas que Ele realizava.
Traduções
das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB
(beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com
adaptações a/c blog).
Comentário
ao Evangelho do dia:
São
Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém e doutor da Igreja
Catequese
Batismal, nº 13 (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)
“Libertos dos laços do pecado pela cruz de Cristo”
São
Paulo disse: “Quanto a mim, porém, de nada me quero gloriar, a não ser na cruz
de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Ga
6,14). Foi coisa deveras admirável, ter aquele cego de nascença recuperado a
vista em Siloé; mas que significou isso para todos os outros cegos do mundo? A
ressurreição de Lázaro, morto havia quatro dias, foi coisa grande que
ultrapassou a natureza; mas essa graça aproveitou apenas a ele, nada trouxe a
todos os que, no mundo, tinham morrido pelos pecados cometidos. Foi assombroso
fazer brotar, a partir de apenas cinco pães, alimento bastante para saciar
cinco mil homens; mas isso nada significou para aqueles que, em todo o
universo, sofriam de fome e de ignorância. Admirável foi a libertação de uma
mulher acorrentada por Satanás desde há dezoito anos; mas que significará esse
facto, comparando-o com a situação de todos nós, que estamos amarrados com as
cadeias dos nossos pecados ?
Ora,
a vitória da cruz conduziu à luz todos aqueles que a ignorância tornava cegos,
libertou todos os que o pecado fazia cativos, e resgatou toda a humanidade. Não
te surpreenda que o mundo inteiro tenha sido resgatado. Aquele que morreu por
este resgate não era só um homem, mas o Filho unigênito de Deus. O pecado de
Adão trouxe a morte ao mundo inteiro; se a queda de um só fez reinar a morte
sobre todos os homens, a justiça de um só, com muito mais forte razão, não fará
reinar a vida? (Rom 5, 17) Se outrora, pela árvore cujo fruto comeram, os
nossos primeiros pais foram expulsos do paraíso, então agora, pela árvore da
cruz de Jesus, não entrarão os crentes muito mais facilmente no Paraíso? Se o
primeiro ser modelado de barro a todos a morte trouxe, Aquele que do barro o
modelou não trará a todos para a vida eterna, pois se é Ele próprio a Vida? (Jo
14, 6)
24 de set. de 2015
SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO - 25/09/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho
18:00 | Postado por
Sacerdos |
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SEXTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO
Féria
de 2ª Classe – Paramentos Roxos
Para ler/baixar o Próprio completo desta Missa,
clique aqui.
A pecadora
unge os pés de Jesus.
Epístola:
Livro do Profeta Oseias 14, 2-10.
É isto o que diz o
Senhor Deus: “Volta, Israel, ao
Senhor, teu Deus, porque foi por causa dos teus. pecados que tu caíste.
Preparai-vos de palavras, e voltai ao Senhor, e dizei-lhe: ‘Tirai-nos todos os nossos pecados, ficai
com o que Vos é agradável, porque nós havemos de oferecer-Vos os sacrifícios
das nossas promessas. Não é a Assíria que nos salvará; não montaremos cavalos [alusão à aliança com nações pagãs em troca de meios; no
caso, o Egito emprestou cavalos a Israel, n.d.t.], nem tornaremos a
dizer: ‘O nosso Deus são as obras das nossas mãos’, porque Vós compadeceis-Vos do órfão que
está sob a vossa proteção.’ ” - “Eu curarei as suas chagas, e amá-lo-ei de
todo o coração, porque a minha indignação já se afastou deles. Serei um orvalho
para Israel, que crescerá como um lírio, e lançará raízes como as árvores do
Líbano; estenderá os seus ramos, mostrando a magnificência da oliveira e o
perfume do Líbano. Virão repousar à sua sombra; farão renascer o trigo;
crescerão como a vinha; e serão falados como o vinho do Líbano. Depois disto,
que terá Efraim a ver com os ídolos? Sou Eu que o atendo, e olho por ele, como
quem olha por uma viçosa faia: De mim são os frutos que tu tens! Quem é
inteligente procure compreender estas coisas, e conhecê-las. Porque os caminhos
do Senhor são retos, e é por eles que andam os justos; os pecadores, porém,
tropeçarão neles.”
Evangelho
de Jesus Cristo segundo São Lucas 7, 36-50.
Naquele
tempo: Um fariseu pediu a Jesus que fosse comer com ele. Tendo, pois, entrado
em casa do fariseu sentou-se à mesa. Mas eis que uma mulher pecadora que havia
na cidade, quando soube que Ele estava à mesa, em casa do fariseu, levou um
vaso de alabastro cheio de perfume e, estando a seus pés, por detrás d’Ele,
começou a banhar lhos com lágrimas, e a enxugar lhos com os cabelos da sua
cabeça, e a beijar-lhos) e a ungir-lhos com o perfume! Ora, vendo isto o
fariseu que O tinha convidado, disse consigo: “Se
Este fosse profeta, saberia com certeza quem e qual é a mulher que Lhe fala:
Uma pecadora!” Então, Jesus
observou-lhe, dizendo: “Simão,
tenho uma coisa a dizer-te.” Ele
respondeu: “Mestre, fala.” “Um
credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro
cinquenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a dívida. Qual dos
dois amará ele mais?”
Respondendo, Simão disse: “Creio
que aquele a quem perdoou mais.”
Disse-lhe Jesus: “Julgaste
bem.” Voltando-Se, então, para a mulher, disse a
Simão: “Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não
me deste água para os pés: pois esta banhou-Me os pés com as suas lágrimas, e
enxugou-mos com os seus cabelos. Não Me deste o ósculo: pois esta, desde que
entrou, não cessou de beijar os meus pés! Não ungiste a minha cabeça com
perfume: pois esta ungiu com perfume os meus pés. por tudo isto que te digo:
São-lhe perdoados muitos pecados, porque amou muito. Se a alguém se perdoa
menos, é porque amou menos.” Em
seguida, disse-lhe, a ela: “São-te
perdoados os teus pecados.” Os
convidados, então, começaram a dizer entre si: “Quem
é Este que até perdoa os pecados?” Jesus,
porém, disse à mulher: “A tua
fé te salvou; vai em paz.”
Traduções
das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB
(beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com
adaptações).
Comentário
ao Evangelho do dia
São Romano Melodista (? - aprox. 560), compositor de hinos sacros
Hino 21 (extraído do site Evangelho Quotidiano)
São Romano Melodista (? - aprox. 560), compositor de hinos sacros
Hino 21 (extraído do site Evangelho Quotidiano)
“São-lhes perdoados os seus muitos pecados.”
Quando
viu as palavras de Cristo espalharem-se por toda a parte como aromas, a
pecadora começou a detestar o fedor que saía dos seus próprios atos: “Não fiz
caso da misericórdia que Cristo tem para comigo, procurando-me quando por minha
culpa me perdi. Porque é a mim que Ele procura em todo o lado; é por mim que
janta em casa do fariseu, Ele que dá alimento ao mundo inteiro. Faz da mesa um
altar de sacrifício onde Se oferece, perdoando as dívidas aos devedores, para
que estes se aproximem com confiança dizendo: 'Senhor, salva-me do abismo das
minhas más obras.' ”
Ali
acorreu avidamente e, desprezando as migalhas, tomou o pão; mais faminta que a
cananeia (Mc 7,24 ss), saciou a sua alma vazia com igual fé. Não foi um apelo
que a remiu, mas o silêncio, pois disse num soluço: “Senhor, salva-me do abismo
das minhas más obras.”
Correu
até casa do fariseu, precipitando-se na penitência. “Vamos, alma minha”, disse,
“chegou o momento que tanto pedias! Aquele que purifica está aqui, porque
permaneces no abismo das tuas más obras? Vou ao seu encontro, pois foi por mim
que Ele veio. Deixo os amigos do passado, porque desejo apaixonadamente Este
que aqui está hoje; e, como Ele me ama, dou-Lhe o perfume e as lágrimas que
trago. […] O desejo pelo Desejado transfigura-me e eu amo Aquele que me ama da
maneira que Ele quer ser amado. Arrependo-me e a seus pés me rojo, como Ele
espera; procuro o silêncio e o retiro, como Lhe agrada. Rompo com o passado,
renunciando ao abismo das minhas más obras.”
22 de set. de 2015
QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO - 23/07/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho
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QUARTA-FEIRA DAS TÊMPORAS DE SETEMBRO
Féria
de 2ª Classe – Paramentos Roxos
Para ler e/ou baixar o Próprio desta Missa,
clique aqui.
Esdras retoma
o sacrifício mosaico ao retornar do exílio (cf. Leituras do dia).
Profecia
de Amós 9, 13-15.
É isto o que diz o Senhor Deus: “Virão dias em que o lavrador seguirá
logo após o ceifeiro, e o que pisa as uvas logo após o semeador; as montanhas
destilarão doçuras, e todas as colinas liquefazer-se-ão. Trarei do cativeiro o
meu povo de Israel, que reconstruirá as cidades devastadas, e habitar nelas;
plantará vinhas, e beber-lhes o vinho; fará pomares, e comer-lhes os frutos.
Fixá-lo-ei na sua própria terra, e jamais os voltarei a tirar dessa terra que
Eu lhes dei.“Assim diz o Senhor, teu Deus.
Epístola:
Livro de Neemias 8, 1-10.
Naqueles dias: Reuniu-se
todo o povo, como um só homem, na praça que está diante da porta das Águas; e
disseram a Esdras, o legista, que trouxesse o livro da lei de Moisés,que o
Senhor tinha prescrito a Israel. Trouxe, pois, Esdras, a Lei, para diante da
multidão dos homens e das mulheres, e de todos os que podiam entender. Era o
primeiro dia do sétimo mês. Leu Esdras, naquele livro, claramente, no meio da
praça que fica diante da porta das Águas, desde manhã até ao meio-dia, na
presença dos homens, das mulheres e dos que podiam entender; e todo o povo
tinha os ouvidos atentos à leitura do livro. Esdras, o legista, estava de pé,
sobre o estrado de madeira, que tinha mandado fazer para falar. Abriu o livro à
vista de todo o povo, visto que dominava toda a assembleia, e, logo que o
abriu, todo o povo se pôs de pé. Esdras bendisse o Senhor, Deus grande; e todo
o povo respondeu: “Amém,
amém”, levantando as mãos; depois, curvaram-se,
e, prostrados por terra, adoraram a Deus. Entretanto, os Levitas faziam estar o
povo em silêncio, para ouvir a Lei, mantendo-se cada qual no seu lugar. Leram,
então, no livro da Lei de Deus, distinta e claramente, para se entender: e o
povo entendia quanto se estava lendo. Neemias e Esdras, sacerdote e legista, e
os levitas, que interpretavam a Lei a todo o povo, disseram: “Este dia é
consagrado ao Senhor, nosso Deus; portanto, não estejais tristes nem choreis.“Disse-lhes, pois: “Ide comer carne gorda, e beber vinhos licorosos,
mandando também quinhões aos que não têm nada preparado para si; porque este
dia é consagrado ao Senhor; por isso, não estejais tristes: porque a alegria do
Senhor é a nossa fortaleza.”
Evangelho de Jesus Cristo
segundo São Marcos 9, 16-28.
Naquele tempo: Um, de entre a multidão, disse a Jesus: “Mestre! Trouxe-Te aqui o meu filho,
possesso de um espírito mudo: sempre que se apodera dele, atira-o por terra, e
a criança espuma e range os dentes, até se definhar. Pedi aos teus discípulos
que o expulsassem, mas eles não foram capazes.” Ele, então exclamou: “Geração
incrédula! Até quando estarei no meio de vós?! Até quando vos suportarei?! ...
Trazei-me aqui a criança.” Levaram-lho.
Apenas viu Jesus, imediatamente o espírito sacudiu violentamente a criança, que
se revolvia na terra, a espumar! Jesus perguntou ao pai: “Há quanto tempo lhe acontece isto?” Ele respondeu: “Desde pequeno. Até muitas vezes o tem
lançado no fogo ou na água, para o matar. Porém, se Tu podes alguma coisa,
acode-nos, tendo compaixão de nós.” Observou-lhe
Jesus: “Se tu podes ... Tudo é possível a quem crê!” Imediatamente o pai da criança começou a
exclamar, entre lágrimas: “Eu creio, Senhor! Auxiliai a minha incredulidade!” Jesus, vendo que o povo acorria em
multidão, esconjurou o espírito imundo, dizendo-lhe: “Espírito surdo e mudo, Eu
te ordeno que saias desta criança, e que jamais voltes a entrar nela!” Então, soltando um grande berro, e
sacudindo-a violentamente, o espírito saiu, deixando a criança como morta! A
tal ponto que muitos diziam: “Está morta!” Jesus,
porém, pegando-lhe na mão, levantou-a, e ela ergueu-se. Quando, depois, entrou
em casa, os discípulos perguntaram-Lhe o seguinte, em particular: “Por que é
que nós o não pudemos expulsar?” Ele
respondeu-lhes: “Esta
casta de demônios só se pode fazer sair com a oração e o jejum.”
Traduções
das leituras extraídas do Missal Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB
(beneditino da Abadia de Santo André) – Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com
adaptações).
Comentário
ao Evangelho do dia
Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Escritos Espirituais - Meditações sobre os Santos Evangelhos (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)
Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara
Escritos Espirituais - Meditações sobre os Santos Evangelhos (extraído do site Evangelho Quotidiano, apud Per Ipsum)
“Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!“
A
virtude que Nosso Senhor recompensa, a virtude que Ele louva, é quase sempre a fé.
Por vezes louva o amor, como com Madalena (Lc 7,47); por vezes a humildade, mas
esses exemplos são raros; é quase sempre a fé que recebe dele recompensa e
louvores. Por quê? Sem dúvida porque a fé é, se não a mais alta virtude (a
caridade ultrapassa-a), pelo menos a mais importante, pois é o fundamento de
todas as outras, incluindo a caridade, e também porque é a mais rara.
Ter
verdadeiramente fé, a fé que inspira todas as ações, essa fé sobrenatural que
despoja o mundo da sua máscara e mostra Deus em todas as coisas; que faz
desaparecer todos os impossíveis; que retira sentido às palavras de
inquietação, de perigo, de medo; que faz com que se caminhe na vida com uma
calma, uma paz e uma alegria profundas, como um menino levado pela mão de sua
mãe; que conduz a alma a um desapego tão absoluto de todas as coisas sensíveis,
cujo vazio e puerilidade detecta claramente; que proporciona uma tal confiança
na oração, a confiança da criança que pede uma coisa boa a seu pai; essa fé que
nos mostra que tudo o que não for agradar a Deus é mentira; essa fé que nos faz
ver tudo a outra luz — os homens como imagens de Deus, que devem ser amados e
venerados por serem retratos do nosso Bem-Amado, e a quem devemos fazer todo o
bem possível; as outras criaturas como coisas que devem, sem exceção,
ajudar-nos a ganhar o céu, louvando a Deus, quer através delas quer
privando-nos delas — essa fé que, deixando entrever a grandeza de Deus, nos faz
ver a nossa pequenez; que nos leva a fazer sem hesitar, sem corar, sem temer,
sem jamais recuar, tudo o que é agradável a Deus: oh como é rara essa fé! Meu
Deus concede-ma! Meu Deus eu creio, mas aumenta a minha fé! Meu Deus, faz com
que eu creia e ame.
30 de mai. de 2015
SÁBADO DAS TÊMPORAS DE PENTECOSTES - 30/05/2015 - Leituras e Comentário ao Evangelho
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SÁBADO DAS TÊMPORAS DE PENTECOSTES
Oitava de 1ª Classe - Paramentos Vermelhos
Para ler/baixar os Próprios completos das Missas na Oitava de Pentecostes (da 2ª Feira de Pentecostes ao Sábado das Têmporas), inclusive esta, clique aqui.
“E Jesus ausentou-se para um
lugar solitário.”
1ª Leitura: Livro de Joel 2, 28-32.
É isto o que diz o Senhor Deus: “Derramarei o meu
Espírito sobre todas as pessoas, vindo então a profetizar os vossos filhos e as
vossas filhas; os vossos anciãos terão sonhos, e visões os vossos jovens. Sim!
Nesse dia derramarei o meu Espírito sobre os meus servos e sobre as minhas servas.
Mais ainda! Farei aparecer prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e
fumarada! O sol converter-se-á em trevas, e a lua em sangue,
antes que venha o dia grande e glorioso do Senhor! Todo aquele que então invocar
o nome do Senhor, será salvo.”
(Caso o padre celebrante opte por
abreviar a Missa, omitir as Leituras de 2ª a 5ª, indo diretamente à Epístola
logo abaixo delas.)
2ª Leitura: Livro do Levítico 23, 9-21.
Naqueles dias: Falou Deus a Moisés, nestes termos: “Fala
aos filhos de Israel, dizendo-lhes: ‘Quando entrardes na terra que vos darei, e
tiverdes feito as ceifas, levareis ao sacerdote molhos de espigas, como
primícias da vossa colheita. O sacerdote levantará as gavelas diante do Senhor,
no dia seguinte ao sábado, para que ele as aceite em vosso favor, e as abençoe.
A partir, pois, do dia seguinte ao sábado, em que
tiverdes oferecido as gavelas das primícias, contareis sete
semanas completas, isto é, contareis cinquenta dias até ao dia a seguir ao fim
da sétima semana, e então oferecereis ao Senhor uma nova oblação, trazendo das
vossas casas dois pães de primícias, que serão de dois décimos de flor de
farinha cozida com fermento: serão as primícias do Senhor. Proclamareis nesse
dia, solenemente, a festa, e juntar-vos-eis santamente em assembleia; nem
fareis qualquer trabalho servil: É esta uma lei
perpétua para todos os vossos descendentes, e lugares onde habitardes, diz o
Senhor todo poderoso.’”
3ª Leitura: Livro do Deuteronômio 26, 1-11.
Naqueles dias: Disse Moisés aos filhos de Israel: “Ouvi, Israel, o que vos ordeno: Quando entrardes na
terra que o Senhor, vosso Deus, vos vai dar para possuirdes; quando a ocupardes
e lá habitardes, tomareis as primícias de todos os frutos dessa terra:
pô-los-eis num cesto, e caminhareis até ao lugar que o Senhor, vosso Deus,
tiver escolhido para que lá seja invocado o seu nome. Dirigir-vos-eis ao
sacerdote que então estiver de serviço, e dir-lhe-eis: ‘Reconheço hoje
publicamente, na presença do Senhor, nosso Deus, que foi Ele que nos ouviu, e
atendeu à nossa miséria, sofrimentos e opressão, fazendo-nos
sair do Egito, com o poder da sua mão e com a força do seu braço, no meio do
terror, dos milagres e dos prodígios! Assim nos introduziu nesta terra, e nos
entregou uma região que emana leite e mel. É por isso que
ofereço agora as primícias dos frutos da terra que o Senhor me deu.’ Deporeis
estas primícias diante do Senhor, vosso Deus, e prostrar-vos-eis diante do Senhor,
vosso Deus. Em seguida, fareis um festim, comendo de todas as coisas boas que o
Senhor, vosso Deus, vos tiver dado.”
4ª Leitura: Livro do Levítico 26, 3-12.
Naqueles dias, disse o Senhor a Moisés: “Falarás aos filhos de Israel, dizendo-lhes: ‘Se
andardes nos meus preceitos, e guardardes os meus mandamentos e os puserdes em
prática, dar-vos-ei as chuvas na altura própria: a terra dará os seus produtos,
e as árvores os seus frutos; as ceifas irão até às vindimas, e as vindimas até às
sementeiras. Comer eis o vosso pão até vos saciardes, e habitareis sem temor na
vossa terra. Farei reinar a paz nas vossas fronteiras, e dormireis sem ser
perturbados. Farei desaparecer os animais ferozes, e a espada não penetrará nos
vossos confins. Perseguireis os vossos inimigos, e eles cairão diante de vós:
Cinco de vós perseguirão cem, e cem de vós dez mil, e os vossos inimigos cairão
ao fio da espada, à vossa vista! Olharei por vós, e far-vos-ei crescer: multiplicar-vos-ei,
e manterei a minha aliança convosco. Comereis as colheitas anteriores, e tereis
de as pôr de lado para dar lugar às novas! Fixarei a minha habitação no meio de
vós, e não vos rejeitarei: Andarei no meio de vós, serei o vosso Deus, e vós sereis
o meu povo, diz o Senhor todo-poderoso.’”
5ª Leitura: Livro de Daniel 3, 47-51.
Naqueles dias: o Anjo do Senhor desceu,
junto de Azarias e dos seus companheiros, à fornalha, donde desviou a chama do
fogo, e fez que no meio dela soprasse uma como que viração acompanhada de
orvalho. As chamas atingiram quarenta e nove côvados acima da fornalha,
irrompeu, e queimou os servos do rei, que deparou junto da fornalha! Queimou,
na sua erupção, os caldeus, que, a serviço do rei, a atiçavam; porém, quanto aos
jovens, nem de longe os tocou e incomodou, nem de qualquer modo lhes causou a
mínima dor! Os três, então, como a uma voz, louvavam, glorificavam e bendiziam
a Deus na fornalha, dizendo:
Aleluia e Cântico dos Três Jovens na Fornalha: Livro de Daniel 3, 52.
Aleluia.
℣. Benedíctus
es, Dómine Deus patrum nostrórum. Et
laudábílis, et gloriósus in sæcula.
|
Aleluia.
℣. Bendito
sois, Senhor, Deus dos nossos pais: E digno de louvor e glória por todos os
séculos.
|
Epístola de São Paulo aos Romanos 5, 1-5.
Meus irmãos: Justificados pela fé, sintamo-nos em
paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, a Quem devemos o ter acesso, pela
fé, a esta graça em que estamos firmes, e o gloriarmo-nos na esperança da
glória dos filhos de Deus. Mais e melhor ainda: Nós gloriamo-nos até nas
tribulações, reconhecendo que a tribulação produz a constância; a constância, a
virtude provada; e a virtude provada, a esperança. Ora a esperança não nos
engana, porque o amor de Deus para conosco está difundido nos nossos corações, pelo
Espírito Santo que nos foi dado.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,
38-44.
Naquele tempo: Saindo Jesus da sinagoga, entrou na
casa de Simão. Como a sogra de Simão estava com febre muito alta, pediram-Lhe
por ela. Tendo-se, então, debruçado sobre ela, deu ordens à febre, e a febre
deixou-a. Levantou-se ela logo imediatamente, e servia-os. Quando foi sol
posto, todos os que tinham pessoas a sofrer de diversos males, levavam-lhas: e
Ele curava-os, impondo as mãos a cada um deles. Os demônios, por sua vez, saíam
de muitos, clamando, a dizer: “Tu és o Filho de Deus.” Ele, porém, ameaçava-os,
não os deixando confessar que sabiam que Ele era o Cristo. Depois, ao fazer-se
dia, ausentou-se para um lugar solitário. As multidões, todavia, puseram-se à
sua busca; até que, tendo-o encontrado, o detiveram, impedindo-o de se afastar
delas. Ele, contudo, observou-lhes: “É igualmente
necessário que Eu vá anunciar, às outras cidades, a boa nova do reino de Deus,
pois é para isso que Eu fui enviado.” Em seguida, continuava pregando pelas
sinagogas da Galileia.
Traduções das leituras extraídas do Missal
Quotidiano por Pe. Gaspar Lefebvre OSB (beneditino da Abadia de Santo André) –
Bruges, Bélgica: Biblica, 1963 (com adaptações a/c blog).
Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santa Teresa de Ávila (1515-1582), carmelita
descalça, doutora da Igreja
O Caminho da Perfeição, cap. 26/28 (extraído do
site Evangelho Quotidiano).
“Saiu e retirou-se para um local deserto”
Como não recordar um Mestre como este, que nos
ensinou a oração, que a ensinou com tanto amor e com um tão vivo desejo de que
ela nos seja proveitosa?... Sabeis que Ele nos ensina a rezarmos no isolamento.
É assim que Nosso Senhor fazia sempre, quando rezava, não que isso lhe fosse
necessário, mas porque queria dar-nos o exemplo. Já dissemos que não seríamos
capazes de falar ao mesmo tempo a Deus e ao mundo. Ora não fazem outra coisa os
que recitam as suas orações e, ao mesmo tempo, escutam o que se diz à volta
deles, ou se demoram nos pensamentos que lhes ocorrem sem se preocuparem em
afastá-los.
Não falo daquelas indisposições que aparecem por
vezes e, ainda menos, da melancolia ou da fraqueza de espírito que afligem
certas pessoas e as impedem de se recolher, apesar dos seus esforços. O mesmo
acontece com aquelas tempestades interiores que às vezes podem perturbar os
fiéis servos de Deus, mas que Este permite para seu maior bem. Na sua aflição,
procuram em vão a calma. Façam o que fizerem, não conseguem estar atentos às
orações que pronunciam. O seu espírito, longe de se fixar em nada, parte de tal
maneira à aventura que eles parecem ter sido atingidos por uma espécie de
frenesim. Pelo sofrimento que isso lhes provoca, verão bem que a culpa não é
deles; não se atormentem, pois, por isso... Uma vez que a sua alma está doente,
que se apliquem a conceder-lhe algum repouso e se ocupem em qualquer outra obra
de virtude. É isso que devem fazer as pessoas que se vigiam a si mesmas e que
compreendem que não se poderia falar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo.
O que depende de nós é que tentemos estar no
isolamento para rezar. Queira Deus que isso baste, repito, para compreendermos
em presença de quem estamos e que resposta dá o Senhor aos nossos pedidos!
Pensais que Ele se cala, de tal forma que não o ouçamos? Certamente que não.
Ele fala-nos ao coração quando é o coração que lhe reza.
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